<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.8" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">ciedu</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Ciência &amp; Educação (Bauru)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Ciênc. educ.
					(Bauru)</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1516-7313</issn>
			<issn pub-type="epub">1980-850X</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência, Universidade
					Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, campus de
					Bauru.</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00044</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1516-731320240044</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO ORIGINAL</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Classificação, abordagem metodológica e objetivo das pesquisas sobre
					o RPG na Educação em Ciências: um estudo bibliográfico das teses e
					dissertações</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Classification, methodological approach and objectives of research
						on RPG in science education: A bibliographic study of theses and
						dissertations</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-8899-4676</contrib-id>
					<name>
						<surname>Silva</surname>
						<given-names>Cleberson Souza da</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5104-8280</contrib-id>
					<name>
						<surname>Cavalcanti</surname>
						<given-names>Eduardo Luiz Dias</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="normalized">Universidade Federal do Piauí</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Piauí</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Métodos e Técnicas de
					Ensino</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Teresina</named-content>
					<named-content content-type="state">PI</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Universidade Federal do Piauí (UFPI),
					Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino, Teresina, PI, Brasil</institution>
					<email>cleberson@ufpi.edu.br</email>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>2</label>
				<institution content-type="normalized">Universidade de Brasília</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade de Brasília</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Instituto de Química</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Brasília</named-content>
					<named-content content-type="state">DF</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Universidade de Brasília (UnB), Instituto de
					Química, Brasília, DF, Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c1">Autor Correspondente: <email>cleberson@ufpi.edu.br</email>
				</corresp>
			</author-notes>
<!-- 			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>19</day>
				<month>08</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic"> -->
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>30</volume>
			<elocation-id>e24044</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>21</day>
					<month>02</month>
					<year>2024</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>11</day>
					<month>06</month>
					<year>2024</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo teve como objetivo analisar as teses e dissertações defendidas entre
					2007 e 2023, atentando a classificação, abordagem metodológica e objetivo das
					pesquisas sobre o RPG na Educação em Ciências, apontando perspectivas para novas
					pesquisas. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica por meio da qual
					foram encontrados 49 trabalhos. O estudo dessas teses e dissertações, a partir
					da técnica de análise de conteúdo, foi realizado por meio de categorias de
					análise, que revelaram informações a respeito das classificações dos jogos de
					RPG, abordagem metodológica utilizada e objetivo das pesquisas. Com essa
					investigação, notamos que aventuras de RPG <italic>live action</italic> e
					digitais precisam ser incentivadas, bem como pesquisas qualitativas que utilizem
					perspectivas como pesquisa-ação e pesquisa participante. Além disso, novas
					pesquisas envolvendo o RPG e a Educação em Ciências precisam ter como objetivo a
					alfabetização científica, a divulgação da ciência e a sua utilização em espaços
					não formais de educação.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This paper aimed to analyze theses and dissertations defended between 2007 and
					2023 in Brazil, focusing on the classification, methodological approach, and
					objectives of RPG on Science Education research, and pointing out perspectives
					for new research. To this end, we conducted a bibliographical search, through
					which 49 works were found. The study of these theses and dissertations, based on
					the content analysis technique, was carried out through analysis of categories,
					which revealed information about the classifications of RPG games, the
					methodological approach that had been used, and the objectives of each study.
					With this investigation, we noted that the use of live-action and digital RPG
					adventures needs to be encouraged, as well as qualitative research that uses
					perspectives such as action research and participatory research. In addition,
					new research involving RPG and science education needs to aim at scientific
					literacy, the dissemination of science, and its use in non-formal educational
					spaces.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Jogo e educação</kwd>
				<kwd>Ensino de ciências</kwd>
				<kwd>Pesquisa bibliográfica</kwd>
				<kwd>Teses e dissertações</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Games and education</kwd>
				<kwd>Science education</kwd>
				<kwd>Bibliographical research</kwd>
				<kwd>Theses and dissertations</kwd>
			</kwd-group>
			<funding-group>
				<award-group>
					<funding-source>Pós-Graduação (DPG) da Universidade de Brasília
						(UnB)</funding-source>
					<award-id>23106.038006/2024-52</award-id>
				</award-group>
				<funding-statement>Os autores agradecem ao Decanato de Pós-Graduação (DPG) da
					Universidade de Brasília (UnB) pelo financiamento a esta pesquisa, por meio do
					processo SEI n.º 23106.038006/2024-52.</funding-statement>
			</funding-group>
		<counts>
				<fig-count count="0"/>
				<table-count count="1"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="40"/>
				<page-count count="0"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec>
			<title>O RPG na Educação em Ciências</title>
			<p>A aprendizagem de conceitos científicos parece ser uma questão problemática tanto na
				Educação Básica quanto no Ensino Superior, sendo discutida tanto em trabalhos
				antigos, como o de <xref ref-type="bibr" rid="B23">Mortimer e Miranda (1995)</xref>
				e <xref ref-type="bibr" rid="B14">Justi e Ruas (1997)</xref>, como em trabalhos mais
				recentes, como o de <xref ref-type="bibr" rid="B33">Silva e Soares (2021)</xref> e
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">Gama e Alves (2022)</xref>. Tais trabalhos têm
				demonstrado a dificuldade que os estudantes apresentam em aprender determinados
				conceitos científicos e isso pode ser explicado, segundo <xref ref-type="bibr"
					rid="B19">Mendonça e Ibraim (2019)</xref>, pelo fato de tais conceitos
				envolverem uma ciência que trabalha com entidades abstratas, que são intangíveis à
				percepção dos estudantes em uma experiência concreta. Ou seja, aprender Ciências
				requer, no mínimo, que o estudante conheça a estrutura da matéria, que é abstrata, e
				relacione essa com suas propriedades macroscópicas. Além disso, <xref
					ref-type="bibr" rid="B22">Mortimer (2019)</xref> acrescenta que, para que o
				estudante aprenda Ciências, é necessário conhecer a linguagem científica utilizada
				na Ciência.</p>
			<p>Assim, aprender Ciências não é uma tarefa trivial. Se esse processo de aprendizagem
				não é fácil em um contexto de normalidade, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cariello
						<italic>et al</italic>. (2022)</xref> pontuam que a pandemia de COVID-19,
				ocasionada pelo vírus Sars-CoV-2, agravou ainda mais tal dificuldade, devido, entre
				outros fatores, ao distanciamento dos estudantes em relação às escolas, onde o
				processo de ensino e aprendizagem tende a ocorrer de forma presencial e sistemática.
				Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B29">Schnetzler (2019)</xref> afirma que
				novas metodologias e materiais didáticos para auxiliar o processo de ensinar
				Ciências têm aparecido como uma tentativa de propiciar a aprendizagem, como, por
				exemplo, experimentação investigativa, argumentação, modelagem, aprendizagem baseada
				em problemas, jogos educativos do tipo Role Playing Game (RPG), que são o foco deste
				artigo, entre outros.</p>
			<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rodrigues (2004)</xref>, o Role Playing
				Game, ou simplesmente RPG, é um jogo de produzir ficção em que uma aventura é
				proposta por um narrador principal, denominado mestre, e interpretada por um grupo
				de jogadores, chamados de personagens principais, personagens coadjuvantes e
				personagens não jogáveis (NPC). A ação vivenciada durante o jogo pode acontecer em
				diferentes mundos, como, por exemplo, fantasia medieval, terror, atual, futurista
				etc. Segundo a mencionada autora, o RPG surgiu nos Estados Unidos, no início da
				década de 1970, por meio da evolução dos jogos de guerra, influenciado pela
				literatura de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973), conhecido como o pai da
				literatura fantástica e autor de diversos livros, como O Senhor dos Anéis. Desse
				modo, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cavalcanti (2018)</xref> afirma que uma empresa
				denominada TSR, que trabalhava nos Estados Unidos com o desenvolvimento de jogos,
				criou, a partir da inspiração em jogos de guerra e na literatura de Tolkien, um
				suplemento para um jogo de miniaturas já existente na época. Tal suplemento ficou
				conhecido como Dungeons &amp; Dragons (D&amp;D), e, assim, surgiu o primeiro jogo de
				RPG no mencionado país. No Brasil, o RPG só chegou, segundo o autor, em 1980,
				restrito a algumas livrarias nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e em sua
				versão original, isto é, em língua inglesa. Somente no início da década de 1990 é
				que foi possível, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cavalcanti
					(2018)</xref>, encontrar o D&amp;D traduzido para a língua portuguesa em algumas
				livrarias brasileiras.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">Rodrigues (2004)</xref> destaca que os detalhamentos
				do cenário e do enredo no jogo de RPG são encontrados nas narrativas orais dos
				jogadores, mas foram, antes, colocados em cena por autores dos mais diferentes
				gêneros da narrativa. Esses autores da narrativa são, de acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B25">Rodrigues (2004)</xref>, ao mesmo tempo, os jogadores
				e os roteiristas da ficção produzida no grupo que participa da aventura de RPG; por
				isso, o RPG é um jogo em que não existem vencedores entre os que jogam, e os
				derrotados, quando existem, são uma necessidade para a construção da narrativa. No
				jogo de RPG, os jogadores assumem a identidade de uma personagem e a interpreta
				durante todo o desenvolvimento da aventura. Tal personagem é construída por cada
				jogador por meio de uma ficha em que os atributos, as personalidades, os poderes, as
				vantagens e as desvantagens da personagem são delimitados. Além dos jogadores, no
				RPG existe a presença do mestre, que é o narrador principal e o diretor de cada
				cena, ou seja, o mestre do jogo é alguém que lê os livros de regras, pesquisa o
				cenário em que a aventura vai se desenvolver, as personagens, os possíveis
				antagonistas ou aliados, bem como os caminhos que a narrativa pode seguir no cenário
				e nas condições propostas. Ainda, de acordo com a autora, o mestre é quem inicia o
				jogo, descrevendo o lugar onde a aventura ocorre, as características das
				personagens, levando a história até o ponto onde os jogadores começam a atuar e
				colocar dificuldades e surpresas para que eles possam resolvê-las (<xref
					ref-type="bibr" rid="B25">Rodrigues, 2004</xref>).</p>
			<p>Nessa perspectiva, existe uma grande diversidade de jogos de RPG que são jogados por
				crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo e alguns desses jogos são
				apresentados por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cavalcanti (2018)</xref>, a saber:
					<italic>Advanced Dungeons &amp; Dragons, Vampiro: a Máscara</italic>, e
					<italic>Generic Universal Role-Play Sistem</italic>. Uma vez que tais jogos
				estão amplamente incorporados na sociedade, <xref ref-type="bibr" rid="B40">Zanini
					(2004)</xref> destaca que a escola, enquanto microcosmo da sociedade, não pode
				se manter refratária, nem ignorar tais influências”. Desse modo, a escola, segundo o
				referido autor, pode levar o RPG para dentro de si por meio de uma abordagem
				educativa, uma vez que, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B1">Amaral e Bastos
					(2011)</xref>, o RPG atrelado à educação, ao requerer de seus jogadores um
				raciocínio lógico, articulado e explicitado por meio de falas dirigidas a diversos
				participantes, se constitui como uma atividade de grande importância para o
				desenvolvimento social e intelectual dos nossos estudantes. Com base nisso, <xref
					ref-type="bibr" rid="B8">Cavalcanti e Soares (2009)</xref> afirmam que o RPG vem
