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				<journal-title>Cadernos EBAPE.BR</journal-title>
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				<article-title>Academia à beira de um ataque de nervos: por uma ética nas relações sociais</article-title>
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					<trans-title>Academia on the verge of a nervous breakdown: searching for ethics in social relations</trans-title>
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				<institution content-type="original">FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS(FGV EBAPE) / ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS, RIO DE JANEIRO - RJ, BRASIL</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS(FGV) / CADERNOS EBAPE.BR, RIO DE JANEIRO- RJ, BRASIL</institution>
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			<author-notes>
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					<p>Prof. Dr. Hélio Arthur Reis Irigaray - Doutor e Mestre em Administração de Empresas pela FGV EAESP e PUC-Rio, respectivamente; Bacharel em Economia pela University of Northern Iowa, EUA; Professor adjunto da FGV EBAPE e do programa CIM - Corporate International Masters, da Georgetown University, Washington, EUA; Líder do tema Diversidade e Relações de Trabalho, na linha de Gestão de Trabalho (ANPAD). E-mail: helio.irigaray@fgv.br</p>
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				<fn fn-type="other" id="fn2">
					<p>Prof. Dr. Fabricio Stocker - Doutor em Administração pela FEA/USP e Ph.D. in Management pela Erasmus University of Rotterdam; Pesquisador visitante na University of Amsterdam; Mestre em Administração pela UFPR e formação executiva pela FGV pela London Business School; Economista e Administrador; Professor na FGV na graduação on-line, MBA e Pós-Graduação; Atua como Editor Adjunto no Cadernos EBAPE.BR (FGV). E-mail: fabricio.stocker@fgv.br</p>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>Na filosofia clássica, a ética não se limitava a questões morais, hábitos e costumes socialmente aceitos e valorizados, e sim a um padrão de comportamento, tanto na vida privada quanto na pública, cujo objetivo era encontrar o melhor modo de viver e conviver (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Spinoza, 2020</xref>). Então, qual seria a distinção entre ética e moral?</p>
		<p>A rigor, a principal diferença reside no fato de a ética estar relacionada à dimensão do dever e a moral, à da felicidade (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Comte-Sponville &amp; Ferry, 1998</xref>), ou seja, ética é a perspectiva da vida boa, com outrem e para outrem, em instituições justas (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Ricouer, 1990</xref>).</p>
		<p>Por que hoje em dia, porém, há predileção por usar mais a palavra “ética”, em detrimento de “moral”?</p>
		<p>Spitz argumenta que o protagonismo ao qual o primeiro termo foi alçado esconde a intenção de “aliviar o inextricável embaraço daqueles que desejariam falar de moral sem ousar pronunciar esta palavra” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Spitz, 1995</xref>, p. 149). Talvez por isso, no senso comum, ética venha sendo interpretada como sinônimo de moral (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Lévy-Bruhl, 1971</xref>), um instrumento que, por meio de valores socialmente constituídos, legitima valores, princípios e regras (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Kant, 1985</xref>).</p>
		<p>Em geral, ela é apreendida como antônimo de corrupção, atos de violência, incivilidades ou comportamentos que lesam outros indivíduos ou a sociedade como um todo (<xref ref-type="bibr" rid="B7">La Taille, Souza &amp; Vizioli, 2004</xref>). Essas interpretações mundanas explicam por que se ouve tanto falar de ética na política (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bobbio, 1997</xref>), na mídia (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Baggio, 2011</xref>) ou corporativa (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Cherman &amp; Tomei, 2005</xref>). No último caso, em especial, as empresas têm se debruçado sobre essa questão em seus discursos e promessas de serem socialmente responsável, bem como se engajarem em políticas e práticas de ESG (<italic>Environment, Social and Governance</italic>).</p>
