<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.8" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">ciedu</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
					(Bauru)</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1516-7313</issn>
			<issn pub-type="epub">1980-850X</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
					Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
					Bauru.</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00043</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240042</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>O Proenfis, a sala de aula e o Ensino de Física</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Proenfis, the classroom, and physics teaching</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6703-7527</contrib-id>
					<name>
						<surname>Fernandes</surname>
						<given-names>Sandro Soares</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5846-0841</contrib-id>
					<name>
						<surname>Vianna</surname>
						<given-names>Deise Miranda</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="normalized">Colégio Pedro II</institution>
				<institution content-type="orgname">Colégio Pedro II</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Física</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
					<named-content content-type="state">RJ</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Colégio Pedro II, Departamento de Física, Rio
					de Janeiro, RJ, Brasil</institution>
					<email>sandrorjbr@uol.com.br</email>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>2</label>
				<institution content-type="normalized">Instituto Oswaldo Cruz</institution>
				<institution content-type="orgname">Instituto Oswaldo Cruz</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
					<named-content content-type="state">RJ</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Instituto Oswaldo Cruz, Programa de
					Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Rio de Janeiro, RJ,
					Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c1">Autor Correspondente: <email>sandrorjbr@uol.com.br</email>
				</corresp>
			</author-notes>
<!-- 			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>19</day>
				<month>08</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic"> -->
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>30</volume>
			<elocation-id>e24042</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>15</day>
					<month>12</month>
					<year>2023</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>09</day>
					<month>06</month>
					<year>2024</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Neste trabalho, apresentamos a investigação dos impactos da participação de
					professores em um grupo de pesquisa na sua prática em sala de aula. Concentramos
					na formação de professores de Física, atividades investigativas e abordagens em
					Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS). Usando pesquisa qualitativa com foco na
					tematização, entrevistamos professores com o objetivo de responder à pergunta:
					Há transformações pedagógicas e metodológicas nos professores que participam do
					grupo de pesquisa Proenfis que modificam o processo de ensino-aprendizagem em
					suas aulas de Física? Resultados destacam que a vivência colaborativa do grupo
					promove mudanças na prática pedagógica e a pesquisa em ensino alinhada com o que
					acontece na sala de aula desempenha papel fundamental na formação de professores
					reflexivos e desenvolvimento de estudantes mais críticos. Este estudo contribui
					para o campo da formação de professores de Física, destacando o quanto o Ensino
					por Investigação e abordagens com foco em CTS desempenham papel fundamental
					nesse processo.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>In this paper, we present an investigation of the impact of teachers’
					participation in a research group on their classroom practice. We focus on
					physics education, inquiry activities, and science-technology-society (STS)
					approaches. Using qualitative research emphasizing thematic elements, we
					interviewed teachers to answer the question: Are there pedagogical and
					methodological changes in the teachers participating in the Proenfis research
					group that alter the teaching-learning process in their physics classes? The
					results show that the collaborative experience within the group promotes changes
					in pedagogical practice, and that educational research aligned with what happens
					in the classroom plays a fundamental role in the education of reflective
					teachers and the development of more critical students. This study contributes
					to the field of physics education by highlighting and emphasizing how
					inquiry-based learning and STS-focused approaches play a crucial role in this
					process.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Ensino de física</kwd>
				<kwd>Formação docente</kwd>
				<kwd>Grupo de pesquisa</kwd>
				<kwd>Prática pedagógica</kwd>
				<kwd>Abordagem CTS</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Physics teaching</kwd>
				<kwd>Teacher training</kwd>
				<kwd>Research group</kwd>
				<kwd>Teaching practice</kwd>
				<kwd>STS approach</kwd>
			</kwd-group>
		<counts>
				<fig-count count="7"/>
				<table-count count="5"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="21"/>
				<page-count count="0"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>O fazer pedagógico de cada professor, ou seja, ‘o jeito’ como cada professor articula
				sua aula, está diretamente relacionado ao seu saber ou conhecimento profissional
					(<xref ref-type="bibr" rid="B1">Barbosa et al., 2017</xref>). Com o agravamento
				das questões ambientais e o medo decorrente da expansão tecnológica, torna-se
				imprescindível que o ensino de ciências contemple essas preocupações da sociedade.
				Valorizar procedimentos investigativos na formação desses professores não apenas
				promove uma abordagem mais envolvente e eficaz da aprendizagem, mas também incentiva
				os estudantes a participarem ativamente do seu próprio processo de aprendizagem
					(<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carvalho; Sasseron, 2018</xref>). No entanto, a
				integração desses procedimentos na prática docente requer um compromisso por parte
				dos educadores, que devem estar dispostos a enfrentar desafios e a se adaptarem às
				mudanças em sua abordagem pedagógica. Durante a graduação, o futuro professor tem
				poucas oportunidades de articular teoria e prática; aprende a enfatizar a matemática
				inerente aos conhecimentos físicos e a transmitir conteúdos, às vezes ultrapassados,
				quando consideramos as transformações da tecnociência e do mundo (<xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Yano; Alves 2021</xref>).</p>
			<p>A reforma educacional, iniciada a partir da implementação da Base Nacional Comum
				Curricular (BNCC), instituiu mudanças na formação inicial e continuada de
				professores, levando em consideração “[...] dimensões do conhecimento, da prática e
				do engajamento profissionais, suas competências específicas e correspondentes
				habilidades” (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 2019</xref>, p. 8). A nova base
				defende que uma formação continuada, para que tenha impacto positivo quanto à sua
				eficácia na melhoria da prática docente, deve atender as características de: foco no
				conhecimento pedagógico do conteúdo; uso de metodologias ativas de aprendizagem;
				trabalho colaborativo entre pares; duração prolongada da formação e coerência
				sistêmica.</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B8">Fontoura, Pereira e Figueira (2020)</xref>, a
				formação continuada tem o objetivo de melhorar a prática pedagógica de professores
				de Física, gerando mudanças em suas atitudes, os tornando mais reflexivos e
				envolvidos no processo ensino-aprendizagem, orientando na superação das dificuldades
				dos estudantes, rompendo a ideia enraizada de um ensino conteudista, matematizado e
				voltado ao acúmulo de informações.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Pereira e Teixeira (2020)</xref> investigaram como
				os trabalhos, sobretudo em grupos de pesquisa, poderiam contribuir para didáticas
				investigativas, seja na formação de professores, seja na produção de objetos
				educacionais, ou ainda refletindo sobre as orientações curriculares e a prática de
				sala de aula na Educação Básica.</p>
			<p>Nesse contexto, este trabalho apresenta a relação entre a participação de professores
				em um grupo de pesquisa e sua prática em sala de aula. O grupo de pesquisa em foco,
				denominado Proenfis, oferece um ambiente propício para essa investigação, uma vez
				que adota uma abordagem que valoriza a pesquisa em ensino de Física e uma prática
				pedagógica que tem um olhar direcionado para as demandas da sala de aula. O cerne
				dessa investigação reside na ideia de que os professores que se envolvem ativamente
				em grupos de pesquisa educacional estão mais propensos a promover mudanças
				significativas em suas práticas docentes.</p>
			<p>Uma das razões fundamentais para estudar essa relação é a busca contínua pela
				melhoria da qualidade do ensino. Compreender como a participação dos professores em
				grupos de pesquisa pode influenciar sua abordagem pedagógica tem o potencial de
				elevar a qualidade de ensino nas instituições educacionais. Este estudo pode
				fornecer respostas sobre como os professores podem se beneficiar da participação em
				grupos de pesquisa, adquirindo novas habilidades, conhecimentos e práticas que
				aprimoram sua eficácia como educadores. Investigamos, por meio de entrevistas
				semiestruturadas, como acontece o processo de inserção e participação dos
				professores no Proenfis e o desdobramento desse processo em suas salas de aulas.
