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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rap</journal-id>
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				<journal-title>Revista de Administração Pública</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Adm. Pública</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0034-7612</issn>
			<issn pub-type="epub">1982-3134</issn>
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				<publisher-name>Fundação Getulio Vargas</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/0034-7612169702</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00007</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>Seleção e monitoramento de empreendedores públicos à luz da gestão por competências</article-title>
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					<trans-title>Selección y monitoreo de emprendedores públicos a la luz de la gestión por competencias</trans-title>
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					<trans-title>Selection and monitoring of public entrepreneurs using competency-based management</trans-title>
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						<surname>Andrade</surname>
						<given-names>Carolina Riente de</given-names>
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						<surname>Ckagnazaroff</surname>
						<given-names>Ivan Beck</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Cefet-MG / Departamento de Ciências Sociais e Filosofia, Belo Horizonte/ MG- Brasil</institution>
				<institution content-type="normalized">Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais</institution>
				<institution content-type="orgname">Cefet</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Minas Gerais / Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração, Belo Horizonte / MG- Brasil</institution>
				<institution content-type="normalized">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
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				<email>ivanbeck00@gmail.com</email>
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			<author-notes>
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					<p>Carolina Riente de Andrade - Doutora em administração e professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). E-mail: profcarolinariente@gmail.com.</p>
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					<p>Ivan Beck Ckagnazaroff - PhD pelo Doctoral Programme Aston Business School e professor titular do Departamento de Ciências Administrativas e do Cepead da Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: ivanbeck00@gmail.com.</p>
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			</author-notes>
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>May-Jun</season>
				<year>2018</year>
			</pub-date>
			<volume>52</volume>
			<issue>3</issue>
			<fpage>469</fpage>
			<lpage>485</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>23</day>
					<month>09</month>
					<year>2016</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>27</day>
					<month>07</month>
					<year>2017</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo busca compreender, à luz da gestão por competências, como ocorreram a seleção e o monitoramento dos resultados de servidores em cargos de provimento em comissão de recrutamento amplo, designados como empreendedores públicos (EPs). Também busca refletir sobre de que forma a gestão por competências contribui para a gestão desses cargos e para a agregação de valor para a administração pública. Para atender ao objetivo, foi enviado um questionário a 132 EPs em exercício e exonerados até a data da pesquisa, e entrevistados dois gestores do programa. As respostas apontam que o modelo de competências para a seleção atende às expectativas dos dirigentes e dos candidatos. Contudo, os instrumentos de monitoramento enfrentam problemas de gestão, como dificuldade de mensuração das entregas e atuação desalinhada da estratégia de governo e da ação inicialmente proposta para o cargo.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Este artículo intenta comprender, de acuerdo con la gestión por competencias, como que ocurrieron la selección e el monitoreo de los resultados de servidores en posiciones de emprendedores públicos (EPs). También se busca reflexionar sobre de qué modo la gestión por competencias he contribuido para la gestión de éstas posiciones y para la agregación de valor a la administración pública. Para cumplir tal objetivo, un cuestionario fue enviado para 132 EPs en ejercicio e exonerados hasta la data de la investigación, y dos gestores de EPs fueran entrevistados. Las respuestas muestran que el modelo de competencias para selección responde a las expectativas de los dirigentes y de los EPs. Sin embargo, los medios de monitoreo sufren problemas de gestión, como la falta de conexión con la estrategia gubernamental y modo de actuar distinto de lo que fue planeado para la posición.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This article seeks to understand the selection and monitoring of civil servants — designated as public entrepreneurs (PE) — using the competency-based management approach. The study reflects on how competency-based management approach contributes to the management of these positions and adds value to public administration. A questionnaire was sent to 132 PEs who were either employed or exonerated and 02 PE managers were interviewed. The responses showed that the competency-based approach for selection met the expectations of managers and PEs. However, the monitoring tools presented problems, such as difficulty in measuring task completion and lack of alignment to government strategies and to the activities originally proposed for the position.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>competências</kwd>
				<kwd>empreendedor público</kwd>
				<kwd>seleção</kwd>
				<kwd>monitoramento</kwd>
				<kwd>administração pública</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>competencia</kwd>
				<kwd>emprendedores públicos</kwd>
				<kwd>selección</kwd>
				<kwd>monitoreo</kwd>
				<kwd>administración pública</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>competency</kwd>
				<kwd>public entrepreneur</kwd>
				<kwd>selection</kwd>
				<kwd>monitoring</kwd>
				<kwd>public administration</kwd>
			</kwd-group>
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	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1. Introdução</title>
			<p>O presente artigo tem como objetivo compreender, à luz da gestão por competências, como ocorreram a seleção e o monitoramento dos resultados de servidores públicos em cargos de provimento em comissão de recrutamento amplo, designados como empreendedores públicos (EPs). Também busca refletir sobre de que forma a gestão por competências contribui para a gestão desses cargos e para a agregação de valor para a administração pública.</p>
			<p>O cargo de EP foi criado pela Lei Delegada n<sup>o</sup> 174 de 2007, destinado a atender aos encargos temporários do Programa Estado para Resultados (EpR) do governo de Minas Gerais. Com a mudança de governo, o EpR foi extinto em 31 de janeiro de 2011, dando origem ao Escritório de Prioridades Estratégicas (Escritório), órgão autônomo constituído pela Lei Delegada n<sup>o</sup> 181, de 20 de janeiro de 2011. Já os novos cargos de EP (aqui denominada segunda geração) foram criados pela Lei Delegada n<sup>o</sup> 182, de 21 de janeiro de 2011, como cargos de provimento em comissão de recrutamento amplo. Essa mesma Lei prorrogou a vigência do cargo anterior até 30 de abril de 2011, de modo a possibilitar a transição e a seleção de novos EPs (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Minas Gerais, 2011</xref>).</p>
			<p>O modelo de gestão do EP é fundamentado em competências. Na seleção, é realizada uma entrevista por competências e são aplicados instrumentos de avaliação comportamental. Já o acompanhamento de resultados dos EPs da segunda geração tem sua essência inspirada no modelo de gestão por competências de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>), em que são avaliadas as entregas decorrentes do trabalho realizado pelos EPs e sua agregação de valor ao projeto para o qual foi inicialmente selecionado e alocado.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brandão e Bahry (2005</xref>:189) apontam que o setor público tem procurado acompanhar o movimento do estímulo a instrumentos de gestão que enfocam a aprendizagem, a adaptação e a inovação, “buscando adotar a gestão por competências como alternativa de gestão flexível e empreendedora que possibilite melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços públicos”. <xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva e Mello (2011</xref>) argumentam nessa mesma linha e destacam que, mesmo na esfera pública, a gestão por competências tem se tornado ferramenta de gestão de pessoas.</p>
			<p>Assim, delineia-se o seguinte problema de pesquisa: como ocorreram, à luz da gestão por competências, a seleção e o monitoramento dos resultados da segunda geração de empreendedores públicos? Este artigo recupera a origem do termo competências e sua evolução, destacando a contribuição de autores estrangeiros das correntes francesa e americana, passando pela perspectiva dos autores nacionais, para apresentar o modelo adotado no presente estudo em que se compreende a competência como agregação de valor, algo que a pessoa entrega para a organização de forma efetiva, como a melhoria de processos ou a aquisição de novas tecnologias, não se resumindo apenas a atingir metas, e que permanece além de sua presença na organização (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra, 2012</xref>).</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>), a gestão por competências vem sendo adotada por vários governos como um sistema para determinar e explicar habilidades específicas, garantindo o sucesso da entrega. Contudo, a autora destaca que esse modelo ainda se mostra um desafio para muitos governos, como será exposto nas análises dos dados dos questionários e entrevistas realizadas, e nas conclusões finais do presente artigo.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Competências: da origem do termo à adoção pelo setor público</title>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015</xref>) aponta que a Revolução Industrial, a Administração Científica e o <italic>boom</italic> econômico nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra Mundial deram origem ao conceito segundo o qual interesses e iniciativas são adotados para organizar ocupações com suas habilidades e conhecimentos requeridos. É o início do desenvolvimento da noção de competências nos EUA e no Reino Unido, tendo como marco, em 1973, o trabalho do americano <xref ref-type="bibr" rid="B17">McClelland</xref>, que publica um artigo em que problematizava a necessidade de buscar uma abordagem mais efetiva para os processos seletivos que desse ênfase, de fato, naquilo que era esperado para a tarefa que seria desenvolvida. A compreensão do autor de que “competências” seriam características subjacentes ao sujeito e, portanto, determinantes de melhores desempenhos influenciou diversos profissionais e inaugurou os estudos sobre o tema.</p>
			<p>Durante a década de 1980, Boyatzis revisou dados de estudos anteriores sobre competências gerenciais, desenvolveu um grande modelo e aplicou sua pesquisa com 2 mil gerentes, identificando o que, em sua opinião, seriam características e traços definidores de um desempenho superior (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil, 2015</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B16">Longo (2007</xref>) explica que <xref ref-type="bibr" rid="B3">Boyatzis (1982)</xref> apresentou a definição das competências como características subjacentes a um indivíduo com relação direta a uma atuação bem-sucedida num trabalho específico, destacando o peso do contexto e a necessidade de definir modelos de competências próprios de cada organização. Para <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Boyatzis (1982)</xref> é reconhecido como o primeiro a formalmente definir a palavra competência.</p>
			<p>Paralelamente, o surgimento da abordagem sobre competência no Reino Unido tomou um caminho diferente (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil, 2015</xref>). Essa concentrou-se no método de análise funcional, que envolvia a busca de opiniões de especialistas do setor para determinar as funções de um determinado trabalho e o nível mínimo em que sua atividade tem que se realizar. Desse modo, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015)</xref> explica, diferentemente do foco da técnica americana, a abordagem de competências inglesa não fazia distinção ou pretendia determinar o que fazia as pessoas excepcionais em seu desempenho profissional.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B27">Zarifian (2008</xref>:30), a fragilidade do modelo de competências provenientes das décadas de 1980 e 1990 reside no fato de que as ferramentas e abordagens foram “construídas não em torno da noção de ‘competência’, mas de ‘qualificação do emprego’”, sendo, portanto, o que <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury e Fleury (2001)</xref> denominam como um novo rótulo para uma antiga prática organizacional, fundamentada no modelo taylorista-fordista.</p>