		<p>Assim, testemunhamos a concretização do “noivado entre a ética e o <italic>business</italic>” (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Lipovetsky, 1992</xref>, p. 313), o que não significa que seja um relacionamento real, monogâmico, transparente, ou que resultará em casamento.</p>
		<p>Em paralelo, na academia, essa discussão tem sido conduzida intramuros, em comitês e comissões de ética focados nas questões da ética nas pesquisas - fundamentalmente, na prática recorrente de cópia ilegal de textos, gráficos e ideias (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Gasparyan, Nurmashe &amp; Voronov, 2016</xref>), ou nos procedimentos contemplados nos projetos que envolvem seres humanos (S<xref ref-type="bibr" rid="B11">antos, 2020</xref>).</p>
		<p>Mais do que isso, entendemos que nós, acadêmicos e pesquisadores, devemos pautar as atividades no nosso papel social, ou seja, não podemos ser conduzidos por um pragmatismo pedestre ou uma instrumentalidade, o que revela vaidade e indiferença moral. Devemos apresentar uma série de qualidades morais - honestidade intelectual, desinteresse pessoal, defesa da verdade e crítica à falsidade -, cuja posse garanta uma melhor realização do objetivo fundamental que norteia nossa atividade (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Vásquez, 1986</xref>). Essas qualidades morais também devem permear as relações sociais no ambiente acadêmico.</p>
		<p>Ao longo de nossa vida profissional, interagimos com alunos, orientandos e pares; participamos de reuniões de colegiado e congressos; submetemos artigos; avaliamos e somos avaliados. Assim, a academia é idealizada como um <italic>l</italic>ó<italic>cus</italic> imaculado, no qual pessoas sábias, cultas e educadas criam e compartilham saberes, trocam ideias, sempre de maneira respeitosa. Mas não é isso que sempre acontece. Fazemos, então, um convite para refletirmos juntos sobre o ambiente acadêmico que herdamos, (co)criamos, e sobre as práticas às vezes deselegantes, perversas, que reproduzimos.</p>
		<p>Como editores, ouvimos queixas de colegas sobre terem tido artigos rejeitados para publicação quando tais textos haviam sido indicados a prêmio em congresso da área, ou, ainda, de eventual postura ríspida de algum parecerista. Nessas horas, não podemos esquecer que somos a própria academia, ora autores, ora avaliadores. Quando imbuídos nesse segundo papel, como avaliamos nossos pares? Quando redigimos nossos pareceres, somos educados e cuidadosos como queremos que sejam conosco? Parece que nosso ego não nos permite fazer tal reflexão.</p>
		<p>É muito triste reconhecer que, de fato, ainda que seja raro, deparamos com avaliações superficiais ou, pior, grosseiras. Cabe deixar aqui registrado que isso não é um privilégio nosso. Como autores, já recebemos avaliações desse tipo de colegas estrangeiros.</p>
		<p>Avaliar um artigo é contribuir para o avanço da discussão do campo, por isso nosso parecer deve ser detalhado. Se criticamos, devemos propor caminhos para que o trabalho seja aprimorado. Não é nosso papel questionar as premissas ontológicas dos autores, por mais que não compartilhemos delas. A nós, cabe avaliar se há um encadeamento lógico das ideias, se o marco teórico foi bem construído e não se limitou a um mero <italic>name-dropping</italic>. Os procedimentos de entrada e saída do campo, a coleta e o tratamento de dados estão bem descritos? Os resultados da pesquisa foram apresentados e discutidos? Acima de tudo, é preciso avaliar se se trata de um trabalho empírico ou de um ensaio teórico. Quais são as efetivas contribuições e implicações do estudo?</p>
		<p>Esses comportamentos nocivos não se limitam a pareceres anônimos. Aparentemente, a academia está à beira de um ataque de nervos. E não podemos culpar a pandemia, pois não é um fenômeno recente.</p>
		<p>Em congressos e conferências, já testemunhamos acadêmicos proferirem comentários e piadas de cunho misógino e homofóbico, agredir e ser sarcástico com seus pares, sem nenhum esboço de reação ou protesto por parte dos intelectuais presentes. Às vezes, o mesmo ocorre em discussões, debates e painéis, os quais, teoricamente, seriam um espaço para construirmos conhecimentos, mas que se tornaram palco de ataques pessoais, rispidez, egocentrismo e disputas políticas.</p>
