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                <journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
                    (Bauru)</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">1980-850X</issn>
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                <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
                    Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
                    Bauru.</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="publisher-id">00009</article-id>
            <article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240009</article-id>
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                <article-title>Relevância de Deus para a evolução biológica: percepções de
                    professores de Biologia em três países latino-americanos</article-title>
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                    <trans-title>The relevance of God to biological evolution: perceptions of
                        Biology teachers in three Latin American countries</trans-title>
                </trans-title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-8126-8962</contrib-id>
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                        <surname>Silva</surname>
                        <given-names>Heslley Machado</given-names>
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                </contrib>
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                <label>1</label>
                <institution content-type="orgname">Centro Universitário de Formiga
                    (UNIFOR)</institution>
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                    <named-content content-type="city">Formiga</named-content>
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                <institution content-type="original">Centro Universitário de Formiga (UNIFOR),
                    Formiga, MG, Brasil</institution>
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                <corresp id="c1">Contato: <email>heslley@uniformg.edu.br</email></corresp>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
                        reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
                        seja corretamente citado.</license-p>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Na América Latina, o ensino da evolução se tornou um tema delicado devido às
                    constantes mudanças no panorama religioso. Este estudo analisa as concepções dos
                    professores sobre a evolução em três países latino-americanos: Argentina, Brasil
                    e Uruguai, com diferentes níveis de secularismo. A importância de Deus na
                    evolução das espécies foi analisada por meio das respostas à pergunta B.48 do
                    questionário Biohead-Citizen. As respostas dos professores argentinos e
                    uruguaios não consideraram Deus importante para a evolução, apesar de serem
                    majoritariamente religiosos. Em contraste, muitos professores brasileiros
                    buscaram integrar a ciência com a religião no contexto da evolução e acreditam
                    que Deus é importante para o processo evolutivo. Entrevistas semiestruturadas e
                    outras respostas do questionário confirmaram essas conclusões.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>Because of the constant changes in the religious landscape of Latin America,
                    teaching evolution has become a contentious issue. This study examines teachers’
                    perspectives on evolution in three Latin American countries with varying degrees
                    of secularism: Argentina, Brazil, and Uruguay. The importance of God in the
                    evolution of species was analyzed using the responses to question B.48 of the
                    Biohead-Citizen questionnaire. Despite their religious beliefs, Argentinian and
                    Uruguayan teachers did not consider God’s role in evolution. In contrast, many
                    Brazilian teachers attempted to integrate science and religion in the context of
                    evolution, believing that God was essential to the evolutionary process.
                    Semi-structured interviews and other questionnaire responses supported these
                    findings.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Ensino de biologia</kwd>
                <kwd>Evolução das espécies</kwd>
                <kwd>Religião e educação</kwd>
                <kwd>América Latina</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Biology teaching</kwd>
                <kwd>Evolution of species</kwd>
                <kwd>Religion and education</kwd>
                <kwd>Latin America</kwd>
            </kwd-group>
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    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>O ensino da evolução enfrenta diversos desafios em várias partes do mundo, apesar de
                sua enorme importância para a compreensão científica, especialmente na Biologia
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Dobzhansky, 1973</xref>). Esse assunto também
                colabora para que os alunos entendam a metodologia científica e oferece uma visão
                sobre a história da ciência e os conflitos na construção do conhecimento científico
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B87">Zampieri, 2009</xref>). A evolução biológica
                tem repercussões em várias áreas científicas e tem aplicações práticas na saúde
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B81">Taylor, 2015</xref>) e na agricultura (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B22">Denison, 2012</xref>), por exemplo. Portanto, as
                dificuldades no ensino desse tema não afetam apenas a educação, mas têm impacto em
                toda a sociedade. Assim, é crucial encontrar maneiras de abordar adequadamente o
                tema da evolução darwiniana nas escolas e garantir que não seja negligenciado em
                nenhum nível educacional (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Neubrand; Harms,
                    2017</xref>).</p>
            <p>Essa contenda frequentemente está associada à convicção religiosa tanto de
                professores quanto de estudantes (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Dunk <italic>et
                        al</italic>., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Reiss,
                    2009</xref>), todavia apresenta variações em níveis distintos, conforme cada
                nação ou localidade. Tal impasse é mais notório nos Estados Unidos, mas tem se
                difundido por diversas regiões do globo (<xref ref-type="bibr" rid="B54">Ruse,
                    2018</xref>), impondo dificuldades ao seu ensino com níveis diversos dependendo
                da fé professada. No que tange às Américas, tanto do Sul quanto do Norte, não se
                verifica grande resistência por parte dos católicos, inclusive com alguns de seus
                líderes destacando a conciliabilidade entre a teoria evolucionista e sua crença.
