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				<journal-title>Varia Historia</journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1982-4343</issn>
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				<publisher-name>Pós-Graduação em História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/0104-87752025v41e25032</article-id>
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					<subject>DOSSIÊ: HISTÓRIA CONECTADA: INOVAÇÕES DIGITAIS NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO HISTÓRICO</subject>
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				<article-title>Apresentação História Conectada: Inovações digitais na produção de conhecimento histórico</article-title>
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					<trans-title>Presentation Connected History: Digital Innovations in the Production of Historical Knowledge</trans-title>
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					<label>Editor responsável:</label>
					<p>Ely Bergo de Carvalho</p>
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		<p>O dossiê <italic>História Conectada: inovações digitais na produção de conhecimento histórico</italic>, apresentado nesta edição da revista <italic>Varia Historia</italic>, propõe explorar como ferramentas digitais estão transformando as práticas de pensar, produzir e ensinar história.</p>
		<p>De fato, esta não é uma novidade dos anos 2020. A relação entre as áreas de História e Métodos Digitais pode ser datada, pelo menos, dos anos 1950, com a parceria entre o jesuíta Roberto Busa e a empresa de informática IBM, que deu origem ao <italic>Index Thomisticus</italic>, uma base de dados que compilava a concordância de cerca de 11 milhões de palavras dos escritos de Tomás de Aquino (m. 1274)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup>. Desde então, a informatização de acervos, o desenvolvimento de <italic>softwares</italic> de análise de texto e imagem, e o acesso a ferramentas de mapeamento digital abriram novas possibilidades para o estudo do passado. Além da análise textual ou documental tradicional, o historiador hoje pode explorar questões complexas envolvendo grandes volumes de dados, padrões espaciais e temporalidades amplas. Obviamente, é importante ressaltar que a integração dos métodos digitais à pesquisa histórica não substitui as abordagens tradicionais, mas deve, sim, oferecer formas inovadoras no trato e estudo dos documentos em análise.</p>
		<p>Nesse sentido, diversos debates sobre esta “História Digital” vêm sendo travados a fim de compreender os lugares que tanto a História quanto o digital ocupam nesta interlocução.</p>
		<p>Uma das primeiras (e mais influentes) obras a este respeito é o livro <italic>Digital History</italic>: <italic>A Guide to Gathering, Preserving, and Presenting the Past on the Web</italic> de Daniel Cohen e Roy Rosenzweig, originalmente publicado em 2005. Trata-se, como o título sublinha, de um guia prático para historiadores e interessados na área que desejam integrar ferramentas digitais em suas pesquisas e ensino. Cohen e Rosenzweig destacam, por exemplo, como os recursos digitais que permitem o acesso direto a materiais históricos digitalizados podem ser usados para engajar estudantes e, consequentemente, para desenvolver habilidades de pesquisa. Embora publicado há duas décadas, o que em termos de desenvolvimento informático significa uma diferença significativa – a título de exemplo, o primeiro <italic>smartphone</italic>, o IBM Simon que se destacava por ser um telefone fixo com tela sensível ao toque, foi lançado em 1994; e o primeiro <italic>iPhone</italic>, produto que revolucionou o mercado de comunicação móvel, data de 2007 –, o texto continua relevante ao abordar princípios que permanecem fundamentais na relação entre produção de conhecimento histórico e meios digitais, como a importância da acessibilidade dos documentos históricos.</p>
		<p>As transformações tecnológicas, comentadas anteriormente, também impactaram a relação dos profissionais da História com suas metodologias, fontes e com a própria maneira de escrever história. Duas obras se destacam por fazerem da discussão dessas questões o seu propósito. Uma é o livro editado por Jack Dougherty e Kristen Nawrotzki, intitulado <italic>Writing History in the Digital Age</italic>, de 2013. Trata-se de uma coletânea de ensaios que explora como a produção historiográfica mudou com as ferramentas digitais: colaborações <italic>online</italic> (por meio de <italic>blogs</italic>, <italic>wikis</italic> ou redes sociais voltadas para o público acadêmico), revisão aberta por pares e a integração de mídias interativas nos materiais são exemplos de novas possibilidades para a compreensão dos processos históricos.</p>