				Essas entrevistas nos ajudarão a capturar as experiências pessoais desses
				professores nas escolas e também promover um entendimento de como essa participação
				afeta sua abordagem pedagógica.</p>
			<p>Um dos caminhos para aprimorar a qualidade da educação é valorizar procedimentos
				investigativos que envolvam tanto os professores quanto os estudantes. A premissa
				subjacente a essa abordagem é que, ao participar ativamente do seu próprio processo
				de aprendizagem, o estudante se torna mais envolvido, crítico e motivado. No
				entanto, para implementar com sucesso essa perspectiva, é fundamental que os
				professores também estejam dispostos a se engajar em práticas pedagógicas inovadoras
				e desafiar os paradigmas estabelecidos. Compreender como essa participação impacta a
				prática docente é fundamental para melhorar o processo ensino-aprendizagem de Física
				e promover abordagens pedagógicas mais eficientes. A pergunta de pesquisa central
				deste estudo é a seguinte: <italic>Há transformações pedagógicas e metodológicas nos
					professores que participam do grupo de pesquisa Proenfis que modificam o
					processo de ensino-aprendizagem em suas aulas de Física?</italic></p>
			<p>Essa pergunta de pesquisa orientará a investigação ao longo deste trabalho, buscando
				evidências que possam contribuir para a melhoria da prática docente em Física, além
				de representar uma tentativa significativa de contribuir para a compreensão das
				relações entre pesquisa educacional, prática docente e qualidade do ensino de
				Física. À medida que avançamos, exploraremos os resultados dessa pesquisa e suas
				implicações para o campo da educação.</p>
			<p>Buscando identificar a forma mais adequada para realizar a análise das informações
				coletadas nas entrevistas, usaremos o processo de Tematização como proposta de
				análise dessas informações. Iremos guiar o leitor por meio do processo de
				tematização aplicado às entrevistas, explicando as etapas envolvidas, os critérios
				de seleção de temas e as estratégias utilizadas para garantir uma análise rigorosa e
				confiável. Além disso, destacaremos como a tematização pode enriquecer nossa
				compreensão das respostas dos participantes e contribuir para as conclusões gerais
				desta pesquisa.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Referencial teórico</title>
			<sec>
				<title>
					<italic>Formação de professores de Ciências</italic>
				</title>
				<p>Em uma sociedade que está passando por uma rápida evolução tecnológica e
					científica, a formação dos professores é um componente essencial para garantir
					que os alunos estejam preparados para enfrentar os desafios em constante mudança
					que surgem em sua prática pedagógica. A formação contínua não ajuda apenas a
					preencher as lacunas de conhecimento que os professores podem sentir à medida
					que novos avanços ocorrem, mas também auxilia na adoção de melhores práticas e
					metodologias de ensino mais eficazes. Por conta disso, investir na formação
					contínua dos professores é fundamental para garantir que eles possam oferecer
					uma educação de qualidade e preparar os alunos para um mundo em constante
					evolução. Isso não apenas beneficia os docentes em seu desenvolvimento
					profissional, mas também impacta positivamente a sociedade como um todo, ao
					garantir que a próxima geração esteja preparada para enfrentar os desafios e
					oportunidades do futuro.</p>
				<p>Sobre o ensino de Física, por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Yano e
						Alves (2023)</xref> fizeram uma revisão das pesquisas sobre a formação
					continuada de professores dessa área e verificaram que essa formação, muitas
					vezes, ainda não é feita de uma maneira com que ela possa se mostrar mais eficaz
					e desejável. Muito ainda precisa ser feito desde a formação inicial, passando
					pelos mestrados e doutorados profissionais e acadêmicos e envolvendo a
					colaboração de pesquisadores das instituições universitárias e equipes de
					professores nas escolas.</p>
				<p>Os professores precisam criar ambientes de aprendizagem estimulantes, projetar
					atividades envolventes e adaptar-se às necessidades individuais dos alunos. É um
					processo que requer dedicação e reflexão contínua sobre a prática pedagógica.
					Isso não apenas torna o aprendizado mais envolvente, mas também ajuda os alunos
					a compreenderem os conceitos trabalhados de maneira mais prazerosa.</p>
				<p>Para criar esse ambiente, há perguntas essenciais que precisamos discutir, dentro
					e fora das universidades. Qual o sentido de ensinar ciências? Que tipo de aula
					queremos dar? Que alunos queremos formar? Segundo Sasseron e Duschl (<xref
						ref-type="bibr" rid="B17">2016</xref>), a resposta para estas perguntas e,
					consequentemente, uma justificativa para o ensino de ciências, não pode advir da
					simples afirmação de que a sociedade atual é altamente tecnológica. De fato, ela
					é, mas, contraditoriamente, a grande maioria dos aparelhos tecnológicos que
					temos a nossa disposição hoje em dia são projetados de tal modo que não é
					preciso conhecer sobre tecnologia, e muito menos sobre ciência, para manejá-los
					e bem fazer uso deles. Para os autores, a escola tem o dever de oferecer
					oportunidade para que os estudantes aprimorem e aperfeiçoem modos de pensar e de
					conceber ideias, aproximando-os dos modos científicos, além de possibilitar
					acesso a novas informações e contextos de observação e investigação.</p>
				<p>Deste modo, como um aspecto específico do funcionamento cognitivo dos nossos
					alunos, a discussão e construção de conceitos de Ciências deve ser uma
					preocupação no processo de ensino e, na maioria das vezes, não recebem a atenção
					necessária por parte dos professores. É necessário criar condições para que os
					professores adquiram conhecimentos teóricos para suscitar contextos sobre o
					fazer pedagógico, pois, teoria sem a prática vira verbalismo, assim como a
					prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a
					teoria, tem-se, a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade (<xref
						ref-type="bibr" rid="B9">Freire, 2006</xref>).</p>
				<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B12">Nardi (2022)</xref>, no Brasil, a
					preocupação com a formação inicial e contínua de professores de Ciências
					permitiu à comunidade acadêmica se aproximar dos problemas da educação básica,
					principalmente na definição de currículos para a formação de licenciandos, nas
					propostas de parâmetros curriculares nacionais, estaduais e municipais e ainda
					por meio de cursos de atualização, especialização, evoluindo para a
					pós-graduação stricto sensu, em nível de mestrados e doutorados acadêmicos e
					profissionais. O autor apresenta dados mostrando que sociedades científicas
					tiveram um papel importante na abertura de espaço para que os pesquisadores
					discutissem as questões de ensino e aprendizagem de Ciências. Entre elas,
					podemos destacar: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),
					Sociedade Brasileira de Física (SBF), Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e
					Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio). É importante salientar
					que encontros organizados por essas sociedades e revistas de publicações
					vinculadas a essas áreas têm contribuído com a disseminação de pesquisas na área
					de Ensino de Ciências nos últimos anos.</p>
				<p>Formar professores com uma postura reflexiva, com envolvimento no processo
					ensino-aprendizagem e críticos em relação ao currículo em que trabalham, envolve
					saberes teóricos e metodológicos que não são ensinados em boa parcela dos cursos
					de licenciatura. Uma das funções de uma prática reflexiva é permitir que o
					profissional tome consciência de suas ações em sala de aula e, quando forem
					adequadas, fazer com que evoluam. Transformar a experiência em puro treinamento
					técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício
					educativo: o seu caráter formador. Se a natureza do ser humano é respeitada, o
					ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando (<xref
						ref-type="bibr" rid="B9">Freire, 2006</xref>).</p>
				<p><italic>Ensino</italic> e <italic>Ensino com aprendizagem</italic> são cenários
					diferentes para serem abordados em sala de aula. O ensino com aprendizagem
					coloca o aluno como parte do processo didático do professor. Segundo <xref
						ref-type="bibr" rid="B6">Carvalho e Sasseron (2018)</xref>, para professores
					que defendem ensino tradicional, os alunos aprendem quando eles sabem repetir na
					prova o que o professor ensinou em aula, o que eles tinham decorado do livro
					texto e, também, quando o aluno acertava os problemas muito parecidos com a
					lista de exercícios já resolvidos em aulas. Um aluno que estudasse na véspera da
					prova era um bom aluno. Mas esse padrão de ensino, no qual o professor é o
					agente que pensa e o aluno é o agente passivo, que segue o raciocínio do
					professor, mudou. Passou-se a exigir que o professor levasse o aluno a construir
					por si próprio a estrutura do pensamento. É importante ter um aluno
					intelectualmente ativo. E isso não é fácil, dá muito trabalho. E, com isso, para
					alguns que defendem essa proposta, a profissão de professor ficou muito mais
					complexa.</p>
				<p>Desse modo, para transmitir conteúdos didáticos de Ciências, basta conhecer esses
					conteúdos, mas para promover aprendizado no ensino de Ciências, é necessário ir
					além de conhecer o conteúdo. É preciso buscar interações discursivas entre o
					professor e os alunos, ir além da memorização de fatos e fórmulas, de modo a
					explorar elementos conceituais, sociais e epistêmicos das ciências. Mediante
					essas ideias, refletir sobre o ensino e a aprendizagem indica considerar se a
					realização de práticas científicas é oportunizada aos estudantes e como elas são
					implementadas na sala de aula. Um elemento central que aflora é a importância da
					investigação e da argumentação no ensino das Ciências, uma vez que essas são
					práticas essenciais desse campo de conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B6"
						>Carvalho; Sasseron, 2018</xref>).</p>
				<p>O ensino não é uma atividade neutra. Cada decisão do professor, desde a escolha