		<p>Comportamentos similares, práticas de assédio moral e sexual, também são relatados dentro das instituições de ensino. Mas se engana quem pensa que essa agressividade desmedida se limita a espaços físicos; ela invade as redes sociais e os grupos de WhatsApp. De modo assustador, a “elite intelectual do país” não demonstra o menor respeito pelos pares e por sua audiência; ela ataca, xinga e desmerece pesquisas em público.</p>
		<p>Lamentavelmente, parece-nos que a academia está mais próxima de um octógono do que imaginávamos. Mas sempre é hora de nos reinventarmos. Assim, fica o convite para (re)inserirmos a virtude, de acordo com o senso aristotélico, nas nossas relações humanas. Com esse espírito deveras acadêmico, convido todos a refletir sobre as contribuições que os artigos desta terceira edição de 2021 dos <bold>Cadernos EBAPE.BR</bold> nos trazem.</p>
		<p>O primeiro, “<bold>Estado de bem-estar social no Brasil: uma revisão ou a crise e o fim do ‘espírito de Dunquerque’</bold>”, escrito por Claudio Gurgel e Agatha Justen, retoma o debate sobre o estado de bem-estar social no Brasil, visando verificar em que medida o capitalismo brasileiro e seu Estado integraram o esforço de reforma social que, em plano mundial, se realizou após a Segunda Guerra.</p>
		<p>Já Daniele Silva Rodrigues, Felipe Rodrigues Cruz, Jacqueline Veneroso Alves da Cunha e João Estevão Barbosa Neto buscam, em “<bold>Irregularidades na execução dos recursos públicos destinados ao combate do <italic>Aedes aegypti</italic> nos estados brasileiros: análise do perfil das justificativas apresentadas pelos gestores</bold> à <bold>luz da teoria da atribuição</bold>”, identificar as justificativas apresentadas pelos gestores estaduais e discutir seus vieses autosservidores sobre irregularidades observadas na utilização de recursos federais.</p>
		<p>O terceiro artigo, “<bold>Fatores institucionais, interorganizacionais e financeiros em parques tecnológicos: um estudo sob a ótica da governança colaborativa</bold>”, escrito por Lindsay Teixeira Sant’Anna, Dany Flávio Tonelli, Teresa Cristina Monteiro Martins, João Paulo Nascimento da Silva e Luiz Marcelo Antonialli, teve por objetivo investigar o nível de importância atribuído pelos atores envolvidos, nos parques tecnológicos em operação no Brasil, aos elementos fundamentais dos arranjos colaborativos, bem como verificar se estes estão presentes nas práticas cotidianas nos parques.</p>
		<p>Por sua vez, Rodrigo Tavares de Souza Barreto e James Batista Vieira, em “<bold>Os programas de integridade pública no Brasil: indicadores e desafios</bold>”, descrevem os programas de integridade implementados pela administração pública direta brasileira, com o objetivo de comparar suas práticas com o regime internacional anticorrupção.</p>
		<p>Visando analisar a relação de intensificação, afastamentos do trabalho e adoecimento dos trabalhadores nos frigoríficos de Mato Grosso do Sul, à luz do materialismo histórico, Gustavo Henrique Petean, Elcio Gustavo Benini e Gabriel Gualhanone Nemirosvky nos brindam com “<bold>Trabalho intensificado e afastamento do trabalho: uma análise nos frigoríficos no estado de Mato Grosso do Sul</bold>”.</p>
		<p>Em “<bold>Da manufatura moderna à grande indústria: delimitação empírica da mudança técnica no setor de autoveículos no Brasil (1996-2017)</bold>”, Elcemir Paço Cunha, Lara Nora Portugal Penna e Leandro Theodoro Guedes delimitam, empiricamente, a inflexão do princípio na base técnica para o setor de autoveículos brasileiro, demarcando o período com maior probabilidade de ocorrência da transição entre manufatura moderna e grande indústria.</p>
		<p>Wagner Ragi Curi Filho e Thomaz Wood Junior, por sua vez, em “<bold>Avaliação do impacto das universidades em suas comunidades</bold>”, exploram o papel das universidades e seu impacto sobre as comunidades nas quais estão instaladas, oferecendo, ao fim, um modelo de avaliação de impacto.</p>
		<p>As mudanças na governança corporativa associadas a ciclo de vida das empresas, maturidade do negócio, estrutura de propriedade, relações societárias e outras configurações de governança são objetos de estudo de Fabricio Bomtempo Oliveira e Joaquim Rubens Fontes Filho em “<bold>Mudanças nas configurações de governança corporativa e relações de agência: uma análise longitudinal em empresa de capital fechado</bold>”.</p>
