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				<journal-title>Cadernos EBAPE.BR</journal-title>
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				<article-title>Reflexões sobre resiliência empresarial, governança corporativa e responsabilidade social</article-title>
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					<trans-title>Reflections on business resilience, corporate governance, and corporate social responsibility</trans-title>
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					<institution content-type="original"> FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (FGV EBAPE) / ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS, RIO DE JANEIRO - RJ, BRASIL</institution>
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					<p>Hélio Arthur Reis Irigaray - Doutor e Mestre em Administração de Empresas pela FGV EAESP e PUC-Rio, respectivamente; Bacharel em Economia pela University of Northern Iowa, EUA; Professor Adjunto da FGV EBAPE e do programa CIM (Corporate International Masters), da Georgetown University, Washington, EUA; Líder do tema Diversidade e Relações de Trabalho, na linha de Gestão de Trabalho (ANPAD). E-mail: helio.irigaray@fgv.br</p>
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					<p>Fabricio Stocker - Doutor em Administração pela FEA/USP; Ph.D. em Management pela Erasmus University of Rotterdam; Pesquisador visitante na University of Amsterdam; Mestre em Administração pela UFPR; MBA pela FGV e pela London Business School; Economista e Administrador; Professor da FGV na graduação on-line, MBA e Pós-Graduação; Atua como Editor Adjunto no Cadernos EBAPE.BR. E-mail: fabricio.stocker@fgv.b</p>
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		<p>O mundo empresarial de hoje enfrenta um panorama de desafios e oportunidades sem precedentes. Neste editorial, exploramos a interconexão crítica entre três pilares fundamentais para o sucesso e a sustentabilidade das organizações modernas: resiliência empresarial, governança corporativa e responsabilidade social. A sinergia entre estes elementos é essencial para a criação de empresas robustas, adaptáveis e socialmente responsáveis (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Zaman et al. 2022</xref>).</p>
		<p>No atual cenário global, marcado por incertezas econômicas, transformações tecnológicas e crises socioambientais, a resiliência empresarial tornou-se uma habilidade indispensável. Empresas resilientes não apenas sobrevivem às adversidades, também aprendem, adaptam-se e prosperam diante delas. A capacidade de resiliência é crucial para a longevidade e o sucesso no ambiente de negócios volátil atualmente (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Irigaray &amp; Stocker, 2022</xref>).</p>
		<p>A governança corporativa eficaz é o alicerce sobre o qual a resiliência empresarial é construída. Práticas sólidas de governança asseguram a transparência, a ética e a responsabilidade; elementos fundamentais para ganhar a confiança dos <italic>stakeholders</italic> e para a tomada de decisões ágeis e informadas em tempos de crise (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Oliveira &amp; Fontes, 2021</xref>). </p>
		<p>A responsabilidade social corporativa deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade entre empresas que buscam sustentabilidade de longo prazo. O investimento em práticas socialmente responsáveis não é apenas um imperativo ético, mas também uma estratégia inteligente de negócios, visto que consumidores e investidores estão cada vez mais inclinados a apoiar empresas que demonstram um compromisso genuíno com questões sociais e ambientais (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Gull et al., 2023</xref>). </p>
		<p>A resiliência empresarial e a governança corporativa estão intrinsecamente ligadas. Uma governança forte cria um ambiente no qual a resiliência pode florescer por meio de estruturas robustas de tomada de decisão, políticas claras e uma cultura de responsabilidade e transparência com os diversos <italic>stakeholders</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Bridoux &amp; Stoelhorst, 2022</xref>).</p>
		<p>A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) reforça a resiliência ao construir uma base sólida de confiança e apoio mútuos entre a empresa e seus <italic>stakeholders</italic>. Empresas que priorizam a RSE tendem a desfrutar de maior lealdade do cliente e engajamento dos funcionários, ambos cruciais para a recuperação e adaptação em tempos de crise.</p>
		<p>Integrar resiliência, governança e responsabilidade social requer uma abordagem holística da estratégia empresarial. Isso implica adotar políticas e práticas específicas e, ao mesmo tempo, cultivar uma cultura organizacional que valorize a adaptabilidade, a ética e o compromisso social (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Gull et al., 2023</xref>).</p>
