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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rap</journal-id>
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				<journal-title>Revista de Administração Pública</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Adm. Pública</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0034-7612</issn>
			<issn pub-type="epub">1982-3134</issn>
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				<publisher-name>Fundação Getulio Vargas</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00007</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/0034-7612148181</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>Inovação institucional e democracia participativa: mapeamento legislativo da Emenda do Programa de Metas</article-title>
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					<trans-title>Innovación institucional y democracia participativa: mapeo legislativo de la Enmienda del Programa de Metas</trans-title>
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					<trans-title>Institutional innovation and participatory democracy: mapping on legislation regarding the implementation of Programs of Goals in Brazilian cities</trans-title>
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						<surname>Gaspardo</surname>
						<given-names>Murilo</given-names>
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						<surname>Ferreira</surname>
						<given-names>Mauro</given-names>
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				<institution content-type="original">Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Departamento de Direito Público, Franca - SP / Brasil</institution>
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				<email>murilogaspardo@franca.unesp.br</email>
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				<institution content-type="original">Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Programa de Pós-graduação em Planejamento e Análise de Políticas Públicas, Franca - SP / Brasil</institution>
				<institution content-type="normalized">Universidade Estadual Paulista</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”</institution>
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				<email>mauroferreira52@yahoo.com.br</email>
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			<author-notes>
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					<p>Murilo Gaspardo - É doutor em direito do estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e professor assistente doutor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da (FCHS) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) - Campus de Franca - SP. E-mail: murilogaspardo@franca.unesp.br.</p>
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				<fn fn-type="other" id="fn29">
					<p>Mauro Ferreira - É doutor em arquitetura e urbanismo pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e professor voluntário do Programa de Pós-graduação (Mestrado Profissional) em Planejamento e Análise de Políticas Públicas da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da (FCHS) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) - Campus de Franca - SP. E-mail: mauroferreira52@yahoo.com.br.</p>
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				<fn fn-type="con" id="fn30">
					<p>Agradecemos a Liz Marina Tamião Santana (discente do curso de graduação em Direito da UNESP/Campus de Franca - SP), que traduziu este trabalho para o Inglês juntamente com o autor Murilo Gaspardo.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Feb</season>
				<year>2017</year>
			</pub-date>
			<volume>51</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>129</fpage>
			<lpage>146</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>07</day>
					<month>04</month>
					<year>2015</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
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					<month>12</month>
					<year>2016</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo investiga a inovação institucional da Emenda do Programa de Metas no que se refere à sua contribuição para o controle social das políticas públicas. Desenvolve um mapeamento legislativo tendo como referencial a teoria da democracia participativa. Após uma reflexão teórica sobre os limites da democracia representativa e a busca de inovações institucionais no campo da democracia participativa, o trabalho apresenta um panorama histórico-legislativo sobre o Programa de Metas e uma análise comparativa dos textos normativos que o instituíram. Como principais resultados, além de um mapeamento que indica o <italic>estado da arte</italic> da matéria, tem-se a formulação de hipóteses relevantes para realização de avaliação legislativa e desenvolvimento de propostas de aperfeiçoamento do desenho jurídico-institucional do objeto da investigação.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Este trabajo investiga la innovación institucional de la Enmienda de lo Programa de Metas con respecto a su contribución al control social de las políticas públicas. Desarrolla un mapeo legislativo tomando como referencia la teoría de la democracia participativa. Después de una reflexión teórica sobre los límites de la democracia representativa y la búsqueda de innovaciones institucionales en el campo de la democracia participativa, la obra presenta un panorama histórico-legislativo de lo Programa de Metas y un análisis comparativo de los textos normativos que han instituido. Como resultados principales, además de una asignación que indica el <italic>estado de la arte</italic> de la materia, tiene la formulación de hipótesis pertinentes para la realización de la evaluación legislativa y el desarrollo de propuestas para mejorar el marco legal e institucional del objeto la investigación.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>The purpose of this article is to investigate the institutional innovation represented by the implementation of Programs of Goals in Brazilian cities through amendments in legislation, focusing on its contribution to the social control of public policies. The article presents a mapping on legislation based on the theory of participatory democracy. After a theoretical reflection about the limits of representative democracy and the search for institutional innovations in participatory democracy, the article presents a historical-legislative overview about the Goals’ Program and a comparative analysis of the normative texts that instituted it in Brazilian cities. As main results, in addition to a mapping that indicates the state of the art of the subject, we have the formulation of relevant hypotheses for the execution of legislative evaluation and development of proposals to improve the legal-institutional design of the object of investigation.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>controle social</kwd>
				<kwd>democracia participativa</kwd>
				<kwd>inovação institucional</kwd>
				<kwd>programa de metas</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Palabras clave</title>
				<kwd>control social</kwd>
				<kwd>democracia participativa</kwd>
				<kwd>innovación institucional</kwd>
				<kwd>programa de metas</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>social control</kwd>
				<kwd>participatory democracy</kwd>
				<kwd>institutional innovation</kwd>
				<kwd>Goals’ Program</kwd>
			</kwd-group>
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	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1. Introdução</title>
			<p>Encontra-se na ordem do dia dos debates acadêmicos e políticos o déficit de legitimidade e de efetividade das instituições representativas, o qual se manifesta não somente em Estados semiperiféricos, como o Brasil, mas também em democracias maduras da Europa e nos Estados Unidos. As explicações para isso encontram-se tanto em questões endógenas (patrimonialismo, corrupção, clientelismo etc.) (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Benevides, 2009</xref>:729-730) como externas, notadamente os impactos da globalização sobre a soberania estatal e, consequentemente, sobre suas instituições democráticas, sem que as instituições forjadas para desempenhar a governança global consigam responder satisfatoriamente a esse contexto (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Held, 2007</xref>).</p>
			<p>Os limites do modelo hegemônico liberal-representativo de democracia são denunciados há tempos pela teoria da democracia participativa, a qual defende a adoção de procedimentos e a construção de uma cultura política que permitam a manifestação da soberania popular com maior intensidade.</p>
			<p>Ao contrário do que ocorre com o modelo liberal-representativo, a democracia participativa não apresenta um arcabouço jurídico-institucional básico para a concretização de seus princípios, como o mandato, os sistemas eleitorais e os partidos políticos. O que há são diferentes experiências de inovação institucional, como os conselhos de políticas públicas e o orçamento participativo, que, em geral, não resultam de formulações acadêmicas ou de agentes políticos, mas são forjadas pela sociedade civil.</p>
			<p>Nesse sentido, em 2008, por iniciativa de setores da sociedade civil paulistana, foi aprovada a Emenda à Lei Orgânica do Programa de Metas, a qual instituiu a obrigatoriedade de os prefeitos apresentarem “programas de metas” baseados nas propostas que defenderam durante as campanhas eleitorais, o que, associado a um conjunto de institutos complementares, objetivava qualificar o debate eleitoral, contribuir com a prática do planejamento na administração pública e fortalecer o controle social das políticas públicas. A iniciativa teve grande repercussão, o que resultou na aprovação de projetos semelhantes em diversos municípios brasileiros e da América do Sul, bem como na apresentação de Projetos de Emenda à Constituição Federal com o objetivo de implantar o projeto nas três esferas da federação.</p>
			<p>Desenvolvemos nesta pesquisa um mapeamento legislativo<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> da Emenda do Programa de Metas e procuramos verificar a contribuição dessa inovação institucional para o controle social das políticas públicas, especialmente no que se refere à relação de complementaridade entre democracia participativa e representativa. Considerando-se que ainda se trata de um objeto carente de estudos jurídico-institucionais sistemáticos, o mapeamento legislativo revela-se imprescindível para a abertura desse campo de investigação a futuras pesquisas empíricas de estudos de casos e comparativas.</p>
			<p>Além da revisão bibliográfica, a técnica específica empregada foi a análise documental. Para tanto, inicialmente coletamos todas as emendas disponíveis nos portais da Rede Nossa São Paulo (RNSP) e de movimentos semelhantes. Em seguida, procuramos as emendas mencionadas, mas não disponibilizadas pela RNSP nos portais das respectivas Prefeituras e Câmaras Municipais. Por fim, fizemos busca por meio do Google utilizando a palavra-chave “Emenda do Programa de Metas” para verificar se havia algum município não incluído no portal da RNSP. De posse dos documentos, montamos uma tabela na qual cada linha da primeira coluna foi preenchida com o texto de cada um dos dispositivos normativos da Emenda de São Paulo. As linhas das demais colunas foram preenchidas com os dispositivos correspondentes dos demais municípios brasileiros; então comparamos os conteúdos de todos os textos, identificando semelhanças e diferenças que apresentavam entre si e com o paradigma escolhido.<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>
			</p>
			<p>Como principais resultados, além de um mapeamento que indica o <italic>estado da arte</italic> da matéria, temos a formulação de hipóteses relevantes para realização de avaliação legislativa e desenvolvimento de propostas de aperfeiçoamento do desenho jurídico-institucional do objeto da investigação.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Dos limites da democracia representativa à busca de inovações institucionais no campo da democracia participativa</title>
			<p>Após a Segunda Guerra Mundial, tornou-se hegemônico no Ocidente o modelo de democracia liberal-representativo de caráter elitista, o qual foi construído a partir das críticas à denominada tradição democrática republicana, cujo precursor foi Max <xref ref-type="bibr" rid="B44">Weber (2006</xref>). Sob influência desse autor, <xref ref-type="bibr" rid="B41">Schumpeter (1984</xref>) aprofundou a compreensão da democracia como método competitivo de seleção de líderes (elites políticas), a qual se opõe à doutrina clássica de participação na vida política para a realização do bem comum, reduzindo-a, portanto, às regras do jogo eleitoral (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Held, 1987</xref>:131-177).</p>
			<p>Entretanto, ao contrário do que afirmam os autores pertencentes ao campo hegemônico da teoria democrática, sua perspectiva não é apenas descritiva, mas também normativa: tomam os sistemas norte-americano e inglês como se fossem os ideais, procuram demonstrar que a única alternativa a eles seria o totalitarismo, e a partir desses critérios julgam todos os sistemas que existem ou poderiam existir. Além disso, a teoria hegemônica construiu-se a partir do mito de uma “teoria clássica da democracia” homogênea, bem como de uma interpretação equivocada de autores como Rousseau e Stuart Mill (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman, 1992</xref>:26-33).</p>
			<p>Não obstante a hegemonia do modelo liberal-representativo, sabe-se que passa por uma crise severa. <xref ref-type="bibr" rid="B12">Chevallier (2009</xref>:183-201, 223-224), por exemplo, trata do problema dentro de um contexto de transformações sociais que denomina de “pós-modernidade”, o qual tem como um de seus elementos o “enfraquecimento do liame político”, caracterizado pelas crises de representação e participação. A primeira, medida “pela erosão do crédito de confiança de que os representantes dispõem”, apresenta três causas fundamentais: a) a incapacidade de os representantes responderem às expectativas dos cidadãos; b) o comprometimento da imagem dos representantes, devido à corrupção e a outros desvios éticos; e c) a “implantação pelos governantes de procedimentos de manipulação da opinião pública”. Já a segunda se manifesta na queda do engajamento tanto nas eleições como em instituições tradicionais de mediação entre as esferas política e social, como sindicatos e partidos políticos. Além disso, tal crise tem como substrato o desaparecimento progressivo dos valores comuns da coletividade devido a diversos fatores, entre os quais a “desagregação da identidade nacional”, a “crise do civismo” e o “aumento dos corporativismos”. De acordo com o autor, isso implica um “processo de adaptação” do modelo democrático liberal, inclusive com o reconhecimento da importância dos modelos deliberativo e participativo.</p>
			<p>No caso brasileiro, o processo de democratização em curso há três décadas e institucionalizado pela Constituição Federal de 1988 não foi capaz de apagar uma história marcada por práticas clientelistas, fisiológicas, patrimonialistas e diversas outras formas de apropriação do espaço público por interesses privados, combinadas com desigualdade e exclusão social - enfim, com uma cidadania extremamente limitada.</p>
			<p>Analisando esse fenômeno a partir da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Nobre (2013</xref>) cunhou o conceito de “pemedebismo”, que designa uma “cultura política” caracterizada por bloqueios a quaisquer tentativas de reformas estruturais e avessa à interferência direta da população, pois isso poderia ameaçar interesses historicamente hegemônicos.</p>
