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				<journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
					(Bauru)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1516-7313</issn>
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				<publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
					Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240029</article-id>
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					<subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
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				<article-title>Alfabetização financeira no ensino superior: uma análise do nível de
					conhecimento de alunos e a contribuição da instituição</article-title>
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					<trans-title>Financial literacy in higher education: An analysis of students'
						knowledge levels and the contribution of institutions</trans-title>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="normalized">Centro Federal de Educação Tecnológica Celso
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					Suckow da Fonseca</institution>
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					Suckow da Fonseca (CEFET), Rio de Janeiro, RJ, Brasil</institution>
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				<label>2</label>
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					Janeiro, RJ, Brasil</institution>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="normalized">Centro Federal de Educação Tecnológica Celso
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					Suckow da Fonseca</institution>
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				<corresp id="c1"><label>Autora correspondente</label>
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<!-- 			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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			<volume>30</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este estudo aborda a alfabetização financeira entre estudantes do ensino
					superior, em cursos de engenharia, investigando o nível de conhecimento dos
					alunos e a contribuição das instituições de ensino. Por meio de uma metodologia
					de aplicação de questionários a uma amostra representativa de estudantes, foram
					coletados dados sobre atitudes, comportamentos e conhecimentos financeiros. Os
					resultados indicam que há uma lacuna significativa no entendimento aplicado e
					nas habilidades práticas, embora exista uma consciência básica sobre conceitos
					financeiros. A instituição de ensino desempenha um papel insuficiente na
					promoção da educação financeira e é necessário integrar a alfabetização
					financeira de forma mais eficaz nos currículos, com uma abordagem holística que
					envolva não apenas conceitos teóricos, mas também habilidades práticas e
					atitudes financeiras saudáveis, preparando os alunos para enfrentar desafios
					financeiros com confiança e competência.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>In this study, we investigate educational institutions' role in financial
					literacy among college students. Data on financial attitudes, habits, and
					knowledge were collected by distributing questionnaires to a representative
					sample of students. The results indicate a considerable deficiency in applied
					comprehension and practical skills, despite a general awareness of financial
					principles. A holistic approach that incorporates practical skills, healthy
					financial attitudes, and theoretical concepts is needed to effectively
					incorporate financial literacy into curricula. While educational institutions
					have a significant role in promoting financial education, students still need
					preparation to handle financial challenges with competence and confidence.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords</title>
				<kwd>Higher education</kwd>
				<kwd>Financial literacy</kwd>
				<kwd>Financial education</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Ensino superior</kwd>
				<kwd>Alfabetização financeira</kwd>
				<kwd>Educação financeira</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A globalização gerou grandes mudanças nos âmbitos social, cultural, político e
				econômico. Ao compararmos com as gerações passadas, diversos comportamentos
				individuais foram impactados (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Messias; Silva; Silva,
					2015</xref>). Tendo em vista que a sociedade migrou de uma ênfase na produção
				para uma orientação voltada ao consumo, exigindo atualização constante para manter
				status e bem-estar (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bauman, 2008</xref>). Tendências
				de consumo intuitivas, incluindo o efeito manada, surgiram, enquanto o crédito fácil
				ampliou o endividamento, especialmente entre os de menor renda.</p>
			<p>O marketing exerce um papel crucial nesse contexto, ao influenciar a aquisição de
				bens como símbolo de realização pessoal (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Churchill;
					Peter, 2003</xref>). A Educação Financeira surge, então, como solução,
				capacitando a tomada de decisões informadas. Neste contexto, o governo brasileiro
				implementou a educação financeira nas escolas públicas, mas melhorar a alfabetização
				financeira é um caminho longo.</p>
			<p>No ensino superior não é diferente, especialmente no que diz respeito à alfabetização
				financeira de estudantes de engenharia de uma Instituição federal de ensino
				superior. No Brasil, uma desatenção financeira pode ser vista como consequência de
				eventos econômicos históricos, incluindo mudanças monetárias, crises e
				hiperinflações. O crescimento do índice de desenvolvimento humano e o envelhecimento
				da população destacam a urgência da preparação para a aposentadoria e um maior
				conhecimento sobre esse tema.</p>
			<p>No cenário das graduações de engenharia de produção, por exemplo, o enfoque nas
				disciplinas concentra-se na formação profissional, negligenciando a educação
				financeira individual. Desta forma, o presente estudo tem como propósito analisar os
				efeitos dessa dinâmica e oferecer esclarecimentos pertinentes sobre o assunto e
				responder a seguinte questão: Qual é o nível de alfabetização financeira dos
				estudantes de Engenharia de uma Instituição federal de ensino superior?</p>
			<p>Para responder ao questionamento exposto, o presente trabalho tem como objetivo
				avaliar o nível de alfabetização financeira dos alunos de engenharia de uma
				Instituição federal de ensino superior e a colaboração da Instituição para ampliar
				as reflexões sobre o tema.</p>
			<p>No âmbito social, a pesquisa é importante justamente por abordar um assunto pouco
				difundido no Brasil e que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas,
				independente da classe social em que elas se encontram. Segundo a <xref
					ref-type="bibr" rid="B1">Associação Brasileira de Qualidade de Vida
					(2021)</xref>, a qualidade de vida e a saúde financeira caminham lado a lado.
				Isso é relevante porque somente através de organização, planejamento e gestão da
				base financeira familiar, as pessoas podem garantir o próprio bem-estar.</p>
			<p>De forma mais específica, no ponto de vista acadêmico, esse estudo tem relevância
				para todos os alunos e professores da graduação, porque aborda o nível de educação
				financeira dos alunos e seus padrões comportamentais referentes a sua relação com
				dinheiro. Com isso, o trabalho fomenta uma discussão sobre o impacto e o papel da
				universidade nesse assunto e medidas que podem ser tomadas para trazer resultados
				positivos para a formação dos alunos de Engenharia.</p>
			<p>Este artigo está dividido em cinco seções. A primeira seção contextualiza o fenômeno
				e traz o objetivo da pesquisa. A segunda seção abrange a revisão da literatura,
				apresentando os fundamentos teóricos sobre alfabetização financeira, educação
				financeira, economia, vieses comportamentais de consumo e matemática financeira. A
				metodologia é exposta na terceira seção, especialmente as técnicas de coleta e
				análise de dados, universo da pesquisa e limitações do método. Os resultados e
				análises, são discutidos na quarta seção. Por fim, a quinta seção apresenta as
				conclusões da pesquisa, revisitando o objetivo da pesquisa e oferecendo
				recomendações para aprimorar a educação financeira dos alunos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Educação financeira</title>
			<p>A educação financeira é uma ferramenta importante para que os indivíduos saibam como
				utilizar o dinheiro de forma sustentável, não consumindo mais do que se ganha,
				sempre equilibrando os ganhos com os gastos e se preparando para emergências e
				imprevistos (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes; Lynch Jr; Netemeyer,
					2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi; Mitchell, 2014</xref>).
