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				<article-title>HISTÓRIA, MEMÓRIA E PASSADO EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS E DE GESTÃO</article-title>
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						<trans-title>HISTORY, MEMORY, AND THE PAST IN MANAGEMENT AND ORGANIZATION STUDIES</trans-title>
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					<p><bold>CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES</bold></p>
					<p> Os autores declaram que todos tiveram contribuição no desenvolvimento do
						estudo. Todos trabalharam na conceitualização e abordagem
						teórica-metodológica, revisão teórica e participaram da redação e revisão
						final do manuscrito.</p>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
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		<p>Nossos objetivos para este editorial são três. Primeiro, contextualizamos o crescente
			interesse dos estudiosos organizacionais e de gestão em questões de história, memória e
			do passado. Apesar do número crescente de estudos organizacionais históricos, o
			funcionalismo e o interpretativismo funcional continuam sendo as abordagens dominantes
			nos estudos organizacionais e de gestão (MOS, do inglês <italic>management and
				organization studies</italic>). Além disso, como os estudiosos europeus e
			norte-americanos estão excessivamente representados na literatura, a análise do impacto
			histórico do comércio global e das organizações multinacionais na relação entre o Norte
			e o Sul globais é limitada. Em segundo lugar, mapeamos a literatura que conecta
			história, memória e passado aos estudos organizacionais. Fornecemos uma visão geral dos
			esforços iniciais dos estudiosos de MOS para desenvolver abordagens humanistas para
			estudos organizacionais e discutir o papel que a história desempenha em informar
			discussões epistemológicas, teóricas, metodológicas e empíricas na área. Em terceiro,
			destacamos especificamente como os artigos desta edição especial contribuem para o campo
			da história e memória das organizações. </p>
		<sec>
			<title>UMA BREVE HISTÓRIA DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS HISTÓRICOS</title>
			<p>Por mais de 30 anos, pesquisadores têm buscado reconectar história e estudos
				organizacionais. Tem sido uma subida íngreme desde que um grupo de pioneiros
				destacou que organizações são fenômenos históricos e elaborou uma agenda de pesquisa
				mais humanística (<xref ref-type="bibr" rid="B73">Zald, 1990</xref>, 1993), baseada
				na análise histórica e em uma compreensão mais profunda do contexto histórico e do
				passado (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Kieser, 1994</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B34">Lawrence, 1984</xref>). O surgimento da "virada histórica" (<xref
					ref-type="bibr" rid="B52">Clark &amp; Rowlinson, 2004</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B59">Mills, Suddaby, Foster, &amp; Durepos, 2016</xref>)
				mudou nossa compreensão dos papéis desempenhados pelo passado, história e memória em
				MOS. </p>
			<p>No entanto, apesar do crescente interesse em incorporar questões de tempo, memória e
				história em várias vertentes da pesquisa de MOS, existem algumas lacunas
				preocupantes. Primeiro, houve um envolvimento limitado de estudiosos com abordagens
				críticas e pós-modernas (Durepos, Shaffner, &amp; Taylor, no prelo).
				Especificamente, as abordagens pós-coloniais (<xref ref-type="bibr" rid="B18"
					>Decker, 2013</xref>), descoloniais (<xref ref-type="bibr" rid="B70">Wanderley
					&amp; Barros, 2018</xref>) e ANTi-históricas (Durepos &amp; Mills, 2012) no
				estudo do passado não estão representadas na literatura MOS. Essas perspectivas
				também estão bem ausentes em edições especiais recentes sobre história, memória e o
				passado publicadas por periódicos centrais na área. À medida que a pesquisa motivada
				pela virada histórica amadurece, esperamos ideias acadêmicas cada vez mais ricas e
				diversificadas.</p>
			<p>Em segundo lugar, grande parte da discussão sobre os estudos organizacionais
				históricos ocorreu na Europa e na América do Norte. Embora interesses semelhantes
				tenham sido expressos em outras partes do mundo (por exemplo, no Brasil), o número
				de publicações sobre o assunto não representa o número crescente de pesquisadores
				que buscam teorizar a intersecção entre a organização e passado. A falta de
				pesquisas além do Norte global é uma explicação para as discussões limitadas sobre a
				interação entre lugar e cultura, de um lado, e tempo, história e memória de outro.