			<p>Há duas linhas de debate em curso, tanto na esfera política como na acadêmica, na busca de respostas para essa crise do modelo liberal-representativo brasileiro: a) uma delas volta-se para o tema da “reforma política” (ou reforma partidária e eleitoral), dentro dos marcos da democracia representativa; b) a outra enfoca o desenvolvimento de inovações institucionais que possam complementar o sistema representativo, no campo da “democracia participativa”, buscando-se o aprofundamento de perspectivas abertas pela própria Constituição Federal de 1988.</p>
			<p>A ideia de democracia participativa manifestou-se originalmente na atuação dos movimentos estudantis da “Nova Esquerda” nos anos 1960, espalhando-se nos anos seguintes junto à classe trabalhadora em razão da crescente insatisfação com a estrutura social e as práticas políticas dominantes (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Macpherson, 1978</xref>:97).</p>
			<p>Essa insatisfação, como explicam Santos e <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer (2002</xref>:42-49), deve-se à hegemonia de uma forma de democracia de “baixa intensidade”, a qual enfrenta o paradoxo de ter se expandido pelo mundo ao mesmo tempo que ocorre “uma enorme degradação das práticas democráticas”. Perceberam-se tanto os limites da eleição de elites dirigentes para a legitimação do exercício do poder e a expressão da diversidade social como da burocracia centralizada para processar múltiplas informações e mediar complexos conflitos que permeiam a formulação e a execução das políticas públicas.</p>
			<p>Observou-se, pois, que o reconhecimento formal de direitos iguais, aspecto central da perspectiva liberal, embora relevante, é insuficiente para que sejam exercidos se não houver condições objetivas para tanto, o que também compromete a efetividade da participação política. O Estado, por sua vez, seria um reprodutor dessas desigualdades, e as eleições insuficientes para gerar legitimidade democrática e responsabilização dos dirigentes políticos. Assim, há uma demanda por democratização tanto do Estado como da sociedade (incluindo-se as fábricas). Diante disso, os teóricos da democracia participativa defendem a combinação do sistema representativo com organizações de democracia direta (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonavides, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Comparato, 2006</xref>:636, ss.; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Silva, 2001</xref>:130-147), especialmente no nível político local e nas decisões da esfera do trabalho (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Held, 1987</xref>:229-237).</p>
			<p>Assim, a democracia participativa sempre será articulada com a representativa (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Benevides, 2009</xref>:727, <xref ref-type="bibr" rid="B4">1991</xref>). Até porque, como salienta <xref ref-type="bibr" rid="B20">Macpherson (1978</xref>:99-101), “alguém deve formular as questões” a serem decididas, e a complexidade da administração e da sociedade em geral não permite reduzir as possibilidades de respostas a “sim” ou “não”, notadamente em matéria de política econômica ou social.</p>
			<p>A combinação entre esses dois modelos democráticos pode, segundo Santos e <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer (2002</xref>:75-76), ocorrer de duas formas: por coexistência ou complementaridade. Há coexistência quando democracia representativa e democracia participativa convivem em diferentes níveis (a primeira no nacional e a segunda no local), sem que existam quaisquer formas de integração entre os processos decisórios de que participam os representantes eleitos e as instâncias abertas à participação popular. Já a complementaridade “implica uma articulação mais profunda entre democracia representativa e democracia participativa”, a qual “pressupõe o reconhecimento pelo governo de que o procedimentalismo participativo, as formas públicas de monitoramento do governo e os processos de deliberação pública podem substituir parte do processo de representação e deliberação”.</p>
			<p>Essa relação de complementaridade está presente no orçamento participativo, inovação no campo da democracia política e econômica implantada pela primeira vez em Porto Alegre, no ano de 1989 (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marquetti, Silva e Campbell, 2009</xref>), e que se espalhou por América Latina, Europa, Ásia, África, América do Norte e Oceania. Sua principal característica é a deliberação sobre a forma de aplicação dos recursos financeiros escassos que compõem o orçamento público com a participação de sujeitos não eleitos. Outros elementos importantes na sua caracterização são a regularidade (não basta uma atividade ocasional), a previsão de estruturas deliberativas específicas e mecanismos de prestação de contas pelo governo sobre a aplicação dos recursos públicos conforme a decisão dos cidadãos (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Sintomer et al., 2012</xref>:2-4).</p>
			<p>Assim como o orçamento participativo, a Emenda do Programa de Metas é uma inovação institucional na esfera local, dentro do campo da democracia participativa, que resultou de mobilizações sociais e, a partir de uma experiência localizada, espalha-se pelo Brasil e outros países. Como veremos na última seção, a comparação dessas duas experiências traz lições importantes.</p>
			<p>Das referências teóricas e experimentos de democracia participativa podemos extrair quatro categorias para a análise da estrutura jurídico-institucional da Emenda do Programa de Metas: (a) reivindicação de espaços participativos ampliados para a pluralidade dos atores sociais em igualdade de condições, especialmente para aqueles historicamente excluídos (Santos e <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer, 2002</xref>); (b) caráter deliberativo da participação: não basta a inclusão de novos atores para votarem em alternativas que não formularam, devem ser criados espaços para debate público, argumentação e aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas, 1997</xref>:137); (c) pluralidade de desenhos institucionais, pois eleger representantes não é a única forma de participar das decisões políticas. Inclusive, em termos de arquitetura institucional, a democracia participativa pode ser de baixa e de alta intensidade. É de baixa intensidade quando se limita ao momento da decisão. É de alta intensidade quando antes da decisão abrange a formulação da agenda e, posteriormente, seu monitoramento<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Marquetti, Silva e Campbell, 2009</xref>:5-7); (d) papel educativo, visto que a participação capacita o cidadão para participar, faz com que conheça as questões coletivas e incremente sua capacidade de julgamento (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman, 1992</xref>:35-63).</p>
			<p>O Programa de Metas insere-se em um contexto de diversas experiências de democracia participativa em curso desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, como o orçamento participativo, as conferências, os conselhos, as audiências e as consultas públicas, as quais contribuem com o aperfeiçoamento do controle social das políticas públicas.<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>
			</p>
			<p>Ressaltamos que essas inovações institucionais não resultaram de elaborações acadêmicas, nem foram dádivas de representantes eleitos, pois são fruto da luta de movimentos sociais, como o “Movimento Popular da Saúde”, o “Movimento Sanitarista” e o “Movimento pela Reforma Urbana” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Avritzer, 2016</xref>:119).</p>
			<p>O controle social das políticas públicas, como observa <xref ref-type="bibr" rid="B14">Fiabane (2011</xref>:12, 39, 45-54), tornou-se uma das principais bandeiras de muitos movimentos sociais que surgiram no Brasil e na América Latina, os quais “trabalham justamente para obrigar seus governantes a cumprirem suas promessas de campanha”, em busca da <italic>accountability</italic> governamental e do atendimento do interesse público. Não se trata apenas de fiscalizar e avaliar a administração, mas também de participar das decisões e monitorar sua implementação, estimular o exercício da cidadania ativa e disseminar informações, a fim de reduzir a assimetria existente em relação a representantes eleitos e burocratas.</p>
			<p>Essa redução da assimetria de informações, como veremos, é uma das principais contribuições do Programa de Metas para a democracia e o controle social das políticas públicas. Entretanto, como pondera <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arato (2002</xref>:99), “nenhum modelo institucional pode garantir que os atores sociais realmente se organizem, participem da discussão pública e envolvam-se com a política”.</p>
			<p>Concluímos esta seção com a delimitação do entendimento de política pública<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> adotado. Acompanhamos a definição de <xref ref-type="bibr" rid="B11">Bucci (2006</xref>:39), para quem se trata de</p>
			<disp-quote>
				<p>programa de ação governamental que resulta de um processo ou conjunto de processos juridicamente regulados - processo eleitoral, processo de planejamento, processo de governo, processo orçamentário, processo legislativo, processo administrativo, processo judicial - visando coordenar os meios à disposição do Estado e as atividades privadas, para a realização de objetivos socialmente relevantes e politicamente determinados. Como tipo ideal, a política pública deve visar a realização de objetivos definidos, expressando a seleção de prioridades, a reserva de meios necessários à sua consecução e o intervalo de tempo em que se espera o atingimento dos resultados.</p>
			</disp-quote>
			<p>O emprego da ideia de processualidade para a análise das políticas públicas decorre do reconhecimento do caráter conflitual da sociedade e do papel do Estado na mediação desses conflitos. Como as decisões estatais “implicam escolhas e, portanto, a existência de interesses contemplados e outros preteridos”, o processo possibilita a institucionalização dos conflitos (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Bucci, 2013</xref>:117). Cabe, pois, analisar, se o Programa de Metas constitui uma inovação institucional que contribui com a democratização dos processos de elaboração, execução e monitoramento das políticas públicas.</p>
			<p>Em síntese, ao analisarmos o conteúdo das Emendas do Programa de Metas, tendo como pressuposto normativo o modelo de democracia participativa e a hipótese de favorecer a relação de complementaridade entre instituições representativas e participativas no controle social das políticas públicas, devemos considerar quatro variáveis: (a) criam condições para a inclusão nos processos de decisão política de atores historicamente excluídos?; (b) contribuem para que a participação política assuma um caráter deliberativo?; (c) apresentam um desenho jurídico-institucional inovador que favorece uma participação de alta intensidade?; (d) consideram o aspecto pedagógico da participação política?</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3. Panorama histórico-legislativo da Emenda do Programa de Metas</title>
			<sec>
				<title>3.1 A iniciativa da sociedade civil, a aprovação da Emenda à Lei Orgânica e os dois primeiros Programas de Metas do município de São Paulo</title>
				<p>A aprovação pioneira do Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Programa de Metas no município de São Paulo, em 2008, foi resultado de iniciativa liderada pelo Movimento Nossa São Paulo (MNSP) que, posteriormente, passou a ser denominado de Rede Nossa São Paulo (RNSP).<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>
				</p>
				<p>Como relata <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pereira (2015</xref>:2), no final de 2006, diversas lideranças da sociedade civil, convidadas por Oded Grajew (coordenador geral da Secretaria-Executiva da RNSP), reuniram-se para refletir sobre os desafios da política e “as potencialidades existentes na sociedade brasileira para desencadear um processo capaz de constituir uma outra cultura política”. Um dos diagnósticos destacados foi a supremacia do marketing eleitoral e do financiamento de campanha sobre os programas de governo, os quais se revelavam frágeis, inconsistentes e carentes de metas e indicadores claros, bem como de projeções orçamentárias adequadas para sua consecução. Isso, além de tornar os programas de pouca utilidade para diferenciação das candidaturas, cria obstáculos para prestação de contas, avaliações objetivas e controle social da gestão dos eleitos.</p>
				<p>Foi nesse contexto que um conjunto de organizações, empresários e lideranças da sociedade civil decidiu, em 15 de maio de 2007, constituir o MNSP, de natureza apartidária e inter-religiosa, com a missão de mobilizar diversos segmentos sociais para construir uma força política, social e econômica com o objetivo de, em parceria com instituições públicas e privadas, elaborar e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular ações e propostas visando a uma cidade justa e sustentável (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pereira, 2015</xref>:3).</p>
				<p>O primeiro passo adotado foi criar o “Observatório do Cidadão”, que reúne “indicadores técnicos oficiais de qualidade de vida” e “indicadores de percepção da população, como os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), levantados em parceria com o Ibope em duas pesquisas anuais”. A adoção desses instrumentos, cujos dados são amplamente divulgados, permite a análise objetiva dos resultados das políticas públicas adotadas pelo município, bem como avaliar a compatibilidade entre a execução orçamentária e as prioridades apontadas pela população, pelos instrumentos de planejamento e pelos indicadores oficiais. Além disso, o MNSP passou a realizar campanhas de educação e mobilização cidadã, divulgação de indicadores e formou grupos de trabalho para monitoramento de políticas públicas, execução orçamentária e atuação da Câmara Municipal. Nesse processo, o MNSP também tomou conhecimento da experiência do programa “Bogotá Como Vamos”,<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> que “serviu de inspiração para o desenvolvimento da metodologia que articula indicadores técnicos com os de percepção” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pereira, 2015</xref>:3).</p>
				<p>Uma ação fundamental do MNSP foi conseguir a aprovação, pela Câmara Municipal de São Paulo (com votos favoráveis de 54, dos 55 vereadores, estando o 55<sup>o</sup> votante ausente), em 19 de fevereiro de 2008, do Projeto de Emenda à Lei Orgânica do <italic>Programa de Metas</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B36">EC n<sup>o</sup> 30/2008</xref>), a qual instituiu “a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do Programa de Metas pelo Poder Executivo”. Pretendia-se atingir, entre outros objetivos, os seguintes: (1) fomentar a prática do planejamento na administração pública, com estabelecimento de metas e indicadores de desempenho; (2) valorizar os programas apresentados durante as campanhas eleitorais como compromissos efetivos de gestão e qualificar o debate eleitoral; (3) instituir uma “ferramenta eficaz de controle social”.<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>
				</p>