                Entretanto, entre certos grupos evangélicos mais ortodoxos, esse tópico é
                considerado tabu, ocasionando um esforço para restringi-lo ou eliminá-lo do
                currículo escolar (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Malafaia, 2009</xref>), sendo que
                já ocorreram iniciativas nesse âmbito no estado do Rio de Janeiro, especialmente
                quando sob a liderança do casal Garotinho (<xref ref-type="bibr" rid="B57">Selles,
                    2016</xref>), bem como na Câmara Federal, como a lei sugerida pelo pastor Marcos
                Feliciano (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Pacheco, 2022</xref>). Assim, é
                necessário que as pesquisas captem e analisem o fenômeno da dificuldade do ensino de
                evolução na América Latina, pois é sabido que esse fenômeno ocorre, mas cabe ainda
                ser dimensionado (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Cornish-Bowden; Cárdenas,
                    2007</xref>).</p>
            <p>A vivência recente da pandemia de COVID-19 proporcionou uma visão reveladora de como
                o processo evolutivo permeia a sociedade contemporânea, e de como é imprescindível
                compreendê-lo para enfrentar os desafios que se apresentam à humanidade (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B50">Phan, 2020</xref>). Desde a origem do SARS-CoV-2, sua
                disseminação e, em certa medida, o controle ou ao menos a mitigação de sua
                letalidade, esse vírus nos mostrou de forma palpável o fenômeno da evolução
                ocorrendo em tempo real (<xref ref-type="bibr" rid="B80">Tang <italic>et
                    al</italic>., 2020</xref>), sob a observação e a investigação tanto dos
                profissionais científicos quanto daqueles alheios ao meio acadêmico (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B53">Rochman <italic>et al</italic>., 2021</xref>). As
                próprias estratégias terapêuticas e a vacinação relacionadas à doença nos revelaram
                a importância de compreender a evolução tanto dos microrganismos (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B32">Kemp <italic>et al</italic>., 2021</xref>), quanto dos
                seres humanos. Em nações como o Brasil, foi possível perceber claramente que um
                processo evolutivo estava em curso (<xref ref-type="bibr" rid="B67">Silva,
                    2021a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B61">2022a</xref>), no entanto, isso
                não impediu que a falta de conhecimento acerca desses mecanismos conduzisse a
                decisões equivocadas no enfrentamento da pandemia (<xref ref-type="bibr" rid="B62"
                    >Silva, 2021b</xref>).</p>
            <p>Apesar de todo o seu valor na compreensão da pandemia, o tópico da evolução ainda
                enfrenta uma série de obstáculos e equívocos, inclusive entre os professores (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B65">Silva, 2022b</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B86"
                    >Yates; Marek, 2014</xref>). Muitos se deixaram influenciar por concepções
                errôneas sobre a propagação do vírus e todo o processo pandêmico, pois desconhecem a
                dinâmica evolutiva e acreditam em notícias falsas disseminadas pela internet e,
                sobretudo, por meio das redes sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B45">Orso
                        <italic>et al</italic>., 2020</xref>). No entanto, embora muitos reconheçam
                a ocorrência da evolução em microrganismos, ainda resistem em aceitar a evolução que
                ocorre nos macroorganismos, especialmente nos seres humanos. Por essas e outras
                razões, torna-se premente analisar o ensino desse tema e propor medidas para
                enfrentar os obstáculos persistentes em seu aprendizado.</p>
            <p>No ensino da evolução, deparamo-nos com diversas adversidades, como a abordagem
                lamarckista (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Burkhardt Jr., 2013</xref>), que sugere
                que a evolução se dá pela necessidade ou pela inutilidade de um órgão, por exemplo.
                Outros vislumbram a evolução como um fenômeno teleológico (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B76">Silva <italic>et al</italic>., 2021b</xref>), dotado de uma direção e
                propósito. Há também aqueles que enfrentam consideráveis dificuldades em compreender
                como ocorre a evolução, seja por concebê-la como algo abstrato (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B77">Sinatra; Brem; Evans, 2008</xref>), ou algo que
                demanda um tempo demasiado, milhares ou milhões de anos (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B48">Pagel, 1999</xref>), sendo assim, imperceptível ou inconclusivo, entre
                outras complexidades.</p>
            <p>Todavia, talvez o maior entrave que se apresenta em diversas regiões do mundo no que
                tange ao ensino da evolução biológica seja o embate com a religião (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Levesque; Guillaume, 2010</xref>). Essa problemática
                tem sido enfrentada nos Estados Unidos, onde essa contenda histórica entre
                criacionistas (indivíduos religiosos dogmáticos) e evolucionistas chegou até os
                tribunais (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Ayala, 2008</xref>), e recentemente tem se
                manifestado com os adeptos do design inteligente (<xref ref-type="bibr" rid="B55"
                    >Scott; Matzke, 2007</xref>). Esse movimento em prol da pseudociência do design
                inteligente (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Branch, 2015</xref>), que postula a
                existência de uma força sobrenatural que guia o processo evolutivo, tem ganhado
                terreno ao redor do globo (<xref ref-type="bibr" rid="B63">Silva, 2017</xref>), como
                se fosse uma tentativa de reconciliar a fé com a ciência, mesmo que contrarie os
                fundamentos básicos da teoria evolutiva darwiniana (<xref ref-type="bibr" rid="B4"
                    >Ayala, 2007a</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B49">Pennock, 2003</xref>).</p>
            <p>A América Latina não permanece isenta desse movimento, e o avanço do criacionismo e
                do design inteligente tem se tornado evidente nas últimas décadas (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B20">Cornish-Bowden; Cárdenas, 2007</xref>). Provavelmente,
                nenhum país nessa região exemplifica melhor essa influência do que o Brasil, onde
                tem ocorrido um aumento significativo do número de evangélicos, muitos dos quais se
                opõem veementemente ao ensino da evolução biológica nas escolas, uma redução na
                quantidade de católicos, sendo que muitos desses se mostram menos alinhados a
                posturas religiosas dogmáticas, e um leve crescimento no número de ateus, agnósticos
                e daqueles que se autodenominam como sem religião (<xref ref-type="bibr" rid="B41"
                    >Mariano, 2013</xref>). Evidentemente, esse novo panorama abre espaço para
                sugestões no âmbito educacional e político visando a inserção do criacionismo no