				Para melhor explicar e explorar o impacto da virada histórica no conhecimento sobre
				gestão, precisamos produzir conhecimento de interesse geral que está embutido nas
				realidades locais. Em outras palavras, pesquisadores de gestão e organizações
				precisam dar-se conta de como o lugar molda a experiência do tempo para construir
				diferentes histórias. O Sul global tem suas próprias experiências para compartilhar;
				assim, é importante levar em consideração como as relações entre países e empresas
				de diferentes culturas e nacionalidades contribuiu para informar e transformar umas
				às outras.</p>
			<p>Em terceiro, os centros de pesquisa internacionais de alta qualidade apresentam
				barreiras específicas para a divulgação de pesquisas conduzidas por estudiosos que
				não falam inglês. Restringir as comunicações a uma única língua prejudica a
				capacidade de pesquisadores não versados no idioma inglês de expressar seus
				pensamentos. Como a apresentação do passado não pode ser dissociada da linguagem e
				do vocabulário usados para vivenciar e falar dele, existem tradições de pesquisa
				ricas e especializadas em outros idiomas além do inglês que foram silenciadas e
				ignoradas. Isso tem limitado o alcance e o ritmo das pesquisas sobre questões
				importantes relacionadas à virada histórica. </p>
			<p>Apesar dessas limitações, os estudos organizacionais históricos oferecem uma visão
				sobre os diferentes mecanismos de organizações e de gestão. Em particular, esses
				estudos iluminam fundamentos epistemológicos, teóricos, metodológicos e empíricos
				relacionados ao estudo do passado na pesquisa em MOS. Nas seções que se seguem
				revisamos brevemente essas discussões e destacamos algumas críticas atuais da área. </p>
			<sec>
				<title>Epistemológico</title>
				<p>Uma das principais críticas levantadas por acadêmicos da virada histórica tem
					sido o caráter a-histórico da maioria das pesquisas organizacionais e de gestão
						(<xref ref-type="bibr" rid="B31">Kieser, 1994</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B73">Zald, 1990</xref>). Tanto historiadores de negócios quanto
					estudiosos de organizações familiarizados com o uso de métodos históricos na
					pesquisa organizacional articularam essa crítica (<xref ref-type="bibr" rid="B4"
						>Booth &amp; Rowlinson, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B65">Üsdiken
						&amp; Kieser, 2004</xref>). Como <xref ref-type="bibr" rid="B9">Clark e
						Rowlinson (2004)</xref> escreveram na época, a virada histórica "implicaria
					questionar a retórica cientificista dos estudos organizacionais, uma abordagem
					do passado como processo e contexto e não apenas como uma variável, e um
					engajamento com debates historiográficos, especialmente em relação ao
						<italic>status</italic> epistemológico da narrativa” (p. 346).</p>
				<p>Outros também questionam como os princípios filosóficos da história impactam a
					pesquisa de MOS. Por exemplo, muitos projetos de pesquisa MOS adotam uma visão
					realista ingênua da história. O pressuposto de que existe uma correspondência
					direta entre a história e o passado foi dado como certo no MOS. <xref
						ref-type="bibr" rid="B13">Coraiola, Foster e Suddaby (2015</xref>),
					entretanto, argumentam que muitos projetos de pesquisa a-histórica, quando
					examinados mais de perto, são, na verdade, históricos. A diferença é que a
					maioria dos pesquisadores de MOS deixa de refletir sobre suas suposições tidas
					como certas sobre a história e o passado. Indo adiante, alguns estudiosos
					requisitaram aos pesquisadores ir além do conhecimento histórico (<xref
						ref-type="bibr" rid="B32">Kipping &amp; Üsdiken, 2014</xref>) com o intuito
					de desenvolver a consciência histórica (Suddaby, 2016).</p>
				<p>Apesar desses esforços, os estudiosos de MOS continuam a ser criticados por seu
					envolvimento limitado com a história e o passado. Alguns notaram que as
					tentativas de integrar história e estudos organizacionais podem levar a um
					caminho em que a importância epistemológica da história é descartada. A triste
					consequência é que a história é tratada apenas como um método e/ou uma variável
						(<xref ref-type="bibr" rid="B19">Decker, 2016</xref>). Outros,
					particularmente estudiosos de estudos críticos em administração (ECA, do inglês
