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                <journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
                    (Bauru)</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">1980-850X</issn>
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                <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
                    Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
                    Bauru.</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="publisher-id">00039</article-id>
            <article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240039</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
                </subj-group>
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                <article-title>Aprendizagem significativa a respeito dos saberes docentes no âmbito
                    do Programa Residência Pedagógica</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Meaningful learning about teaching knowledge within the Pedagogical
                        Residency Program</trans-title>
                </trans-title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
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                    <xref ref-type="corresp" rid="c1"/>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
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                <label>1</label>
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            <author-notes>
                <corresp id="c1">Autor correspondente:
                    <email>jeanrthomaz@gmail.com</email></corresp>
            </author-notes>
<!--            <pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
                        reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
                        seja corretamente citado.</license-p>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>O presente estudo aborda a formação inicial de professores a partir de suas
                    participações no Programa de Residência Pedagógica (PRP). Objetivou-se analisar
                    indícios de aprendizagem significativa a respeito dos saberes docentes no âmbito
                    do PRP, compreendendo e refletindo relatos de experiências de residentes
                    licenciandos em Ciências da Natureza, participantes de uma escola-campo de anos
                    finais do Ensino Fundamental. Apresenta-se como uma pesquisa de abordagem
                    qualitativa e de caráter exploratório-descritivo. Fizeram parte dos sujeitos da
                    pesquisa seis residentes. Como instrumento de coleta de dados foram utilizados
                    dois relatos reflexivos, que foram construídos por cada residente e que
                    abordaram diferentes temáticas relacionadas à sua formação inicial a partir de
                    sua participação no PRP. Os principais resultados indicam indícios de
                    aprendizagem significativa acerca dos saberes da formação profissional e
                    experiencial. Entretanto, não foi possível investigar por indícios de
                    aprendizagem significativa sobre os saberes curricular e disciplinar neste grupo
                    de sujeitos.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This study examines the initial training of teachers through participation in the
                    Pedagogical Residency Program (PRP). The goal was to investigate the presence of
                    significant learning in terms of pedagogical teaching knowledge based on the
                    experiences of science resident students in a field school in the final years of
                    elementary school. The research used a qualitative approach with an
                    exploratory-descriptive nature, involved six students, and collected data
                    through two reflexive narratives addressing themes related to their initial
                    training in the PRP. The results show evidence of meaningful learning gained
                    from professional and experiential training. However, there was no evidence of
                    significant learning about curricular and disciplinary knowledge among this
                    subject group.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Educação básica</kwd>
                <kwd>Formação inicial do professor</kwd>
                <kwd>Aprendizagem significativa</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Basic education</kwd>
                <kwd>Initial teacher training</kwd>
                <kwd>Meaningful learning</kwd>
            </kwd-group>
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		</article-meta>
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    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>A articulação entre a prática docente e a integração dos conhecimentos de professores
                em formação aparenta ser um dos principais desafios do processo de formação docente
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Pannuti, 2015</xref>).</p>
            <p>Quanto ao papel de formação docente, a literatura esclarece que a parceria entre a
                escola e a universidade, além de promissora, é necessária, uma vez que contribui
                para o desenvolvimento e acompanhamento de estagiários, residentes e bolsistas de
                diferentes programas de formação de professores, mediando e promovendo a produção do
                conhecimento e o saber fazer pedagógico em diferentes esferas, visando a inserção
                profissional docente em momentos variados dos estágios de formação docente (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Souza Neto; Borges; Ayoub, 2021</xref>).</p>
            <p>Com o intuito de superar a fragmentação do processo de formação de professores, que
                pouco articula os conhecimentos discutidos nas universidades com as vivências
                práticas da profissão docente, e a partir do movimento de profissionalização do
                ensino, surgiram algumas iniciativas com o intuito de aproximar Universidades e
                Escolas da Educação Básica em movimentos conjuntos de valorização e formação de
                professores.</p>
            <p>Há projetos, ou programas, no âmbito nacional, que trilham o percurso no sentido da
                institucionalização de políticas de articulação entre a formação inicial e
                continuada de professores da Educação Básica, a saber: o Programa Institucional de
                Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
                de Nível Superior (Capes) (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gatti <italic>et
                        al</italic>., 2014</xref>); o Programa Residência Pedagógica (PRP) da Capes
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Faria; Diniz-Pereira, 2019</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B16">Giglio, 2020</xref>); a proposta do Complexo de
                Formação de Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B18">Lontra, 2020</xref>), entre outros.</p>
            <p>Quanto ao PRP, sua premissa é estabelecida a partir do processo de formação docente,
                ao considerar que “[...] a formação de quem vai formar torna-se central nos
                processos educativos formais, na direção da preservação de uma civilização que
                contenha possibilidades melhores de vida e co-participação de todos” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B14">Gatti, 2016, p. 163</xref>). Assim, práticas
                desenvolvidas pelos residentes, professores preceptores e professores orientadores
                participantes do PRP, vão ao encontro daquilo que <xref ref-type="bibr" rid="B27"
                    >Nóvoa (2019, p. 10)</xref> coloca como “[...] mudanças mais profundas do que