                contexto das aulas (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abrantes; Almeida, 2006</xref>),
                o que representa um risco para a educação científica no Brasil (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B58">Sepulveda, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B71">Silva; Prado, 2010</xref>).</p>
            <p>No Brasil, notadamente durante os anos do governo Bolsonaro, em que o princípio do
                secularismo foi praticamente ignorado, essa questão assumiu uma relevância marcante,
                com a ascensão de grupos evangélicos no âmbito político (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B66">Silva, 2023a</xref>), chegando ao ponto de ter um ministro pastor
                evangélico à frente do Ministério da Educação, que abertamente se opunha ao ensino
                da evolução, além de importantes cargos no setor de pesquisa e ciência serem
                ocupados por criacionistas fervorosos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Borba; Silva,
                    2023</xref>). Um exemplo desse processo de perda do secularismo do estado
                brasileiro pode ser percebido com a aprovação pela maior agência de financiamento de
                pesquisa brasileiro, a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
                (Capes), de um projeto de ‘pesquisa’ relativo à pseudociência do design inteligente
                durante o governo Bolsonaro (<xref ref-type="bibr" rid="B69">Silva, 2023b</xref>),
                que parece resolver o dilema entre a ciência e a religião, mas que na verdade nega
                os principais pressupostos da teoria evolutiva. É muito provável que esse cenário
                repercuta no ambiente escolar, nas aulas de ciências e biologia que abordam a
                temática da evolução darwiniana, colocando o Brasil diante do desafio de enfrentar
                as dificuldades no ensino desse conteúdo tão essencial para tais disciplinas e para
                a ciência moderna (<xref ref-type="bibr" rid="B65">Silva, 2022b</xref>).</p>
            <p>Os profissionais do magistério especializados em Biologia e Ciências desempenham um
                papel crucial para garantir o adequado ensino do tema da evolução (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Araujo <italic>et al</italic>., 2009</xref>). Desse
                modo, torna-se imprescindível buscar compreender como esses educadores percebem o
                tópico, suas concepções e suas abordagens no ensino do tema, em meio às mudanças
                contextuais em relação ao secularismo brasileiro (<xref ref-type="bibr" rid="B83"
                    >Tidon; Vieira, 2009</xref>). Além disso, é essencial investigar como esses
                professores constroem seus conhecimentos sobre evolução, seja durante sua formação
                inicial ou ao longo de sua capacitação continuada, especialmente levando em
                consideração que os saberes relacionados ao tópico podem ser distorcidos em algumas
                ocasiões.</p>
            <p>Nessa conjuntura, realizou-se uma análise acerca da maneira como os professores de
                biologia no Brasil, em comparação com seus pares na Argentina e no Uruguai, partindo
                da premissa de que a divindade poderia exercer alguma influência no processo
                evolutivo das espécies. A escolha desses três países decorreu da constatação de que
                eles adotam abordagens distintas em relação ao laicismo, uma vez que a constituição
                argentina estabelece uma religião oficial, configurando um país não secular (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B14">Burdick, 1996</xref>). O Brasil é supostamente laico,
                com essa declaração expressa em sua Constituição, porém, essa condição é pouco
                confirmada na prática (<xref ref-type="bibr" rid="B68">Silva, 2023c</xref>);
                enquanto o Uruguai possui um secularismo consolidado (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B56">Scuro, 2018</xref>). Indaga-se se essa condição laica ou não
                influencia a concepção dos docentes acerca dos conceitos de evolução biológica, bem
                como no ensino desse tema.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>Metodologia</title>
            <p>No estudo em questão, utilizou-se o questionário Biohead-Citizen, o qual foi
                empregado em uma ampla pesquisa realizada inicialmente na Europa e, posteriormente,
                em várias partes do mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Carvalho <italic>et
                        al</italic>., 2008</xref>), Tal instrumento investigou como os professores
                concebem diversos temas relevantes para sua prática, como educação sexual (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B10">Bernard <italic>et al</italic>., 2008</xref>), saúde
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Jourdan <italic>et al</italic>., 2013</xref>),
                meio ambiente (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Munoz <italic>et al</italic>.,
                    2009</xref>), evolução biológica (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Caldeira;
                    Araújo, Carvalho, 2012</xref>), entre outros. Além disso, foram conduzidas
                entrevistas com professores de biologia nos três países, e as respostas provenientes
                tanto do questionário quanto das entrevistas foram utilizadas para fins de análise.
                O intuito era embasar essas análises com as demais respostas do questionário acerca
                de temas relacionados à evolução e ao ensino desse tópico.</p>
            <p>Nesta análise específica, focalizou-se a pergunta B48 do questionário, a qual indaga:
                    <italic>Indique sua avaliação sobre a importância de Deus na evolução das
                    espécies</italic>. Os professores foram solicitados a responder a essa pergunta
                utilizando uma escala Likert, evitando a simples resposta sim ou não, permitindo uma
                melhor análise (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Luna, 2007</xref>), na qual poderiam
                indicar se consideram a importância de Deus na evolução como <italic>Muito
                    importante, Alguma importância, Pouca importância</italic> ou <italic>Nenhuma
                    importância</italic>.</p>
            <p>Os critérios de inclusão dos participantes na pesquisa consistiram em serem
                profissionais com formação em Ciências Biológicas, atuarem como professores do
                Ensino Médio e já terem lecionado sobre o tema da evolução biológica e origem da
                vida em algum momento de suas carreiras, tendo, portanto, refletido sobre o ensino
                desse tópico. Foram selecionadas as cidades de Buenos Aires, na Argentina, com uma
                amostra de 50 professores; Belo Horizonte, no Brasil, com uma amostra de 62
                docentes; e Montevidéu, no Uruguai, com 57 professores.</p>
            <p>Em cada uma dessas localidades, também foram entrevistados 10 professores, seguindo
                os mesmos critérios de seleção. As entrevistas foram conduzidas de forma
                semiestruturada, abordando questões relacionadas ao ensino da evolução em cada país,