						<italic>critical management studies - CMS</italic>), argumentam que a
					intenção original da virada histórica foi apenas parcialmente cumprida. Como
					resultado, ainda há muito o que fazer para rejeitar a supremacia do
					cientificismo na teoria organizacional, reconhecer outros modos de estudar e
					representar o passado, e conceder legitimidade a formas heterogêneas de escrever
					história (Durepos et al., no prelo).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Teórico</title>
				<p>Os estudiosos de MOS combinaram muito a história e o passado (Weatherbee, <xref
						ref-type="bibr" rid="B71">Durepos, Mills, &amp; Mills, 2012</xref>),
					conforme visto em duas abordagens principais de MOS. Uma abordagem é a pesquisa
					sobre <italic>imprinting</italic> e o estudo do efeito de eventos fundacionais
					passados em indivíduos, organizações e instituições atuais (como em <xref
						ref-type="bibr" rid="B41">Marquis, 2003</xref>; Marquis &amp; Tilcsik,
					2013). O outro é o estudo da dependência do caminho e a noção de que ações no
					passado podem limitar ações possíveis no presente e no futuro (como em <xref
						ref-type="bibr" rid="B61">Sydow &amp; Schreyögg, 2013</xref>; Sydow,
					Schreyögg, &amp; Koch, 2009). Ambas as abordagens igualam o passado e o que
					ocorreu no passado com a história e como o passado é narrado.</p>
				<p>Mais recentemente, esforços têm sido feitos para minimizar o determinismo dessas
					abordagens, redefinindo o passado e como ele é entendido nas organizações. Por
					exemplo, a lógica da sedimentação informou o conceito de
						<italic>imprinting</italic>. Ao invés de tratar o
						<italic>imprinting</italic> a partir da influência de evento antigo
					associado à fundação de uma organização, relatos mais recentes consideram a
					possibilidade de que eventos posteriores também possam ser fundamentais e criem
					diferentes camadas de efeitos geracionais (<xref ref-type="bibr" rid="B42"
						>Marquis &amp; Tilcsik, 2013</xref>). Da mesma forma, os estudiosos da
					dependência do caminho redefiniram suas abordagens para incorporar caminhos não
					percorridos que ainda podem estar disponíveis como itens perdidos ou descartados
						(<italic>flotsam and jetsam</italic>), que potencialmente se tornam recursos
					endógenos para a mudança (<xref ref-type="bibr" rid="B54">Schneiberg,
						2007</xref>). Ao igualar a história com o passado, ambas as abordagens
					deixam de explorar o que é verdadeiramente distinto na história. A história é
					importante porque é uma narrativa que impõe ordem e significado nas coisas
					passadas. Em outras palavras, as histórias que contamos sobre o passado o tornam
					significativo e administrável. </p>
				<p>No entanto, a imprecisão da definição significa que narrativas e história são
					frequentemente consideradas as mesmas. Isso levou alguns estudiosos de MOS a
					confundir e interpretar mal a diferença entre construtos-chave, como história e
					memória coletiva. No entanto, quando examinados mais de perto, existem
					diferenças importantes e significativas entre os dois (<xref ref-type="bibr"
						rid="B47">Nora, 1989</xref>). Em termos metafóricos, a história é a
					narrativa contada por um explorador que está de fora, enquanto a memória
					coletiva é a lembrança de experiências compartilhadas. A história é o produto de
					pesquisas e escritas propositais que acontecem no presente olhando para o
					passado e que pressupõe descontinuidade e distância entre os atores do passado e
					os autores da história. A história tem, então, um autor identificável, cuja
					autoridade sobre o passado está ligada às fontes usadas para contar a narrativa. </p>
				<p>A memória coletiva é distinta da história porque evolui de maneiras incertas e
					imprevisíveis. O que é lembrado (esquecido) é disseminado por meio de narrativas
					que são transmitidas (descartadas) de geração em geração. A memória coletiva é
					emergente e não tem um autor claro. O peso e a autoridade da memória coletiva
					são fornecidos por tradições e crenças de uma comunidade mnemônica específica
						(<xref ref-type="bibr" rid="B75">Zerubavel, 1996</xref>). História e
					memória, embora diferentes e distintas, podem ser pensadas como perspectivas
					alternativas do passado (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Nora, 1989</xref>).