		<p>Já em <italic>Big Data in History</italic>, de Patrick Manning, publicado também em 2013, tem-se uma introdução aos desafios e oportunidades do uso de <italic>big data</italic> – nomenclatura utilizada para se referir a conjuntos de dados de grande volume – na história, argumentando que esta (nova) escala de informações permitiria formas diversas de análise histórica. Como decorrência desse processo, Manning aponta a importância de desenvolver ferramentas que possam processar e interpretar esses dados. Tal postura dialoga com a iniciativa de Tiago Luís Gil, em <italic>How to Make a Database in Historical Studies</italic> (2021), no qual o autor demonstra e exemplifica como a criação de bases de dados em história requer que nós, historiadores, organizemos e tratemos nossos objetos de estudo de modo a tornar possível codificá-los em linguagens informáticas de maneira satisfatória.</p>
		<p>Por fim, mas não menos importante no conjunto de discussões apresentado, encontra-se o tema do Ensino de História. Afinal, as transformações digitais também têm impacto nesta área. Com isso em mente, T. Mills Kelly propôs, em <italic>Teaching History in the Digital Age</italic> (2013), estratégias concretas para incorporar ferramentas digitais no ensino de História. Mills Kelly enfatiza o aprendizado ativo, encorajando os professores a envolver os alunos em atividades que utilizem tecnologias digitais para criar conhecimento histórico – ainda que suas metodologias, como a criação de notícias falsas como prática de aprendizado, possam ser controversas (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Appelbaum, 2012</xref>). Um dos aspectos mais inovadores da obra é a discussão sobre “história participativa”, em que os estudantes não apenas consomem história, mas também contribuem para sua produção. Isso pode incluir a criação de páginas na <italic>Wikipedia</italic>, produção de <italic>podcasts</italic> históricos ou participação em projetos de <italic>crowdsourcing</italic> que envolvam transcrição e análise de documentos.</p>
		<p>Em <italic>Handbook of Digital Public History</italic>, editado por Serge Noiret, Mark Tebeau e Gerben Zaagsma em 2022, é discutido como historiadores podem engajar audiências por meio de ferramentas digitais, de exposições virtuais até redes sociais como espaços para compartilhar conhecimento histórico. Para o ensino, a história pública digital oferece um caminho para conectar estudantes com suas comunidades e com audiências maiores. Professores podem propor projetos em que os estudantes desenvolvam exposições digitais ou criem conteúdos educativos para plataformas como <italic>Instagram</italic> e <italic>TikTok</italic>. Isso potencialmente motivaria os estudantes, bem como promoveria uma compreensão mais ampla da relevância da história na vida cotidiana.</p>
		<p>A conexão entre História e o digital, pois, não apenas transforma a maneira como os historiadores conduzem suas pesquisas (individuais ou coletivas), como também oferece novas ferramentas e abordagens pedagógicas para a prática docente.</p>
		<p>Isso pode ser exemplificado por meio dos quatro artigos aqui selecionados, que, com objetos e abordagens bastante diversos, ilustram o potencial das metodologias digitais para ampliar os horizontes da pesquisa histórica, ao mesmo tempo que fomentam debates teórico-metodológicos sobre suas aplicações.</p>
		<p>No primeiro artigo, <italic>Do manuscrito à edição digital: os percursos de uma investigação interdisciplinar sobre forais medievais portugueses</italic>, Filipa Roldão, João Paulo Silvestre e Joana Serafim apresentam o desenvolvimento do EDICOLAB, uma plataforma digital voltada para a edição de manuscritos históricos, especificamente os forais régios portugueses (séc. XII-XV). O trabalho se destaca por seu caráter interdisciplinar e pela reflexão crítica sobre escolhas editoriais, intervenções textuais e limitações práticas, como financiamento e tempo. Ao discutir como a integração entre tecnologia e história pode transformar práticas editoriais e tornar fontes antes restritas amplamente acessíveis, o artigo também aponta os desafios técnicos – como a necessidade de habilidades específicas – e financeiros – como a dependência de recursos externos – associados à adoção dessas inovações.</p>