		<p>Líderes empresariais enfrentam o desafio de equilibrar essas três dimensões em um ambiente empresarial cada vez mais complexo e dinâmico. No entanto, esse equilíbrio oferece oportunidades significativas para inovação, crescimento sustentável e liderança no mercado. Empresas que efetivamente integram a resiliência empresarial, a governança corporativa e a responsabilidade social em suas operações estão mais bem posicionadas ante os desafios futuros. Essa integração, além de fortalecer a empresa individualmente, contribui para a saúde e sustentabilidade do ecossistema empresarial global.</p>
		<p>Nesta edição do Cadernos EBAPE.BR, abordamos desde os desafios econômicos impostos pela pandemia até as práticas de <italic>compliance</italic> e sustentabilidade em um mundo em transformação. Por meio de uma seleção criteriosa de artigos, iluminamos tanto os avanços teóricos quanto as implicações práticas que emergem do encontro da academia com os setores público e privado.</p>
		<p>No artigo inaugural “<bold>Impacto da COVID-19 nas PMEs no Brasil e drivers de percepção gerencial: um novo modelo neural baseado em funções de utilidade ponderadas pela entropia</bold>”, Luiz Gustavo Medeiros Barbosa, Peter Fernandes Wanke,</p>
		<p>Jorge Junio Moreira Antunes e Saulo Barroso Rocha investigam o impacto da COVID-19 nas PMEs brasileiras e revelam a resiliência de empresas de serviços e construção. Recorrendo a uma metodologia inovadora, a qual integra funções de utilidade ponderadas pela entropia e regressão de redes neurais, os autores propõem um modelo neural capaz de decifrar a complexa teia de percepções gerenciais. Essa abordagem não apenas abre novas avenidas para a pesquisa em gestão empresarial, mas também sinaliza caminhos para políticas públicas mais eficazes na era pós-pandêmica.</p>
		<p>Em “<bold>Estrutura do conselho de administração como mecanismo para atingir a Agenda 2030 na América Latina</bold>”, o compromisso com a sustentabilidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é meticulosamente examinado por Alan Bandeira Pinheiro, Cintia de Melo de Albuquerque Ribeiro e André Luiz Villagelim Bizerra ao correlacionar a estrutura do conselho de administração com a divulgação dos ODS, os autores oferecem <italic>insights</italic> valiosos sobre como a alta administração pode influenciar positivamente práticas corporativas sustentáveis. Esse artigo reafirma a importância de uma governança transparente e diversificada como um mecanismo chave para alcançar as metas da Agenda 2030 na América Latina.</p>
		<p>Com um foco global, Victoria Barboza de Castro Cunha, Thiago Cavalcante Nascimento e Rodrigo Alves Silva examinam o papel do progresso social na promoção da igualdade de gênero, empregando análise de regressão múltipla para esclarecer esta relação em “<bold>Inovação ou progresso social? Uma análise dos fatores preditores para o avanço mundial da igualdade de gênero</bold>”. Os autores rompem com a suposição de que a inovação é um impulsionador da igualdade de gênero. Em vez disso, enfatizam o progresso social como um preditor mais significativo. Esse trabalho não só informa os formuladores de políticas, mas também provoca uma reflexão mais ampla sobre os caminhos para o avanço das mulheres na sociedade.</p>
		<p>Letícia Gracielle Vieira Ferreira e Cíntia Rodrigues de Oliveira confrontam-nos com a realidade sombria dos crimes estatais-corporativos em “<bold>Crimes estatais-corporativos e violações de direitos humanos: um ensaio sobre a relação simbiótica entre Estados e corporações</bold>”. As autoras argumentam que tais violações de direitos humanos são um produto de uma relação simbiótica facilitada pela globalização. Esse ensaio traduz-se em um chamado à ação para repensar as estruturas de poder que permitem a normalização da violência e da exploração no capitalismo moderno.</p>
		<p>Renata Mendes de Oliveira e Ilse Maria Beuren, em “<bold>Estilo cooperativo ou competitivo de gerenciamento de conflitos? Efeitos no compartilhamento de informações e no desempenho de cooperativas agropecuárias</bold>”, exploram os efeitos dos estilos cooperativos e competitivos de gerenciamento de conflitos no compartilhamento de informações e no desempenho organizacional. Em um estudo que poderia facilmente ser transposto para outras áreas, descobrem que o estilo cooperativo prevalece, reforçando a importância da colaboração e comunicação para o sucesso organizacional.</p>
		<p>Fabio Vizeu conduz-nos a uma reflexão crítica sobre o citacionismo na academia em “<bold>Citacionismo como erudição acadêmica e como ação estratégica</bold>”. O autor desafia a comunidade científica a ir além da retórica e engajar-se em um discurso acadêmico mais autêntico e menos dominado por jogos de poder.</p>
		<p>André Luiz Maranhão de Souza-Leão, Bruno Rafael Torres Ferreira e Bruno Melo Moura, apresentam um estudo intrigante - “<bold>Fã cínico: dizendo a verdade sem vergonha</bold>” - sobre a dinâmica dos fãs frente à politização do entretenimento, usando o caso de Star Wars para discutir questões de identidade e subjetividade.</p>
