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                <journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
                    (Bauru)</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="ppub">1516-7313</issn>
            <issn pub-type="epub">1980-850X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
                    Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
                    Bauru.</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="publisher-id">00010</article-id>
            <article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240010</article-id>
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                    <subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
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                <article-title>Aspectos da interdisciplinaridade em dissertações e teses que versam
                    sobre a Robótica Educacional com alunos de escolas públicas de Educação
                    Básica</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Aspects of interdisciplinarity in dissertations and theses on
                        Educational Robotics with students in public Basic Education
                        schools</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0562-2189</contrib-id>
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                        <surname>Santos</surname>
                        <given-names>Marli Regina dos</given-names>
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                    <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
                    <xref ref-type="corresp" rid="c1"/>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-8482-4001</contrib-id>
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                        <surname>Meneghetti</surname>
                        <given-names>Renata Cristina Geromel</given-names>
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            <aff id="aff1">
                <label>1</label>
                <institution content-type="normalized">Universidade Federal de Ouro Preto
                    (UFOP)</institution>
                    <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Ouro Preto
                    (UFOP)</institution>
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                    <named-content content-type="city">Ouro Preto</named-content>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Ouro
                    Preto, MG, Brasil</institution>
                <email>marli.santos@ufop.edu.br</email></aff>
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                <label>2</label>
                <institution content-type="normalized">Universidade de São Paulo (USP)</institution>
                <institution content-type="orgname">Universidade de São Paulo (USP)</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Ciências Matemáticas e de
                    Computação (ICMC)</institution>
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                <country country="BR">Brasil</country>
                <institution content-type="original">Universidade de São Paulo (USP), Instituto de
                    Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), São Carlos, SP,
                    Brasil</institution>
            </aff>
            <author-notes>
                <corresp id="c1">Autora correspondente:
                    <email>marli.santos@ufop.edu.br</email></corresp>
            </author-notes>
<!--            <pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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            <pub-date pub-type="epub-ppub">
                <year>2024</year>
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                    <year>2023</year>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
                        reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
                        seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este artigo apresenta um estudo teórico-bibliográfico que teve como objetivo
                    investigar aspectos da interdisciplinaridade presentes em dissertações e teses
                    que se voltam para a Robótica Educacional (RE) no desenvolvimento de ações com
                    alunos da Educação Básica regular pública. Discute a interdisciplinaridade em
                    seus aspectos epistemológicos no âmbito da Educação Matemática e de suas
                    interfaces com outras áreas de conhecimento. Anuncia o estudo realizado que, por
                    meio de uma análise interpretativo-fenomenológica de excertos das pesquisas
                    selecionadas, buscou compreender como a interdisciplinaridade nelas se
                    apresenta. Nos resultados, destacam-se características e potencialidades
                    interdisciplinares da RE; abordagens de ensino atreladas; e caminhos para o
                    trabalho pedagógico. Evidenciam-se possibilidades da RE na promoção de práticas
                    que visem transcender o conhecimento compartimentado, em especial no campo da
                    Educação Matemática, destacando a abertura para a integração das disciplinas nos
                    espaços públicos de ensino, em direção a uma aprendizagem sistêmica na qual os
                    saberes dialoguem.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>We have conducted a theoretical and bibliographical study to investigate
                    interdisciplinary aspects in dissertations and theses on Educational Robotics
                    (ER) involving actions with students of regular schools of public Basic
                    Education. Our focus was on interdisciplinarity in Mathematics Education and its
                    intersections with other fields of knowledge. The study entailed an
                    interpretative-phenomenological analysis of selected research excerpts to
                    explain the relationship between knowledge and interdisciplinary aspects. The
                    findings emphasize the potential and interdisciplinary nature of educational
                    robotics, teaching approaches, and pedagogical strategies. The study identified
                    possibilities for ER to promote practices that transcend isolated knowledge,
                    particularly in Mathematics Education. The results also highlight the potential
                    for integrating different disciplines in public education towards systemic
                    learning.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Pesquisa bibliográfica</kwd>
                <kwd>Educação básica</kwd>
                <kwd>Educação matemática</kwd>
                <kwd>Robótica educativa</kwd>
                <kwd>Interdisciplinaridade</kwd>
                <kwd>Abordagem fenomenológica</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Bibliographical research</kwd>
                <kwd>Basic education</kwd>
                <kwd>Mathematics education</kwd>
                <kwd>Educational robotics</kwd>
                <kwd>Interdisciplinarity</kwd>
                <kwd>Phenomenological approach</kwd>
            </kwd-group>
        <counts>
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				<equation-count count="0"/>
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		</article-meta>
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        <sec>
            <title>Robótica Educacional</title>
            <p>No Brasil, a inserção das tecnologias digitais com fins educacionais teve início na
                década de 1980, com a disponibilização dos primeiros computadores nas escolas. Em
                termos das ações de ensino e aprendizagem, essa fase inicial foi marcada,
                principalmente, pela utilização da linguagem LOGO, pioneira quanto ao uso
                educacional das tecnologias e ainda presente em ações de ensino atualmente. Seu
                criador, Seymour Papert, tinha como objetivo colocar os estudantes em interação com
                o dispositivo computacional, de modo que pudessem programar a trajetória de um
                    <italic>robô tartaruga</italic> na criação de desenhos geométricos. O projeto
                físico consistia em uma espécie de objeto móvel com uma caneta acoplada que
                registrava o resultado do movimento dado por comandos simples de direção, formando
                desenhos no chão e possibilitando ‘ver’ o resultado do que foi planejado, avaliá-lo
                e modificar a programação ou continuar com um próximo desafio (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B33">Papert, 2008</xref>).</p>
            <p>As ideias e as pesquisas de <xref ref-type="bibr" rid="B33">Papert (2008)</xref>
                foram centrais para criar um movimento específico nos espaços de ensino, abrindo
                caminho para serem pensadas as possibilidades para o ensino e aprendizagem
                potencializados pela introdução da programação, sendo a Robótica Educacional (RE)
                uma vertente derivada desse movimento em sintonia com o desenvolvimento de
                habilidades atreladas ao pensamento computacional (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                    >Brackmann, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">Oliveira; Araujo,
                    2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Valente, 2016</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B47">Wing, 2014</xref>). Na construção e na programação de
                um robô, pode-se mobilizar a combinação de vários conhecimentos, podendo avançar na
                exploração de situações cotidianas comuns aos alunos. Pode-se, também, ressaltar o
                trabalho em grupo na construção de um projeto robótico, explorando, coletivamente,
                aprendizagens e habilidades como a cooperação e a colaboração.</p>
            <p>Estudos sobre robótica realizados em países desenvolvidos (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B1">Anwar <italic>et al</italic>., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B46">Weinberg; Yu, 2003</xref>) indicam que ela tem se tornado uma
                ferramenta educacional de sucesso, devido a três fatores principais: a experiência
                única oferecida aos estudantes, na qual eles recebem um feedback, ao vivenciarem
                fisicamente seu trabalho; o custo das tecnologias digitais (nesses países) vem
                diminuindo, facilitando a aquisição de equipamentos com propósitos educacionais; as
                plataformas, com peças de fácil instalação e configuração, têm favorecido o manuseio
                de motores e sensores e a programação por meio de um computador plugado ao
                equipamento.</p>
            <p>Entretanto, a realidade do contexto brasileiro não é a mesma dos países desenvolvidos
                e, considerando o cenário agravado pela recessão econômica devido à pandemia de
                Covid, a inserção da RE nas escolas brasileiras, principalmente nas públicas, é
                quase nula. Equipamentos baratos e de fácil utilização são uma realidade distante
                para muitas delas que, muitas vezes, sequer possuem estruturas físicas e humanas
                adequadas para o desenvolvimento de ações didáticas envolvendo tecnologias mais
                comuns, como computadores e tablets. Além disso, para um uso adequado das
                potencialidades da robótica no ensino (para além de tê-la como adorno) são
                necessárias ações voltadas para a formação dos professores, o que se mostra, na
                atualidade, distante em termos das políticas públicas de formação docente inicial ou
                continuada.</p>
            <p>Ainda que tal contexto se imponha, estudos envolvendo a RE indicam que ela pode levar
                o estudante a pensar sobre um problema, ou situação, e agir traçando estratégias,
                formulando hipóteses, investigando soluções e tirando conclusões, mobilizando, em
                muitos casos, diferentes habilidades ou conhecimentos, o que demanda o estudo de
                conceitos e saberes diversos (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Gesser, 2022</xref>).
                Nesse sentido, propostas envolvendo a RE podem alavancar projetos e discussões com
                vista às conexões entre os conteúdos, indicando que ela possui caráter
                multidisciplinar, podendo avançar para a interdisciplinaridade.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B35">Peralta e Guimarães (2018)</xref>, ao analisarem a
                robótica como constituinte de uma prática pedagógica interdisciplinar alternativa ao
                ensino tradicional de conteúdos curriculares, verificam, no relato de professores, o
                potencial metodológico que ela apresenta para fazer conexões entre as áreas
                disciplinares, já que</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] a robótica na escola para o professor representa prática para interagir,
                    ensinar e avaliar, promovendo comunicação entre o corpo docente, pois requer a
                    mobilização de conhecimento das diversas áreas disciplinares. Para os alunos
                    representa estímulo à ação física e mental; pois, através da montagem e
                    manipulação de robôs, podem construir hipóteses, testá-las e reconstruí-las.