                suas dificuldades e como o tema é abordado no currículo escolar. Foi concedida
                liberdade aos professores para expressarem suas opiniões e reflexões a partir das
                perguntas iniciais. A análise das entrevistas baseou-se na metodologia da análise do
                discurso coletivo, que busca identificar as expressões-chave ou ideias centrais que
                refletem uma teoria, ideologia ou crença percebida ou compartilhada pelos
                professores. Dessa forma, busca-se enquadrar uma visão específica por meio de uma
                afirmação geral no discurso dos professores e categorizá-la adequadamente (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B33">Lefevre; Lefevre, 2014</xref>).</p>
            <p>Para realizar a análise estatística das respostas do questionário, foram empregados o
                teste de Kruskal-Wallis (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Ostertagova; Ostertag;
                    Kováč, 2014</xref>) para comparar os países e o teste de Mann-Whitney (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B39">MacFarland; Yates, 2016</xref>) para detectar
                diferenças entre os pares de países. Os dados obtidos a partir do questionário foram
                organizados em tabelas e convertidos em gráficos para facilitar a visualização e a
                discussão dos resultados.</p>
            <p>Também foram adotadas as categorias de Barbour para analisar as relações entre
                ciência e religião com base nas respostas obtidas (<xref ref-type="bibr" rid="B7"
                    >Barbour, 1990</xref>). Essas categorias incluem Conflito, Independência,
                Diálogo e Integração. A categoria Conflito representa uma visão em que ciência e
                religião estão em conflito irreconciliável, sem espaço para diálogo. A categoria
                Independência sugere que ciência e religião são campos distintos que não se
                inter-relacionam, mas se respeitam mutuamente. Já as categorias Diálogo e Integração
                permitem certo grau de interlocução e colaboração mútua, sendo que a última propõe
                uma fusão dos dois campos (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Barbour, 2002a</xref>,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B9">2002b</xref>). Além disso, a religiosidade dos
                professores também foi considerada nessa análise.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="results|discussion">
            <title>Resultados e discussão</title>
            <p>Em linhas gerais, observa-se que a maioria dos docentes de Biologia pesquisados nos
                três países possui uma afiliação religiosa, destacando-se a presença significativa
                de professores brasileiros nessa categoria, enquanto a presença de agnósticos ou
                ateus é reduzida. A análise da amostra revelou que a maioria dos professores se
                identifica como católica, sendo notável o número considerável de professores
                brasileiros que são protestantes/evangélicos, além de uma proporção diferenciada de
                professores espíritas no Brasil, além da quase inexistência de professores ateus e
                agnósticos em comparação com os uruguaios e argentinos, conforme evidenciado no
                    <xref ref-type="fig" rid="f1">gráfico 1</xref>. É plausível supor que essas
                disparidades na proporção e no tipo de afiliação religiosa possam influenciar as
                respostas fornecidas no questionário e nas entrevistas.</p>
            <p><fig id="f1">
                    <label>Gráfico 1</label>
                    <caption>
                        <title>Comparação entre as religiões dos professores</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24009-gf01.png"/>
                    <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B64">Silva (2015</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B65">2022b)</xref>.</attrib>
                </fig></p>
            <p>Diversas respostas fornecidas em outras questões do questionário Biohead-Citizen
                indicam uma tendência que evidencia como o laicismo do estado e a religiosidade do
                professor podem exercer influência no processo de análise e percepção das questões
                relacionadas à evolução e ao seu ensino. Questões como a crença no espiritismo,
                pelos professores brasileiros, e a ausência de religiosidade entre os professores
                argentinos e uruguaios podem ter um efeito maior nessas concepções sobre o ensino de
                evolução, sendo que essas diferenças e características religiosas devem ser objeto
                de novas investigações futuras.</p>
            <p>Uma das questões relevantes é a A.37, que indaga se a religião e a política devem ser
                separadas. De maneira geral, os professores concordaram que o Estado deve ser laico,
                embora os professores brasileiros tenham demonstrado menor adesão a essa ideia em
                comparação com seus colegas (<xref ref-type="bibr" rid="B64">Silva, 2015</xref>).
                Essa resposta indica que, pelo menos na amostra estudada, a condição de laicismo
                falso é mais evidente no Brasil, como sugerido pela hipótese inicial. Outra questão
                que corrobora essa análise é a A.51, que aborda a necessidade de separação entre
                ciência e religião. Novamente, a maioria dos professores nos três países concordou
                que essa separação deve ocorrer (<xref ref-type="bibr" rid="B74">Silva <italic>et
                        al</italic>., 2015</xref>). No entanto, quase 50% dos professores
                brasileiros discordam dessa afirmação, revelando o risco de propostas como o ensino
                do criacionismo e do design inteligente prosperarem no Brasil (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B36">Lionço; Mattos, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B58"
                    >Sepulveda, 2004</xref>), contando com o apoio de parte dos docentes de
                Biologia, ou até mesmo ocorrendo em sala de aula, uma vez que essa parcela de
                professores não considera necessária a separação entre os dois campos (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B60">Sepulveda; El-Hani, 2004</xref>, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B59">2016</xref>).</p>
            <p>É interessante observar a compreensão dos professores acerca da origem da vida e da
                humanidade, a fim de analisar se essa tendência transcende as questões de
                secularismo político e científico. Para tanto, é possível recorrer aos dados da
                questão A.64 do questionário, que aborda a origem da vida na Terra. Nota-se que os
                professores uruguaios e argentinos rejeitaram a concepção de que Deus tenha criado a
                vida ou participado desse processo, sendo os argentinos mais resistentes a essa
                percepção. Por outro lado, a maioria dos professores brasileiros possui uma
                compreensão distinta dessa origem, concebendo-a como uma criação divina ou com a
                participação divina (<xref ref-type="bibr" rid="B73">Silva <italic>et al</italic>.,
                    2017</xref>). Em relação à origem humana, os professores brasileiros também são