				<p>O ex-prefeito Gilberto Kassab apresentou o primeiro Programa de Metas, para a Gestão 2009-12, denominado “Agenda 2012”, com 223 metas.<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref> Já o prefeito Fernando Haddad (Gestão 2013-16) apresentou seu Programa de Metas, em março de 2013, com 123 metas.<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> Após sua apresentação, foram realizadas 35 audiências públicas, sendo uma geral, na Câmara Municipal, três temáticas e as restantes em cada uma das Subprefeituras.</p>
				<p>Em pesquisa realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Fiabane (2011</xref>:124, 145), alguns dos resultados positivos observados com a adoção da Emenda do Programa de Metas foram: a “apropriação da linguagem e dos meios da máquina pública pelas organizações da sociedade civil”; a articulação de atores bastante distintos como lideranças comunitárias e religiosas, militantes de esquerda e empresários em torno de objetivos e a partir de uma linguagem comum; e a abertura de “novos canais e novas linguagens na promoção da <italic>accountability</italic> governamental”.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3.2 A Emenda do Programa de Metas em outros municípios brasileiros e da América do Sul</title>
				<p>De acordo com levantamento da RNSP, após São Paulo, outros 46 municípios brasileiros aprovaram a Emenda à Lei Orgânica do Programa de Metas<italic>.</italic> Como podemos ver no <xref ref-type="fig" rid="f1">gráfico 1</xref>, 20 municípios situam-se no estado de São Paulo, distribuindo-se os 27 restantes por diferentes estados da federação.<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>
				</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Gráfico 1</label>
						<caption>
							<title>Distribuição percentual das Emendas por estado brasileiro</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="0034-7612-rap-51-01-00129-gf1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Entre esses municípios, 17 apresentaram Programa de Metas para a gestão 2013-16, distribuídos conforme o <xref ref-type="fig" rid="f2">gráfico 2</xref>.<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>
				</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Gráfico 2</label>
						<caption>
							<title>Apresentação do Programa de Metas 2013-16, por estado</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="0034-7612-rap-51-01-00129-gf2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores. *Não foram consideradas para efeitos desta análise as emendas aprovadas após 31 de dezembro de 2012 a fim de evitar distorções nas conclusões, pois, em geral, preveem sua aplicação para os mandatos subsequentes. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Concomitante a esse processo de aprovação de diversas emendas às Leis Orgânicas, e a partir da experiência paulistana, surgiram movimentos similares à RNSP em dezenas de municípios, como Piracicaba (SP), sem que houvesse a aprovação formal da legislação pertinente.</p>
				<p>Fora do Brasil, outras seis cidades da América do Sul aprovaram a Emenda do Programa de Metas: Córdoba, Mendoza, Maipú e San Martín de los Andes (Argentina), Assunção (Paraguai) e Trujillo (Peru). Há movimentos semelhantes à RNSP em Córdoba (<xref ref-type="bibr" rid="B27"><italic>Red Ciudadana Nuestra Córdoba</italic></xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>, Mendonza (<italic>Nuestra Mendonza</italic>)<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref> e San Martín de los Andes (<italic>Red Ciudadana San Martín de los Andes Cómo Vamos</italic>).<xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref> Registra-se, por fim, que a partir dessas experiências foi constituída a Red Latinoamericana por Ciudades y Territorios Justos, Democráticos y Sustentables<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref> (RLACTJDS), a qual é formada por iniciativas e movimentos de mais de 60 cidades de 10 países da América Latina com o propósito de promover “<italic>prácticas descentralizadas y compartiendo conocimientos para la construcción de mejores espacios urbanos en Latinoamérica</italic>”. Entre suas ações encontram-se o monitoramento de indicadores de qualidade de vida e a promoção da participação cidadã, o que inclui troca de experiências, debates e ações relacionadas ao Programa de Metas.</p>
				<p>Como a emergência de experimentos de democracia participativa ocorre no contexto da disputa entre o processo de globalização neoliberal (hegemônico) e movimentos insurgentes que compõem a “globalização alternativa” (ou “contra-hegemônica”), as experiências relatadas no parágrafo anterior são muito relevantes, pois promovem a articulação entre o local e o global (afinal, a tarefa de resistência à opressão realiza-se muito mais na prática local quotidiana do que nos grandes eventos com repercussão internacional), o que fortalece os movimentos locais ao integrarem-nos em redes transnacionais, e possibilitam “a aprendizagem recíproca e contínua” (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Santos, 2002a</xref>:13, 22-23, 73-74).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3.3 O Projeto de Emenda à Constituição Federal que institui a obrigatoriedade de elaboração do Programa de Metas para prefeitos, governadores e presidente da República</title>
				<p>A repercussão da aprovação e da aplicação das Emendas às Leis Orgânicas do Programa de Metas resultou na apresentação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC n<sup>o</sup> 10/2011), a qual pretende alterar “os artigos 28, 29 e 84 da Constituição Federal para instituir a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do plano de metas pelo Poder Executivo municipal, estadual e federal, com base nas propostas da campanha eleitoral”.<xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref> O projeto, denominado de “PEC da Responsabilidade Eleitoral”, é justificado pelo fato de que, ao contrário da prática atual, os programas apresentados durante as campanhas eleitorais devem ser capazes de orientar efetivamente a gestão dos eleitos. Além disso, tratar-se-ia de um eficiente instrumento de gestão democrática, o qual auxiliará a transparência do governo vigente, oferecendo oportunidade para que os eleitores conheçam as metas e os indicadores das diversas áreas da administração pública.</p>
				<p>Proposta semelhante (PEC n<sup>o</sup> 10/2011)<xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref> foi apresentada posteriormente e apensada à primeira. No dia 26 de outubro de 2011, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o parecer do relator, o qual foi favorável à constitucionalidade de ambas as propostas. Em 13 de dezembro de 2011, por Ato da Presidência, foi criada Comissão Especial para analisá-las, que também aprovou parecer do relator favorável às duas emendas, com Substitutivo, no dia 4 de setembro de 2013. Até 10 de agosto de 2016 a proposta aguardava a apreciação pelo Plenário da Câmara dos Deputados.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3.4 As Ações Diretas de Inconstitucionalidade propostas contra as Emendas às Leis Orgânicas que Instituíram o Programa de Metas</title>
				<p>Foram propostas quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra as Emendas do Programa de Metas,<xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref> todas junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. As ações foram processadas perante seu órgão especial, sendo a primeira delas em 5 de junho de 2009 e a última em 5 de março de 2013,<xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref> e todas tiveram: como autor o prefeito municipal; manifestações da Procuradoria-Geral de Justiça por sua procedência; e julgamento procedente por unanimidade.</p>
				<p>Os argumentos utilizados para fundamentar as decisões que julgaram inconstitucionais as Emendas do Programa de Metas, em síntese, foram os seguintes:<xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref> a) violação do princípio da separação de poderes, infringindo dispositivos pertinentes a matéria da Constituição Estadual,<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref> pois: “impõe, de maneira indevida, um controle interno sobre as funções administrativas do Executivo”, de maneira que a Câmara Municipal interfere “em atividade que se insere na esfera discricionária do administrador”, a qual é “sujeita a critérios de oportunidade e conveniência”; “estabelece relação de hierarquia e subordinação” com o Poder Executivo; “compete privativamente ao Chefe do Executivo a iniciativa de leis que tratam de matéria referente à gestão administrativa que envolvem planejamento e execução de atos do governo”; b) criação de despesas públicas sem indicação dos recursos disponíveis;<xref ref-type="fn" rid="fn23"><sup>23</sup></xref> c) criação de inelegibilidade,<xref ref-type="fn" rid="fn24"><sup>24</sup></xref> o que constitui matéria cuja disciplina é privativa da Constituição Federal e de Lei Complementar Federal.<xref ref-type="fn" rid="fn25"><sup>25</sup></xref>
				</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>4. Análise comparativa dos textos das Emendas às Leis Orgânicas que instituíram o Programa de Metas</title>
			<p>A Emenda à Lei Orgânica do Programa de Metas do município de São Paulo determina, inicialmente (art. 69-A, <italic>caput</italic>, da Lei Orgânica), que o prefeito, eleito ou reeleito, apresente, em até 90 dias após a sua posse, um “Programa de Metas de sua gestão”. O mesmo dispositivo enuncia que tal Programa deve conter as prioridades sobre “as ações estratégicas, os indicadores e metas quantitativas para cada um dos setores da Administração Pública Municipal, Subprefeituras e Distritos da cidade”. Essas prioridades devem observar, no mínimo, as diretrizes apresentadas na campanha eleitoral do prefeito “e os objetivos, as diretrizes, as ações estratégicas e as demais normas da lei do Plano Diretor Estratégico”. Eis, portanto, o núcleo da norma: a vinculação do prefeito a uma gestão baseada em metas e indicadores elaborados a partir de seu programa eleitoral e do Plano Diretor Estratégico.</p>
			<p>Os parágrafos que compõem o art. 69-A da Lei Orgânica do Município de São Paulo (LOM/SP) estabelecem um conjunto de princípios norteados pelo objetivo de favorecer o controle social da gestão pública. O primeiro deles é o da publicidade: o §1<sup>o</sup> determina que “o Programa de Metas será amplamente divulgado, por meio eletrônico, pela mídia impressa, radiofônica e televisiva e publicado no Diário Oficial da Cidade” no dia seguinte ao prazo estipulado para sua apresentação. Ora, o conhecimento de metas objetivas do governo pela população é o primeiro requisito para o exercício do controle social.</p>
			<p>O segundo princípio é o da democracia participativa - o conhecimento sobre o Programa de Metas é fundamental, mas insuficiente, pois não basta uma postura passiva da população, esta deve ter a possibilidade de debatê-lo, criticá-lo e oferecer sugestões. Assim, o §2<sup>o</sup> prescreve que “o Poder Executivo promoverá, dentro de trinta dias após o término do prazo a que se refere este artigo, o debate público sobre o Programa de Metas mediante audiências públicas gerais, temáticas e regionais, inclusive nas Subprefeituras”.</p>
			<p>O terceiro princípio é o da prestação de contas, o qual permite a verificação do cumprimento das metas e a avaliação crítica do desempenho da gestão pela população e pelo Poder Legislativo. Esse princípio revela-se na obrigatoriedade de o Poder Executivo divulgar “semestralmente os indicadores de desempenho relativos à execução dos diversos itens do Programa de Metas” (§3<sup>o</sup>) e, ao final de cada ano, “o relatório da execução do Programa de Metas”, por todos os meios previstos para a divulgação do Programa (§6<sup>o</sup>).</p>
			<p>Como a realidade do município e a própria administração pública são dinâmicas, está prevista a possibilidade de o prefeito realizar “alterações programáticas no Programa de Metas”, as quais, todavia, devem respeitar a Lei do Plano Diretor Estratégico, bem como ser justificadas por escrito e amplamente divulgadas (art. 69-A, §4<sup>o</sup>).</p>
			<p>Além disso, o §5<sup>o</sup> do art. 69-A da LOM/SP apresenta um conjunto de critérios que devem ser respeitados na elaboração e fixação dos indicadores de desempenho. Com isso, embora de forma genérica, acrescenta-se à exigência formal de apresentação do Programa de Metas uma determinação de seu conteúdo.<xref ref-type="fn" rid="fn26"><sup>26</sup></xref>
			</p>
			<p>Por fim, os §§9<sup>o</sup> e 10 acrescentados ao art. 137 da LOM/SP determinam que as prioridades e as ações estratégicas do Programa de Metas e da lei do Plano Diretor Estratégico deverão ser incorporadas, respectivamente, às leis orçamentárias e ao projeto de lei que visar à instituição do plano plurianual.<xref ref-type="fn" rid="fn27"><sup>27</sup></xref>
			</p>
			<p>A partir desses sete elementos estruturantes da Emenda do Programa de Metas paulistano, é possível fazer uma análise comparativa sobre o conjunto das normas semelhantes aprovadas nos demais municípios. Entre os 47 municípios relacionados no Portal da RNSP com informação de que aprovaram a Emenda, não foi possível encontrar o texto normativo de quatro deles. Analisando-se os textos normativos dos 43 municípios restantes, constatou-se que:</p>
			<p>a)todos contêm a determinação de que o prefeito, eleito ou reeleito, apresente um programa de ações estratégicas, indicadores e metas de sua gestão, em prazos que variam de um mínimo de 90 (31 municípios) e um máximo de 180 (com exceção de Limeira, que prevê a apresentação junto com o Plano Plurianual);</p>
			<p>b) apenas dois municípios não preveem o dever de se assegurar a mais ampla publicidade do Programa de Metas e os meios que devem ser utilizados para tanto;</p>
			<p>c)apenas três Emendas não preveem a realização de audiências públicas, as demais (93%) asseguram o debate do Programa de Metas por meio de audiências públicas que devem ocorrer até 30 dias após o término do prazo para sua apresentação, e seis também contemplam a realização de debates nos bairros e sete nos distritos;</p>
			<p>d)95,3% (41 das 43 analisadas) preveem o dever de prestação de contas sobre o cumprimento das metas por meio da mídia e da imprensa oficial, e 74,4% também determinam a divulgação por meio eletrônico. Porém, somente cinco Emendas fixam um prazo para divulgação por esta última forma. Além disso, com relação à apresentação de relatórios periódicos, apurou-se que em 30 municípios (69,8%) está previsto que ocorra semestralmente, em seis (13,9%) anualmente e em um a cada 120 dias;</p>
			<p>e)a possibilidade de alterações justificadas e devidamente divulgadas no Programa apresentado não consta em apenas três municípios, sendo prevista nos outros 40 cujos dados foram coletados; além disso, em um município também há previsão de alterações por revisão anual;</p>
			<p>f)40 Emendas apresentam um conjunto de critérios materiais que devem nortear a elaboração e a fixação dos indicadores de desempenho, e apenas três não preveem;</p>
			<p>g)32 Emendas (74,4%) determinam a incorporação das prioridades e ações estratégicas prevista no Programa de Metas, nas leis orçamentárias e no plano plurianual, e 11 (25,6%) não preveem.</p>
			<p>Observa-se que, com pequenas variações, os textos normativos são muito semelhantes, seguindo o modelo do município de São Paulo. Inclusive o Substitutivo aos Projetos de Emenda à Constituição Federal que aguarda votação do Plenário da Câmara dos Deputados apresenta os mesmos elementos, com pequenos ajustes decorrentes de sua aplicação às três esferas da federação.</p>