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Peralta; Guimarães, 2018, p.
                    43</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Poder desenvolver ações com alunos em distintas disciplinas se configura como um
                caminho viável, por exemplo, ao envolver conceitos geométricos e aqueles da física
                (ou do design e da Arte) na criação de algo que irá se mover ou realizar uma tarefa
                programada, como o braço de um robô. Ao mobilizar diferentes conhecimentos, a RE
                sinaliza possibilidades de um trabalho, em que seu desenvolvimento pode direcionar
                para as relações entre os saberes e as disciplinas demandados. Nesse sentido,
                pode-se avançar em direção a um trabalho interdisciplinar no qual os conhecimentos
                se articulam com fins em um objetivo.</p>
            <p>Visando compreender como as inter-relações entre diferentes conhecimentos e
                disciplinas são abordadas em dissertações e teses, envolvendo práticas pedagógicas
                com a RE com alunos, o estudo aqui enfocado investigou aspectos da
                interdisciplinaridade que se destacam nessas pesquisas acadêmicas, direcionando as
                discussões no âmbito das conexões entre os saberes e os conteúdos do currículo da
                Educação Básica. Tal estudo tem como questão diretriz: <italic>Que aspectos da
                    interdisciplinaridade, na perspectiva da Educação Matemática, podem ser
                    evidenciados em dissertações e teses que desenvolvem atividades ou práticas com
                    a RE com alunos de escolas públicas de Educação Básica regular?</italic></p>
            <p>Considerando que o conceito de <italic>interdisciplinaridade</italic> é polissêmico,
                podendo ganhar facetas específicas, conforme o âmbito no qual se destaca, a
                discussão apresentada a seguir se sustenta em autores eminentes na área em que o
                estudo ocorre, a Educação Matemática. Posteriormente a essa discussão, apresentamos
                os procedimentos e os resultados do estudo teórico-bibliográfico realizado.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Sobre a interdisciplinaridade</title>
            <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B7">Bicudo (2008)</xref>, a interdisciplinaridade
                é um modo de proceder que, em sua origem, está pautado na lógica das disciplinas,
                operando de maneira a interconectá-las, colocando-as em relação umas com as outras.
                Na mesma direção, <xref ref-type="bibr" rid="B25">Japiassu (1994, p. 48)</xref>
                explica que o “[...] trabalho interdisciplinar propriamente dito supõe uma interação
                das disciplinas, uma interpenetração ou interfecundação”. As disciplinas se
                retroalimentam, reorganizando abordagens e modos de se olhar para o todo que se
                apresenta.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B24">Japiassu (1976, p. 32)</xref> destaca, ainda, que o
                interdisciplinar cada vez mais se impõe “como o grande princípio de organização dos
                conhecimentos”, em que a unidade da proposta prevalece em detrimento daquilo que é
                específico a cada área ou disciplina. Em seus estudos, o autor aborda, em
                particular, o caráter interdisciplinar das pesquisas científicas e critica a
                especialização que, de certo modo, se apresenta como um astigmatismo diante do
                problema investigado, não permitindo um olhar mais amplo sobre ele.</p>
            <p>No âmbito do ensino, podemos traçar um paralelo: a compreensão de diversas situações
                cotidianas perpassa diferentes saberes, porém, na escola, os conteúdos, muitas
                vezes, são apresentados de forma estanque e desligada entre si, não permitindo
                estabelecer relações que levem a entendê-las. Na construção de uma casa, na
                plantação de uma hortaliça, na reciclagem de algum material, no fluxo de informações
                nas redes sociais, a complexidade das situações requer a mobilização de saberes que
                permitam abrangê-las. Por outro lado, as disciplinas escolares são organizadas
                conforme aspectos específicos de seus conteúdos e, muitas vezes, os alunos não os
                relacionam com as mais simples situações cotidianas. É comum, nesse sentido, os
                alunos questionarem <italic>“pra que irei usar isso?”</italic>. Esse modo de operar
                com as disciplinas escolares, que dá destaque às especializações, pode excluir a
                possibilidade de uma compreensão significativa e crítica de um fenômeno analisado.
                No sentido contrário a essa vertente – e visando à integração das disciplinas que
                compõem o currículo –, as orientações e os documentos oficiais têm sinalizado para
                as conexões entre as disciplinas e saberes, visando à formação dos alunos. As
                    <italic>Diretrizes Curriculares Nacionais</italic> (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B11">BRASIL, 2013, p. 34</xref>) indicam que a interdisciplinaridade e a
                contextualização “[...] devem ser constantes em todo o currículo, propiciando a
                interlocução entre os diferentes campos do conhecimento e a transversalidade do
                conhecimento de diferentes disciplinas”. Os <italic>Parâmetros Curriculares
                    Nacionais</italic> (PCN) (<xref ref-type="bibr" rid="B12">BRASIL, 1997</xref>)
                propõem a inserção de <italic>Temas Transversais</italic> ao currículo, englobando
                temáticas que se mostram emergentes e permeáveis às várias disciplinas, com destaque
                àqueles que emergem de situações atuais à sociedade.</p>
            <p>Já o atual documento orientador da Educação Básica, a <italic>Base Nacional Comum
                    Curricular</italic> (BNCC) (<xref ref-type="bibr" rid="B10">BRASIL,
                2018</xref>), destaca as habilidades e as competências específicas das disciplinas
                curriculares tencionando um aprendizado no qual as informações, o conhecimento e os
                valores abordados sejam instrumentos de percepção, interpretação, julgamento,
                atuação e desenvolvimento pessoal. De modo mais direcionado, enfatizam que os
                aspectos e os conteúdos tecnológicos associados ao aprendizado científico e
                matemático são parte essencial da formação cidadã, e não apenas da
                profissionalizante. Ainda, no âmbito específico da disciplina de matemática, a BNCC
                destaca possibilidades para o “[...] estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões
                culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões
                do consumo, trabalho e dinheiro” (<xref ref-type="bibr" rid="B10">BRASIL, 2018, p.
                    269</xref>).</p>
            <p>Assim, documentos e orientações curriculares oficiais apontam para um modo de
                organizar o currículo e os processos de ensino e aprendizagem sustentado na
                integração dos saberes e das explorações de suas diferentes dimensões e
                interconexões. Ao promover o diálogo entre as diferentes disciplinas escolares,
                reitera-se a possibilidade de interações entre professores na criação de propostas
                de ensino com vistas a uma aprendizagem mais ampla, significativa e menos
                mecanizada.</p>
            <p>Por outro lado, tanto no âmbito do ensino como no da pesquisa, o trabalho
                interdisciplinar não é simples nem fácil de ser operado, já que a própria cultura
                escolar e acadêmica atua na lógica de estancar os conhecimentos em ‘caixinhas’, sem
                destaque para as relações entre eles ou para a ampliação de seus horizontes
                epistemológicos. A interdisciplinaridade, portanto, questiona o que está posto,
                exigindo aberturas para que possa vir a ser implementada.</p>
            <p>Assim, um trabalho pedagógico envolvendo diferentes disciplinas pode avançar pela
                interdisciplinaridade ou se manter como um trabalho multidisciplinar, no qual há uma
                junção em que cada uma tem seu papel estanque das demais, e o professor aborda,
                unicamente, aquilo que se refere ao seu conteúdo – mesmo que dentro de uma temática
                maior. Para além de um somatório de conhecimentos, em que cada disciplina traz as
                ideias e os conceitos concernentes ao seu repertório, o trabalho interdisciplinar
                exige aberturas que viabilizem que uma disciplina adentre no espaço da outra, sendo
                ressignificada e ressignificando as demais. Por isso, o trabalho interdisciplinar
                perpassa e conecta os conteúdos e as áreas de conhecimento, requerendo uma postura
                de abertura ao outro. Enfim, ele demanda “estar-se disposto a mover-se em direção ao
                outro”, reordenando referências quando necessário (<xref ref-type="bibr" rid="B40"
                    >Santos, 2006, p. 158</xref>).</p>
            <p>No âmbito pedagógico e escolar, o trabalho abrangendo várias disciplinas, construído
                no movimento de trocas, pode caminhar na perspectiva do conhecimento que se completa
                em suas articulações com os saberes envolvidos. Para isso, além da abertura ao
                outro, mostra-se importante reconhecer como legítimas as diversas abordagens que
                emergem da experiência com variadas disciplinas, seus conteúdos e suas lógicas. A
                própria Educação Matemática, como área do saber que se caracteriza pela
                interdisciplinaridade com diversas outras áreas, explicita a necessidade de se
                buscarem formas de se relacionar com os conhecimentos que constituem suas
                interfaces, dando relevância a eles. Conforme D´Ambrósio (1997, p. 37), um trabalho
                que visa ultrapassar os limites impostos pelas disciplinas pede uma “[...] postura
                de reconhecimento onde não há espaço e tempos culturais privilegiados que permitam
                julgar e hierarquizar – como mais corretos ou mais verdadeiros – complexos de
                explicação”. O autor aponta que se pode caminhar em direção à transdisciplinaridade,
                transcendendo a interdisciplinaridade, ao superar as inter-relações e se caminhar
                para abordagens que solicitam diferentes olhares de um mesmo vidente (D´Ambrósio,
                1997).</p>
            <p>Ainda que o trabalho pedagógico interdisciplinar se apresente como um desafio,
                mostra-se importante tangenciar a (e, se possível, adentrar pela)
                interdisciplinaridade em meio às distintas disciplinas escolares, verificando
                potencialidades ou limitações do trabalho coletivo, vislumbrando possibilidades de
                se ampliarem as interações com os alunos ao envolver diferentes conceitos em um
                enfoque que articula e direciona os conhecimentos que podem ser compartilhados
                mutuamente. Práticas que envolvam, direta ou indiretamente, diferentes disciplinas
                podem sinalizar ações e posturas que favorecem a integração entre elas e a promoção
                da interdisciplinaridade. Ao nos atentarmos para a matemática, são muitas as
                conexões que podem ser estabelecidas em diferentes situações e com diversos saberes,
                indicando possibilidades para o trabalho interdisciplinar e para ações formativas.