		<p>Henrique Adriano de Sousa, Gabriela de Abreu Passos, Henrique Portulhak e Sayuri Unoki de Azevedo analisam como as companhias abertas brasileiras responderam ao escândalo da Lava Jato em termos de práticas de <italic>compliance</italic> em “<bold>A evolução na divulgação de práticas de compliance por companhias abertas brasileiras no período Lava Jato</bold>”. Com esse artigo, os autores oferecem uma visão reveladora da evolução corporativa diante de crises.</p>
		<p>Em “<bold>Pirataria intelectual nas práticas de pesquisa em administração</bold>”, Marcelo de Souza Bispo e Almir Martins Vieira abordam uma forma sutil de plágio que desafia os padrões éticos na pesquisa. Promovem, assim, um debate necessário sobre a originalidade e integridade na academia.</p>
		<p>Henrique Muzzio propicia-nos uma resenha bibliográfica sobre o livro “<bold>The Emerald handbook of entrepreneurship in Latin America: unleashing a millennial potential</bold>”, na qual destaca o vigoroso potencial empreendedor da região.</p>
		<p>Nesta edição, apresentamos dois estudos de casos &amp; ensino. Em “<bold>Aceitar ou recusar órgão doado para transplante: o dilema do Dr. Jonas</bold>”, Luis Antonio da Rocha Dib, Claudia Affonso Silva Araujo, Joel de Andrade e Mônica Ferreira da Silva colocam-nos diante de um dilema ético no campo da saúde ao ilustrar a complexidade das decisões médicas utilizando-se de um caso de transplante de rim.</p>
		<p>Eduardo Russo e Ariane Roder Figueira concluem esta edição com um estudo de caso &amp; ensino sobre os desafios de sustentabilidade enfrentados pela marca brasileira Melissa em sua expansão internacional em “<bold>O caso Melissa: desafios de sustentabilidade para a expansão internacional de uma marca brasileira de sandálias plásticas</bold>”.</p>
		<p>Com estes artigos, a edição atual busca alimentar o diálogo interdisciplinar e fomentar uma compreensão mais profunda das múltiplas dimensões da administração, da responsabilidade social e da ética empresarial. Convidamos nossos leitores a se juntarem a nós nesta jornada de descoberta e reflexão.</p>
		<p>Boa leitura! </p>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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				<mixed-citation>Bridoux, F., &amp; Stoelhorst, J. W. (2022). Stakeholder governance: Solving the collective action problems in joint value creation. <italic>Academy of Management Review</italic>, <italic>47</italic>(2), 214-236. https://doi.org/10.5465/amr.2019.0441</mixed-citation>
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					<article-title>Stakeholder governance: Solving the collective action problems in joint value creation</article-title>
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				<mixed-citation>Gull, A. A., Hussain, N., Khan, S. A., Khan, Z., &amp; Saeed, A. (2023). Governing corporate social responsibility decoupling: The effect of the governance committee on corporate social responsibility decoupling. <italic>Journal of Business Ethics</italic>, <italic>185</italic>(2), 349-374. https://doi.org/10.1007/s10551-022-05181-3</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Irigaray, H. A. R., &amp; Stocker, F. (2022). ESG: novo conceito para velhos problemas. <italic>Cadernos EBAPE.BR</italic>, <italic>20</italic>(4), 1-4. https://doi.org/10.1590/1679-395186096</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Oliveira, F. B., &amp; Fontes, J. R. Filho. (2021). Mudanças nas configurações de governança corporativa e relações de agência: uma análise longitudinal em empresa de capital fechado. <italic>Cadernos EBAPE.BR</italic>, <italic>19</italic>(3), 510-523. https://doi.org/10.1590/1679-395120200107</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Zaman, R., Jain, T., Samara, G., &amp; Jamali, D. (2022). Corporate governance meets corporate social responsibility: Mapping the interface. <italic>Business &amp; Society</italic>, <italic>61</italic>(3), 690-752. https://doi.org/10.1177/0007650320973415</mixed-citation>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1679-395190025x</article-id>
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				<article-title>Reflections on business resilience, corporate governance, and corporate social responsibility</article-title>
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					<institution content-type="original">FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (FGV EBAPE) / ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS, RIO DE JANEIRO - RJ, BRAZIL</institution>
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			<author-notes>
				<fn fn-type="other" id="fn3">
					<p>Hélio Arthur Reis Irigaray - Ph.D. in Business Administration from FGV EAESP; Master in Business Administration from PUC-Rio, and Bachelor of Economics from the University of Northern Iowa, USA; Adjunct Professor at FGV EBAPE and the Corporate International Masters (CIM) program of Georgetown University, Washington, USA; Leader researcher on Diversity and Labor Relations, topic in the Work Management area of ANPAD (Brazilian Academy of Management). E-mail: helio.irigaray@fgv.br</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn4">