				sendo adotado como uma ferramenta de apoio no processo de ensino e aprendizagem,
				mesmo que ainda de forma isolada e experimental, uma vez que o incentivo para a
				inclusão de novos materiais didáticos na educação, desde o movimento Escola Nova,
				está comprovando, de forma evidente, que, como nos explica <xref ref-type="bibr"
					rid="B15">Kishimoto (2021)</xref>, os jogos, além de serem uma atividade lúdica
				para crianças, adolescentes e até adultos, possuem, também, potencial educativo que
				pode propiciar o ensino, a aprendizagem e a avaliação de conceitos científicos, além
				de aulas mais empolgantes e prazerosas do que as ditas ‘tradicionais’.</p>
			<p>Nesse sentido, o RPG, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B1">Amaral e Bastos
					(2011)</xref>, é importante na Educação em Ciências, uma vez que tem um caráter
				inteiramente cooperativo, pois os jogadores só irão atingir o objetivo de
				determinado jogo se permanecerem unidos e se ajudando de forma mútua. Além disso, os
				mencionados autores pontuam que a potencialidade observada no jogo de RPG em
				atender, simultaneamente, às diferentes demandas encontradas na sala de aula de
				Ciências é grande, pois é possível realizar a aventura de RPG, que pode ou não
				abarcar diferentes conteúdos, com diferentes grupos de estudantes, que se articulam
				para possibilitar o sucesso do jogo, conduzindo-os, portanto, a uma possível
				aprendizagem.</p>
			<p>O RPG na Educação em Ciências proporciona ao estudante, de acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B8">Cavalcanti e Soares (2009)</xref>, discutir, de forma
				ampla, diversos conceitos científicos durante a realização do jogo, de modo que o
				conceito que, muitas vezes, ainda não estava claro para o estudante começa a ter um
				significado quando ele o discute com os outros jogadores, além das várias
				intervenções do professor, aprofundando as discussões e levando o estudante a um
				melhor aproveitamento do referido conceito e a sua consequente compreensão. Por
				isso, os referidos autores destacam a importância de os professores serem os mestres
				da aventura de RPG a ser utilizada nas aulas de Ciências e dominarem bem o conteúdo
				a ser trabalhado no jogo, para suprir os possíveis erros e/ou enganos conceituais
				durante as partidas, além de os professores criarem o seu próprio jogo de RPG e,
				também, os enigmas, as charadas, os desafios, os cenários, bem como todos os
				personagens que serão personificados pelos estudantes. <xref ref-type="bibr"
					rid="B8">Cavalcanti e Soares (2009)</xref> explicam que os obstáculos, desafios
				e/ou charadas a serem apresentados aos estudantes no momento da realização da
				aventura de RPG devem ser estudados, elaborados e testados antes de serem colocados
				na aventura para que o RPG seja verdadeiramente educativo, isto é, tenha uma
				intencionalidade envolvendo a aprendizagem de algum conceito e, portanto, mantenha o
				equilíbrio entre as funções lúdica e educativa, propostas por <xref ref-type="bibr"
					rid="B15">Kishimoto (2021)</xref>. Nessa perspectiva, <xref ref-type="bibr"
					rid="B7">Cavalcanti (2018)</xref> afirma que o professor criador da aventura de
				RPG deve sempre estudar adequadamente os conceitos teóricos relacionados a cada
				obstáculo da aventura, para que seja capaz de responder adequadamente às
				intervenções e ações dos jogadores-estudantes, além de mediar a discussão advinda
				desses aspectos. Para isso, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cavalcanti e Weber
					(2021)</xref> afirmam que a descrição feita pelo mestre, que deverá ser o
				professor, precisa ser pormenorizada em relação a todos os ambientes, objetos,
				materiais e símbolos existentes na aventura, para que os estudantes possam discutir
				todos os aspectos conceituais presentes na aventura, de modo a não haver dúvida e/ou
				dupla interpretação.</p>
			<p>Seguindo todas as recomendações expostas até aqui, <xref ref-type="bibr" rid="B8"
					>Cavalcanti e Soares (2009)</xref> acreditam que o RPG pode ser utilizado como
				um instrumento para coleta de dados da avaliação da aprendizagem em abordagens
				diagnóstica, formativa e/ou processual, bem como para possibilitar o ensino e a
				aprendizagem de temas relacionados às Ciências, tanto na Educação Básica quanto na
				Superior. Assim, este texto tem como objetivo traçar um panorama das teses e
				dissertações defendidas entre 2007 e 2023, atentando-se a classificação, abordagem
				metodológica e objetivo das pesquisas sobre o RPG na Educação em Ciências, apontando
				perspectivas para novas pesquisas. Para isso, dividimos o presente artigo em quatro
				partes. A primeira parte, denominada <italic>O RPG na Educação em Ciências,</italic>
				traz os aspectos teóricos acerca do RPG e sua utilidade para a referida área do
				conhecimento. Já a segunda parte, intitulada <italic>Percurso Metodológico</italic>,
				apresenta os aspectos metodológicos que mobilizamos para a construção da pesquisa
				que deu origem a este artigo e, na terceira parte (<italic>Resultados e
					Discussão</italic>), discutimos a respeito da classificação, abordagem
				metodológica e objetivo das pesquisas que originaram as teses e dissertações
				analisadas. Na quarta parte estão as <italic>Considerações Finais</italic>, que
				apresentam uma tentativa de fechamento para este texto, bem como traçam algumas
				perspectivas para novas pesquisas envolvendo o RPG na Educação em Ciências.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Percurso Metodológico</title>
			<p>Tendo como finalidade investigar particularidades das produções que envolvem a
				temática do RPG na Educação em Ciências, utilizamos na pesquisa qualitativa que deu
				origem a este artigo a técnica de Análise de Conteúdo, que, segundo <xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, é um conjunto de operações
				visando apresentar o conteúdo de um ou mais documentos, a fim de facilitar a sua
				consulta e referenciação para desvelar a informação contida nos documentos
				analisados. A escolha dessa técnica de análise se justifica por ser capaz de
				analisar um determinado documento de forma sistemática e rigorosa, além de
				apresentar diferentes informações que são do interesse do pesquisador, especialmente
				as que estão implícitas nos documentos.</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, a Análise de Conteúdo se
				organiza em três polos cronológicos: (i) pré-análise; (ii) exploração do material; e
				(iii) tratamento dos resultados por meio da inferência e interpretação. Seguindo
				esses polos cronológicos, primeiramente definimos o nosso corpus de análise. Para
				isso, utilizamos o Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de
				Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e nossa busca considerou as
				seguintes palavras-chave: “<italic>RPG</italic> e/ou <italic>Role Playing
					Game</italic> e/ou <italic>Roleplaying Game</italic> e/ou <italic>Role-Playing
					Game</italic>”.</p>
			<p>Assim, encontramos um total de 375 resultados, sendo 57 teses e 318 dissertações.
				Contudo, este universo corresponde a trabalhos de todas as áreas do conhecimento.
				Logo, para especificar a nossa busca por trabalhos acadêmicos da área da Educação em
				Ciências, analisamos o título, as palavras-chave e resumo de todos os 375 trabalhos
				e selecionamos os 49 trabalhos que versavam sobre o RPG na Educação em Ciências, o
				que incluiu dissertações e teses provenientes de programas de pós-graduação em
				Química, Física, Biologia e Educação / Ensino em / de Ciências. Tais trabalhos estão
				listados, em ordem cronológica de defesa, no <bold><xref ref-type="table" rid="t1"
						>quadro 1</xref></bold>.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Teses e dissertações, em ordem de defesa, que abordam o RPG na Educação
						em Ciências</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" style="background-color:#265A9B;" valign="top"
								>Código</th>
							<th align="center" style="background-color:#265A9B;;" valign="top"
								>Título</th>
							<th align="center" style="background-color:#265A9B;;" valign="top"
								>Autor</th>
							<th align="center" style="background-color:#265A9B;;" valign="top">Ano
								da Defesa</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D1</td>
							<td align="center" valign="top">O uso do RPG no Ensino de Química</td>
							<td align="center" valign="top">Eduardo L. D. Cavalcanti</td>
							<td align="center" valign="top">2007</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">D2</td>
							<td align="center" valign="top">Uso do RPG pedagógico para o Ensino de
								Física</td>
							<td align="center" valign="top">Ricardo R. do Amaral</td>
							<td align="center" valign="top">2008</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">D3</td>
							<td align="center" valign="top">Um estudo sobre a argumentação no RPG
								nas aulas de Biologia</td>
							<td align="center" valign="top">Roberto S. Fujii</td>
							<td align="center" valign="top">2010</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D4</td>
							<td align="center" valign="top">O RPG eletrônico no Ensino de Química:
								uma atividade lúdica aplicada ao conhecimento de tabela
								periódica</td>
							<td align="center" valign="top">Andréia C. Ignácio</td>
							<td align="center" valign="top">2013</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D5</td>
							<td align="center" valign="top">O Role Playing Game (RPG) como
								estratégia para repensar a prática docente em Ciências</td>
							<td align="center" valign="top">Tafarel F. T. de Melo</td>
							<td align="center" valign="top">2014</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D6</td>
							<td align="center" valign="top">O uso de jogos digitais como ferramenta
								de auxílio para o ensino de conceitos de Física</td>
							<td align="center" valign="top">Denise Felber</td>
							<td align="center" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D7</td>
							<td align="center" valign="top">Na trilha da aventura: contribuições do
								Role Playing Game (RPG) como um guia didático para o Ensino de
								Química</td>
							<td align="center" valign="top">Jeferson L. Zanin</td>
							<td align="center" valign="top">2015</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D8</td>
							<td align="center" valign="top">Jogo educacional para o ensino básico de
								relatividade galileana</td>
							<td align="center" valign="top">Otávio F. de Almeida</td>
							<td align="center" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D9</td>
							<td align="center" valign="top">A elaboração do jogo <italic>Locus: uma
									Aventura Real</italic> como recurso pedagógico para uma educação
								ambiental cidadã</td>
							<td align="center" valign="top">Tatiana V. Francisco</td>
							<td align="center" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D10</td>
							<td align="center" valign="top">O Role-playing Game (RPG) como
								ferramenta para o Ensino de Física</td>
							<td align="center" valign="top">Paulo Henrique de S. Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D11</td>
							<td align="center" valign="top">Uma abordagem CTS das máquinas térmicas
								na revolução industrial utilizando o RPG como recurso didático</td>
							<td align="center" valign="top">Diego R. Sabka</td>
							<td align="center" valign="top">2016</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D12</td>
							<td align="center" valign="top">Produção e uso de jogo digital RPG na
								formação inicial de professores de Biologia no contexto da
								aprendizagem baseada em jogos digitais: possibilidades e
								desafios</td>
							<td align="center" valign="top">Douglas C. de Amorim</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D13</td>
							<td align="center" valign="top">O uso do Role-Playing Game (RPG) no
								Ensino de Ciências: uma atividade voluntária e complementar às aulas
								no Ensino Fundamental II</td>
							<td align="center" valign="top">Eleasar S. Marins</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D14</td>
							<td align="center" valign="top">O uso do Role Playing Game (RPG) como
								ferramenta didática no Ensino de Ciências</td>
							<td align="center" valign="top">Ingrid M. de A. Coelho</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D15</td>
							<td align="center" valign="top">O jogo digital como material
								potencialmente significativo para a aprendizagem de conceitos de
								Cinemática</td>
							<td align="center" valign="top">Celso A. C. da Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D16</td>
							<td align="center" valign="top">Desenvolvimento e aplicação de um
								sistema de RPG para o Ensino de Física para alunos do Ensino
								Médio</td>
							<td align="center" valign="top">Clayton D. de Sá</td>
							<td align="center" valign="top">2017</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D17</td>
							<td align="center" valign="top">Promoção da alfabetização científica em
								sentido estendido por meio do desenvolvimento de um Role-Playing
								Game (RPG)</td>
							<td align="center" valign="top">Vânia de O. Alves</td>
							<td align="center" valign="top">2018</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D18</td>
							<td align="center" valign="top">RPG e educação ambiental: a complexidade
								dos jogos e suas contribuições para o ensino formal de educação
								ambiental</td>