                parecem à primeira vista na organização das escolas e da profissão docente”.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B10">Costa e Fontoura (2015)</xref> compartilham que o
                momento inicial da docência, a partir do convívio com os estudantes, constitui-se em
                situações de aprendizagem do ofício e do desenvolvimento de competências
                profissionais docentes, pois caracterizam-se como situações de inserção cultural na
                profissão, a partir do compartilhamento prático de normas, valores institucionais,
                preceitos, comportamentos e procedimentos. Tais entendimentos e competências
                profissionais docentes são apresentados por diferentes autores, que ora se
                aproximam, ora se distanciam, sem um consenso sobre conhecimentos e habilidades
                inerentes aos saberes docentes. Tal complexidade em estabelecer um único conjunto de
                saberes docentes dificulta, inclusive, a qualidade do ensino de tais saberes.</p>
            <p>Não obstante a dificuldade em encontrar um consenso, são apresentados alguns
                conhecimentos e habilidades como importantes para a formação docente, tais como o
                conhecimento da disciplina, da pedagogia, do currículo, dos estudantes e do contexto
                escolar, e a reflexão sobre o ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pimenta,
                    1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Pimenta; Lima, 2017</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B34">Shulman, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37"
                    >Tardif, 2007</xref>).</p>
            <p>Restringimos a presente pesquisa aos entendimentos compartilhados por Maurice Tardif,
                que nos apresenta os saberes disciplinares, curriculares, experienciais e da
                profissão. Os <italic>saberes disciplinares</italic> são aqueles estritamente
                relacionados aos objetos do conhecimento das diferentes áreas do saber e são
                emergentes do saber culto e dos grupos sociais produtores de saberes (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B39">Tardif, 2014</xref>).</p>
            <p>Os <italic>saberes curriculares</italic> estão relacionados à estrutura
                organizacional com que os diferentes níveis de ensino são apresentados, os métodos
                que os permeiam, os objetivos e os conteúdos traçados para cada nível, e os
                discursos que os embasam (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Tardif, 2014</xref>).</p>
            <p>Compõem os <italic>saberes experienciais,</italic> aqueles advindos diretamente da
                vivência da profissão docente, como as experiências em sala de aula, escolas e
                espaços de ensino formais ou informais, sejam em momentos de regência de sala de
                aula ou em diferentes momentos formativos, ou mesmo como diferentes sujeitos que
                compõem a comunidade escolar, demais instituições de ensino, afinal “[...] esses
                saberes brotam da experiência e são por ela validados. Eles incorporam-se à
                experiência individual e coletiva sob a forma de <italic>habitus</italic> e de
                habilidades, de saber-fazer e de saber-ser” (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Tardif,
                    2014, p. 38</xref>).</p>
            <p>Uma vez que o professor e o ensino constituem objetos de saber para as ciências
                humanas, os saberes da formação profissional, ou saberes pedagógicos, representam o
                conjunto de saberes transmitidos pelas instituições de formação de professores, que
                estão relacionados às metodologias e concepções de ensino, aprendizagem, avaliação,
                etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Tardif, 2007</xref>).</p>
            <p>Sob o mesmo ponto de vista, entende-se que os saberes docentes constituem um campo
                conceitual necessário para a prática pedagógica, a ser apreendido no período da
                formação inicial. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Spohr, Garcia e Santarosa (2019,
                    p. 147)</xref> estabelecem que “[...] é durante o processo de aprendizagem do
                fazer docente que o conhecimento prévio do sujeito em formação inicial começa a se
                fortalecer, através das situações propostas ao longo deste período”.</p>
            <p>A Aprendizagem Significativa (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ausubel, 1980</xref>),
                por sua vez, trata de um processo que relaciona diferentes conceitos: novos
                conceitos são relacionados a conceitos relevantes preexistentes da estrutura do
                conhecimento de determinado indivíduo. Ou seja, é um processo que mobiliza a
                interação de uma nova informação com a estrutura prévia de conhecimento específica
                do sujeito. Tal conhecimento prévio, estritamente relevante para a nova informação
                para a qual o sujeito propõe o movimento de assimilação, é chamada de subsunçor.
                Assim, a aprendizagem significativa advém da nova informação e ancora-se em
                conceitos ou proposições relevantes preexistentes na estrutura cognitiva do
                sujeito.</p>
            <p>Salienta-se, assim, o quão importante é a atribuição de significado ao novo conteúdo
                a ser consolidado na estrutura cognitiva do sujeito. Este ocorre por intermédio da
                relação que o sujeito é capaz de atribuir às novas informações, tendo como alicerce
                o conhecimento que ele já possui. De acordo com Ausubel, o conceito de significado,
                neste contexto, está relacionado ao:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] conteúdo da consciência diferenciado e agudamente articulado que se
                    desenvolve como um produto da aprendizagem simbólica significativa ou que pode
                    ser evocado por um símbolo ou grupo de símbolos depois que estes foram
                    relacionados não arbitrariamente e substantivamente à estrutura cognitiva (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B2">Ausubel, 1980, p. 526</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Quanto à avaliação da aprendizagem significativa, <xref ref-type="bibr" rid="B23"
                    >Moreira (2012)</xref> coloca que esta deve ser formativa e recursiva, uma vez
                que se apresenta de maneira progressiva. Assim,</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>É necessário buscar evidências de aprendizagem significativa, ao invés de querer
                    determinar se ocorreu ou não. [...] É importante que ele ou ela externalize os
                    significados que está captando, que explique, justifique, suas respostas. Sem
                    dúvida, bastante difícil a avaliação da aprendizagem significativa (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B23">Moreira, 2012, p. 53</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B23">Moreira (2012)</xref> ainda esclarece que para que a
                aprendizagem significativa ocorra, é necessário alcançar duas condições: o material
                deve ser potencialmente significativo e o sujeito deve apresentar predisposição a
                aprender.</p>
            <p>Sobre o material ser potencialmente significativo, o autor esclarece que:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>A primeira condição implica 1) que o material de aprendizagem (livros, aulas,
                    aplicativos,...) tenha significado lógico (isto é, seja relacionável de maneira
                    não-arbitrária e não-literal a uma estrutura cognitiva apropriada e relevante) e
                    2) que o aprendiz tenha em sua estrutura cognitiva ideias-âncora relevantes com