			<p>Essa constatação, somada à informação de que o Programa de Metas apresenta diferentes graus de êxito na realização de seus objetivos, poderia conduzir à conclusão de que a variável a ser considerada em uma avaliação legislativa deveria ser exclusivamente a forma de articulação e mobilização da sociedade em torno da proposta, ou seja, fatores externos ao direito. De fato, como já destacamos, nenhum modelo institucional, por si só, é capaz de assegurar que a sociedade se organize e participe dos processos políticos. Entretanto, não se pode desprezar a importância da variável jurídica. Inclusive, uma hipótese a ser investigada é se a falta de adaptação do projeto às peculiaridades de cada localidade pode explicar, pelo menos em parte, a não concretização dos objetivos pretendidos.</p>
			<p>Recuperando-se as variáveis que enumeramos como fundamentais para avaliação de um instituto de democracia participativa e confrontando-as com o texto normativo das Emendas do Programa de Metas, observa-se que, em princípio, apresenta potencial para favorecer a relação de complementaridade entre democracia representativa e democracia participativa, pois os instrumentos de participação direta entrelaçam-se tanto com as eleições (ao vincular o Programa de Metas ao programa apresentado durante a campanha eleitoral e criar um novo instrumento de <italic>accountability</italic> - a avaliação do cumprimento das metas), como com os processos de formação das políticas públicas, normalmente conduzidos de forma exclusiva pelos representantes eleitos e a burocracia. Essa relação de complementaridade tende a se ampliar com a possível aprovação da Emenda Constitucional que estabelece a obrigatoriedade do Programa de Metas em todos os níveis da Federação, pois, com isso, o instituto deixará de se restringir à esfera local.</p>
			<p>A previsão da realização de audiências públicas para discutir o Programa também abre possibilidade para a inclusão nos processos de decisão política de atores historicamente excluídos, mas isso dependerá da maneira como efetivamente serão realizadas. Essa possibilidade de discussão das metas e o incremento do acesso dos cidadãos aos procedimentos e às informações que subsidiam as decisões sobre as políticas públicas contribuem para que a participação política assuma um caráter deliberativo, com valorização da argumentação e não restrito ao ato de decidir, e a redução da assimetria de informações em relação aos representantes eleitos e à burocracia.</p>
			<p>O acesso a informações técnicas expressas de maneira mais concreta (metas) e melhor compreensíveis para a população também tem um sentido pedagógico relevante, e essa é uma das variáveis centrais a serem consideradas nas experiências institucionais quando se tem como referência o modelo participativo.</p>
			<p>Por outro lado, diferentemente do que ocorre, por exemplo, no Orçamento Participativo, a Emenda do Programa de Metas não prevê forma alguma de substituição de tomada de decisões por representantes eleitos (especialmente dos chefes do Poder Executivo) pela ação direta dos cidadãos, que atuam exclusivamente de forma consultiva (quando participam das audiências públicas para debater o Programa de Metas) e no monitoramento de seu cumprimento, o que poderia caracterizá-la como uma experiência participativa de baixa intensidade, ou mesmo, o que <xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman (1992</xref>) denomina de “pseudoparticipação”. Assim, certa dose de ousadia e de criatividade institucional é necessária nesse âmbito para que o instituto possa assumir um caráter participativo de alta intensidade, contribuindo efetivamente para o aperfeiçoamento do controle social das políticas públicas.</p>
			<p>Outro elemento importante a ser explorado é a ausência de previsão de consequências jurídicas para o descumprimento das metas estabelecidas pelo próprio administrador, o que limita a eficácia da Emenda do Programa de Metas. Entretanto, uma opção diferente poderia conduzir a uma exacerbação do já intenso processo de “judicialização da política”, com a transferência do controle sobre o exercício dos mandatos executivos da esfera política para a judicial. Isso dificilmente representaria um avanço em termos de aperfeiçoamento da democracia. Assim, há indícios de que as perspectivas para ampliação da eficácia da Emenda do Programa de Metas devem ser buscadas no campo do controle social.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5. Conclusão</title>
			<p>Existe uma demanda social pelo aprimoramento da democracia conforme preconizado pelo modelo participativo. Todavia, isso exige grande capacidade de inovação institucional, o que, sobretudo por iniciativa de movimentos da sociedade civil, vem ocorrendo, com experiências como o Orçamento Participativo e a Emenda do Programa de Metas, objeto deste estudo.</p>
			<p>As informações obtidas ao longo desta pesquisa, em princípio, indicam o êxito dos propósitos dos atores sociais que se mobilizaram pela aprovação das Emendas do Programa de Metas, como a disseminação do projeto por diversos municípios, a tramitação de Proposta de Emenda Constitucional para nacionalizá-la e a apresentação de dois Programas de Metas em São Paulo com o acompanhamento da RNSP<italic>.</italic> Por outro lado, também existem motivos para se duvidar do sucesso do projeto, tais como: (a) não apresentação do Programa de Metas em muitos municípios nos quais a Emenda foi aprovada, sem qualquer tipo de consequência (jurídica, social ou política); (b) apresentação de metas genéricas e ausência de controle social em outros municípios; (c) julgamento procedente de todas as quatro ações diretas de inconstitucionalidade ajuizadas contra a Emenda perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.</p>
			<p>O mapeamento legislativo desenvolvido sobre a Emenda do Programa de Metas indica que se trata de uma inovação jurídico-institucional que traz importante contribuição para o aperfeiçoamento da democracia, a partir da lógica do modelo participativo e de sua complementaridade com o representativo. Por outro lado, como destacado especialmente na última seção, apresenta limites e demanda aperfeiçoamento de seu desenho jurídico-institucional.</p>
			<p>Entretanto, conclusões mais precisas exigem uma pesquisa empírica de avaliação legislativa que deve se desenvolver em quatro etapas conexas e sucessivas: a) verificação do cumprimento formal e b) material das normas; c) explicações sobre seu cumprimento ou descumprimento (em diferentes graus) e possível produção de efeitos não esperados, mediante comparação entre diferentes municípios; d) prescrição de possíveis propostas de alteração legislativa que possam contribuir com a ampliação do êxito da Emenda do Programa de Metas, notadamente para o aprofundamento da democracia em sua vertente participativa.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>Referências</title>
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					<comment>Disponível em:</comment>
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					</comment>&gt;. Acesso em: 8 jan. 2015.</mixed-citation>
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						<collab>REDE NOSSA SÃO PAULO</collab>
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					<source>Agenda 2012 - Programa de Metas do Município de São Paulo</source>
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					<comment>Acesso em:</comment>
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					</comment>&gt;. Acesso em: 8 ago. 2016.</mixed-citation>
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					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<year>2013</year>
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				<element-citation publication-type="book">
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					<chapter-title>Introdução geral à coleção</chapter-title>
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							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>Boaventura de Souza</given-names>
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					<publisher-name>Civilização Brasileira</publisher-name>
					<year>2002</year>
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					<lpage>27</lpage>
				</element-citation>
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				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>SANTOS</surname>
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					<chapter-title>Orçamento participativo em Porto Alegre: para uma democracia redistributiva</chapter-title>
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							<surname>SANTOS</surname>
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					<year>2002</year>
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				</element-citation>
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					<chapter-title>Para ampliar o cânone democrático</chapter-title>
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							<surname>SANTOS</surname>
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					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Civilização Brasileira</publisher-name>
					<year>2002</year>
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			<ref id="B36">
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						<collab>SÃO PAULO</collab>
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					<source>Emenda n<sup>o</sup> 30 à Lei Orgânica do Município de São Paulo</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Diário Oficial do Município</publisher-name>
					<comment>26 fev.</comment>
					<year>2008</year>
				</element-citation>
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			<ref id="B37">
				<mixed-citation>SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. <italic>Ação Direta de Inconstitucionalidade</italic>
 <italic>n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0268677-21.2011.8.26.0000</italic>.</mixed-citation>
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					<comment>Ação Direta de Inconstitucionalidade</comment>
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				</element-citation>
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			<ref id="B38">
				<mixed-citation>SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. <italic>Ação Direta de Inconstitucionalidade</italic>
 <italic>n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0268677-21.2011.8.26.0000</italic>
 <italic>; n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0230668-53.2012.8.26.0000</italic>.</mixed-citation>
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					<comment>Ação Direta de Inconstitucionalidade</comment>
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				<mixed-citation>SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. <italic>Ação Direta de Inconstitucionalidade</italic>
 <italic>n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0268677-21.2011.8.26.0000</italic>
 <italic>; ADI n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0111940-19.2013.8.26.0000</italic>.</mixed-citation>
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					<comment>Ação Direta de Inconstitucionalidade</comment>
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					<pub-id pub-id-type="other">0111940-19.2013.8.26.0000</pub-id>
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				<mixed-citation>SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. <italic>ADI n<sup>o</sup> 
</italic> 
 <italic>0226883-88.2009.8.26.0000</italic>.</mixed-citation>
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					<pub-id pub-id-type="other">0226883-88.2009.8.26.0000</pub-id>
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						<name>
							<surname>SCHUMPETER</surname>
							<given-names>Joseph A</given-names>
						</name>
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					<source>Capitalismo, socialismo e democracia</source>
					<comment>Tradução de Sérgio Góes de Paula</comment>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Zahar</publisher-name>
					<year>1984</year>
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				<mixed-citation>SILVA, José Afonso da. <italic>Curso de direito constitucional positivo</italic>. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2001.</mixed-citation>
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					<source>Curso de direito constitucional positivo</source>
					<edition>19. ed.</edition>
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					<year>2001</year>
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				<mixed-citation>SINTOMER, Yves et al. Transnational models of citizen participation: the case of participatory budget. <italic>Journal of Public Deliberation</italic>, v. 8, n. 2, article 9, 2012. Disponível em: &lt;<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.publicdeliberation.net/jpd/vol8/iss2/art9">http://www.publicdeliberation.net/jpd/vol8/iss2/art9</ext-link>
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						<etal/>
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					<article-title>Transnational models of citizen participation: the case of participatory budget</article-title>
					<source>Journal of Public Deliberation</source>
					<volume>8</volume>
					<issue>2</issue>
					<comment>article 9</comment>
					<year>2012</year>
					<comment>Disponível em:</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.publicdeliberation.net/jpd/vol8/iss2/art9">http://www.publicdeliberation.net/jpd/vol8/iss2/art9</ext-link>
					</comment>
					<comment>Acesso em:</comment>
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						<name>
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						</name>
					</person-group>
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>WEBER</surname>
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					<source><italic>Ciência e política</italic>: duas vocações</source>
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					<year>2006</year>
					<fpage>59</fpage>