                Mostra-se importante compreender os significados que emergem de propostas,
                atividades, abordagens e recursos nos quais a participação de distintos
                conhecimentos pode sugerir novos olhares e novas formas de se conceber o seu
                desenvolvimento com os alunos. Nessa direção, a RE se apresenta como um caminho
                propício para efetivar ações formativas interdisciplinares.</p>
            <p>O estudo destacado neste artigo se volta para pesquisas acadêmicas, envolvendo a RE
                com alunos de Educação Básica regular, buscando compreender aspectos da
                interdisciplinaridade presentes nessas pesquisas e, como consequência, intentando
                contribuir com a identificação de características, posturas e ações relevantes ao
                trabalho integrador no âmbito escolar.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Procedimentos metodológicos e categorização das dissertações e das teses</title>
            <p>O estudo realizado, e aqui destacado, foi conduzido por meio de uma análise
                teórico-bibliográfica (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Amaral, 2007</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Lamin Netto; Santos; Meneghetti, 2020</xref>) de
                dissertações e teses envolvendo a RE em atividades ou práticas com alunos.
                Delineamentos foram se constituindo na definição do estudo, direcionando-o para
                aquelas pesquisas cujas ações se deram em turmas regulares de alunos de escolas
                públicas de Educação Básica visando, assim, compreender possibilidades de
                desenvolvimento da RE em sua dimensão interdisciplinar no contexto da sala de aula.
                Foram excluídas, portanto, pesquisas realizadas no ensino particular, técnico ou em
                outra modalidade específica. Pontuamos que robótica e a interdisciplinaridade estão,
                de certo modo, mais presentes no ensino técnico que no regular devido às suas
                especificidades e características. Já nas escolas particulares, há que se considerar
                que, em muitos casos, a RE tem o papel de chamariz, sendo um diferencial para a
                escolha dos pais. Ainda que não consideremos nenhum desses fatores diminuidor da
                relevância de investigações e práticas com a robótica em tais contextos, a exclusão
                de dissertações ou teses nesse âmbito permitiu delinearmos, de modo mais articulado
                e direcionado, a problemática de investigação, anunciada por meio da questão
                diretriz: <italic>Que aspectos da interdisciplinaridade, na perspectiva da Educação
                    Matemática, podem ser evidenciados em dissertações e teses que desenvolvem
                    atividades ou práticas com a RE com alunos de escolas públicas de Educação
                    Básica regular?</italic></p>
            <p>Em maio de 2022 iniciamos a busca das dissertações e das teses no Banco de Teses da
                Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), direcionando-a
                para os programas de pós-graduação em Educação Matemática, Educação, Ensino de
                Ciências e afins. Trabalhos desenvolvidos em programas de outras áreas também foram
                consultados, quando apresentavam títulos com foco em propostas ou práticas
                realizadas com turmas de alunos da Educação Básica. Inicialmente, algumas
                palavras-chave foram utilizadas para implementar a busca. O termo <italic>Robótica
                    Educacional</italic>, isoladamente, indicou 265 pesquisas que, em sua grande
                maioria, não contemplavam ações com alunos do nível considerado. Refinando a busca
                com os termos <italic>Robótica Educacional</italic> e <italic>Educação
                    Básica</italic> foram encontradas 26 pesquisas, sendo que 13 foram selecionadas
                para análise e as demais excluídas por serem voltadas para a formação inicial ou
                continuada de professores (8 pesquisas), para o estado da arte (2) ou para espaços
                não formais de ensino ou ensino técnico (3). Percebemos que nem todas as pesquisas
                potenciais para nosso estudo foram contempladas nessa primeira seleção, pois algumas
                não utilizavam nas palavras-chave o termo <italic>Robótica Educacional</italic>, mas
                apenas <italic>Robótica</italic>. Realizamos, então, uma nova busca com os termos
                Robótica e Educação Básica, que destacou 46 pesquisas, muitas delas já haviam
                aparecido na seleção anterior. Buscamos também por <italic>Robótica
                    Educativa</italic> (23 pesquisas); <italic>Robótica Educacional</italic> e
                    <italic>Interdisciplinaridade</italic> (8); e <italic>Robótica
                    Educacional</italic> e <italic>Interdisciplinar</italic> (27). Excluindo-se
                aquelas pesquisas comuns às 13 encontradas na primeira busca, e aquelas fora dos
                critérios delineados, outras 19 pesquisas foram destacadas, totalizando 32 pesquisas
                potenciais para o estudo. Dessas, quatro não foram disponibilizadas publicamente
                pelos autores, impossibilitando a análise. Um olhar minucioso para as 28 restantes
                indicou que duas eram voltadas exclusivamente para alunos com deficiência e três não
                desenvolveram ações com turmas regulares. Foram, assim, ao final, selecionadas e
                analisadas as 23 pesquisas restantes (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Aragao,
                    2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">Azevedo, 2018</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B5">Barbosa, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14"
                    >Brito, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Campos, 2011</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B16">Castilho, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17"
                    >Costa, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Cuch, 2018</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B21">Galvao, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23"
                    >Gomes, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Jorge, 2021</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B28">Maffi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29"
                    >Maliuk, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Martins, 2017</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B31">Medeiros, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B34">Paulino, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Provin,
                    2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos, 2010</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B38">Santos, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41"
                    >Silva, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Silva, 2018</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B43">Souza, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B48"
                    >Zanatta, 2013</xref>, conforme o <xref ref-type="table" rid="T1">quadro
                    1</xref> que segue.</p>
            <table-wrap id="T1">
                <label>Quadro 1</label>
                <caption>
                    <title>Informações das pesquisas analisadas</title>
                </caption>
               <table frame="hsides" rules="groups">
                    <thead style="background-color:#e4e8f4">
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Autor / Ano / Título</th>
                            <th align="center" valign="middle">Programa / Instituição</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">1. ARAGAO, Franciella. (2019).
                                    <italic>Robótica educativa na construção do pensamento
                                    matemático</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Ensino de
                                Ciências Naturais e Matemática – Universidade Regional de
                                Blumenau</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">2. AZEVEDO, Edjane Mikaelly Silva de.
                                (2018). <italic>A fluência digital e a utilização da robótica
                                    educacional mediante a abordagem do aprender fazendo e do
                                    brincar com crianças.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Cognição, Tecnologias e
                                Instituições – Universidade Federal Rural do Semi-Árido</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">3. BARBOSA, Fernando da Costa. (2016).
                                    <italic>Rede de aprendizagem em robótica</italic>: uma
                                perspectiva educativa de trabalho com jovens.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Doutorado em Educação – Universidade
                                Federal de Uberlândia</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">4. BRITO, Francinaldo Maciel de.
                                (2016). <italic>Uma proposta de ensino acerca das energias
                                    renováveis</italic>: ações a partir do kit de robótica.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Ensino de
                                Ciências e Matemática – Universidade Estadual da Paraíba</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">5. CAMPOS, Flavio Rodrigues. (2011).
                                    <italic>Currículo, tecnologias e robótica na educação
                                    básica.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Doutorado em Educação – Pontifícia
                                Universidade Católica de São Paulo</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">6. CASTILHO, Maria Ines. (2018).
                                    <italic>Hiperobjetos da robótica educacional como ferramentas
                                    para o desenvolvimento da abstração reflexionante e do
                                    pensamento computacional</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Informática na Educação –
                                Universidade Federal do Rio Grande do Sul</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">7. COSTA, Luciana Monteiro da. (2020).