                    as quais esse material possa ser relacionado. Quer dizer, o material deve ser
                    relacionável à estrutura cognitiva e o aprendiz deve ter o conhecimento prévio
                    necessário para fazer esse relacionamento de forma não-arbitrária e não literal
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Moreira, 2012, p. 36</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Quanto à predisposição do sujeito em aprender, <xref ref-type="bibr" rid="B23"
                    >Moreira (2012)</xref> traz que, caso o sujeito não apresente disposição prévia
                para relacionar novos significados à sua estrutura cognitiva, indícios de
                aprendizagem significativa dificilmente serão externalizados. Essa predisposição
                relaciona-se à intencionalidade da parte de quem aprende, depende da relevância que
                o aprendiz irá atribuir ao objeto de estudo, e apresenta diversas fontes de origem,
                tais como desejo e/ou interesse em aprender, boa relação com professores, objetivos
                pessoais, etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moreira, 2004</xref>).</p>
            <p>Diante do exposto, o objetivo deste estudo consiste em analisar indícios de
                aprendizagem significativa de saberes docentes no âmbito do PRP, compreendendo e
                refletindo relatos de experiências de residentes licenciandos em Ciências da
                Natureza, participantes de uma escola-campo de anos finais do Ensino
                Fundamental.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>Metodologia</title>
            <p>O problema de pesquisa se apresenta como: <italic>quais indícios de aprendizagem
                    significativa de saberes docentes são apresentados em relatos de experiências
                    construídos por licenciandos em Ciências da Natureza participantes do
                    PRP?</italic></p>
            <p>Para responder a esta questão, a presente pesquisa assume caráter qualitativo e
                caracteriza-se como exploratória-descritiva, pois apresenta o objetivo de levantar
                opiniões, atitudes e crenças de determinada população e procura descrever as suas
                características, além de constituir as relações entre as variáveis (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B17">Gil, 2012</xref>).</p>
            <p>Os autores desta pesquisa não solicitaram aprovação ao Comitê de Ética, uma vez que
                sua submissão a tal comitê é optativa para as pesquisas em nível de mestrado do
                Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, da
                Universidade Federal do Pampa (Unipampa), de acordo com o regimento interno do
                referido programa.</p>
            <p>Entretanto, cabe salientar que a presente pesquisa foi realizada em conformidade com
                os princípios éticos apresentados pela Resolução nº 510/16 do Ministério da Saúde
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2016</xref>), que dispõe sobre as normas
                cabíveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos metodológicos
                envolvem a utilização de dados coletados diretamente com os participantes.</p>
            <p>Ainda, a pesquisa correspondeu aos critérios éticos estabelecidos pela Unipampa, a
                saber: (a) esclarecimento, junto aos participantes da pesquisa, sobre as etapas da
                mesma; (b) assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; (c) preservação
                da privacidade dos participantes; (d) armazenamento por período de cinco anos do
                material coletado; (e) entrega de relatório, aos participantes, sobre os achados da
                pesquisa; (f) retirada, por parte do participante, do consentimento em participar da
                pesquisa, a qualquer momento e sem danos ou prejuízo ao mesmo.</p>
            <p>No que tange ao universo de estudo, esta pesquisa foi realizada com seis acadêmicos
                do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da Universidade Federal do Pampa
                (Unipampa), que atuaram como residentes no PRP. Estes sujeitos desenvolveram
                atividades de planejamento, regência e reflexão sobre a própria prática na rede
                pública de ensino do município de Uruguaiana/RS, participando desde o primeiro até o
                terceiro e último módulo do núcleo/área de Química e Física pertencente ao
                subprojeto de Matemática, Química e Física da edição 2020/2022 do PRP da
                Unipampa.</p>
            <p>O desenvolvimento do PRP, durante esta edição, organizou-se em três módulos com
                duração de seis meses cada, de acordo com o edital que regeu sua proposta. O
                presente núcleo teve como campo prático três escolas-campo, todas pertencentes à
                rede municipal de Ensino Fundamental do município de Uruguaiana, RS, sendo que
                constitui universo deste estudo apenas uma das três escolas-campo.</p>
            <p>Ao longo dos três módulos foram realizados momentos de estudos teóricos sobre
                assuntos pertinentes à educação, tais como teorias dos processos de ensino e
                aprendizagem, ferramentas e abordagens didático-pedagógicas, análises do Projeto
                Político Pedagógico da escola e demais estudos pertinentes ao entendimento da
                comunidade escolar, da qual os residentes, a partir de suas inserções na
                escola-campo, começaram a fazer parte.</p>
            <p>Em seguida, foram realizados períodos de planejamento e de regência de aula, que
                ocorreram de forma online, devido à situação de Ensino Remoto Emergencial em virtude
                da pandemia do novo coronavírus. Da mesma maneira, as aulas foram ministradas de
                maneira remota, a partir da utilização da ferramenta de comunicação digital
                WhatsApp. O período de regência de classe é o momento em que licenciandos assumem a
                sala de aula enquanto professores e executam o seu planejamento
                didático-pedagógico.</p>
            <p>O período pandêmico supracitado deu-se em virtude de uma pandemia decorrente do surto
                da COVID-19, uma doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, ou novo Coronavírus,
                instaurado no início de março de 2020. A partir desta situação, o Ministério da
                Educação decretou a utilização de atividades não presenciais, desenvolvidas por
                meios digitais, em substituição às aulas presenciais enquanto durasse a pandemia do
                novo Coronavírus (COVID-19). Tal mudança conduziu a realidade escolar a um novo
                modelo educacional, sustentado pelas tecnologias digitais e pautado nas metodologias
                da educação online, situação que ficou conhecida como Ensino Remoto Emergencial
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Marcon; Rebechi, 2020</xref>), que foi uma
                resposta imediata à situação de crise pandêmica e que se caracterizou como uma
                adaptação das atividades já desenvolvidas presencialmente, ao modelo de ensino
                remoto.</p>
            <p>Ao final de cada módulo há um período reservado para a escrita de um relatório em
                formato de relato de experiência, momento no qual os residentes devem refletir sobre
                algum aspecto relacionado a sua vivência e seu processo de formação
                acadêmico-profissional no PRP durante o módulo. A temática de reflexão é critério de
                escolha dos residentes, que podem optar por escrever sobre diversas questões dentre
                aquelas que lhes chamaram a atenção. São exemplos de temáticas discutidas pelos
                residentes: questões do processos de ensino e aprendizagem, transposição didática,
