<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-model type="application/xml-dtd" href="http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1d3 20150301//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:ali="http://www.niso.org/schemas/ali/1.0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" dtd-version="1.1d3" specific-use="Marcalyc 1.2" article-type="research-article" xml:lang="pt">
<front>
<journal-meta>
<journal-id journal-id-type="redalyc">4777</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Revista Alcance</journal-title>
</journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">1413-2591</issn>
<issn pub-type="epub">1983-716X</issn>
<publisher>
<publisher-name>Universidade do Vale do Itajaí</publisher-name>
<publisher-loc>
<country>Brasil</country>
<email>alcance@univali.br</email>
</publisher-loc>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id pub-id-type="art-access-id" specific-use="redalyc">477749961007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14210/alcance.v23n4(Out-Dez).p547-567</article-id>
<article-categories>
<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>Sin sección</subject>
</subj-group>
</article-categories>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt">A EVOLUÇÃO CONCEITUAL DA EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO COMO UM CAMPO CIENTÍFICO</article-title>
<trans-title-group>
<trans-title xml:lang="en">THE CONCEPTUAL DEVELOPMENT OF EDUCATION FOR
ENTREPRENEURSHIP AS A SCIENTIFIC FIELD</trans-title>
</trans-title-group>
<trans-title-group>
<trans-title xml:lang="es">LA EVOLUCIÓN CONCEPTUAL DE LA EDUCACIÓN PARA EL
EMPRENDEDORISMO COMO UN CAMPO CIENTÍFICO</trans-title>
</trans-title-group>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author" corresp="no">
<name name-style="western">
<surname>Gomes de
Oliveira</surname>
<given-names>Deranor</given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
<email>deranor@hotmail.com</email>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="aff1">
<institution content-type="original">Universidade Federal do Vale do São Francisco –
UNIVASF - Brasil 

Universidade de Évora - UÉVORA – Portugal 

deranor@hotmail.com</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Vale do São Francisco –
UNIVASF</institution>
<country country="br">Brasil</country>
</aff>
<aff id="aff2">
<institution content-type="original">Universidade Federal do Vale do São Francisco –
UNIVASF - Brasil 

Universidade de Évora - UÉVORA – Portugal 

deranor@hotmail.com</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade de Évora - UÉVORA</institution>
<country country="pt">Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Octubre-Diciembre</season>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<issue>4</issue>
<fpage>547</fpage>
<lpage>567</lpage>
<history>
<date date-type="received" publication-format="dd/mm/yyyy">
<day>02</day>
<month>07</month>
<year>2016</year>
</date>
<date date-type="accepted" publication-format="dd/mm/yyyy">
<day>10</day>
<month>10</month>
<year>2016</year>
</date>
</history>
<permissions>
<ali:free_to_read/>
</permissions>
<abstract xml:lang="pt">
<title>Resumo</title>
<p> O objetivo principal deste trabalho é fornecer a evolução longitudinal da dimensão conceitual da educação para o empreendedorismo como um campo científico, bem como sua caracterização em forma de estágios entre os anos de 1990 e 2013. O estudo apoiou-se na análise de copalavras para descrever as interações temáticas invisíveis, que existem entre diferentes estágios temporais do processo evolutivo da educação para o empreendedorismo. Foi utilizada uma amostra constituída de 274 artigos ISI publicados nos principais jornais eletrônicos, internacionalmente reconhecidos pela comunidade científica, indexados à plataforma Web Of Science para uma análise bibliométrica. Os resultados revelam um campo eclético, multifacetado e interdisciplinar, passando pelos estágios: embrionário, de crescimento, de crescimento rumo à maturidade e de maturidade científica. Sugerem, ainda, ligações importantes entre a educação para o empreendedorismo, as intenções empreendedoras, a autoeficácia empreendedora, o desenvolvimento de competências empreendedoras e o contexto cultural.</p>
</abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p> The main objective of this work is to outline the longitudinal evolution of the conceptual dimension of education for entrepreneurship as a scientific field, and its characterization in the form of stages between the years 1990 and 2013. The study relied on co-word analysis to describe the invisible thematic interactions that exist between different time stages of the evolutionary process of education for entrepreneurship. For the bibliometric analysis, a sample was used consisting of 274 ISI articles published in major online newspapers, internationally recognized by the scientific community, indexed to Web of Science platform. The results reveal an eclectic, multifaceted and interdisciplinary field that has gone through the stages of embryonic growth, to maturity, and scientific maturity. The result also suggest important links between education for entrepreneurship, entrepreneurial intentions, entrepreneurial self-efficacy, the development of entrepreneurial skills, and cultural context.</p>
</trans-abstract>
<trans-abstract xml:lang="es">
<title>Resumen</title>
<p> El objetivo principal de este trabajo es presentar la evolución longitudinal de la dimensión conceptual de la educación para el emprendedorismo como un campo científico, así como su caracterización en forma de etapas entre los años 1990 y 2013. El estudio se basó en el análisis de co-palabras para describir las interacciones temáticas invisibles que existen entre diferentes estadios temporales del proceso evolutivo de la educación para el emprendedorismo. Se utilizó una muestra constituida por 274 artículos ISI publicados en los principales periódicos electrónicos, internacionalmente reconocidos por la comunidad científica e indexados en la plataforma Web Of Science, para un análisis bibliométrico. Los resultados revelan un campo ecléctico, multifacético e interdisciplinario, pasando por los estadios embrionario, de crecimiento, de crecimiento rumbo a la madurez y de madurez científica. También sugieren importantes relaciones entre la educación para el emprendedorismo, las intenciones emprendedoras, la autoeficacia emprendedora, el desarrollo de competencias emprendedoras y el contexto cultural.</p>