                                    <italic>Proposta de ensino investigativo em educação ambiental
                                    no ensino médio utilizando robótica e espaços não formais de
                                    aprendizagem</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional Profbio Ensino de
                                Biologia em Rede Nacional – Universidade Federal do Pará</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">8. CUCH, Luiz Roberto. (2018).
                                    E<italic>studo sobre a atenção concentrada em um projeto de
                                    robótica educacional no ensino médio de escolas públicas do
                                    município de Porto União – SC</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Educação e
                                Novas Tecnologias – UNINTER</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">9. GALVAO, Angel Pena. (2018).
                                    <italic>Robótica educacional e o ensino de matemática: um
                                    experimento educacional em desenvolvimento no ensino
                                    fundamental.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Educação – Universidade
                                Federal do Oeste do Pará</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">10. GOMES, Patrícia Nadia Nascimento.
                                (2014). <italic>A robótica educacional como meio para a aprendizagem
                                    da matemática no ensino fundamental</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Educação –
                                Universidade Federal de Lavras</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">11. JORGE, Rodrigo de Almeida. (2021).
                                    <italic>Atividades baseadas na robótica educacional e a
                                    aprendizagem de conceitos de cinemática.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Ensino de
                                Ciências – Universidade Federal de Ouro Preto</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">12. MAFFI, Caroline. (2018).
                                    <italic>Inserção da robótica educacional nas aulas de
                                    matemática</italic>: desafios e possibilidades</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Educação em Ciências e
                                Matemática – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
                                Sul</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">13. MALIUK, Karina Disconsi. (2009).
                                    <italic>Robótica educacional como cenário investigativo nas
                                    aulas de matemática</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Programa de pós-graduação em Ensino de
                                Matemática – Universidade Federal do Rio Grande do Sul</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">14. MARTINS, Amilton Rodrigo de
                                Quadros. (2017). <italic>Uma experiência de utilização da robótica
                                    educacional como provocadora do estado de flow visando
                                    potencializar a capacidade de resolução de problemas e a
                                    criatividade</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Doutorado em Educação – Fundação
                                Universidade de Passo Fundo</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">15. MEDEIROS, Juliana. (2018).
                                    <italic>Movimento maker na educação: creative learning , fab
                                    labs e a construção de objetos para apoio a atividades
                                    educacionais de ciências e tecnologias, no ensino fundamental 2
                                    (séries finais)</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Informática na
                                Educação – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
                                Rio Grande do Sul</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">16. PAULINO, Vagner Lucio. (2019).
                                    <italic>O sentido que alunos do ensino médio atribuem a
                                    atividades de ensino mediadas por robótica
                                educacional</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Educação para
                                Ciências e Matemática – Instituto Federal de Educação, Ciência e
                                Tecnologia de Goiás</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">17. PROVIN, Sara. (2020).
                                    <italic>Interfaces da robótica educativa na ensinagem de alguns
                                    elementos de geometria plana no ensino
                                fundamental.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Ensino de
                                Ciências e Matemática – Fundação Universidade de Passo Fundo</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">18. SANTOS, Jarles Tarsso Gomes.
                                (2021). <italic>Produção de kit de robótica educacional para o
                                    componente curricular ciências</italic>: perspectiva para
                                mobilizar competências e habilidades no âmbito da BNCC.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Inovação em
                                Tecnologias Educacionais – Universidade Federal do Rio Grande do
                                Norte</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">19. SANTOS, Marcelo Fernandes. (2010).
                                    <italic>A robótica educacional e suas relações com o
                                    ludismo</italic>: por uma aprendizagem colaborativa</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Educação em Ciências e
                                Matemática – Universidade Federal de Goiás</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">20. SILVA, Alexandre Jose Braga da.
                                (2014). <italic>Um modelo de baixo custo para aulas de robótica
                                    educativa usando a interface Arduino</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Modelagem Computacional de
                                Conhecimento – Universidade Federal de Alagoas</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">21. SILVA, Heitor Felipe da. (2018).
                                    <italic>Robótica educacional como recurso pedagógico fomentador
                                    do letramento científico de alunos da rede pública de ensino na
                                    cidade do Recife.</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Educação Matemática e
                                Tecnológica – Universidade Federal de Pernambuco</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">22. SOUZA, Isabelle Maria Lima de
                                (2019). <italic>Aplicações da robótica educacional para o
                                    desenvolvimento do pensamento computacional no contexto da
                                    educação básica</italic>.</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado em Ciência da Computação –
                                Universidade Federal de Campina Grande</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">23. ZANATTA, Ronnie Petter Pereira.
                                (2013). <italic>A robótica educacional como ferramenta meto dológica
                                    no processo ensino - aprendizagem</italic>: uma experiência com
                                a segunda lei de Newton na série final do ensino fundamental</td>
                            <td align="left" valign="middle">Mestrado Profissional em Formação
                                Científica, Educacional e Tecnológica – Universidade Tecnológica
                                Federal do Paraná</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN1">
                        <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir dos arquivos da pesquisa.</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>As análises se deram em dois momentos: o primeiro, buscando traçar um panorama geral
                das pesquisas; e o segundo, visando explicitar as categorias de análise. No primeiro
                momento, algumas características das pesquisas foram destacadas, tais como
                modalidade, programa, nível de ensino, recursos adotados e disciplinas e saberes
                envolvidos. Quanto à modalidade, 12 pesquisas são de mestrado profissional, oito de
                mestrado acadêmico e três de doutorado e há uma gama variada de programas onde foram
                realizadas (Educação, Educação Matemática, Ensino de Ciências e Matemática,
                Biologia, Educação Tecnológica e Ensino Científico, Informática e Ciências da
                Computação, Cognição). Existe uma aproximação entre a quantidade de pesquisas que
                desenvolveram propostas no Ensino Fundamental II ou no Ensino Médio, e o recurso
                robótico utilizado na maioria delas contemplou o Kit Lego. Provavelmente isso se
                deve, em parte, aos programas de apoio à inserção da RE nas escolas por meio da
                compra de kits comerciais de robótica, sendo o Lego o mais comum. Apenas seis
                pesquisas utilizaram o Arduino, sinalizando para suas vantagens financeiras, sociais
                e inclusivas. Dentre as disciplinas contempladas nas pesquisas, elas permeiam quase
                todas do currículo da Educação Básica, adentrando também por especificidades do
                pensamento computacional e do pensamento científico, que são abordados como
                competências relevantes à formação dos alunos e que perpassam o currículo, ainda que
                não se configurem como uma disciplina específica. Voltando-nos para os aspectos da
                interdisciplinaridade evidenciados nas pesquisas, e tendo como destaque também os
                termos correlatos como interdisciplinar, integração e integrar, foi possível
                identificar que todas fazem menção a tais aspectos. Com exceção de duas pesquisas
                que apenas tangenciam a temática, todas as demais ressaltam a interdisciplinaridade
                e o trabalho integrador entre as disciplinas como uma característica proeminente da
                RE. Em duas pesquisas, particularmente, a interdisciplinaridade se enfatizou, seja
                como categoria de análise ou como embasamento teórico da pesquisa. Essas
                constatações confirmam a presença e as potencialidades da interdisciplinaridade nas
                propostas com a RE, como anunciado por autores citados anteriormente (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Peralta; Guimaraes, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B37">Queiroz; Sampaio; Santos, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45"
                    >Valente <italic>et al</italic>., 2017</xref>).</p>
            <p>Traçado o panorama geral das pesquisas selecionadas, avançamos nas análises a partir
                da leitura atenta de cada uma delas. Considerando que a interdisciplinaridade
                envolve a correlação entre as disciplinas, buscamos por excertos que remetessem a
                essa perspectiva. Assim, no segundo momento da análise, após um exame detalhado das
                discussões e dos resultados anunciados nas pesquisas, por meio de um registro
                descritivo interpretativo fenomenológico (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Bicudo,
                    2006</xref>) de excertos destacados, adentramos pelos sentidos e significados
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bicudo, 2010</xref>) explicitados quanto à
                interdisciplinaridade da RE, como exemplifica o <xref ref-type="table" rid="T2"
                    >quadro 2</xref>, tendo como norte a questão de investigação do estudo.</p>
            <table-wrap id="T2">
                <label>Quadro 2</label>
                <caption>
                    <title>Exemplo de registro descritivo interpretativo fenomenológico</title>
                </caption>
               <table frame="hsides" rules="groups">
                    <thead style="background-color:#e4e8f4">
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Excertos</th>
                            <th align="center" valign="middle">Sentidos / Significados</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">A robótica educacional tem caráter
                                interdisciplinar, por isso as atividades devem ser desenvolvidas de
                                maneira contextualizada, possibilitando situações de investigação,
                                descoberta.</td>
                            <td align="left" valign="middle">1. Contextualização, investigação e
                                descoberta</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">possibilidade de um conteúdo ou um
                                conceito ser estudado sob diferentes óticas, superando o ensino
                                fragmentado.</td>
                            <td align="left" valign="middle">2. Característica interdisciplinar, e
                                potencialidades</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">o professor de matemática tem um
                                desafio. Esse desafio refere-se ao planejamento de como será feita a
                                contextualização do protótipo que será construído.</td>
                            <td align="left" valign="middle">3. Desafio docente</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">mesmo que se tenha um currículo
                                organizado por disciplinas, é imprescindível desenvolver os
                                conteúdos de forma integrada</td>
                            <td align="left" valign="middle">4. Planejamento</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">por meio da relação entre as
                                disciplinas, as atividades de robótica oportunizam aprendizagens
                                significativas, facilitando o desenvolvimento de conceitos,
                                procedimentos e atitudes.</td>
                            <td align="left" valign="middle">5. Potencialidades</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN2">
                        <p>Fonte: Elaborado pelos autores a partir dos arquivos da pesquisa.</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Foram destacados 184 sentidos a partir de excertos das 23 pesquisas analisadas.