                acolhimento dos estudantes e dos residentes nos ambientes escolares, processos
                avaliativos, ferramentas de ensino, etc.</p>
            <p>O relatório em formato de relato de experiência é exigência da Capes para justificar
                e acompanhar o desenvolvimento das atividades divididas em módulos. Deve ser
                composto de, no mínimo, seis páginas, com resumo, introdução, desenvolvimento,
                contextualização, discussão, resultados, considerações finais e referências,
                respeitando as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Dessa
                maneira, o relato de experiência é uma reflexão acadêmica advinda de um contexto de
                vivência e embasada cientificamente em autores das temáticas a serem discutidas no
                relato.</p>
            <p>Ao se constituir, então, em uma importante fonte de dados reflexivos sobre
                experiências vivenciadas no processo de formação acadêmico-profissional dos
                residentes, o relato de experiência foi utilizado como instrumento de coleta de
                dados para a realização desta pesquisa.</p>
            <p>Assim, foram analisados os relatos reflexivos dos módulos I e III de seis residentes
                que participaram do primeiro ao terceiro módulo, com o intuito de procurar indícios
                de aprendizagem significativa acerca de saberes docentes. Os módulos I e III foram
                utilizados na perspectiva de analisar os posicionamentos presentes ao final dos
                primeiros seis meses de atuação no PRP em comparação aos posicionamentos ao final
                dos 18 meses. O relato do módulo I de cada residente foi tomado como instrumento de
                coleta dos conhecimentos prévios sobre os saberes docentes. O relato do módulo III
                foi utilizado para efetuar a verificação posterior a fim de se constatar se as
                concepções finais dos residentes apresentam indícios de avanço, estagnação ou
                retrocesso no entendimento dos saberes docentes, buscando, assim, indícios de
                aprendizagem significativa a partir de sua participação enquanto residente no
                Programa.</p>
            <p>Torna-se relevante salientar que os dados somente foram analisados após o aceite do
                termo de consentimento livre e esclarecido, documento que garante o anonimato dos
                participantes em relação às informações fornecidas.</p>
            <p>Os relatos de experiência foram analisados a partir da Análise de Conteúdo (AC)
                categorial de <xref ref-type="bibr" rid="B6">Bardin (2011)</xref>, que é realizada
                sob três etapas de tratamento de dados: a pré-análise, a exploração do material ou
                codificação, e o tratamento dos resultados obtidos e sua interpretação. O intuito
                dessa análise foi o de constituir e captar os significados e conhecimentos
                contemplados pelos residentes em seus relatos reflexivos.</p>
            <p>As categorias foram elencadas a priori e vão ao encontro dos saberes docentes na
                perspectiva dos saberes docentes elencados por <xref ref-type="bibr" rid="B38"
                    >Tardif (2010)</xref>: da formação profissional, curricular, disciplinar e
                experiencial.</p>
            <p>Ao realizar a AC, para melhor organização da codificação e para garantir o anonimato
                dos sujeitos da pesquisa, aos mesmos foram atribuídos a letra <italic>R</italic>,
                alusão à letra inicial da palavra residente, acompanhada de uma numeração de 1 a 6,
                como por exemplo, R1, R2, R3 e assim sucessivamente. Após o código para representar
                o residente, foram adicionados uma vírgula e o número 1, para representar um excerto
                extraído do módulo I, ou o número 2, para representar um excerto extraído do módulo
                III.</p>
            <p>Da mesma forma, as categorias, a priori, receberam o código correspondente à letra
                inicial dos saberes docentes: <italic>P</italic> para os de formação profissional,
                    <italic>C</italic> para os curriculares, <italic>D</italic> para os
                disciplinares e <italic>E</italic> para os experienciais. A codificação dos
                residentes, seguido da numeração que indica o módulo do qual o excerto foi retirado
                é seguido de dois pontos, da letra que representa o saber docente abordado e de um
                algarismo, que representa o número do excerto extraído do residente em questão.</p>
            <p>Para exemplificar a codificação, é tomado o excerto “<italic>o professor é um
                    pesquisador em serviço. Aprende com a prática e ensina a partir do que aprende.
                    O seu papel é fundamentalmente o de um orientador/mediador</italic> [...]” (R2,
                1:P1), que será mais tarde discutido no texto. O referido código (R2, 1:P1)
                desdobra-se da seguinte maneira: refere-se a um excerto do residente 2, pois
                apresenta a letra R seguida do algarismo 2, em seu relato do módulo I, pois após a
                vírgula consta o algarismo 1, que trata sobre os saberes profissionais, pois após o
                algarismo consta dois pontos e a letra P, e trata-se do primeiro excerto deste
                residente acerca do saber da formação profissional, pois após a letra P há o
                algarismo 1.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="results|discussion">
            <title>Resultados e discussão</title>
            <p>Os resultados apresentados são constituídos a partir da exploração e interpretação
                das escritas dos residentes que manifestaram diferentes entendimentos sobre os
                saberes docentes. Assim, foram extraídas passagens escritas dos relatos reflexivos
                que manifestavam os saberes docentes, seja em momentos de reflexão individual,
                concordância teórica com outros autores ou mesmo ao citar contextos e/ou exemplos
                para suas reflexões.</p>
            <p>A partir do entendimento de que um texto está aberto a variadas questões de
                interpretação, não apresentando significado único, é importante salientar que “[...]
                a AC interpreta o texto apenas à luz do referencial de codificação, que constitui
                uma seleção teórica que incorpora o objetivo da pesquisa” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B40">White; Marsh, 2006, p. 199</xref>, tradução nossa).</p>
            <p>Assim, são apresentadas as reflexões dos residentes elaboradas a partir de suas
                vivências no Programa, construídas a partir daquilo que cada um descreveu, refletiu
                e significou em seus posicionamentos.</p>
            <p>São apresentados, a seguir, as análises das mobilizações dos saberes docentes dos
                residentes no primeiro relato reflexivo de cada um (referente ao módulo I), que
                foram assumidos como conhecimentos prévios. Em seguida, essas mobilizações foram
                comparadas com aquelas presentes no segundo relato reflexivo de cada residente
                (referente ao módulo III). Assim, foram investigados indícios de aprendizagem
                significativa a respeito dos saberes docentes no âmbito do Programa de Residência
                Pedagógica ao longo de 12 meses entre o primeiro e o segundo relato analisados.</p>
            <p>Os resultados foram classificados em uma das quatro categorias a priori baseadas nos
                saberes docentes apresentados por Maurice Tardif (<xref ref-type="bibr" rid="B37"
                    >Tardif, 2007</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">2010</xref>): saber da
                formação profissional, saber disciplinar, saber curricular e saber experiencial.