				Ela vai além de técnicas para enriquecer e aumentar renda, pois ensina a gerenciar o
				dinheiro de forma responsável e consciente (<xref ref-type="bibr" rid="B6"
					>Fernandes; Lynch Jr; Netemeyer, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15"
					>Lusardi; Mitchell, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Mandell; Klein,
					2009</xref>).</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva e Lautert (2022)</xref>, pessoas com
				bons níveis de educação financeira tendem a reduzir as despesas mensais com
				alimentação, saúde, moradia, água e luz, aumentar a capacidade de fazer poupança e
				melhorar a capacidade de tomar decisões financeiras. Além disso, elas estão mais
				propensas a aumentar o conhecimento sobre dívidas e a reduzir o percentual de contas
				em atraso.</p>
			<p>Adicionalmente, o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Schiller (2019)</xref>
				revelou que a educação financeira está relacionada a um maior nível de conhecimento
				em finanças pessoais entre universitários, com 74,7% dos alunos apresentando bom
				nível de alfabetização financeira. No entanto, o estudo também apontou que
				estudantes de cursos não relacionados a negócios, mulheres com até 29 anos e pouca
				experiência de trabalho têm níveis menores de conhecimento em finanças pessoais.</p>
			<p>A pesquisa conduzida por <xref ref-type="bibr" rid="B13">Kich <italic>et al</italic>.
					(2018)</xref> constatou que pessoas com maior nível de alfabetização financeira
				têm menor probabilidade de serem influenciadas por fatores irracionais durante a
				tomada de decisões. Isso ressalta a importância da educação financeira para os
				estudantes universitários, permitindo-lhes tomar decisões financeiras mais
				conscientes e responsáveis, evitando comportamentos prejudiciais a longo prazo.</p>
			<p>A educação financeira desempenha um papel crucial ao capacitar os indivíduos a
				gerenciar suas finanças com responsabilidade e consciência, evitando práticas
				financeiras prejudiciais no longo prazo (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes;
					Lynch Jr; Netemeyer, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi;
					Mitchell, 2014</xref>). Diante disso, é importante promover a consideração da
				integração da educação financeira nos currículos escolares e universitários, a fim
				de capacitar os indivíduos a tomar decisões financeiras mais informadas e
				embasadas.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Alfabetização financeira</title>
			<p>A alfabetização financeira desempenha um papel essencial na capacitação de decisões
				financeiras conscientes, resultando de esforços coordenados para promover o
				entendimento, comportamento e atitudes saudáveis em relação às finanças (<xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Potrich; Vieira; Kirch, 2015</xref>).</p>
			<p>Apesar da crescente discussão acerca da alfabetização financeira, ainda existe certa
				fragilidade nas pesquisas no que diz respeito aos diferentes conceitos de
				alfabetização financeira e educação financeira (<xref ref-type="bibr" rid="B20"
					>Potrich; Vieira; Kirch, 2015</xref>). Essa confusão acontece porque diversos
				estudiosos não conseguem diferenciar os dois conceitos e acabam utilizando-os de
				forma equivocada (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Huston, 2010</xref>).</p>
			<p>De forma clara, a diferença entre os dois conceitos se dá pelo fato da educação
				financeira se limitar apenas as informações adquiridas, enquanto a alfabetização
				financeira contempla a junção dos conhecimentos com as suas devidas aplicações nas
				tomadas de decisões (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferreira, 2018</xref>).</p>
			<p>Sendo assim, a alfabetização financeira é definida através de quatro variáveis
				relacionadas entre si, são elas: habilidade financeira, comportamento financeiro,
				atitude financeira e conhecimento financeiro (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Hung;
					Parker; Yoong, 2009</xref>). Com isso, o indivíduo é capaz de gerir recursos,
				despesas e proporcionar bem-estar financeiro para si e sua família.</p>
			<p>As atitudes financeiras são fundamentais no processo de tomada de decisão e são
				provenientes das crenças econômicas e não econômicas do indivíduo em relação a um
				determinado comportamento (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Potrich; Vieira; Kirch,
					2015</xref>). Por outro lado, o comportamento financeiro está diretamente
				relacionado a capacidade de gerir e planejar despesas, além de gerar segurança
				financeira (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Potrich; Vieira; Kirch,
				2015</xref>).</p>
			<p>O conhecimento financeiro é a dimensão que engloba as questões conceituais como juros
				simples, juros compostos, inflação, risco e demais itens da matemática financeira
				que fazem parte do cotidiano (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Messy; Atkinson,
					2012</xref>). Ele pode ser definido como o capital humano adquirido ao longo da
				vida, que gera a capacidade individual de gerir questões financeiras de forma eficaz
					(<xref ref-type="bibr" rid="B20">Potrich; Vieira; Kirch, 2015</xref>).</p>
			<p>A habilidade financeira se refere a capacidade de gerenciar recursos financeiros,
				como dinheiro, crédito e investimentos, de forma eficiente e eficaz, a fim de
				atingir objetivos financeiros pessoais e familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>Silva; Lautert, 2022</xref>). Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">Potrich,
					Vieira e Kirch (2015)</xref>, a habilidade financeira é fundamental para que os
				indivíduos possam tomar decisões financeiras conscientes e responsáveis, evitando
				comportamentos financeiros prejudiciais a longo prazo.</p>
			<p>Neste contexto, estudos afirmam que a alfabetização financeira está relacionada a
				comportamentos financeiros mais saudáveis e a melhores resultados financeiros a
				longo prazo (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes; Lynch Jr; Netemeyer,
					2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi; Mitchell, 2014</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">Mandell; Klein, 2009</xref>). Além disso, ela
				pode ajudar a evitar dívidas e a lidar com situações financeiras difíceis (<xref
					ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi; Mitchell, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B16">Mandell; Klein, 2009</xref>). Então, alfabetizar financeiramente as
				pessoas desde cedo pode ser uma forma de preparar as crianças para lidar com o
				dinheiro de forma responsável no futuro (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Mandell;
					Klein, 2009</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Vieses de consumo</title>
			<p>Existem diversos fatores que influenciam nas nossas percepções e decisões gerais e no
				consumo de bens e serviços. Para ter clareza de como isso acontece, é necessário
				entender o que são heurísticas e vieses.</p>
			<p>As heurísticas são regras de bolso (ou atalhos mentais) que agilizam e simplificam a
				percepção e a avaliação das informações que recebemos (<xref ref-type="bibr"
					rid="B8">Figueiredo Neto; Costa; Teixeira, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B14">Luppe; Ângelo, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva;
					Lautert, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva Neto, 2015</xref>).