                Posteriormente, em um movimento de encontrar convergências (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B8">Bicudo, 2006</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B6">2010</xref>), esses
                sentidos foram retomados, visando compreender aspectos da interdisciplinaridade e da
                correlação entre os saberes presentes nas pesquisas. Para isso, interrogamos cada
                sentido e, em um movimento reflexivo de retomada do foco de estudo em diálogo com as
                discussões na área, buscamos convergências que levaram à emergência de três
                categorias principais de análise: características e potencialidades
                interdisciplinares da RE, abordagens atreladas à interdisciplinaridade possível com
                a RE, e caminhos e perspectivas para a realização do trabalho interdisciplinar com a
                RE.</p>
            <p>A seguir, apresentamos cada uma delas dialogando com os autores anunciados e trazendo
                alguns excertos para a discussão, de modo que as citações das seções seguintes que
                se referem às pesquisas do <xref ref-type="table" rid="T1">quadro 1</xref> não se
                encontram listadas nas referências ao final deste artigo.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Características e potencialidades interdisciplinares da Robótica
                Educacional</title>
            <p>Nas pesquisas analisadas, nota-se que a RE pode conferir ao aluno ferramentas para
                enriquecer a sua visão de mundo, permitindo que compreenda que um fato ou tema pode
                ser observado e estudado por diferentes pontos de vista ou diferentes frentes de
                análise. Tal aspecto direciona para a interconexão dos saberes no entendimento de
                fenômenos que podem ser abordados por meio da RE, diante das competências que podem
                ser exploradas com a interdisciplinaridade a que ela remete. Assim, conforme
                excerto, a RE se mostra “[...] capaz de fazer a interação com o meio social, com
                ações programadas no ambiente interdisciplinar, promovendo experiências de
                aprendizagem entre os alunos nas diferentes linguagens de programação” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B39">Santos, 2010, p. 13</xref>).</p>
            <p>E as tecnologias e os recursos permitem a ação direta dos alunos, visando à
                aprendizagem e à integração dos conteúdos, já que “[...] a conexão com a tecnologia
                se transforma em uma interdisciplinaridade, que por sua vez traz o sentido do
                ‘fazer’ e faz a interligação dos conteúdos de disciplinas diferentes” (Oliveira,
                2002, p. 15 <italic>apud</italic>
                <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos, 2010, p. 59</xref>, grifo do autor). Desse
                modo, a “[...] a robótica pode ser considerada uma ciência interdisciplinar, pois
                engloba conteúdos de várias áreas, entre elas a física, a matemática, a eletrônica,
                a computação, etc.” (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Cuch, 2018, p. 33</xref>).</p>
            <p>As pesquisas analisadas indicam que a robótica tem potencial para proporcionar
                diferentes aprendizagens ao mesmo tempo em que torna possível a integração de
                diversos conhecimentos em sintonia com a motivação propiciada pela criação de um
                arquétipo robótico capaz de executar as ações planejadas pelos alunos: “O robô
                possibilita a criação de novas formas de interação com o mundo, pois a aprendizagem
                é baseada em experiência social, de relação pela ação e linguagem. Essa relação
                favorece a colaboração e independência” (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Maliuk,
                    2009, p. 31</xref>
                <italic>apud</italic>
                <xref ref-type="bibr" rid="B21">Galvao, 2018, p. 40</xref>); “Para a construção de
                um robô com suas funções, o aluno passa pelos processos de concepção, implementação,
                construção e automação de um mecanismo, sendo essas atividades interdisciplinares
                que envolvem conhecimentos de várias áreas científicas” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B23">Gomes, 2014, p. 21</xref>).</p>
            <p>Na prática das propostas com a RE, aspectos e competências interdisciplinares são
                enfatizados em termos de potencialidades pedagógicas integradas, como a aprendizagem
                colaborativa e a criação, o trabalho em equipe, a comunicação, entre outras, como se
                destacam nos seguintes excertos: “A robótica educacional é uma atividade de
                construção de robôs, que busca desenvolver no aluno: o raciocínio, a colaboração, a
                criatividade e a interdisciplinaridade tão vislumbrada na escola atual” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B39">Santos, 2010, p. 8</xref>); a RE “[...] potencializou
                o trabalho em grupo e cooperação dos alunos e do pesquisador [...] (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B21">Galvao, 2018, p. 95</xref>); tais propostas “[...]
                contemplam uma abordagem que busca desenvolver as competências gerais da BNCC e do
                currículo de maneira integrada” (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Santos, 2021, p.
                    113</xref>).</p>
            <p>Outra potencialidade da RE adiante da formação integrada que ela permite, ressaltada
                nas pesquisas, é a promoção de um olhar mais crítico e autônomo dos alunos para as
                situações dentro e fora da sala de aula. A criatividade igualmente se mostra
                potencialmente viável na promoção de propostas com a RE. “[...] para que assim o
                tempo e o espaço disponibilizado aos alunos possam se constituir em uma nova
                experiência, pautada na interdisciplinaridade e na aprendizagem criativa” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B31">Medeiros, 2018, p. 52</xref>). Verificamos que as
                habilidades e as competências relacionadas com o fazer interdisciplinar convergem
                com aquelas destacadas nas revisões de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Anwar
                        <italic>et al</italic>. (2019)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B22"
                    >Gesser (2022)</xref>, em particular quanto à criatividade da
                experimentação.</p>
            <p>O aspecto lúdico do trabalho com a RE também se destaca em algumas das pesquisas
                analisadas, considerando habilidades que o tangenciam na interdisciplinaridade que
                as propostas promovem: “[...] dependendo da forma como as atividades envolvendo os
                kits de robótica são estruturadas, podem ser tratadas conceitualmente como jogos que
                incorporam o lúdico à aprendizagem de conteúdos escolares” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B23">Gomes, 2014, p. 6</xref>); “[...] o caráter diferenciado das aulas de
                robótica e da ludicidade que ela implementa na aprendizagem” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B34">Paulino, 2019, p. 129</xref>); “[...] os aparatos tecnológicos como a
                robótica educacional e os jogos, e o incentivo à programação de computadores são
                recursos potencializadores para o aprendizado, e são atividades fortemente
                associadas a ludicidade e ao ato de brincar” (<xref ref-type="bibr" rid="B4"
                    >Azevedo, 2018, p. 56</xref>).</p>
            <p>A partir da perspectiva das pesquisas, a robótica viabiliza romper com a abordagem
                fragmentada e compartimentalizada do currículo escolar. Ela não se apresenta como
                mais uma disciplina a ser inserida no currículo isoladamente das demais, mas, sim,
                como um conhecimento que transversaliza os já presentes, exigindo a colaboração
                entre os envolvidos nos projetos a serem executados junto com os alunos. Importante
                ressaltar que, nas pesquisas, não há qualquer menção à tentativa de serem eliminadas
                as disciplinas. Há, em sentido contrário, a busca por adentrar por conteúdos e
                ideias específicas sustentados pelas possibilidades pedagógicas que a abrangência
                dos temas pode remeter, integrando conteúdos teóricos e aplicações práticas com a RE
                e criando um ambiente propício ao aprendizado de conteúdos específicos. <xref
                    ref-type="bibr" rid="B45">Valente <italic>et al</italic>. (2017)</xref>
                corroboram com essa constatação quanto à manutenção das disciplinas numa perspectiva
                integradora: a interdisciplinaridade do aprendizado científico e matemático não
                dissolve nem cancela a disciplinaridade do conhecimento.</p>
            <p>Muito embora praticamente todas as disciplinas da Educação Básica tenham sido
                contempladas em alguma das pesquisas, dentre elas, a matemática e a física ganham
                maior destaque. São enfatizados conteúdos e temas específicos, como por exemplo,
                velocidade, unidade de medida, geometria, e aspectos relacionados aos dispositivos
                robóticos e aos conhecimentos técnicos envolvidos, como eletricidade, eletrônica e
                lógica. Mais especificamente naquelas pesquisas com foco na matemática e seus
                conceitos, reforça-se o papel interdisciplinar na aprendizagem significativa da
                disciplina por meio da robótica. A RE “[...] tem como ideia central a criação de
                ambientes de aprendizagem que utilizem dispositivos robóticos em ambientes
                escolares, com o objetivo de proporcionar a construção do conhecimento matemático,
                perpassando por diferentes áreas científicas” (<xref ref-type="bibr" rid="B21"
                    >Galvao, 2018, p. 93</xref>). Em uma das propostas, os alunos “[...] foram
                incentivados a deduzirem hipóteses (previsões de maneira colaborativa) e elaborarem
                fórmulas matemáticas para a avaliação dos movimentos dos protótipos” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Aragao, 2019, p. 8</xref>). E, como destaca <xref
                    ref-type="bibr" rid="B36">Provin (2020, p. 43)</xref>, a RE</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>Além de desenvolver as habilidades propostas, abre a possibilidade de trabalhar
                    com temas transversais e a aprendizagem de diversos conteúdos
                    interdisciplinares, principalmente na área da Matemática e da Física, aliando a
                    teoria com a prática por meio da experimentação com as tecnologias digitais.</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Em concordância, destacam-se outros excertos: “[...] possibilitando uma ponte com os