                Entretanto, a partir das diferentes unidades de contexto da categoria saber da
                formação profissional, surgiram as seguintes subcategorias: como se ensina e
                contextualização.</p>
            <p>De maneira a buscar por indícios de aprendizagem significativa, foram comparadas
                apenas as categorias e/ou subcategorias de um mesmo residente que as tenha
                manifestado tanto em seu primeiro quanto em seu segundo relato.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>O saber profissional a partir de como se ensina</title>
            <p>Em seu primeiro relato, o R2, ao citar <xref ref-type="bibr" rid="B20">Moran (2004,
                    p. 30)</xref>, compartilha do entendimento de que “<italic>o professor é um
                    pesquisador em serviço. Aprende com a prática e ensina a partir do que aprende.
                    O seu papel é fundamentalmente o de um orientador/mediador</italic> [...]” (R2,
                1:P1). Mais tarde, o R2 (R2, 1:P2) retoma Moran ao citar que:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>Educamos de verdade quando aprendemos com cada coisa, pessoa ou ideia que vemos,
                    ouvimos, sentimos, tocamos, experimentamos, lemos, compartilhamos e sonhamos;
                    quando aprendemos em todos os espaços em que vivemos - na família, na escola, no
                    trabalho, no lazer, etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Moran, 2013, p.
                        22</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Ainda refletindo sobre como se ensina, o R2 fala sobre o objetivo que vislumbra para
                seus estudantes a partir da maneira com que ensina: “<italic>tornar-se protagonista
                    das atividades desenvolvidas no ambiente escolar</italic>” (R2, 1:P3) e faz
                menção a importância de um bom relacionamento entre professores e alunos:
                    “<italic>acredito ser de extrema importância a interação entre os discentes e
                    docentes para ter um melhor proveito e compreensão do conhecimento</italic>”
                (R2, 1:P4), o que é confirmado por <xref ref-type="bibr" rid="B33">Rodrigues (2019,
                    p. 121)</xref> quando diz que o bom relacionamento entre professores e alunos é
                positivo para os processos de ensino e aprendizagem, pois a partir deste
                comportamento, o professor “[...] vai conquistar a atenção e despertar o interesse
                do aluno para o conhecimento que ele está querendo abordar”. O autor corrobora <xref
                    ref-type="bibr" rid="B4">Ausubel, Novak e Hanesian (1980)</xref> quando dizem
                que, quando o aluno experimenta aspectos afetivos e relacionais que são positivos
                para ele, como o bom relacionamento e a interação com os professores, são maiores as
                chances de uma aprendizagem significativa ocorrer. Ainda, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B22">Moreira (1999, p. 104)</xref> coloca que “A predisposição para
                aprender, colocada por Ausubel como uma das condições para a aprendizagem
                significativa está, para Novak, intimamente relacionada com a experiência afetiva
                que o aprendiz tem no ato educativo”.</p>
            <p>Ao analisar o segundo relato do R2, o residente continua a traçar reflexões sobre
                como se ensina, desta vez aprofundando-se na necessidade de levar em consideração as
                características e necessidades do aprendiz, pensando em sua interação facilitada com
                diferentes recursos: “<italic>elas fazem com que os discentes consigam com
                    facilidade interagir com o conteúdo apresentado</italic>” (R2, 2:P2); e a
                possibilidade de personalização de ferramentas e o controle sobre o ritmo de estudo:
                    “<italic>Dessa maneira, o usuário do YouTube pode facilmente construir seu
                    ambiente pessoal de aprendizagem</italic>” (R2, 2:P4) e “[...] <italic>os
                    usuários têm controle sobre o ritmo da apresentação, podendo parar, retroceder e
                    avançar o vídeo</italic>” (R2, 2:P3). <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bacich,
                    Tanzi Neto e Trevisani (2015)</xref> corroboram o entendimento do R2 ao
                afirmarem que os recursos utilizados nos processos de ensino e aprendizagem devem
                adaptar-se à melhor maneira de aprender de cada estudante, uma vez que a
                aprendizagem e seu ritmo acontecem de maneira não linear para diferentes estudantes.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">Ausubel (1968)</xref>, por sua vez, coloca que a
                assimilação do material potencialmente significativo vai depender de como o
                estudante consegue interagir com o mesmo.</p>
            <p>R3, por sua vez, em seu primeiro relato e ao refletir sobre como se ensina, fala
                sobre o conhecimento ser convertido em algo com significado: “<italic>temos que
                    saber tratar de maneira especial o conhecimento, convertendo em algo
                    significativo e compreensível</italic>” (R3, 1:P9); sobre a importância do olhar
                atento aos estudantes, suas necessidades e particularidades: <italic>“foi preciso
                    repensar a forma com que o professor se relaciona com os alunos, através do
                    ensino, planejamento e avaliações</italic>” (R3, 1:P1); <italic>“trouxemos temas
                    transversais de fácil entendimento e com algumas propostas nos finais das aulas
                    que fossem menos desgastantes</italic>” (R3, 1:P5); e sobre o reinventar-se nas
                práticas educativas: <italic>“futuros e atuais professores estão inovando e
                    descobrindo meios que ajudem a obter um trabalho bem feito e reinventando na
                    hora de unir com excelência a teoria com a prática</italic>” (R3, 1:P2).</p>
            <p>Já em seu segundo relato, o R3 retoma importantes reflexões sobre como se ensina,
                trazidos como conhecimentos prévios em seu primeiro relato, a exemplo da necessidade
                de reinventar-se nas práticas educativas: <italic>“vimos a importância de utilizar
                    diferentes recursos didáticos, a fim de aprimorar o ensino dos alunos, obtendo
                    bons resultados e melhor desempenho ao inovar e diversificar as aulas para que
                    houvesse maior interesse e interação</italic>” (R3, 2:P1); <italic>“é necessário
                    o uso de diferentes recursos didáticos, como a experimentação, criação de
                    maquetes e representações dos conteúdos tratados</italic>” (R3, 2:P3) e
                    <italic>“é preciso saber inventar e reinventar ao aplicar atividades dentro de
                    uma sala de aula</italic>” (R3, 2:P2).</p>
            <p>Quanto às mobilizações de saberes profissionais por parte do R6, em seu primeiro
                relato ele coloca que “<italic>o educador deve fazer o uso de metodologias
                    diferenciadas para colaborar no processo de aprendizagem</italic>” (R6, 1:P2),
                enquanto em seu segundo relato ele retoma a problemática do uso de diferentes
                metodologias e menciona que se ensina, também, a partir de diferentes saberes:
                    <italic>“tenha-se a busca permanente de saberes, aprendizados e novas