				Elas são utilizadas para facilitar o processo de tomada de decisão, permitindo que
				os indivíduos ajam de forma mais rápida e eficiente (<xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>Silva; Lautert, 2022</xref>).</p>
			<p>No entanto, esses atalhos mentais podem levar a erros de percepção, avaliação e
				julgamento, que muitas vezes estão em desacordo com a racionalidade ou a teoria
				estatística (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Figueiredo Neto; Costa; Teixeira,
					2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Luppe; Ângelo, 2010</xref>). Esses
				erros são conhecidos como vieses e ocorrem de forma sistemática e previsível em
				determinadas circunstâncias (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Luppe; Ângelo,
					2010</xref>).</p>
			<p>Os vieses de consumo são padrões de comportamento que podem levar a decisões
				financeiras prejudiciais (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Carrara, 2017</xref>).
				Esses vieses são influenciados por fatores cognitivos, emocionais e sociais, que
				podem levar a uma tomada de decisão irracional ou subótima (<xref ref-type="bibr"
					rid="B23">Silva; Lucena, 2022</xref>). Alguns exemplos de vieses de consumo
				incluem:</p>
			<list list-type="simple">
				<list-item>
					<p>- O efeito de adesão, também conhecido como efeito de manada, é um fenômeno
						em que as pessoas são inclinadas a aderir a algo quando observam um número
						significativo de pessoas fazendo isso (<xref ref-type="bibr" rid="B4"
							>Carrara, 2017</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- O efeito halo é um viés cognitivo em que nossa primeira percepção sobre
						algo ou alguém se torna predominante para analisar, concluir, julgar e
						definir em relação a suas reais características (<xref ref-type="bibr"
							rid="B14">Luppe; Ângelo, 2010</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- A falácia dos custos irrecuperáveis é um viés cognitivo que faz com que os
						indivíduos se apeguem aos custos já investidos em algo sem futuro, mesmo que
						isso não leve a resultados positivos no futuro (<xref ref-type="bibr"
							rid="B25">Teixeira, 2015</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- A heurística afetiva é um fenômeno em que as pessoas tomam decisões de
						forma automática ou inconsciente baseadas em emoções, sejam elas positivas
						ou negativas (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva; Lautert,
						2022</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- A ilusão do controle é um viés cognitivo em que o indivíduo acredita que
						possui a capacidade de afetar eventos futuros, mesmo que isso não seja
						verídico, ou quando acredita que informações e acontecimentos confirmam suas
						próprias convicções (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva; Lautert,
							2022</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- O viés da atribuição é um conjunto de vieses cognitivos que aborda a
						maneira como se determina quem são os responsáveis por um determinado evento
						ou ação (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Silva; Lautert, 2022</xref>).</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- O viés do ponto cego é um viés cognitivo em que o indivíduo acredita que
						seu julgamento é totalmente imparcial, enquanto o de terceiros são
						julgamentos tendenciosos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Iglesias
								<italic>et al</italic>., 2017</xref>).</p>
				</list-item>
			</list>
			<p>Neste contexto, foram explorados os principais vieses que influenciam o consumo,
				destacando sua relevância para a educação financeira. Isso se deve à importância do
				domínio das finanças pessoais e da adoção de um consumo consciente como elementos
				fundamentais para a pesquisa.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="materials|methods">
			<title>Materiais e métodos</title>
			<p>A pesquisa foi conduzida em uma unidade descentralizada de uma Instituição Federal de
				Ensino localizada na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. O público-alvo compreende
				todos os alunos da graduação, incluindo aqueles que se graduaram entre 2020 e 2021.