					Cada uma fornece descrições e interpretações complementares, contraditórias e
					correspondentes do passado, e sua interação requer melhor teorização por
					pesquisas futuras.</p>
				<p>A concepção original da memória organizacional era como um repositório onde as
					informações passadas eram armazenadas para serem recuperadas para uso futuro
						(<xref ref-type="bibr" rid="B69">Walsh &amp; Ungson, 1991</xref>). Memória
					organizacional, portanto, foi entendida como o local onde as informações
					organizacionais eram armazenadas. A introdução da virada histórica, no entanto,
					levou ao questionamento da abordagem estática do local de armazenamento para a
					memória organizacional. Esse questionamento promoveu o desenvolvimento de uma
					abordagem mais dinâmica da memória organizacional, análoga às discussões sobre
					memória coletiva. As discussões sobre a memória organizacional logo foram
					redefinidas e tornou-se em particular geralmente aceita como um processo em vez
					de um local de armazenamento. Consequentemente, outros processos de organização
					da memória, como lembrar e esquecer (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Feldman
						&amp; Feldman, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B53">Rowlinson,
						Booth, Clark, Delahaye, &amp; Procter, 2010</xref>), logo se tornaram
					tópicos relevantes para investigação. </p>
				<p>A mudança de entendimento acerca da memória organizacional levou a novas
					discussões sobre como o passado é lembrado e esquecido e à emergência de um novo
					campo de pesquisa em Estudos Organizacionais da Memória (Foroughi, Coraiola,
					Rintamaki, Mena, Foster, In press). Debates acerca da memória também têm
					ocorrido em outras instâncias, em particular nas pesquisas em história retórica
						(<xref ref-type="bibr" rid="B60">Suddaby, Foster, &amp; Trank, 2010</xref>)
					e usos do passado (<xref ref-type="bibr" rid="B68">Wadhwani, Suddaby, Mordhorst,
						&amp; Popp, 2018</xref>). No entanto, história e memória permanecem em geral
					indistintos nesses trabalhos. Mais recentemente, acadêmicos chamaram a atenção
					para a necessidade de um engajamento mais reflexivo com a diferença entre os
					dois construtos (Decker, Hassard, Rowlinson, In press). Esforços nesse sentido
					devem levar a uma clareza maior das fronteiras entre eles e a uma melhor da
					contribuição específica da memória e da história para a nossa compreensão das
					organizações.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Metodológico</title>
				<p>Vários pesquisadores tem sugerido o uso de métodos de pesquisa histórica e
					arquivística em MOS (como em <xref ref-type="bibr" rid="B31">Kieser,
					1994</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Lawrence, 1984</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B66">Ventresca &amp; Mohr, 2002</xref>). Na verdade, os
					estudiosos de MOS têm usado regularmente arquivos históricos como fonte de dados
					para o desenvolvimento de pesquisas empíricas. No entanto, para a maioria deles
					o passado era apenas um campo para se testar teorias. Havia pouco reconhecimento
					da importância do contexto, da crítica das fontes, da interpretação hermenêutica
					e do papel das notas de rodapé nas explicações históricas. Além disso,
					excetuando-se os estudos de um pequeno número de acadêmicos sintonizados com os
					debates e demandas específicas da pesquisa historiográfica (como em <xref
						ref-type="bibr" rid="B52">Rowlinson, 2004</xref>), a maioria dos estudos em
					MOS deixou de compreender totalmente o potencial da pesquisa arquivística e
					histórica.</p>
				<p>Duas publicações abriram novos caminhos ao introduzir mais vigorosamente uma
					compreensão histórica da pesquisa MOS. Rowlinson et al. (2014) esclareceram
					alguns pressupostos básicos sobre a pesquisa histórica e os contrastaram com os
					entendimentos tradicionais dos estudiosos de MOS. Da mesma forma, <xref
						ref-type="bibr" rid="B7">Bucheli e Wadhwani (2014</xref>) curaram uma
					coleção de artigos que exploram a conexão entre história e teoria em diferentes
					campos e abordagens, bem como alguns dos aspectos metodológicos que devem ser
					considerados na utilização de métodos históricos. Ambas as publicações uniram
					historiadores de negócios e estudiosos organizacionais em discussões comuns que
					ajudaram a fornecer orientação sobre o uso de métodos históricos em estudos
					organizacionais.</p>
				<p>Discussões atuais têm ajudado em um maior engajamento metodológico com a história
					e seu papel nos estudos organizacionais. Por exemplo, <xref ref-type="bibr"