</trans-abstract>
<kwd-group xml:lang="pt">
<title>Palavras-chave</title>
<kwd>educação para o empreendedorismo</kwd>
<kwd> empreendedorismo</kwd>
<kwd> análise bibliométrica</kwd>
</kwd-group>
<kwd-group xml:lang="en">
<title>Keywords</title>
<kwd>entrepreneurship education</kwd>
<kwd> entrepreneurship</kwd>
<kwd> bibliometric analysis</kwd>
</kwd-group>
<kwd-group xml:lang="es">
<title>Palabras clave</title>
<kwd>Educación para el emprendedorismo</kwd>
<kwd> Emprendedorismo</kwd>
<kwd> Análisis bibliométrico</kwd>
</kwd-group>
<counts>
<fig-count count="11"/>
<table-count count="8"/>
<equation-count count="0"/>
<ref-count count="39"/>
</counts>
</article-meta>
</front>
<body>
		
		<sec>
            <title>1 INTRODUÇÃO</title>
			
		<p> A promoção do empreendedorismo, já faz algum tempo, é visualizada como uma prioridade nacional por parte dos governos ao redor do mundo (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref11">FAIRLIE; HOLLERAN, 2011</xref>). A evolução do campo, na perspectiva de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref18">Landström, Harirchic e Aströmn (2011)</xref>, está relacionada com as grandes mudanças econômicas e sociais no mundo a partir das décadas de 1970 e 1980. O interesse é impulsionado, entre outros, pela evidência de que as pequenas e as médias empresas criam uma parte desproporcional dos novos postos de trabalho na economia, representam uma importante fonte de inovação, aumentam a produtividade nacional e aliviam a pobreza (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref25">OCDE, 2007</xref>). </p>
<p>  As políticas nacionais, adotadas em muitas nações, ao enfatizarem o desenvolvimento do empreendedorismo, acabam refletindo na integração do empreendedorismo aos currículos escolares. Tais movimentos educacionais, na perspectiva de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref33">Seikkula-Leino et al. (2011)</xref>, são conduzidos por opiniões individuais sobre que tipo de conhecimento é de maior valor e por aqueles que detêm o poder na sociedade atual. Nesse sentido, a integração do ensino do empreendedorismo às matrizes curriculares responde às necessidades das tendências nas sociedades, tais como a globalização, o avanço tecnológico e o próprio desenvolvimento da vida social. </p>
<p>  Não sendo recente a pesquisa em educação para o empreendedorismo, qual a reserva de conhecimento acumulado nesse campo? Quais os estágios pelos quais a estrutura da rede passou no processo de construção de conhecimento? Quais são as características desses estágios? Quais as principais temáticas e obras que têm impactado a pesquisa? São muitos questionamentos sem respostas convincentes, ou, parcialmente, respondidos. </p>
<p>   Entre múltiplas estratégias para dar vazão a todos esses e a outros questionamentos e, ao mesmo tempo, produzir novos conhecimentos, o que nem sempre foi uma tarefa suave, as técnicas e as análises bibliométricas têm ocupado cada vez mais espaços no universo acadêmico (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref3">BAILÓN-MORENO et al., 2005</xref>). É uma alternativa diferente da tradicional revisão de literatura que, geralmente, não revela a teia invisível existente entre as diversas interações temáticas num determinado campo científico e pode levar o pesquisador a interpretações pouco conclusivas e claras sobre suas estruturas social, conceitual e intelectual.  </p>
<p>  O objetivo principal deste trabalho é fornecer a evolução da dimensão conceitual da educação para o empreendedorismo (EE) como um campo científico, a partir de artigos internacionais armazenados na plataforma Web of Science numa perspectiva longitudinal, bem como a caracterização em forma de estágios dessa evolução entre os anos de 1990 e 2013.  </p>
<p>    Espera-se que o estudo possa contribuir para o desenvolvimento do campo em vários aspectos: Primeiro, pelo fato de fornecer aos investigadores do campo uma análise das direções das investigações publicadas, identificando as principais contribuições conceituais feitas para criar uma agenda de pesquisa no futuro. Portanto é oportuno analisar o que já foi alcançado. Segundo, por fornecer aos professores, especialmente, aqueles que lidam diretamente em sala de aula, um esquema dos principais desenvolvimentos nessa área no nível dos aspectos didático-pedagógicos, nas técnicas eficazes para ensinar o empreendedorismo. Por último, oferecer para os gestores públicos informações relevantes que possam contribuir para as bases do desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas. </p>
<p> O presente artigo se encontra estruturado em quatro seções, contadas a partir desta introdução, na qual estão incluídas a evolução da bibliometria como produtora do conhecimento científico, as análises bibliométricas para descrever a dimensão conceitual de um campo e a contextualização da educação para o empreendedorismo. As seções seguintes, por sua vez, estão assim distribuídas e articuladas: na seção 2, os aspectos metodológicos são estruturados em dois tópicos - o primeiro centrado nos procedimentos realizados e o segundo nas partições temporais do período em estudo; na seção 3, são apresentadas a análise e a discussão dos resultados, sob duas perspectivas: (a) resultados quantitativos e (b) resultados qualitativos; por fim, na seção 4, são esboçadas as considerações finais.</p>
<sec>
<title>1.1 Evolução dos estudos bibliométricos como estratégia para a produção do
conhecimento científico</title>