				Um questionário foi desenvolvido para investigar os três constructos que constituem
				a alfabetização financeira, conforme delineado na revisão da literatura.</p>
			<p>No total, foram obtidas 88 respostas válidas, abrangendo a totalidade dos alunos que
				preencheram o formulário completo, respondendo assim a todas as questões. Esse total
				permitiu uma análise abrangente de todas as informações coletadas.</p>
			<p>A seção inicial do questionário coletou dados sobre o curso do aluno, período de
				estudo, situação de emprego, faixa etária, gênero e estado civil. Essas informações
				são cruciais para análises do nível de alfabetização financeira em diferentes cursos
				e períodos, bem como para identificar possíveis variações entre alunos de diferentes
				faixas etárias. Esses fatores ajudam a compreender se exercem influência no nível de
				educação financeira dos estudantes.</p>
			<p>As três seções subsequentes dizem respeito à atitude financeira, comportamento
				financeiro e conhecimento financeiro, em ordem. Esses são os tópicos centrais
				identificados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
				e por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Potrich, Vieira e Kirch (2015)</xref> como
				elementos essenciais para avaliar a alfabetização financeira (<xref ref-type="bibr"
					rid="B19">Potrich; Vieira; Ceretta, 2013</xref>).</p>
			<p>Baseando-se na abordagem metodológica proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B19"
					>Potrich, Vieira e Ceretta (2013)</xref>, a equação utilizada no procedimento do
				presente estudo foi adaptada e apresentada da seguinte forma:</p>
			<disp-formula id="e1">
				<mml:math display="block" id="e01" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:mi>A</mml:mi>
					<mml:mi>L</mml:mi>
					<mml:mi>F</mml:mi>
					<mml:mi>i</mml:mi>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:mn>0</mml:mn>
					<mml:mo>,</mml:mo>
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					<mml:mo>×</mml:mo>
					<mml:mi>M</mml:mi>
					<mml:mi>A</mml:mi>
					<mml:mi>F</mml:mi>
					<mml:mi>i</mml:mi>
					<mml:mo>+</mml:mo>
					<mml:mn>0</mml:mn>
					<mml:mo>,</mml:mo>
					<mml:mn>4</mml:mn>
					<mml:mo>×</mml:mo>
					<mml:mi>M</mml:mi>
					<mml:mi>C</mml:mi>
					<mml:mi>M</mml:mi>
					<mml:mi>F</mml:mi>
					<mml:mi>i</mml:mi>
					<mml:mo>+</mml:mo>
					<mml:mn>0</mml:mn>
					<mml:mo>,</mml:mo>
					<mml:mn>3</mml:mn>
					<mml:mo>×</mml:mo>
					<mml:mi>M</mml:mi>
					<mml:mi>C</mml:mi>
					<mml:mi>F</mml:mi>
					<mml:mi>i</mml:mi>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>Onde <italic>ALFi</italic> representa a variável de alfabetização financeira;
					<italic>MCMFi</italic> é a média padronizada das respostas às oito questões da
				escala de comportamento financeiro; <italic>MCFi</italic> é a média padronizada das
				respostas às seis questões da escala de conhecimento financeiro; e
					<italic>MAFi</italic> é a média padronizada das respostas às seis questões da
				escala de atitude financeira.</p>
			<p>As pontuações abaixo de três são categorizadas como baixas, pontuações entre 3 e 3,9
				são consideradas médias e pontuações maiores ou iguais a quatro são classificadas
				como altas. Essa categorização é aplicável tanto para o nível de alfabetização
				financeira quanto para seus constructos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Análise e discussão de resultados</title>
			<p>Inicialmente, foi realizada uma análise descritiva do perfil dos estudantes e
				ex-estudantes que responderam à pesquisa. Foram recebidas 88 respostas válidas, com
				todos os participantes preenchendo o formulário completo, ou seja, todas as questões
				foram respondidas. Isso possibilitou uma análise abrangente de todas as informações
				coletadas.</p>
			<p>No que diz respeito aos cursos dos estudantes, merece destaque o fato de que a
				maioria da amostra está matriculada no bacharelado de engenharia de produção,
				representando 54,55% do total de respondentes, ou seja, 48 participantes. O curso de
				engenharia de Controle e Automação obteve 23 respostas, o que equivale a 26,14% da
				representatividade. Por fim, a engenharia mecânica registrou 17 respondentes,
				totalizando 19,32% do conjunto de respostas.</p>
			<p>Acerca do status dos alunos respondentes, os formados representaram 26,14% da
				amostra, com 23 respostas. Por outro lado, os alunos que ainda estão na graduação
				representam 73,86% do total, com 65 respondentes.</p>
			<p>Desse público, a maior parte dos alunos se encontra entre o 9° e o 10° Período, com
				53,85% do total de respostas. Na sequência, os alunos que se encontram entre o 4°
				período e o 6° período possuem 24,62%, seguidos pelos alunos que estão entre 7° e o
				8° período com 18,46%. Por último, os alunos que se encontram entre o 1° e o 3°
				período representam apenas 3,08% do total.</p>
			<p>Referente a faixa etária dos participantes, a parcela mais significativa está entre
				25 e 28 anos com 46,55% do total e entre 21 e 24 anos com 28,41% do total. Na
				sequência, os respondentes com idade entre 17 e 20 anos possuem 12,50% de
				representatividade, seguidos pela parcela na faixa entre 29 e 32 anos com 11,36%.
				Por último, os estudantes com 33 anos ou mais representaram apenas 1,14% do
				total.</p>
			<p>Em relação ao gênero dos participantes, a maior parcela dos respondentes é de gênero
				masculino com 57,95% de representatividade, enquanto o gênero feminino apresentou
				42,05% do total.</p>
			<p>A respeito do estado civil dos participantes, a maior parcela dos respondentes se
				encontra solteira com 80,68%, seguido pelos casados(as) que foram 13,64% dos
				respondentes. Os alunos ou ex-alunos em união estável representaram 5,68% do total e
				nenhum aluno divorciado(a) respondeu a pesquisa.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>As dimensões da alfabetização financeira</title>
			<p>O nível de alfabetização financeira é calculado a partir da média ponderada de três
				elementos fundamentais: atitude financeira, comportamento financeiro e conhecimento
				financeiro. O <bold><xref ref-type="table" rid="t1">quadro 1</xref></bold> ilustra
				um alto nível de atitude financeira, evidenciado pela média notável de
				aproximadamente 4,9. Este resultado foi derivado de uma pesquisa em que os
				participantes expressaram seus níveis de concordância, variando de um a cinco, em
				resposta a várias afirmações relacionadas às atitudes financeiras.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Atitude Financeira</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Questões</th>
							<th align="center" valign="top">Média</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF1 - É importante controlar as despesas
								mensais.</td>
							<td align="center" valign="top">4,97</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF2 - É importante estabelecer metas
								financeiras para o futuro.</td>
							<td align="center" valign="top">4,91</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF3 - É importante poupar e/ou investir
								dinheiro mensalmente.</td>
							<td align="center" valign="top">4,82</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF4 - O modo como gerencio o dinheiro hoje
								irá afetar meu futuro.</td>
							<td align="center" valign="top">4,89</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF5 - É importante pagar o saldo integral
								dos cartões de crédito mensalmente.</td>
							<td align="center" valign="top">4,94</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AF6 - É importante não ultrapassar o
								orçamento do mês.</td>
							<td align="center" valign="top">4,88</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>AF (Atitude Financeira)</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>4,9</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Conforme delineado na seção de metodologia, a média aritmética das respostas
				fornecidas pelos participantes foi calculada para quantificar o nível de