					de conteúdo até a abordagem pedagógica, carrega implicações políticas. Os
					educadores podem influenciar o pensamento, a perspectiva e as ações de seus
					alunos. Portanto, é essencial que os professores reconheçam a dimensão política
					de seu trabalho e compreendam como suas escolhas impactam a formação cidadã dos
					estudantes. O processo de formação deve permitir que o professor reconheça a
					natureza política do seu trabalho e que se torne um intelectual transformador ao
					possibilitar a formação de alunos para o exercício pleno da cidadania, capazes
					de interpretarem e transformarem sua realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B15"
						>Pedrancini; Sierra, 2016</xref>).</p>
				<p>Favorecer o processo de argumentação nas nossas aulas é um caminho que podemos
					buscar. É um campo de estudo que tem crescido nos últimos anos e que pode
					iluminar a forma como o alunado se apropria da maneira de trabalhar das
					ciências. Os estudos mostram que ainda há muito que aprender sobre esses
					desafios didáticos e metodológicos, de modo a promover nas aulas práticas de
					argumentação. Porém, vale lembrar que, embora sejam grandes as contribuições
					para as pesquisas em argumentação, não há indícios de que a argumentação de
					forma isolada pode solucionar todos os problemas da aprendizagem das ciências
						(<xref ref-type="bibr" rid="B11">Jiménez-Aleixandre; Brocos,
					2015</xref>).</p>
				<p>Apresentando como exemplo a formação de professores de Ciências, <xref
						ref-type="bibr" rid="B5">Carvalho e Gil-Pérez (2011)</xref> apresentam um
					mapa conceitual mostrando um conjunto de conhecimentos e destrezas que podem
					proporcionar uma visão rica e complexa da atividade docente (<bold><xref
							ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref></bold>). O que deverão
						<italic>saber</italic> e <italic>saber fazer</italic> os professores de
					Ciências? Proposta baseada, de um lado, na ideia de aprendizagem como construção
					de conhecimentos com as características de uma pesquisa científica e, de outro,
					na necessidade de transformar o pensamento espontâneo do professor.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1</label>
						<caption>
							<title>O que deverão saber e saber fazer os professores de
								Ciências?</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf01.png"/>
						<attrib>Fonte: Carvalho; Gil-Pérez (<xref ref-type="bibr" rid="B5"
								>2011</xref>, p. 19).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A integração entre universidades e escolas não se trata apenas de transmitir
					conhecimento de um lado para o outro, mas de construir conhecimento
					colaborativamente. Professores em formação aprendem com professores experientes,
					alunos compartilham suas perspectivas e pesquisadores acadêmicos se beneficiam
					da aplicação prática de suas teorias. Esse diálogo constante cria um ciclo de
					aprendizado e evolução.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>O Proenfis como agente de transformação no ensino de Física</title>
			<p>Ao longo de mais de duas décadas, desde seu princípio em 1999, a proposta do Grupo
				Proenfis foi a de levar aos estudantes do Ensino Médio uma visão humanista e
				contextualizada dos temas curriculares de Física, com questões e situações mais
				próximas de seu cotidiano, de modo a inseri-los em um ambiente investigativo, e
				permiti-los visualizar como a Ciência é uma construção efetivamente humana.</p>
			<p>O grupo Proenfis produz pesquisa na área de ensino de Física e discute o papel do
				professor dentro da sala de aula, de modo a buscar uma aproximação cada vez maior
				entre a pesquisa em ensino e as dinâmicas encontradas no ambiente escolar. Alunos da
				graduação do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
				mestrandos e doutorandos da UFRJ e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) participam do
				projeto produzindo e aplicando materiais para o ensino de Física. São, na grande
				maioria, atividades investigativas, com enfoque CTS (Ciência, Tecnologia e
				Sociedade), tendo sempre como objetivo a necessidade de repensar a profissão de
				professor, levando em consideração os desafios atuais face à resistência às práticas
				de um modelo escolar tradicional, de modo a desenvolver novas propostas para o
				processo ensino-aprendizagem de Física.</p>
			<p>E como encaminhar essa proposta de ensino-aprendizagem? O grupo Proenfis defende que
				criar atividades e trabalhos em grupos valorizando os processos de argumentação e
				desenvolver práticas apoiadas por discussões é um caminho para construção do
				conhecimento científico na sala de aula. Para desenvolver a profissão docente, é
				necessária a presença, a participação e a colaboração de professores. As salas de
				aula são lugares onde as pessoas estão ativamente engajadas umas com as outras, na
				tentativa de compreender e interpretar fenômenos por si mesmas, e onde a interação
				social em grupos é vista como algo que fornece o estímulo de perspectivas diferentes
				sobre as quais os indivíduos possam refletir.</p>
			<p>E o professor orientador deve se preocupar em fazer as intervenções corretas, as
				perguntas boas e certas de modo a encaminhar o processo. “<italic>O que você quer
					dizer? Como você fez isso? Por que você diz isso? Como é que isso se encaixa no
					que acabamos de dizer? Poderia me dar um exemplo? Como você chegou a
					isso?</italic>” É na passagem da universidade para as escolas e na forma como os
				professores mais experientes acolhem os mais jovens que se joga grande parte do
				futuro profissional de cada um (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Nóvoa, 2022</xref>).
				Esta possibilidade é ainda mais urgente hoje do que no passado. Ninguém se integra
				numa profissão sozinho, isoladamente. Ninguém constrói novas práticas pedagógicas
				sem se apoiar numa reflexão com os colegas. Ninguém, sozinho, domina completamente a
				profissão, como tantas vezes nos tem alertado Sérgio Niza (<xref ref-type="bibr"
					rid="B13">Niza, 2012</xref>). Precisamos dos outros para nos tornarmos
				professores.</p>
			<p>Um dos aspectos que envolvem o trabalho dos professores das disciplinas científicas é
				a necessidade de ensinar aos estudantes aquilo que os cientistas fazem e falam. Na
				sociedade contemporânea, é cada vez mais importante que os estudantes se apropriem
				da linguagem da ciência e da tecnologia e se expressem corretamente sobre esses
				campos do conhecimento, a fim de que possam participar de forma articulada em
				discussões acerca de temas atuais em ciência-tecnologia, preparando-se plenamente
				para o exercício da cidadania (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Vianna; Bernardo,
					2012</xref>).</p>
			<p>As propostas de ensino desenvolvidas pelo grupo são aplicadas em diferentes
				realidades do ensino, em escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. Os
				resultados obtidos nos direcionam para uma sala de aula onde o aluno é o principal
				responsável pelo seu aprendizado e o professor um orientador desse processo de
				ensino.</p>
			<p>Refletir sobre o ensino de Física indica considerar se a realização de práticas
				científicas é oportunizada aos estudantes e como elas são implementadas na sala de
				aula (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carvalho; Sasseron, 2018</xref>). Temos uma
				grande oportunidade para aplicar conceitos de ciências para resolver problemas reais
				do nosso cotidiano, utilizando situações diárias dos nossos alunos, e o ensino
				tradicional que é aplicado na maioria das salas de aulas nos afasta deste
				objetivo.</p>
			<p>Construímos um fluxograma (<bold><xref ref-type="fig" rid="f2">figura
				2</xref></bold>) apresentando que conceitos estruturantes seriam necessários para se
				chegar ao conhecimento geral sobre o nosso público-alvo, os colaboradores do grupo.
				Um conceito é considerado estruturante quando sua construção transforma o sistema
				cognitivo, permitindo adquirir novos conhecimentos, organizar os dados de outra
				maneira e transformar inclusive os conhecimentos anteriores (<xref ref-type="bibr"
					rid="B10">Gagliardi, 1986</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figura 2</label>
					<caption>
						<title>Fluxograma apresentando conceitos estruturantes do Proenfis</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf02.png"/>
					<attrib>Fonte: elaborada pelo primeiro autor.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Figura 3</label>
					<caption>
						<title>Nuvem de palavras com códigos iniciais coletados</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf03.png"/>
					<attrib>Fonte: Pro Word Cloud.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Figuras 4A</label>
					<caption>
						<title>e <bold>4B</bold> - Mapa temático inicial: entrevista 1</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf04.png"/>
					<attrib>Fonte: elaboradas pelo primeiro autor.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Figura 5</label>
					<caption>
						<title>Mapa temático inicial geral</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf05.png"/>
					<attrib>Fonte: elaborada pelo primeiro autor.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Os colaboradores do grupo desenvolvem seus projetos que podem ser monografias,
				dissertações ou teses com diferentes áreas temáticas, utilizando variados
				referenciais teóricos, acompanhados de metodologia de aplicação e de análise de
				resultados, avaliando se estão em acordo com as propostas do grupo. No Proenfis, o
				processo de construção dos produtos educacionais é caracterizado por um intenso e
				enriquecedor diálogo entre o professor que desenvolve a sua pesquisa e os demais
				integrantes do grupo. Essa colaboração é essencial para garantir que os produtos
				desenvolvidos estejam alinhados com as necessidades e demandas dos professores de
				Física, assim como com as diretrizes curriculares vigentes. O processo tem início
				com a identificação de um tema relevante ou uma área específica da Física que
				necessita de maior apoio. A partir dessa base, inicia-se um intenso período de
				discussões, debates e reflexões entre os membros do grupo. O diálogo se estende
				desde a definição dos objetivos educacionais até a seleção de estratégias de ensino
				e atividades práticas que melhor atendam às necessidades identificadas. Esse