					<p>Fabricio Stocker - Ph.D. in Administration from FEA/USP and Ph.D. in Management from the Erasmus University of Rotterdam; Visiting researcher at the University of Amsterdam; Master’s in Administration from UFPR and specialization at FGV and London Business School; Economist and Administrator; Professor at FGV on the online undergraduate programs, MBA, and graduate programs; Associate Editor of the journal Cadernos EBAPE.BR (FGV). E-mail: fabricio.stocker@fgv.br</p>
				</fn>
			</author-notes>
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		<body>
			<p>Today’s business world confronts unprecedented challenges and opportunities. This editorial delves into the crucial interconnection among three fundamental pillars essential for the success and sustainability of modern organizations: business resilience, corporate governance, and corporate social responsibility (CSR). The synergy between these elements is pivotal for creating robust, adaptable, and socially responsible firms (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Zaman et al., 2022</xref>).</p>
			<p>Business resilience has become an indispensable ability in the current global scenario, marked by economic uncertainties, technological transformations, and socio-environmental crises. Resilient companies endure adversity and learn, adapt, and thrive in the face of it. Thus, resilience is critical for longevity and success in today’s volatile business environment (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Irigaray &amp; Stocker, 2022</xref>).</p>
			<p>Business resilience is anchored in effective corporate governance. Solid governance practices ensure transparency, ethics, and responsibility, fundamental elements for gaining stakeholders’ trust and making agile and informed decisions in times of crisis (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Oliveira &amp; Fontes, 2021</xref>).</p>
			<p>CSR has evolved from being an option to becoming a necessity for companies seeking long-term sustainability. Socially responsible practices are both an ethical imperative and a strategic business move, as consumers and investors increasingly favor companies demonstrating a genuine commitment to social and environmental issues (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Gull et al., 2023</xref>).</p>
			<p>Business resilience and corporate governance are intrinsically linked. Strong governance creates an environment where resilience can flourish through robust decision-making structures, clear policies, and a culture of accountability and transparency with diverse stakeholders (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Bridoux &amp; Stoelhorst, 2022</xref>).</p>
			<p>CSR strengthens resilience by building a solid foundation of mutual trust and support between the company and its stakeholders. Companies prioritizing CSR tend to enjoy greater customer loyalty and employee engagement, which are crucial for recovering and adapting in times of crisis.</p>
			<p>Integrating resilience, corporate governance, and CSR requires a holistic approach to business strategy. This involves adopting specific policies and practices while cultivating an organizational culture that values adaptability, ethics, and social commitment (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Gull et al., 2023</xref>).</p>
			<p>Business leaders face the challenge of balancing these three dimensions in an increasingly complex and dynamic business environment. However, this balance presents significant opportunities for innovation, sustainable growth, and market leadership. Companies that effectively integrate business resilience, corporate governance, and CSR into their operations are better positioned to face future challenges. This integration not only strengthens the company individually but also contributes to the health and sustainability of the global business ecosystem.</p>
			<p>This issue of Cadernos EBAPE.BR covers a spectrum of topics, from the economic challenges posed by the pandemic to compliance and sustainability practices in a changing world. Through a careful selection of articles, we illuminate both the theoretical advances and the practical implications that emerge from academia’s encounter with the public and private sectors.</p>
			<p>The first article opening this issue is the work by Peter Fernandes Wanke, Jorge Junio Moreira Antunes, and Saulo Barroso Rocha, titled “<bold>Impact of COVID-19 on SMEs in Brazil and managerial perception drivers: a novel neural model based on entropy-weighted utility functions</bold>.” The study adopts an innovative methodology integrating entropy-weighted utility functions and a neural network regression. The findings reveal the resilience of services and construction companies. The authors propose a neural model capable of deciphering the complex web of managerial perceptions. This approach not only opens up new avenues for business management research but also points to paths leading to more effective public policies in the post-pandemic era.</p>