				alfabetização financeira. Cada afirmação foi selecionada para avaliar as atitudes
				dos indivíduos em relação à gestão financeira, resultando em uma avaliação
				abrangente e precisa do comportamento financeiro dos participantes.</p>
			<p>O <bold><xref ref-type="table" rid="t2">quadro 2</xref></bold> traz dados referentes
				ao comportamento financeiro. Observa-se que o resultado da pesquisa foi
				aproximadamente igual a 3,76. Vale ressaltar que, a forma de pontuação é a mesma da
				atitude financeira.</p>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Quadro 2</label>
				<caption>
					<title>Comportamento Financeiro</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Questões</th>
							<th align="center" valign="top">Média</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td valign="top">CMF1 - Estabeleço e sigo metas financeiras de longo
								prazo que influenciam na administração de minhas
								<break/>finanças.</td>
							<td align="center" valign="top">3,93</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CMF2 - Estabeleço e sigo um orçamento ou
								plano de gastos semanal ou mensal.</td>
							<td align="center" valign="top">3,81</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CMF3 - Tenho utilizado cartões de crédito e/ou cheque
								especial por não possuir dinheiro disponível para <break/>as
								despesas.</td>
							<td align="center" valign="top">3,72</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CMF4 - Comprometo mais de 25% da minha renda mensal com
								compras a crédito (exceto financiamento <break/>de imóvel e
								carro).</td>
							<td align="center" valign="top">3,35</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CMF5 - Sempre pago minhas contas e o(s) meu(s)
								cartão(ões) de crédito na data de vencimento para evitar <break/>a
								cobrança de juros.</td>
							<td align="center" valign="top">4,83</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CMF6 - Poupo e/ou invisto
								mensalmente.</td>
							<td align="center" valign="top">3,60</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CMF7 - Compro por impulso.</td>
							<td align="center" valign="top">3,52</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CMF8 - Minha compras por impulso são influenciadas
								pelas campanhas publicitárias das empresas (Ex: <break/>Comerciais
								de TV, Internet e Influenciadores).</td>
							<td align="center" valign="top">3,31</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>CMF (Comportamento
									Financeiro)</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>3,76</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>As respostas relacionadas ao comportamento financeiro, a questão CMF5, que se refere
				ao pagamento de dívidas em dia, obteve uma resposta esmagadoramente positiva, com
				98,56% dos respondentes escolhendo <italic>Sempre</italic> ou <italic>Quase
					sempre</italic>. Isso indica um nível significativo de responsabilidade
				financeira entre os participantes.</p>
			<p>As questões CMF1 e CMF2, que abordam a definição de metas e a criação de orçamentos
				financeiros, também receberam respostas positivas. Respectivamente, 72,73% e 70,45%
				dos participantes indicaram que sempre ou quase sempre estabelecem metas e
				orçamentos, refletindo um nível razoável de planejamento financeiro.</p>
			<p>No entanto, a questão CMF7, que é pontuada inversamente e se refere a compras por
				impulso, revela uma área de preocupação. Embora as respostas <italic>Sempre</italic>
				e <italic>Quase sempre</italic> tenham sido limitadas, é notável que 43,18% dos
				respondentes escolheram <italic>Ocasionalmente</italic>. Esse dado sugere que as
				compras impulsivas ainda são uma consideração relevante e podem impactar a saúde
				financeira dos indivíduos, indicando a necessidade de uma maior conscientização e
				educação financeira para mitigar tais comportamentos.</p>
			<p>Esses resultados reforçam a necessidade de uma educação financeira que vá além do
				cognitivo, abordando os aspectos comportamentais e emocionais que influenciam a
				tomada de decisão financeira, uma direção já sugerida por <xref ref-type="bibr"
					rid="B20">Potrich, Vieira e Kirch (2015)</xref>.</p>
			<p>O <bold><xref ref-type="table" rid="t3">quadro 3</xref></bold> apresenta uma análise
				detalhada do conhecimento financeiro dos respondentes, oferecendo reflexões valiosas
				sobre sua compreensão e proficiência em conceitos financeiros essenciais. Cada item
				da tabela representa uma questão específica voltada para avaliar a capacidade dos
				participantes em áreas críticas, como inflação, investimentos, juros e
				financiamentos.</p>
			<table-wrap id="t3">
				<label>Quadro 3</label>
				<caption>
					<title>Conhecimento Financeiro</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Questões</th>
							<th align="center" valign="top">Média</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td valign="top">CF1 - Suponha que você tenha R$ 10.000,00 em uma conta
								poupança a uma taxa de juros de 10% ao ano. <break/>Depois de 5
								anos, qual o valor que você terá na poupança?</td>
							<td align="center" valign="top">3,69</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CF2 - Imagine que a taxa de juros incidente sobre sua
								conta poupança seja de 6% ao ano e a taxa de <break/>inflação seja
								de 10% ao ano. Após 1 ano, o quanto você será capaz de comprar com o
								dinheiro dessa conta?</td>
							<td align="center" valign="top">4,09</td>
						</tr>
						<tr>
							<td valign="top">CF3 - Um financiamento de 15 anos normalmente exige
								pagamentos mensais mais altos do que um <break/>financiamento de 30
								anos, mas os juros totais ao longo do período de 15 anos serão
								menores.</td>
							<td align="center" valign="top">4,54</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CF4 - Quando a inflação aumenta, o custo
								de vida sobe. Essa afirmação é:</td>
							<td align="center" valign="top">4,77</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CF5 - Quando um investidor distribui seu
								investimento entre diferentes ativos, o risco de perder
								dinheiro:</td>
							<td align="center" valign="top">3,69</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">CF6 - Um investimento com alta taxa de
								retorno terá alta taxa de risco. Essa afirmação é:</td>
							<td align="center" valign="top">4,2</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top"><bold>CF (Conhecimento
								financeiro)</bold></td>
							<td align="center" valign="top"><bold>4,17</bold></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>A partir da análise das tabelas de atitude e comportamento financeiro, identifica-se
				uma consciência entre os estudantes sobre a importância de práticas financeiras
				saudáveis, como o controle de despesas e a definição de metas financeiras. Porém,
				quando comparados com os resultados do Comportamento Financeiro, que mostram uma
				média mais modesta de 3,76, emergem discrepâncias intrigantes que refletem a
				complexidade do comportamento humano em finanças, tal como discutido em estudos
				anteriores (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes; Lynch Jr; Netemeyer,
					2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi; Mitchell,
				2014</xref>).</p>
			<p>As questões CF1 e CF5, dentre as seis questões voltadas para avaliar o conhecimento
				financeiro dos respondentes, revelaram os níveis mais baixos de acertos, com uma
				taxa de 73,86%. Essas perguntas abordam temas relacionados a investimentos. A CF1
				foca na compreensão dos juros e seus rendimentos decorrentes de um investimento em
				poupança, enquanto a CF5 explora o conceito de diversificação de ativos como uma
				estratégia para minimizar riscos financeiros.</p>
			<p>Por outro lado, as questões CF3 e CF4 obtiveram as maiores taxas de acertos, 90,91% e