				processo, embora possa ser lento e desafiador, é fundamental para garantir a
				qualidade e a eficácia dos produtos educacionais resultantes.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Percurso metodológico</title>
			<p>Para responder nossos objetivos, era necessário conhecer mais da história de alguns
				integrantes do grupo Proenfis. Conhecer, por exemplo, sobre suas práticas
				pedagógicas em sala de aula, o grau de participação deles nas atividades do grupo e
				como se deu o processo de desenvolvimento de suas dissertações de mestrado. Para
				isso, já durante o levantamento da produção bibliográfica, entramos em contato com
				alguns professores/colaboradores para verificar se havia interesse em participar de
				uma entrevista semiestruturada. Nosso objetivo com as entrevistas era investigar as
				relações sociais e acadêmicas que mantêm o grupo em atividade, desenvolvendo
				pesquisas na área de Ensino de Física e produzindo material de apoio para
				professores utilizarem nas suas aulas.</p>
			<p>Por que decidiram participar do grupo? Que contribuições fizeram para o grupo? Como
				desenvolveram os seus projetos? As reuniões, discussões de artigos e a interação com
				os demais projetos do grupo promoveram alguma mudança na postura pedagógica do
				professor? Como fizeram a integração entre a pesquisa em Ensino de Física e a sala
				de aula?</p>
			<p>Em dias e horários adequados para os professores e o pesquisador, fizemos as
				entrevistas com gravação de áudio e vídeo para a coleta das informações necessárias
				e as análises futuras. Vale ressaltar que, no período em que participaram da
				pesquisa, todos os cinco professores entrevistados atuavam como professores de
				Física em turmas de ensino médio de escolas públicas ou privadas da cidade do Rio de
				Janeiro.</p>
			<p>Durante a análise das informações coletadas nas entrevistas, percebemos, pelas
				leituras iniciais, que não existia uma análise melhor ou pior. O importante era
				conhecer diferentes formas de análise em pesquisa qualitativa e, conhecendo suas
				diferenças, identificar qual é mais adequada para os objetivos das nossas
				entrevistas. Após uma revisão bibliográfica, buscando identificar a forma mais
				adequada para realizar a análise das informações coletadas nas entrevistas,
				acreditamos que a utilização da Tematização como proposta de análise dessas
				informações poderia nos levar a dados que iriam ao encontro dos nossos objetivos. A
				análise temática é um método de análise qualitativa de dados para identificar,
				analisar, interpretar e relatar padrões (temas) a partir de dados qualitativos
					(<xref ref-type="bibr" rid="B18">Souza, 2019</xref>). Por meio de sua liberdade
				teórica, a análise temática fornece uma ferramenta de pesquisa flexível e útil, que
				pode potencialmente fornecer um conjunto rico e detalhado, ainda que complexo, de
				dados (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Braun; Clarke, 2006</xref>). As autoras
				apresentam seis fases para uma análise temática de informações, como pode-se
				verificar no <bold><xref ref-type="table" rid="t1">quadro 1</xref></bold>.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Descrição do processo de Tematização</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#265A9B;" valign="top"
								>Estágio</th>
							<th align="center" style="background-color:#265A9B;;" valign="top"
								>Descrição do processo</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">1. Familiarizando-se com seus dados</td>
							<td align="center" valign="top">Transcrição dos dados, se necessário,
								leitura e releitura dos dados, apontamento de ideias iniciais.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">2. Gerando códigos iniciais</td>
							<td align="center" valign="top">Codificação das características
								interessantes dos dados de forma sistemática em todo o conjunto [de
								dados] e coleta de dados relevantes para cada código.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">3. Buscando por temas</td>
							<td align="center" valign="top">Agrupamento de códigos em temas
								potenciais, reunindo todos os dados relevantes para cada um deles.
							</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">4. Revisando temas</td>
							<td align="center" valign="top">Verificação se os temas funcionam em
								relação aos extratos codificados (nível 1) e ao conjunto inteiro de
								dados (nível 2), gerando um 'mapa' temático da análise. </td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">5. Definindo e nomeando temas</td>
							<td align="center" valign="top">Nova análise para refinar as
								especificidades de cada tema, e a história geral contada pela
								análise; geração de definições e nomes claros para cada tema.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">6. Produzindo o relatório</td>
							<td align="center" valign="top">A última oportunidade para a análise.
								Seleção de exemplos vividos e convincentes do extrato, análise final
								dos extratos selecionados, relação entre análise, questão da
								pesquisa e literatura, produzindo um relatório acadêmico de análise.
							</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B4">Braun e Clarke
						(2006)</xref>.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Quadro 2</label>
				<caption>
					<title>Temas e subtemas: entrevistado 1</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="8" style="background-color:#265A9B;"
								valign="top">Temas e subtemas - Entrevista 1</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left" valign="top">Temas</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Vivência como professor</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Justificativa dos referenciais usados</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Construção colaborativa de projetos</th>
							<th align="center" style="background-color:#265A9B;" valign="top"
								>Características dos produtos</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Licenciatura</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Divulgação e utilização dos produtos</th>
							<th align="center" style="background-color: #265A9B;" valign="top"
								>Mudança de postura do professor</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Subtema</td>
							<td align="center" valign="top">Só dou aulas em escolas privadas.</td>
							<td align="center" valign="top">Contextualizar o conteúdo.</td>
							<td align="center" valign="top">Reuniões com vários orientandos.</td>
							<td align="center" valign="top">Atividades investigativas.</td>
							<td align="center" valign="top">Falta de acolhimento.</td>
							<td align="center" valign="top">Utilizava atividades que já estavam
								prontas.</td>
							<td align="center" valign="top">Agora sei o que quero como
								professor.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Subtema</td>
							<td align="center" valign="top">Pouco tempo para preparar as aulas.</td>
							<td align="center" valign="top">Relação com o cotidiano.</td>
							<td align="center" valign="top">Me ajudaram na construção do meu
								projeto.</td>
							<td align="center" valign="top">Enfoque CTS.</td>
							<td align="center" valign="top">Desmotivado.</td>
							<td align="center" valign="top">Pegava no blog.</td>
							<td align="center" valign="top">Os encontros mudaram minha sala de
								aula.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Subtema</td>
							<td align="center" valign="top">Ensino tradicional matematizado.</td>
							<td align="center" valign="top">Aprendendo e gostando ao longo do
								processo.</td>
							<td align="center" valign="top">Eu dava vários
								<italic>pitacos</italic>.</td>
							<td align="center" valign="top">Aplicações no cotidiano. Levar para
								vida.</td>
							<td align="center" valign="top">Falta de incentivo.</td>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top">Os alunos podem passar pelo mesmo
								processo que passei.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Subtema</td>
							<td align="center" valign="top">Pouco tempo para dar os conteúdos.</td>
							<td align="center" valign="top">O aluno precisa saber por que está
								estudando determinado assunto.</td>
							<td align="center" valign="top">Era como se tivesse vários
								orientadores.</td>
							<td align="center" valign="top">Ajudar outros professores.</td>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Subtema</td>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top">Animação do grupo me contagiava.</td>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
							<td align="center" valign="top"/>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborado pelo primeiro autor.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>São passos que serão apresentados a seguir e vão desde as transcrições até o
				relatório final onde as interpretações devem oferecer evidências suficientes para
				sustentação dos temas e subtemas que apareceram. Utilizamos como orientação esses
				passos e procuramos tratar a análise das informações da maneira mais reflexiva e
				criteriosa possível. Entre as vantagens observadas do processo de tematização,
				podemos destacar: resultados acessíveis ao público geral; realça semelhança e
				diferenças entre o conjunto de dados; flexibilidade; pode gerar percepções
				imprevistas; permite interpretações sociais dos dados e oferece uma descrição densa
				do conjunto de dados.</p>
			<list list-type="simple">
				<list-item>
					<p>- Após a finalização das entrevistas, fizemos uma audição de todo o material
						que tínhamos - cerca de três horas, visando uma maior familiarização com as
						informações, para somente depois iniciar o processo de transcrição das
						informações, que em horas corridas demandou aproximadamente vinte horas.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Iniciamos uma nova leitura, mas agora com o intuito de iniciar o processo
						de identificação de aspectos interessantes e relevantes para nossa pesquisa.
						Utilizamos canetas coloridas para fazer a marcação de trechos e, após essa
						leitura, criamos, para cada entrevistado, um quadro com observações que, a
						princípio, nos parecia relevante, e atrelados a essas observações, algumas
						palavras ou expressões. Por exemplo: quando o professor relatava “[...]