					<lpage>124</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>O mapeamento legislativo é uma técnica de pesquisa de caráter teórico que consiste no “levantamento de atos normativos nacionais em vigor sobre o tema; histórico da legislação; levantamento de propostas normativas em tramitação no Legislativo; histórico institucional de práticas jurídicas” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Hortal, Almeida e Chilvarquer, 2014</xref>:169).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Também coletamos documentos complementares junto aos portais da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Nesse sentido, Pateman (1992:94-98) distingue três formas de participação: (1) “pseudoparticipação” (os sujeitos podem debater os problemas e questionar as propostas, mas não participam efetivamente das decisões), (2) “participação parcial” (os sujeitos podem influenciar a decisão, mas não tomá-la, pois o poder de decisão final é conservado com os administradores) e (3) “participação plena” (“cada membro isolado de um corpo deliberativo tem igual poder de determinar o resultado final das decisões”).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Por outro lado, é preciso registrar que diversas pesquisas também demonstram que os instrumentos de democracia participativa apresentam falhas e limites, como captura pelo governo ou pelo mercado, corrupção, deficiências de análise e falhas de coordenação (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Perez, 2006</xref>:172-176).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>“O adjetivo ‘pública’, justaposto ao substantivo ‘política’, deve indicar tanto os destinatários como os autores da política”, de maneira que seu caráter público tem na qualidade da participação de todos os interessados em seu processo de formulação um requisito de legitimação e eficiência da ação governamental (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Bucci, 2002</xref>:269).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Ver Portal da RNSP. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas">http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas</ext-link>&gt;. Acesso em: 6 jan. 2015. Para uma descrição do surgimento e do desenvolvimento do MNSP, ver Fiabane (2011:87 e ss.).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Para um relato da experiência de Bogotá, ver Fiabane (2011:88-90).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/cgi-bin/wxis.bin/iah/scripts/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;format=detalhado.pft&amp;base=proje&amp;form=A&amp;nextAction=search&amp;indexSearch=^nTw^lTodos%20os%20campos&amp;exprSearch=P=PLO82007">http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/cgi-bin/wxis.bin/iah/scripts/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;format=detalhado.pft&amp;base=proje&amp;form=A&amp;nextAction=search&amp;indexSearch=^nTw^lTodos%20os%20campos&amp;exprSearch=P=PLO82007</ext-link>&gt;. Acesso em: 6 jan. 2015. Ver Fiabane (2011:117).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/lei-plano-de-metas-sao-paulo.pdf">http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/lei-plano-de-metas-sao-paulo.pdf</ext-link>&gt;. Acesso em: 8 jan. 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf">http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf</ext-link>&gt;. Acesso em: 8 jan. 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Dados disponíveis no portal da Rede Nossa São Paulo: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas/cidades">http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas/cidades</ext-link>&gt;. Acesso em: 8 ago. 2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Ver Rede Nossa São Paulo. <italic>Plano de Metas para a gestão 2013-2016</italic>. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf">http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf</ext-link>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nuestracordoba.org.ar/">http://www.nuestracordoba.org.ar/</ext-link>&gt;. Acesso em: 7 jan. 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.nuestramendoza.org.ar/">http://www.nuestramendoza.org.ar/</ext-link>&gt;. Acesso em: 7 jan. 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.sanmartincomovamos.com.ar/">http://www.sanmartincomovamos.com.ar/</ext-link>&gt;. Acesso em: 7 jan. 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://redciudades.net">http://redciudades.net</ext-link>/&gt;. Acesso em: 8 ago. 2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497549">http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497549</ext-link>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p>Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512217">http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512217</ext-link>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2016.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>19</label>
				<p>Na maioria dos casos, adotaram a forma de Emendas às Leis Orgânicas, mas em alguns, como em Taubaté, a de Lei Ordinária.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>20</label>
				<p>As ações foram propostas em relação às Emendas às Leis Orgânicas dos seguintes municípios: Ilha Bela (SP) (ADI n<sup>o</sup><xref ref-type="bibr" rid="B40">0226883-88.2009.8.26.0000</xref>); Mauá (SP) (ADI n<sup>o</sup><xref ref-type="bibr" rid="B39">0268677-21.2011.8.26.0000</xref>); Taubaté (SP) (ADI n<sup>o</sup><xref ref-type="bibr" rid="B38">0230668-53.2012.8.26.0000</xref>); Tietê (SP) (ADI n<sup>o</sup> 0111940-19.2013.8.26.0000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>21</label>
				<p>Ver, por exemplo: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Ação Direta de Inconstitucionalidade n<sup>o</sup> 0230668-53.2012.8.26.0000, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Ação Direta de Inconstitucionalidade n<sup>o</sup> 0111940-19.2013.8.26.0000.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>22</label>
				<p>Constituição do Estado de São Paulo, arts. 5<sup>o</sup> e 47.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn23">
				<label>23</label>
				<p>O que, de acordo com os Acórdãos, viola, no caso da Constituição do Estado de São Paulo, seu art. 25.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn24">
				<label>24</label>
				<p>Argumento aplicável somente à norma que previu a inelegibilidade como consequência do não cumprimento injustificado do Programa de Metas, no caso, aquela do município de Taubaté.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn25">
				<label>25</label>
				<p>Lei Complementar 64/1990.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn26">
				<label>26</label>
				<p>De acordo com o estabelecido no referido dispositivo, o Programa de Metas deve contemplar, por exemplo, a promoção do desenvolvimento ambientalmente, socialmente e economicamente sustentável, e a inclusão social, com redução das desigualdades regionais e sociais.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn27">
				<label>27</label>
				<p>O Plano Plurianual é a lei orçamentária aprovada no primeiro ano de cada legislatura, a qual estabelece as metas e as prioridades de investimentos para os quatro anos subsequentes.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="supported-by" id="fn31">
				<p>Este artigo apresenta resultados parciais da pesquisa “Inovação institucional e democracia participativa: avaliação legislativa da Emenda do Programa de Metas”, financiada com recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) - Auxílio Regular/Processo no 2015/09185-9.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
	<!--sub-article article-type="translation" id="s1" xml:lang="en">
		<front-stub>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Article</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Institutional innovation and participatory democracy: mapping on legislation regarding the implementation of Programs of Goals in Brazilian cities</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Gaspardo</surname>
						<given-names>Murilo</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"/>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Ferreira</surname>
						<given-names>Mauro</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff4"/>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff3">
				<institution content-type="original">Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Departamento de Direito Público, Franca — SP / Brazil</institution>
			</aff>
			<aff id="aff4">
				<institution content-type="original">Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Programa de Pós-graduação em Planejamento e Análise de Políticas Públicas, Franca — São Paulo / Brazil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="other" id="fn59">
					<p>Murilo Gaspardo, Holds a doctorate in state law from the Faculty of Law of the University of São Paulo (USP). He is an assistant professor at the Faculty of Humanities and Social Sciences (FCHS) at the São Paulo State University “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) — Campus Franca, São Paulo. E-mail: murilogaspardo@franca.unesp.br.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn60">
					<p>Mauro Ferreira, Holds a doctorate in architecture and urbanism from the São Carlos School of Engineering of the University of São Paulo (USP). He is a volunteer professor of the Post-Degree Program (Professional Masters) in Planning and Analysis of Public Policies at the Faculty of Humanities and Social Sciences (FCHS) at the São Paulo State University “Júlio de Mesquita Filho“ (Unesp) — Campus Franca, São Paulo. E-mail: mauroferreira52@yahoo.com.br. </p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>The purpose of this article is to investigate the institutional innovation represented by the implementation of Programs of Goals in Brazilian cities through amendments in legislation, focusing on its contribution to the social control of public policies. The article presents a mapping on legislation based on the theory of participatory democracy. After a theoretical reflection about the limits of representative democracy and the search for institutional innovations in participatory democracy, the article presents a historical-legislative overview about the Goals’ Program and a comparative analysis of the normative texts that instituted it in Brazilian cities. As main results, in addition to a mapping that indicates the state of the art of the subject, we have the formulation of relevant hypotheses for the execution of legislative evaluation and development of proposals to improve the legal-institutional design of the object of investigation.</p>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>social control</kwd>
				<kwd>participatory democracy</kwd>
				<kwd>institutional innovation</kwd>
				<kwd>Goals’ Program.</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>Introduction</title>
				<p>Currently on the agenda of academic and political debates is the deficit on legitimacy and effectiveness of representative institutions, which manifests not only in semi peripheral states, like Brazil, but also in mature democracies in Europe and in the United States. Explanations for this can be found in endogenous subjects — such as <italic>patrimonialism</italic>, corruption, <italic>clientelism</italic> etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Benevides, 2009</xref>:729-730) — as well as external ones — notably, the impacts of globalization on the state’s sovereignty and, thus, on its democratic institutions, with the institutions built for managing global governance being unable to adequately respond to this context (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Held, 2007</xref>).</p>
				<p>The limits of the predominant liberal-representative model for democracy are being exposed for a long time by the theory of participatory democracy, which emphasize the adoption of procedures and the construction of a political culture that allows a more intense manifestation by the popular sovereignty. Opposed to the liberal-representative model, participatory democracy does not possess a basic juridical-institutional framework for the accomplishment of its principles, like the mandate, the electoral systems and the political parties. Instead, there are different experiences in institutional innovation, such as the public policies’ council and the participatory budget, which, usually, are not a result of academic formulations or political agents, but are created by the civil society.</p>
				<p>In this sense, in 2008 the Amendment to the Organic Law of the Goals’ Program was approved, by initiative of sectors of the civil society of São Paulo. It established the obligation for the mayors to present a program of goals based on the proposals that they defended during their electoral campaigns which, associated to a set of complementary institutes, aimed at qualifying the electoral debate, contributing to the planning practices in public administration, and strengthening the social control of public policies. The initiative had great repercussions, resulting in the approval of similar projects in several Brazilian and South American cities, and the presentation of Amendment Projects to the Federal Constitution, with the purpose of implementing the project in the three spheres of the Federation.</p>
				<p>In the present study, we developed a legislative mapping<xref ref-type="fn" rid="fn32"><sup>1</sup></xref> of the Goals’ Program Amendment and investigated the contribution of this institutional innovation for the social control of public policies, especially regarding the complementary relation between representative and participatory democracy. Considering that it is a subject that lacks systematic juridical-institutional studies, the legislative mapping seems to be key to broaden this field of investigation for future comparative empirical research and case studies.</p>
				<p>In addition to the theoretical review, we applied the document analysis technique to analyze the collected data. First collected all the amendments available at the “Our São Paulo Network” (OSPN) and similar movements. Next, we searched for the amendments that were mentioned but were not available at the OSPN in the websites of the City Halls and City Councils of São Paulo. Finally, we searched in Google using the keyword “Goals’ Program Amendment” in order to verify if there was any town not included in the OSPN’s website.</p>
				<p>To organize the collected data, we created a table in which each line of the first column was filled with the text of each of the normative dispositions of the São Paulo’s Amendment. The lines of the other columns were filled with the similar/respective devices of the other Brazilian towns. The contents of all texts were compared, in order to identify similarities and differences between each other and between the whole chosen paradigm.<xref ref-type="fn" rid="fn33"><sup>2</sup></xref>
				</p>
				<p>As main results, besides the development of a map that indicates the subject’s <italic>state of the art,</italic> we formulate relevant hypothesis for the accomplishment of the legislative evaluation and the development of proposals to improve the juridical-institutional design of the subject investigated</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2. From the representative democracy’s limits to the search for institutional innovations in the field of participatory democracy</title>
				<p>After World War II, it became hegemonic in the West the elitist liberal-representative democratic model, which was built from the critics to the so-called republican democratic tradition, whose pioneer was Max <xref ref-type="bibr" rid="B44">Weber (2006</xref>). Under the influence of Weber, <xref ref-type="bibr" rid="B41">Schumpeter (1984</xref>) deepened the understanding of democracy as a competitive method of leaders’ selection (political elites), which opposes to the classic doctrine of participation in the political life in order to achieve the common good, mitigating it to the rules of the electoral game (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Held, 1987</xref>:131-177).</p>
				<p>However, contrary to what the authors of the democratic theory’s hegemonic field suggest, its perspective is not only descriptive, but also normative: they consider the north-American and English systems as the ideal ones, try to show that the only alternative would be totalitarianism and, based on this criteria, they evaluate every system that exists or could exist. Besides that, the hegemonic theory built itself from the myth of a homogeneous “classic democratic theory”, as well as a misinterpretation of authors such as Rousseau and Stuart Mill (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman, 1992</xref>:26-33).</p>