                conteúdos da disciplina de matemática, propiciando a interdisciplinaridade que uma
                investigação pressupõe” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Costa, 2020, p. 44</xref>);
                “A Biologia, a Física e a Química são componentes curriculares definidos na BNCC,
                contudo, é desejável que se articulem de forma integrada como área de conhecimento
                denominada Ciência da Natureza e suas Tecnologias” (<xref ref-type="bibr" rid="B26"
                    >Jorge, 2021, p. 15</xref>); “Favorecer a interdisciplinaridade, promovendo a
                integração de conceitos de áreas como matemática, física, eletricidade, eletrônica e
                mecânica” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brito, 2016, p. 28</xref>); “Apesar dos
                alunos apresentarem dificuldades no início dos experimentos quanto ao uso de
                artefatos físicos da RE e dos cálculos, constatamos que houve evolução quanto à
                construção de conceitos matemáticos” (Aragão, 2019, p. 8).</p>
            <p>Assim, o ensino da matemática e de seus conceitos se sustenta na possibilidade de se
                explorar uma ideia sob diferentes óticas, superando o ensino fragmentado e
                mecanizado que, muitas vezes, é associado à disciplina. Dentre as habilidades
                matemáticas destacadas, enfatiza-se o raciocínio lógico que subsidia as ações com a
                RE. Sua correlação com os conceitos e ideias da RE se destaca também nas
                articulações com o pensamento algébrico (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil,
                    2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Valente <italic>et al</italic>.,
                    2017</xref>), mas de modo menos explícito que o anterior nas pesquisas
                analisadas.</p>
            <p>Percebe-se a possibilidade de propiciar aos alunos experiências interdisciplinares,
                oferecendo uma oportunidade pautada na interação entre os conteúdos curriculares,
                tanto das disciplinas como aqueles conteúdos que perpassam a RE, integrando os
                diferentes saberes, próprios das disciplinas específicas, para um fim comum com foco
                no processo de aprendizagem. Como apontam <xref ref-type="bibr" rid="B45">Valente
                        <italic>et al</italic>. (2017)</xref>, a convergência em torno de um projeto
                pedagógico que articule as disciplinas de todas as áreas de conhecimento, tendo como
                meta central a realização dos objetivos educacionais da escola e a qualificação e a
                promoção dos alunos, é de grande valia para qualificar a educação.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Abordagens atreladas à interdisciplinaridade com a Robótica Educacional</title>
            <p>Nas pesquisas há sintonia com o prescrito nas <italic>Diretrizes Curriculares
                    Nacionais</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2013</xref>), as
                quais reiteram que a interdisciplinaridade e a contextualização devem estar
                presentes nas propostas de ensino da Educação Básica. O trabalho em grupo na
                implementação das propostas com a RE também foi amplamente explorado como
                possibilidade para o desenvolvimento da capacidade de organizar e apresentar os
                entendimentos individuais e coletivos. Assim, ao analisar as perspectivas e os modos
                de se implementar as propostas pelas pesquisas, foi possível evidenciarmos
                metodologias ou abordagens específicas de ensino visando à inserção da RE na
                dimensão da interdisciplinaridade. São elas: a exploração de
                    <italic>situações-problema</italic>; o <italic>ensino tecnológico ou
                    científico</italic>; e os <italic>projetos de ensino</italic>. Entretanto, ao
                destacarmos tais abordagens ou metodologias não encontramos convergências associadas
                a um referencial teórico específico. Por outro lado, foi possível apontar aspectos
                que se evidenciaram na implementação das ações com os alunos que permitiram
                identificarmos características e particularidades das abordagens propostas. Assim,
                mesmo que elas não sejam estanques em si e tenham muitas características que as
                aproximam ou diferenciam quando comparamos as pesquisas analisadas, buscaremos
                caracterizar as principais metodologias ou abordagens de ensino associadas aos
                aspectos interdisciplinares da RE.</p>
            <p>A <italic>resolução ou a investigação visando à solução de uma
                    situação-problema</italic> se mostra, em várias pesquisas, como uma abordagem
                motivadora para propostas com a RE, indicando um caminho promissor para alavancar a
                exploração de diferentes conceitos e ideias presentes no currículo da Educação
                Básica: “[...] a perspectiva interdisciplinar da Robótica Educacional manifesta-se,
                principalmente, por meio de atividades contextualizadas, que permitem situações de
                investigação e da relação entre teoria e prática” (<xref ref-type="bibr" rid="B28"
                    >Maffi, 2018, p. 80</xref>); “[...] o modelo proposto incentiva a criação de
                situações problemas do mundo real, culminando em discussões interdisciplinares e em
                experimentações práticas em sala de aula, com o objetivo de testar as soluções
                criadas pelos alunos” (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Silva, 2014, p. 12</xref>). E
                ainda, “Isto está relacionado com a possibilidade de ver diferentes pontos de vista
                para resolver um mesmo problema, que por sua vez tem a ver com a inter-relação entre
                as diferentes áreas de conhecimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Maliuk, 2009,
                    p. 36</xref>).</p>
            <p>As situações ou problemas são abordados por meio da relação entre as disciplinas,
                oportunizando aprendizagens nas atividades com a robótica, promovendo o
                desenvolvimento de conceitos, procedimentos e atitudes. Como destaca a pesquisa de
                    <xref ref-type="bibr" rid="B39">Santos (2010, p. 18)</xref>, “Um dos focos é
                envolver o aluno nas diversas áreas de conhecimento para resolução de problemas,
                numa atitude cooperativa e que possa facilitar ao professor criar situações de
                aprendizagem”. <xref ref-type="bibr" rid="B28">Maffi (2018)</xref>, em suas
                análises, ressalta que</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>A categoria <italic>Interdisciplinaridade</italic>: <italic>diálogo entre as
                        ciências</italic> evidenciou e legitimou que a robótica educacional tem
                    caráter interdisciplinar, por isso as atividades devem ser desenvolvidas de
                    maneira contextualizada, possibilitando situações de investigação, descoberta e
                    aprendizagem de conceitos matemáticos (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Maffi,
                        2018, p. 6</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Outros excertos se voltam para os aspectos positivos da abordagem da resolução de
                situações problema com a RE: “[...] a resolução de problemas que envolveram ações
                dos robôs, comandados pelos alunos, despertou a atenção e a curiosidade do grupo e
                que durante a resolução dos desafios propostos, eles demonstram maior interesse no
                estudo e aplicação de conteúdos matemáticos” (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Gomes,
                    2014, p. 6</xref>); “O PBL se mostrou compatível com a proposta de se construir
                um projeto complexo da robótica educacional” (<xref ref-type="bibr" rid="B30"
                    >Martins, 2017, p. 42</xref>); e “[...] o Pensamento Computacional (PC) emerge
                como um processo de pensamento interdisciplinar englobando habilidades mentais que
                podem ajudar a compreensão e resolução de problemas” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B43">Souza, 2019, p. 4</xref>).</p>
            <p>Como características centrais da abordagem por meio da resolução de
                situações-problema, destacam-se os problemas cotidianos ou os
                    <italic>fictícios</italic>, em que os estudantes podem desenvolver uma postura
                de reflexão pela qual são levados à aprendizagem dos conceitos na prática com a RE
                em um contexto de valorização dos diferentes saberes. No mesmo sentido apontado por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B22">Gesser (2022)</xref>, a resolução de problemas
                se aproxima do trabalho com a RE com destaque para características como a formulação
                de problemas de uma forma que permita usar um computador e outras ferramentas para
                ajudar a resolvêlos, na organização lógica e na análise de dados.</p>
            <p>Outra abordagem na qual algumas pesquisas buscam aproximar a teoria e a prática com
                RE coloca em destaque o <italic>pensamento computacional ou o pensamento
                    científico-tecnológico</italic>. No primeiro caso, aspectos mais específicos da
                robótica ganham realce, como a programação para controlar o robô, por exemplo. Nesse
                sentido, a lógica matemática se destaca no enfoque interdisciplinar, ao tencionar o
                pensamento computacional e a inserção das tecnologias nas salas de aula: “[...]
                pautamos as atividades no aprendizado estruturado de robótica com base em
                fundamentos da computação e buscando estimular as habilidades do PC através de
                atividades práticas” (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Souza, 2019, p. 61</xref>);
                “Como marcas mais evidentes, detectamos a construção e programação de robôs, as
                quais, à medida que se avançaram os estudos sobre o assunto, desenvolveram, nos
                sujeitos, autonomia, colaboração, compartilhamento e autoria tecnológica” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B5">Barbosa, 2016, p. 9</xref>); “[...] um meio adequado de
                aplicação e desenvolvimento do pensamento computacional e, consequentemente, da
                abstração reflexionante, tão importante para o desenvolvimento cognitivo” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B16">Castilho, 2018, p. 157</xref>). Em sentido
                convergente, a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Campos (2011, p.