                os que mais consideram que essa origem não foi tão improvável como a de outras
                espécies, como apontado pela questão A.33 (<xref ref-type="bibr" rid="B70">Silva;
                    Mortimer, 2020</xref>). Além disso, na questão A.62, que apresenta termos
                relacionados à origem da humanidade, somente os professores brasileiros indicaram de
                forma significativa os termos <italic>Deus</italic> e <italic>Adão e Eva</italic>,
                em contraposição a expressões como <italic>Australopithecus</italic>, as quais estão
                alinhadas com o conhecimento acadêmico (<xref ref-type="bibr" rid="B75">Silva
                        <italic>et al</italic>., 2021a</xref>). Outras respostas também reforçam
                essa tendência de busca pela fusão de conhecimentos religiosos e científicos entre
                os professores brasileiros em comparação com seus colegas argentinos e uruguaios,
                sendo essas informações suficientes para auxiliar na compreensão da adesão e
                aceitação das visões criacionistas e do design inteligente no Brasil, mesmo entre
                aqueles que, em virtude de seu conhecimento e obrigação profissional, deveriam
                rejeitá-las, ao menos no contexto de suas aulas de Biologia.</p>
            <p>Uma questão relacionada ao propósito da evolução das espécies, especificamente o
                surgimento da espécie humana sob uma perspectiva teleológica do processo evolutivo,
                foi abordada na pergunta A.44. Surpreendentemente, as respostas a essa indagação
                revelaram uma rejeição quase unânime nos três países (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B76">Silva <italic>et al</italic>., 2021b</xref>). No entanto, é importante
                fazer uma ressalva, levando em consideração o padrão observado nas outras perguntas
                e nas entrevistas, talvez muitos professores brasileiros não considerem esse
                objetivo, pois não incluem a humanidade na narrativa da evolução darwiniana,
                conferindolhe um status particular ou excluindo-a do escopo das forças
                evolucionárias.</p>
            <p>Três perguntas em particular evidenciam de forma mais clara a inclinação dos
                professores brasileiros em relação ao viés religioso. A primeira delas, B29a, indaga
                se a teoria evolutiva contradiz as próprias crenças do professor. A maioria dos
                docentes dos três países indicou que não há contradição, porém mais de 20% dos
                professores brasileiros deram uma resposta diferente. Isso revela que um em cada
                cinco professores da amostra brasileira não possui convicção na teoria darwiniana,
                mesmo tendo conhecimento das evidências que deveriam conhecer devido à sua formação
                e profissão (<xref ref-type="bibr" rid="B65">Silva, 2022b</xref>).</p>
            <p>Possivelmente, a questão que evidencia de forma mais clara o viés de fusão
                demonstrado pelos professores brasileiros é a B29b, que questiona se o criacionismo
                contradiz as crenças do professor. Apenas os professores brasileiros negaram esse
                viés, contrariando os professores uruguaios e argentinos. Isso pode ser uma das
                explicações para a penetração do movimento do design inteligente no Brasil (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B72">Silva <italic>et al</italic>., 2016</xref>). A
                pergunta B.44 solicita que o professor avalie a importância de um designer
                inteligente na evolução das espécies. Mais uma vez, os professores brasileiros
                demonstram maior adesão a essa hipótese de natureza religiosa. No entanto, é
                preocupante perceber que quase 50% dos professores de biologia uruguaios da amostra
                e mais de 60% dos argentinos também se alinham a essa pseudociência. Pode-se sugerir
                que esses professores acreditem que a pseudociência do design inteligente resolveria
                de forma pacífica o conflito entre ciência e religião no ensino da evolução
                biológica, mas isso seria enganoso. Isso ocorre porque esse movimento desconsidera
                premissas básicas (e comprovadas) da evolução biológica, como mutações aleatórias
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B79">Stoltzfus, 2021</xref>) e o papel da seleção
                natural (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Bonner, 1988</xref>), por exemplo, e
                introduz uma entidade sobrenatural no âmbito científico.</p>
            <p>Para analisar o domínio dos conhecimentos básicos sobre evolução biológica pelos
                professores entrevistados na amostra e discutir, a partir disso, seu alinhamento
                religioso em relação à evolução, podem-se utilizar duas perguntas para essa análise.
                A questão B.42 indaga sobre a importância do acaso na evolução das espécies, e a
                maioria dos professores dos três países reconhece a importância do acaso nesse
                processo. No entanto, cerca de 40% dos professores brasileiros consideram esse fator
                pouco ou nada importante na evolução biológica. Dessa forma, esses professores negam
                uma das premissas fundamentais da evolução darwiniana, amplamente respaldada por
                pesquisas (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Longo; Montévil, 2012</xref>), revelando
                possíveis deficiências na formação inicial e contínua desses profissionais no Brasil
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B44">Oleques; Bartholomei-Santos; Boer,
                2011</xref>). Por fim, outra questão que pode contribuir para a compreensão dessa
                lacuna entre os professores brasileiros na amostra é a pergunta B.45, que solicita
                que os professores indiquem o grau de importância do ambiente na evolução das
                espécies (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Jackson; Budd; Coates, 1996</xref>), um
                fator amplamente reconhecido por seu papel, inclusive na ação da seleção natural
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B85">Wade; Kalisz, 1990</xref>). Embora a maioria
                dos professores nos três países considere o ambiente como um elemento de grande
                importância na evolução biológica, 20% dos professores brasileiros discordam,
                revelando uma deficiência significativa na formação e no entendimento de 1/5 dos
                docentes da amostra.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Qual a relevância de Deus na evolução das espécies?</title>
            <p>A importância de Deus na evolução das espécies é uma questão abordada neste contexto.
                Para muitos autores, não há incompatibilidade entre a crença em um Deus, a prática
                de uma religião e a compreensão de que a evolução biológica é um fato comprovado
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Ayala, 2007b</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B19">Collins, 2006</xref>). Inclusive, o próprio Charles Darwin mencionou
                em uma correspondência que o conflito entre religião e sua teoria era desnecessário
                e contraproducente, ao escrever: “[...] quanto aos meus sentimentos religiosos [...]