				<p>In spite of the predominance of the liberal-representative model, it has been facing a severe crisis. <xref ref-type="bibr" rid="B12">Chevallier (2009</xref>:183-201, 223-224), for example, deals with the problem within a context of social transformations he named “post-modernism”, having as a feature the “political bond’s weakening”, characterized by the crisis of representation and participation. The first, measured by the “erosion of the credit of trust of representatives”, presents three fundamental causes: a) the inability of representatives to respond to citizen’s expectations; b) their negative image due to corruption and other ethical deviations; and c) the implementation of procedures that manipulate public opinion. Differently, the second manifests through the decrease of engagement in elections and traditional institutions of mediation between the political and social spheres, such as labor unions and political parties. Moreover, such crisis has as substrate the progressive disappearance of collective values due to several factors, such as the “fragmentation of the national identity”, the “civic crisis” and the “increase in corporatism”. According to the author, this implies an “adaptation process” of the liberal democratic model, including the recognition of the importance of the deliberative and participative models.</p>
				<p>In Brazil, the democratization process that has been institutionalized by the 1988’s Federal Constitution and has been happening for three decades, was not able to erase a history characterized by practices of <italic>clientelism</italic> and <italic>patrimonialism</italic>, along with other forms of appropriation of the public space by the private interest, inequality and social exclusion — ultimately, with a very limited citizenship.</p>
				<p>Analyzing this phenomena from the 1988’s National Constitutional Convention, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Nobre (2013</xref>) coined the concept of “<italic>pemedebismo</italic>”, which designates a “political culture” marked by obstructions to any attempts of structural reforms and contrary to people’s direct interference, because it could threaten historically hegemonic interests.</p>
				<p>There are two lines of debate, both in the political and academic spheres, in the search for answers to this crisis of the Brazilian liberal-representative model. One focus on “political reform” (or partisan and electoral reform) within the milestones of representative democracy. The other focus on the development of institutional innovations that might complement the representative system in the field of “participatory democracy”, aiming at deepening the perspectives opened by the 1988’s Federal Constitution itself.</p>
				<p>The idea of a participatory democracy originally manifested itself in the movements of the “New Left” in the 1960s, spreading to the working class due to the growing dissatisfaction with the social structure and dominant political practices (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Macpherson, 1978</xref>:97).</p>
				<p>The dissatisfaction is due to the hegemony of a type of “low-intensity” democracy, which faces the paradox of having expanded through the world at the same time of “a huge degeneration of the democratic practices” (Santos and <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer, 2002</xref>:42-49). It was seen both the limits to the election of ruling elites in order to legitimize the use of power and the expression of social diversity, as well as the limits of centralized bureaucracy to process multiple information and mediate complex conflicts that permeate the formulation and execution of public policies.</p>
				<p>Thus, it was noticed that the formal acknowledgment of equal rights, main feature of the liberal perspective, although relevant, it is not sufficient to guarantee their exercise if there are not objective conditions to do so, compromising the effectiveness of political participation. The State, in turn, would be a reproducer of these inequalities, and the elections would be insufficient to generate democratic legitimacy and accountability of the political leaders. Thus, there is a demand for the democratization of the state and the society (including the factories). With that in mind, the theorists of participatory democracy support the combination of the representative system with organizations of direct democracy (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bonavides, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Comparato, 2006</xref>:636, ss.; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Silva, 2001</xref>:130-147), especially in the local political level and in decisions of the work sphere (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Held, 1987</xref>:229-237).</p>
				<p>Therefore, the participatory democracy will always be articulated with the representative one (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Benevides, 2009</xref>:727, 1991). Also because, as <xref ref-type="bibr" rid="B20">Macpherson (1978</xref>:99-101) points out, “someone must phrase the matters” to be decided, and the administration’s and society’s complexity does not allow the reduction of the answers to “yes” or “no”, notably in matters of economic or social policies.</p>
				<p>The combination between these two democratic models may occur in two ways: through co-existence or through complementarity. There is co-existence when representative democracy and participatory democracy cohabit in different levels (the first one in national level and the second one in local level), without any form of integration between the decisive process in which act the elected representatives and the jurisdictions open to popular participation. The complementarity, in turn, “implies a deeper articulation between representative democracy and participatory democracy”, which “assume the acknowledgment by the government that the participatory procedures, the public forms of government’s monitoring and the public deliberation process may replace part of the representation and deliberation process” (Santos and <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer, 2002</xref>:75-76).</p>
				<p>This complementary relationship is present in the participatory budget, innovation on the field of political and economic democracy introduced for the first time in Porto Alegre, in 1989 (Campnell, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Marquetti and Silva, 2009</xref>), which expanded through Latin America, Europe, Asia, Africa, North America and Oceania. Its main characteristic is the deliberation on the pattern of the application of scant financial resources that composes the public budget with the participation of non-elected actors. Other important features in its characterization are regularity (an occasional activity is not enough), the prediction of specific deliberative structures, and mechanisms of government accountability on the application of public resources according to citizens’ decision (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Sintomer et al., 2012</xref>:2-4).</p>
				<p>As well as the participatory budget, the “Goals’ Program” Amendment is an institutional innovation in the local sphere, within the field of participatory democracy, which resulted from social mobilizations and, from a local experience, expanded through Brazil and other countries. As showed in the last section, the comparison between these two experiences conveys important lessons.</p>
				<p>From the theoretical references and experiments on participatory democracy, we can consider four categories to analyze the juridical-institutional structure of the “Goals’ Program” Amendment: (a) claims of participatory spaces expanded to the plurality of social actors in equal conditions, specially for those historically excluded (Santos e <xref ref-type="bibr" rid="B35">Avritzer, 2002</xref>); (b) deliberative character of participation: the inclusion of new actors to vote in alternatives that they did not developed is not enough, meaning that public debate, reasoning and learning should be encouraged (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas, 1997</xref>:137); (c) plurality of institutional designs, because electing representatives is not the only way to participate in political decisions. Regarding institutional architecture, participatory democracy may be of high- or low-intensity. It is low-intensity when is limited to the decision-making moment. It is high-intensity when, before the decision, there is the elaboration of an agenda and, after the decision, its monitoring<xref ref-type="fn" rid="fn34"><sup>3</sup></xref> (Campnell, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Marquetti and Silva, 2009</xref>:5-7); (d) educational role, since participation qualifies citizens to participate, to acknowledge collective matters and to increase one’s capacity to judge (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman, 1992</xref>:35-63).</p>
				<p>The “Goals’ Program” is in a context of several participatory democracy experiences occurring since the 1988’s Federal Constitution promulgation, such as the participatory budget, the conferences,the councils, the hearings and the public consultation, which contribute to the improvement of the social control of public policies.<xref ref-type="fn" rid="fn35"><sup>4</sup></xref>
				</p>
				<p>We highlight that these institutional innovations were not a result of academic elaboration, neither were ‘gifts’ from elected representatives. They are a result of the effort of social movements, such as the “Popular Movement for Health”, the “Sanitarian Movement” and the “Movement for Urban Reform” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Avritzer, 2016</xref>:119).</p>
				<p>The social control of public policies has become one of the main flags of several social movements that originated in Brazil and in Latin America which “work to oblige the rulers to keep their campaign promises”, focusing on governmental accountability and the consideration of public interest (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Fiabane, 2011</xref>:12, 39, 45-54). It is not only about supervising and evaluating Public Administration, but also about participating in the decisions and monitoring its implementation, stimulating the exercise of an active citizenship and disseminating information, in order to reduce the existing asymmetry regarding elected representatives, bureaucrats and the citizens.</p>
				<p>Decreasing the asymmetry of information is one of the main contributions of the “Goals’ Program” for democracy and social control of public policies. However, as <xref ref-type="bibr" rid="B1">Arato (2002</xref>:99) ponders, “no institutional model can assure that the social actors actually organize themselves, participate in public discussion and get involved with politics”.</p>
				<p>We end this session with the delimitation of the perception of public policy<xref ref-type="fn" rid="fn36"><sup>5</sup></xref> adopted. We follow the definition of <xref ref-type="bibr" rid="B11">Bucci (2006</xref>:39), who defines it as</p>
				<disp-quote>
					<p>government action programs that results from a process or a set of processes legally regulated — electoral process, planning process, government process, administrative process, judicial process — aiming at coordinating the means available to the State and private activities, for the execution of socially relevant and politically determined goals. Ideally, public policy must focus on executing the defined goals and expressing the selection of priorities, the reservation of the necessary means to achieve it, and the period of time when the goals’ achievement is expected.</p>
				</disp-quote>
				<p>The adoption of the idea of processuality to analyze public policy comes from the acknowledgment of the society as a field of conflicts and the State’s role in the mediation of such conflicts. Since the State’s decision “imply choices and, therefore, the existence of both considered and neglected interests”, the process allows the institutionalization of conflicts (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Bucci, 2013</xref>:117). It is necessary, therefore, to analyze if the “Goals’ Program” is an institutional innovation that contributes to the democratization of the elaboration, execution and monitoring processes of public policies.</p>
				<p>In summary, having as the normative assumption the participatory democracy model, and the hypothesis of favoring the complementarity relationship between representative and participatory institutions in the social control of public policies, the content analysis of the “Goals’ Program” Amendment must consider four variables: (a) do they create conditions for the inclusion of historically excluded actors in the decision-making processes?; (b) do they contribute so that the political participation takes over a deliberative character?; (c) do they present an innovative juridical-institutional design which favors a high-intensity participation?; (d) do they consider the pedagogic aspect of political participation?</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3. Historic-legislative landscape of the “Goals’ Program” Amendment</title>
				<sec>
					<title>3.1 The civil society’s initiative, the approval of the City Constitution’s Amendment and the first two São Paulo’s “Goals’ Program”</title>
					<p>São Paulo’s pioneer approval of the “Goals’ Program” City Constitution Amendment, in 2008, was a result of an initiative leaded by the Our São Paulo Movement (OSPM), which later was named Our São Paulo Network (OSPN).<xref ref-type="fn" rid="fn37"><sup>6</sup></xref>
					</p>
					<p>As narrates Pereira (2015:2), in the end of 2006 several civil society’s leaderships, invited by Oded Grajew (general coordinator of OSPN’s Executive-Secretary), gathered to meditate about the challenges of politics and the “existing potentialities in Brazilian society to unleash a process capable of constituting another political culture”. One of the diagnosis highlighted was the supremacy of the electoral marketing and the funding of campaigns over government programs, which revealed themselves as fragile, inconsistent and deprived of clear goals, indicators, as well as budget predictions adequate to its execution. Besides making the government programs not so useful to differentiate candidacies, it creates barriers for accountability, objective evaluations and social control of the elected management.</p>
					<p>It was in this context that a set of organizations, businessmen and civil society leaders decided, in May 15<sup>th</sup> 2007, to constitute the OSPM, with a non-partisan and inter-religious nature, with the mission of mobilizing several social segments in order to build a political, social and economic force. OSPM was created with the purpose of, together with public and private institutions, elaborate and commit to an agenda and a set of goals, articulate actions and proposals directed to a just and sustainable society (Pereira, 2015:3).</p>
					<p>The first step taken was to create the “Citizens’ Observatory”, which gathers “official technical indicators for quality of life” and “population’s perception indicators, such as the City’s Well-Being Indicators of Reference (CWBIR), surveyed in partnership with Ibope in two annual researches”. The adoption of these tools, whose data are widely publicized, allows for an objective analysis of public policies’ results, as well as the evaluation of compatibility between the budget execution and the priorities appointed by the population, by the planning tools and by the official indicators. Besides that, the OSPM started to conduct educational and mobilization campaigns and to publish indicators, and established work groups for monitoring public policies, budget execution and City Council’s action. In this process, OSPM also came to know the experience of the program “<italic>Bogotá Como Vamos</italic>”,<xref ref-type="fn" rid="fn38"><sup>7</sup></xref> that “inspired the development of the methodology that articulates technical indicators with those of perception” (Pereira, 2015:3).</p>