						rid="B37">Maclean, Harvey e Clegg (2016</xref>, 2017) mudaram essa discussão
					ao defenderem os estudos organizacionais históricos como um campo distinto e
					desenvolverem uma abordagem que busca integrar história e MOS. Eles redefiniram
					a relação entre pesquisa histórica e estudos organizacionais com base no
					conceito de “integridade dupla”, o que sugere que a história organizacional deve
					atender, simultaneamente, a critérios de pesquisa da história e dos estudos
					organizacionais. Outras tentativas de unir os dois campos se seguiram. Por
					exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B26">Gill, Gill e Roulet (2018</xref>)
					traduziram os critérios de confiabilidade a abordagem de <xref ref-type="bibr"
						rid="B36">Lincoln e Guba (1985</xref>) para investigação naturalística em
					elementos metodológicos históricos com o intuito de aumentar o apelo de
					narrativas históricas para um público de estudiosos organizacionais. Da mesma
					forma, <xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros, Carneiro e Wanderley (2019</xref>)
					discutiram o papel da reflexividade na pesquisa arquivística e narrativas
					históricas, argumentando que a reflexividade é a chave para desvendar a natureza
					socialmente construída das fontes arquivísticas e estabelecer uma narrativa
					histórica como possível representação do passado.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Empírico</title>
				<p>Estudiosos organizacionais históricos realizaram vários estudos empíricos. Por
					exemplo, exploraram tópicos como identidade organizacional (<xref
						ref-type="bibr" rid="B1">Anteby &amp; Molnár, 2012</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B33">Lamertz, Foster, Coraiola, &amp; Kroezen,
						2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B51">Ravasi, Rindova, &amp;
						Stigliani, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B55">Schultz &amp;
						Hernes, 2013</xref>), mudança (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brunninge,
						2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Maclean, Harvey, Sillince,
						&amp; Golant, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B72">Ybema,
						2014</xref>), legitimidade (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Illia &amp;
						Zamparini, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">McGaughey,
						2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B67">Voronov, Clercq, &amp; Hinings,
						2013</xref>) e responsabilidade corporativa (Coraiola &amp; Derry, 2020;
					Lent &amp; Smith, no prelo). Esse campo de pesquisa animador e em rápido
					crescimento tem muito a contribuir para o nosso conhecimento e compreensão de
					gestão e organizações.</p>
				<p>A promessa de emancipação da história, no entanto, ainda está longe de ser
					realizada em MOS. Por exemplo, o crescente interesse na responsabilidade social
					corporativa histórica trouxe questões que estavam à margem para o primeiro plano
					de importância. Estudos requereram melhor compreensão da opressão como uma lição
					para o futuro (como em <xref ref-type="bibr" rid="B43">Martí &amp; Fernández,
						2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B57">S&#x00F8;rensen, 2014</xref>).
					Por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cooke (2003</xref>) argumentou
					persuasivamente em favor de mais pesquisas sobre a relação entre administração e
					escravidão. <xref ref-type="bibr" rid="B27">Godfrey, Hassard, O’Connor,
						Rowlinson e Ruef (2016</xref>) tomaram nota desse pedido e propuseram uma
					agenda para examinar a escravidão, seu papel nas políticas coloniais e as
					consequências dessas práticas para os casos de escravidão moderna.</p>
				<p>Além disso, sugerimos que pesquisadores em MOS se concentrem em outras populações
					que foram afetadas pelo desenvolvimento das atividades coloniais e ainda
					carregam o peso desse passado. Um exemplo são as contribuições históricas de
					minorias, como afro-americanos (como em <xref ref-type="bibr" rid="B50">Prieto
						&amp; Phipps, 2016</xref>). Isso envolve intensificar a pesquisa sobre o
					impacto das relações coloniais em diferentes geografias, como América Latina
					(por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B70">Wanderley &amp; Barros,
						2018</xref>), África (por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B25">George,
						Corbishley, Khayesi, Haas, &amp; Tihanyi, 2016</xref>) e Australásia (por
					exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B45">Mika &amp; O'Sullivan, 2014</xref>).