<p> O desenvolvimento do campo bibliométrico ganhou força a partir de autores como Eugene Garfield e Derek Price nas décadas de 1950 e 1960. Nessas décadas, a bibliometria começou a emergir como uma área de pesquisa distinta e estabeleceu os alicerces para a análise de citação atual. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref4">Börner, Chen e Boyack (2003)</xref>, a criação do Institute for Scientific Information (ISI) por Eugene Garfield deu origem ao desenvolvimento de um banco de dados único multidisciplinar, Science Citation Index (SCI), representando a comunicação acadêmica. </p>
<p>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref14">Gibbons et al. (1994)</xref> argumentaram que, nas décadas de 1980 e 1990, a bibliometria ganhou forma como produtora de conhecimento científico. O uso dos métodos e das análises bibliométricas como estratégia da produção desse conhecimento, assim como para agrupar definições compartilhadas pelos investigadores de um determinado campo, proporciona a nova produção do conhecimento, denominada por esses autores de “Modo 2”. Os achados de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref21">Martin (2011)</xref> trazem evidências de que a bibliometria, como um campo de pesquisa, tem contribuído para uma mudança do modo de produção do conhecimento nas duas. últimas décadas. </p>
<p>  Em contraste com as clássicas revisões de literatura, esse tipo de análise poderá revelar inter-relações entre as diferentes escolas de pensamento e oferecer maior objetividade, porque é o resultado de um julgamento composto de muitas citações de autores. Portanto a análise em si não influenciará o resultado, uma vez que a alocação de temas para as áreas de pesquisa não é mais baseada nos pontos de vista subjetivos individuais dos autores dos estudos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref29">RAMOS-RODRIGUEZ; RUZ-NAVARRO, 2004</xref>).  </p>
<p>  Para este estudo, a bibliometria será definida como um conjunto de métodos e análises utilizados para analisar os aspectos estruturais e dinâmicos da pesquisa científica, o impacto de documentos na evolução do campo e outras informações relevantes a partir de um determinado banco de dados, tal como defendida por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref21">Martin (2011)</xref>, Araújo (2006) e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref14">Gibbons et al. (1994)</xref>, por exemplo.</p>
</sec>
<sec>
<title>1.2 Análises bibliométricas para
descrever a dimensão conceitual de um campo científico</title>
<p> A partir de palavras-chave, pode ser feita uma análise de copalavras numa perspectiva longitudinal para detectar a estrutura conceitual de um determinado campo de pesquisa, para além de descobrir e descrever as interações entre diferentes campos científicos em todo o período (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref8">COBO et al., 2011a</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref13">GARFIELD, 1994</xref>). Essas análises representam conglomerados de diferentes aspectos científicos. Especificamente, no caso da análise de copalavras, esses clusters representam grupos de informações textuais, que podem ser entendidos como grupos semânticos ou conceituais dos temas tratados pelo campo de pesquisa. </p>
<p>    Análise de copalavras foi proposta por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref5">Callon et al. (1983)</xref> como uma técnica de análise de conteúdo. Formalmente, a base metodológica da análise de copalavras é a ideia de que a co-ocorrências de palavras-chave descreve o conteúdo dos documentos em um banco de dados, ao mesmo tempo que ilustra as associações entre palavras-chave por meio da construção de várias redes, destacando as ligações entre elas. </p>
<p> 1.3 Educação para o empreendedorismo </p>
<p> Ao empreendedorismo é atribuído um papel relevante para a promoção do desenvolvimento econômico de regiões (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref20">LINÃN et al., 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref31">SANCHEZ, 2011</xref>). Os formuladores de políticas públicas da Europa e dos Estados Unidos acreditam que é necessário mais empreendedorismo para alcançar níveis mais altos de crescimento econômico e de inovação (EUROPEAN COMMISSION, 2006). Eles também acreditam que os níveis mais elevados de empreendedorismo podem ser alcançados por meio da educação, especialmente da educação para o empreendedorismo. </p>
<p> A vinculação do empreendedorismo ao campo educacional ganhou destaque nos últimos tempos, sobretudo no ensino superior. Atualmente, a educação para o empreendedorismo constitui um dos campos acadêmicos que mais crescem na educação em nível mundial (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref15">GRECO; FRIEDLAENDER; TAMADA, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref19">LIMA et al., 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref20">LINÃN; RODRIGUEZ-COHARD; RUEDA-CANTUCHE, 2011</xref>; PETERMAN; KENNEDY, 2007). Prova maior dessa afirmação reside no aumento do número de documentos publicados e no desenvolvimento de projetos que visam formar indivíduos capazes de autoproduzirem suas riquezas.  </p>
<p>  No <xref ref-type="fig" rid="gf8">Gráfico 1</xref> pode ser melhor visualizada a evolução de publicações na plataforma Web Of Science no campo da EE. O gráfico apresenta uma considerável literatura sobre o campo que foi desenvolvido, principalmente, a partir da década de 1990 em diante.</p>
<p>
<fig id="gf8">
<label>Gráfico 1</label>
<caption>
<title>Evolução da Produção Científica do Campo</title>
</caption>
<alt-text>Gráfico 1 Evolução da Produção Científica do Campo</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf9.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria
a partir das buscas realizadas na Web Of
Science</attrib>
</fig>
</p>