			<p>Influenciados pelos autores americanos, autores brasileiros começam a trabalhar com a temática de competências na década de 1990. <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury e Fleury (2001</xref>:185) propõem uma definição: “um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (isto é, conjunto de capacidades humanas) que justificam um alto desempenho”. Para os autores, os melhores desempenhos estariam fundamentados na inteligência e na personalidade das pessoas, sendo a competência “o estoque de recursos, que o indivíduo detém”. É importante destacar, contudo, que, embora o foco pareça estar sobre a pessoa, na perspectiva da grande maioria dos autores americanos, as competências precisam estar alinhadas às necessidades estabelecidas pelo cargo que o sujeito ocupa na organização e nas posições nela existentes.</p>
			<p>Em 1998, o Movimento de Empresas da França (Medef) formula uma nova definição de competência (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Zarifian, 2008</xref>), implicando uma mudança de abordagem do foco do posto de trabalho e, consequentemente, da qualificação para o foco no indivíduo e a maneira como ele lida com as diversas situações profissionais a que é exposto no decorrer de sua atividade laboral. Para <xref ref-type="bibr" rid="B27">Zarifian (2008)</xref>, essa definição ainda apresentava limitações, pois a avaliação da competência deveria ir além da avaliação do indivíduo apenas, abarcando também a avaliação do processo que permitiu seu bem-sucedido (ou não) desenvolvimento e resultados alcançados.</p>
			<p>Tendo como referência e escola francesa, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Le Boterf (1995)</xref> “situa a competência numa encruzilhada<bold>,</bold> com três eixos formados pela pessoa (sua biografia, socialização), pela sua formação educacional e pela sua experiência profissional” (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury e Fleury, 2001</xref>:187). <xref ref-type="bibr" rid="B7">Dias e colaboradores (2008</xref>:25) afirmam que para Le Boterf “não se pode ser competente <italic>a priori</italic>”, sendo as competências, portanto, sempre pertencentes a um contexto.</p>
			<p>Para Fischer e colaboradores (2008:33), são os autores franceses os primeiros a explorar o conceito de competência “associado à ideia de agregação de valor e entrega a determinado contexto de forma independente do cargo, isto é, a partir da própria pessoa”. A abordagem francesa vai inspirar o debate no Brasil e influenciar os trabalhos de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:24), para quem “a agregação de valor das pessoas é, portanto, sua contribuição efetiva ao patrimônio de conhecimentos da organização, permitindo-lhe manter suas vantagens competitivas no tempo”.</p>
			<p>Nessa mesma linha, <xref ref-type="bibr" rid="B26">Zarifian (2003</xref>:139) vai apresentar o seguinte conceito: “Competência é a tomada de iniciativa e o assumir de responsabilidade do indivíduo sobre problemas e eventos que ele enfrenta em situações profissionais”. Para o autor, a questão da responsabilidade coloca a centralidade da ação no sujeito.</p>
			<p>Posteriormente, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:28) corrobora essa noção e avança ao afirmar: “Para melhor compreender o conceito de competência individual é importante discutir também o conceito de entrega”. A entrega está relacionada com o valor que as pessoas agregam à organização e que seria, portanto, o parâmetro pelo qual elas devem ser avaliadas. Para o autor, a agregação de valor é algo que a pessoa entrega para a organização de forma efetiva, como a melhoria de processos ou aquisição de novas tecnologias, não se resumindo apenas a atingir metas e permanecendo além de sua presença nessa organização.</p>
			<p>Ao introduzir a noção de “entrega”, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>) avança na abordagem inicialmente proposta pelos autores americanos, criticando seu caráter pouco instrumental - ou seja, por não avaliar os resultados proporcionados pelas competências, mas somente a existência dessas últimas nos indivíduos - e passando pela revisão do modelo proposto pelos franceses, que não apresentaram, segundo o autor, alternativas para a revisão do arquétipo que substituía a centralidade do cargo. <xref ref-type="bibr" rid="B8">Dutra (2012)</xref> estabelece, assim, uma nova forma de pensar a gestão de pessoas pela via das competências, que considera a “complexidade” e o “espaço ocupacional”.</p>
			<p>“Espaço ocupacional” é a expressão utilizada pelo autor para abarcar o conjunto de atribuições e responsabilidades das pessoas no interior de uma organização que, diferentemente do conceito de cargo, busca expressar a natureza dinâmica desse lugar ocupado, bem como a inter-relação entre o sujeito que o ocupa e o ambiente, ou necessidades da empresa <italic>versus</italic> capacidade da pessoa em atendê-las. Já a “complexidade”, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:41), não está na situação profissional em si, mas nas exigências sobre a pessoa. O autor compreende que os indivíduos se desenvolvem à medida que lidam com maiores níveis de complexidade sobre suas atribuições e responsabilidades.</p>
			<p>No que se refere à gestão por competências no setor público, diversos autores apontam para o debate recente (e crescente) do tema. <xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>: 233; tradução nossa) destaca:</p>
			<disp-quote>
				<p>Nos últimos 20 anos, tem havido uma expansão mundial na utilização de modelos de competência no setor privado. Do mesmo modo, vários governos já assumiram o campo das competências e observam resultados positivos em eficácia e clareza de regras nos processos de recrutamento, comunicação clara e abrangente com funcionários, treinamentos sob medida e processos de desenvolvimento.</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo Júnior e Martins (2014)</xref> apontam que no Brasil a gestão por competências foi consolidada como um dos modelos a ser seguido pela administração pública, a partir do Decreto n<sup>o</sup> 5.707 de 2006 que instituiu a política e as diretrizes para o desenvolvimento de pessoal da administração pública federal, além de suas autarquias e fundações públicas. No estudo realizado por esses autores, “ficou clara a predominância de pesquisas sobre o tema entre os anos de 2009 a 2013, evidenciando o crescente interesse sobre o estudo da gestão por competência no setor público buscando qualificar os servidores e melhorar a prestação de serviços” (Araújo Júnior e Martins, 2014:160).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>) aponta que as funções gerenciais podem ser similares e genéricas entre os setores público e privado, porém as condições nesses dois ambientes são bem distintas. O autor assinala os estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B19">Noordegraaf (2000</xref>) para explicar que a especificidade de um gestor público competente é sua habilidade para operar, satisfatoriamente, em um ambiente político instável. A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Schutte e Barkhuizen (2016</xref>) aponta nessa mesma direção, problematizando a questão de que nenhum serviço público se sustentará sem uma liderança habilidosa e competente.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>:390) aponta em seu artigo, baseado nas experiências dos países da OECD na adoção de modelos de gestão por competências para o setor público, que estas revelam três características em comum:</p>
			<disp-quote>
				<p>O primeiro aspecto em comum é o contexto nacional de crise econômica, com impactos nos sistemas políticos e sociais dos países; o segundo aspecto é a vontade política de mudança nos modelos de gestão pública, que se materializa como componente dos pacotes de políticas públicas concebidos em resposta a essas crises; e o terceiro aspecto é a preocupação prioritária dos governos com os estamentos executivos e gerenciais, entendendo que o desenvolvimento de lideranças é crucial para as mudanças.</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Longo (2007</xref>:38) destaca que “Gerenciar [pessoas] por competências implica dedicar uma atenção prioritária aos elementos qualitativos do investimento em capital humano”. Ao mesmo tempo que se trata de uma moderna ferramenta de gestão de pessoas, o modelo de competências traz consigo algumas exigências adicionais para sua operacionalização, como o alinhamento das competências esperadas dos sujeitos com aquelas que a organização percebe como essenciais (<italic>core competences)</italic>, para que haja uma congruência entre a atuação individual e o alinhamento estratégico.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B20">Prahalad e Hamel (1990</xref>:2-5) denominaram de <italic>core competences</italic> as competências essenciais ou competências-chave da organização. Para eles, competências essenciais são aquelas que respondem a três critérios: a) promovem acesso a mercados diversos; b) oferecem benefícios reais aos consumidores; e c) são difíceis de serem imitadas pela concorrência. Definem <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury e Fleury (2001</xref>:188): “Competência seria assim a capacidade de combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços”.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>) aponta que os trabalhos de Prahalad e Hamel avançam na ideia de competências essenciais e inauguram a terceira fase de competências em gestão de recursos humanos, baseada na identificação das principais competências necessárias para se obter uma vantagem competitiva. Com base nessa definição, diferenciam-se as competências potenciais (não observáveis) das atividades (observáveis), que são as competências em ação e que, portanto, podem ser medidas.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>3. Metodologia</title>
			<p>Quanto aos fins, a pesquisa possui um caráter descritivo porque, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B12">Gil (2006</xref>:44-45), “tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis”; e caráter explicativo, cuja preocupação central está em “identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos”. Quanto aos meios, a pesquisa é delineada por um estudo de campo, que visa a um aprofundamento das questões propostas por meio de um estudo de um único grupo ou comunidade em termos de sua estrutura social, ou seja, ressaltando a interação de seus membros (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Gil, 2006</xref>). No caso do presente estudo, o <italic>lócus</italic> da pesquisa foi o governo de Minas Gerais, no segundo mandato do governador Antônio Anastasia.</p>
			<p>Em termos epistemológicos, a pesquisa é qualitativa, tendo sido enviado um questionário online, com perguntas fechadas e abertas a todas as 132 pessoas que haviam sido, a partir de janeiro de 2011, ou ainda eram empreendedores públicos do governo de Minas Gerais. Os questionários enviados permitiam aos sujeitos da pesquisa a exposição de suas percepções e opiniões, após cada item, reforçando a natureza qualitativa do instrumento.</p>
			<p>Os e-mails dos EPs foram disponibilizados pela Superintendência de Empreendedores Públicos (SEP) do Escritório de Prioridades Estratégicas, que demonstrou interesse na pesquisa e disponibilidade para contribuir com a obtenção dos dados. O período de coleta de dados foi de 3 de janeiro de 2013 a 10 de fevereiro de 2013. Os questionários foram enviados pelos pesquisadores para o e-mail de todos os EPs, possibilitando às pessoas responder de qualquer computador conectado à internet e garantindo o anonimato. Para preservar os sujeitos, suas falas são identificadas nesse artigo como “Q”, adicionado ao número do seu questionário.</p>
			<p>Além dos questionários, foram realizadas duas entrevistas semiestruturadas com dirigentes do Escritório de Prioridades Estratégicas, que atuavam desde o começo do programa em 2007, para complementar as análises. As entrevistas aconteceram em suas salas, tendo sido gravadas e transcritas.</p>
			<p>Os dados quantitativos foram processados e analisados utilizando-se as premissas da estatística descritiva. As respostas abertas e as entrevistas foram tratadas em conformidade com a metodologia de análise de conteúdo e utilizadas no presente artigo com fins ilustrativos nas categorias das respostas fechadas.</p>
			<p>É importante destacar que os dados apresentados neste artigo são um recorte de uma pesquisa formada por 13 questões abertas e fechadas, que abordavam as temáticas da gestão de pessoas e do empreendedorismo no setor público. Os dados quantitativos passaram por testes de hipótese para checagem da relação entre as variáveis pesquisadas. Serão utilizadas aqui apenas as respostas das questões 1 e 4, que se referem diretamente ao objeto proposto: a seleção e o monitoramento à luz da gestão por competências. Do mesmo modo, todos os gestores do programa foram entrevistados, tendo sido escolhidas para o presente artigo apenas as falas dos dois com maior tempo de atuação na gestão dos EPs.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>4. Apresentação e análise dos resultados</title>