		<p>Em “<bold>Nostalgia como prática? Relendo a pesquisa sobre nostalgia no campo do marketing</bold>”, Flávio Medeiros Henriques e Maribel Carvalho Suarez refletem e propõem novas possibilidades de investigação do fenômeno da nostalgia no campo do marketing com base nas teorias da prática.</p>
		<p>Arlindo Carvalho Rocha, Paula Chies Schommer, Emiliana Debetir e Daniel Moraes Pinheiro, em “<bold>Elementos estruturantes para a realização da coprodução do bem público: uma visão integrativa</bold>”, discutem a coprodução de bens e serviços público sob uma visão integrativa, partindo da proposição de transparência, informação, confiança, participação e <italic>accountability</italic>.</p>
		<p>O ensaio teórico “<bold>Contribuições de Deleuze e Guattari para uma perspectiva rizomática das organizações</bold>”, escrito por Eline Gomes de Oliveira Zioli, Elisa Yoshie Ichikawa e Luciano Mendes, destaca uma multiplicidade de formas de pensar a organização, expressando e não negando a potência que a constitui, buscando dar continuidade aos esforços teóricos que se propõem a superar a construção da teorização organizacional marcada pelo funcionalismo, característico da organização moderna e que dificulta a proliferação de novas perspectivas de estudo.</p>
		<p>“<bold>
 <italic>Ranking</italic> de transparência ativa de municípios do estado de Minas Gerais: avaliação à luz da Lei de Acesso à Informação</bold>”, escrito por Josias Fernandes Alves, Adílio Renê Almeida Miranda, Marco Antonio Carvalho Teixeira e Paulo Roberto Rodrigues de Souza, é um artigo cujo objetivo é avaliar os portais eletrônicos de transparência das 13 regiões geográficas do estado de Minas Gerais.</p>
		<p>Por sua vez, Marcos Roberto Nóbrega e Bruno Felix discutem as táticas usadas pelos expatriados para gerenciar a interface entre os domínios “trabalho” e “domicílio” em “<bold>Gerenciando os limites trabalho-lar: um estudo com expatriados</bold>”.</p>
		<p>Em “<bold>A ontologia pós-estruturalista sobre liderança: identidade e materialidade em evidência</bold>”, Eloisio Moulin de Souza realiza uma análise crítica do <italic>mainstream</italic> sobre liderança, tendo como lente de análise a ontologia pós-estruturalista sobre o tema.</p>
		<p>Apresentamos também o artigo convidado “<bold>Deliberando ou protelando por justiça? Dinâmicas de remediação corporativa e resistência às vítimas pelas lentes do parentalismo: o caso da Fundação Renova no Brasil</bold>” (somente em português) de Rajiv Maher, publicado originalmente no <italic>Journal of Business Ethics</italic>, que apresenta uma rica contribuição empírica e teórica ao revelar doze tensões dialéticas das tentativas da Fundação Renova em remediar as injustiças causadas as vítimas do colapso da barragem de Fundão.</p>
		<p>Finalizamos esta edição com a resenha bibliográfica “<bold>Para além do senso comum: ‘Contra as eleições: o caso da democracia’</bold>”, escrita por Tracy Jeanel St. Louis e Airton Cardoso Cançado.</p>
		<p>Boa leitura a todos!</p>
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			<sig>Prof. DR. HÉLIO ARTHUR REIS IRIGARAY</sig> Editor-chefe <sig>Prof. DR. FABRICIO STOKER</sig> Editor Adjunto</sig-block>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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				<mixed-citation>Baggio, M. A. (2011). Ética e mídia. <italic>Revista Médica de Minas Gerais</italic>, <italic>21</italic>(2), 229-237.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Cherman, A., &amp; Tomei, P. (2005). Códigos de ética corporativa e a tomada de decisão ética: instrumentos de gestão e orientação de valores organizacionais? <italic>RAC - Revista de Administração Contemporânea</italic>, 9(3), 99-120.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Santos, R. E. (2020). Pequena discussão sobre o social e o ético na academia. <italic>Revista Mosaicum</italic>, 6(11), 32-40.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>antos</surname>
							<given-names>R. E</given-names>
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					<year>2020</year>
					<article-title>Pequena discussão sobre o social e o ético na academia</article-title>
					<source>Revista Mosaicum</source>