<p> Esse interesse pela temática foi examinado por muitos pesquisadores e algumas provas foram encontradas para apoiá-lo. Os estudos realizados por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref27">Peterman e Kennedy (2003)</xref>, por Souitaris et al. (2007) e por<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref26"> Oosterbeek et al. (2010)</xref>, por exemplo, trazem importantes contribuições para a literatura sobre os efeitos da EE. Esses estudos exploram dados de grupos de tratamento e de controle para determinar os verdadeiros efeitos causais da EE sobre a decisão de empreender. No entanto, a busca dessas evidências empíricas, para além de necessária, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref37">Von Graevenitz, Harhoff e Weber (2010)</xref>, apresenta resultados pouco conclusivos, com escassos recursos para as técnicas e os procedimentos estatísticos mais rigorosos.  </p>
<p>A maioria
dos estudos que emergiram de revisão de literatura sobre a EE e o empreendedorismo
cai em, pelo menos, uma das três abordagens teóricas para investigar o processo
de criação de novos empreendimentos. São elas:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>foco no indivíduo (o
empreendedor) – i.e., a capacidade de explicar traços de
personalidade ou características demográficas, atributos pessoais em contextos
empresariais;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>foco no ambiente, isto é, o papel das IES e outros
componentes do contexto cultural no processo de iniciação empresarial; e</p>
</list-item>
<list-item>
<p>foco na cognição: recentemente, essas abordagens despertaram considerável
interesse da comunidade científica, como a intenção e as competências
empreendedoras, a autoeficácia empreendedora e suas relações com a EE.</p>
</list-item>
</list>
</p>
<p> Portanto, há uma necessidade de clarificar quais os elementos que desempenham o papel mais influente na formação da decisão pessoal para inicar um empreendimento. Dessa forma, as IES de todas as partes do mundo têm sido pressionadas a criarem ambientes, atividades e cursos direcionados para o empreendedorismo, o que tem o levado, em geral, a alcançar espaço acadêmico respeitável, apoiado por muitas revistas acadêmicas – como o Journal of Small Business Management, o Entrepreneurship: Theory and Practice e, no Brasil, a Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas e, ainda, as edições especiais escritas sobre a EE, tais como a edição de julho de 2013 do Journal of Small Business Management e a edição de julho de 2005 do Entrepreneurship: Theory and Practice, iniciativas privadas, a exemplo da Endeavor, Enactus, Achievement Junior, os estudos GUESSS, os programas de educação empreendedora do SEBRAE, entre outras tantas experiências de ensino espalhadas pelo país e pelo mundo. Todos esses acontecimentos indicam a relevância da EE para a comunidade científica da rede. </p>
<p> É oportuno destacar que, na maioria dos estudos, a definição de EE não se encontrava nos documentos de forma explícita e deliberada. Foi necessário um esforço extra para identificar a linha conceitual adotada no transcorrer da revisão dos trabalhos.  </p>
<p> Em suma, pode-se afirmar que existem duas correntes: uma que foca a EE no âmbito do desenvolvimento socioeconômico, por meio do empreendedorismo e a criação de negócios; e a outra de forma mais abrangente, incluindo aspectos comportamentais individuais no sentido de desenvolver suas habilidades, permitindo-lhes ser mais criativos, empoderados e inovadores, não apenas no mundo dos negócios, mas também em vários contextos de suas vidas.  </p>
<p> O conceito de EE, na atualidade, não está concentrado na criação de novas empresas. A União Europeia assenta no desenvolvimento de determinadas competências individuais (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref7">CCE, 2004, p. 6</xref>) o “espírito empreendedor se desen­volve num ambiente que encoraje as formas ativas de aprendizagem” (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref7">CCE, 2002, p. 8</xref>). Contudo, pode e deve também constituir-se como uma atitude ge­ral/transversal com potencial impacto relevante na vida cotidiana, tan­to pessoal como profissional, de todo e qualquer cidadão. Para os fins deste trabalho, será adotada uma linha conceitual que considera a EE como instrumento pedagógico focado nos aspectos cognitivos e comportamentais dos indivíduos direcionados para o desenvolvimento socioeconômico e a criação de novos negócios.</p>
</sec>
</sec>
	<sec>
<title>2 ASPECTOS METODOLÓGICOS
DO ESTUDO</title>
<p>Metodologicamente, este estudo
envolveu vários procedimentos para a seleção da amostra e da análise dos dados.
O que segue procurará explorar alguns aspectos medotológicos e os
procedimentos utilizados com o suporte da ferramenta de software específica de bibliometria, a SciMAT, para descrever as interações invisíveis que existem entre
diferentes fases do processo evolutivo da educação para o empreendedorismo. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref8">Cobo et
al. (2012)</xref>, essa ferramenta de mapeamento de ciência de código aberto incorpora
métodos, algoritmos e medidas para todas as etapas do fluxo de trabalho de
mapeamento. A SciMAT permite ao usuário realizar estudos com base em
várias redes bibliométricas (copalavras, cocitações, cocitações de jornais,
coautoria, acoplamento bibliográfico, acoplamento bibliográfico de revista e
acoplamento bibliográfico de autor).</p>
<sec>
<title>2.1 Procedimentos</title>
<sec>
<title>2.1.1 Banco de Dados</title>
<p>  A seleção da amostra envolveu a pesquisa de artigos publicados em periódicos disponíveis na plataforma ISI Web Of Knowledge (WOS), utilizando os termos de busca “Entrepreneurship education” ou “Entrepreneurship teaching” ou “Entrepreneurial education” ou “Education for entrepreneurship” no título, nas palavras-chave e nos resumos de documentos.  </p>
<p>  As buscas foram aperfeiçoadas por artigos, limitadas ao período temporal compreendido entre os anos de 1990 e maio de 2013 e base de dados dos seguintes bancos Science Citation Index (SCI – EXPANDED), Sociais Sciences Citation Index (SSCI), Arts &amp; Humanities Citation Index (A &amp; HCI), Conference Proceedings Citation Index – Science (CPCI – S), Conference Proceedings Citation Index – Social Science &amp; Humanities (CPCI-SSH), Current Chemical Reactions (CCR-EXPANDED) e Index Chemicus (IC).  </p>