			<p>In <bold>“Board structure as a mechanism to achieve the UN 2030 Agenda in Latin America,”</bold> Alan Bandeira Pinheiro, Cintia de Melo de Albuquerque Ribeiro, and André Luiz Villagelim Bizerra thoroughly examine organizations’ commitment to sustainability and the UN Sustainable Development Goals (SDGs). The authors seek to correlate the board structure with SDG disclosure, offering valuable insights into how senior management can positively influence sustainable corporate practices. This article reaffirms the importance of transparent and diversified governance as a key mechanism for achieving the goals of the UN 2030 Agenda in Latin America.</p>
			<p>Taking a global perspective, Victoria Barboza de Castro Cunha, Thiago Cavalcante Nascimento, and Rodrigo Alves Silva analyzed the role of social progress in gender equality. They employed multiple regression analysis to clarify this relationship. In their article titled <bold>“Innovation or social progress? An analysis of the predictors for worldwide advancement of gender equality,”</bold> the authors challenge the assumption that innovation is the primary driver of gender equality. Instead, they emphasize social progress as a more significant predictor. This work not only informs policymakers but also provokes broader reflection on pathways for women’s advancement in society.</p>
			<p>Letícia Gracielle Vieira Ferreira and Cíntia Rodrigues de Oliveira confront us with the dark reality of state-corporate crimes in “<bold>State-corporate crimes and human rights violations: an essay on the symbiotic relationship between States and corporations</bold>.” The authors argue that such human rights violations are a product of a symbiotic relationship facilitated by globalization. The essay translates into a call to action to rethink the power structures that allow the normalization of violence and exploitation in modern capitalism.</p>
			<p>Renata Mendes de Oliveira and Ilse Maria Beuren, in “<bold>Cooperative or competitive style of conflict management? Effects on information sharing and performance of agricultural cooperatives</bold>,” explore the effects of cooperative and competitive conflict management styles on information sharing and organizational performance in a study that can easily be reproduced in other areas. They found that the cooperative style prevails, reinforcing the importance of collaboration and communication for organizational success.</p>
			<p>Fabio Vizeu leads us to a critical reflection on citationism in academia in “<bold>Citationism as academic erudition and as a strategic action</bold>.” The author challenges the scientific community to go beyond rhetoric and engage in a more authentic academic discourse less dominated by power relations.</p>
			<p>The study by André Luiz Maranhão de Souza-Leão, Bruno Rafael Torres Ferreira, and Bruno Melo Moura, titled “<bold>Cynical fan: telling the truth shamelessly</bold>,” is intriguing. The authors discuss the dynamics of fans in the face of the politicization of entertainment, using the case of Star Wars to explore issues of identity and subjectivity.</p>
			<p>Henrique Adriano de Sousa, Gabriela de Abreu Passos, Henrique Portulhak, and Sayuri Unoki de Azevedo analyze how Brazilian listed companies responded to Brazil’s most important corruption investigation in the past few decades regarding compliance practices. Their article, “<bold>Evolution in compliance disclosure by Brazilian listed companies during the corruption investigation Operation <italic>Lava Jato</italic> (Car Wash),&quot;</bold>,” offers a revealing vision of corporate evolution in the face of crises.</p>
			<p>In “<bold>Intellectual piracy in management research practices</bold>,” Marcelo de Souza Bispo and Almir Martins Vieira address a subtle form of plagiarism that challenges ethical standards in research. The authors promote a necessary debate about originality and integrity in academia.</p>
			<p>Henrique Muzzio provides us with a bibliographical review of the book “<bold>The Emerald handbook of entrepreneurship in Latin America: unleashing a millennial potential</bold>,” in which he highlights the vigorous entrepreneurial potential of the region.</p>
			<p>In this issue, we present two case studies &amp; teaching cases. In “<bold>Accepting or refusing a donated organ for transplantation: Dr. Jonas’ dilemma</bold>,” Luis Antonio da Rocha Dib, Claudia Affonso Silva Araujo, Joel de Andrade, and Mônica Ferreira da Silva present us with an ethical dilemma in the field of healthcare, showing the complexity of medical decisions by discussing a case of kidney transplant.</p>
			<p>The case prepared by Eduardo Russo and Ariane Roder Figueira, “<bold>The Melissa case: sustainability challenges for the international expansion of a Brazilian brand of plastic sandals</bold>,” concludes this issue addressing the topic of sustainability challenges faced by the Brazilian brand Melissa in its international expansion.</p>
			<p>This issue seeks to fuel interdisciplinary dialogue and foster a deeper understanding of the multiple dimensions of administration, CSR, and business ethics. You are invited on this journey of discovery and reflection.</p>
			<p>Enjoy your reading!</p>
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