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					<lpage>40</lpage>
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				<mixed-citation>Spinoza, B. (2020). Ética. Amazon: e-book. São Paulo, SP: Edusp.</mixed-citation>
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					<source>Ética</source>
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					<publisher-loc>São Paulo, SP</publisher-loc>
					<publisher-name>Edusp</publisher-name>
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				<mixed-citation>Spitz, B. (1995). <italic>La morale à zéro</italic>. Paris, France: Seuil.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Vásquez, A. (1986). Ética (9a ed.). São Paulo, SP: Civilização Brasileira.</mixed-citation>
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					<year>1986</year>
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					<subject>EDITORIAL</subject>
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				<article-title>Academia on the verge of a nervous breakdown: searching for ethics in social relations</article-title>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original">FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (FGV EBAPE) / BRAZILIAN SCHOOL OF PUBLIC AND BUSINESS ADMINISTRATION, RIO DE JANEIRO - RJ, BRAZIL</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS / CADERNOS EBAPE.BR, RIO DE JANEIRO - RJ, BRAZIL</institution>
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			<author-notes>
				<fn fn-type="other" id="fn3">
					<p>Prof. Dr. Hélio Arthur Reis Irigaray - Ph.D. in Business Administration from FGV EAESP; Masters in Business Administration from PUC-Rio and Bachelor Degree in Economics from the University of Northern Iowa, USA. Assistant Professor at FGV EBAPE and at the Corporate International Masters (CIM) program of the Georgetown University, Washington, USA. Leader researcher on the theme Diversity and Labor Relations, in the area of Work Management of the National Association of Graduate Studies and Research in Administration (ANPAD). E-mail: helio.irigaray@fgv.br</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn4">
					<p>Prof. Dr. Fabricio Stocker - Ph.D. in Administration from FEA/USP and Ph.D. in Management from the Erasmus University of Rotterdam; Visiting researcher at the University of Amsterdam; Master’s in Administration from UFPR and specialization at FGV and London Business School; Economist and Administrator; Professor at FGV on the online undergraduate programs, MBA, and graduate programs. Associate Editor of the journal Cadernos EBAPE.BR (FGV). E-mail: fabricio.stocker@fgv.br</p>
				</fn>
			</author-notes>
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		<body>
			<p>In classical philosophy, ethics involved socially accepted and valued moral issues, habits, and customs. Also, it has to do with a behavior pattern observed both in private and public life. In this sense, ethics was about finding the best way to live and live together (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Spinoza, 2020</xref>). So, what is the distinction between ethics and morals?</p>
			<p>Strictly speaking, the main difference is that ethics is related to the dimension of duty, whereas morality is related to happiness (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Comte-Sponville &amp; Ferry, 1998</xref>). Ethics is the perspective of the good life, with others and for others, in fair institutions (Ricouer, 1990).</p>
			<p>Then, why do we use the word “ethics” over the word “moral” nowadays?</p>
			<p>Spitz argues that the prominence of the term ethics hides the intention of “alleviating the inextricable embarrassment of those who would like to speak about morals without daring to pronounce the word” (Spitz, 1995, p. 149, our translation). Perhaps this is why ethics has been commonly interpreted as a synonym for morality (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Lévy-Bruhl, 1971</xref>), an instrument that, through socially constituted values, legitimizes values, principles, and rules (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Kant, 1985</xref>).</p>