                considero-os como assunto que a ninguém possa interessar senão a mim mesmo. Posso
                adiantar, porém, que não me parece haver qualquer incompatibilidade entre a
                aceitação da teoria evolucionista e a crença em Deus.” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B21">Darwin, 18--</xref>).</p>
            <p>No entanto, essa incompatibilidade precisa ser examinada em ambientes onde a
                religiosidade é mais intensa, em contextos nos quais o criacionismo e o design
                inteligente possam estar sendo introduzidos, ou nos quais se pretende sua
                introdução, como foi demonstrado anteriormente no Brasil.</p>
            <p><fig>
                    <label>Gráfico 2</label>
                    <caption>
                        <title>Como os professores de Biologia percebem a importância de Deus no
                            processo evolutivo, na Argentina, no Brasil e no Uruguai</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24009-gf02.png"/>
                    <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B64">Silva (2015</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B65">2022b</xref>).</attrib>
                </fig></p>
            <p>Para a análise estatística das respostas dos professores, foi realizado o teste de
                Kruskal-Wallis, o qual revelou uma diferença significativa entre as opções de
                resposta à pergunta <italic>Indique sua avaliação da importância de Deus na evolução
                    das espécies</italic> nos três países investigados (H=66,99; p=0). Para examinar
                as diferenças estatísticas entre os países de forma comparativa, foi conduzido o
                teste de Mann-Whitney, que demonstrou a existência de uma diferença estatisticamente
                significativa entre o Brasil e os outros dois países. As diferenças entre Brasil e
                Uruguai (Z=-6,48; p=0) e entre Brasil e Argentina (Z=−6,97; p=0) foram consideradas
                notáveis. Conforme evidenciado no gráfico, a diferença mais relevante entre o Brasil
                e os outros dois países reside na resposta <italic>Muito importante</italic>, na
                qual há um número significativo de brasileiros indicando essa opção em contraste com
                poucos argentinos e uruguaios. A resposta predominante dos uruguaios e argentinos
                foi <italic>nenhuma importância</italic>.</p>
            <p>Deve-se ponderar que, embora seja necessário respeitar a religiosidade dos alunos e
                professores, as aulas de ciências e biologia devem ser espaços neutros nesse
                aspecto. É fundamental que o tema da evolução biológica seja ensinado com qualidade,
                embasado em argumentos científicos (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Lerner,
                    2001</xref>). Infelizmente, muitos professores brasileiros não seguiram esse
                pressuposto ao analisar essa questão, pois parecem promover uma fusão entre ciência
                e religião ao inserir uma figura divina no processo evolutivo. Seria necessário dar
                continuidade a essa investigação para verificar se essa ideia de Deus participando
                da evolução é levada para as aulas de Biologia, ou figura apenas como uma convicção
                pessoal do professor, as entrevistas sugerem que a primeira opção muitas vezes
                ocorrem (<xref ref-type="bibr" rid="B65">Silva, 2022b</xref>). É destacada a
                importância de os professores brasileiros considerarem a escola e o ambiente da sala
                de aula de forma secular ao ensinar a evolução biológica, evitando a introdução de
                questões religiosas em suas abordagens sobre o tema (<xref ref-type="bibr" rid="B27"
                    >Glória, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B84">Vieira; Falcão,
                    2012</xref>). Obviamente, para isso, é fundamental que possuam sólidos
                fundamentos sobre o assunto, a fim de evitar preencher as lacunas do conhecimento
                com conceitos que não fazem parte do escopo de suas aulas (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B83">Tidon; Vieira, 2009</xref>). A maioria dos professores uruguaios e
                argentinos, apesar de se declararem religiosos, teve uma percepção oposta em relação
                à participação de Deus na evolução biológica, alinhando-se ao conceito de
                Magistérios não-interferentes. Essa ideia propõe que religião e ciência possam
                coexistir pacificamente, reconhecendo o valor de ambas e com respeito mútuo (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B28">Gould, 1997</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B29"
                    >2002</xref>).</p>
            <p>Com base nas categorias de relações entre ciência e religião que guiaram a análise
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Barbour, 1990</xref>), pode-se observar que uma
                parte significativa dos professores brasileiros se enquadra na categoria de
                integração, pois estão misturando os dois campos ao acreditar que Deus participa do
                processo evolutivo. No entanto, há um risco nessa articulação ao abordar a evolução
                e seu ensino, pois pode se aproximar da visão daqueles que defendem a hipótese do
                design inteligente, o que nega os principais fundamentos do mecanismo evolutivo
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Forrest; Gross, 2007</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B55">Scott; Matzke, 2007</xref>). Essa incorporação
                marcante de preceitos religiosos no ensino da evolução biológica tem sido observada
                por outros autores como uma influência no ensino do tema no Brasil (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B18">Coimbra; Silva, 2007</xref>). Por outro lado, os
                professores argentinos e uruguaios enquadrados na categoria de independência (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B8">Barbour, 2002a</xref>), sendo em sua maioria
                religiosos, não veem a participação de Deus na evolução das espécies. Essa percepção
                pode ser mais produtiva, pois respeita a crença individual, ao mesmo tempo em que
                preserva o ensino dos conceitos relacionados à teoria darwiniana de evolução, que
                foram comprovados (<xref ref-type="bibr" rid="B78">Souza, 2009</xref>).</p>
            <p>A análise dos dados sugere que a religião pode influenciar a concepção dos
                professores em relação à participação de Deus no processo evolutivo. Os padrões de
                religiosidade entre os professores argentinos e uruguaios são semelhantes, assim
                como a concepção geral de que um criador não está envolvido no processo evolutivo.
                Nestes países, os professores religiosos priorizam a perspectiva científica em
                detrimento de suas crenças pessoais (<xref ref-type="bibr" rid="B65">Silva,
                    2022b</xref>). Por outro lado, os professores brasileiros mostraram uma possível
                influência de sua religiosidade na concepção da evolução e Deus, algo já percebido
                por outros autores (<xref ref-type="bibr" rid="B60">Sepulveda; El-Hani,
                2004</xref>). Muitos desses professores no Brasil seguem religiões evangélicas e
                espíritas, diferenciando-se de seus colegas latino-americanos, o que sugere que esse
                tipo de religiosidade pode ter algum papel nessa concepção, especialmente entre os
                evangélicos mais dogmáticos. Em relação aos professores espíritas, existem poucas
                pesquisas analisando uma possível influência dessa crença no ensino de evolução
                biológica (<xref ref-type="bibr" rid="B82">Teixeira; Andrade, 2014</xref>), mas
                nesta investigação, um dos professores entrevistados relatou que quando explicava a
                evolução das espécies e do homem, também apresentava a evolução do espírito,
                promovendo uma inadequada integração da ciência e da religião em sala de aula.