					<p>An OSPM’s key action was getting the approval by São Paulo’s City Council (with 54 favorable votes out of 55, being the 55º being absent), in February 19th 2008, of the “Goals’ Program” São Paulo’s City Constitution Amendment (CCA n<sup>o</sup> 30/2008), which instituted the “responsibility to elaborate and implement the ‘Goals’ Program’ by the Executive Power”. It was intended to achieve, among other goals, the following: (1) promote the planning practice in Public Administration, with the establishment of goals and performance indicators; (2) value the programs presented during the electoral campaigns, such as effective management commitments and qualification of the electoral debate; (3) establish an “effective tool of social control”.<xref ref-type="fn" rid="fn39"><sup>8</sup></xref>
					</p>
					<p>Former Mayor Gilberto Kassab presented the first “Goals’ Program”, for the 2009-12 Management, denominated “Agenda 2012”, with 223 goals.<xref ref-type="fn" rid="fn40"><sup>9</sup></xref> The Mayor Fernando Haddad (Management 2013-16) presented his “Goals’ Program” in March 2013 with 123 goals.<xref ref-type="fn" rid="fn41"><sup>10</sup></xref> After its presentation, 35 public hearings were held, one general in the City Hall, three thematic and the remaining in each of the Regional Administrations.</p>
					<p>In a study conducted by <xref ref-type="bibr" rid="B14">Fiabane (2011</xref>:124, 145), some of the positive results observed with the adoption of the Program Amendment were: “appropriation of the language and means of the public machine by civil society’s organizations”; the articulation of quite different actors as community and religious leaders, left-wing activists and businessmen around goals and from a common language; and the opening of “new channels and new languages in the promotion of governmental accountability”.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.2 The Amendment of the “Goals’ Program” in other Brazilian and South American municipalities</title>
					<p>According to a survey conducted by the OSPN, after São Paulo, another 46 Brazilian municipalities approved in their City Constitution the “Goals’ Program”’ Amendment. As can be seen in <xref ref-type="fig" rid="f3">figure 1</xref>, 20 municipalities are located in the state of São Paulo, and the remaining 27 are distributed by different states of the federation. <xref ref-type="fn" rid="fn42"><sup>11</sup></xref>
					</p>
					<p>
						<fig id="f3">
							<label>Graphic 2</label>
							<caption>
								<title>Presentation of the 2013-16 “Goals’ Program” by state</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="0034-7612-rap-51-01-00129-gf3.jpg"/>
							<attrib>Source: Elaborated by the authors.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Among these towns, 17 presented the “Goals’ Program” for the 2013-16 management, as shown in <xref ref-type="fig" rid="f4">Graphic 2</xref>.<xref ref-type="fn" rid="fn43"><sup>12</sup></xref>
					</p>
					<p>
						<fig id="f4">
							<label>Source: Elaborated</label>
							<caption>
								<title>by the authors. * It hasn’t been considered for this analysis the Amendments approved after December 31st 2012 in order to avoid distortions in the conclusions, because, generally, they predict their application for the next legislative periods.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="0034-7612-rap-51-01-00129-gf4.jpg"/>
						</fig>
					</p>
					<p>Concomitant to this process of approval of several amendments to the Cities Constitutions, and based on the São Paulo’s experience, similar movements to the OSPN appeared in several municipalities, such as Piracicaba (SP), without formal approval of the pertinent legislation.</p>
					<p>In addition to Brazil, six other South American cities approved the Amendment of the “Goals’ Program”: Córdoba, Mendoza, Maipú and San Martín de los Andes (Argentina), Asunción (Paraguay) and Trujillo (Peru). There are similar movements to the OSPN in Córdoba <italic>(Red Ciudadana</italic> 
 <italic>Nuestra Córdoba</italic>),<xref ref-type="fn" rid="fn44"><sup>13</sup></xref> Mendonza (<italic>Nuestra Mendonza</italic>)<xref ref-type="fn" rid="fn45"><sup>14</sup></xref> e San Martín de los Andes (<italic>Red Ciudadana San Martín de los Andes Cómo Vamos</italic>).<xref ref-type="fn" rid="fn46"><sup>15</sup></xref> Finally, it was based on these experiences that the Red Latinoamericana por Ciudades y Territorios Justos, Democráticos y Sustentables<xref ref-type="fn" rid="fn47"><sup>16</sup></xref> (RLACTJDS) was created, formed by initiatives and movements from more than 60 cities in 10 Latin American countries, with the purpose of promoting “<italic>prácticas descentralizadas y compartiendo conocimientos para la construcción de mejores espacios urbanos en Latinoamérica</italic>”. Among its actions are the monitoring of indicators of quality of life and the promotion of citizen participation, which includes exchange of experiences, debates, and actions related to the “Goals’ Program”.</p>
					<p>As the emergence of participatory democracy experiments occurs in the context of the dispute between the neoliberal (hegemonic) globalization process and insurgent movements that structure the “alternative globalization” (or “counter-hegemonic”), the experiences previously reported seem very relevant. These experiences promote the articulation between the local and the global (after all, the task of resisting oppression takes place much more in the local daily practice than in the great events with international repercussions), which strengthens local movements when integrate them in Transnational networks, enabling a “reciprocal and continuous learning” (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Santos, 2002a</xref>:13, 22-23, 73-74).</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.3 The Federal Constitution Project of Amendment that establishes the obligation to prepare the “Goals’ Program” for mayors, governors and the president of the Republic</title>
					<p>The repercussion of the approval and application of the “Goals’ Program” Cities Constitution Amendments resulted in a Constitutional Amendment Proposal (CAP n<sup>o</sup> 10/2011), which aimed at amending “Articles 28, 29 and 84 of the Brazilian Federal Constitution to institute the obligation of elaboration and fulfillment of the “Goals’ Program” by the city, state and federal executive power, based on the proposals of the election campaign”.<xref ref-type="fn" rid="fn48"><sup>17</sup></xref> The project, called “CAP of Electoral Responsibility” is justified by the fact that, contrary to current practice, programs presented during election campaigns should be able to effectively guide the management of the elect. In addition, it would be an efficient democratic management tool, which will help the transparency of the current government, providing an opportunity for voters to know the goals and indicators of the various areas of public administration.</p>
					<p>A similar proposal (CAP n<sup>o</sup> 10/2011)<xref ref-type="fn" rid="fn49"><sup>18</sup></xref> was presented afterwards and added to the first. On October 26th, 2011, the House of the Representatives’ Commission for Constitution, Justice and Citizenship approved the opinion of the rapporteur, who was in favor of the constitutionality of both proposals. On December 13th, 2011, by special act of the Presidency, a Special Committee was created to analyze them, which also approved the opinion of the rapporteur in favor of the two amendments, with Substitute, on September 4th, 2013. Until August 10th, 2016, the proposal was awaiting consideration by the Plenary of the House of Representatives.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>3.4 The Direct Actions of Unconstitutionality proposed against the Amendments to the Organic Laws that instituted the “Goals’ Program”</title>
					<p>Four direct actions of unconstitutionality against the “Goals’ Program”<xref ref-type="fn" rid="fn50"><sup>19</sup></xref> were proposed, all in the São Paulo’s Justice Court. The actions were judged by its Special Chamber, the first being on June 5th, 2009 and the last on March 5th, 2013,<xref ref-type="fn" rid="fn51"><sup>20</sup></xref> All actions had the mayor as author, General Attorney’s manifestations for its favorable judgment, and unanimous favorable judgment.</p>
					<p>In short, the arguments used to support the decisions that judged the Amendments to the “Goals’ Program” as unconstitutional were the following:<xref ref-type="fn" rid="fn52"><sup>21</sup></xref> a) violation of the principle of separation of Powers, harming provisions pertinent to the matter of the State Constitution,<xref ref-type="fn" rid="fn53"><sup>22</sup></xref> because “it imposes, unduly, an internal control over the administrative functions of the Executive”, so that the City Council interferes “in an activity that falls within the discretionary sphere of the administrator”, which is “subject to criteria of opportunity and convenience”; “Establish relationship of hierarchy and subordination” with the Executive Branch; “It is the exclusive responsibility of the Chief Executive to initiate laws dealing with matters relating to administrative management that involve planning and execution of government acts”; b) creation of public expenditure without indication of available resources;<xref ref-type="fn" rid="fn54"><sup>23</sup></xref> c) creation of ineligibility,<xref ref-type="fn" rid="fn55"><sup>24</sup></xref> which is a matter whose discipline is exclusive to the Federal Constitution and Federal Complementary Act.<xref ref-type="fn" rid="fn56"><sup>25</sup></xref>
					</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>4. Comparative analysis of the texts of the Cities Constitutions Amendments that instituted the “Goals’ Program”</title>
				<p>The São Paulo City Constitution “Goals’ Program”’ Amendment initially determines (Art. 69-A, <italic>caput</italic>), that the mayor, elected or re-elected, should present, up to 90 days after being invested, a ‘Goals’ Program’ of his management”. The same rule articulates that the program must contain the priorities over the “strategic actions, the indicators and the quantitative goals for each of the Public Administration sectors, regional administrations and the town’s districts”. These priorities must observe, at least, the routes presented in the mayor’s electoral campaign “and the goals, routes, strategic actions and other rules in the Strategic Directive Plan’s law”. Here it is, thus, the core of the Amendment: the bonding of the mayor to a management based on goals and indicators elaborated from his electoral program and the Strategic Directive Plan.</p>
				<p>The paragraphs which compose Art. 69-A of São Paulo’s City Constitution (CC/SP) establish a set of principles guided by the goal to favor public management social control. The first is publicity: §1 determines that the “‘Goals’ Program’ will be widely publicized, through electronic means, through printed media, radio and television media, and published in the City’s Official Diary” in the next day to the stipulated one for its presentation. The knowledge of the government’s objective goals by the population is the first requirement for the exercise of social control.</p>
				<p>The second principle is the participatory democracy — the knowledge about the “Goals’ Program” is fundamental, but insufficient, because a passive posture from the population is not enough; they must have the possibility to debate it, criticize it and offer suggestions. Therefore, §2 states that “the Executive Power will promote, in thirty days after the ending of the deadline referred by this article, the public debate on the ‘Goals’ Program’ through general public hearings, thematic and regional, including the Regional Administrations”.</p>
				<p>The third principle is the rendering of accounts, which allows the verification of the achievement of goals and the critical evaluation of the management’s performance by the population and by the City Council. This principle reveals itself in the obligatoriness for the Mayor to semi-annually publicize “the performance indicators related to the execution of several ‘Goals’ Program’ items” (§3) and, in the end of each year, the “Goals’ Program’ written report on its execution”, through all the means predicted for the Program’s disclosure (§6).</p>
				<p>Since the city’s reality and even the public administration are dynamic, it is predicted the possibility for the mayor to make “programmatic changes in the ‘Goals’ Program’”, which must respect the Strategic Directive Plan’s Law, as well as be justified by hand and widely publicized (Art. 69-A, §4).</p>
				<p>Besides that, §5 from Art. 69-A of the CC/SP presents a set of criteria that must be respected in the elaboration and fixation of performance indicators. Although too general, a determination of its content is added to the formal demanding of the “Goals’ Program” presentation.<xref ref-type="fn" rid="fn57"><sup>26</sup></xref>
				</p>
				<p>Finally, §9 and §10 added to art. 137 of the CC/SP determine that the “Goals’ Program”’ and the Strategic Directive Plan’s priorities and strategic actions must be incorporated, respectively, to the budget acts and to the bill that aim at the institution of the pluriannual budget plan act.<xref ref-type="fn" rid="fn58"><sup>27</sup></xref>
				</p>
				<p>From these seven structural elements of São Paulo’s “Goals’ Program” Amendment, it is possible to make a comparative analysis on the set of similar norms approved in other towns. Among the 47 towns listed in OSPN’s website, it was not possible to find the normative texts in four of them. Analyzing the normative texts of the remaining 43, it is evidenced that:</p>
				<p>a)all have the determination that the mayor, elected or re-elected, presents a program with the strategic actions, indicators and goals of his management, in deadlines which vary from a minimum of 90 (31 towns) and a maximum of 180 days (with Limeira’s exception, which predicts the presentation along with the Pluriannual Budget Plan);</p>
				<p>b)only two towns do not predict the duty to assure the wider publicity of the “Goals’ Program” and the means that should be used to do so;</p>
				<p>c)only three Amendment do not predict the realization of public hearings, the remaining ones (93%) assure the “Goals’ Program”’ debate through public hearings that must occur up to 30 days after the end of the deadline for its presentation, and six also contemplate the realization of debates in the quarters and seven in the districts;</p>
				<p>d)95,3% (41 of the 43 analyzed) predict the duty of the rendering of accounts on the fulfillment of the goals through the official media and press, and 74,4% also determined the disclosure through electronic means. However, only five Amendments fixate a deadline for disclosure in the latter. Besides that, regarding the presentation of the periodic reports, it has been verified that in 30 towns (69,8%) it is predicted for them to occur semi-annually, in six (13,9%) annually and in one every 120 days;</p>
				<p>e)the possibility of justified alterations and duly publicized in the presented “Program” is not included in only three towns, being predicted in the other 40 which data was collected; besides that, in one town there is also the prediction of alterations through an annual review;</p>