							<italic>muitas aulas, mas infelizmente só em escolas privadas</italic>”,
						recebia como expressão vínculo <bold>escolas privadas</bold>, ou quando
						dizia “[...] <italic>usávamos materiais uns dos outros. Fazíamos adaptações
							e aplicávamos em nossas turmas</italic>”, recebia como palavra vínculo
							<bold>compartilhar</bold>.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Após essa releitura do material e com as palavras e expressões destacadas,
						queríamos verificar quais delas apareciam com maior frequência no conjunto
						total de informações que tínhamos coletado nas entrevistas.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Digitamos essas palavras e expressões no Word e, com apoio de um suplemento
						do Office, chamado Pro Word Cloud, criamos uma nuvem de palavras
								(<bold><xref ref-type="fig" rid="f3">figura 3</xref></bold>) com o
						intuito de verificar destaque de possíveis códigos dessa primeira
						análise.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Com as informações coletadas até a etapa anterior, criamos um quadro para
						cada entrevistado, apresentando propostas de temas e subtemas iniciais. Um
						tema organiza um grupo de ideias e permite aos pesquisadores responder ao
						problema de pesquisa. Um tema contém códigos que têm pontos comuns e um alto
						grau de generalidade que unifica ideias sobre o assunto investigado (<xref
							ref-type="bibr" rid="B2">Barbosa; Silva; Nunes, 2017</xref>). Assim,
						entendemos como um tema algo importante nas informações coletadas nas
						entrevistas e que tenha relação com a nossa pesquisa.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- No quadro que segue, reunimos esses dados iniciais em potenciais temas e
						subtemas, usando os mesmos critérios de construção. Sobre o processo de
						agrupamento dos temas, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Fontoura (2011)</xref>
						escreve que estes devem seguir alguns princípios: coerência, semelhança,
						pertinência, exaustividade e exclusividade.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Com os temas e subtemas dos quadros anteriores, construímos um mapa
						temático inicial para cada participante, como é possível verificar nas
						figuras a seguir. Para os temas, utilizamos figuras planas retangulares, e
						para os subtemas, figuras planas circulares.</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p>- Com os mapas temáticos dos entrevistados construídos, criamos um mapa
						temático inicial, com os temas e subtemas que apareceram em todo o corpo das
						informações. Esse mapa temático foi chamado de mapa temático inicial geral
								(<bold><xref ref-type="fig" rid="f5">figura 5</xref></bold>).</p>
				</list-item>
			</list>
			<p>É possível perceber que, do mapa temático inicial dos entrevistados para o mapa
				temático geral, há alguns ajustes nos nomes dos temas e subtemas, de maneira a se
				adequar ao contexto que foi utilizado pelos professores.</p>
			<p>Nessa etapa, nosso objetivo foi verificar se todos os candidatos a temas e subtemas
				mantêm um padrão coerente dentro dos extratos. Verificamos se há informações
				suficientes para apoiá-los e se havia homogeneidade entre eles. Nessa fase, foi
				possível juntar ou separar temas. Com o mapa temático inicial geral e com uma nova
				leitura dos extratos de todos os entrevistados, criamos um mapa temático, onde
				alguns subtemas foram descartados, pois em alguns extratos eles não se encaixavam
				bem. As relações entre nossos referenciais de estudo e os temas e subtemas
				apresentados até aqui nos levou a um novo mapa temático, que chamamos de candidato a
				mapa temático final, que trazia algumas conexões entre esses subtemas, como é
				possível ver na <bold><xref ref-type="fig" rid="f6">figura 6</xref></bold>.</p>
			<p>
				<fig id="f6">
					<label>Figura 6</label>
					<caption>
						<title>Candidato a mapa temático final, com conexões entre os
							subtemas</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf06.png"/>
					<attrib>Fonte: elaborada pelo primeiro autor.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Ao retirar as conexões entre os subtemas, ajustar os nomes dos temas finais, de modo
				que tenham destaque e sejam concisos para dar ao leitor a ideia de o que ele está
				tratando, chegamos ao mapa temático final, apresentado na <bold><xref ref-type="fig"
						rid="f7">figura 7</xref></bold>.</p>
			<p>
				<fig id="f7">
					<label>Figura 7</label>
					<caption>
						<title>Mapa temático final</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1516-7313-ciedu-30-e24042-gf07.png"/>
					<attrib>Fonte: elaborada pelo primeiro autor.</attrib>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Após o processo de construção do mapa temático final, chegamos a três temas para essa
				análise final: a sala de aula e o ensino de Física; o professor; e pesquisa em
				ensino de Física - Proenfis. Para esse relatório final, vamos responder, à luz das
				informações das entrevistas e dos referenciais teóricos que nos fundamentaram, três
				questões sobre esses temas. Qual é a história desse tema? Quais as implicações desse
				tema? Por que os professores falaram sobre isso dessa maneira particular (e não de
				outras formas)? No <bold><xref ref-type="table" rid="t3">quadro 3</xref></bold>,
				mostramos como fizemos esse relatório para o tema <italic>A sala de aula e o ensino
					de Física</italic>.</p>
			<table-wrap id="t3">
				<label>Quadro 3</label>
				<caption>
					<title>Sistematização do primeiro tema</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="2" style="background-color:#265A9B;"
								valign="top">Tema: <italic>A sala de aula e o ensino de
									Física</italic></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 1: “<italic>Inclusive,
									como tentar ensinar de uma forma agradável, como fazer com que o
									aluno aplique o que ele conhece na vida dele, não é? Esse
									conhecimento sem aplicação não vai prestar para nada. Daí ele
									vai esquecer daqui a dois meses ou até menos. Não pode ser
									corrido, é um processo para aprender.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 2: “<italic>Aí começou
									a aparecer muita coisa de energia solar, muita, muita, muita. O
									tema começou a ser muito recorrente, notícia de Facebook,
									jornal, propagandas, então eu comecei, apareceu naturalmente,
									assim, explodiu o tema, por acaso. Aí eu fui pesquisando, fui me
									interessando. Com esse tema, poderíamos explorar muita coisa que
									sempre discutíamos. Atividades investigativas, gerar propostas
									com enfoque CTS e fazer experimentos ao longo do processo, que
									também queria fazer.</italic><break/>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 3: “<italic>Durante a
									fala deles, se eles estão criando hipótese, se eles estão
									formulando, organizando informações, se eles estão justificando,
									se eles estão, não é? Sempre ali construindo o conhecimento
									durante a atividade.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Qual a história desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">Esse tema expressa preocupação dos
								professores em relação ao ensino conteudista, tradicional e
								matematizado de Física e a necessidade de mudança para que a sala de
								aula se transforme em um ambiente que valorize atividades que tenham
								a ver com o dia a dia dos alunos, explorando contextualizações nos
								conteúdos, valorizando a participação ativa dos alunos na resolução
								de problemas abertos e ambiente adequado para o processo ensino
								aprendizagem. Há indícios de empatia dos professores, que
								participaram das entrevistas, em relação a essa postura.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Quais as implicações desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">A necessidade de reflexão sobre que tipo
								de aluno queremos formar. Que Física queremos ensinar? Que conteúdos
								são realmente relevantes e qual a abordagem adequada para serem
								levados para a sala de aula? Com as novas tecnologias e o fácil
								acesso à informação, ter o aluno presente e participando das aulas
								de Física tem sido um desafio. Os cursos de licenciatura precisam
								mudar, as escolas precisam se reinventar e os professores precisam
								criar mais laços entre as pesquisas em ensino de Física, o cotidiano
								dos alunos e a sala de aula.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Por que os professores falaram sobre isso
								dessa maneira particular?</td>
							<td align="center" valign="top">É possível defender de verdade algo que
								não conhecemos? Que não acreditamos e não vivenciamos? Para muitos
								professores de Física, não há problemas na sala de aula. Para eles,
								o ensino tradicional dá certo, pois para eles deu certo. Eles
								aprenderam nas escolas e na universidade que os números não mentem e
								as equações são infalíveis.<break/>Os professores que nas
								entrevistas defendem um ensino investigativo, com propostas que
								conversem com as necessidades da sociedade que vivemos, que
								valorizam professores reflexivos e alunos que falem mais sobre
								ciência, defenderam porque vivenciam essas propostas em sala de aula
								e são capazes de avaliar o quanto o aluno é mais presente e
								participativo. Não é achismo. Não podemos medir os resultados pelos
								sorrisos dos alunos. Há referenciais que nos fornecem base para
								defender essas mudanças na sala de aula. Propostas são aplicadas,
								testadas e validades através de artigos de revistas ou em eventos
								nacionais e internacionais das áreas relacionadas.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborado pelo primeiro autor.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t4">
				<label>Quadro 4</label>
				<caption>
					<title>Sistematização do segundo tema</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="2" style="background-color:#265A9B;"
								valign="top">Tema: <italic>O professor</italic></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 1: “[...]
									<italic>renovar material, reescrever, enviar para os alunos,
									preparar a aula está consumindo um tempo bem grande. Mas estamos
									aí.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 2: “<italic>Hoje em
									dia... eu não sei tudo, mas eu sei que eu preciso fazer com que
									o aluno enxergue a Física na vida dele e não só aquele monte de
									informação no quadro. Até porque informação ele busca no Google.
									A gente tem que formar e não informar.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 3: “[...] <italic>não
									tem como fazer atividade toda semana, não tem como. A maneira
									como eu coloco o problema, a maneira como eu instigo os alunos,
									eu percebo claramente, porque eles sempre estão olhando, sempre
									estão perguntando, fazendo associações, trazendo temas de fora
									da sala de aula. Recebo um feedback muito bom deles. Eles sempre
									falam, ‘Pô, professor, você explica muito bem, você fala bem,
									você dá bons exemplos’. Então essa formação foi para mim, assim,
									essencial.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Qual a história desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">Esse tema apresenta as características
								do dia a dia dos professores que participaram das entrevistas. Eles
								apresentam as dificuldades e desafios que encontram na sala de aula,
								tais como: muitos conteúdos para serem trabalhados, pouco tempo,
								ensino tradicional, matematizado e com avaliações que não medem o
								quanto os alunos aprendem com o processo. Em mais de um
								entrevistado, percebemos uma preocupação com o avanço das escolas de
								rede, que trazem uma proposta de ensino padronizado, extremamente
								conteudista e que tem como objetivo final valorizar a resolução de
								problemas específicos que são cobrados em provas de vestibulares.