					Desenvolver uma agenda de pesquisa que estude os primeiros habitantes desses
					lugares é fundamental. As visões indígenas sobre o passado e a gestão também são
					pouco pesquisadas e até mesmo esquecidas (<xref ref-type="bibr" rid="B3"
						>Bastien, Coraiola, &amp; Foster, 2021</xref>). Semelhante ao preconceito e
					à falta de condições de vida enfrentadas por descendentes de africanos, os povos
					indígenas têm estado amplamente ausentes da pesquisa em MOS, aparte raras
					exceções como <xref ref-type="bibr" rid="B30">Kennedy et al. (2017</xref>).</p>
				<p>Outra importante área de pesquisa é o estudo de imigrantes e refugiados (<xref
						ref-type="bibr" rid="B28">Hardy &amp; Phillips, 1999</xref>; Phillips &amp;
					Hardy, 1997). Como outras minorias, eles enfrentam problemas que incluem
					deslocamento, preconceito, desigualdade e assimilação cultural. As
					circunstâncias históricas por trás da mobilidade de um grande número de pessoas
					geralmente são extremamente significativas e têm um impacto que pode durar
					muitas gerações. Por exemplo, existem relações históricas complexas entre
					imigrantes europeus, escravos traficados e populações nativas em países como o
					Brasil e os EUA, onde o preconceito histórico persiste e afeta profundamente as
					oportunidades existentes para descendentes de diferentes grupos sociais (por
					exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B58">Souza, 2003</xref>). Os estudos
					organizacionais históricos estão particularmente bem posicionados para
					esclarecer questões complexas que abrangem várias gerações.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>ARTIGOS NESTA EDIÇÃO ESPECIAL</title>
			<p>Um dos objetivos desta edição especial é fornecer um corretivo inicial para as
				discussões descritas acima. Para conseguir isso, convidamos artigos de várias
				matizes teóricas e ideológicas com o intuito de sermos inclusivos e podermos
				capturar as melhores contribuições para os estudos organizacionais históricos fora
				dos limites dos periódicos convencionais da área. Isso apela para a identidade da
					<italic>RAE</italic> como uma publicação proeminente do Sul global que sempre
				valorizou a diversidade de autoria e a variedade de abordagens teóricas. Os artigos
				revisados por colegas e ensaios convidados de conceituados acadêmicos brasileiros
				fornecem uma visão geral e crítica do estado atual da área. Estes cinco artigos,
				junto com nosso editorial, são indicativos da qualidade do conhecimento que está
				fora das publicações líderes da área e exemplificam o crescente envolvimento de
				estudiosos que estão abrindo caminho na divisão Norte-Sul.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Costa e Wanderley (2021</xref>) escreveram nosso
				ensaio convidado. Eles mostram como a história e a memória gradualmente se tornaram
				uma característica regular dos MOS no Brasil. Defendendo que já existe uma
				comunidade científica brasileira interessada no passado e seus usos, os autores
				examinam a expansão da literatura em gestão, memória e história desde os anos 2000.
				Eles revisitam os tópicos mais prevalentes e como eles se relacionam com a mais
				ampla virada histórica internacional. Os autores então concluem sugerindo como os
				estudiosos brasileiros podem contribuir para levar a virada histórica adiante.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B48">Paludi, J. Mills, e A. Mills (2021</xref>) analisam
				os arquivos da Pan American Airways para revelar os discursos históricos da empresa
				sobre os latinos e a América Latina. Eles argumentam que a divisão colonial entre
				colonos ibéricos e britânicos informou como o povo latino-americano foi
				representado. Essas representações impactam a forma como os latino-americanos se
				veem e como são retratados em todo o mundo. Os autores falam do debate sobre a
				história como epistemologia em três níveis. Primeiro, eles apresentam um relato
				revisionista do passado com base na teoria feminista descolonial. Ao esclarecer sua
				episteme de antemão, eles revelam os fundamentos ideológicos de sua leitura do
				passado e abraçam uma abordagem alternativa para a pesquisa como uma declaração
				política. Em segundo lugar, eles reconhecem e se envolvem com a natureza narrativa
				da história, desenvolvendo esforços sistemáticos para desvendar as grandes
				narrativas e representações sociais que caracterizam o discurso histórico da Pan Am
				e da América Latina. Em terceiro, eles apresentam um caso significativo de uma
				empresa multinacional do Norte global que operava no Sul global. A discussão explora
				as consequências da narrativa e o impacto que isso tem na imagem e reputação
				internacional da América Latina.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cappelen e Pedersen (2021</xref>) articulam