			<p>Ethics may be widely perceived as an antonym for corruption, acts of violence, incivilities, or behaviors that harm other individuals or society as a whole (<xref ref-type="bibr" rid="B7">La Taille, Souza &amp; Vizioli, 2004</xref>). These mundane interpretations explain why one hears much about ethics in politics (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bobbio, 1997</xref>), in the media (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Baggio, 2011</xref>), or in corporations (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Cherman &amp; Tomei, 2005</xref>). As for corporations, companies have been addressing this issue in their narratives and promises regarding social responsibility and engaging in environmental, social, and governance (ESG) policies and practices. Thus, we witness the “engagement between ethics and business” (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Lipovetsky, 1992</xref>, p. 313, our translation). However, this engagement does not mean a real, transparent, or last-longing relationship.</p>
			<p>Concomitantly, the discussion on ethics in academia has been conducted internally in the institutions. The issue has been addressed in commissions focused on ethics in research, mainly dealing with cases of plagiarism (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Gasparyan, Nurmashe &amp; Voronov, 2016</xref>) or deciding on procedures in projects involving human beings (S<xref ref-type="bibr" rid="B11">antos, 2020</xref>).</p>
			<p>However, as scholars and researchers, we must do more. We understand that our activities must be anchored in our social role. We cannot be guided by ordinary pragmatism or instrumentality that reveals vanity and moral indifference. We have to show a set of moral qualities - intellectual honesty, personal detachment, defense of the truth, and criticism toward untruth. These qualities guarantee better performance in pursuing our fundamental goals (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Vásquez, 1986</xref>). In addition, these moral qualities must permeate social relationships in the academic environment.</p>
			<p>Our professional lives involve interacting with students and colleagues, participating in meetings and congresses, submitting articles. We evaluate, and we are evaluated. Academia is idealized as an immaculate locus, in which wise and educated people create and share knowledge and exchange ideas respectfully. However, this is not always true. Therefore, we propose a collective reflection on the academic environment we have inherited and (co)create. We invite you to reflect on the sometimes inelegant and perverse practices that we reproduce.</p>
			<p>As editors, we hear complaints from colleagues about having articles rejected for publication - even though they were nominated for a prize at a congress - or about harsh feedback from a referee. At these times, we cannot forget that we are, together, academia. Sometimes we are authors, sometimes referees. When in the role of referees, how do we evaluate our peers’ work? When we review an article, are we as polite and careful as we want others to be with our work? It seems that our ego jeopardizes our ability to make such a reflection.</p>
			<p>It is unfortunate to recognize that, although not often, we are faced with superficial or, worse, crude reviews. This, however, does not only happen in Brazil. As authors, we have also received this type of review from foreign colleagues.</p>
			<p>Reviewing an article is a contribution to the advancement of the discussion in the field. Thus, our feedback must be detailed. Criticism has to be followed by suggestions on how to improve the work. It is not the referee’s role to question the authors’ ontological premises, regardless of whether we share them. We have to assess whether there is a logical chain of ideas, whether the theoretical framework was well constructed, and not limited to mere name-dropping. Are the procedures for entering and leaving a research field or data collection and treatment well described? Were the research results presented and discussed? Above all, it is crucial to assess whether it is an empirical work or a theoretical essay. What are the study’s contributions and implications?</p>
			<p>It is important to recognize that offering harsh feedback when acting as a journal’s referee in blind review processes is just one of many harmful behaviors observed in our professional environment. Apparently, academia is on the verge of a nervous breakdown. And we cannot blame the COVID-19 pandemic for this phenomenon since it is something that has been going on for a while.</p>