								Também percebemos que, mesmo com todos os desafios impostos pelo
								ensino tradicional, é possível levar para a sala de aula propostas
								didáticas que aumentem a empatia nas aulas de Física, colocando os
								estudantes como parte do processo ensino-aprendizagem, tornando o
								professor um agente orientador e reflexivo.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Quais as implicações desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">O ensino conteudista e matematizado da
								Física tem afastado cada vez mais os alunos dos professores. Em
								muitas escolas, a sala de aula não tem sido ambiente de diálogos e
								aprendizado. <break/>O ensino tradicional de Física resiste mesmo
								com todos as demandas de um novo século em que os cidadãos precisam
								cada vez mais tomar decisões sobre situações reais do seu cotidiano.
								São problemas ambientais, guerras, falta de credibilidade na
								Ciência, a chegada da inteligência artificial e na sala de aula
								continuamos resolvendo problemas de bloquinhos.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Por que os professores falaram sobre isso
								dessa maneira particular?</td>
							<td align="center" valign="top">É muito comum professores de Física
								defenderem o ensino tradicional e conteudista. Eles aprenderam dessa
								forma na escola, na Licenciatura tiveram o respaldo para reproduzir
								desta maneira e acreditam piamente que é a melhor estratégia de
								ensinar Física. Para defender um ensino de Física com participação
								dos estudantes, com propostas abertas, investigativas e que
								conversem com o dia a dia dos alunos, os preparando para problemas
								reais, é necessário envolvimentos em outras esferas do conhecimento.
								Os professores que defenderam aqui metodologias alternativas
								vivenciaram experiências de uma sala de aula diferente,
								desenvolveram propostas didáticas que foram direcionadas para um
								grupo específico de alunos, com temas relevantes para eles, e
								puderam comprovar que o processo de ensino teve um bom resultado.
								Nenhum dos professores disse que esse processo é simples, rápido e
								fácil. Não. Demanda tempo, muita pesquisa e dedicação, mas todos
								demostraram satisfação de estarem em uma sala de aula onde há
								participação e aprendizado dos alunos. Os professores falaram dessa
								maneira sobre a sala de aula, pois defendem uma educação como
								mudança da condição humana e com necessidade de libertação do
								pensamento não só para os estudantes, mas para os docentes
								também.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborado pelo primeiro autor.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t5">
				<label>Quadro 5</label>
				<caption>
					<title>Sistematização do terceiro tema</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="2" style="background-color:#265A9B;"
								valign="top">Tema: <italic>Pesquisa em Ensino de Física -
									Proenfis</italic></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 1: “[...]
									<italic>então, a partir desta orientação, me aproximei mais do
									grupo de pesquisa Proenfis, me mantenho lá porque é um ótimo
									espaço de debate, de troca de ideias, de avaliação conjunta, por
									mais que a gente não tem uma produção conjunta, nós estamos
									sempre trocando figurinhas, estamos compartilhando nossos
									trabalhos, nossas ideias, e lá eu tenho sempre um retorno bom
									para a minha própria pesquisa com atividades investigativas. A
									gente está sempre se atualizando, procurando ler os artigos,
									procurando se inteirar dos mais diferentes tipos de trabalhos
									associados a essas metodologias.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 2: “[...]
									<italic>entrei na sala e tinha um monte de gente, e a gente
									começou a discutir sobre várias coisas e isso foi ótimo, porque,
									ouvindo o trabalho de outra pessoa, eu tive ideias para o meu
									trabalho e pude ajudar a pessoa também no trabalho dela. Então,
									essa troca que a gente tem nesses encontros é riquíssima, é
									muito bom isso. Abre espaço para cada pessoa falar como é que
									está o trabalho dela, o que ela está precisando, quais são as
									dúvidas que ela tem, o que ela pretende fazer, em que parte ela
									está do trabalho e todo mundo tem a oportunidade de ajudar essa
									pessoa com alguma dica ou até pedir ajuda...</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="2" valign="top">Extrato 3: “<italic>Criar
									atividades desse tipo é sempre demorado e usar as que conhecemos
									e já sabemos que são boas, empolgantes e geram bons resultados e
									um facilitador.</italic>”</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Qual a história desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">Esse tema conta a história da
								participação, do engajamento, da colaboração e do desenvolvimento
								dos projetos de colaboradores do grupo Proenfis. Qual o contexto da
								entrada deles para o grupo de pesquisa, o que se discutia nas
								reuniões, como era a sua participação, as contribuições dos demais
								colegas, as propostas metodológicas para sala de aula e como se dava
								o desenvolvimento dos produtos educacionais voltados para o ensino
								de Física.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Quais as implicações desse tema?</td>
							<td align="center" valign="top">Uma das principais implicações é a
								mudança de postura por parte dos professores colaboradores do
								Proenfis, que vai acontecendo ao longo do processo de participação
								nas reuniões do grupo por conta dos debates e trocas de experiências
								com outros colaboradores. Aos poucos, essas transformações vão
								refletindo nas salas de aulas. Nas falas dos professores
								entrevistados, se vê que eles vivenciam uma sala de aula diferente
								da tradicional, demostrando ter uma postura mais reflexiva em
								relação ao ensino de Física e apresentando preocupações em relação a
								contextualização dos temas trabalhados em sala. Outra implicação que
								merece destaque, e que foi citado nas entrevistas, é a grande
								quantidade de material produzido pelo grupo, o que facilita a
								implementação dessas propostas em diferentes realidades e para todas
								as séries do Ensino Médio. Os professores sabem que desenvolver boas
								propostas de atividades para sala de aula demanda muito tempo e
								planejamento, e saber que há materiais conhecidos e disponíveis para
								serem aplicados é um grande facilitador.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">Por que os professores falaram sobre isso
								dessa maneira particular?</td>
							<td align="center" valign="top">Porque a abordagem do grupo Proenfis vai
								muito além do simples fornecimento de informações teóricas. Ela se
								baseia em princípios colaborativos e reflexivos para preparar
								educadores qualificados para enfrentar os desafios da sala de aula.
								Essa abordagem não apenas fornece aos futuros professores um
								profundo entendimento da Física, mas também desenvolve suas
								habilidades pedagógicas, capacitando-os a transmitir de forma eficaz
								esse conhecimento aos alunos. As inquietações em relação às
								dificuldades no aprendizado de Física, as preocupações em relação a
								significar o ensino de Física e os problemas vivenciados em sala de
								aula por conta da heterogeneidade dos alunos indicam uma necessidade
								de mudança. Essas preocupações são pautas de todas as reuniões do
								grupo e toda proposta de atividade desenvolvida por um dos
								colaboradores é discutida por todos. Todos os professores
								argumentaram nas entrevistas que o ambiente de colaboração, de
								trocas de experiências para desenvolvimento dos seus projetos e as
								leituras e discussões envolvendo diferentes referenciais teóricos
								foram importantes para o desenvolvimento de maturidade e confiança
								para enfrentar juntos as dificuldades das salas de aulas. O ensino
								por investigação e as propostas CTS são citados por todos os
								professores em suas entrevistas, com propriedade de quem já leram,
								discutiram e desenvolveram propostas que seguem nessas linhas de
								pesquisa.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: Elaborado pelo primeiro autor.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Já discutimos, anteriormente, que a formação de professores de Física é um processo
				fundamental, que vai muito além da mera transmissão de conhecimento teórico. Para
				ser eficiente, essa formação deve ser cuidadosamente projetada para promover uma
				conexão sólida e profunda entre a pesquisa em Ensino de Física e a nossa prática na
				sala de aula. Isso é essencial porque os professores de Física desempenham um papel
				crucial na educação científica de futuras gerações, influenciando diretamente o
				interesse e o entendimento dos alunos em relação a essa disciplina fundamental.</p>
			<p>Nesse contexto, o que analisamos nas entrevistas são professores que defendem que o
				grupo de pesquisa Proenfis tem se destacado com uma abordagem que repensa a função
				dos professores de Física e de que maneira deve ser sua abordagem em sala de aula.
				Que Física queremos ensinar e que alunos queremos formar? Percebemos nas falas dos
				professores entrevistados que uma característica distintiva do Proenfis é a ênfase
				na criação de produtos educacionais práticos e aplicáveis. Esses produtos não apenas
				ajudam os professores a enriquecerem seus métodos de ensino, mas também têm o
				potencial de melhorar significativamente a experiência de aprendizado dos alunos.