                    6)</xref> aponta “[...] em que medida a utilização deste recurso pode ser
                considerada integração curricular de tecnologias”. Na direção do indicado pela BNCC
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 2018</xref>), o vínculo entre
                pensamento computacional e pensamento algébrico pode contribuir com o
                desenvolvimento de habilidades da computação e da matemática, permitindo a
                integração de ambos na aprendizagem dos conceitos envolvidos.</p>
            <p>Já nas pesquisas cuja ênfase recai no conhecimento científico ou tecnológico busca-se
                articular, de forma integrada, a área de conhecimento <italic>Ciência da Natureza,
                    Matemática e suas Tecnologias</italic>, em conformidade com indicação dos PCN do
                Ensino Médio (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2002</xref>):</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>Esses objetivos envolvem o estudo aprofundado de conteúdos disciplinares
                    associados aos procedimentos científicos relacionados aos seus objetos de
                    estudo. Tais objetivos também visam a interdisciplinaridade desses saberes com
                    conteúdos tecnológicos e práticos em uma perspectiva integradora. (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B42">Silva, 2018, p. 41</xref>).</p>
                <p>Quando buscamos a formação polivalente dos estudantes e o desenvolvimento de
                    competências científicas de maneira interdisciplinar, é imprescindível articular
                    a robótica educacional com uma proposta metodológica que inclua especialmente
                    processos de investigação por meio da manipulação e exploração de um objeto
                    concreto (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Maffi, 2018, p. 72</xref>).</p>
                <p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino fundamental mencionam o
                    currículo CTS (Ciência – Tecnologia – Sociedade), para o ensino de ciências e
                    suas tendências, identificando a necessidade de um ensino que integrasse os
                    diferentes conteúdos com um caráter interdisciplinar (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B31">Medeiros, 2018, p. 13</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>A ênfase na criatividade e na inovação se apresenta como uma característica marcante
                daquelas pesquisas que destacam o conhecimento científico ou tecnológico, com realce
                para sua importância na formação de alunos <italic>criadores</italic> e
                    <italic>inventivos</italic>: “[...] como o movimento maker pode contribuir na
                realização de atividades baseadas em creative learning no ensino de ciências e
                tecnologias no ensino fundamental – séries finais” (<xref ref-type="bibr" rid="B31"
                    >Medeiros, 2018, p. 6</xref>); “[...] a necessidade de um ensino que integre os
                diferentes conteúdos abordados na disciplina de ciências com as tendências da
                modernidade e os avanços tecnológicas que estamos vivenciando” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B31">Medeiros, 2018, p. 24</xref>). Há uma preocupação com
                a integração curricular por meio das ciências e das tecnologias, apontando a
                importância para a formação dos alunos que, muitas vezes não têm contato com o
                pensamento científico – ou o tem de modo desarticulado –, sendo a robótica um
                caminho promissor para o resgate de um ensino atento às demandas sociais e culturais
                e, portanto, exigindo um olhar mais amplo para a realidade. O espírito científico e
                tecnológico e as habilidades específicas relacionadas podem alavancar uma
                aprendizagem pautada em sua importância social, já que se mostram significativos
                para a construção de uma sociedade mais qualificada e consciente. Assim, o espírito
                científico e tecnológico sinaliza um enfoque visando à democratização do
                conhecimento em suas conexões com o cotidiano e as demandas sociais: “O ensino de
                Ciências deve proporcionar ao aluno uma intimidade com a realidade, levando-o a
                estabelecer vínculos com o conhecimento que extrapola a sala de aula” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B48">Zanatta, 2013, p. 73</xref>).</p>
            <p>A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Brito (2016)</xref> argumenta quanto às
                relações da RE com temáticas mais amplas, como as ambientais e sociais:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>Outro ponto importante desta temática é a sua natureza interdisciplinar, visto
                    que este tema proporciona a articulação com outros saberes, como: meio ambiente
                    e sustentabilidade, economia, matemática, etc. Dependendo da fonte de energia
                    que utilizamos, surgem impactos socioambientais e econômicos, assuntos que
                    possibilitam discussões entre as diversas áreas de conhecimento, corroborando
                    com as orientações complementares aos PCN’s ao indicar que o ensino de Física
                    não deve trabalhar os conceitos de forma isolada, mas discuti-los de forma
                    ampla, respeitando as competências: representação e comunicação; investigação e
                    compreensão; e contextualização sociocultural (<xref ref-type="bibr" rid="B14"
                        >Brito, 2016, p. 39</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Por último, a abordagem por meio de <italic>projetos</italic> interdisciplinares de
                ensino se revela potencial para o desenvolvimento de propostas com a RE com alunos,
                como algo que pode (ou deve) adentrar pelo planejamento escolar e envolver as
                diversas disciplinas. Considera-se, em geral, que os projetos de ensino são
                “naturalmente” integradores, podendo ter direcionamentos interdisciplinares: “[...]
                constituímos um cenário de integração quando integramos, em um mesmo projeto de
                robótica, recursos livres, sucatas e um kit de robótica” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B5">Barbosa, 2016, p. 28</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B45">Valente <italic>et al</italic>. (2017)</xref>
                corroboram a importância dos projetos na possibilidade de relacionar outras
                disciplinas do currículo que exploram as ideias de pensamento computacional em
                atividades com a RE, como produção de narrativas digitais. Os projetos de ensino com
                a RE viabilizam romper uma perspectiva fragmentada e compartimentalizada do
                currículo, permitindo a colaboração entre os sujeitos envolvidos (professores e
                alunos) e a compreensão de uma problemática complexa de modo articulado e viável.
                Como indica a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Costa (2020, p.
                17)</xref>, a interdisciplinaridade pode ser dada “[...] pela integração entre
                disciplinas a fim de superar a fragmentação do conhecimento no enfrentamento de uma
                temática complexa como é o estudo da água.”</p>
            <p>O projeto de ensino se mostra um caminho para se atacar uma situação desafiadora que
                pode surgir por diferentes demandas. Imersos na proposta lançada, e por várias
                perspectivas de olhar e de ação, pode-se estimular a imaginação dos alunos na
                realização do projeto, de modo que tenham um papel ativo no seu aprendizado,
                integrando, por meio da RE, as tecnologias e os recursos robóticos. No projeto de
                ensino, a RE e suas possibilidades interdisciplinares podem favorecer a construção
                do conhecimento pelo aluno com base em sua relação com o contexto, com a realidade,
                com sua cultura e com a sociedade em que vive e atua. Enfim, pode capacitá-los a
                enfrentar situações que transcendam os limites de uma única disciplina.</p>
            <p>Ao destacarmos as abordagens ou metodologias relacionadas ao trabalho
                interdisciplinar com a RE, também se evidenciaram nas pesquisas apontamentos quanto
                aos caminhos, às ações e às perspectivas para que sua implantação se efetive no
                espaço escolar, que discorremos a seguir.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Caminhos e perspectivas para a realização do trabalho interdisciplinar com a
                Robótica Educacional</title>
            <p>Visto que a implementação da RE nos espaços de ensino implica em vontade e
                compromisso coletivos, sua inserção perpassa o preparo e o planejamento que permitam
                sua integração transversalmente aos conteúdos, e não isoladamente no currículo. “É
                importante superar o paradigma que se tem de que a robótica é uma atividade
                extracurricular e reconhecer na robótica uma ferramenta de aprendizagem, que permite
                gerar interessantes ambientes interdisciplinares” (Sánchez; Guzmán, 2012, p. 18
                    <italic>apud</italic>
                <xref ref-type="bibr" rid="B16">CASTILHO, 2018, p. 58</xref>). Cabe ainda estar-se
                atento à</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] relação tempo/espaço, o preparo da Equipe pedagógica e a relação entre a
                    robótica e outros saberes. Nesse sentido, a compreensão desses aspectos pode
                    apontar caminhos para que a robótica não seja integrada ao currículo apenas para
                    manter a hegemonia dominante do currículo prescrito (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B15">Campos, 2011, p. 6</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Diante das possibilidades que se abrem com a RE, mostra-se relevante integrá-la de
                modo articulado e planejado às ações educativas.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] a Robótica Pedagógica se apresenta como um recurso educacional fomentador
                    de ciência e tecnologia para o letramento científico de alunos do Ensino Médio,
                    entretanto se faz necessário que haja uma real interação interdisciplinar nos
                    planejamentos de aula do qual farão uso deste recurso educacional (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B21">Galvao, 2018, p. 32</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Assim, ainda que as potencialidades interdisciplinares da RE sejam marcantes, a
                implementação de propostas que visem trabalhar com elas exige não apenas recursos e
                planejamento, mas orientação para a integrar disciplinas e pessoas. Isso implica no
                envolvimento da equipe escolar e um olhar mais amplo para as potencialidades
                interdisciplinares da RE no currículo escolar. Requer, inclusive, um planejamento
                didático-pedagógico, que envolva docentes, gestores e professores. Há de haver um
                trabalho docente pautado em posturas e ações que favoreçam as práticas integradoras
                no âmbito da sala de aula e da própria escola: “[...] o professor precisa perceber a
                importância de valorizar a curiosidade dos estudantes, e, por meio da mediação,
                possibilitar que avancem para um pensamento mais sistemático e autônomo” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B28">Maffi, 2018, p. 68</xref>); “[...] além do papel de
                mediador do conhecimento apresentado por Papert, será responsável por ‘ensinar’
                conceitos que comumente não fazem parte do programa curricular da EB através da
                construção e programação de robôs” (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Souza, 2019, p.