			<p>Em dezembro de 2012, quando foi acessado o banco de dados da SEP para envio dos questionários, havia 144 registros de empreendedores. Desses, 53 (37%) já haviam sido exonerados e 91 estavam em exercício (63%). Entre aqueles que estavam em exercício e também os exonerados, foram considerados apenas os que concluíram ou concluiriam, pelo menos, 90 dias de trabalho até 31 de janeiro de 2013, data-limite para responder ao questionário. Desse modo, foi considerada a população de 132 EPs. É importante enfatizar que 45 pessoas dessa população eram EPs oriundos da Primeira Geração (2007-2010). A amostra consistiu de todos aqueles que se dispuseram a responder a pesquisa, perfazendo um total de 44 sujeitos, sendo 34 EPs em exercício e 10 já exonerados.</p>
			<sec>
				<title><italic>4.1 As competências esperadas para os empreendedores públicos</italic></title>
				<p>Quando o cargo de empreendedor público foi criado, em 2007, o governo gerencialista de Minas Gerais vivia a segunda geração do Choque de Gestão, o chamado Estado para Resultados (EpR), considerada pelo discurso oficial uma reforma da administração pública. Ainda segundo o discurso oficial, com vistas a enfatizar os princípios da profissionalização e da meritocracia da administração pública estadual, a Superintendência de EPs (SEP) deveria realizar um processo de pré-qualificação para provimento de cargos em comissão de recrutamento amplo, o denominado empreendedor público, por meio da atuação do Comitê para Pré-Qualificação dos Empreendedores Públicos (Copep). Esse processo, existente desde a Primeira Geração, é fundamentado no modelo de competências, tendo sido definidas competências essenciais e esperadas para o cargo de EP, que balizam os testes aplicados, a entrevista psicológica e a elaboração do laudo final para submissão ao Copep. O monitoramento dos resultados dos EPs também segue a lógica do modelo de competências, avaliando entregas pontuais desses profissionais, previamente pactuadas, e remunerando com uma parcela variável (de até um salário desse profissional) pelas metas alcançadas no período de um ano.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>) propôs um modelo de gestão por competências que considera diversas dimensões de complexidade a partir da definição de variáveis como nível de atuação (estratégico, tático ou operacional), nível de estruturação das atividades (de alto nível até baixo nível de padronização, estruturação e rotina) e tratamento da informação (decide/responde, participa da decisão, analisa e recomenda, sistematiza/organiza e coleta). Esse modelo serviu como inspiração para o desenho do formulário de perfil para a demanda por empreendedores públicos no governo mineiro e para o auxílio na definição de critérios para a seleção.</p>
				<p>Na primeira geração de EPs do governo de Minas Gerais, havia seis competências esperadas, sendo três essenciais e três desejáveis, que deveriam ser buscadas nos candidatos ao cargo (<xref ref-type="fig" rid="ch1">quadro 1</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="ch1">
						<label>Quadro 1</label>
						<caption>
							<title>Perfil de competências essenciais do empreendedor público</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bernardi (2010</xref>:41-42).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Essas competências estavam alinhadas ao Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e, portanto, à estratégia do governo e ao “Choque de Gestão”. O desafio inicial foi definir a seleção fundamentada neste modelo. Os próximos desafios estavam na pactuação de metas e no monitoramento dos resultados produzidos pelos EPs, ainda sob a orientação das competências, das entregas esperadas, sua agregação de valor para o governo de Minas Gerais e, finalmente, a complexidade e o espaço ocupacional existentes (conforme proposto no modelo de Dutra). Cada órgão ou secretaria em que havia um EP tinha sua particularidade, além dos diferentes níveis de atuação em que os EPs foram alocados e a própria realidade do setor público (desafio adicional para os oriundos do setor privado).</p>
				<p>Ainda que essas competências tenham balizado a seleção dos candidatos ao cargo de EP entre 2007 e 2010, a avaliação interna ao final desse período, publicada por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bernardi (2010</xref>), é que a adoção deste perfil revelou a necessidade de promover alguns ajustes qualitativos e quantitativos (revisão das competências e de seu caráter essencial), principalmente em decorrência da diversidade de áreas de atuação e do nível de complexidade e de responsabilidade da atuação dos empreendedores. O modelo aplicado para a segunda geração de empreendedores públicos (2011-14), portanto, se origina da revisão do modelo de competências supracitado, que deveria ser mais adequado à realidade - aprendizado organizacional decorrente da experiência anterior.</p>
				<p>Desse modo, o primeiro exercício realizado pelo núcleo gestor dos EPs foi o de mapear os perfis dos profissionais que atuaram na primeira geração e tentar identificar padrões de comportamento e competências que poderiam ser agrupados para compor novos perfis (<xref ref-type="fig" rid="ch2">quadro 2</xref>). Essas novas competências foram descritas no edital de contratação da empresa de consultoria para a realização dos processos seletivos ao cargo de EP e deveriam subsidiar as entrevistas e os testes realizados durante a seleção dos candidatos.</p>
				<p>
					<fig id="ch2">
						<label>Quadro 2</label>
						<caption>
							<title>Perfil de competências essenciais do empreendedor público (Segunda Geração)</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborado pelos pesquisadores, a partir de dados da Superintendência de EPs.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Contudo, os demais instrumentos de gestão do EP, como a avaliação inicial e o plano de trabalho, passaram a ter relação direta com entregas específicas (relacionadas com metas de governo), e não mais com a competência requerida para a execução de determinada ação, refletindo uma mudança de postura relacionada com a adoção do modelo de gestão de competências de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title><italic>4.2 O que dizem os entrevistados</italic></title>
				<p>Foram utilizados os dados dos 44 questionários respondidos, considerados válidos. As respostas abertas e as entrevistas com os dirigentes são utilizadas de modo complementar às análises e conclusões.</p>
				<p>O perfil dos respondentes indicou maioria do sexo masculino, sendo 64% homens e 34% mulheres (apenas um respondente não se identificou). Quanto à idade, 26 respondentes (59%) possuíam até 35 anos, enquanto 41% tinham 36 anos ou mais. Em relação à escolaridade, a predominância foi de 52% dos respondentes com especialização. Merece destaque o fato de que uma porcentagem maior de EPs possui mestrado ou doutorado (27%), comparada àqueles que possuem apenas graduação (21%). Observou-se também, proporcionalmente, uma frequência maior de mestres/doutores entre os profissionais oriundos da academia e do setor público do que entre aqueles de empresas privadas, levando à reflexão de que parece haver uma demanda maior pela formação entre aqueles que, aparentemente, não têm a experiência empírica desejada para ocupar o cargo.</p>
				<p>Quanto à origem profissional dos respondentes, a maioria provém do próprio setor público (48%), enquanto 41% são oriundos de empresas privadas e 11% da academia. Quanto ao tempo de atuação, a predominância foi de respondentes com até dois anos de atuação (74%), ou seja, EPs que entraram já na Segunda Geração. Apenas 12 respondentes foram EPs na Primeira Geração e continuaram no cargo (ainda que no momento da pesquisa já estivessem exonerados). Quanto à distribuição dos respondentes por cargo, a predominância foi de EP-2 (39%), profissionais com remuneração mensal de R$ 5.610,00.</p>
				<p>Na primeira questão, foi solicitado ao respondente que escolhesse a opção que melhor retratasse sua opinião sobre o processo seletivo para o cargo de EP, utilizando-se de uma escala de quatro pontos.</p>
				<p>O processo seletivo é parte do processo de pré-qualificação, instituído pelo Decreto n<sup>o</sup> 45.579, de 28 de março de 2011, e descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cantarino (2010</xref>:54) como constituído de “sete fases”. O candidato participa presencialmente das segunda e terceira fases do processo de pré-qualificação, que compreendem a seleção propriamente dita e, eventualmente, da penúltima fase, na qual pode vir a ser entrevistado pelo demandante da vaga. Desse modo, ele é, em geral, entrevistado por um membro da Superintendência de EPs, submetido a uma pesquisa organizacional para mapeamento de perfil comportamental, o Predictive Index (PI), e encaminhado a uma empresa terceirizada de avaliação psicológica, na qual é entrevistado por competências e passa por um teste psicológico (normalmente, o Zulliger, teste projetivo que ajuda o psicólogo a compreender a estrutura psíquica do indivíduo). Os resultados dessas etapas são descritos em um laudo, que é exposto pela psicóloga responsável ao Copep. A decisão sobre quais candidatos devem ser pré-qualificados à vaga para serem apresentados ao gestor é desse comitê, formado por profissionais diversos, com conhecimento da área de RH e gestão pública (na época desta pesquisa, havia uma gerente de RH de empresa privada, uma professora/consultora da Fundação Dom Cabral, um subsecretário de Estado, um economista do BDMG e o vice-diretor-presidente do Escritório).</p>
				<p>Ainda que a decisão final de contratação seja do gestor imediato, são apresentados a ele apenas os candidatos aprovados pelo Copep. Assim, o processo seletivo era considerado um dos maiores diferenciais do cargo de EP. Isso porque, apesar de não ser um concurso público, institui a seleção nos moldes gerencialistas das empresas privadas para cargos de confiança do governo, que, tradicionalmente, são ocupados por pessoas indicadas ao posto, sem qualquer avaliação comportamental. Como problematizado por <xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>:391): “O modelo vigente [no setor público brasileiro], baseado no instituto do concurso público, permite apenas a avaliação de conhecimentos e a valoração de títulos acadêmicos, ignorando qualquer habilidade e perfil comportamental do candidato”. Nesse ponto, a seleção dos EPs buscou corrigir tal distorção, prezando pela avaliação comportamental somada às competências técnicas.</p>
				<p>Para a questão 1, foram dadas as seguintes afirmativas, de (a) até (d) e observadas as frequências de respostas, conforme a escala de quatro pontos, detalhadas no <xref ref-type="fig" rid="ch3">quadro 3</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="ch3">
						<label>Quadro 3</label>
						<caption>
							<title>Percepções sobre o processo seletivo para o cargo de empreendedor público</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch3.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>É possível perceber pelo quadro 1, devido ao alto grau de concordância por parte dos EPs, a percepção de que o processo seletivo é criterioso. Ela também aponta bons índices de concordância parcial ou total em relação às outras três afirmativas apresentadas. Entre os comentários presentes na parte aberta do questionário, quase todos versam sobre críticas e reflexões sobre o processo seletivo do EP em relação à avaliação realizada pelo Copep, inclusive para definição da faixa salarial, como observado na afirmativa: “O processo de qualificação pelo Copep não é claro para o candidato e causa distorções nos níveis salariais entre os empreendedores públicos” (Q. 37).</p>
				<p>O salário oferecido foi o foco da crítica, sendo das quatro variáveis pesquisadas na questão 1 aquela que apresentou maiores índices de discordância (22,5%) devido, principalmente, à ausência de reajuste ao longo dos anos de atuação e também ao já mencionado critério utilizado para sua definição no acesso ao governo, conforme percebido nas falas dos EPs.</p>
				<p>Contudo, pode-se inferir sobre o processo seletivo que são dados direitos iguais de participação às pessoas inscritas, sendo elas avaliadas por empresa externa ao governo e pré-qualificadas por um comitê misto de profissionais. Os próprios EPs avaliam esse processo como criterioso e, portanto, sem viés de clientelismo, como foi problematizado por <xref ref-type="bibr" rid="B25">Valadares e Emmendoerfer (2012</xref>:737) ao analisar o acesso aos cargos de EP:</p>
				<disp-quote>
					<p>Pôde-se perceber, e não afirmar, que há indícios de que o provimento dessas pessoas [EPs] assemelha-se com práticas clientelistas, sempre existentes na administração pública brasileira. Dessa maneira, evidencia que esse clientelismo classista pode estar marcado com fortes componentes e interesses empresariais, sindicais, partidários e ideológicos.</p>
				</disp-quote>
				<p>Nesse sentido, o modelo de competências adotado para a seleção dos empreendedores públicos parece atender às expectativas dos dirigentes e dos candidatos ao cargo.</p>
				<p>Na segunda questão, o EP deveria escolher a opção que melhor retratasse sua opinião sobre seus resultados no cargo de empreendedor público, utilizando a mesma escala da questão anterior. Foram dadas as seguintes afirmativas de (a) até (j) e observadas as frequências de respostas detalhadas no <xref ref-type="fig" rid="ch4">quadro 4</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="ch4">