                Pesquisas anteriores identificaram que a religiosidade tem um impacto significativo
                nas aulas, podendo gerar conflitos com as crenças pessoais dos alunos e interferir
                no processo de aprendizado (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Amorin; Leyser,
                    2009</xref>).</p>
            <p>A suposição de que a condição de laicismo do Estado esteja influenciando as
                concepções dos professores na amostra analisada não encontra respaldo em relação às
                respostas sobre a participação do criador no processo evolutivo. O país considerado
                mais secular (Uruguai) e o menos secular (Argentina) apresentaram um padrão de
                respostas semelhante, excluindo a possibilidade de uma participação divina na
                evolução das espécies. No entanto, o país com secularismo relativo (Brasil) teve
                professores na amostra com uma percepção mais alinhada à religião ao considerar a
                participação de uma divindade na evolução biológica. Estudos brasileiros
                identificaram que as crenças religiosas permeiam a questão da origem da vida e da
                evolução quando os professores abordam esses temas em sala de aula, o que levanta
                preocupações quanto ao padrão de respostas dos brasileiros da amostra, pois eles
                podem estar transferindo essas concepções para suas aulas (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B51">Porto; Falcão, 2010</xref>). Além disso, outros estudos indicam que
                essas concepções dos professores levam muitos deles a abordarem a evolução em suas
                aulas como sendo guiada por alguma força sobrenatural e com um sentido de progresso,
                culminando na espécie humana (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Dorvillé,
                2008</xref>).</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>As tendências foram confirmadas pelas entrevistas</title>
            <p>As entrevistas semiestruturadas realizadas com a amostra nos três países confirmaram
                os dados obtidos nas respostas do questionário Biohead-Citizen. Os relatos e
                discursos dos professores evidenciam as possíveis dificuldades de conciliação entre
                ciência e religião, com a inserção de Deus no processo evolutivo entre os
                professores brasileiros da amostra. Algumas dessas falas revelaram lacunas no
                conhecimento sobre a evolução biológica desses docentes no Brasil. A análise
                coletiva do discurso desses profissionais evidenciou essas dificuldades, que parecem
                ser resultado de sua formação inicial e contínua nos temas relacionados. Os
                conflitos internos e na sala de aula em relação às crenças dos alunos e professores
                se tornaram mais evidentes nas entrevistas, especialmente quando abordados temas
                como a origem e a evolução humana, que despertaram uma sensibilidade especial nos
                docentes.</p>
            <p>O relato de uma professora brasileira, reconhecida por sua popularidade na escola,
                pode exemplificar esse tipo de análise e corroborar as discussões decorrentes das
                respostas do questionário:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p><italic>Mesmo assim, quando você pega a respeito da, da evolução do homem, se
                        você pega pela Bíblia, aí você vai cair em Adão e Eva, Caim e Abel... e aí?
                        E o restante? Veio de onde? É igualzinho quando você fala por exemplo, do
                        ovo ou da galinha. Dentro da internet vem que o ovo veio primeiro, que o ovo
                        prevalece primeiro. Como você explica isso para os meninos, que vinha de um
                        réptil, e sofreu uma evolução e uma adaptação... Tem hora que eu não tenho
                        resposta... Então... se o professor que está ensinando tem dúvida, como que
                        ele vai tirar dúvida do aluno... Também... quando você fala a respeito
                        deles, já... Imagina o desuso e o uso... e, é... assim... eu falo, mas eu
                        acho... assim... Sinceramente, eu até passo assim, bem rápido... A religião,
                        não tem como... eu já tentei de tudo quanto é jeito, mas, sinceramente, eu
                        que sou profissional, tenho dúvidas sobre essas questões...</italic></p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>A falta de clareza resultante da inadequada mistura entre ciência e religião é
                evidente, assim como a ausência de conhecimento sobre origem e evolução. A
                professora brasileira reflete sobre questões científicas relacionadas à origem e
                evolução dos animais, mas também faz referências religiosas e tem dificuldade em
                articular essas diferentes perspectivas. Ela reconhece sua falta de conhecimento que
                a impediria de oferecer uma resposta consistente aos alunos, o que é essencial em
                uma aula de Biologia. Além disso, a professora demonstra frustração em relação à sua
                formação, que não a preparou adequadamente para lidar com as polêmicas que surgem
                dos conflitos entre suas próprias concepções e as dos alunos.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p><italic>Eu passo para eles, mas eu falo com eles que eu tenho muita dúvida, muito
                        questionamento. Quando eu estava na faculdade, eu questionei demais a
                        respeito e não tive resposta. Quando você tem as respostas todas. Como,
                        assim, eu mesmo me questiono. Independente dos livros, independente da
                        internet.</italic></p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Outro professor brasileiro, igualmente admirado pelos alunos e com uma sólida
                formação acadêmica (possui mestrado em Biologia), enfrenta desafios ao articular seu
                conhecimento sobre evolução, o senso comum, sua religiosidade e a dos alunos.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p><italic>E do outro jeito, do outro jeito eles falam também alguns acreditam que o
                        homem veio do macaco, então quer dizer, eu pergunto para eles assim, então
                        se veio do macaco por que que não tem macaco virando gente até hoje... então
                        são essas coisas que a gente acha que são obstáculos... Percebo, na escola
                        que eu trabalho tem gente muito religiosa, em termo de protestante, de
                        evangélicos e tem pessoas que não acreditam. Geralmente, alguns professores
                        falam que não acreditam em Deus, eles falam que só acreditam só mesmo na
                        evolução. Simplesmente foi... Não. De jeito nenhum... porque na verdade,
                        quando eles falam isso, eu falo assim, gente, quem que direcionou essa
                        evolução? Foi alguma coisa superior, que coisa superior é essa? Para a
                        gente, a gente fala que é Deus...</italic></p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Os conhecimentos sobre a evolução humana encontram-se confusos e imprecisos,
                fundamentados em percepções do senso comum e desprovidos de embasamento científico.