				95,45% respectivamente. Estas questões abordam temas práticos e comuns do dia a dia
				financeiro. A CF3 trata do impacto dos prazos de financiamento nos pagamentos
				mensais e nos juros totais, um conceito fundamental para quem está considerando
				adquirir um imóvel. Já a CF4 aborda a relação entre a inflação e o custo de vida,
				uma realidade tangível e palpável para a maioria das pessoas.</p>
			<p>É interessante notar que a questão CF4 foi a única que não recebeu respostas
					<italic>não sei</italic> indicando desconhecimento sobre o tema. Isso sugere que
				conceitos financeiros que estão intrinsecamente ligados à vida cotidiana dos
				respondentes tendem a ser melhor compreendidos e retidos. Esses resultados podem ser
				relevantes para aprimorar iniciativas educacionais, focando em contextualizar
				conceitos financeiros dentro das experiências vivenciais dos aprendizes para
				facilitar o entendimento e a retenção.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Alfabetização financeira</title>
			<p>O nível de alfabetização financeira é calculado a partir da média ponderada de três
				dimensões explicitadas anteriormente. Uma escala é utilizada para classificar o
				nível de competência financeira: uma pontuação abaixo de 3 indica um nível baixo de
				alfabetização financeira; uma pontuação entre 3 e 3,9 de nota um nível médio; e uma
				pontuação maior ou igual a 4 é indicativa de um nível alto de alfabetização
				financeira.</p>
			<p>A <bold><xref ref-type="table" rid="t4">tabela 1</xref></bold> apresenta os
				resultados obtidos na pesquisa, oferecendo visões detalhadas sobre o nível de
				alfabetização financeira dos participantes. Como pode ser observado, a média do
				nível de alfabetização financeira dos 88 respondentes da pesquisa foi alto, com
				valor igual a 4,22.</p>
			<table-wrap id="t4">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Análise descritiva da alfabetização financeira</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top"/>
							<th align="center" valign="top">Número de respondentes</th>
							<th align="center" valign="top">Média</th>
							<th align="center" valign="top">Desvio Padrão</th>
							<th align="center" valign="top">Erro Padrão</th>
							<th align="center" valign="top">Mínimo</th>
							<th align="center" valign="top">Máximo</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left"><bold>Valores</bold></td>
							<td align="center">88</td>
							<td align="center">4,2244</td>
							<td align="center">0,395</td>
							<td align="center">0,0421</td>
							<td align="center">3,25</td>
							<td align="center">4,95</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>As variações observadas nas diferentes categorias demográficas e socioeconômicas
				sugerem nuances complexas no desenvolvimento da literacia financeira que devem ser
				exploradas em futuras intervenções educacionais, considerando os achados de <xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Potrich, Vieira e Kirch (2015)</xref>.</p>
			<p>Uma análise detalhada do nível de alfabetização financeira e seus constructos
				subjacentes entre os respondentes da pesquisa é apresentada na <bold><xref
						ref-type="table" rid="t5">tabela 2</xref></bold>. Os dados são categorizados
				em três níveis distintos de alfabetização financeira: alto, médio e baixo. Cada
				categoria é avaliada com base em critérios específicos relacionados à atitude
				financeira, comportamento financeiro e conhecimento financeiro dos indivíduos.</p>
			<table-wrap id="t5">
				<label>Tabela 2</label>
				<caption>
					<title>Análise do nível de alfabetização financeira e os seus
						constructos</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Nível</th>
							<th align="center" valign="top">Atitude Financeira</th>
							<th align="center" valign="top">Comportamento Financeiro</th>
							<th align="center" valign="top">Conhecimento Financeiro</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Alto</td>
							<td align="center">88</td>
							<td align="center">34</td>
							<td align="center">62</td>
							<td align="center">88</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio</td>
							<td align="center">0</td>
							<td align="center">46</td>
							<td align="center">18</td>
							<td align="center">15</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Baixo</td>
							<td align="center">0</td>
							<td align="center">8</td>
							<td align="center">8</td>
							<td align="center">0</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Esta análise é instrumental para compreender a profundidade e a amplitude da
				literacia financeira entre a população estudada, alertando sobre áreas que requerem
				atenção e melhorias específicas.</p>
			<p>A distribuição dos níveis de alfabetização financeira entre os estudantes, como
				evidenciado pelas <xref ref-type="table" rid="t6">tabelas 4</xref> e 5, revela uma
				prevalência de competências financeiras avançadas, o que aponta para uma sólida base
				de alfabetização financeira na amostra estudada. Este resultado reforça a noção de
				que os estudantes possuem não só a cognição, mas também o discernimento necessário
				para tomar decisões financeiras informadas, o que está alinhado com as descobertas
				de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi e Mitchell (2014)</xref> sobre a
				importância da literacia financeira na eficácia das decisões pessoais.</p>
			<table-wrap id="t6">
				<label>Quadro 4</label>
				<caption>
					<title>Significância dos testes</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Variáveis</th>
							<th align="center" valign="top">Teste</th>
							<th align="center" valign="top">Significância</th>
							<th align="center" valign="top">Conclusão</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Gênero</td>
							<td align="center">T de Student</td>
							<td align="center">0,138</td>
							<td align="center">Não Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Grau de Escolaridade</td>
							<td align="center">ANOVA</td>
							<td align="center">0,72</td>
							<td align="center">Não Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Tipo de Trabalho</td>
							<td align="center">ANOVA</td>
							<td align="center">0,031</td>
							<td align="center">Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Faixa etária</td>
							<td align="center">ANOVA</td>
							<td align="center">0,271</td>
							<td align="center">Não Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Curso da Graduação</td>
							<td align="center">ANOVA</td>
							<td align="center">0,788</td>
							<td align="center">Não Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Estado Civil</td>
							<td align="center">ANOVA</td>
							<td align="center">0,026</td>
							<td align="center">Estatisticamente Significativo</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>É importante notar que a atitude financeira se destaca como a única faceta da
				alfabetização financeira onde não foram observados níveis médios ou baixos. Esse
				fenômeno pode ter contribuído significativamente para a predominância de um nível
				elevado de alfabetização financeira, sem registros de níveis baixos.</p>
			<p>Quanto ao conhecimento financeiro, observou-se uma tendência distinta. Este aspecto
				específico da alfabetização financeira contou com o menor contingente de
				respondentes categorizados no nível alto, somando apenas 34 indivíduos. Além disso,
				foi nesta dimensão que se identificou a maior concentração de participantes com
				nível médio de proficiência.</p>
			<p>Analisando os dados relacionados ao nível baixo de proficiência, tanto o
				comportamento financeiro quanto o conhecimento financeiro registraram a presença de
				oito respondentes cada, indicando uma área que pode requerer atenção e iniciativas
				de aprimoramento.</p>
			<p>Os resultados indicam uma distribuição variada de níveis de alfabetização financeira
				em relação ao grau de escolaridade, gênero, tipo de trabalho e estado civil.