							<td align="center" valign="top">Alexandre S. da Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2018</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D19</td>
							<td align="center" valign="top">O RPG eletrônico: uma atividade lúdica
								voltada para o ensino de Cinética Química no Ensino Médio</td>
							<td align="center" valign="top">Giovana C. Melatti</td>
							<td align="center" valign="top">2018</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D20</td>
							<td align="center" valign="top">O ensino das interações gravitacional e
								eletromagnética por meio de um jogo de RPG</td>
							<td align="center" valign="top">Gustavo da S. Ferreira</td>
							<td align="center" valign="top">2019</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D21</td>
							<td align="center" valign="top">Sistema de RPG para o Ensino de
								Física</td>
							<td align="center" valign="top">André G. Macena-Júnior</td>
							<td align="center" valign="top">2019</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D22</td>
							<td align="center" valign="top">Contribuições do Role Playing Game como
								recurso didático para o Ensino de Ecologia</td>
							<td align="center" valign="top">Renato C. A. da Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2019</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D23</td>
							<td align="center" valign="top">Interpretando a Física: o Role Playing
								Game (RPG) como forma de explorar Problemas Abertos</td>
							<td align="center" valign="top">Danilo M. Vieira</td>
							<td align="center" valign="top">2019</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">T1</td>
							<td align="center" valign="top">O uso do RPG (Role-Playing Game) como
								estratégia didático-metodológica para o Ensino de Ciências e de
								Genética</td>
							<td align="center" valign="top">Henrique J. P. Gomes</td>
							<td align="center" valign="top">2019</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D24</td>
							<td align="center" valign="top">Role-Playing Game no Ensino de Física:
								explorando a evolução do conceito de inércia por meio da imaginação
								e interpretação</td>
							<td align="center" valign="top">Miguel R. de O. Centurion</td>
							<td align="center" valign="top">2020</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D25</td>
							<td align="center" valign="top">Alfabetização científica por meio da
								criação de jogos digitais do tipo RPG</td>
							<td align="center" valign="top">Dandara N. S. Gomes</td>
							<td align="center" valign="top">2020</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D26</td>
							<td align="center" valign="top">O Role-Playing Game - RPG na educação
								STEAM: inovando na aprendizagem de Ciências na Amazônia</td>
							<td align="center" valign="top">Thiago P. Barros</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D27</td>
							<td align="center" valign="top">Marte: sistema de RPG pedagógico baseado
								em inteligências múltiplas para o Ensino de Ciências</td>
							<td align="center" valign="top">Pablo Henrique E. Bezerra</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D28</td>
							<td align="center" valign="top">Do jogo Role-Playing Game ao Ensino em
								Saúde: uma abordagem transdisciplinar para o enfrentamento da
								obesidade e sobrepeso</td>
							<td align="center" valign="top">Bruno da L. Eltchechem</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D29</td>
							<td align="center" valign="top">O RPG como uma abordagem investigativa
								para o Ensino de Física moderna e contemporânea ao longo do Ensino
								Médio</td>
							<td align="center" valign="top">Fábio Buffon</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D30</td>
							<td align="center" valign="top">RPG no Ensino de Física: um estudo
								exploratório sobre a sua utilização no Ensino Médio</td>
							<td align="center" valign="top">Theo M. da R. Pires</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D31</td>
							<td align="center" valign="top">O jogo de RPG em Astronomia no Ensino
								Fundamental 2</td>
							<td align="center" valign="top">Muary D. Quintanilha</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D32</td>
							<td align="center" valign="top">A proposta de um jogo de Role Playing
								Game de mesa para a aprendizagem de Evolução Biológica</td>
							<td align="center" valign="top">João M. A. Macedo</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D33</td>
							<td align="center" valign="top">O uso do Role Playing Game (RPG) como
								estratégia para a rememoração de conceitos de Química e Física em
								alunos do 9º ano do Ensino Fundamental</td>
							<td align="center" valign="top">Vanessa N. de Souza</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D34</td>
							<td align="center" valign="top">RPG no Ensino de Ciências: uma proposta
								lúdica para a aprendizagem do Sistema Endócrino</td>
							<td align="center" valign="top">Thais B. C. Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D35</td>
							<td align="center" valign="top">Energizando: um jogo de Role-Playing
								Game (RPG) para a abordagem do tema energia nos anos finais do
								Ensino Fundamental</td>
							<td align="center" valign="top">Raquel G. de Sousa</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D36</td>
							<td align="center" valign="top">Uma proposta de ensino de Astronomia por
								meio de um jogo em RPG Maker</td>
							<td align="center" valign="top">William de S. Melo</td>
							<td align="center" valign="top">2021</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D37</td>
							<td align="center" valign="top">Manual básico de regras: o uso do Role
								Playing Game (RPG) como uma ferramenta didática no Ensino de
								Dinâmica na Física na Educação Básica</td>
							<td align="center" valign="top">Diego de O. Gomes</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D38</td>
							<td align="center" valign="top">Doando sangue sem mistério: um jogo de
								RPG Educativo para o Ensino de Ciências e Saúde na perspectiva
								CTS</td>
							<td align="center" valign="top">Wallace G. Pereira</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D39</td>
							<td align="center" valign="top">Utilização de jogo RPG para compreensão
								da gestão de resíduos sólidos</td>
							<td align="center" valign="top">Amanda O. G. de Figueiredo</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D40</td>
							<td align="center" valign="top">Uso de RPG como ferramenta pedagógica no
								Ensino de Biologia nas aulas de Evolução Biológica</td>
							<td align="center" valign="top">Kátia L. Pinheiro</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">T2</td>
							<td align="center" valign="top">RPG Karapaña: uma proposta educativa
								para a prevenção e controle do <italic>Aedes Aegypti</italic> a
								partir da concepção da Educação Popular em Saúde</td>
							<td align="center" valign="top">Andréia G. Pimentel</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D41</td>
							<td align="center" valign="top">Taxonomia de Bloom aplicada à construção
								de um jogo educacional para o Ensino de Física: um estudo de caso no
								ensino do efeito fotoelétrico</td>
							<td align="center" valign="top">Camila B. Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D42</td>
							<td align="center" valign="top">RPG pedagógico como metodologia ativa
								para o Ensino de Física</td>
							<td align="center" valign="top">Nádja C. da Silva</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D43</td>
							<td align="center" valign="top">O RPG (Role Playing Game) como
								ferramenta didática no ensino superior de Química Orgânica:
								contribuições e estudos do jogo <italic>Last Chance of
									Earth</italic></td>
							<td align="center" valign="top">Flávio V. V. de Holanda</td>
							<td align="center" valign="top">2022</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D44</td>
							<td align="center" valign="top">Caverna do alquimista: um RPG pedagógico
								para o Ensino de Química no Nível Médio, com base na Teoria das
								Inteligências Múltiplas</td>
							<td align="center" valign="top">Robert P. Santos</td>
							<td align="center" valign="top">2023</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D45</td>
							<td align="center" valign="top">RPG e Ensino de Química: proposta de um
								recurso didático para a abordagem do modelo atômico de Thomson</td>
							<td align="center" valign="top">Jadson B. de Oliveira</td>
							<td align="center" valign="top">2023</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D46</td>
							<td align="center" valign="top">Role-Playing Game (RPG) em aulas de
								Física: promovendo qualidade motivacional e aprendizagens</td>
							<td align="center" valign="top">Renta B. Schneider</td>
							<td align="center" valign="top">2023</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" valign="top">D47</td>
							<td align="center" valign="top">Planos além do espaço-tempo: uma
								proposta de jogo digital para o ensino de evolução estelar e buracos
								negros</td>
							<td align="center" valign="top">Dionattan R. dos Santos</td>
							<td align="center" valign="top">2023</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: elaborado pelos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<p>Os trabalhos elencados no <bold><xref ref-type="table" rid="t1">quadro
					1</xref></bold> formam o corpus desta pesquisa e foram nomeados de D1 até D47,
				em que D significa dissertação, e T1 e T2 se referem às teses encontradas no
				catálogo de teses e dissertações da CAPES sobre RPG entre os anos de 2007, quando
				ocorreu a primeira defesa de mestrado sobre o referido tema, e 2023, ano da última
				dissertação defendida.</p>
			<p>Após essa delimitação dos materiais para análise, partimos para o segundo polo
				cronológico da análise de conteúdo que é, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3"
					>Bardin (2016)</xref>, a exploração do material e depende se as operações da
				pré-análise (escolha dos documentos) já foram convenientemente concluídas. Isto é,
				envolve uma preparação do material a ser analisado, considerando os aspectos
				pertinentes e excluindo os não necessários, como repetições, ruídos, entre outros
				aspectos que não corroboram positivamente para o tratamento dos resultados obtidos.
				Desse modo, fizemos uma leitura de todas as teses e dissertações escolhidas na
				pré-análise.</p>
			<p>Finalmente, o tratamento dos resultados é a terceira fase da análise de conteúdo e
				envolve tratar os dados coletados para que eles possam ser considerados válidos e
				significativos para a conclusão da investigação do pesquisador. De acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, o tratamento dos resultados pode
				se desmembrar em três dimensões, a saber: (a) recorte; (b) codificação; e (c)
				classificação. Segundo a autora, o recorte envolve a delimitação das unidades de
				registro e das unidades de contexto, sendo, em nosso caso, as unidades de registro
				as informações constantes nas teses e dissertações, principalmente, os dados
				provenientes do resumo e do percurso metodológico. Por outro lado, as unidades de
				contexto são, para <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, os segmentos
				das unidades de registro que ajudam a entender a centralidade do significado das
				unidades de registro. Logo, entendemos que as unidades de contexto, em nosso caso,
				podem ser as informações trazidas nos resumos e nos percursos metodológicos que se
				referem à classificação dos jogos de RPG, objetivo das pesquisas e abordagem
				metodológica, haja vista que elas apresentam o entendimento da significação por trás
				da unidade de registro. O segundo momento do tratamento dos resultados da análise de
				conteúdo é a codificação, que, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin
					(2016)</xref>, é realizada tendo como referencial a frequência das unidades de
				contexto. Assim, percebemos que tivemos diversas unidades de contexto que trouxeram
				consigo um grupo de significado. Esse grupo de significados nos encaminha para a
				terceira dimensão do último polo cronológico da análise de conteúdo: categorização,
				que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016</xref>, p. 145), é “[...]
				uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por
				diferenciação e, em seguida, por reagrupamentos segundo o gênero com os critérios
				(frequência, direção, ordem e/ou coocorrência) previamente definidos”.</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, a dimensão da categorização
				dá origem às categorias de análise, que são classes que reúnem um grupo de elementos
				sob um título genérico, em razão das características comuns existentes entre esses
				elementos. Segundo a autora, um dos critérios para a definição das categorias de
				análise pode ser o aspecto semântico envolvendo categorias temáticas. Em vista
				disso, emergiram, a priori da análise dos nossos dados, três categorias de análise
				que envolveram os aspectos semânticos e frequenciais das unidades de contexto para a
				formação dos agrupamentos de cada uma das seguintes categorias: (a) classificação do
				RPG; (b) abordagem metodológica; e (c) objetivo das teses e dissertações. Inferimos
				que a delimitação dessas categorias de análise é importante, uma vez que será
				possível, por meio delas, apresentar um espectro do que a comunidade de Educação em
				Ciências entende e percebe a respeito do uso do RPG na sala de aula de Ciências.