<p>  Como resultado final, depois de alguns refinamentos como o tipo de documentos (artigos), idioma (inglês), as principais áreas de pesquisas e categorias do campo e os jornais mais representativos, dado o foco em artigos em causa com as particularidades da EE, chegou a uma amostra de 274 artigos (ISI + SCOPUS).</p>
</sec>
<sec>
<title>2.1.2  Seleção
da Unidade de Análise</title>
<p>Palavras-chave apresentadas nos documentos como
unidade de análise e a co-ocorrências como a alternativa de construir a rede.</p>
</sec>
<sec>
<title>2.1.3 Extração de informação relevante a partir dos dados em bruto e cálculo
de semelhanças entre as unidades</title>
<p>Para evitar possíveis vieses, o
conjunto de dados foi completamente verificado e corrigido por meio de um pré-processamento que
incluiu uma análise cuidadosa dos erros de
ortografia, homônimos, dados duplicados, inconsistências e plurais.</p>
</sec>
<sec>
<title>2.1.4 Agrupamento Temático</title>
<p>Manualmente, as palavras-chave foram
agrupadas e codificadas por termos que fossem representativos de um determinado
grupo. Equivalence index foi o índice
utilizado como medida de similaridade para normalizar a rede. Depois de seguidos testes, foram definidos os tamanhos
máximo e mínimo da rede: máximo 14 e mínimo 4 documentos. Para a análise de desempenho,
isto é, para mensurar a importância, o impacto e a qualidade dos diferentes
elementos dos mapas e também da rede, foi utilizado como medida bibliométrica o
h-index.</p>
</sec>
<sec>
<title>2.1.5 Mapeamento Longitudinal</title>
<p>O Equivalence
index foi a medida selecionada para detectar e visualizar o mapa
longitudinal, tanto para a evolução conceitual da rede quanto para a
sobreposição desses mapas.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>2.2 Partições Temporais do Período</title>
<p> Quanto aos critérios da partição do horizonte temporal em subperíodos, não existe, ainda, na literatura revisada, critérios científicos convencionados. São diversas áreas do conhecimento que se apoiam na bibliometria com diversos interesses e objetivos para produzirem seus novos conhecimentos e analisarem os existentes. Assim, cada situação estudada poderá representar uma situação singular em termos de condições motivacionais, culturais, geoespaciais, temporais, unidades de análise, etc. No entanto, os investigadores tendem a adotar aqueles critérios com menor nível de subjetividade.  </p>
<p>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref30">Ronda-Pupo e Guerras-Martín (2010)</xref>, por exemplo, estratificaram a análise em três etapas de dez anos cada: 1980 – 1989; 1990– 1999 e 2000 – 2009. O intervalo de 10 anos foi considerado adequado pelos autores, uma vez que representa um período importante de crescimento e maturidade das fases da comunidade acadêmica. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref2">Backhaus et al. (2011)</xref>, para realizarem um estudo longitudinal da evolução das principais pesquisas do marketing B2B, agruparam os artigos em quatro períodos multianos (1972 – 1978; 1987 -1991; 1998 - 2000 e 2007 – 2009). No entanto, outros estudos, por exemplo, de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref18">Landström et al. (2011)</xref>, ao identificarem os “produtores de conhecimento” que moldaram o campo ao longo do tempo e seus principais trabalhos de pesquisa de empreendedorismo entre os anos de 1980 e 2010, e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref16">Hansen et al. (2011)</xref>, ao explorarem artigos desde 1990, envolvendo oportunidades empresariais em revistas de empreendedorismo altamente citadas, não adotaram as subdivisões temporais.  </p>
<p> Para este estudo, o horizonte temporal estabelecido para as buscas (1990 – maio/2013) foi estratificado da seguinte maneira: período 1: (1990 – 2000); período 2: (2001 – 2005); período 3: (2006 – 2010) e período 4: (2011 – maio/2013).</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</title>
<sec>
<title>3.1 Resultados Quantitativos</title>
<p>A abordagem metodológica utilizada
permitiu apresentar a evolução temática da EE de forma gradual distribuída em
quatro multiperíodos anuais. Os resultados quantitativos do período total serão
apresentados na seguinte ordem.</p>
<sec>
<title>3.1.1 Palavras-chave Mais Utilizadas</title>
<p>O número de
palavras-chave serve como um indicador da dinâmica e do status de desenvolvimento de um determinado campo (MUÑOZ-LEIVA et al., 2012). As 10 palavras-chave mais utilizadas
entre os anos de 1990 e maio de 2013 encontram-se organizadas em ordem
decrescente na <xref ref-type="table" rid="gt2">Tabela 1</xref>.</p>
<p>
<table-wrap id="gt2">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Lista
  das 5 Palavras-chave Mais Utilizadas (entre 853)</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 1 Lista
  das 5 Palavras-chave Mais Utilizadas (entre 853)</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt2.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.1.2 Jornais que Mais Publicaram</title>
<p>A base de publicações revela o fato de
que pouco mais da metade (53.1%) dos artigos encontrados estão concentrados em
cinco revistas, que se especializam em empreendedorismo (<xref ref-type="table" rid="gt3">Tabela 2</xref>).</p>
<p>
<table-wrap id="gt3">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Lista
  dos 5 Jornais (entre 128) que Mais Publicaram</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 2 Lista
  dos 5 Jornais (entre 128) que Mais Publicaram</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt3.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.1.3 Número de Artigos
Publicados por Subperíodo</title>
<p>As publicações científicas do campo
cresceram significativamente a partir de 2006 (<xref ref-type="fig" rid="gf9">Gráfico 2</xref>).</p>
<p>
<fig id="gf9">
<label>Gráfico 2</label>
<caption>
<title>Documentos por Período</title>
</caption>
<alt-text>Gráfico 2 Documentos por Período</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf10.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Relatório SciMAT (2016).</attrib>