						<label>Quadro 4</label>
						<caption>
							<title>Percepções sobre os resultados do empreendedor público</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch4.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Essas respostas apresentam altos graus de discordância e abstenção. As sentenças que fazem referência às ferramentas de gestão dos EPs, como a, b, c, d, são as que possuem menor concordância total e maior discordância por parte dos respondentes.</p>
				<p>Vale destacar os 40% de discordância observados na afirmativa “O instrumento utilizado para avaliar minha atuação (plano de trabalho) reflete/refletiu meu esforço e dedicação”. Quanto às diversas respostas “n/a” obtidas nestas perguntas, pode-se inferir que se trata de EPs com menos de um ano de atuação e que, portanto, ainda não concluíram o período mínimo para serem submetidos ao processo avaliativo.</p>
				<p>As frases dos EPs ajudam a ilustrar o descontentamento refletido no quadro 4, bem como sua insatisfação com a forma como são utilizados os instrumentos de avaliação e gestão: “Meu trabalho atual é muito operacional então, os instrumentos tem baixa aderência a esse tipo de atividade.” (Q. 16); “O empreendedor com perfil técnico é menos valorizado que o empreendedor com perfil gerencial. A atuação do técnico não é totalmente medida em grandes entregas” (Q. 20);</p>
				<disp-quote>
					<p>O instrumento utilizado para aferir a atuação do empreendedor é insuficiente e desmotivante. Principalmente porque é rígido, elaborado quando as ações ainda não estão definidas e não tem a flexibilidade necessária para alterar em função de mudança de diretriz. Além disso não existe política de <italic>feedback</italic> - durante todos esses anos em nenhum momento recebi retorno sobre o meu trabalho e desempenho que não fosse a nota comunicada do plano de trabalho. [Q. 07]</p>
				</disp-quote>
				<p>O Plano de Trabalho (PT) é o mais importante instrumento de acompanhamento do desempenho e dos resultados do empreendedor público e também a ferramenta que subsidia o pagamento da parcela remuneratória variável, orientando a definição do seu valor. Foi descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bernardi (2010</xref>:95), segundo o discurso oficial, como “a principal ferramenta de alinhamento do empreendedor público aos resultados e metas constantes da estratégia de Governo, proporcionando, ainda, alinhamento entre o EpR e os órgãos ou entidades executores”.</p>
				<p>Além disso, é por meio do Plano que as principais entregas dos EPs são formalizadas. O novo EP tem 30 dias após o início de seu exercício para apresentar uma primeira proposta à SEP, e esta (no modelo de gestão em vigor no período desta pesquisa) deveria ser aprovada pelo Copep e, assim, pactuada com o EP em até 90 dias. O desenho do Plano tem inspiração direta no modelo de gestão por competências de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>), em que são valorizadas as entregas acordadas, considerando-se a complexidade delas e o espaço ocupacional do EP.</p>
				<p>O dirigente 1 explica a proposta inicial do plano de trabalho e as dificuldades percebidas com a mudança de cenário dada pela nova gestão:</p>
				<disp-quote>
					<p>[...] a ideia do plano de trabalho no início era deixar claro o caminho, o norte que aquela pessoa teria [...] era aquilo que o empreendedor tinha de mais relevante para fazer e havia uma clareza muito grande quando a gente alocava as pessoas do que era isso. Então era muito fácil fazer o plano de trabalho. A entrega estava clara [...], e hoje a gente não tem mais essa clareza porque de fato tem tantos projetos, tem tantos empreendedores em tantos lugares, porque hoje a carteira é muito grande, estão todos atendidos os critérios de estarem em projetos, programas, prioridades e processos, então a gente está dentro da estratégia atual, mas sem conseguir fazer essa diferenciação, sem conseguir saber de fato qual a entrega relevante que ele tem a fazer naquela atuação dele. [dirigente 1]</p>
				</disp-quote>
				<p>Pela própria fala do D1, é possível perceber que o tamanho da carteira de projetos do governo à época da pesquisa dificultava não só a definição de um bom plano de trabalho como também a mensuração do que era, de fato, relevante. Assim, é fácil perceber por que o EP tem a percepção de que suas entregas, sua dedicação e a complexidade do seu trabalho nem sempre são percebidas pelo Escritório ou mensuráveis por um instrumento. Por mais que ele trabalhe e se esforce, a pouca clareza das macroestratégias de governo e, principalmente, a demanda por “empreender” dentro dos projetos do governo levam os EPs ao sentimento (e às vezes à confirmação prática) de que não têm seu trabalho percebido e/ou valorizado pelo Escritório. Desse modo, suas competências não estão em ação e, portanto, não podem ser avaliadas.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B24">Valadares e Emmendoerfer (2015</xref>:86) apontaram que as especificidades de contexto setor público em relação ao privado, como seu alto grau de burocratização, acabam por inibir “uma cultura empreendedora baseada na inovação e também na autonomia e flexibilidade”. Assim, percebe-se que utilizar das mesmas premissas do setor privado, de modo acrítico, para estabelecer uma ferramenta de monitoramento baseada em entregas revelou-se um erro de gestão.</p>
				<p>Uma das grandes críticas sobre o plano de trabalho é que ele é proposto pelo EP e seu gestor, mas precisa ser validado pelo Copep; ou seja, um comitê externo, que não atua diretamente no projeto ao qual o profissional está vinculado, decide se as metas propostas são ou não relevantes. Para agravar a percepção negativa sobre o PT, ao final de um ano o plano é reapresentado, com o descritivo das metas cumpridas e não cumpridas (e novos produtos que surgiram no decorrer do ano e que não havia como serem previstos nos primeiros 90 dias), e o mesmo comitê delibera sobre a validade daquelas informações e a nota final aferida pelo EP (que servirá de orientação para o pagamento da parcela remuneratória variável).</p>
				<p>Ora, como fazer a gestão dos resultados tão longe da atuação daqueles que os produzem? Esse afastamento acaba por gerar a percepção de injustiça por parte daqueles que são avaliados, que têm como <italic>feedback</italic> o sentimento de inadequação do instrumento, além do distanciamento do Escritório, como órgão gestor, dos esforços depreendidos e dos resultados gerados pelo trabalho desempenhado</p>
				<p>Para tentar resolver essas e outras incongruências percebidas pelo modelo do PT, foi proposta pelo Escritório uma nova metodologia para pactuação e avaliação dos planos, mas que ainda não havia sido implementada no momento da presente pesquisa.</p>
				<p>As afirmações com maior grau de concordância total na questão 2 referem-se, principalmente, às ações que têm relação direta com o próprio sujeito e à mobilização de suas competências, além das variáveis sobre as quais ele tem controle, como a percepção de que faz um trabalho relevante, que impacta positivamente a sociedade, com caráter estratégico e inovador para o governo e que produz oportunidades para o próprio indivíduo.</p>
				<p>Esses pontos de concordância são corroborados pelos dirigentes, que elogiam o perfil destes profissionais e da atuação do EP no governo, como percebido na fala do(a) D2:</p>
				<disp-quote>
					<p>É de ser um agente transformador, de ser uma pessoa que vai olhar um processo com um olhar novo e fazer propostas de mudança e não uma pessoa que entra e some dentro da estrutura. [...] São comprometidos, muito comprometidos, e aceitam desafios, assim, enormes que eventualmente um servidor público talvez não aceitasse. [dirigente 2]</p>
				</disp-quote>
				<p>Nesse ponto, cabe questionar o julgamento explicitado por <xref ref-type="bibr" rid="B25">Valadares e Emmendoerfer (2012</xref>:738) de que</p>
				<disp-quote>
					<p>As pessoas que assumem esse cargo podem não estar compromissadas em assumir uma responsabilidade quanto aos usuários de seus produtos - a sociedade. Podem estar preocupadas em manter seus resultados, pois estes garantem seu emprego. O objetivo é alcançar as metas propostas pelo seu projeto.</p>
				</disp-quote>
				<p>Já as críticas registradas na pesquisa relacionam-se às mudanças percebidas de um governo para outro e também ao <italic>status</italic> do EP no mercado de trabalho: “Na secretaria, o serviço era bom no começo e depois o nível geral com o segundo mandato do AAA [a partir de 2011] caiu absurdamente” (Q. 17). As falas do D2 e D1 corroboram essa visão e vão além, ao mencionarem a perda do significado inicial do cargo no contexto do segundo governo Anastasia (2011-14):</p>
				<disp-quote>
					<p>Eu acredito também que houve um pouco de internalização desse cargo, ele hoje já não tem mais aquele <italic>glamour</italic> que tinha no primeiro, na primeira fase desse modelo. Quer dizer, hoje o empreendedor público ele é visto, em alguns casos, como um servidor. O que ainda o diferencia é o salário. [dirigente 2]</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Em 2010 as pessoas viam um valor agregado ali no cargo de empreendedor, mesmo eles não tendo qualquer domínio sobre a alocação, eu estou certa de que eles tinham a clareza da contribuição que essas pessoas deram ao longo desses quatro anos, então eu tenho certeza de que eles gostariam de contar com cargos de empreendedor ali com o processo [...]. Eu penso que hoje um grande valor para as secretarias, para os órgãos e para as entidades é porque a gente está dando um cargo a mais para eles. [dirigente 1]</p>
				</disp-quote>
				<p>Pelas falas apresentadas, pode-se pensar que parece ter havido, no decorrer do tempo, um processo de assimilação do cargo de EP como parte da estrutura que acabou por torná-lo semelhante aos demais servidores em termos de atuação. Contudo, a contrapartida negativa é que o profissional não pertence à secretaria ou órgão que atua, mas está subordinado ao Escritório. Isso quer dizer que o gestor público de um determinado órgão que demanda a vaga tem pouca ou nenhuma gestão sobre quem será o profissional que irá trabalhar para ele e sobre sua macrogestão (metas, acompanhamento de resultados, ações de desenvolvimento etc.). Há aqui um problema decorrente do modo centralizado desta política, em que se desconsideram as especificidades das secretarias e se tende a homogeneizar a atuação dos EPs.</p>
				<p>Os instrumentos de gestão do EP parecem ter, portanto, relação direta com as dificuldades enfrentadas não só pelos ocupantes do cargo, mas por seus gestores diretos. O modelo de competências adotado para a seleção não agrega para o acompanhamento dos EPs o mesmo benefício inicialmente percebido. Nesse ponto, as competências como balizadoras para o critério de acesso ao governo não têm continuidade e, muitas vezes, esbarram em outros problemas de gestão como falta de alinhamento com a estratégia de governo, dificuldade de definição de prioridades de ação e uma atuação desalinhada com aquela que inicialmente havia sido pensada para esses profissionais.</p>
				<p>Também se percebe que uma grande dificuldade para a gestão por competências do empreendedor público reside no fato de que o nome do cargo reflete uma carga simbólica de uma expectativa de atuação “empreendedora”. Como não foram definidas, de fato, quais seriam as competências empreendedoras necessárias para o ocupante, vários tipos de profissionais foram contratados e alocados nas mais diversas atuações, inviabilizando uma gestão única dos resultados. As conclusões vão ao encontro da reflexão apresentada por <xref ref-type="bibr" rid="B24">Valadares e Emmendoerfer (2015</xref>:93) sobre os desafios do empreendedorismo no contexto do setor público, “pois, esse setor não se compatibiliza com a lógica empresarial. No entanto, não se pode ignorar que elementos substantivos do empreendedorismo podem contribuir para o melhor desempenho do setor público brasileiro”.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5. Considerações finais</title>
			<p>O objetivo deste artigo foi compreender, à luz da gestão por competências, como ocorreu a seleção e o monitoramento dos resultados de servidores públicos em cargos de provimento em comissão de recrutamento amplo, EPs, além de refletir sobre de que forma a gestão por competências contribui para a gestão desses cargos e para a agregação de valor para a administração pública.</p>
			<p>Os dados revelaram percepções positivas acerca da seleção, tanto por parte dos EPs como dos dirigentes entrevistados. Contudo, o instrumento de gestão definido para o acompanhamento dos resultados e entregas dos EPs, o Plano de Trabalho, foi alvo de fortes críticas e desagrado.</p>
			<p>Assim, o modelo de gestão por competências parece ter se restringido à seleção. Ainda que inspirado em <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>), as estratégias definidas para o monitoramento dos resultados dos EPs, não pode ser comparado a um modelo de gestão por competências e ainda carece de ajustes para produzir melhores efeitos. A despeito das diretrizes que estabelecem a orientação para a avaliação por competências no setor público, sua operacionalização ainda é um desafio. Ademais, há que se considerar a proximidade da avaliação com aqueles que produzem os resultados. Adotar um modelo de gestão por competências e continuar monitorando as pessoas com base em antigas ferramentas gerenciais de controle de recursos humanos afasta o discurso das práticas e produz incoerências - percebidas pelos empreendedores.</p>