			<p>In congresses and conferences, we have witnessed scholars making misogynistic and homophobic comments and jokes, assaulting and being sarcastic toward peers, without any sign of reaction or protest on the part of the other colleagues. Similar embarrassment sometimes occurs in discussions, debates, and panels. These activities should be a space for us to build knowledge but have become the stage for personal attacks, harshness, self-centeredness, and political disputes.</p>
			<p>This kind of behavior and moral and sexual harassment practices are also reported within educational institutions. It is aggression that happens in physical spaces and online, through social media platforms and WhatsApp groups. Frighteningly, the “country’s intellectual elite” shows no respect for peers and their audience. It is an elite that attacks, curses, and publicly belittles academic research.</p>
			<p>Unfortunately, it seems that academia is closer to being an Octagon than we imagined. But it is never too late to reinvent ourselves. So, here is an invitation to all of us to (re)insert virtue - in the Aristotelian sense - in our human relations. With this very academic spirit in mind, let us reflect on the contributions of the articles in the third issue of 2021 of <bold>Cadernos EBAPE.BR</bold>.</p>
			<p>The first article, “<bold>Welfare state in Brazil: a review or the crisis and the end of the ‘Dunkirk spirit’</bold>,” was written by Claudio Gurgel and Agatha Justen. The authors resume the debate on the welfare state in Brazil, verifying to what extent Brazilian capitalism and the state integrated the effort of social reform effort that, on a global level, took place after the Second World War.</p>
			<p>Daniele Silva Rodrigues, Felipe Rodrigues Cruz, Jacqueline Veneroso Alves da Cunha, and João Estevão Barbosa Neto are the authors of the second article of this issue, “<bold>Irregularities in the execution of public resources to combat <italic>Aedes aegypti</italic> in Brazilian states: analysis of managers’ justifications based on the attribution theory</bold>.” The study identified the justifications managers in Brazilian states presented regarding the use of federal resources to fight the proliferation of the mosquito that can spread viruses such as dengue and yellow fever. The research discusses the managers’ self-serving biases regarding irregularities observed in the use of federal resources.</p>
			<p>The third article, “<bold>Institutional, inter-organizational, and financial factors in science parks: a study from the perspective of collaborative governance</bold>,” was presented by Lindsay Teixeira Sant’Anna, Dany Flávio Tonelli, Teresa Cristina Monteiro Martins, João Paulo Nascimento da Silva, and Luiz Marcelo Antonialli. The authors examined the importance the actors involved in science parks in Brazil attributed to the fundamental elements of collaborative arrangements. The study also sought to verify if these fundamental elements are present in the daily practices of Brazilian science parks.</p>
			<p>Rodrigo Tavares de Souza Barreto and James Batista Vieira presented the fourth article, “<bold>Public integrity programs in Brazil: indicators and challenges</bold>.” The study describes the integrity programs implemented by the Brazilian public administration, comparing their practices with the international anti-corruption regime.</p>
			<p>The article “<bold>Intensified work and absence from work: an analysis in slaughterhouses in the state of Mato Grosso do Sul</bold>” analyzed the relationship of work intensification, absence from work, and illness of workers in slaughterhouses in Mato Grosso do Sul, Brazil. The authors Gustavo Henrique Petean, Elcio Gustavo Benini, and Gabriel Gualhanone Nemirosvky conduct their analysis based on historical materialism.</p>
			<p>The sixth article of this issue is “<bold>From modern manufacture to large industry: empirical delimitation of technical change in the automotive sector in Brazil (1996-2017)</bold>,” by Elcemir Paço Cunha, Lara Nora Portugal Penna, and Leandro Theodoro Guedes. The research empirically delimits the inflection of the principle on the technical basis for the Brazilian automobile sector. It marks the period with the greatest probability of the transition between modern manufacturing and large industry.</p>