				habilmente como as organizações evitam a mudança da missão e a diluição da
				identidade explorando o passado. Os autores articulam três grandes construtos: foco
				temporal, lembrança e esquecimento organizacional e narrativas de identidade, para
				explicar como organizações podem permanecer fiéis a si mesmas à medida que passam
				pelas mudanças impostas pelas necessidades de recursos internos e pressões de
				acionistas externos. Eles descrevem como uma organização dinamarquesa sem fins
				lucrativos dedicada ao desenvolvimento de hortas escolares mudou seu foco temporal
				quando começou a se expandir. Os investimentos em crescimento e escala foram
				apoiados por narrativas que enfatizaram uma visão para o futuro em vez de conquistas
				passadas como sua identidade organizacional central. A mudança na missão da empresa
				e a existência de propósito organizacional incerto motivou os membros da organização
				a se engajarem novamente com o passado da organização e sua origem como organização
				sem fins lucrativos e a reformular suas narrativas de identidade em torno de um
				sentido mais amplo de propósito, abrangendo seu papel em sua atividade de hortas
				escolares. Analisando esse processo, os autores concluem que embora a memória seja
				um recurso importante que pode ser usado para criar narrativas de identidade, ela
				também fornece uma âncora temporal para evitar que as organizações se afastem de sua
				essência fundamental por causa de planos orientados para o futuro.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B64">Tureta, Américo, e Clegg (2021</xref>) oferecem uma
				importante contribuição metodológica para o desenvolvimento da pesquisa
				ANTi-histórica. Eles argumentam que a análise de controvérsias oferece um caminho
				promissor para o estudo ANTi-histórico do passado. Em particular, os autores sugerem
				que o desenvolvimento de uma abordagem cartográfica para o mapeamento de
				controvérsias pode ser uma maneira útil de rastrear silêncios históricos e gerar uma
				compreensão mais completa das presenças e ausências contemporâneas. Eles oferecem
				quatro critérios principais que devem nortear a escolha das controvérsias a serem
				analisadas. Primeiro, os pesquisadores devem ser sensíveis às controvérsias do
				passado. Em segundo lugar, eles deveriam abraçar controvérsias “frias”, isto é,
				controvérsias dadas como superadas e não mais geradoras polêmicas. Terceiro, eles
				devem se concentrar em controvérsias ocultas, que foram marginalizadas e silenciadas
				por outros atores poderosos. Quarto, eles devem ser cuidadosos ao abordar
				controvérsias sem limites, uma vez que analisá-las pode exigir grande esforço e
				muitos recursos. Os autores oferecem, então, uma série de etapas que podem ser
				seguidas no desenvolvimento da pesquisa ANTi-histórica com base na análise de
				controvérsias e no uso de abordagem cartográfica.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B56">Silva, Vasconcelos, e Lira (2021</xref>) trazem
				importante contribuição sobre o papel das inscrições contábeis no processo de
				erradicação da escravidão no Brasil ao examinar a criação do Fundo Nacional de
				Emancipação dos escravos. Os autores analisam o uso do Fundo pelo governo brasileiro
				como mecanismo de governamentalidade. Ou seja, o governo criou o Fundo de
				Emancipação parcialmente para reduzir e minimizar o poder dos proprietários de
				escravos, tornando os escravos e seu trabalho visíveis. Ao fazer isso, o governo
				criou um caminho para uma transição gradual do trabalho escravo para o trabalho
				assalariado. Essa pesquisa histórica esclarece um importante mecanismo que
				contribuiu para o fim da escravidão no Brasil. Dessa forma, enriquece a literatura
				em história da contabilidade e contribui para a pesquisa sobre o uso da
				contabilidade como instrumento de governamentalidade. Além disso, oferece
				informações importantes sobre o uso da contabilidade como mecanismo institucional de
				mudança social que pode informar políticas futuras sobre a escravidão.</p>
			<sec>
				<title>Seguindo em frente</title>
				<p>Uma série de oportunidades surge à medida que a área dos estudos organizacionais
					históricos se desenvolve e amadurece. Uma maneira de avançar é encorajar os
					estudiosos a aumentar sua consciência sobre um campo comum de pesquisa entre os
					interessados em estudar o passado. Coraiola e Murcia (no prelo) argumentam que é
					hora de se envolver em discussões sobre "mnemônica organizacional". Isso implica
					discussões mais engajadas sobre os vários paradigmas de pesquisa histórica e uma
					crítica mais explícita da ingenuidade de algumas abordagens em estudar o
					passado. A reflexividade paradigmática pode ampliar nossa compreensão dos
					pressupostos e premissas históricas que informam os estudos organizacionais.