			<p>Como já exposto, nem todos os EPs apresentam percepções alinhadas ao discurso oficial do governo. É sempre importante destacar que um cargo que existe para atender às prioridades estratégicas do governo deve estar, de fato, orientado para a estratégia. Quanto mais clara e bem desenhada for esta estratégia de governo, melhores serão a alocação e a gestão de seus ocupantes.</p>
			<p>Finalmente, é interessante retornar às conclusões de <xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>:392) a partir das experiências dos países da OECD, de que “não existe, e talvez nunca possa existir, um modelo universal de competências para o setor público, e que os modelos de competências são desenvolvidos com base em processos experimentais, com tentativas e erros”.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ARAÚJO-JÚNIOR, José A.; MARTINS, Igor. Gestão por competências na administração pública: uma análise bibliométrica a partir do Decreto-Lei 5.707/2006. <italic>Revista GESTÃO.Org</italic>., v. 12, n. 2, p.153-162, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ARAÚJO-JÚNIOR</surname>
							<given-names>José A.</given-names>
						</name>
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							<surname>MARTINS</surname>
							<given-names>Igor</given-names>
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					</person-group>
					<article-title>Gestão por competências na administração pública: uma análise bibliométrica a partir do Decreto-Lei 5.707/2006</article-title>
					<source>Revista GESTÃO.Org</source>
					<volume>12</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>153</fpage>
					<lpage>162</lpage>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
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			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BERNARDI, Mônica M. E. O processo de concepção do cargo de empreendedor público. In: GUIMARÃES, Tadeu B.; BERNARDI, Mônica M. E. (Org.). <italic>Empreendedores públicos no governo de Minas Gerais</italic>: registro de uma experiência de resultados. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. p. 33-47.</mixed-citation>
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					<person-group person-group-type="author">
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					<chapter-title>O processo de concepção do cargo de empreendedor público</chapter-title>
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				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Minas Gerais / Center of Postgraduate Program and Research in Administration, Belo Horizonte / MG — Brazil</institution>
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			<author-notes>
				<fn fn-type="other" id="fn4">
					<p>Carolina Riente de Andrade - PhD in Administration and Professor at f the Federal Center of Technological Education of Minas Gerais (Cefet-MG). E-mail: profcarolinariente@gmail.com.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn5">
					<p>Ivan Beck Ckagnazaroff - PhD from the Doctoral Program Aston Business School and Professor of the Department of Administrative Sciences and Cepead at the Federal University of Minas Gerais. E-mail: ivanbeck00@gmail.com.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>This article seeks to understand the selection and monitoring of civil servants — designated as public entrepreneurs (PE) — using the competency-based management approach. The study reflects on how competency-based management approach contributes to the management of these positions and adds value to public administration. A questionnaire was sent to 132 PEs who were either employed or exonerated and 02 PE managers were interviewed. The responses showed that the competency-based approach for selection met the expectations of managers and PEs. However, the monitoring tools presented problems, such as difficulty in measuring task completion and lack of alignment to government strategies and to the activities originally proposed for the position.</p>
			</abstract>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>competency</kwd>
				<kwd>public entrepreneur</kwd>
				<kwd>selection</kwd>
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				<kwd>public administration</kwd>
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		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>1. Introduction</title>
				<p>The aim of this article is to understand, using the parameters of the competency-based management (CBM) approach, the selection of civil servants for appointed positions that can be filled by either public officials or other professionals outside the government structure — designated as public entrepreneurs (PE). In addition, the article reflects on how the competency-based management approach contributes to the management of the appointed positions and adds value to public administration.</p>
				<p>The PE position was created by Delegated Law no. 174/2007, in order to meet the temporary demands from the State Program for Results (EpR) of Minas Gerais, in Brazil. The EpR was extinguished on 31 January 2011 with the election of a new government and it was substituted by the Office of Strategic Priorities (Office), an autonomous body established by Delegated Law 181, of 20 January 2011. The new PE positions (hereinafter referred to as the second generation) were created by Delegated Law no. 182, of 21 January 2011, as appointed positions that can be filled by either public officials or other professionals outside the government structure. This same law extended the validity of the previous positions until 30 April 2011, in order to allow the transition and selection of new PEs (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Minas Gerais, 2011</xref>).</p>
				<p>The PE management model is based on competencies. During the selection process, a competency-based interview is conducted and behavioral assessment instruments are applied. The monitoring of results in the case of the second generation of PEs was inspired by <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra’s (2012</xref>) CBM model, which evaluates the deliverables resulting from the work carried out by the PEs and their added value to the project for which they were initially selected and allocated.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brandão and Bahry (2005</xref>:189) point out that the public sector has sought to monitor the movement around the promotion of management instruments focusing on learning, adaptation and innovation, “seeking to adopt competency-based management as an alternative to of flexible and entrepreneurial management that allows improving the quality and efficiency of public services.” <xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva and Mello (2011</xref>) argue along the same line and emphasize that, even in the public sphere, CBM has become a tool for people management.</p>
				<p>Thus, the study presented here works on the following research problem: how was the process — using the parameters of the competency-based management approach — for the selection of the second generation of public entrepreneurs and the monitoring of their results? This article retrieves the origin of the term ‘competency’ and its evolution, highlighting the contribution of French and American authors and bringing the perspective of Brazilian authors, in order to present the model adopted in the study. The model herein understands competency as added value - something that the person gives to the organization in an effective way - such as process improvement or the acquisition of new technology. It is not just about achieving goals, and is something that remains beyond the PE’s presence in the organization (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra, 2012</xref>).</p>
				<p>For <xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>), several governments have adopted CBM as a system to determine and explain specific skills, guaranteeing successful delivery. However, the author points out that this model is still a challenge for many governments, as will be shown in the analysis of the questionnaire and interview data, and in the conclusions of this article.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2. Competency: from the origins of the term to the adoption in the public sector</title>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015</xref>) points out that the Industrial Revolution, Scientific Administration and the economic boom in the United States after World War II gave rise to the idea that interests and initiatives of a person are useful in order to establish the required skills and knowledge of a specific position. It was the beginning of the development of the notion of competency in the United States and in the United Kingdom. In 1973, McClelland published an article in which he problematized the need to seek a more effective approach to the selective processes that emphasized what was expected for the task that would be developed. The author’s understanding that ‘competencies’ would be the underlying characteristics of the person and, therefore, determinants of better performance, influenced several professionals and inaugurated the study on this subject.</p>
				<p>During the 1980s, Boyatzis reviewed data from previous studies on managerial competencies and developed a model, applying it to 2,000 managers. The author identified what he believed would be characteristics and defining traits of superior performance (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil, 2015</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B16">Longo (2007</xref>) explains that <xref ref-type="bibr" rid="B3">Boyatzis (1982)</xref> presented the definition of competency as characteristics underlying an individual with a direct relation to successful performance in a specific task, highlighting the weight of the context and the need to define competency models specific to each organization. For <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Boyatzis (1982)</xref> is recognized as the first researcher to formally define the word ‘competency’.</p>
				<p>In parallel, the emergence of the competency approach in the UK has taken a different path (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil, 2015</xref>). It focused on the method of functional analysis, which involved the search for opinions from experts in a sector in order to determine the functions of a particular job and the minimum level at which its activity has to be performed. In this way, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Jamil (2015)</xref> explains, unlike the focus of the American technique, the competency approach in the UK did not distinguish or intend to determine what made people exceptional in their professional performance.</p>
				<p>According to <xref ref-type="bibr" rid="B26">Zarifian (2008</xref>:30), the fragility of the competency model from the 1980s and 1990s lies in the fact that the tools and approaches were “built not on the notion of ‘competency’, but on ‘job qualification’”, which is what <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury and Fleury (2001)</xref> call a new label for an old organizational practice, based on the Taylorist-Fordist model.</p>
				<p>Influenced by their American colleagues, Brazilian authors began to work on competency in the 1990s. <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury and Fleury (2001</xref>:185) proposed the following definition: “{competency is} a set of knowledge, skills and attitudes (i.e. a set of human capacities) which justify high performance.” For the authors, the best performances would be based on the intelligence and the personality of the employees, the competency being “the stock of resources that a person holds”. It is important to note, however, that although the focus seems to be on the employee, from the perspective of the great majority of American authors, competencies must be aligned with the needs established by the function that the individual performs in the organization and the positions within it.</p>
				<p>In 1998, the French Business Movement (Medef) formulated a new definition of competency (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Zarifian, 2008</xref>), implying a change in the approach, from the focus on the work position and, consequently, from the qualification, to focus on the individual and the way in which they deal with the various professional situations to which they are exposed in the course of their work activities. For <xref ref-type="bibr" rid="B26">Zarifian (2008)</xref>, this definition still had limitations because the evaluation of competency should go beyond the evaluation of the individual, encompassing the assessment of the process that allowed their successful (or not) development and results.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">Le Boterf (1995)</xref>, based on the French approach, “places competency at a crossroads, with three axes formed by the person (biography, socialization), educational background, and professional experience” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Fleury and Fleury, 2001</xref>:187). <xref ref-type="bibr" rid="B7">Dias et al. (2008</xref>:25) affirm that for Le Boterf “one cannot be competent a priori”, which means that the competency always belongs within a context.</p>