				Por meio da colaboração entre pesquisadores e professores, o grupo cria recursos e
				estratégias que podem ser facilmente incorporados ao currículo das escolas,
				enriquecendo, assim, o ensino em Física. Essa abordagem colaborativa e reflexiva é
				fundamental para moldar o futuro da educação científica e inspirar jovens mentes a
				explorar o fascinante mundo da Física.</p>
			<p>Os professores defendem, por conta das experiências vividas com o grupo, a
				necessidade de abandonar o ensino conteudista tradicional de Física e compreendem
				que despertar o interesse dos alunos pela Física não se limita a apresentar fórmulas
				e teorias, mas sim a envolvê-los ativamente na construção desse conhecimento. Para
				alcançar esse objetivo, é necessário promover uma abordagem baseada em
				investigações, diálogos, debates, aprendizagem contextualizada e engajamento
				coletivo. Essa proposta não apenas torna o aprendizado mais atraente e com valor
				para os estudantes, mas também cultiva habilidades fundamentais, como o pensamento
				crítico, a resolução de problemas e a colaboração.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Ao promover a reflexão dos alunos sobre questões sociais e tomarem decisões
				informados, o professor desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos
				preparados para contribuir ativamente para a sociedade. Essa mudança de paradigma,
				embora essencial para o desenvolvimento dos nossos estudantes, também traz desafios
				significativos para os professores que desejam promover mudanças na sala de aula. A
				transição do papel tradicional de “transmissor de conhecimento” para “facilitador do
				aprendizado” pode ser desafiadora e demanda um grande esforço por parte de toda a
				comunidade escolar (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Nóvoa, 2022</xref>).</p>
			<p>A análise das nossas entrevistas com os professores, apresenta um grupo de educadores
				que mostra ter compromisso com essas mudanças e o Proenfis é citado por eles como um
				grupo, ou espaço, onde uma visão humanista das relações entre o professor e seus
				alunos e a preocupação em apresentar um ensino de Física contextualizado e conectado
				com o dia a dia dos alunos, foi um fator responsável por essas transformações
				pedagógicas e metodológicas em suas práticas. Professores, pesquisadores, alunos de
				graduação e pós-graduação ocupando o mesmo espaço de discussão tem se dedicado à
				pesquisa em ensino de Física e à redefinição do papel do professor em sala de aula.
				Uma característica notável do Grupo Proenfis é a ênfase na criação de produtos
				educacionais práticos e aplicáveis, que não apenas enriquece a prática docente, mas
				também transforma a experiência de aprendizado dos alunos. Essa abordagem
				colaborativa e reflexiva é fundamental para moldar o futuro da educação científica e
				para inspirar jovens mentes a explorar o fascinante mundo da Física.</p>
			<p>Parece difícil prever algum tipo de mudança na sala de aula sem uma integração
				estreita entre as universidades e as escolas. Será no diálogo entre a educação
				básica e a universidade, pela via de formação docente, que iremos construir os
				saberes que serão necessários para promover alguma transformação nas salas de aulas.
				Os entrevistados defenderam que uma integração entre universidades e escolas não se
				trata apenas de transmitir conhecimento de um lado para o outro, mas de construir
				conhecimento de forma colaborativa. Professores em formação aprendem com professores
				experientes, alunos compartilham suas perspectivas e pesquisadores acadêmicos se
				beneficiam da aplicação prática de suas teorias. Esse diálogo constante cria um
				ciclo de aprendizado e evolução.</p>
			<p>Os resultados também mostraram que as leituras e discussões do grupo envolvendo
				artigos e propostas que valorizavam abordagens CTS e o Ensino por Investigação
				desempenharam um papel importante nos processos de transformações de postura dos
				professores para que fosse possível enfrentar com mais facilidade os desafios da
				sala de aula e as demandas para um ensino de Física que tivesse mais significado
				para os alunos. Uma boa relação com esses referenciais proporcionaria uma conexão
				mais sólida entre a teoria vivenciada nas discussões com o grupo de pesquisa e as
				práticas necessárias para que o processo ensino-aprendizagem funcionasse dentro da
				sala de aula.</p>
			<p>Portanto, nossos resultados apresentaram indícios de que a participação ativa e
				colaborativa de professores da educação básica em grupos de pesquisa, com as
				características do Proenfis, teve o potencial de transformar significativamente suas
				práticas pedagógicas. Essa transformação não só torna o ensino de Física mais
				envolvente, como foi descrito pelos professores entrevistados, e com valor para os
				alunos, mas também os prepara para enfrentar problemas fora da sala de aula,
				cultivando suas habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas,
				conectando a Física da sala de aula com o mundo em que vivem. Nesse sentido, a
				pesquisa em ensino de Física e a colaboração entre pesquisadores e os professores de
				Física que entrevistamos, que estão na linha de frente nas salas de aulas, foram
				essenciais para sua formação.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>BARBOSA, F. A.; HYGINO, C. B.; RODRIGUES JUNIOR, J. E.; LINHARES, M.
					P. Abordagem CTS no ensino de física: uma construção na formação inicial de
					professores. <italic>Ensino &amp; Pesquisa</italic>, União da Vitória, PR, v.
					15, n. 1, p. 158-178, 2017. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.33871/23594381.2017.15.1.1040"
						>https://doi.org/10.33871/23594381.2017.15.1.1040</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARBOSA</surname>
							<given-names>F. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>HYGINO</surname>
							<given-names>C. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>RODRIGUES</surname>
							<given-names>J. E.</given-names>
							<suffix>JUNIOR</suffix>
						</name>
						<name>
							<surname>LINHARES</surname>
							<given-names>M. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Abordagem CTS no ensino de física: uma construção na formação
						inicial de professores</article-title>
					<source>Ensino &amp; Pesquisa</source>
					<publisher-loc>União da Vitória, PR</publisher-loc>
					<volume>15</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>158</fpage>
					<lpage>178</lpage>
					<year>2017</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.33871/23594381.2017.15.1.1040"
							>https://doi.org/10.33871/23594381.2017.15.1.1040</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BARBOSA, M. A. S.; SILVA, M. R.; NUNES, M. S. C. Pesquisa
					qualitativa no campo estudos organizacionais: explorando a análise temática.
						<italic>In:</italic> ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E
					PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO, 41., 2017, São Paulo. <italic>Anais
						eletrônicos</italic> [...] São Paulo: AnPAD, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARBOSA</surname>
							<given-names>M. A. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>M. R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>NUNES</surname>
							<given-names>M. S. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Pesquisa qualitativa no campo estudos organizacionais: explorando
						a análise temática</chapter-title>
					<source>In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM
						ADMINISTRAÇÃO, 41., 2017, São Paulo. Anais eletrônicos [...]</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>AnPAD</publisher-name>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2/2019,
					de 20 de dezembro de 2019. Define as diretrizes curriculares nacionais para a
					formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação
					pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura). <italic>Diário
						Oficial da União:</italic> seção 1, Brasília, DF, ed. 28, p. 87, 10 fev.
					2020.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2/2019, de 20
						de dezembro de 2019</chapter-title>
					<source>Define as diretrizes curriculares nacionais para a formação inicial em
						nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para
						graduados e cursos de segunda licenciatura)</source>
					<publisher-name>Diário Oficial da União</publisher-name>
					<comment>seção 1</comment>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<edition>28</edition>
					<fpage>87</fpage>
					<day>10</day>
					<season>fev</season>
					<year>2020</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology.
						<italic>Qualitative Research in Psychology</italic>, Abingdon. UK, v. 3, n.
					2, p. 77-101, 2006.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRAUN</surname>
							<given-names>V.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CLARKE</surname>
							<given-names>V.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Using thematic analysis in psychology</article-title>
					<source>Qualitative Research in Psychology</source>
					<publisher-loc>Abingdon. UK</publisher-loc>
					<volume>3</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>77</fpage>
					<lpage>101</lpage>
					<year>2006</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>CARVALHO, A. M. P.; GIL-PEREZ, D. <italic>Formação de professores de
						ciências:</italic> tendências e inovações. 10. ed. São Paulo: Cortez,
					2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>A. M. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GIL-PEREZ</surname>
							<given-names>D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Formação de professores de ciências: tendências e inovações</source>
					<edition>10</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>CARVALHO, A. M. P.; SASSERON, L. H. Ensino e aprendizagem de física
					no ensino médio e a formação de professores. <italic>Estudos Avançados</italic>,
					São Paulo, v. 32, n. 94, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>A. M. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SASSERON</surname>
							<given-names>L. H.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Ensino e aprendizagem de física no ensino médio e a formação de
						professores</article-title>
					<source>Estudos Avançados</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>32</volume>
					<issue>94</issue>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>FONTOURA, H. A. Tematização como proposta de análise de dados na
					pesquisa qualitativa. <italic>In:</italic> FONTOURA, H. A. (org.).
						<italic>Formação de professores e diversidades culturais:</italic> múltiplos
					olhares em pesquisa. Niterói: Intertexto, 2011. p. 61-82.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FONTOURA</surname>
							<given-names>H. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Tematização como proposta de análise de dados na pesquisa
						qualitativa</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>FONTOURA</surname>
							<given-names>H. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Formação de professores e diversidades culturais: múltiplos olhares em
						pesquisa</source>
					<publisher-loc>Niterói</publisher-loc>
					<publisher-name>Intertexto</publisher-name>
					<year>2011</year>
					<fpage>61</fpage>
					<lpage>82</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>FONTOURA, H. A.; PEREIRA, E. G. C.; FIGUEIRA, S. T. Formação de
					professores de ciências no Brasil e alfabetização científica: desafios e
					perspectivas. <italic>UniPluriversidad</italic>, Medellín, Colombia, v. 20, n.