</fig>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.1.4
Artigos Mais Citados</title>
<p>Na <xref ref-type="table" rid="gt4">Tabela 3</xref>, poderá ser visualizada a
lista dos dez artigos mais citados (entre 274) da amostra.</p>
<p>
<table-wrap id="gt4">
<label>Tabela 3</label>
<caption>
<title>Lista
  dos 5 Artigos Mais Citados (entre 274) da Amostra</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 3 Lista
  dos 5 Artigos Mais Citados (entre 274) da Amostra</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt4.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria a
partir do Relatório do SCImat (2016).</attrib>
</table-wrap>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.1.5 Jornais que Mais Publicaram</title>
<p> A base de publicações revela o fato de que pouco mais da metade (53.1%) dos artigos encontrados estão concentrados em cinco revistas, que se especializam em empreendedorismo (<xref ref-type="table" rid="gt5">Tabela 4</xref>). </p>
<p>
<table-wrap id="gt5">
<label>Tabela 4</label>
<caption>
<title>Lista
  dos 5 Jornais (entre 128) que Mais Publicaram</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 4 Lista
  dos 5 Jornais (entre 128) que Mais Publicaram</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt5.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>É possível observar que não há um único jornal
específico voltado à educação para o empreendedorismo. Isso pode significar
que, embora seja visível o crescimento do campo, ainda é necessário avançar
muito em termos de pesquisas e reconhecimento acadêmico.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>3.2 Resultados Qualitativos</title>
<p>A evolução longitudinal conceitual da
educação para o empreendedorismo pode ser visualizada a partir da <xref ref-type="fig" rid="gf10">Figura 1</xref>. Os
resultados revelam uma disciplina altamente dinâmica; no entanto o estado do
conhecimento sobre sua estrutura e evolução continua a ser limitado.</p>
<p>
<fig id="gf10">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title>Evolução Temática da Educação para o
Empreendedorismo no Período Compreendido entre 1990 e Maio de 2013</title>
</caption>
<alt-text>Figura 1 Evolução Temática da Educação para o
Empreendedorismo no Período Compreendido entre 1990 e Maio de 2013</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf11.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Relatório SciMAT
(2016).</attrib>
</fig>
</p>
<p> No primeiro período, o termo “Empreendedorismo” era o tema central do cluster. No segundo período, embora a estrutura da rede tenha sofrido alterações, o termo “Empreendedorismo” ainda ocupava a posição central do cluster. A mudança não foi demasiadamente dramática. Muitos dos termos que apareceram no período anterior apareceram mais uma vez no período subsequente.  </p>
<p>  No período seguinte, com o aumento significativo de documentos (ver <xref ref-type="fig" rid="gf9">Gráfico 2</xref>), foram constituídos quatros clusters temáticos: empreendedorismo, educação secundária, internacionalização e educação empresarial. Os dois primeiros surgiram com a evolução do cluster empreendedorismo do período anterior e dos novos documentos. Os dois últimos tiveram sua constituição com base, exclusivamente, nos novos documentos. No último estágio, foram estabelecidos dois clusters: educação para o empreendedorismo e capital humano, sendo que o primeiro cluster sofreu influências diretas dos clusters empreendedorismo, educação secundária e internacionalização, e o segundo dos clusters internacionalização e educação empresarial do período que antecede. </p>
<p>  A seguir, serão apresentadas as características e as redes temáticas emergentes do campo em cada estágio preestabelecido.</p>
<sec>
<title>3.2.1 Período 1: período embrionário do campo (1990 – 2000)</title>
<p> A primeira rede temática foi composta por 22 documentos dos 274 artigos do período total. É a rede com o menor número de artigos entre todos os períodos.  </p>
<p>  As definições de EE utilizadas na década de 1990 como suporte teórico para os estudos, praticamente, concentravam-se naquelas que ofereciam uma abordagem de ensino, no nível superior, que poderia ajudar a colmatar o fosso entre a academia e o mundo empresarial (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref23">MITCHELL et al., 1995</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref34">SEXTON et al., 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref36">VESPER; GARTNER, 1997</xref>), concentrando-se em necessidades de aprendizagem comum a ambos, os estudantes e os empresários.  </p>
<p>  A literatura sobre a EE, no período, foi munida pelos principais debates acadêmicos alicerçados no pensamento e nas abordagens do desenvolvimento econômico das sociedades. Naturalmente, tais definições de empreendedorismo, que emergiram do campo, influenciaram, fortemente, a orientação do ensino do empreendedorismo, que, em termos gerais, era tida como um conjunto de ensinamentos formais estabelecidos e ofertados pelas IES e escolas de negócios. Uma educação que informava, treinava e educava quem estivesse interessado em promover o desenvolvimento socioeconômico por meio do empreendedorismo, criação de negócios e do desenvolvimento de pequenos negócios (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref36">VESPER; GARTNER, 1997</xref>). </p>
<p>  Na árvore de cluster da rede temática (<xref ref-type="fig" rid="gf1">A1 no Apêndice A</xref>), as diversas interrelações temáticas, que emergiram, podem ser mais bem visualizadas e, por conseguinte, as análises dos documentos associados ao cluster correspondente ao banco de dados.  </p>
<p> Os subdomínios conceituais emergentes com maiores intensidades nas interações da rede, os principais estudiosos que contribuíram para a formação da rede e o foco de suas investigações estão na <xref ref-type="table" rid="gt6">Tabela 4</xref>.</p>
<p>
<table-wrap id="gt6">
<label>Tabela 4</label>
<caption>
<title>Subdomínios