                    estratégias de ensino</italic>” (R6, 2:P2).</p>
            <p>Neste sentido, há o entendimento de que a diversificação de recursos pedagógicos pode
                promover uma melhor aprendizagem, uma vez que os estudantes tem estímulos
                diferenciados para compreender o objeto de estudo e estabelecem diferentes relações
                com cada abordagem realizada (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Fiscarelli,
                    2004</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B3">Ausubel (1968)</xref> acredita que
                existem basicamente duas maneiras de aprender conceitos: mediante a formação de
                conceitos, que ocorre principalmente na primeira infância, e pela assimilação de
                conceitos. Na segunda, característica de crianças maiores, adolescentes e adultos,
                ocorre por meio de interação entre conhecimentos novos e prévios. Ainda, para <xref
                    ref-type="bibr" rid="B4">Ausubel, Novak e Hanesian (1980)</xref>, por exemplo,
                para que a aprendizagem significativa ocorra, o aprendiz precisa contar com um
                material que possa se relacionar à sua estrutura cognitiva pré-existente de maneira
                não arbitrária. A busca pela diversificação de recursos pedagógicos, então, é
                positiva no sentido de contemplar tal teoria, pois <xref ref-type="bibr" rid="B25"
                    >Moreira (2009)</xref> reitera que a aprendizagem significativa é definida pela
                interação entre conhecimentos prévios e novos, e que essa interação é não-literal e
                não-arbitrária, ou seja, os sujeitos não aprendem da mesma forma e ao pé da letra,
                por isso entende-se que a partir do uso de diferentes estratégias didáticas no
                processo de ensino, existem maiores probabilidades que os conhecimentos prévios
                adquiram novos significados com maior estabilidade cognitiva.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>O saber profissional a partir da contextualização</title>
            <p>Ainda relacionando-se ao saber profissional, diferentes residentes refletiram sobre a
                contextualização enquanto abordagem metodológica pertinente para suas formações e
                práticas docentes.</p>
            <p>Tais manifestações são evidentes quando, em seu primeiro relato, o R1 traz:
                    <italic>“sempre levando em conta uma ligação com seu cotidiano da vida no campo,
                    os fazendo refletir sobre seu dia-a-dia</italic>” (R1, 1:P9); e <italic>“É muito
                    importante saber observar e entender as vivências e bagagens que os alunos já
                    trazem de suas casas e suas vidas para a escola</italic>” (R1, 1:P7). Mais
                tarde, em seu segundo relato, o R1 retoma sua reflexão sobre a importância da
                contextualização ao colocar que: “<italic>tivemos o cuidado de adequar a maneira das
                    quais abordamos determinado conteúdo com os estudantes, onde também levamos em
                    conta a realidade do estudante, e sempre amparando as atividades propostas com o
                    cotidiano do estudante e o meio rural</italic>” (R1, 2:P2). Ao discutir seus
                conhecimentos profissionais, fica evidente o entendimento do R1 de que ensinar exige
                respeito aos saberes dos educandos, a suas realidades e a suas bagagens (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B13">Freire, 2003</xref>).</p>
            <p>Em seu primeiro relato, o R4 também manifesta a importância da contextualização para
                sua formação docente, quando diz:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] <italic>trazendo o contexto do educando para os planejamentos de
                        atividades, pensando no tempo gasto e quantidade de internet gasta, firmando
                        o ideal de querer trazer a realidade daqueles que estão aprendendo para que
                        tal aprendizagem seja satisfatória e significativa para suas vidas</italic>
                    (R4, 1:P8).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Mais tarde, em seu segundo relato, o R4 afirma que teve seu entendimento sobre a
                contextualização ampliado ao posicionar-se da seguinte maneira:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] <italic>a visão de que o contexto e vivência são mais importantes que
                        avaliações e prazos foi ampliado, já que os alunos demonstram mais interesse
                        e devoluções de aprendizagens quando tomamos a iniciativa de trazer o mundo
                        deles para dentro das aulas, que ao incluir suas opiniões e história faz com
                        que o conhecimento seja voltado para um conhecimento já pré-estabelecido por
                        tais vivências</italic> (R4, 2:P7).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Nesse sentido, R1 e R4 mobilizam saberes que vão ao encontro daquilo que é
                preconizado pela Base Nacional Curricular Comum (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                    >Brasil, 2018</xref>), documento que diz ser necessário considerar a realidade
                local, regional e individual do educando no desenvolvimento de competências e
                habilidades comuns, e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>), que define que as instituições de
                ensino devem contextualizar seus conteúdos às realidades regionais e locais da vida
                de seus estudantes, direcionando a aprendizagem dos saberes para o uso no seu
                cotidiano, conferindo-lhes significado. Afinal, contextualizar é “[...] um exercício
                de atribuição de significado, mas não apenas isso: consiste em estabelecer o vínculo
                necessário entre a realidade e o conhecimento, estimulando um movimento reflexivo,
                um voltar a si para compreender e transformar a realidade” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B32">Pykocz; Benites, 2022, p. 1079</xref>). Ainda, para que o estudante se
                sinta motivado para aprender, principal condição para que ocorra Aprendizagem
                Significativa, <xref ref-type="bibr" rid="B23">Moreira (2012)</xref> orienta que as
                situações iniciais apresentadas devem dar sentido aos novos conhecimentos para que o
                aprendiz seja capaz de modelálas mentalmente. Entende-se que isso só é possível a
                partir da contextualização, ou seja, da compreensão das vivências desses sujeitos.
                Desta maneira, foram expostas as mobilizações dos residentes que se direcionaram ao
                encontro dos saberes profissionais ao refletirem sobre como se ensina e
                contextualização.</p>
            <p>Ao comparar os posicionamentos do primeiro e segundo relato, fica evidente que os
                residentes R1, R2, R3, R4 e R6 ressignificaram seus entendimentos sobre os saberes
                profissionais na perspectiva de Tardif, pois refletiram e apresentaram indícios de
                aprofundamento sobre como se ensina e contextualização, perpassando discussões sobre
                a necessidade de adequação de ferramentas pedagógicas, a variação de metodologias
                empregadas e a interação entre professor-aluno no sentido da busca por um maior
                entendimento sobre os processos de ensino e aprendizagem e pela melhoria dos mesmos.