				Para isso, a seguir, apresentaremos a discussão de cada uma das categorias de
				análise anteriormente mencionadas de forma separada. Começaremos com a classificação
				do RPG utilizado nas dissertações e teses.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Classificação do RPG utilizado</title>
			<p>Nesta seção, trataremos a respeito da classificação dos RPG encontrados nas produções
				analisadas. Para começar, percebemos que houve a elaboração de 34 jogos de RPG
				classificados como de mesa. Tais jogos foram observados nos trabalhos D1, D2, D3,
				D7, D9, D10, D11, D13, D14, D16, D17, D20, D21, D22, D23, T1, D24, D26, D27, D28,
				D31, D32, D33, D34, D35, D37, D38, D39, T2, D41, D42, D43, D44 e D46. De acordo com
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cavalcanti e Weber (2021)</xref>, os jogos de
					<italic>RPG de mesa</italic> caracterizam-se por serem um tipo de jogo de
				interpretações de papéis, no qual existe um mestre que narra toda a aventura e os
				jogadores que participam desta aventura narrada estão interagindo com a história
				criada. Este tipo de jogo, para os mencionados autores, é chamado de RPG de mesa,
				pois, apesar de toda a tecnologia que nos cerca atualmente, para jogar uma aventura
				de RPG nesses moldes, necessitamos apenas de papel, caneta e espaço adequado para
				que os jogadores escutem o mestre e participem do jogo, seja anotando informações
				importantes e/ou interpretando dados ditos por ele. Segundo <xref ref-type="bibr"
					rid="B9">Cavalcanti e Weber (2021)</xref>, esse espaço geralmente é uma mesa,
				propriamente dita, mas, como vimos, pode ser um local reservado em um parque, no
				pátio da escola ou até mesmo no chão.</p>
			<p>Por outro lado, os jogos de RPG classificados como digitais produziram um total de
				treze aventuras e foram encontrados nos seguintes trabalhos: D4, D6, D8, D12, D15,
				D19, D25, D29, D30, D36, D40, D45 e D47. Para <xref ref-type="bibr" rid="B6"
					>Cariello <italic>et al</italic>. (2022)</xref>, os jogos de RPG digitais são,
				frequentemente, criados em um software chamado <italic>RPG Maker</italic>, que é uma
				plataforma que permite a criação de jogos deste tipo, na qual o jogador atua como
				uma personagem em uma determinada narrativa. Ainda segundo os referidos autores,
				esse programa foi lançado em 1995, nos Estados Unidos, e é um software gratuito, com
				tradução em língua portuguesa. Ao longo da sua história de criação, ele já teve
				diversas versões, como <italic>RPG Maker 95, RPG Maker 2000, RPG Maker 2003, RPG
					Maker XP, RPG Maker VX, RPG Maker VX Ace</italic> e <italic>RPG Maker
					MV</italic>, por exemplo.</p>
			<p>Outra classificação de jogo de RPG é o <italic>Live-Action</italic> que, de acordo
				com <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cavalcanti e Weber (2021)</xref>, é um jogo de
				RPG que difere do digital e do de mesa, pois, neste estilo, há ação livre dos
				jogadores, que, além de interpretar uma personagem, atuam como se fossem as próprias
				personagens, a exemplo de um ator de teatro ou de novela que interpreta uma cena
				qualquer. Para os mencionados autores, esse tipo de RPG pode ou não ter a figura do
				mestre, isto é, de um narrador conduzindo a história, contudo, haverá personagens
				que precisarão ser direcionadas enquanto a aventura se desenvolve. Assim,
				encontramos apenas uma dissertação (D18) que trazia uma aventura do tipo
					<italic>Live-Action</italic> e um trabalho (D5) que não, necessariamente,
				elaborou um jogo de RPG, independentemente do seu tipo (mesa, digital e/ou
					<italic>live-action</italic>).</p>
			<p>Em resumo, foram 34 aventuras de RPG do tipo mesa (D1, D2, D3, D7, D9, D10, D11, D13,
				D14, D16, D17, D20, D21, D22, D23, T1, D24, D26, D27, D28, D31, D32, D33, D34, D35,
				D37, D38, D39, T2, D41, D42, D43, D44 e D46), treze aventuras classificadas como
				digital (D4, D6, D8, D12, D15, D19, D25, D29, D30, D36, D40, D45 e D47), uma do tipo
					<italic>Live-Action</italic> (D18) e uma dissertação que não elaborou um jogo de
				RPG propriamente dito (D5). Desse modo, inferimos que os jogos de RPG do tipo de
				mesa foram preferíveis em detrimento dos jogos digitais e
					<italic>Live-Action</italic> devido à facilidade e praticidade que aquele jogo
				apresenta em relação a estes dois, no que diz respeito ao espaço físico do RPG de
				mesa poder ser somente o próprio espaço da sala de aula, enquanto o digital
				necessita de tecnologias da informação e comunicação que nem sempre estarão
				disponíveis a todos os educandos da escola, por conta de situações de
				vulnerabilidade social deles ou porque a escola, ainda, não está devidamente
				equipada com tais tecnologias, por exemplo, por falta de investimentos públicos.</p>
			<p>Além disso, inferimos que os jogos de RPG de mesa foram a maioria, também, em razão
				da facilidade e do baixo tempo investido para que tais jogos possam ser elaborados
				pelos professores, ou seja, não é necessário um conhecimento de um software
				específico para elaborar a aventura, como seria necessário para elaborar um jogo do
				tipo digital na plataforma <italic>RPG Maker</italic>. Isso economiza tempo de um
				profissional que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Pimenta e Lima
					(2017)</xref>, já não dispõe de muito tempo para investir em elaborações
				demoradas de novos materiais didáticos e/ou metodologias novas. Em relação aos jogos
				de RPG digitais, principalmente os criados por meio do programa <italic>RPG
					Maker</italic>, entendemos que eles devem ser utilizados, quando possível,
				contudo, eles não são tão interessantes do ponto de vista da dinamicidade, pois
				costumam trazer um funcionamento com base em perguntas e respostas objetivas que
				acaba se tornando mecânico.</p>
			<p>Ao contrário, o RPG do tipo <italic>Live-Action</italic> apresenta grande potencial
				no que diz respeito à dinamicidade e à inovação, pois com ele não há apenas um mundo
				fechado e circunscrito por uma mesa ou um software, mas um mundo aberto que nos faz
				abrir a imaginação para irmos a diversos locais, que se transformam em verdadeiros
				cenários vivos e itinerantes. No entanto, a grande dificuldade - que pode até
				justificar, como vimos, a baixa produção de jogos deste tipo (apenas a dissertação
				D18) - para esta prática pedagógica é a questão do espaço, que, muitas vezes, a
				escola não possui ou não está disposta a cedê-lo para tal tipo de prática. Outra
				dificuldade que inferimos em relação ao uso desse jogo é a rigidez que o sistema
				educacional brasileiro ainda está imerso, principalmente em se tratando de práticas
				pedagógicas que objetivam retirar os estudantes da dinâmica tradicional, vista ainda
				hoje em sala de aula. Passaremos, agora, a discutir a segunda categoria de análise,
				referente à abordagem metodológica utilizada pelas teses e dissertações.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Abordagem metodológica</title>
			<p>Nesta segunda categoria de análise, a intenção foi averiguar as abordagens
				metodológicas utilizadas nas teses e dissertações. Assim, percebemos que foram 24
				dissertações (D1, D2, D5, D6, D7, D12, D13, D17, D19, D21, D22, D23, D25, D26, D28,
				D30, D32, D33, D37, D38, D41, D42, D43 e D44) e uma tese (T1) que utilizaram a
				abordagem qualitativa para as suas pesquisas. De acordo com <xref ref-type="bibr"
					rid="B4">Bogdan e Biklen (2013)</xref>, a pesquisa qualitativa é uma abordagem
				que agrupa diversas estratégias de investigação que partilham determinadas
				características e dados ricos em pormenores descritivos relacionados a pessoas,
				documentos, locais e conversas, de complexo tratamento e análise. Assim, <xref
					ref-type="bibr" rid="B17">Lüdke e André (2018)</xref> explicam que as questões a
				se investigar na pesquisa qualitativa são analisadas de forma cuidadosa, e não
				objetiva responder a questões prévias ou testar hipóteses, mas compreender,
				essencialmente, os motivos pelos quais os indivíduos se comportam de uma determinada
				forma e/ou como um documento mostra tal informação. Por isso, <xref ref-type="bibr"
					rid="B4">Bogdan e Biklen (2013)</xref> afirmam que serão necessárias diversas
				classificações e/ou tipos de enfoques na abordagem qualitativa para entender as
				nuanças, particularidades e especificidades de cada situação de pesquisa dentro da
				abordagem qualitativa.</p>
			<p>Dessa forma, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Malheiros (2011)</xref> explica que a
				abordagem qualitativa possui diferentes tipos, em que poderíamos destacar os mais
				utilizados no dia a dia do pesquisador, a saber: pesquisa-ação, pesquisa
				participante, pesquisa-ensino, estudo de caso, pesquisa bibliográfica, entre outros.