  Conceituais, Principais Estudiosos e o Foco Acadêmico do Período Embrionário</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 4 Subdomínios
  Conceituais, Principais Estudiosos e o Foco Acadêmico do Período Embrionário</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt6.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>Em síntese, a rede temática da
comunidade científica neste estágio foi caracterizada pelos seguintes aspectos:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>Estágio
de desenvolvimento “embrionário”, mais ou menos desprovido teoricamente de
questões e respostas significativas;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Excessiva
preocupação relativa aos efeitos e aos métodos didático-pedagógicos utilizados
para a educação, a formação e o treinamento para o empreendedorismo,
principalmente, aqueles desenvolvidos pelas IES e escolas de negócios
norte-americanas;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>As
técnicas utilizadas não evidenciaram de forma convincente que o
empreendedorismo poderia ser influenciado por programas educacionais
específicos. Despreocupação
com a incorporação de controles básicos, como pré e pós-testes, grupo de
controle, amostras adequadas e tratamento estatísticos pouco rigorosos.</p>
</list-item>
</list>
</p>
<p> De certa forma, a aceitação do empreendedorismo como uma disciplina de valor, principalmente no meio acadêmico, deslocaria os educadores e os investigadores para posições privilegiadas de fazer contribuições no século XXI muito mais convincentes do que os pioneiros fizeram no século passado, o que pode ser considerado um grande sucesso para um campo que há 20 anos era incerto de si mesmo. </p>
<p> 3.2.2 Período 2: período de crescimento do campo (2001 – 2005) </p>
<p>  A segunda rede temática correspondente inclui 29 artigos distribuídos num único cluster evoluído do período 1. </p>
<p>  Nessa década, as definições de empreendedorismo continuaram relacionadas com a promoção do aumento da eficiência econômica, da inovação ao mercado e da criação de novos postos de trabalho. Nesse sentido, a EE, não apenas incorporou esse pensamento, como acrescentou as percepções da aprendizagem formal relacionados ao empreendedorismo a partir de aspectos comportamentais e culturais, como a autoeficácia empreendedora (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref39">ZAHAO et al., 2005</xref>); a capacidade de identificar oportunidades (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref10">DETIENNE; CHANDLER, 2004</xref>); as competências empreendedoras (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref26">OOSTERBEEK et al., 2010</xref>). </p>
<p>  Na <xref ref-type="table" rid="gt7">Tabela 5</xref>, estão os subdomínios conceituais emergentes com maiores intensidades nas interações da rede, os principais estudiosos que contribuíram para a formação da rede e o foco de suas investigações.</p>
<p>
<table-wrap id="gt7">
<label>Tabela 5</label>
<caption>
<title>Subdomínios Conceituais Emergentes,
  Principais Estudiosos e Foco Acadêmico do Período de Crescimento</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 5 Subdomínios Conceituais Emergentes,
  Principais Estudiosos e Foco Acadêmico do Período de Crescimento</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt7.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>Em síntese,
a rede temática da comunidade científica, nesse estágio, foi caracterizada
pelos seguintes aspectos:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>Tendência
de crescimento da EE em todo o mundo mesmo que o corpo docente não se
encontrasse preparado adequadamente para assumi-lo;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Mudanças
nas práticas didático-pedagógicas com ênfase nas estruturas curriculares
inovadoras, principalmente, aquelas que conjugavam a teoria e a prática;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Manutenção significativa da
pesquisa em EE centrada no contexto da educação formal, nomeadamente, em nível
terciário;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Nível de
conhecimento multifacetado expandindo-se para cursos que, até então, tinham
pouco contato com as questões empresariais, como Engenharias e Computação;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Escassez
de pesquisadores, avaliando sistematicamente o impacto da EE na atividade
empresarial;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Rede temática mais diversificada com a inclusão de múltiplas temáticas;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Tratamento estatístico e outros
procedimentos metodológicos pouco rigorosos.</p>
</list-item>
</list>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.2.3 Período 3: período de crescimento rumo à maturidade
do campo (2006 – 2010)</title>
<p>A quantidade expressiva levantada de
estudos nesse período iniciava um estágio que provocaria certa inquietação
acerca das principais definições da EE adotadas nos períodos anteriores. A
interdisciplinaridade e as interações entre os subdomínios conceituais de
períodos anteriores e os novos, a partir do ano de 2006, fixaram pelos
critérios preestabelecidos, quatros cluster
temáticos:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>Cluster Empreendedorismo;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Cluster Educação secundária;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Cluster Internacionalização;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Cluster Educação empresarial.</p>
</list-item>
</list>
</p>
<p>  Embora as principais definições adotadas anteriormente não tenham sofrido alterações radicais na sua estrutura, essas novas definições vieram confirmar e, ao mesmo tempo, acrescentar elementos na relação entre a EE e aspectos ligados à inovação (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref38">YOUTIE; SHAPIRA, 2008</xref>), às contribuições para o desenvolvimento econômico e social (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref1">ARROYO-VAZQUEZ et al., 2010</xref>), às taxas de autoemprego juvenil (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref32">SCHRODER; SCHMITT-RODERMUND, 2006</xref>); à autoeficácia empreendedora (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref9">DE CLERCQ; ARENIUS, 2006</xref>), entre outros. </p>