                Há inclusive críticas direcionadas aos professores que adotam uma abordagem
                exclusivamente científica, mas que articulam conclusões baseadas na hipótese de um
                criador orientando a evolução. Isso pode explicar a popularidade do movimento do
                design inteligente no Brasil, uma vez que até mesmo profissionais que deveriam
                defender os princípios evolucionários acabam por negá-los.</p>
            <p>Por outro lado, os discursos dos professores argentinos e uruguaios não revelaram
                conflitos internos relacionados à religião no ensino da evolução biológica, ao
                contrário do que foi observado entre os professores brasileiros. No entanto, foi
                observado um certo embate em relação à religiosidade dos alunos nos três países, o
                que constitui um desafio intrínseco ao ensino da evolução darwiniana, especialmente
                em uma América</p>
            <p>Latina que está passando por transformações no espectro religioso. Além disso, os
                profissionais abordaram uma dificuldade inerente ao conteúdo, devido à sua natureza
                abstrata e aos conceitos de difícil compreensão por parte dos alunos, como a
                temporalidade da evolução biológica, a falta de exemplos práticos e a presença de
                ideias lamarckistas com uma perspectiva teleológica, que se contrapõem aos
                fundamentos da teoria darwiniana, entre outros obstáculos no tratamento desse
                tópico.</p>
            <p>A declaração de uma professora uruguaia revela que, mesmo lecionando em um país
                considerado mais laico e com uma população mais tolerante em relação aos conflitos
                religiosos, o ensino do tema da evolução não escapa dos enfrentamentos na sala de
                aula.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p><italic>A menos que, excecionalmente, tenha um aluno que pertença a uma religião
                        mais ortodoxa, como os evangelistas ou os adventistas, e para eles seja
                        muito difícil e haja uma dicotomia, aceitar o que lhes ensina e com o que
                        trabalha, mas eles não vão desistir da sua crença.</italic></p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>A professora destaca que esse conflito surge principalmente entre os religiosos,
                especialmente aqueles de religiões mais dogmáticas e inflexíveis na defesa de seus
                princípios. Ela enfatiza que esse radicalismo religioso pode criar, até certo ponto,
                uma dificuldade de diálogo entre as crenças dos alunos e o que é incumbência do
                professor abordar em sala de aula no ensino da evolução das espécies.</p>
            <p>No entanto, a partir dessa análise dos discursos das entrevistas, é possível perceber
                uma possibilidade de reconciliação entre o criacionismo e a teoria evolutiva no
                ensino desta última. Essa reconciliação parece ser mais viável entre os professores
                argentinos e uruguaios, pois, mesmo sendo religiosos, suas falas revelaram a
                possibilidade de um docente ser criacionista e, ao mesmo tempo, compreender e
                valorizar o conhecimento sobre a evolução das espécies, incluindo a evolução humana.
                No entanto, é importante ressaltar que esse movimento de conciliação é mais complexo
                no contexto escolar brasileiro, pois os discursos revelaram um maior alinhamento com
                as ideias do design inteligente, que negam os fundamentos da teoria
                evolucionista.</p>
            <p>Uma professora argentina exemplifica claramente esse potencial e os desafios no
                ensino da evolução, mesmo não enfrentando um ambiente tão marcado como o brasileiro
                e sem enfrentar conflitos com sua própria religiosidade.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p><italic>Sim, sim. Tive um caso em que um dos rapazes era evangélico e disse-me:
                        Professor, eu sei que o senhor é ateu. Eu não sou ateu, disse eu, eu
                        acredito em Deus. Ótimo, mas o programa curricular diz que temos de ver os
                        diferentes tipos de teorias. E ele não parou, argumentou comigo até à morte
                        que eu era ateu porque ensinava teorias evolutivas e que não acreditava em
                        Deus quando lhe disse isto</italic>.</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Essa docente não parece enfrentar conflitos internos e busca conciliar o embate que o
                aluno sugere. Embora seja religiosa e acredite em Deus, isso não a impede de
                reconhecer que a evolução tem fundamentos e bases que não necessariamente entram em
                conflito com sua fé e religiosidade.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Conclusões</title>
            <p>Os resultados da pesquisa evidenciaram que em todos os países há certas dificuldades
                no ensino da evolução biológica, sendo mais acentuadas no Brasil, especialmente em
                relação à religiosidade de alunos e professores. É essencial empreender esforços
                acadêmicos e didáticos para superar essas adversidades, garantindo que a teoria
                evolutiva, de grande importância para a ciência e a sociedade moderna, não seja
                negligenciada, e que o ambiente da sala de aula seja utilizado para aulas com
                abordagem laica.</p>
            <p>É fundamental construir a noção de que compreender e aceitar a teoria evolutiva não
                implica negar a possível existência de uma entidade divina. Ao mesmo tempo, é
                contraproducente introduzir questões religiosas no ambiente das aulas de ciências e
                biologia, pois isso compromete a qualidade do ensino e desrespeita as diversas
                crenças, ou a ausência delas, entre os alunos. É necessário evitar essa abordagem
                para garantir a oferta de aulas de qualidade sobre os conceitos de evolução sem
                fazer uma integração forçada com os fundamentos religiosos, como proposto pelo
                movimento do design inteligente.</p>
            <p>Por fim, é importante incentivar a realização de mais pesquisas que investiguem o
                ensino da evolução na América Latina, especialmente no Brasil, e como as concepções
                dos professores sobre esse tópico impacta nas salas de aula e nas aulas de biologia.
                Dessa forma, será possível diagnosticar melhor os problemas existentes nesse ensino
                e mapear as melhores estratégias para superá-los, promovendo um dos conceitos mais
                importantes para a Biologia e toda a ciência.</p>
        </sec>
    </body>
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