                    61</xref>); “Ao integrar as tecnologias digitais nos processos de ensinagem, a
                mudança pedagógica está em construir novos cenários, visando o aumento das
                transformações cognitivas nos estudantes, propondolhes novos problemas com soluções
                diversificadas” (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Provin, 2020, p. 37</xref>).</p>
            <p>As pesquisas indicam a significância de a RE ser abordada na formação inicial e
                continuada do professor, visando um alcance mais amplo das ações. “No sentido da
                interdisciplinaridade da Educação Matemática, sugere-se a formação de professores da
                área extremamente qualificados não somente para a investigação acadêmica da área,
                mas também para o desempenho do papel social que a área possui.” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B21">Galvao, 2018, p. 27</xref>).</p>
            <p>Na realização de uma proposta interdisciplinar com a RE nas escolas, ainda que o
                professor possa se sentir um aprendiz sobre o tema (já que é possível que alguns
                alunos tenham mais conhecimentos sobre robótica que ele próprio), seu papel mediador
                é crucial na organização e na sistematização das ações e aprendizagens. Além disso,
                o engajamento coletivo na realização de uma proposta permite a todos serem
                aprendizes na medida em que, no envolvimento, todos possam ir se familiarizando com
                as técnicas e os requisitos básicos da robótica, avançando pelas possibilidades
                criativas e adentrando, colaborativamente, por novas estruturas, novos conteúdos e
                novos métodos. No âmbito da matemática e da docência da disciplina, considerando sua
                estreita relação com a RE, denota-se importante o envolvimento e a abertura, de modo
                que se possa, nas ações com os alunos, contemplar as demais disciplinas e saberes
                envolvidos.</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] o professor de Matemática tem um desafio. Esse desafio refere-se ao
                    planejamento de como será feito a contextualização do protótipo que será
                    construído [...] mesmo que se tenha um currículo organizado por disciplinas, é
                    imprescindível desenvolver os conteúdos de forma integrada (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B28">Maffi, 2018, p. 65</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Dessa forma, pode-se dar “[...]real sentido à produção de conhecimentos matemáticos e
                sua aplicação em novas situações” (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Provin, 2020, p.
                    37</xref>). As pesquisas apontam que a interdisciplinaridade permite aprofundar
                conteúdos específicos das disciplinas e da própria robótica, podendo tornar as
                fronteiras entre as áreas permeáveis e, por vezes, indistintas, ampliando, assim, as
                possibilidades de interconexões curriculares. Para isso, é imprescindível que a RE
                esteja incluída no currículo escolar, atendendo de modo amplo os alunos de Educação
                Básica, com particular destaque aos das escolas públicas, direcionando o trabalho
                para o seu potencial de perpassar as aprendizagens por meio de ações continuadas,
                planejadas transversalmente às disciplinas e envolvendo toda equipe escolar. Cumpre
                que as atividades com a RE sejam articuladas com estratégias de ensino, como a
                experimentação e a investigação, visando integrar as diversas áreas e disciplinas. É
                preciso, portanto, destacar a necessidade de mudanças nas políticas públicas em
                educação, no sentido de valorizar a ação docente inicial e continuada e promover as
                condições para que as ações se deem (<xref ref-type="bibr" rid="B45">Valente
                        <italic>et al</italic>., 2017</xref>).</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações</title>
            <p>O estudo aqui apresentado visou compreender as inter-relações entre os saberes e os
                modos como diferentes conhecimentos e disciplinas se explicitam em pesquisas
                envolvendo propostas com a RE com alunos, abarcando aspectos da
                interdisciplinaridade nelas presentes. Considerando a perspectiva de onde olhamos,
                destacamos a matemática e suas correlações com as demais disciplinas do currículo da
                Educação Básica, tencionando compreender o papel da própria área diante discussão
                posta, da articulação entre os saberes e das possibilidades investigativas. Como
                ressaltado, são muitas as possibilidades da RE na promoção de práticas que
                transcendam o conhecimento compartimentado, avançando em direção a uma aprendizagem
                mais sistêmica e integradora do currículo. Nesse sentido, o que se evidenciou nas
                pesquisas analisadas não foi a proposição de extinção das disciplinas curriculares,
                mas sim, a valorização de ações e posturas que as integrem, colocando os saberes e
                conteúdos em diálogo, sustentando aprendizagens e possibilitando uma formação em
                sintonia com demandas atuais.</p>
            <p>Percebemos aspectos da interdisciplinaridade nas propostas com a RE em uma via de mão
                dupla: ao mesmo tempo em que tais propostas demandam abordagens interdisciplinares,
                igualmente alimentam ações integradoras no âmbito escolar e, portanto, podem
                contribuir para discussão de um currículo voltado para tal integração. Tendo em
                conta o trabalho pedagógico contínuo no planejamento escolar – e não apenas
                pontualmente proposto –, a RE se mostra potencialmente interessante, pois perpassa a
                compreensão de seu funcionamento e de suas especificidades, ao mesmo tempo em que
                sua exploração pode levar à investigação de conceitos e habilidades próprios às
                diferentes disciplinas.</p>
            <p>Ainda que não tenhamos contemplado pesquisas voltadas ao ensino técnico, julgamos que
                – pelas características intrínsecas a essa modalidade, pelas experiências
                multidisciplinares que esses cursos apresentam e pela relação com os espaços de
                atuação de seus futuros profissionais – elas podem apontar caminhos e ações que
                contribuam para a integração aqui discutida, quanto à inserção da RE nos espaços
                públicos de ensino.</p>
            <p>A despeito das dificuldades de inserção da robótica em salas de aulas de turmas de
                Educação Básica, particularmente quanto à estrutura de muitas escolas públicas
                brasileiras – agravada pelo cenário pandêmico marcado por uma recessão econômica e
                descompromisso com a educação pública por parte do Estado –, discussões e análises
                que apontam caminhos e potencialidades de sua inserção em seus aspectos
                interdisciplinares dão visibilidade para direcionamentos necessários para que ela
                ocorra e seja ampliada ou fortalecida.</p>
            <p>Em um cenário por vezes desolador, no qual deveríamos estar atentos aos percursos,
                estruturas e suportes necessários para que essa inserção ocorra de modo coerente e
                articulado à realidade (em especial) das escolas públicas, deparamo-nos durante a
                pandemia com escandalosas denúncias de corrupção no MEC. Uma delas quanto à compra
                de kits de robótica superfaturados para escola sem água potável nem internet (abril
                de 2022). Isso desvela a negligência da pasta mais importante para uma real inclusão
                digital e social no Brasil. Incoerências dessa ordem se colocam anteriores à própria
                indagação quanto à inserção da RE nas escolas e à discussão sobre a
                interdisciplinaridade que a perpassa. Mas, no (eu) luto próprio do ser educador, e
                indo em confronto com o que está posto, evocamos Paulo Freire (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B20">Freire, 2004</xref>), destacando a sintonia entre o que aqui foi
                investigado com o anunciado em sua obra, já que, segundo o grande mestre, educar
                exige aceitação do novo, disponibilidade para o diálogo, reflexão crítica sobre a
                prática e convicção de que a mudança é possível.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
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                    2, 2019. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
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                        >https://doi.org/10.7771/2157-9288.1223</ext-link>.</mixed-citation>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Naturais e
                        Matemática), 2019.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Cognição, Tecnologias e Instituições),
                        2018.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática),
                        2016.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Informática na Educação), 2018.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional Ensino de Biologia em Rede
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Educação e Novas Tecnologias),
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação Científica e Tecnológica),
                        2022.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências),
                        2021.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) ,
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Informática na Educação),
                        2018.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Educação para Ciências e
                        Matemática), 2019.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática),
                        2020.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado Profissional em Inovação em Tecnologias
                        Educacionais), 2021.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática),
                        2010.</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica),
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