		<p>O segundo artigo, <italic>Os métodos digitais e as possibilidades de aproximação da arte medieval a partir da exposição Thomas Becket: Murder and the Making of a Saint</italic>, de Flávia Galli Tatsch, investiga o uso de recursos digitais na museologia e na história da arte. A autora analisa como catálogos digitais, vídeos, reconstruções 3D e repositórios universitários foram utilizados na exposição <italic>Thomas Becket: Murder and the Making of a Saint</italic> para sensibilizar o público em relação às sociedades pré-modernas. O artigo evidencia o papel das tecnologias digitais na democratização e ampliação do acesso ao conhecimento histórico-artístico, mas alerta para a desigualdade no acesso às tecnologias, especialmente em contextos educacionais periféricos, como no Brasil.</p>
		<p>No terceiro artigo, <italic>História Medieval e Ciência de Dados: a inovação na produção de conhecimento histórico auxiliada pelas tecnologias da informação</italic>, Thiago Juarez Ribeiro da Silva e Márcio Augusto Diniz demonstram como a Ciência de Dados pode enriquecer os estudos históricos, apresentando resultados de uma pesquisa sobre a pobreza na Alta Idade Média (séc. VI-IX) que resultou em um banco de dados, um programa de análise em R (PaupeR) e um repositório público das informações levantadas. O artigo não apenas amplia a compreensão sobre o tema da pobreza medieval, mas também oferece ferramentas replicáveis para outras áreas da história. Contudo, levanta o desafio da formação técnica necessária para que historiadores aproveitem plenamente esses recursos.</p>
		<p>Por fim, no artigo <italic>O passado a um click de distância: fontes históricas e educação científica para uma (re)construção das aprendizagens históricas sobre o Local/Regional na EPT</italic>, de Paulo de Oliveira Nascimento, aborda o uso de acervos digitais no contexto educacional amazônico. O papel desses acervos para compensar a escassez de materiais didáticos é enfatizado, além de destacar a promoção de uma educação integrada ao tripé Ensino/Pesquisa/Extensão. O artigo também sublinha a relevância dos acervos digitais para a história regional e local, ressaltando seu potencial pedagógico. Contudo, aponta para o risco de perpetuar desigualdades no acesso à tecnologia, especialmente em regiões mais isoladas.</p>
		<p>O dossiê oferece, pois, uma visão abrangente sobre as possibilidades trazidas pelas ferramentas digitais para a pesquisa e ensino de história, exemplificando a diversidade de abordagens possíveis, desde edições textuais até pedagogias regionais. A riqueza dos estudos apresentados destaca avanços significativos no campo, mas também evidencia desafios importantes, como a necessidade de uma formação mais ampla e capacitação técnica dos pesquisadores para operar com as ferramentas vinculadas a essas metodologias inovadoras; a dependência de financiamento para a implementação e manutenção das ferramentas digitais, que suscita questões sobre a sustentabilidade de iniciativas deste tipo a longo prazo; e a própria democratização do acesso, pois, apesar de permitirem o acesso a conteúdos antes inacessíveis, as ferramentas digitais podem, paradoxalmente, acentuar desigualdades, especialmente em locais onde a infraestrutura tecnológica é limitada.</p>
		<p>Assim, o dossiê <italic>História Conectada: inovações digitais na produção de conhecimento histórico</italic> busca contribuir para o debate sobre o uso de inovações digitais nos estudos históricos. Ele apresenta casos concretos e bem-sucedidos, ao mesmo tempo em que estimula reflexões críticas sobre os desafios que ainda precisam ser superados para que essas metodologias sejam acessíveis e impactantes de maneira mais ampla. Trata-se de uma iniciativa que enriquece o campo da história e aponta caminhos promissores para sua renovação metodológica e epistemológica.</p>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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				<mixed-citation>APPELBAUM, Y. How the Professor Who Fooled Wikipedia Got Caught by Reddit, The Atlantic. 15 maio 2012. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/05/how-the-professor- who-fooled-wikipedia-got-caught-by-reddit/257134/">https://www. theatlantic.com/technology/archive/2012/05/how-the-professor- who-fooled-wikipedia-got-caught-by-reddit/257134/</ext-link>. Acesso em: 14 jan. 2025.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>COHEN, D. J.; ROSENZWEIG, R. Digital History: A Guide to Gathering, Preserving, and Presenting the Past on the Web. Philadelphia (Pa.): University of Pennsylvania Press, 2005.</mixed-citation>
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				<p> Atualmente a base pode ser consultada em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.corpusthomisticum.org/it/index.age">https://www.corpusthomisticum.org/it/index.age</ext-link>. Acesso em: 7 fev. 2025. Há pesquisas que apontam a participação de outros autores, principalmente mulheres, no projeto. Ver: Nyhan, 2023.</p>
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