				<p>f)40 Amendments present a set of material criteria, which must guide the elaboration and fixation of the performance indicators, and only three do not predict it;</p>
				<p>g)32 Amendments (74,4%) determine the incorporation of the priorities and strategic actions predicted in the “Goals’ Program” in the budget acts and in the pluriannual budget plan act, while 11 (25,6%) do not.</p>
				<p>It is observed that, with little fluctuation, the normative texts are very similar, following São Paulo’s model. The Substitutive to the Federal Constitution’s Amendment Projects, which waits for voting in the House of the Representatives, also presents the same elements, with small adjustments deriving from its application to the three federation spheres.</p>
				<p>This verification, added to the information that the “Goals’ Program” presents different degrees of success in the achievement of its goals, could lead to the conclusion that the variable to be considered in a legislative evaluation should be exclusively the articulation and mobilization of the society around the proposal, that is, factors external to the Law. Indeed, as we have already highlighted, no institutional model, by itself, is capable of assuring that the society organizes itself and participates in the political processes. A hypothesis to be investigated is if the lack of the project’s adaptation to the peculiarities of each location could explain, at least partially, the non-fulfillment of the intended goals.</p>
				<p>Considering the variables which we have listed as fundamental to the evaluation of a participatory democracy institute, and confronting them with the normative text of the “Goals’ Program” Amendment, it should be noted that, initially, it potentially favors the complementarity relationship between representative and participatory democracy. This is because the direct participation tools intertwine both with the elections (by associating the “Goals’ Program” with the presented program during the electoral campaign and creating a new accountability tool — the evaluation of the targets’ fulfillment), and with the processes of public policies’ formation, usually conducted exclusively by the elected representatives and the bureaucracy. This relation of complementarity tends to expand with the possibility of the Constitutional Amendment approval — which establishes the “Goals’ Program” obligatoriness in all levels of the Federation — because, with that, the institute will no longer be restricted to the local sphere.</p>
				<p>The prediction of holding public hearings to discuss the “Goals’ Program” also opens the possibility for the inclusion of historically excluded actors on the political-decision-making process, but it will depend on the way in which they will be effectively conducted. This possibility to discuss goals and the increase of citizen’s access to procedures and information that support the decisions on the public policies contribute for the political participation to assume a deliberative character, valuing argumentation and not only restricted to the act of deciding, and the reduction of the asymmetry of information regarding the elected representatives, bureaucracy and the citizens.</p>
				<p>The access to technical information expressed in a more concrete and comprehensive way for the population also has a relevant pedagogic meaning. Such variable is essential to be considered in the institutional experiences when one has the participatory model as reference.</p>
				<p>Conversely, different from what occurs in the Participatory Budget, for example, the “Goals’ Program” Amendment do not predict any kind of replacement of decision making by the elected representatives (especially the head of the Executive Power) by the citizen’s direct actions. In addition, citizens act exclusively in a consultative way (when they participate in public hearings to discuss the “Goals’ Program”) and in the monitoring of goals’ achievement, which could characterize it as a low-intensity participatory experience, or even what <xref ref-type="bibr" rid="B24">Pateman (1992</xref>) defines as “pseudoparticipation”. Thus, a certain amount of boldness and institutional creativity is necessary in this scope so that the institute can assume a high intensity participatory character, effectively contributing to the improvement of the social control of public policies.</p>
				<p>Another important element to be explored is the absence of juridical consequences for the non achievement of the goals established by the Mayor him/herself, which limits the efficacy of the “Goals’ Program” Amendment. However, a different alternative could lead to an exacerbation of the already intense process of “judicialization of politics” with the transfer of control over the exercise of executive mandates from the political to the judicial. This would hardly represent a breakthrough in terms of improving democracy. Thus, there are indications that the prospects for broadening the effectiveness of the Goal Program Amendment should be pursued in the field of social control.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>5. Conclusion</title>
				<p>There is a social demand for the improvement of democracy as advocated by the participatory model. However, this requires a great capacity for institutional innovation, which, especially on the initiative of civil society movements, has been occurring with experiences such as the Participatory Budget and the Amendment of the “Goals’ Program”, object of this study.</p>
				<p>The information obtained during this research initially indicates the success of social actors, who strived for the approval of the Amendments of the “Goals’ Program”, such as the dissemination of the project by several municipalities, the process of Proposed Constitutional Amendment to nationalize it, and the presentation of two “Goals’ Program” in São Paulo with the monitoring of the OSPN. Yet, there are also reasons to question the success of the project, such as: (a) lack of presentation of the “Goals’ Program” in many municipalities in which the amendment was approved, without any legal, social or political consequence; (b) presentation of general goals and lack of public control in other municipalities; (c) proceeding judgment of all the four direct actions of unconstitutionality filed against the Amendment by the São Paulo State’s Court of Justice.</p>
				<p>The legislative mapping developed on the “Goals’ Program” Amendment indicates that it is a legal-institutional innovation that makes an important contribution to the improvement of democracy, based on the logic of the participatory model and its complementarity with the representative. On the other hand, as highlighted especially in the last section, it presents limitations and demands improvement of its legal-institutional design.</p>
				<p>Nevertheless, more precise conclusions require an empirical research of legislative evaluation, that must be developed in four related and successive steps: a) verification of formal and b) material compliance of the Amendments; c) explanations about their compliance or noncompliance (to different degrees) and possible unexpected effects, by comparing different municipalities; d) prescription of possible proposals for legislative changes that may contribute to the expansion of the success of the Goals’ Program Amendment, especially for the deepening of democracy in its participatory perspective.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn61">
					<label>61</label>
					<p>{Translated version} Note: All quotes in English translated by this article’s translator.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn62">
					<label>62</label>
					<p>We would like to thank Liz Marina Tamião Santana (undergraduate student in Law at UNESP/Campus Franca, SP), who translated this article into English together with the author Murilo Gaspardo.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="supported-by" id="fn63">
					<p>This article presents partial results of the research “Institutional Innovation and Participatory Democracy: Legislative Evaluation of the Target Program Amendment” funded by Fapesp (São Paulo Research Foundation) — Regular Support/Process No 2015/09185-9</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn32">
					<label>1</label>
					<p>The legislative mapping is a research technique of theoretical nature which consists in the “survey of national normative acts in effect on the subject; legislation’s history; survey of normative proposals currently being evaluated in Congress; institutional history of legal practices” (Hortal, Almeida and Chilvarquer, 2014:169).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn33">
					<label>2</label>
					<p>We have also collected complementary documents along the websites of the House of Representatives and the Justice Court of São Paulo State.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn34">
					<label>3</label>
					<p>In this sense, Pateman (1992:94-98) differentiate between three types of participation: (1) “pseudo-participation” (the actors can discuss problems and question proposals, but do not effectively join the decisions); (2) “partial participation” (the actors can influence the decision, but not make it, because the final decision power is held with the administrators); and (3) “full participation” (“each isolated member of a deliberative body has equal power to determine the final results of the decisions”).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn35">
					<label>4</label>
					<p>On the other side, it is important to note that several studies also demonstrated that the tools of participatory democracy presents flaws and limits, such as the capture by the government or the market, corruption, analysis deficiencies and coordination flaws (Perez, 2006:172-176).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn36">
					<label>5</label>
					<p>“The adjective ‘public’, side by side with the noun ‘policy’, must indicate both the receiver as much as the authors of the policy”, in a way that its public character has in the attribute of the participation of all interested in its formulation process a requirement of legitimacy and efficiency of the government action (Bucci, 2002:269).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn37">
					<label>6</label>
					<p>See OSPN’s website. Available at: &lt;http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas&gt;. Accessed on: Jan. 6th 2015. For a description of OSPN’s appearance and development, see Fiabane (2011:87 and fol.).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn38">
					<label>7</label>
					<p>For a report of Bogotá’s experience, see Fiabane (2011:88-90).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn39">
					<label>8</label>
					<p>Available at: &lt;http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/cgi-bin/wxis.bin/iah/scripts/?IsisScript=iah.xis&amp;lang=pt&amp;format=detalhado.pft&amp;base=proje&amp;form=A&amp;nextAction=search&amp;indexSearch=^nTw^lTodos%20os%20campos&amp;exprSearch=P=PLO82007&gt;. Accessed on: Jan. 6th 2015. See Fiabane (2011:117).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn40">
					<label>9</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/lei-plano-de-metas-sao-paulo.pdf&gt;. Accessed on: Jan. 8th 2015.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn41">
					<label>10</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf&gt;. Accessed on: Jan. 8th 2015.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn42">
					<label>11</label>
					<p>Data available in OSPN’s website: &lt;http://www.nossasaopaulo.org.br/programa-de-metas/cidades&gt;. Accessed on: Aug. 8th 2016.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn43">
					<label>12</label>
					<p>See Our São Paulo Network. Target Program for the 2013-2016 <italic>Administration</italic>. Available at: &lt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/programasdemetas/plano-de-metas-sao-paulo-2013-2016.pdf&gt;. Accessed on: Aug. 10th 2016.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn44">
					<label>13</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.nuestracordoba.org.ar/&gt;. Accessed on: Jan. 7<sup>th</sup> 2015.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn45">
					<label>14</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.nuestramendoza.org.ar/&gt;. Accessed on: Jan. 7<sup>th</sup> 2015.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn46">
					<label>15</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.sanmartincomovamos.com.ar/. Accessed on: Jan. 7<sup>th</sup> 2015.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn47">
					<label>16</label>
					<p>Available at: &lt;http://redciudades.net/&gt;. Accessed on: Aug. 8<sup>th</sup> 2016.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn48">
					<label>17</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497549&gt;. Accessed on: Aug. 10<sup>th</sup> 2016.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn49">
					<label>18</label>
					<p>Available at: &lt;http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512217&gt;. Accessed on: Aug. 10<sup>th</sup> 2016.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn50">
					<label>19</label>
					<p>In most cases, they adopted the form of City Constitution Amendments, but in some, as in Taubaté, the Ordinary Law.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn51">
					<label>20</label>
					<p>The actions were presented against the Cities Constitutions Amendments of the following cities: Ilha Bela (SP) (DAU n<sup>o</sup> 0226883-88.2009.8.26.0000); Mauá (SP) (DAU n<sup>o</sup> 0268677-21.2011.8.26.0000); Taubaté (SP) (DAU n<sup>o</sup> 0230668-53.2012.8.26.0000); Tietê (SP) (DAU n<sup>o</sup> 0111940-19.2013.8.26.0000).</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn52">
					<label>21</label>
					<p>See, for example: São Paulo’s Justice Court. Direct Action of Unconstitutionality n<sup>o</sup> 0230668-53.2012.8.26.0000; São Paulo’s Justice Court. Direct Action of Unconstitutionality n<sup>o</sup> 0111940-19.2013.8.26.0000.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn53">
					<label>22</label>
					<p>São Paulo’s State Constitution, arts. 5<sup>o</sup> e 47.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn54">
					<label>23</label>
					<p>Which, according to the Sentences, violates art. 25 of São Paulo’s Constitution.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn55">
					<label>24</label>
					<p>Argument applied only to the norm that predicted the ineligibility as consequence of the unjustified non-execution of the “Target Program”; in this case, the one from Taubaté.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn56">
					<label>25</label>
					<p>Complementary Act 64/1990.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn57">
					<label>26</label>
					<p>Accordingly to what was established in the referred dispositive, the “Target Program” must contemplate, for example, the promotion of a ambientally, socially and economically sustainable development, and social inclusion, with reduction of social and regional inequalities.</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn58">
					<label>27</label>
					<p>The Pluriannual Plan is a budget act approved on the first year of each legislative period, which establishes the goals and the investment priorities for the four following years.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article-->
</article>