				Estudantes em fases mais avançadas de seus cursos tendem a apresentar níveis mais
				elevados de alfabetização financeira.</p>
			<p>Em contraste, mulheres, embora menos representadas na amostra, trouxeram uma
				prevalência maior de nível médio de alfabetização financeira em comparação aos
				homens. Autônomos e indivíduos em união estável exibiram mais notas médias do que
				altas. Por fim, todos os participantes casados alcançaram um nível alto de
				alfabetização financeira.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Análise das significâncias</title>
			<p>Esta seção é dedicada à análise das variáveis determinantes potenciais em relação à
				alfabetização financeira, focando especificamente nas variáveis socioeconômicas e
				demográficas.</p>
			<p>O teste de Kolmogorov-Smirnov foi escolhido para avaliar a normalidade dos dados,
				dada a sua aplicabilidade a amostras com mais de 50 respondentes, conforme os
				princípios da psicometria. Os resultados indicaram uma distribuição normal da
				alfabetização financeira, com uma significância de 0,200. Isso valida a não rejeição
				da hipótese inicial, que assume uma distribuição normal dos dados.</p>
			<p>Com a confirmação da normalidade, foi estabelecido que a amostra é paramétrica. Isso
				pavimentou o caminho para testes subsequentes de significância das variáveis
				socioeconômicas e demográficas, em relação à média de alfabetização financeira.
				Conforme ilustrado no <bold><xref ref-type="table" rid="t6">quadro 4</xref></bold>,
				o teste T de Student foi empregado para variáveis <italic>dummy</italic> - neste
				caso, gênero.</p>
			<p>Para variáveis como grau de escolaridade, trabalho, faixa etária, estado civil e
				curso, o teste ANOVA foi aplicado, sendo adequado para a análise de três ou mais
				grupos simultaneamente, conforme elucidado por <xref ref-type="bibr" rid="B3">Brandt
					e Barros (2015)</xref>. A análise revelou que as variâncias são homogêneas para
				o gênero, mas não houve significância estatística na alfabetização financeira entre
				os gêneros.</p>
			<p>Para o grau de escolaridade e faixa etária, os resultados da ANOVA não mostraram
				diferenças significativas nas médias dos grupos, indicando que essas variáveis não
				são estatisticamente significativas para a alfabetização financeira. No entanto, o
				tipo de trabalho e o estado civil mostraram ser estatisticamente significativos. A
				análise post-hoc revelou que indivíduos empregados em regime CLT têm níveis mais
				elevados de alfabetização financeira do que os autônomos, e indivíduos casados têm
				níveis mais elevados do que aqueles em união estável.</p>
			<p>Para realizar a regressão linear múltipla das variáveis independentes que são: Grau
				de escolaridade, Estado civil, tipo de trabalho, faixa etária, gênero e curso, em
				relação a variável dependente alfabetização financeira. Foram testados cinco
				modelos, conforme ilustrados na <bold><xref ref-type="table" rid="t7">tabela
						3</xref>.</bold></p>
			<table-wrap id="t7">
				<label>Tabela 3</label>
				<caption>
					<title>Resultados das regressões</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Variáveis</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira (1)</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira (2)</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira (3)</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira (4)</th>
							<th align="center" valign="top">Alfabetização Financeira (5)</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Tipo de Trabalho</td>
							<td align="center">0,122<break/>(1,564)</td>
							<td align="center">0,321<break/>(0,998)</td>
							<td align="center">0,513<break/>(0,657)</td>
							<td align="center">0,566<break/>(0,576)</td>
							<td align="center">0,675<break/>(0,421)</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Estado Civil</td>
							<td align="center"/>
							<td align="center">0,017<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>**</xref></sup><break/>(2,429)</td>
							<td align="center">0.018<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>**</xref></sup><break/>(2,414)</td>
							<td align="center">0,009<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>**</xref></sup><break/>(2,674)</td>
							<td align="center">0,009<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>**</xref></sup><break/>(2,680)</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Faixa etária</td>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center">0.960<break/>(0,051)</td>
							<td align="center">0,931<break/>(-0,086)</td>
							<td align="center">0,796<break/>(-0,259)</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Gênero</td>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center">0,150<break/>(1,451)</td>
							<td align="center">0,140<break/>(1,488)</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Grau de escolaridade</td>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center"/>
							<td align="center">0,600<break/>(0,526)</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<fn id="TFN1">
						<label>**</label>
						<p>p&lt;0,05</p>
					</fn>
					<attrib>Fonte: Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Todos os pressupostos da regressão linear foram atendidos, garantindo a sua
				funcionalidade. Porém, os valores de R e R2 não foram altos nos modelos propostos.