				Dentro desta abordagem, foi possível perceber que sete dissertações (D1, D2, D7,
				D13, D17, D30 e D33) e uma tese (T1) foram classificadas como estudo de caso. De
				acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B39">Yin (2015)</xref>, o estudo de caso é um
				inquérito empírico que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do conceito de
				vida real, especialmente quando as fronteiras entre fenômeno e contextos não são
				claramente evidentes. Além disso, colabora com a situação tecnicamente distintiva,
				na qual haverá muito mais variáveis de interesse que dados, e, como o resultado
				depende de múltiplas fontes de provas, com os dados a necessitarem convergir num
				modo triangular das proposições teóricas para guiar a coleta e, posteriormente, a
				análise de dados.</p>
			<p>Nesse sentido, grande parte dos trabalhos dentro da abordagem qualitativa são do tipo
				estudo de caso (nove trabalhos), pois são realizados no ambiente escolar e,
				consequentemente, na sala de aula. Além disso, os trabalhos que envolvem a
				participação de estudantes em jogos têm seus resultados bem apresentados e
				explorados quando se faz um estudo de caso, pois, como vimos em <xref
					ref-type="bibr" rid="B39">Yin (2015)</xref>, esse tipo de pesquisa possibilita a
				análise de um determinado caso, que, em nosso exemplo, são as partidas de
				determinado jogo, em todas as suas dimensões e complexidades, desvelando, portanto,
				as limitações e as possibilidades de tal recurso didático enquanto tal ou quando
				entendido como campo teórico.</p>
			<p>Foram três dissertações (D6, D23 e D26) classificadas, dentro da abordagem
				qualitativa, como bibliográficas. Para <xref ref-type="bibr" rid="B35">Sousa,
					Oliveira e Alves (2021)</xref>, a pesquisa bibliográfica é o levantamento de
				obras, impressas ou digitais, publicadas sobre aspectos teóricos que irá conduzir o
				trabalho científico. Além disso, tal tipo de pesquisa tem como objetivo reunir e
				analisar textos publicados para apoiar o trabalho científico. Assim, inferimos que a
				baixa quantidade de dissertações que realizaram a pesquisa do tipo bibliográfica
				pode ser explicada devido ao fato desse tipo de pesquisa ser dual, ou seja, ela é
				difícil e fácil, ao mesmo tempo, de ser realizada. É considerada fácil, tendo em
				vista que, para a sua realização, é necessário selecionar, recolher e analisar dados
				e/ou informações contidos em documentos impressos ou digitais, artigos,
				dissertações, livros publicados, entre outras fontes, que, em grande parte, estão ao
				alcance do pesquisador. Por outro lado, a pesquisa bibliográfica é difícil, pois
				envolve uma grande capacidade de análise e síntese, tendo em vista a enorme dimensão
				de materiais ou dados a serem estudados e analisados.</p>
			<p>Também foram localizadas três dissertações que se classificaram como pesquisa
				qualitativa do tipo pesquisa participante (D28) e pesquisa-ação (D22 e D12). De
				acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B5">Brandão e Streck (2015)</xref>, a pesquisa
				participante é um instrumento de trabalho para a construção do conhecimento e tem
				como objetivo compreender, intervir e transformar a realidade, entendendo que todo
				ser humano é, em si mesmo e por si mesmo, uma fonte original e insubstituível de
				saber. Assim, inferimos que tal tipo de pesquisa oferece um repertório de
				possibilidades visando superar a oposição entre sujeito-objeto e
				pesquisador-pesquisado nos contextos de produção coletiva do saber por meio dos
				jogos de RPG. Já a pesquisa-ação é, para <xref ref-type="bibr" rid="B37">Tripp
					(2005)</xref>, um tipo de pesquisa qualitativa usada para o desenvolvimento de
				professores e pesquisadores de modo que eles possam utilizar suas pesquisas para
				aprimorar seu ensino e, em decorrência, o aprendizado de seus estudantes. Desse
				modo, entendemos que a pesquisa-ação pode ser uma opção para estudos relacionados ao
				RPG, principalmente se a ideia para a sua concepção for gerida pelo próprio
				professor que ocupa o espaço da sala de aula e, em seguida, usá-la com suas
				turmas.</p>
			<p>Observamos, também, que alguns trabalhos não especificaram o tipo de abordagem
				qualitativa utilizada em suas pesquisas, mas apenas as técnicas de análise para
				tratar os dados colhidos. Desse modo, tivemos a menção da análise de conteúdo (D5,
				D19, D32 e D38) e da análise textual discursiva (D21). É importante relembrar que a
				análise de conteúdo, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bardin (2016)</xref>, é
				um conjunto de instrumentos metodológicos que podem ser aplicados em discursos que
				podem ser escritos ou falados para entender categorias de significância e
				significados que estão imbricados em tais discursos.</p>
			<p>Por outro lado, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B20">Moraes e Galiazzi
					(2006)</xref>, a análise textual discursiva é uma ferramenta para análise
				qualitativa que se inicia com a unitarização, em que textos serão separados em
				unidades de significado que podem gerar outros conjuntos de unidades de interlocução
				empírica para revelar o que tais textos têm a informar e a contribuir com os estudos
				e objetivos dos pesquisadores. Essa modalidade de análise transita entre a análise
				de discurso e a análise de conteúdo, contudo possui suas peculiaridades
				próprias.</p>
			<p>Tais técnicas são corriqueiramente utilizadas para interpretar os dados recolhidos em
				trabalhos da área da Educação em Ciência e têm se mostrado proeminente nos trabalhos
				envolvendo os jogos de RPG, pois facilitam o trabalho do pesquisador, uma vez que já
				se tem uma técnica válida e confiável a ser seguida, o que, portanto, concede
				credibilidade às pesquisas. Entendemos que a confiabilidade de técnicas de análise é
				importante para a linha de pesquisa do lúdico, haja vista que tal linha de pesquisa,
				ainda hoje, é vista com certa desconfiança por alguns pesquisadores na comunidade de
				Educação em Ciências, devido, entre outros motivos, ao seu recente surgimento.</p>
			<p>A abordagem quantitativa também foi observada nos trabalhos aqui analisados. Foram
				duas dissertações (D24 e D35) que lançaram mão da referida abordagem de pesquisa.
				Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref>, a abordagem
				quantitativa, ou aquela que visa compreender as quantificações na pesquisa,
				constitui-se como um trabalho que possibilita ao pesquisador a informação que,
				geralmente, não pode ser diretamente visualizada a partir de uma grande quantidade
				de dados sem que eles sejam mensurados. Dessa forma, <xref ref-type="bibr" rid="B21"
					>Moreira (2011)</xref> explica que a abordagem quantitativa na pesquisa em
				Educação abrange uma gama de procedimentos, técnicas e algoritmos que visam ajudar o
				pesquisador a extrair subsídios para responder às suas perguntas de pesquisa. Assim
				como na abordagem qualitativa, a quantitativa também possui, de acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref>, classificações específicas dentro
				do seu campo de estudo, como, por exemplo, a pesquisa quantitativa descritiva, que
				foi usada no trabalho chamado de D24. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B30">Silva
					(2003)</xref>, a pesquisa do tipo descritiva é utilizada quando o pesquisador
				tem como objetivo identificar as características de determinada população ou
				fenômeno e estabelecer relações entre as variáveis, sem sua interferência, ou seja,
				apenas mostrar as frequências com que tais variáveis se apresentam. A dissertação
				denominada D35 não explicitou o tipo de pesquisa quantitativa que utilizou para a
				construção da referida dissertação, mas somente informou que utilizaria o software
				IraMuTeQ® para analisar os dados encontrados. De acordo com <xref ref-type="bibr"
					rid="B26">Salviati (2017)</xref>, o IraMuTeQ® é um programa de computador que
				auxilia o pesquisador na análise de discursos, criando, por meio de ferramentas
				estatísticas, nuvens de palavras que podem apontar um determinado grau de
				significância de acordo com a frequência de aparição de determinadas palavras e/ou
				expressões.</p>
			<p>Inferimos que essa pequena quantidade de trabalhos utilizando a abordagem
				quantitativa (duas dissertações: D24 e D35) pode ser explicada pelo fato de a
				pesquisa quantitativa em educação não possuir, no Brasil, uma ampla utilização,
				pois, como afirma <xref ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref>, os métodos
				instrumentais analíticos da pesquisa quantitativa dificultam a construção de uma
				perspectiva mais ampla, fundamentada e crítica sobre a real situação dos fatos que
				são subjetivos dentro do espaço escolar. Desse modo, corroboramos <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref> a respeito da subjetividade da
				sala de aula, principalmente por ocasião do uso de jogos, pois uma pesquisa
				quantitativa nesta linha de pesquisa pode deixar escapar particularidades que
				contribuiriam sobremaneira para a discussão dos resultados e, consequentemente,
				apontaria para possíveis respostas mais confiáveis para o problema de pesquisa em
				estudo, razão que entendemos ter influenciado a maioria dos trabalhos analisados
				optarem pela pesquisa qualitativa em detrimento da quantitativa.</p>
			<p>Além da abordagem quantitativa, foram encontradas quatro dissertações (D34, D36, D40
				e D46) que utilizaram uma abordagem quali-quanti, ou seja, uma junção entre os
				aspectos da pesquisa qualitativa e das características da pesquisa quantitativa.
				Para <xref ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref>, a combinação dos números
				obtidos em uma pesquisa quantitativa com as significâncias multifatoriais e
				multidimensionais oriundas da pesquisa qualitativa podem enriquecer a compreensão de
				eventos, fatos e processos, por isso uma abordagem de pesquisa que una o qualitativo
				com o quantitativo é de grande relevância.</p>
			<p>Ainda, é possível observar que os trabalhos que se intitularam como quali-quanti
				(quatro trabalhos: D34, D36, D40 e D46) foram poucos se comparados à pesquisa
				qualitativa (25 trabalhos: D1, D2, D5, D6, D7, D12, D13, D17, D19, D21, D22, D23,
				D25, T1, D26, D28, D30, D32, D33, D37, D38, D41, D42, D43 e D44). Por isso,
				inferimos que os pesquisadores estão mais interessados em utilizar a pesquisa
				qualitativa como guia metodológico para a condução de suas pesquisas devido a maior
				possibilidade de análise de aspectos particulares que só poderiam ser percebidos com
				o auxílio da pesquisa qualitativa. Outra inferência que fizemos, com base em <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Gatti (2004)</xref>, é que trabalhos realizados com o
				auxílio da pesquisa quantitativa, normalmente, são feitos por pesquisadores; já os
				trabalhos qualitativos são realizados por professores, que podem ou não ser
				pesquisadores, uma vez que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B38">Triviños
					(2019)</xref>, o pesquisador qualitativo não fica de fora da realidade que
				estuda, ou à margem dela, mas procura captar o significado dos fenômenos que ocorrem
				em sua realidade.</p>
			<p>Além dos 25 trabalhos oriundos da pesquisa qualitativa (D1, D2, D5, D6, D7, D12, D13,
				D17, D19, D21, D22, D23, D25, T1, D26, D28, D30, D32, D33, D37, D38, D41, D42, D43 e
				D44), dois que se autoclassificaram como advindos da pesquisa quantitativa (D24 e
				D35) e quatro da abordagem quali-quanti (D34, D36, D40 e D46), dezoito textos (D3,
				D4, D8, D9, D10, D11, D14, D15, D16, D18, D20, D25, D27, D29, D31, D39, T2 e D47)
				não especificaram, em seu método, a abordagem, tipo ou metodologia utilizada em suas
				pesquisas. Compreendemos que essa falta de delimitação metodológica pode ter
				ocorrido devido à linha de pesquisa que envolve o lúdico na Educação em Ciências, e
				sobretudo se tratando do RPG, ser recente, uma vez que a primeira dissertação sobre
				tal assunto só foi defendida, como vimos, em 2007, e a primeira tese (T1) sobre o
				RPG, em 2019. Quando analisamos as dissertações que não delimitaram uma abordagem
				metodológica, percebemos que a maioria delas foram defendidas entre 2010 e 2017, ou
				seja, percebemos que, conforme o tempo passa, as produções envolvendo o RPG na
				Educação em Ciências apresentam maior rigor metodológico.</p>
			<p>Assim, concordando com <xref ref-type="bibr" rid="B31">Silva e Soares (2022)</xref>,
				inferimos que o fato deste rigor metodológico estar presente em trabalhos acadêmicos
				mais recentes ocorre devido à consolidação da linha de pesquisa sobre o lúdico no
				Brasil, uma vez que, atualmente, existem diversos programas de pós-graduação que
				formam mestres e doutores nesta linha de pesquisa. Além disso, a mencionada linha
				possui um evento próprio intitulado Encontro Nacional de Jogos e Atividades Lúdicas
				em Ensino de Química, Física e Biologia (JALEQUIM), que ocorre bienalmente, em
				diferentes cidades do país, e congrega estudantes e pesquisadores para discutir
				questões relacionadas ao lúdico e, consequentemente, ao RPG. Outro marco que
				inferimos estar relacionado ao aumento do rigor metodológico em trabalhos acadêmicos
				mais recentes é o surgimento do periódico científico <italic>Ludus
					Scientiae</italic>, lançado em 2017, que publica, especialmente, artigos sobre o
				lúdico relacionado à área de Educação em Ciências. A seguir, discutiremos a última
				categoria de análise que envolve o objetivo presente nas teses e dissertações
				analisadas.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Objetivo das pesquisas</title>
			<p>Nesta última categoria de análise desvelaremos os objetivos das pesquisas que deram
				origem às teses e às dissertações aqui analisadas. As teses e as 47 dissertações
				analisadas apresentaram diversos objetivos de pesquisa, os quais classificamos em um
				grupo de nove objetivos, a saber: (i) despertar o interesse e a motivação pela
				disciplina; (ii) auxiliar no processo de ensino e aprendizagem; (iii) repensar a
				prática docente; (iv) investigar a aprendizagem; (v) promover a alfabetização
				científica; (vi) auxiliar o trabalho do professor; (vii) promover o engajamento
				disciplinar; (viii) divulgar a ciência em espaços não formais; e (ix) discutir
				questões relacionadas à doenças e à saúde.</p>
			<p>Assim, obtivemos três dissertações (D21, D37 e D46) que visavam utilizar o RPG para
				despertar e motivar nos estudantes o interesse por uma determinada disciplina; uma
				dissertação (D5) que utilizou o RPG como possibilidade para repensar a prática
				docente; duas dissertações (D13 e D22) que intentavam usar o RPG para avaliar a
				aprendizagem; uma dissertação (D25) que tinha como objetivo utilizar o RPG para
				promover a alfabetização científica; três dissertações (D1, D6 e D47) que utilizaram
				o RPG como material didático para subsidiar o trabalho docente; um texto (D14) que
				visava usar o RPG para engajamento disciplinar dos estudantes; uma dissertação (D28)
				que objetivava usar o RPG para realizar divulgação científica em espaços não formais
				de ensino; dois trabalhos (D38 e T2) que objetivavam usar o RPG como uma
				possibilidade para aprofundar questões relacionadas ao mosquito Aedes Aegypti e a
				doação de sangue. Assim, 36 dissertações e uma tese (T1) tinham como objetivo de
				pesquisa fazer uso da aventura de RPG para proporcionar o ensino e a aprendizagem de
				uma determinada disciplina da área de Ciências e/ou, ainda, interdisciplinar.</p>
			<p>Por conseguinte, percebemos que a maioria dos trabalhos acadêmicos analisados (34
				trabalhos: D2, D3, D4, D7, D8, D9, D10, D11, D12, D15, D16, D17, D18, D19, D20, D23,
				D24, D26, D27, D29, D30, D31, D32, D33, D34, D35, D36, D39, D40, D41, D42, D43, D44,
				D45) apresentava como objetivo de pesquisa possibilitar o processo de ensino e
				aprendizagem de disciplinas da área da Educação em Ciências, seja atuando por meio
				da elaboração de uma aventura de RPG para este fim, ou por meio do uso de tal
				material para subsidiar a prática docente, que, por sua vez, visa à aprendizagem.