				<p>For <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fischer et al. (2008</xref>:33), the French authors are the first to explore the concept of competency “associated with the idea of adding value and delivery to a given context independently of the position, i.e. it comes from the person themselves”. The French approach inspired the debate in Brazil and influenced the work of <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:24), for whom “the aggregation of people’s value is therefore their effective contribution to the organization’s heritage of knowledge, allowing it to maintain its competitive advantages over time”.</p>
				<p>Accordingly, <xref ref-type="bibr" rid="B26">Zarifian (2003</xref>:139) presented the following concept: “Competency is the individual taking initiative and responsibility for problems and events that they face in professional situations”. For the author, the issue of responsibility places the individual in the core of the action.<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:28) corroborates this notion and proposes advances: “In order to better understand the concept of individual competency, it is also important to discuss the concept of delivery”. Delivery is related to the value that people add to the organization and, therefore, it would be the parameter by which they should be evaluated. For the author, added value is something that the person gives to the organization in an effective way, such as the improvement of processes or acquisition of new technology. It is not solely about reaching goals, but also obtaining results that remain beyond the employee’s time in the organization.</p>
				<p>In introducing the notion of ‘delivery’, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>) advances in the approach initially proposed by American authors, criticizing its non-instrumental character. For Dutra, the approach proposed by American authors evaluates whether the individual presents competency, but does not evaluate the results obtained from it. The author reviews the French authors, which, according to him, did not present alternatives for the revision of the archetype that replaced the centrality of the function/position. Dutra (2012) thus establishes a new way of thinking about people management through competency, taking into consideration ‘complexity’ and ‘occupational space’.</p>
				<p> ‘Occupational space’ is the expression used by the author to encompass the set of attributions and responsibilities of people within an organization. Unlike the concept of position, ‘occupational space’ seeks to express the dynamic nature of the place occupied, as well as the interrelation between the individual that occupies it and the environment, or the company’s needs versus the person’s ability to serve them. On the other hand, ‘complexity’, according to <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>:41), is not in the professional situation itself, but in the demands on the person. The author understands that individuals develop as they deal with higher levels of complexity over their assignments and responsibilities.</p>
				<p>With regard to competency-based management in the public sector, several authors point to the recent (and growing) debate around the theme. <xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>:233) highlights:</p>
				<disp-quote>
					<p>Over the last 20 years, there has been a worldwide expansion in the use of competency models in private sector. Several governments have already taken competency framework into their public sectors as well and they observe positive results in effective, clear and rules-based recruiting process, clear and comprehensive communication with employees, tailor-made training and development process.</p>
				</disp-quote>
				<p>Araújo Júnior and Martins (2014) point out that in Brazil, competency-based management was consolidated as one of the models to be followed by the public administration, from Decree 5,707/2006, that established the policy and guidelines for the development of the personnel of the federal public administration, in addition to its agencies (<italic>autarquias</italic>) and public foundations. In the study carried out by these authors, “it was clear the predominance of research on the subject between the years 2009 to 2013, evidencing the growing interest in the study of competency-based management in the public sector seeking to qualify employees and improve service delivery” (Araújo Júnior and Martins, 2014:160).</p>
				<p>For <xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>), managerial functions can be similar and generic between the public and private sectors, but the conditions in these two environments are quite different. The author points to the studies of <xref ref-type="bibr" rid="B19">Noordegraaf (2000</xref>) to explain that the specificity of a competent public manager is their ability to operate satisfactorily in an unstable political environment. <xref ref-type="bibr" rid="B21">Schutte and Barkhuizen’s (2016</xref>) research points in the same direction, problematizing the fact that no public service will be sustained without skilled and competent leadership.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>:390), studying the experiences in OECD countries in the adoption of CBM models for the public sector, points out three characteristics in common:</p>
				<disp-quote>
					<p>The first common feature is the national context of economic crisis, with impacts on the political and social systems of the countries. The second is the political will for change in public management models, which can be observed by the public policy packages designed in response to these crises. The third aspect is the priority concern of governments with the executive and managerial levels, understanding that leadership development is crucial for change.</p>
				</disp-quote>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">Longo (2007</xref>:38) points out that “Managing {people} by competencies implies giving priority attention to the qualitative elements of investing in human capital”. At the same time that it is a modern people management tool, the competency-based management model brings some additional requirements in order to be operated, such as the alignment of the expected competencies of employees with those the organization perceives as core competencies, so that there is a congruence between individual performance and strategic alignment.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B20">Prahalad and Hamel (1990</xref>:2-5) gave the name ‘core competencies’ to the essential or key competencies of the organization. For these authors, core competencies are those that meet three criteria: a) promote access to diverse markets; b) offer real benefits to consumers; and c) are difficult to be mimicked by competitors. <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fleury and Fleury (2001</xref>:188) define as: “competency would be the ability to combine, mix and integrate resources into products and services”.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B23">Skorková (2016</xref>) points out that the work of Prahalad and Hamel advances in the idea of essential competencies and inaugurate the third phase of competency in human resources management, based on the identification of the main competencies necessary to obtain a competitive advantage. Based on this definition, it is possible to distinguish the potential competencies (non-observable) and the activities (observable<bold>)</bold>, since the latter reflect the competencies in action and, therefore, can be measured.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>3. Methodology</title>
				<p>This is a descriptive research because, according to <xref ref-type="bibr" rid="B12">Gil (2006</xref>:44-45), “it has the main objective of describing the characteristics of a certain population or phenomenon or the establishment of relations among variables”; and it has an explanatory nature with a central concern to “identify the factors that determine or contribute to the occurrence of the phenomena”. The research used a field study, which aimed at deepening the questions proposed through a study of a single group or community in terms of its social structure, that is, highlighting the interaction of its members (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Gil, 2006</xref>). In this study, the locus of the research was the government of Minas Gerais, in the second term of Governor Antônio Anastasia.</p>
				<p>In epistemological terms, the research is qualitative, and an online questionnaire was sent with closed and open questions to all 132 people who had been, as of January 2011, or were public entrepreneurs of the Minas Gerais government. The questionnaires allowed the research subjects to expose their perceptions and opinions, after each item, reinforcing the qualitative nature of the instrument.</p>
				<p>The e-mails of the PEs were made available by the Superintendency of Public Entrepreneurs (SEP) of the Office of Strategic Priorities, which showed interest in the research and availability to contribute to obtain the data. The data collection period was from 03 January 2013 to 10 February 2013. The questionnaires were sent by the researchers to the e-mail of all the PEs, enabling people to respond from any computer connected to the internet and ensuring anonymity. To protect the subjects’ identity in this article, they are identified by “Q” plus the number of their questionnaire.</p>
				<p>In addition to the questionnaires, two semi-structured interviews were conducted with leaders of the Office of Strategic Priorities, who had been active since the beginning of the program in 2007 to complement the analysis. The interviews took place in their offices and were recorded and transcribed.</p>
				<p>The quantitative data were processed and analyzed by using assumptions from descriptive statistics. The open answers of the questionnaires and the interviews were treated in accordance with the content analysis methodology and used in this article for illustrative purposes in the closed response categories.</p>
				<p>It is important to highlight that the data presented in this article is part of a research formed by 13 open and closed questions that addressed the issue of people management and entrepreneurship in the public sector. The quantitative data underwent hypothesis tests to check the relationship between the variables studied. Only the answers to questions 1 and 4, which refer directly to the proposed object, will be used here: selection and monitoring in the light of competency-based management. Likewise, all managers of the program were interviewed, and only the statements of the two who had been in PE management the longest, were chosen for this article.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results">
				<title>4. Results and analysis</title>
				<p>In December 2012, when the SEP database was accessed to send the questionnaires, there were 144 entrepreneurs registered. Of these, 53 (37%) had already been exonerated and 91 were in work (63%). Among those working and those that had been exonerated, the study considered those who completed or would complete at least 90 days in the position by 31 January 2013 (the deadline for responding to the questionnaire). Thus, 132 PEs were considered. It is important to emphasize that 45 of them were PEs from the First Generation (2007-10). The sample consisted of all those who were willing to answer the questionnaire, making a total of 44 subjects, 34 PEs currently working and 10 already exonerated.</p>
				<sec>
					<title><italic>4.1 Expected competencies of public entrepreneurs</italic></title>
					<p>When the position of public entrepreneur was created in 2007, the Minas Gerais’ managerialist government was experiencing the second generation of the ‘shock of management’, a set of measures called State for Results (EpR) and considered by the government as a reform of the public administration. According to the government, in order to emphasize the principles of professionalization and meritocracy in public administration, the Superintendency of Public Entrepreneurs (SEP) should carry out a prequalification process to fill appointed positions with public officials or other professionals from outside the government structure (called Public Entrepreneurs — PE) through the work of the Committee for the Prequalification of Public Entrepreneurs (Copep). This process, which has been in place since the first generation of PEs, is based on the competency-based management model, and essential and expected competencies were defined for the position of PE in order to guide the application of tests, the psychological interview and the final report to be submitted to Copep. The monitoring of the PEs’ results also follows the CBM approach, evaluating timely deliveries of these professionals, previously agreed upon, and remunerating with a variable portion (up to one salary of this professional) for the goals reached in a year.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>) proposed a CBM model that considers several dimensions of complexity, from the definition of variables such as level of performance (strategic, tactical and operational), level of structuring of activities (from high level to low level of standardization, structure and routine) as well as organization of information (decides/responds, participates in decision-making, analyzes and recommends, systematizes/organizes and collects). This model inspired the design of the profile form used in the recruitment of PEs for the Minas Gerais government and helped define define the criteria for selection.</p>