                Sobre esta perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="B38">Tardif (2010)</xref> nos
                esclarece que estes saberes se apresentam como concepções advindas do fazer
                pedagógico fundamentado em doutrinas centradas nas ideologias da educação e
                provenientes das reflexões teóricas e práticas acerca da prática educativa em si,
                que são incorporadas à prática profissional do professor e passam a possibilitar
                diferentes técnicas de ensino.</p>
            <p>Uma vez que “[...] a aprendizagem significativa implica interação entre conhecimentos
                prévios e novos conhecimentos, um processo no qual estes passam ter significados
                psicológicos e os primeiros podem adquirir novos significados” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B23">Moreira, 2012, p. 4</xref>) percebe-se que os
                residentes R1, R2, R3, R4 e R6 nos fornecem indícios de que houve aprendizagem
                significativa acerca do saber da formação profissional, pois os tópicos apresentados
                em seu segundo relato complementam, corroboram e/ou aprofundam aqueles presentes em
                seu primeiro relato, em um movimento de ressignificação de conceitos já
                existentes.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>O saber experiencial a partir da vivência da realidade</title>
            <p>No que tange a saberes experienciais, o R6 traça reflexões sobre a importância dos
                momentos de vivência da prática docente e do ambiente escolar no sentido de conhecer
                a realidade da profissão, refletindo sobre a relação entre a teoria e a prática e
                aprendendo a partir desta relação, pois, segundo o residente, “[...]
                    <italic>tornou-se viável pensarmos criticamente na nossa prática docente,
                    colocarmos em prática as teorias que estudamos na academia</italic>” (R6,
                1:E8).</p>
            <p>Em seu segundo relato, o R6 amadurece seus entendimentos acerca dos saberes
                experienciais a ponto de o próprio residente concordar com a colocação de <xref
                    ref-type="bibr" rid="B37">Tardif (2007, p. 53)</xref> ao citá-lo quando este diz
                que:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] a prática pode ser vista como um processo de aprendizagem por meio do qual
                    os professores retraduzem sua formação e a adaptam à profissão, eliminando o que
                    lhes parece inutilmente abstrato ou sem relação com a realidade vivida e
                    conservando o que pode servir-lhes de uma maneira ou de outra (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B37">Tardif, 2007, p. 53</xref>).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>R1, por sua vez, vai ao encontro das reflexões de R6 no que tange a relação entre
                teoria e prática ao constatar:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] <italic>o quão importante e necessário se faz a realização de uma prática,
                        ou experiência diretamente nas escolas, pois somente através desse tipo de
                        experiências conseguimos entender realmente todo o funcionamento e dia-a-dia
                        do contexto escolar, pois até o momento tínhamos somente a teoria do que se
                        é desenvolvido nas escolas. Desta forma, nos possibilitando ressignificar
                        nossa visão acerca da complexidade que é estar em sala de aula</italic>
                    [...] (R1, 1:E3).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Ao manifestar o entendimento de que a realização de experiências diretamente nas
                escolas é importante para a boa prática de sua profissão a partir do repensar da
                relação entre a teoria e a prática, R6 e R1 corroboram <xref ref-type="bibr"
                    rid="B13">Freire (2003, p. 35)</xref> quando este diz que “[...] como professor
                preciso me mover com clareza na minha prática. Preciso conhecer as diferentes
                dimensões que caracterizam a essência da prática, o que me pode tornar mais seguro
                no meu próprio desempenho”.</p>
            <p>Sobre esse conhecimento prévio acerca do saber experiencial, R1 nos coloca, em seu
                segundo relato, sobre a importância da discussão e da vivência do saber experiencial
                durante o processo de formação acadêmico-profissional de licenciandos ao dizer
                que:</p>
            <p>
				<disp-quote>
                <p>[...] <italic>uma parte muito importante no processo de formação que deveria ser
                        mais trabalhada no momento em que estamos estudando seria a distância entre
                        o que é estudado na teoria e a realidade que é encontrada pelos futuros
                        professores nas salas de aulas com os estudantes, pois existe uma distância
                        muito grande entre as duas situações</italic> (R1, 2:E4).</p>
            </disp-quote>
			</p>
            <p>Assim, R1, ao discutir sobre o mesmo assunto de R6, externaliza seu entendimento
                sobre a necessidade do estreitamento entre a vivência em salas de aula e os estudos
                realizados para com professores em formação, no sentido do encurtamento da distância
                entre o que se diz e o que se faz, afinal “[...] o saber dos professores deve ser
                compreendido em íntima relação com o trabalho deles na escola e na sala de aula”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Tardif, 2010, p. 15</xref>). Seguramente, a
                vivência da realidade escolar durante a formação docente estimula o pensamento
                reflexivo, pois segundo seguidores do referencial ausubeliano, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B26">Novak e Gowin (1984)</xref>, este compreende fazer algo de forma
                controlada e, para isso, necessitamos de tempo e atividades mediadoras, a exemplo do
                que é vivenciado em Programas de iniciação à docência como o PRP.</p>
            <p>Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B30">Pimenta (1996, p. 82)</xref> nos
                coloca que a mobilização de diferentes saberes docentes, e o consequente
                encurtamento da distância entre a teoria e a prática discutido por R1 e R6, é
                justamente advinda da ação e da experiência: “Os profissionais da educação, em
                contato com os saberes sobre a educação e sobre a pedagogia, podem encontrar
                instrumentos para se interrogarem e alimentarem suas práticas, confrontando-os. É aí
                que se produzem saberes pedagógicos, na ação”. Ainda, sobre os saberes experienciais
                externalizados por R1 e R6 em seus segundos relatos, <xref ref-type="bibr" rid="B38"
                    >Tardif (2010, p. 49)</xref> diz que estes constituem um “[...] conjunto de
                representações a partir das quais os professores interpretam, compreendem e orientam
                sua profissão e sua prática cotidiana em todas as suas dimensões”. Assim, o autor
                explica o que R1 e R6 compartilharam ao observar que somente a experiência em
                escolas lhes foi capaz de mostrar, que há um distanciamento entre o que é discutido
                e estudado na sala de aula da graduação e o que é vivenciado nas salas de aula da
                Educação Básica.</p>
            <p>R3 nos coloca sobre a aprendizagem advinda da vivência, ou seja, da experiência de
                estar em ambientes escolares. Assim, R3 salienta que somente a experiência poderia
                ter lhe dado a segurança que julga ser necessária para o enfrentamento de situações
                de processos de ensino e aprendizagem quando diz que descobriu “[...] <italic>a
                    realidade dessa profissão, que apesar de ter sido executada de forma on-line,
                    trouxe segurança para o dia que for necessário ter aula presencial, com uma
                    visão aperfeiçoada e adaptada para os planejamentos</italic>” (R3, 1:E13).