				Assim, inferimos que essa situação decorre do fato de o processo de ensinar e
				aprender conteúdos relacionados às disciplinas da área de Educação em Ciências não
				ser trivial e, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B32">Silva e Soares (2023)</xref>,
				da dificuldade no processo de ensino e aprendizagem de conceitos científicos
				relacionados à mencionada área, principalmente na Educação Básica.</p>
			<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B22">Mortimer (2019)</xref>, a aprendizagem
				das ciências é inseparável da aprendizagem da linguagem científica, uma vez que essa
				é multimodal, pois, além do domínio da linguagem verbal, pressupõe o manejo de uma
				série de outros modos, que incluem símbolos, gráficos, diagramas, esquemas, entre
				outros aspectos. Por isso, a maioria dos estudantes, tanto da Educação Básica quanto
				da Educação Superior, possui dificuldade em apreender os assuntos discutidos nas
				disciplinas das ciências. Neste cenário, <xref ref-type="bibr" rid="B34">Soares
					(2023)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B15">Kishimoto (2021)</xref> afirmam
				que o jogo pode ser um material didático em potencial para possibilitar a
				aprendizagem das ciências por meio do lúdico. Entretanto, é importante destacar, à
				luz de <xref ref-type="bibr" rid="B31">Silva e Soares (2022)</xref>, que o lúdico na
				Educação em Ciências deve ser utilizado como um material didático para possibilitar
				a aprendizagem, e não para “facilitar a aprendizagem”, uma vez que, segundo os
				referidos autores, a facilitação da aprendizagem pode levar à simplificação do
				conhecimento, por meio, entre outras coisas, de analogias errôneas, ou, ainda,
				produzir, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bachelard (2007)</xref>, um ou mais
				obstáculos epistemológicos, o que não seria positivo do ponto de vista
				epistemológico e educacional.</p>
			<p>Outro objetivo de pesquisa presente nos textos acadêmicos analisados foi a proposta
				de uso do RPG como meio para a divulgação científica (D28) e, também, para a
				alfabetização científica (D25). É importante pontuar que tais expressões, ainda que
				parecidas do ponto de vista semântico, são diferentes em seus aspectos teóricos e
				epistemológicos. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B28">Sasseron e Carvalho
					(2011)</xref>, a alfabetização científica vislumbra um ensino que permita aos
				estudantes interagirem com uma nova cultura e forma de ver o mundo e seus
				acontecimentos, podendo modificá-los por meio da prática consciente propiciada por
				sua interação cerceada de saberes de noções e conhecimentos científicos, bem como
				das habilidades associadas ao fazer científico. Já a divulgação científica é,
				segundo <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gomes, Silva e Machado (2016)</xref>, uma
				forma de adaptar a linguagem científica para uma linguagem em que a população, de
				forma geral, compreenda os constructos teóricos da ciência.</p>
			<p>Nesse sentido, observamos a presença de uma dissertação (D25) que utilizava o RPG
				como material para possibilitar a alfabetização científica nos estudantes, ou seja,
				preparar o estudante para se relacionar em seu cotidiano com a ciência, a
				tecnologia, a sociedade e o meio ambiente de forma crítica, reflexiva e responsável.
				E uma dissertação (D28) que utilizou o RPG como forma de divulgação científica para
				discutir conhecimentos relacionados ao sobrepeso e à obesidade em espaços não
				formais de ensino. Assim, inferimos que o jogo de RPG pode contribuir sobremaneira
				para um ensino que contemple cada vez mais a formação integral de estudantes
				alfabetizados cientificamente para viver em sociedade, pois, na aventura a ser
				criada para o jogo de RPG, pode-se alocar diversos desafios e proposições que fazem
				com que o educando inicie seu processo de alfabetização científica e desenvolva,
				conforme denominado por <xref ref-type="bibr" rid="B36">Strieder e Kawamura
					(2017)</xref>, a tríade CTS: (i) racionalidade científica; (ii) desenvolvimento
				tecnológico e; (iii) participação social.</p>
			<p>Em relação à divulgação científica, entendemos que o RPG pode ser uma forma de
				proferir o conhecimento científico para além dos textos de divulgação científica
				comumente utilizados em espaços formais de ensino. Para isso, basta que a aventura
				de</p>
			<p>RPG tenha o conhecimento científico que se quer comunicar ancorado em seu escopo,
				seja bem elaborada, testada e adaptada para ser jogada por estudantes nos dois
				níveis da educação nacional ou, ainda, como vimos na dissertação D28, em outros
				locais que não sejam a sala de aula, como parques, bibliotecas, praças públicas,
				entre outros locais. Nessa perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gomes, Silva
					e Machado (2016)</xref> sugerem que os textos de divulgação científica sejam
				produzidos nas disciplinas de Estágio Supervisionado, para, posteriormente, serem
				utilizados nas regências dos estagiários. Assim, inferimos que as aventuras de RPG
				também podem ser elaboradas e confeccionadas em disciplinas de Estágio
				Supervisionado Obrigatório para serem utilizadas como material para difusão do
				conhecimento científico para tornar a divulgação científica ainda mais lúdica, uma
				vez que este uso para o RPG ainda é pouco vislumbrado, haja vista que há apenas uma
				dissertação focando em tal perspectiva.</p>
			<p>Além disso, percebemos a presença de dois trabalhos (D38 e T2) que tinham como
				intuito discutir questões relacionadas aos conceitos científicos e da cidadania, que
				envolvem a doação voluntária de sangue, e questões de saúde pública, como o controle
				do vetor <italic>Aedes Aegypti</italic>, de modo a evitar a proliferação de doenças.
				Dessa forma, inferimos que as aventuras de RPG que se propõem a discutir esse tipo
				de temática são importantes, pois podem possibilitar uma educação que envolve uma
				temática pertinente e necessária a toda a sociedade. Nessa linha, <xref
					ref-type="bibr" rid="B27">Santos e Schnetzler (2010)</xref> afirmam que a
				educação científica deve propiciar subsídios para que o estudante se porte, enquanto
				cidadão crítico e reflexivo, para transformar a sua sociedade em um espaço melhor.
				Logo, entendemos que jogos de RPG no Ensino de Ciências que contextualizem questões
				como saúde pública, infecções sexualmente transmissíveis, poluição sonora e visual,
				gestão de resíduos sólidos, entre outras, podem contribuir sobremaneira com a
				educação científica dos estudantes.</p>
			<p>Notamos que um objetivo de pesquisa presente nos trabalhos analisados foi utilizar o
				RPG para verificação da aprendizagem de conceitos científicos. Assim, foram duas
				dissertações (D13 e D22) que tinham tal objetivo. Essa baixa quantidade de trabalhos
				com esse objetivo pode ser compreendida quando inferimos que a avaliação na Educação
				em Ciências ainda é, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B16">Luckesi (2011)</xref>,
				majoritariamente tradicional, ou seja, realizada por meio de exames, geralmente
				compostos por questionários com questões objetivas e/ou discursivas, não havendo,
				portanto, espaço para instrumentos avaliativos de coleta de dados diferenciados.