					<p>In the first generation of PEs of the Minas Gerais government, there were six expected competencies to be observed in the candidates for the position, three of which were considered ‘essential’ and three ‘desirable’ (<xref ref-type="fig" rid="ch5">box 1</xref>).</p>
					<p>
						<fig id="ch5">
							<label>Box 1</label>
							<caption>
								<title>Expected competencies of the public entrepreneur</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch5.jpg"/>
							<attrib>Source: Bernardi (2010:41-42).</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>These competencies were aligned with the Minas Gerais Integrated Development Plan (PMDI) and, therefore, with the government strategy and the “Shock of Management”. The first challenge was to define the selection based on this model. The next challenges were to agree on targets and to monitor the results produced by the PEs, under the guidance of competencies, expected deliveries, their value added to the Minas Gerais government, and finally, the complexity and the occupational space (as proposed in Dutra’s model). Each agency or secretariat in which there was a PE had its particularity, in addition to the different levels of performance in which the PEs were allocated and the reality of the public sector itself (an additional challenge for those from the private sector).</p>
					<p>Although these competencies have been used to select the candidates for the position of PE between 2007 and 2010, the conclusion of the internal evaluation at the end of this period (published by <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bernardi (2010</xref>)), is that the adoption of this profile revealed the need to promote some qualitative and quantitative adjustments (review of competencies and their essential character), mainly due to the diversity of areas of activity and the level of complexity and responsibility of the entrepreneurs’ performance. The model applied to the second generation of public entrepreneurs (2011-14), therefore, is based on a revision of the above-mentioned competency model, which should be more appropriate to reality — due to the organizational learning from previous experience.</p>
					<p>In this way, the first exercise carried out by the PEs managing board was to map the profiles of the professionals who acted in the first generation and try to identify patterns of behavior and skills that could be grouped to compose new profiles (<xref ref-type="fig" rid="ch6">box 2</xref>). These new competencies were described in the contract of the consulting company hired to carry out the selection processes for the position of PE, as well as being used to subsidize the interviews and the tests carried out during the process.</p>
					<p>
						<fig id="ch6">
							<label>Box 2</label>
							<caption>
								<title>Profile of essential competencies of the public entrepreneur (second generation)</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch6.jpg"/>
							<attrib>Source: Elaborated by the authors, based on data form the Superintendency of Pes.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>However, the other management tools of the PE, such as the initial evaluation and the plan of work, have a direct relationship with specific deliveries (related to government goals) and no longer with the required competency to perform a given action, reflecting a change when it comes to the adoption of <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra’s (2012</xref>) competency-based management model.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title><italic>4.2 The respondents’ point of view</italic></title>
					<p>Data from the 44 questionnaires answered were considered valid. Open replies and interviews with managers were used in a complementary way to the analyses and conclusions.</p>
					<p>The profile of the respondents indicated a male majority (64% male and 34% female, only one respondent did not identify themselves). With regard to age, 26 respondents (59%) were aged up to 35 years, while 41% were 36 years. As for education, the majority of the respondents (52%) hold post-degree specialization courses. It should be noted that a higher percentage of PEs hold masters or doctorate degrees (27%), compared to those with only undergraduate degrees (21%). There was a proportional increase in the number of people with masters/doctorate among professionals from the academia and from the public sector, in comparison with the professionals from private companies. This indicates that there is a greater demand for training among those who do not have the empirical experience desired to fill the position.</p>
					<p>As for the professional origin of the respondents, the majority come from the public sector (48%), while 41% come from private companies and 11% from the academia. Regarding the time in current position, the predominance was of respondents with up to two years (74%), i.e. PEs that already entered the ‘second generation’. Only 12 respondents were PEs in the ‘first generation’ and remained in the position (although at the time of the research they were already exonerated). Regarding the distribution of respondents by position, the predominance was PE-2 (39%), professionals with monthly salaries of R$ 5,610.00.</p>
					<p>The first question asked the respondent to choose the option that would best portray their opinion about the selection process for the PE position, using a four-point scale.</p>
					<p>The selection process is part of the prequalification process, instituted by Decree 45.579 of 28 March 2011, and described by <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cantarino (2010</xref>:54) as consisting of “seven phases”. The candidate participates, in person, in the second and third phases of the prequalification process, which comprises the actual selection and, possibly, the penultimate phase, in which the applicant may be interviewed. The candidate is usually interviewed by a member of the Superintendency of PEs, they are submitted to an organizational survey for behavioral profile mapping (the Predictive Index — PI), and referred to an outsourced psychological evaluation company, in which they are interviewed based on competency and submitted to a psychological test (usually the Zulliger, a projective test that helps the psychologist understand the psychic structure of the individual). The results of these steps form a report presented to Copep by a psychologist. Copep decides which candidates should be pre-qualified to be presented to the manager. It is a committee formed by several professionals, with knowledge of the area of human resources and public management (at the time of this research, the committee counted on a private company HR manager, a professor/consultant from Fundação Dom Cabral, a deputy secretary of state, an economist from Minas Gerais Development Bank (BDMG), and the deputy chief executive of the Office of Strategic Priorities).</p>
					<p>Although the final decision of hiring is that of the immediate manager, only the candidates approved by Copep are presented to them. Thus, the selection process was considered one of the biggest differentials of the PE position. This is because, although it is not a public competition, it establishes a selection based on a managerial approach typical of private companies for positions of trust of the government, which, traditionally, are occupied by appointees without any behavioral evaluation. As discussed by <xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>:391): “The current model {in the Brazilian public sector}, based on the rules of public tender, allows only the evaluation of knowledge and the valuation of academic titles, ignoring any skill and behavioral profile of the candidate”. At this point, the selection of PEs sought to correct such distortion, emphasizing the behavioral evaluation together with technical skills.</p>
					<p>For question 1, the following statements were given from (a) to (d) and the frequencies of responses were observed, according to the four-point scale, detailed in <xref ref-type="fig" rid="ch7">box 3</xref>.</p>
					<p>
						<fig id="ch7">
							<label>Box 3</label>
							<caption>
								<title>Perceptions on the selection process for the position of public entrepreneur</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch7.jpg"/>
							<attrib>Source: Research data.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>It is possible to observe from <xref ref-type="fig" rid="ch6">box 1</xref>1, due to the high degree of agreement on the part of PEs, the perception that the selection process is judicious. It also points to good partial or total agreement rates in relation to the other three statements presented. Among the comments in the open part of the questionnaire, almost all of them deal with criticisms and reflections about the selection process in relation to the evaluation carried out by Copep, including the definition of the salary range, as observed in the affirmative: “The qualification process by Copep is not clear to the candidate and causes distortions in the salary levels among public entrepreneurs”. (Q. 37).</p>
					<p>The salary offered was focus of criticism, being that of the four variables studied in question 1 that presented the highest indices of disagreement (22.5%), mainly due to the absence of adjustment during the years of work and also due to the aforementioned criterion used to establish the salary when starting the work in government, as perceived in the PEs’ statements.</p>
					<p>However, from the selection process, it is possible to infer that the registered candidates have equal rights of participation throughout the process, being evaluated by an external company (not within the government) and pre-qualified by a mixed committee of professionals. Differently from <xref ref-type="bibr" rid="B25">Valadares and Emmendoerfer (2012</xref>:737), the PEs evaluate this process as judicious and therefore without bias of clientelism, when analyzing access to PE positions:</p>
					<disp-quote>
						<p>It is possible to perceive, not to affirm, that there is evidence that the provision of these people {PEs} resembles patronage practices, always existent in the Brazilian public administration. In this way, it shows that this class clientelism can be marked with strong corporate, union, partisan and ideological components and interests. (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Valadares and Emmendoerfer, 2012</xref>:737).</p>
					</disp-quote>
					<p>In this sense, the CBM model adopted for the selection of PEs seems to meet the expectations of managers and candidates for the position.</p>
					<p>In the second question, the PE should choose the option that would best portray their opinion about their results as a public entrepreneur using the same scale as the previous question. The following statements from (a) to (j) were presented to respondents and the frequency of the responses are detailed in <xref ref-type="fig" rid="ch8">box 4</xref>.</p>
					<p>
						<fig id="ch8">
							<label>Box 4</label>
							<caption>
								<title>Perceptions on the public entrepreneurs’ results</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="1982-3134-rap-52-03-469-gch8.jpg"/>
							<attrib>Source: Research data.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>These responses present high degrees of disagreement and abstention. Sentences that refer to PE management tools, such as a, b, c, d, are the ones that have the lowest total agreement and greater disagreement on the part of the respondents.</p>
					<p>It is worth mentioning the 40% disagreement, observed in the statement “The instrument used to evaluate my performance (plan of work) reflects/reflected my effort and dedication”. Regarding the different “n/a” answers obtained in these questions, it can be inferred that these are PEs with less than one year working in that position and, therefore, have not yet completed the minimum period to be submitted to the evaluation process.</p>
					<p>The following sentences from the respondents help to illustrate the discontent reflected in Table 4, as well as their dissatisfaction with the way in which the assessment and management tools are used: “My current work is very operational so the instruments have a low adherence to this type of activity” (Q. 16); “The entrepreneur with a technical profile is less valued than the entrepreneur with a managerial profile. The performance of the technician is not fully measured on large deliveries” (Q. 20);</p>
					<disp-quote>