			<p>Wagner Ragi Curi Filho and Thomaz Wood Junior present the study “<bold>Evaluation of the impact of universities on their communities</bold>.” The authors explore the role of universities and their impact on surrounding communities, offering a model for impact evaluation.</p>
			<p>The eighth article, “<bold>Changes in the configurations of corporate governance and agency relationship: a longitudinal analysis in a privately held company</bold>,” was presented by Fabricio Bomtempo Oliveira and Joaquim Rubens Fontes Filho. The authors discussed changes in corporate governance associated with the companies’ life cycle, business maturity, ownership structure, corporate relations, and other governance configurations.</p>
			<p>In “<bold>Nostalgia as a practice? Rereading the research on nostalgia in the field of marketing</bold>”, Flávio Medeiros Henriques and Maribel Carvalho Suarez propose new possibilities for investigating the phenomenon of nostalgia in the field of marketing, based on theories of practice.</p>
			<p>Arlindo Carvalho Rocha, Paula Chies Schommer, Emiliana Debetir, and Daniel Moraes Pinheiro presented the article “<bold>Structural elements for the co-production of public goods: an integrative approach</bold>.” The authors discuss the co-production of public goods and services based on an integrative approach, considering transparency, information, trust, participation, and accountability as its structural elements.</p>
			<p>The theoretical essay “<bold>Deleuze and Guattari’s contributions to a rhizomatic perspective of organizations</bold>” was written by Eline Gomes de Oliveira Zioli, Elisa Yoshie Ichikawa, and Luciano Mendes. The work highlights a multiplicity of how we think of organizations, expressing - instead of denying - the power that constitutes the organization. The study seeks to continue the theoretical efforts that try to overcome the construction of the organizational theorization marked by functionalism, which is characteristic of the modern organization and hinders the emergence of new research perspectives.</p>
			<p>The article “<bold>Active transparency ranking of municipalities in the Brazilian state of Minas Gerais: evaluation of transparency portals based on the Access to Information Law</bold>,” was written by Josias Fernandes Alves, Adílio Renê Almeida Miranda, Marco Antonio Carvalho Teixeira, and Paulo Roberto Rodrigues de Souza. The authors sought to evaluate the online transparency portals of the 13 geographic regions of the Brazilian state of Minas Gerais.</p>
			<p>Marcos Roberto Nóbrega and Bruno Felix discuss the tactics used by expatriates to manage the interface between the “work” and “home” domains in “<bold>Managing the boundaries between work and home: a study with expatriates</bold>.”</p>
			<p>In the article “<bold>The poststructuralist ontology on leadership: identity and materiality in evidence</bold>,” Eloisio Moulin de Souza carried out a critical analysis of the mainstream research on leadership based on the lens of the poststructuralist ontology.</p>
			<p>We also present the guest article “<bold>Deliberating or stalling for justice? Dynamics of corporate remediation and victim resistance through the lens of parentalism: The case of the Renova Foundation in Brazil</bold>” (only in Portuguese) by Rajiv Maher, originally published in the <italic>Journal of Business Ethics</italic>, which presents a rich empirical and theoretical contribution by revealing twelve dialectical tensions of the Renova Foundation’s attempts to remedy the injustices caused to the victims of the Fundão dam Collapse.</p>
			<p>The last work in this issue is the book review by Tracy Jeanel St. Louis and Airton Cardoso Cançado “<bold>Beyond common knowledge ‘Against elections: the case for democracy’</bold>,” presenting the book by David Van Reybrouck.</p>
			<p>I wish you a pleasant read!</p>
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				<sig>PH.D. HÉLIO ARTHUR REIS IRIGARAY</sig> Editor-in-chief <sig>PH.D. FABRICIO STOKER</sig> Associate Editor </sig-block>
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