				Nesse sentido, encorajamos os professores de ciências a utilizarem diferentes
				instrumentos para coleta de dados da aprendizagem, como, por exemplo, o RPG. Em
				vista disso, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cavalcanti (2018)</xref> nos explica que
				o jogo de RPG funciona como um instrumento para coleta de dados da avaliação da
				aprendizagem de modo formativo e processual, pois a participação em um jogo pode
				possibilitar diversos conceitos científicos aos estudantes, que podem ou não os
				aprender na mesma proporção. A aventura de RPG pode, ainda, de acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B8">Cavalcanti e Soares (2009)</xref>, ser compreendida
				como um instrumento para coleta de dados da aprendizagem de forma diagnóstica do
				estudante. Isto é, o RPG tem potencial para auxiliar o professor investigar o que
				foi compreendido pelos estudantes, na tentativa de melhorar cada vez mais a maneira
				como eles aprendem e discutem o conhecimento científico.</p>
			<p>Além de o RPG proporcionar a melhora no processo de ensino e aprendizagem, ser um
				subsídio para o trabalho docente, promover a alfabetização científica, ser um
				recurso para a divulgação científica e ser utilizado como instrumento para coleta de
				dados da avaliação da aprendizagem, esse jogo pode, ainda, ser usado para despertar
				o interesse e o engajamento disciplinar dos estudantes. Entendemos que isso ocorre
				naturalmente devido às próprias características do jogo educativo. Assim, entendemos
				que o jogo de RPG pode ser utilizado, como foi na D14 e na D21, para despertar o
				engajamento disciplinar e o interesse dos estudantes para a disciplina de Ciências,
				que, muitas vezes, é ministrada de forma tradicional. Ao contrário da tradicional
				aula expositiva, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cavalcanti <italic>et
						al</italic>. (2017)</xref>, o jogo de RPG proporciona alegria, diversão e
				prazer para o estudo das disciplinas de Ciências e, por isso, é de grande utilidade
				para possibilitar o engajamento do aspecto disciplinar e o interesse por parte do
				estudante pelos assuntos tratados nessas disciplinas. Por último, apresentaremos, a
				seguir, uma tentativa de fechamento para este texto, pontuando possíveis
				contribuições e perspectivas para novas pesquisas sobre o RPG na Educação em
				Ciências.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Ao finalizarmos este trabalho, entendemos que as análises aqui realizadas podem ter
				implicações capazes de direcionar a linha de pesquisa do RPG na Educação em Ciências
				no que se refere à diversificação dos jogos de RPG nas aulas de Ciências, pois
				entendemos ser necessária uma diversificação, de modo a incentivar a elaboração de
				aventuras de RPG que contemplem a classificação <italic>Live-Action</italic>, haja
				vista que somente uma dissertação, entre todas as analisadas, fez uso desse tipo de
				RPG. Também é positiva a elaboração de jogos de RPG digitais para contemplar, dentro
				da escola, os avanços tecnológicos no que diz respeito aos recursos didáticos
				digitais provenientes das tecnologias digitais da informação e comunicação.</p>
			<p>Inferimos ser preciso que as futuras pesquisas que tratarem do RPG na Educação em
				Ciências façam uso de uma abordagem qualitativa na perspectiva da pesquisa-ação,
				pesquisa participante e/ou bibliográfica, para que o pesquisador que se interessa
				pela referida temática não fique refém do estudo de caso como única possibilidade
				metodológica para enquadrar a sua pesquisa. Incentivamos a utilização da pesquisa
				qualitativa em detrimento de outras abordagens por ela possibilitar uma análise mais
				profícua da realidade em sala de aula.</p>
			<p>Entendemos que novas pesquisas sobre o RPG na Educação em Ciências devem objetivar
				investigar o RPG em espaços não formais de aprendizagem, para possibilitar a
				alfabetização científica, discutir questões que contextualizem a saúde pública, bem
				como doenças negligenciadas, atuando como material educativo para possibilitar a
				divulgação da Ciência, haja vista que aventuras de RPG visando proporcionar a
				aprendizagem de conceitos científicos são numerosas.</p>
			<p>Por fim, esperamos que este artigo possa contribuir com os pesquisadores que se
				dedicam à temática do RPG na Educação em Ciências. Contudo, reiteramos que nosso
				estudo possui, como qualquer outro, suas limitações no que se refere, entre outras
				coisas, ao tamanho e à quantidade de categorias de análise que foram escolhidas e à
				delimitação do recorte do corpus para análise. Em seguida, listamos as referências
				utilizadas neste texto.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ack>
			<title>Agradecimentos</title>
			<p>Os autores agradecem ao Decanato de Pós-Graduação (DPG) da Universidade de Brasília
				(UnB) pelo financiamento a esta pesquisa, por meio do processo SEI n.º
				23106.038006/2024-52.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>AMARAL, R. R.; BASTOS, H. F. B. N. O roleplaying game na sala de
					aula: uma maneira de desenvolver atividades diferentes simultaneamente.
						<italic>Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências</italic>,
					Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 103-122, 2011. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri" xlink:href="https://tinyurl.com/d7sxzuc7"
						>https://tinyurl.com/d7sxzuc7</ext-link>. Acesso em: 9 set.
					2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>AMARAL</surname>
							<given-names>R. R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BASTOS</surname>
							<given-names>H. F. B. N.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O roleplaying game na sala de aula: uma maneira de desenvolver
						atividades diferentes simultaneamente</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<volume>11</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>103</fpage>
					<lpage>122</lpage>
					<year>2011</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://tinyurl.com/d7sxzuc7"
							>https://tinyurl.com/d7sxzuc7</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 9 set. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BACHELARD, G. <italic>A formação do espírito científico:</italic>
					contribuições para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto,
					2007.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BACHELARD</surname>
							<given-names>G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A formação do espírito científico: contribuições para uma psicanálise do
						conhecimento</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Contraponto</publisher-name>
					<year>2007</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BARDIN, L. <italic>Análise de conteúdo</italic>. São Paulo: Edições
					70, 2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARDIN</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Análise de conteúdo</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Edições 70</publisher-name>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BOGDAN, R.; BIKLEN, S. <italic>Investigação qualitativa em
						educação:</italic> uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto
					Editora, 2013.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BOGDAN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BIKLEN</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos
						métodos</source>
					<publisher-loc>Porto</publisher-loc>
					<publisher-name>Porto Editora</publisher-name>
					<year>2013</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BRANDÃO, C. R.; STRECK, D. R. <italic>Pesquisa
						participante:</italic> a partilha do saber. São Paulo: Ideias e Letras,
					2015.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRANDÃO</surname>
							<given-names>C. R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>STRECK</surname>
							<given-names>D. R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Pesquisa participante: a partilha do saber</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Ideias e Letras</publisher-name>
					<year>2015</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>CARIELLO, G. M.; SILVA, G. P.; PEGORARO, G. M.; SANTOS JÚNIOR, J. B.
					A utilização do RPG maker para o ensino de química: uma revisão da literatura.
						<italic>Revista EducaOnline</italic>, Rio de Janeiro, RJ, v. 16, n. 1, p.
					135-151, 2022.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARIELLO</surname>
							<given-names>G. M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>G. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PEGORARO</surname>
							<given-names>G. M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>J. B.</given-names>
							<suffix>JÚNIOR</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A utilização do RPG maker para o ensino de química: uma revisão
						da literatura</article-title>
					<source>Revista EducaOnline</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro, RJ</publisher-loc>
					<volume>16</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>135</fpage>
					<lpage>151</lpage>
					<year>2022</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>CAVALCANTI, E. L. D. <italic>Role playing game e o ensino de
						química</italic>. Curitiba: Appris, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAVALCANTI</surname>
							<given-names>E. L. D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Role playing game e o ensino de química</source>
					<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
					<publisher-name>Appris</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>CAVALCANTI, E. L. D.; SOARES, M. H. F. B. O uso de jogos de roles
					(roleplaying game) como estratégia de discussão e avaliação do conhecimento
					químico. <italic>Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias</italic>,
					Vigo, v. 8, n.1, p. 255-282, 2009.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAVALCANTI</surname>
							<given-names>E. L. D.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>M. H. F. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O uso de jogos de roles (roleplaying game) como estratégia de
						discussão e avaliação do conhecimento químico</article-title>
					<source>Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias</source>
					<publisher-loc>Vigo</publisher-loc>
					<volume>8</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>255</fpage>
					<lpage>282</lpage>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>CAVALCANTI, E. L. D.; WEBER, I. T. Jogos e química forense: relato
					do processo de elaboração de quatro diferentes jogos para trabalhar conceitos
					químicos. <italic>In:</italic> SILVA, J. F. M. (org.). <italic>O lúdico em
						redes:</italic> reflexões e práticas no ensino de ciências da natureza. São
					Paulo: Livraria da Física, 2021. p. 234-255.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAVALCANTI</surname>
							<given-names>E. L. D.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>WEBER</surname>
							<given-names>I. T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Jogos e química forense: relato do processo de elaboração de
						quatro diferentes jogos para trabalhar conceitos químicos</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>J. F. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>O lúdico em redes: reflexões e práticas no ensino de ciências da
						natureza</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Livraria da Física</publisher-name>
					<year>2021</year>
					<fpage>234</fpage>
					<lpage>255</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>CAVALCANTI, E. L. D.; TRAJANO, B. A. A.; NUNES, F. B.; MARTINS, V.
					P. N. O.; WEBER, I. T. O RPG (role playing game) como uma estratégia avaliativa
					utilizando a química forense. <italic>Enseñanza de las Ciencias</italic>,
					Barcelona, v. 2017, p. 1759-1763, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAVALCANTI</surname>
							<given-names>E. L. D.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TRAJANO</surname>
							<given-names>B. A. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>NUNES</surname>
							<given-names>F. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MARTINS</surname>
							<given-names>V. P. N. O.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>WEBER</surname>
							<given-names>I. T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O RPG (role playing game) como uma estratégia avaliativa
						utilizando a química forense</article-title>
					<source>Enseñanza de las Ciencias</source>
					<publisher-loc>Barcelona</publisher-loc>
					<volume>2017</volume>
					<fpage>1759</fpage>
					<lpage>1763</lpage>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<mixed-citation>GAMA, B. M.; ALVES, A. A. R. Reelaboração de um jogo: recurso
					didático como facilitador do processo de ensino e aprendizagem no ensino de
					química. <italic>Química Nova na Escola</italic>, São Paulo, v. 44, n. 1, p.
					17-25, 2022.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GAMA</surname>
							<given-names>B. M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ALVES</surname>
							<given-names>A. A. R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Reelaboração de um jogo: recurso didático como facilitador do
						processo de ensino e aprendizagem no ensino de química</article-title>
					<source>Química Nova na Escola</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>44</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>17</fpage>
					<lpage>25</lpage>
					<year>2022</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
				<mixed-citation>GATTI, B. Estudos quantitativos em educação. <italic>Educação e
						Pesquisa</italic>, São Paulo, v. 30, n. 1, p. 11-30, 2004. DOI: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.1590/S1517-97022004000100002"
						>https://doi.org/10.1590/S1517-97022004000100002</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GATTI</surname>
							<given-names>B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estudos quantitativos em educação</article-title>
					<source>Educação e Pesquisa</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>30</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>11</fpage>
					<lpage>30</lpage>
					<year>2004</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.1590/S1517-97022004000100002"
							>https://doi.org/10.1590/S1517-97022004000100002</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>GOMES, V. B.; SILVA, R. R.; MACHADO, P. F. L. Elaboração de textos
					de divulgação científica e sua avaliação por alunos de licenciatura em química.
						<italic>Química Nova na Escola</italic>, São Paulo, v. 38, n. 4, p. 387-403,
					2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GOMES</surname>
							<given-names>V. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>R. R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MACHADO</surname>
							<given-names>P. F. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Elaboração de textos de divulgação científica e sua avaliação por
						alunos de licenciatura em química</article-title>
					<source>Química Nova na Escola</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>38</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>387</fpage>
					<lpage>403</lpage>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
				<mixed-citation>JUSTI, R. S.; RUAS, R. M. Aprendizagem de química: reprodução de
					pedaços isolados de conhecimento? <italic>Química Nova na Escola</italic>, São
					Paulo, n. 5, p. 24-27, 1997.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>JUSTI</surname>
							<given-names>R. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>RUAS</surname>
							<given-names>R. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Aprendizagem de química: reprodução de pedaços isolados de
						conhecimento?</article-title>
					<source>Química Nova na Escola</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<issue>5</issue>
					<fpage>24</fpage>
					<lpage>27</lpage>
					<year>1997</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>KISHIMOTO, T. M. <italic>O jogo e a educação infantil</italic>. São
					Paulo: Cengage Learning, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>KISHIMOTO</surname>
							<given-names>T. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>O jogo e a educação infantil</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cengage Learning</publisher-name>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B16">
				<mixed-citation>LUCKESI, C. C. <italic>Avaliação da aprendizagem:</italic>
					componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LUCKESI</surname>
							<given-names>C. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B17">
				<mixed-citation>LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. <italic>Pesquisa em educação:</italic>
					abordagens qualitativas. Rio de Janeiro: EPU, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LÜDKE</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ANDRÉ</surname>
							<given-names>M. E. D. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Pesquisa em educação: abordagens qualitativas</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>EPU</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B18">
				<mixed-citation>MALHEIROS, B. T. <italic>Metodologia da pesquisa em
						educação</italic>. Rio de Janeiro: LTC, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MALHEIROS</surname>
							<given-names>B. T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Metodologia da pesquisa em educação</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>LTC</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B19">
				<mixed-citation>MENDONÇA, P. C. C.; IBRAIM, S. S. Argumentação no ensino de química.