				Isso pode significar que existem outros fatores que podem estar influenciando o
				modelo, não que as estimações estejam incorretas (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
					>Gonçalves, 2020</xref>). Além disso, o modelo dois que possuía as variáveis
				independentes Tipo de trabalho e estado civil, foi o melhor avaliado dentro dos
				padrões utilizados.</p>
			<p>Apesar do cumprimento das premissas de bons modelos de regressão, apenas a variável
				Estado Civil pode ser vista como significativa para os modelos que possuem a
				alfabetização financeira como variável dependente.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Avaliação Institucional</title>
			<p>A avaliação institucional, cujos resultados estão dispostos no <bold><xref
						ref-type="table" rid="t8">quadro 5</xref></bold>, forneceu visões críticas
				acerca das percepções dos estudantes. A questão AI1, que explora a relevância do
				ambiente educacional na promoção da educação financeira, obteve uma média
				significativamente superior, 13% a mais, em comparação com AI2, que investiga o
				impacto das disciplinas curriculares. Este contraste aponta para uma valorização
				expressiva do contexto institucional como um todo na facilitação da aprendizagem
				financeira.</p>
			<table-wrap id="t8">
				<label>Quadro 5</label>
				<caption>
					<title>Avaliação institucional</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Questões</th>
							<th align="center" valign="top">Média</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AI1 - O Ambiente Institucional contribuiu
								para a sua educação financeira?</td>
							<td align="center" valign="top">3.34</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AI2 - As disciplinas oferecidas foram
								importantes para a sua educação financeira?</td>
							<td align="center" valign="top">2.95</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">AI3 - Na sua opinião, a capacitação dos
								alunos e professores sobre esse assunto, teria um impacto positivo
								na formação profissional e acadêmica?</td>
							<td align="center" valign="top">4.72</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Isso, como indicado pela média de 3,34 para AI1, alinha-se com as pesquisas de <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Schiller (2019)</xref>, que enfatizam o papel do
				ambiente institucional como fundamentais na educação financeira. Contrariamente, a
				relevância menor atribuída às disciplinas específicas, com uma média de 2,95 para
				AI2, pode sugerir uma lacuna entre o currículo formal e as necessidades percebidas
				de alfabetização financeira, ressoando com as descobertas de <xref ref-type="bibr"
					rid="B6">Fernandes, Lynch Jr e Netemeyer (2014)</xref> sobre a desconexão entre
				conhecimento financeiro acadêmico e aplicação prática.</p>
			<p>Por outro lado, a resposta para a questão AI3 foi notável. Com uma média de 4,72, os
				estudantes expressaram um reconhecimento robusto da necessidade de capacitação em
				educação financeira, tanto para alunos quanto para professores. Este dado ressalta
				uma consciência coletiva sobre a importância crítica da educação financeira no
				cenário acadêmico, corroborando a teoria de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lusardi
					e Mitchell (2014)</xref> sobre a importância da instrução financeira para a
				tomada de decisões informadas.</p>
			<p>É uma indicação clara de que, para os respondentes, a internalização de competências
				financeiras é não apenas uma responsabilidade individual, mas também um imperativo
				institucional que requer um comprometimento integrado para otimizar os resultados de
				aprendizagem neste domínio crucial, como defendido por <xref ref-type="bibr"
					rid="B20">Potrich, Vieira e Kirch (2015)</xref>.</p>
			<p>Embora a questão AI1 tenha alcançado uma média superior, ela foi a que recebeu mais
				respostas de <italic>discordo totalmente</italic> em comparação com AI2. Entretanto,
				AI2 teve um número maior de respostas <italic>não estou decidido</italic> e
					<italic>discordo parcialmente</italic>, resultando em uma média reduzida.</p>
			<p>Em relação a questão AI3, apenas 4,55% dos entrevistados da pesquisa não responderam
				a questão com <italic>Concordo plenamente</italic> ou <italic>Concordo
					parcialmente</italic>. Por último, vale ressaltar que o único entrevistado que
				respondeu como <italic>Discordo totalmente</italic>, acertou cinco das seis questões
				de conhecimento financeiro, demostrando que a resposta não foi aleatória.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de educação financeira dos alunos de
				cursos de Engenharia de uma Instituição Federal de Ensino. Foi utilizada uma
				abordagem quantitativa, com dados coletados por meio de um questionário estruturado
				e analisados utilizando Microsoft Excel e IBM SPSS.</p>
			<p>A literatura revisada destacou a distinção entre educação e alfabetização financeira,
				a primeira sendo mais abrangente e a segunda focando em conhecimento, atitudes e
				comportamentos específicos. Os alunos avaliados demonstraram um nível alto de
				alfabetização financeira, com uma média de 4,22, um resultado que reforça a
				observação da literatura de que a exposição a tópicos financeiros durante os estudos
				superiores pode aumentar o conhecimento financeiro.</p>
			<p>No entanto, apesar do alto nível geral de alfabetização financeira, houve
				deficiências específicas, principalmente relacionadas ao uso do crédito e compras
				impulsivas, ambos associados aos vieses de consumo. A atitude financeira foi um
				ponto forte entre os respondentes, mas os resultados divergentes no comportamento
				financeiro sugerem a necessidade de métodos de avaliação mais refinados em estudos
				futuros.</p>
			<p>A contribuição da Instituição à alfabetização financeira dos alunos foi considerada
				regular, com uma média de 3,34, e a importância das disciplinas para a alfabetização
				financeira foi classificada como baixa, com uma média de 2,95. Isso indica uma
				oportunidade para enriquecer os currículos com mais conteúdo focado em finanças.</p>
			<p>Quanto à significância das variáveis socioeconômicas e demográficas, o tipo de
				emprego e o estado civil foram os únicos fatores que mostraram uma correlação
				significativa com a alfabetização financeira. As limitações do estudo incluíram o
				número de respondentes e o foco em uma única instituição.</p>
			<p>Em resumo, o estudo foi bem sucedido em avaliar o nível de alfabetização financeira e
				identificar áreas para melhoria e pesquisa adicional, contribuindo assim para a
				discussão contínua sobre a importância da educação financeira no desenvolvimento
				social e econômico do Brasil.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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					<source>Um estudo diagnóstico sobre a percepção da relação entre educação
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