						<p>The instrument used to gauge the entrepreneur’s performance is insufficient and demotivating. Mainly because it is rigid, elaborated when the actions are not yet defined and does not have the necessary flexibility to change depending on guideline change. In addition, there is no feedback policy - during all these years I have never received any feedback on my work and performance other than the grade communicated in the plan of work. {Q. 07}</p>
					</disp-quote>
					<p>The Plan of Work is the most important instrument for monitoring the performance and results of the PE and it subsidizes the payment of a variable bonus and defines its amount. It was described by <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bernardi (2010</xref>:95), according to the government official discourse, as “the main tool of alignment of the public entrepreneur with the results and goals contained in the Government strategy, also providing alignment between the EpR and executing agencies or entities”.</p>
					<p>In addition, it is through the Plan that the main deliveries of the PEs are formalized. A new PE has 30 days from their start date to present a first proposal to the Superintendency of PEs, and the Plan of Work (in the management model in force in the period of this research) should be approved by Copep and thus agreed with the PE within 90 days. The plan design is directly inspired by <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra’s (2012</xref>) competency-based management model, in which the agreed deliveries are valued, considering their complexity and the PE occupational space.</p>
					<p>Manager 1 explains the initial idea of the plan of work and the difficulties observed with the change of scenario due to the change in government:</p>
					<disp-quote>
						<p>{…} the idea of the plan of work, at the beginning, was to make clear the way, the ‘direction’ that the individual would pursue {…} it was the most relevant activity the entrepreneur had to do and it was very clear when we allocated an individual what was that. So it was very easy to make the plan of work. The delivery was clear {…}, and today we no longer have this clarity because there are so many projects, there are so many entrepreneurs in so many places, because today the portfolio is very big. All of them {PEs} meet the criteria to be in projects, programs, priorities and processes, we are following the current strategy, but without being able to differentiate, we do not manage to know exactly what is the relevant deliverable for the PE in their work. {manager 1}</p>
					</disp-quote>
					<p>From Manager 1’s speech, it is possible to observe that the size of the government’s portfolio of projects (at the time of research), made it difficult not only to define a good plan of work but also to measure what was, in fact, relevant. Thus, it is easy to see why the PEs have the perception that their deliveries, their dedication and the complexity of their work are not always recognized by the Office of Strategic Priorities or measurable by an instrument. No matter how hard PEs work and struggle, the lack of clarity of the macro-strategies of government and, especially, the demand for “entrepreneurship” within the government’s projects lead the PEs to feel (and sometimes to confirm in practice) that they do not have their work recognized and/or valued by the office. In this way, their competencies are not in action and therefore cannot be evaluated.</p>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B24">Valadares and Emmendoerfer (2015</xref>:86) pointed out that the specificities of the public versus private sector context, such as the public sector’s high degree of bureaucratization, inhibit “an entrepreneurial culture based on innovation, autonomy and flexibility”. Thus, it is possible to observe that uncritically using the same premises of the private sector in order to establish a monitoring tool based on deliveries, proved a management error.</p>
					<p>One of the major criticisms about the plan of work is that it is proposed by the PE and their manager, but needs to be validated by Copep; that is, an external committee, which does not act directly in the project to which the professional is bound, and decides whether or not the proposed goals are relevant. In order to aggravate the negative perception about the plan of work, at the end of a year the plan is presented again to the same committee, with the description of the goals fulfilled and not met (and new products that appeared during the year and that could not be foreseen in the first 90 days). The committee than decides on the validity of that information and the final grade assessed by the PE (which will guide the payment of the bonus).</p>
					<p>Thus, how to manage the results so far from the work of those who produce them? This separation ends up feeding a perception of injustice in those who are evaluated. The PEs’ feedback is that they feel the instrument is inadequate, and that the Office of Strategic Priorities, which is the managing agency, is distant from the efforts made and of the results generated by the work performed.</p>
					<p>In order to try to solve these and other incongruities observed in the Plan of Work model, a new methodology was proposed by the Office of Strategic Priorities in order to build an agreement and to carry out the evaluation of the plans, but had not yet been implemented at the time of this research.</p>
					<p>The statements with the highest degree of total agreement in question 2 refer mainly to actions that are directly related with the PE and to the use of their competencies. These actions deal with variables over which the PEs have control, such as the perception that they do relevant work, positively impacting society, strategic and innovative for the government and that produces opportunities for the individual themselves.</p>
					<p>The agreement around these points are corroborated by the managers, who praise the profile of these professionals and the performance of the PE in government, as observed in the speech of Manager 2:</p>
					<disp-quote>
						<p>{The PEs profile} is about being a change-maker, a person who will analyze a process with a new vision and make proposals for change and not a person who enters and disappears within the structure. {…} They are committed, very committed, and accept enormous challenges that a public servant might not accept. {manager 2}</p>
					</disp-quote>
					<p>At this point, it is worth questioning the judgment made by <xref ref-type="bibr" rid="B25">Valadares and Emmendoerfer (2012</xref>:738) that</p>
					<disp-quote>
						<p>People who take on this role may not be committed to taking responsibility regarding the users of their products — i.e. society. They may be concerned about maintaining their results, as they ensure their employment. The aim is to achieve the goals proposed by their project.</p>
					</disp-quote>
					<p>On the other hand, the criticisms registered in the research relate to the perceived changes from one government to another as well as to the status of the PE in the labor market: “In the secretariat, the work was good at the beginning and then the general level with the second mandate of AAA {as of 2011} fell absurdly” (Q. 17). The responses from Manager 2 and Manager 1 corroborate this view and go further by mentioning the loss of the initial meaning of the position in the context of the second mandate of Governor Antônio Augusto Anastasia (2011-14):</p>
					<disp-quote>
						<p>I also believe that there was a little internalization of this position. The position no longer holds the prestige it had in the past, during the first phase of this model. Today the public entrepreneur is seen in some cases as a regular civil servant. The difference that sets it apart is the salary. {manager 2}</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p>In 2010 people saw an added value there in the position of entrepreneur, even though they did not have any mastery over the allocation, I am sure they had the clarity of the contribution that these people gave over these four years. So, I am sure that they would like to be in a position of entrepreneur in the process {...}. I think that today a great value for the secretaries, for the agencies and entities is because we are providing an extra position for them. {manager 1}</p>
					</disp-quote>
					<p>From the statements presented, there seems to have been, over time, a process of assimilation of the position of PE as part of the structure, which made it similar to other positions in the government in terms of performance. The negative counterpart is that the professional does not belong to the secretariat or body where they act, but is subordinate to the Office of Strategic Priorities. This means that the public manager of a certain agency that demands a PE has little or no management over who will be the professional working with them and over the PE’s macro management (goals, results monitoring, development activities, etc.). The problem identified here is the centralization of this policy, in which the specificities of the secretariats are disregarded and it tends to homogenize the performance of the PEs.</p>
					<p>The use of PE management instruments, therefore, seem to be directly related to the difficulties faced not only by the occupants of the post but also by their direct managers. The CBM model adopted for the selection does not add to the follow-up of the PEs the same benefit initially perceived. At this point, the competencies as indicators for the criterion of access to the government are not continued after the contract and, often, they run into other management problems such as lack of alignment with the government strategy, difficulty in setting priorities for action and a performance misaligned with the one initially intended for these professionals.</p>
					<p>It is also observed that a great difficulty for the competency-based management of the public entrepreneurs resides in the fact that the name of the position reflects the expectation of an “entrepreneurial” performance. As it was not defined, in fact, what entrepreneurial skills were needed for the position, several profiles of professionals were hired and allocated in the most diverse activities, making it impossible to carry out one single form of results management. The conclusions are in line with the reflection presented by <xref ref-type="bibr" rid="B24">Valadares and Emmendoerfer (2015</xref>:93) on the challenges of entrepreneurship in the context of the public sector, “because this sector is not compatible with business logic. However, it cannot be ignored that substantive elements of entrepreneurship can contribute to the better performance of the Brazilian public sector.”</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>5. Final considerations</title>
				<p>The aim of this article was to understand, using the parameters of the CBM approach, how the selection and monitoring occurs of civil servants for appointed positions that can be filled by either public officials or other professionals outside the government structure — PEs. In addition, the article reflected on how CBM contributes to the management of the appointed positions and adds value to public administration.</p>
				<p>The data revealed positive perceptions about the selection, both by the PEs and the leaders interviewed. However, the management tool defined for monitoring the results and deliveries of the PEs, the Work Plan, was strongly criticized and disliked.</p>
				<p>Thus, the use of CBM seems to have been restricted to selection. Although inspired by <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra (2012</xref>), the strategies defined for monitoring the results of PEs cannot be compared to a CBM model, still lacks adjustments to produce better effects. In spite of the guidelines for the competency evaluation in the public sector, there are still challenges in terms of operation. In addition, it is necessary to consider the congruence between the evaluation tool and the individuals producing the results. Adopting a competency-based management model and continuing to monitor people based on old management tools for human resources control, will separate the discourses from the practices, as well as producing inconsistencies — perceived by the PEs.</p>
				<p>As already mentioned, not all PEs present perceptions aligned with the government’s official discourse. It is always important to emphasize that a position that exists to meet the strategic priorities of the government must be, in fact, strategy-oriented. The clearer and better designed the government strategy, the better the allocation and management of the PEs will be.</p>
				<p>Finally, it is interesting to return to the conclusions of <xref ref-type="bibr" rid="B6">Capuano (2015</xref>: 392) from the experiences of the OECD countries: “there is not, and may never be, a universal model of competencies for the public sector, and competencies are developed on the basis of experimental processes with trial and error.”</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn3">
					<label>3</label>
					<p>{Translated version} Note: All quotes in English translated by this article’s translator.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article-->
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