                Ainda, em seu segundo relato, R3 retoma a necessidade da aprendizagem sobre os
                saberes experienciais ao compartilhar que foi a vivência da profissão “[...]
                    <italic>que me permitiu ter a oportunidade de vivenciar a prática
                    docente</italic> [...] <italic>podendo aperfeiçoar esta formação ao aliar teoria
                    e prática</italic>” (R3, 2:E1).</p>
            <p>O R5, por sua vez, em suas primeiras reflexões, nos traz que imagina o
                    “<italic>quanto a prática é fundamental para desenvolver a teoria aprendida em
                    sala de aula de um curso de formação inicial</italic>” (R5, 1:E6), mas somente
                em seu segundo relato foi capaz de, efetivamente, compartilhar uma aprendizagem
                advinda da experiência na escola, ao dizer que, a partir da experiência em sala de
                aula, proporcionada pelas atividades desenvolvidas durante o PRP, constatou que
                    “<italic>não ter o convívio e o vínculo afetivo com os estudantes dificulta sua
                    prática e avaliação</italic>” (R5, 2:E1).</p>
            <p>R1, R3, R5 e R6 nos apresentam indícios de aprendizagem significativa sobre o saber
                experiencial, pois apresentaram conhecimentos em seu primeiro relato que foram
                corroborados e aprofundados em seu segundo relato, com ênfase na aquisição de
                segurança e aperfeiçoamento da prática a partir da execução daquilo que conheciam
                somente a partir da teoria. <xref ref-type="bibr" rid="B4">Ausubel, Hanesian e Novak
                    (1980)</xref> estabelecem que uma das condições para que aprendizagem
                significativa ocorra é a predisposição do aluno e esse fator pode ser validado a
                partir das vivências no contexto escolar. Os autores afirmam ainda que durante o
                processo de aprendizagem significativa não ocorre apenas a modificação de
                significado relacionada à nova informação, mas também a modificação do significado
                das informações relacionadas entre si, o que se pode perceber a partir das
                evidências apresentadas nas escritas reflexivas dos residentes.</p>
            <p>Quanto aos saberes curricular e disciplinar: o saber curricular não foi abordado por
                nenhum dos seis residentes, nem em seu primeiro, tampouco em seu segundo relato; o
                saber disciplinar foi manifestado somente pelo R1 e somente em seu segundo relato.
                Desta maneira, não foi possível investigar por indícios de aprendizagem
                significativa sobre os saberes curricular e disciplinar neste grupo de sujeitos.</p>
            <p>Entendemos que, mesmo os saberes docentes que não foram manifestados pelos residentes
                em seus relatos, ainda podem ter sido mobilizados a partir de suas participações no
                Programa de Residência Pedagógica, uma vez que a temática de discussão dos relatos
                era aberta a quaisquer tópicos relativos às suas experiências no âmbito do
                Programa.</p>
            <p>Quanto a predisposição para aprender por parte dos residentes, compreendemos que
                estas são advindas de variadas motivações por parte dos licenciandos para
                participarem do PRP, perpassando diferentes interesses e necessidades, tais como a
                validação da carga horária para estágios obrigatórios, a possibilidade de
                remuneração a partir da bolsa de estudos, a vivência da realidade escolar e a
                regência escolar assistida por profissionais experientes, como apontado por <xref
                    ref-type="bibr" rid="B1">Asambuja <italic>et al</italic>. (2022)</xref>. Ainda,
                a inscrição e participação dos licenciandos no Programa não é compulsória. Desta
                maneira, é possível inferir que todos os residentes apresentam algum tipo de
                predisposição para aprender a partir das atividades desenvolvidas no PRP, ainda que
                estas sejam diferentes para cada residente.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>O PRP constitui-se em um esforço para promover o aperfeiçoamento da formação inicial
                de professores da Educação Básica, sendo assim, o presente estudo buscou identificar
                indícios de aprendizagem significativa sobre os saberes docentes em um grupo de
                residentes do núcleo Interdisciplinar em Ciências do PRP da Unipampa, a partir de
                sua participação no mesmo.</p>
            <p>Nesse sentido, pode ser ressaltado que foram encontrados indícios de aprendizagem
                significativa sobre os saberes profissionais, principalmente a partir de reflexões
                sobre como se ensina e contextualização, e saberes experienciais, com reflexões
                acerca da importância da vivência de sala de aula para a superação do encurtamento
                entre a teoria e a prática. Entretanto, dado o contexto pandêmico, devido ao surto
                da COVID-19, e a implementação do Ensino Remoto Emergencial, é compreensível que os
                resultados encontrados nesta pesquisa se diferenciem daqueles encontrados caso esta
                pesquisa volte a ser desenvolvida em tempos considerados normais, sem a exigência do
                distanciamento social e com atividades escolares acontecendo de maneira regular.</p>
            <p>Encoraja-se, dada a relevância do PRP para a formação inicial de professores, a
                ampliação do número de sujeitos e de núcleos participantes de pesquisas futuras
                realizadas no âmbito do Programa sobre saberes docentes, a fim de que se tenha um
                melhor entendimento acerca da validação do mesmo e melhorias possam ser alcançadas
                para contribuir com o processo de formação de novos professores nas variadas áreas
                do conhecimento.</p>
        </sec>
    </body>
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