					1, e2020106, 2020. DOi: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.17533/udea.unipluri.20.1.07"
						>https://doi.org/10.17533/udea.unipluri.20.1.07</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FONTOURA</surname>
							<given-names>H. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PEREIRA</surname>
							<given-names>E. G. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FIGUEIRA</surname>
							<given-names>S. T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Formação de professores de ciências no Brasil e alfabetização
						científica: desafios e perspectivas</article-title>
					<source>UniPluriversidad</source>
					<publisher-loc>Medellín, Colombia</publisher-loc>
					<volume>20</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>e2020106</fpage>
					<year>2020</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.17533/udea.unipluri.20.1.07"
							>https://doi.org/10.17533/udea.unipluri.20.1.07</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>FREIRE, P. <italic>Pedagogia da autonomia:</italic> saberes
					necessários à prática educativa. 33 ed. São Paulo: Paz e Terra,
					2006.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FREIRE</surname>
							<given-names>P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa</source>
					<edition>33</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Paz e Terra</publisher-name>
					<year>2006</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>GAGLIARDI, R. Los conceptos estructurales en el aprendizaje por
					investigación. <italic>Enseñanza de las Ciencias</italic>, Barcelona, v. 4, n.
					1, p. 30-35, 1986. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.5187"
						>https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.5187</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GAGLIARDI</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Los conceptos estructurales en el aprendizaje por
						investigación</article-title>
					<source>Enseñanza de las Ciencias</source>
					<publisher-loc>Barcelona</publisher-loc>
					<volume>4</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>30</fpage>
					<lpage>35</lpage>
					<year>1986</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.5187"
							>https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.5187</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<mixed-citation>JIMÉNEZ-ALEIXANDRE, M. P.; BROCOS, P. Desafios metodológicos na
					pesquisa da argumentação em ensino de ciências. <italic>Ensaio</italic>, Belo
					Horizonte, v. 17, n. esp., p. 139-59, 2015. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s08"
						>https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s08</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>JIMÉNEZ-ALEIXANDRE</surname>
							<given-names>M. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BROCOS</surname>
							<given-names>P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Desafios metodológicos na pesquisa da argumentação em ensino de
						ciências</article-title>
					<source>Ensaio</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<volume>17</volume>
					<issue>esp</issue>
					<fpage>139</fpage>
					<lpage>159</lpage>
					<year>2015</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s08"
							>https://doi.org/10.1590/1983-2117201517s08</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
				<mixed-citation>NARDI, R. A pesquisa em ensino de ciências e a sala de aula.
						<italic>Experiências em Ensino de Ciências</italic>, Cuiabá, v. 17, n. 1, p.
					1-13, 2022. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://tinyurl.com/3vvnf4xz"
						>https://tinyurl.com/3vvnf4xz</ext-link>. Acesso em: 24 set.
					2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NARDI</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A pesquisa em ensino de ciências e a sala de aula</article-title>
					<source>Experiências em Ensino de Ciências</source>
					<publisher-loc>Cuiabá</publisher-loc>
					<volume>17</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>13</lpage>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://tinyurl.com/3vvnf4xz"
							>https://tinyurl.com/3vvnf4xz</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 set. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>NIZA, S. <italic>Escritos sobre educação</italic>. Lisboa: Tinta da
					China, 2012.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NIZA</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Escritos sobre educação</source>
					<publisher-loc>Lisboa</publisher-loc>
					<publisher-name>Tinta da China</publisher-name>
					<year>2012</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
				<mixed-citation>NÓVOA, A. <italic>Escolas e professores:</italic> proteger,
					transformar, valorizar. Salvador: SEC: IAT, 2022. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri" xlink:href="https://tinyurl.com/az37vkk2"
						>https://tinyurl.com/az37vkk2</ext-link>. Acesso em: 9 set.
					2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NÓVOA</surname>
							<given-names>A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Escolas e professores: proteger, transformar, valorizar</source>
					<publisher-loc>Salvador</publisher-loc>
					<publisher-name>SEC: IAT</publisher-name>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://tinyurl.com/az37vkk2"
							>https://tinyurl.com/az37vkk2</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 9 set. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>PEDRANCINI, V. D.; SIERRA, D. F. M. Questões sociocientíficas e
					formação de professores. <italic>In:</italic> CARVALHO, L. M. O.; CARVALHO, W.
					L. P.; LOPES JR., J. <italic>Formação de professores, questões sociocientíficas
						e avaliação em larga escala</italic>. São Paulo: Escrituras editora, 2016.
					p. 41-55.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PEDRANCINI</surname>
							<given-names>V. D.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SIERRA</surname>
							<given-names>D. F. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Questões sociocientíficas e formação de
						professores</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>L. M. O.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>W. L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>LOPES</surname>
							<given-names>J.</given-names>
							<suffix>JR.</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>Formação de professores, questões sociocientíficas e avaliação em larga
						escala</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Escrituras editora</publisher-name>
					<year>2016</year>
					<fpage>41</fpage>
					<lpage>55</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B16">
				<mixed-citation>PEREIRA, J. C.; TEIXEIRA, M. R. F. A produção científica de grupos
					de pesquisas da área de ensino de ciências à luz da alfabetização científica.
						<italic>Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia</italic>,
					Curitiba, v. 13, n. 1, 7990, 2020. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.3895/rbect.v13n1.7990"
						>https://doi.org/10.3895/rbect.v13n1.7990</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PEREIRA</surname>
							<given-names>J. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TEIXEIRA</surname>
							<given-names>M. R. F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A produção científica de grupos de pesquisas da área de ensino de
						ciências à luz da alfabetização científica</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia</source>
					<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
					<volume>13</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>7990</fpage>
					<year>2020</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.3895/rbect.v13n1.7990"
							>https://doi.org/10.3895/rbect.v13n1.7990</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B17">
				<mixed-citation>SASSERON, L. H.; DUSCHL, R. A. Ensino de ciências e as práticas
					epistêmicas: o papel do professor e o engajamento dos estudantes.
						<italic>Investigações em Ensino de Ciências</italic>, Porto Alegre, v. 21,
					n. 2, p. 52-67. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2016v21n2p52"
						>https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2016v21n2p52</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SASSERON</surname>
							<given-names>L. H.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>DUSCHL</surname>
							<given-names>R. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Ensino de ciências e as práticas epistêmicas: o papel do
						professor e o engajamento dos estudantes</article-title>
					<source>Investigações em Ensino de Ciências</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>21</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>52</fpage>
					<lpage>67</lpage>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2016v21n2p52"
							>https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2016v21n2p52</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B18">
				<mixed-citation>SOUZA, L. K. Pesquisa com análise qualitativa de dados: conhecendo a
					análise temática. <italic>Arquivos Brasileiros de Psicologia</italic>, Rio de
					Janeiro, v. 71, p. 51-67, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOUZA</surname>
							<given-names>L. K.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Pesquisa com análise qualitativa de dados: conhecendo a análise
						temática</article-title>
					<source>Arquivos Brasileiros de Psicologia</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<volume>71</volume>
					<fpage>51</fpage>
					<lpage>67</lpage>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B19">
				<mixed-citation>VIANNA, D. M.; BERNARDO, J. R. R. (org.). <italic>Grupo
						Proenfis:</italic> temas para o ensino de física com abordagem CTS (Ciência,
					Tecnologia e Sociedade). Rio de Janeiro: Bookmakers, 2012.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>VIANNA</surname>
							<given-names>D. M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BERNARDO</surname>
							<given-names>J. R. R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Grupo Proenfis: temas para o ensino de física com abordagem CTS
						(Ciência, Tecnologia e Sociedade)</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Bookmakers</publisher-name>
					<year>2012</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B20">
				<mixed-citation>YANO, V. T. B.; ALVES, J. M. Revisão da literatura sobre formação
					continuada de professores de física do ensino médio. <italic>In:</italic>
					ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 13., 2021, Campina
					Grande. <italic>Anais</italic> [...]. São Paulo: Realize Editora, 2021. p. 1-8.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://tinyurl.com/46ck2nmw"
						>https://tinyurl.com/46ck2nmw</ext-link>. Acesso em: 23 out.
					2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>YANO</surname>
							<given-names>V. T. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ALVES</surname>
							<given-names>J. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Revisão da literatura sobre formação continuada de professores de
						física do ensino médio</chapter-title>
					<source>In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 13., 2021,
						Campina Grande. Anais [...]</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Realize Editora</publisher-name>
					<year>2021</year>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>8</lpage>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://tinyurl.com/46ck2nmw"
							>https://tinyurl.com/46ck2nmw</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 23 out. 2023</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B21">
				<mixed-citation>YANO, V. T. B.; ALVES, J. M. Revisão da literatura sobre formação
					continuada de professores de física. <italic>Caderno Brasileiro de Ensino de
						Física</italic>, Florianópolis, v. 40, n. 1, p. 105-133, 2023. DOI:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.5007/2175-7941.2023.e91337"
						>https://doi.org/10.5007/2175-7941.2023.e91337</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>YANO</surname>
							<given-names>V. T. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ALVES</surname>
							<given-names>J. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Revisão da literatura sobre formação continuada de professores de
						física</article-title>
					<source>Caderno Brasileiro de Ensino de Física</source>
					<publisher-loc>Florianópolis</publisher-loc>
					<volume>40</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>105</fpage>
					<lpage>133</lpage>
					<year>2023</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.5007/2175-7941.2023.e91337"
							>https://doi.org/10.5007/2175-7941.2023.e91337</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>