						<italic>In:</italic> SANTOS, W. L. P.; MALDANER, O. A.; MACHADO, P. F. L.
					(org.). <italic>Ensino de química em foco</italic>. Ijuí: Unijuí, 2019. p.
					217-235.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MENDONÇA</surname>
							<given-names>P. C. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>IBRAIM</surname>
							<given-names>S. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Argumentação no ensino de química</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>W. L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MALDANER</surname>
							<given-names>O. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MACHADO</surname>
							<given-names>P. F. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Ensino de química em foco</source>
					<publisher-loc>Ijuí</publisher-loc>
					<publisher-name>Unijuí</publisher-name>
					<year>2019</year>
					<fpage>217</fpage>
					<lpage>235</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B20">
				<mixed-citation>MORAES, R.; GALIAZZI, M. C. Análise textual discursiva: processo
					reconstrutivo de múltiplas faces. <italic>Ciência &amp; Educação</italic>,
					Bauru, v. 12, n. 1, p. 117-128, 2006. Short DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/bw48kr"
					>https://doi.org/bw48kr</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MORAES</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GALIAZZI</surname>
							<given-names>M. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Análise textual discursiva: processo reconstrutivo de múltiplas
						faces</article-title>
					<source>Ciência &amp; Educação</source>
					<publisher-loc>Bauru</publisher-loc>
					<volume>12</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>117</fpage>
					<lpage>128</lpage>
					<year>2006</year>
					<comment>Short <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/bw48kr"
							>https://doi.org/bw48kr</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B21">
				<mixed-citation>MOREIRA, M. A. <italic>Metodologias de pesquisa em ensino</italic>.
					São Paulo: Livraria da Física, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MOREIRA</surname>
							<given-names>M. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Metodologias de pesquisa em ensino</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Livraria da Física</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B22">
				<mixed-citation>MORTIMER, E. F. As chamas e os cristais revisitados: estabelecendo
					diálogos entre a linguagem científica e a linguagem cotidiana no ensino das
					ciências da natureza. <italic>In:</italic> SANTOS, W. L. P.; MALDANER, O. A.;
					MACHADO, P. F. L. (org.). <italic>Ensino de química em foco</italic>. Ijuí:
					Unijuí, 2019, p. 157-173.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MORTIMER</surname>
							<given-names>E. F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>As chamas e os cristais revisitados: estabelecendo diálogos entre
						a linguagem científica e a linguagem cotidiana no ensino das ciências da
						natureza</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>W. L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MALDANER</surname>
							<given-names>O. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MACHADO</surname>
							<given-names>P. F. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Ensino de química em foco</source>
					<publisher-loc>Ijuí</publisher-loc>
					<publisher-name>Unijuí</publisher-name>
					<year>2019</year>
					<fpage>157</fpage>
					<lpage>173</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B23">
				<mixed-citation>MORTIMER, E. F.; MIRANDA, L. C. Transformações: concepções de
					estudantes sobre reações químicas. <italic>Química Nova na Escola</italic>, São
					Paulo, n. 2, p. 23-26, 1995.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MORTIMER</surname>
							<given-names>E. F.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MIRANDA</surname>
							<given-names>L. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Transformações: concepções de estudantes sobre reações
						químicas</article-title>
					<source>Química Nova na Escola</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<issue>2</issue>
					<fpage>23</fpage>
					<lpage>26</lpage>
					<year>1995</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B24">
				<mixed-citation>PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. <italic>Estágio e docência</italic>.
					São Paulo: Cortez, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PIMENTA</surname>
							<given-names>S. G.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>LIMA</surname>
							<given-names>M. S. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Estágio e docência</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B25">
				<mixed-citation>RODRIGUES, S. <italic>Roleplaying game e a pedagogia da imaginação
						no Brasil</italic>. Rio de Janeiro: Bertrand, 2004.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RODRIGUES</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Roleplaying game e a pedagogia da imaginação no Brasil</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Bertrand</publisher-name>
					<year>2004</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B26">
				<mixed-citation>SALVIATI, M. E. <italic>Manual do aplicativo Iramuteq</italic>.
					Brasília: Editora da UnB, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SALVIATI</surname>
							<given-names>M. E</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Manual do aplicativo Iramuteq</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora da UnB</publisher-name>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B27">
				<mixed-citation>SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. <italic>Educação em
						química:</italic> compromisso com a cidadania. Ijuí: Unijuí,
					2010.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>W. L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SCHNETZLER</surname>
							<given-names>R. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Educação em química: compromisso com a cidadania</source>
					<publisher-loc>Ijuí</publisher-loc>
					<publisher-name>Unijuí</publisher-name>
					<year>2010</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B28">
				<mixed-citation>SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. alfabetização científica: uma
					revisão bibliográfica. <italic>Investigações em Ensino de Ciências</italic>,
					Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 59-77, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SASSERON</surname>
							<given-names>L. H.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>A. M. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>alfabetização científica: uma revisão
						bibliográfica</article-title>
					<source>Investigações em Ensino de Ciências</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>16</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>59</fpage>
					<lpage>77</lpage>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B29">
				<mixed-citation>SCHNETZLER, R. P. Apontamentos sobre a história do ensino de química
					no Brasil. <italic>In:</italic> SANTOS, W. L. P.; MALDANER, O. A.; MACHADO, P.
					F. L. (org.). <italic>Ensino de química em foco</italic>. Ijuí: Unijuí, 2019, p.
					53-68.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SCHNETZLER</surname>
							<given-names>R. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Apontamentos sobre a história do ensino de química no
						Brasil</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>W. L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MALDANER</surname>
							<given-names>O. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MACHADO</surname>
							<given-names>P. F. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Ensino de química em foco</source>
					<publisher-loc>Ijuí</publisher-loc>
					<publisher-name>Unijuí</publisher-name>
					<year>2019</year>
					<fpage>53</fpage>
					<lpage>68</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B30">
				<mixed-citation>SILVA, A. C. R. <italic>Metodologia da pesquisa aplicada</italic>.
					São Paulo: Atlas, 2003.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>A. C. R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Metodologia da pesquisa aplicada</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Atlas</publisher-name>
					<year>2003</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B31">
				<mixed-citation>SILVA, C. S.; SOARES, C. S. Jogos na educação em química: uma
					pesquisa bibliográfica em um periódico científico brasileiro entre 1995 e 2021.
						<italic>Revista Electrónica de Investigación en Educación en
						Ciencias</italic>, Vigo, v. 17, n. 2, p. 1-14, 2022.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Jogos na educação em química: uma pesquisa bibliográfica em um
						periódico científico brasileiro entre 1995 e 2021</article-title>
					<source>Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias</source>
					<publisher-loc>Vigo</publisher-loc>
					<volume>17</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>14</lpage>
					<year>2022</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B32">
				<mixed-citation>SILVA, C. S.; SOARES, M. H. F. B. Estudo bibliográfico sobre
					conceito de jogo, cultura lúdica e abordagem de pesquisa em um periódico
					científico de ensino de química. <italic>Ciência &amp; Educação</italic>, Bauru,
					v. 29, p. 1-18, 2023. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.1590/1516-731320230003"
						>https://doi.org/10.1590/1516-731320230003</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>M. H. F. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estudo bibliográfico sobre conceito de jogo, cultura lúdica e
						abordagem de pesquisa em um periódico científico de ensino de
						química</article-title>
					<source>Ciência &amp; Educação</source>
					<publisher-loc>Bauru</publisher-loc>
					<volume>29</volume>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>18</lpage>
					<year>2023</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.1590/1516-731320230003"
							>https://doi.org/10.1590/1516-731320230003</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B33">
				<mixed-citation>SILVA, C. S.; SOARES, M. H. F. B. Geomequímica: um jogo baseado na
					teoria computacional da mente para a aprendizagem de conceitos de geometria
					molecular. <italic>Química Nova na Escola</italic>, São Paulo, v. 43, n. 4, p.
					371-379, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>M. H. F. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Geomequímica: um jogo baseado na teoria computacional da mente
						para a aprendizagem de conceitos de geometria molecular</article-title>
					<source>Química Nova na Escola</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>43</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>371</fpage>
					<lpage>379</lpage>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B34">
				<mixed-citation>SOARES, M. H. F. B. <italic>Jogos e atividades lúdicas para o ensino
						de química</italic>. São Paulo: Livraria da Física, 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>M. H. F. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Jogos e atividades lúdicas para o ensino de química</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Livraria da Física</publisher-name>
					<year>2023</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B35">
				<mixed-citation>SOUSA, A. S.; OLIVEIRA, G. S.; ALVES, L. H. A pesquisa
					bibliográfica: princípios e fundamentos. <italic>Cadernos da Funcamp</italic>,
					Campinas, v. 20, n. 43, p. 64-83, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOUSA</surname>
							<given-names>A. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>G. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ALVES</surname>
							<given-names>L. H.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A pesquisa bibliográfica: princípios e
						fundamentos</article-title>
					<source>Cadernos da Funcamp</source>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<volume>20</volume>
					<issue>43</issue>
					<fpage>64</fpage>
					<lpage>83</lpage>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B36">
				<mixed-citation>STRIEDER, R. B.; KAWAMURA, M. R. D. Educação CTS: parâmetros e
					propósitos brasileiros. <italic>Alexandria</italic>, Florianópolis, v. 10, n. 1,
					p. 27-56, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>STRIEDER</surname>
							<given-names>R. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>KAWAMURA</surname>
							<given-names>M. R. D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Educação CTS: parâmetros e propósitos brasileiros</article-title>
					<source>Alexandria</source>
					<publisher-loc>Florianópolis</publisher-loc>
					<volume>10</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>27</fpage>
					<lpage>56</lpage>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B37">
				<mixed-citation>TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica.
						<italic>Educação e Pesquisa</italic>, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466,
					2005. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009"
						>https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009</ext-link>.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>TRIPP</surname>
							<given-names>D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Pesquisa-ação: uma introdução metodológica</article-title>
					<source>Educação e Pesquisa</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>31</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>443</fpage>
					<lpage>466</lpage>
					<year>2005</year>
					<comment>
						<ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009"
							>https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009</ext-link>
					</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B38">
				<mixed-citation>TRIVIÑOS, A. N. S. <italic>Introdução à pesquisa em ciências
						sociais:</italic> a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas,
					2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>TRIVIÑOS</surname>
							<given-names>A. N. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em
						educação</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Atlas</publisher-name>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B39">
				<mixed-citation>YIN, R. K. <italic>Estudo de caso:</italic> planejamento e métodos.
					Porto Alegre: Bookman, 2015.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>YIN</surname>
							<given-names>R. K.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Estudo de caso: planejamento e métodos</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<publisher-name>Bookman</publisher-name>
					<year>2015</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B40">
				<mixed-citation>ZANINI, M. C. <italic>RPG e educação</italic>. São Paulo: Devir,
					2004.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ZANINI</surname>
							<given-names>M. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>RPG e educação</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Devir</publisher-name>
					<year>2004</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>