					Além disso, o envolvimento mais próximo entre estudiosos de diferentes
					comunidades de pesquisa dentro do campo da mnemônica organizacional pode levar a
					uma melhor compreensão das conexões entre os construtos relacionados, como
					conhecimento, memória e ignorância.</p>
				<p>Aliado a isso, é importante reconhecer o papel periférico e sub-representado das
					abordagens críticas ao estudo do passado. Em comparação com as visões
					funcionalistas e interpretativas, há espaço para desenvolver e expandir
					abordagens críticas às organizações e à gestão. Publicações recentes têm clamado
					pelo desenvolvimento de uma história organizacional crítica. Durepos et al. (no
					prelo) reconheceram essa lacuna e ofereceram introspecções importantes para
					fazer o campo seguir adiante. </p>
				<p>Como parte do propósito de desenvolver um campo mais diverso e inclusivo de
					estudos organizacionais históricos, também salientamos a necessidade de se
					reconhecer que tempo e espaço estão intrinsecamente conectados. Isso é central
					para abordagens descoloniais, como a proposta de <xref ref-type="bibr" rid="B70"
						>Wanderley e Barros (2018</xref>), que argumenta que a geopolítica do
					conhecimento influencia a agenda dos estudos organizacionais históricos. Para
					combater essa imposição hegemônica, eles pedem por mais discussões das histórias
					regionais e encontros epistêmicos além das fronteiras. Um campo de pesquisa mais
					inclusivo será capaz de incentivar o desenvolvimento de novas ideias de
					pesquisadores antes excluídos dessas discussões. A criação de uma agenda mais
					aberta e diversa é consistente com a noção de “compreensão pluralista” defendida
					por <xref ref-type="bibr" rid="B37">Maclean et al. (2016</xref>, 2017). Esse
					conceito reconhece a riqueza de abordagens na área e promove uma abordagem mais
					igualitária para os estudos organizacionais históricos.</p>
				<p>Outra possibilidade para estudos futuros que emerge de um engajamento mais
					reflexivo com o passado é o papel da história na educação gerencial. Afirmamos
					que a história é importante e deve ser ensinada nas escolas de negócios, mas o
					porquê e como a história deve ser ensinada para alunos de Administração não
					estão completamente claros. Por exemplo, a velha suposição de que o passado
					instrui o presente é questionada com base no fato de que a história não se
					repete. Isso exige reiterar o valor da história e da memória para a educação
					gerencial. Por exemplo, como um melhor entendimento global do desenvolvimento da
					educação em Administração pode contribuir para o desenvolvimento de alunos e
					educadores em Administração (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Cummings &amp;
						Bridgman, 2016</xref>)? A proposta de Cummings, Bridgman, Hassard e
					Rowlinson (2017) para uma nova história da Administração oferece algumas
					sugestões. Os autores usam uma lente crítica para revisitar a história da
					Administração, historicizando construtos importantes dentro do campo da
					Administração. Eles argumentam que precisamos entender as origens do pensamento
					em Administração para evitar a reprodução de preconceitos históricos e
					mal-entendidos - por exemplo, a pirâmide de Maslow (Bridgman, Cummings, &amp;
					Ballard, 2019) - como uma forma de desenvolver entendimentos alternativos sobre
					o papel de mudança da gestão na sociedade.</p>
				<p>Da mesma forma, existem vários esforços para compreender a disseminação global
					das ideias de gestão e difusão das escolas de negócios. Por exemplo, <xref
						ref-type="bibr" rid="B11">Cooke e Alcadipani (2015</xref>) mostraram como a
					introdução das escolas de negócios no Brasil foi resultado de um movimento mais
					amplo pela americanização da educação gerencial. <xref ref-type="bibr" rid="B40"
						>Maclean, Shaw, Harvey e Booth (2020</xref>) esclareceram o desenvolvimento
					da educação gerencial britânica e o papel das redes de conhecimento e
					comunidades de prática na formação do aprendizado gerencial na Grã-Bretanha
					entre as guerras. Ambos sugerem que os princípios do excepcionalismo americano
					não foram tão prontamente aceitos como comumente assumido, mas foram desafiados
					e traduzidos para essas diferentes realidades. Esses estudos fornecem uma
					orientação importante para pesquisas futuras e também têm relevância para a
					prática de gestão. Como <xref ref-type="bibr" rid="B63">Tennent, Gillett e
						Foster (2020</xref>) argumentam, os alunos devem estar mais cientes da
					história da área e ser capazes de desenvolver uma consciência histórica. Isso
					exige uma abordagem mais dinâmica da história e das narrativas que enquadram a
					forma como percebemos o passado. Uma compreensão aprimorada do passado e sua
					conexão com a história e a memória podem, assim, contribuir para um ideal mais
					emancipatório de pesquisa histórica de MOS.</p>
				<p>Para concluir, o objetivo desta edição especial é promover maior pluralismo e
					inclusão nos estudos organizacionais históricos. Os artigos desta edição abordam
					uma série de questões-chave, como a importância do lugar em que a história se
					desenrolou, a importância do trabalho de estudiosos do Sul global e as críticas
					as abordagens funcionalistas existentes para a gestão e os estudos
					organizacionais. Embora seja apenas um começo, os estudos nesta edição
					contribuem coletivamente para uma agenda contínua e pluralista para pesquisas
					interessadas na conexão entre passado e estudos organizacionais.</p>
			</sec>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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