<p>  Os quatro clusters foram constituídos a partir da entrada de novos documentos, para além dos nexos temáticos do período anterior. Todas as inter-relações temáticas internas podem ser visualizadas na árvore de cluster nas <xref ref-type="fig" rid="gf3">Figuras A3</xref>, <xref ref-type="fig" rid="gf4">A4</xref>, <xref ref-type="fig" rid="gf5">A5</xref> e <xref ref-type="fig" rid="gf6">A6</xref> no Apêndice A. De fato, o estabelecimento de quatro clusters temáticos, nesse período, é um indício de que o campo da EE ficou muito mais eclético, abrangente e interdisciplinar. </p>
<p>  As principais características que emergiram a partir dos quatros agrupamentos temáticos do período podem ser consideradas como “pegadas” relativas aos processos de evolução do conhecimento científico do campo rumo à maturidade. Por exemplo, os impactos desses programas sobre as intenções empreendedoras e os modelos de ensino e de aprendizagem, que dominaram a prática e as reflexões acadêmicas do campo, estimulando a criação de novos negócios de sucesso, ou, ainda, um comportamento intraempreendedor, continuaram na mesa do debate acadêmico. </p>
<p>  Na <xref ref-type="table" rid="gt8">Tabela 6</xref>, de forma sintética, estão apresentados os subdomínios conceituais, os principais estudiosos e os focos acadêmicos do período.</p>
<p>
<table-wrap id="gt8">
<label>Tabela 6</label>
<caption>
<title>Subdomínios
  Conceituais Emergentes, Principais Estudiosos e Foco Acadêmico no Período de
  Crescimento Rumo à Maturidade</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 6 Subdomínios
  Conceituais Emergentes, Principais Estudiosos e Foco Acadêmico no Período de
  Crescimento Rumo à Maturidade</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt8.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>Em síntese, a rede temática da
comunidade científica, nesse estágio, foi caracterizada pelos seguintes
aspectos:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>A
EE acumulou maiores investimentos científicos integrados ao contexto do ensino
secundário;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>As
estratégias pedagógicas associadas ao debate em torno da
educação empresarial focadas em
planos de negócios estavam desaparecendo da rede;</p>
</list-item>
<list-item>
<p> Interesse crescente da
comunidade pelas abordagens cognitivas, entre elas, as intenções
empreendedoras, a autoeficácia e as competências empreendedoras;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Os
procedimentos metodológicos dos estudos, de modo geral, ofereceram nível
relativamente baixo de design de
investigação com controles básicos rigorosos, os pré e pós-testes, grupos de
controle, tratamentos estatísticos e, muito menos, dados comparativos
completos e longitudinais. No entanto, houve um crescimento significativo na utilização de estudos
de casos, principalmente, no âmbito universitário.</p>
</list-item>
</list>
</p>
</sec>
<sec>
<title>3.2.4 Período 4: período da maturidade do campo (2011
-2013) </title>
<p> Finalmente, a EE, cada vez mais presente nas IES, acompanha, tal como esperado, as mesmas tendências inclusivas e abrangentes das definições dadas ao empreendedorismo na década anterior. As definições pendenciaram de acordo com as evoluções das definições do empreendedorismo. As abordagens da rede extrapolaram o sentido da EE tão somente para impactar as escolhas de carreira empresarial das pessoas, ou treinar aquelas que já carregam aptidões empreendedoras e adicionaram as atitudes, os valores e as concepções das próprias habilidades, competências e inteligência pessoais. </p>
<p>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_477749961007_ref33">Seikkula-Leino (2011)</xref> desencadeia um intenso debate sobre como redefinir o empreendedorismo e, consequentemente, a EE com argumentos diferentes dos investigadores, que, até então, utilizaram a visão tradicional do empreendedor/empreendedorismo sustentado apenas pelo debate acadêmico em torno do desenvolvimento econômico e da criação de novos negócios sustentáveis e inovadores.  </p>
<p>  Com o alto índice de conectividade e a entrada de novos documentos nesse período, a rede temática foi constituída por dois clusters distintos: i) Educação para o empreendedorismo surgiu pela primeira vez como tema central em todo o período analisado, evoluindo a partir dos clusters Empreendedorismo, Educação secundária e Internacionalização do período anterior, ou seja, existiram vários nexos conceituais entre os clusters desses períodos; ii) Capital humano, para além da entrada de novos documentos foi constituído, também, da evolução dos clusters Internacionalização e Educação empresarial (<xref ref-type="fig" rid="gf5">Figura A5</xref>). </p>
<p>  Todas as inter-relações temáticas dos dois clusters das redes temáticas do período estão disponíveis nas<xref ref-type="fig" rid="gf7"> figuras A7</xref> e <xref ref-type="fig" rid="gf11">A8</xref> – Apêndice A. </p>
<p>  Na <xref ref-type="table" rid="gt9">Tabela 7</xref>, de forma sintética, estão apresentados os subdomínios conceituais, os principais estudiosos e os investimentos acadêmicos do período.</p>
<p>
<table-wrap id="gt9">
<label>Tabela 7</label>
<caption>
<title>Subdomínios
  Conceituais Emergentes, Principais Estudiosos e Foco Acadêmico no Período de
  Maturidade</title>
</caption>
<alt-text>Tabela 7 Subdomínios
  Conceituais Emergentes, Principais Estudiosos e Foco Acadêmico no Período de
  Maturidade</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gt9.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Fonte: Elaboração própria.</attrib>
</table-wrap>
</p>
<p>Em
síntese, esse estágio de desenvolvimento do campo foi caracterizado pelos seguintes
aspectos:</p>
<p>
<list list-type="roman-lower">
<list-item>
<p>A
EE ocupou uma posição privilegiada no debate com temas bem desenvolvidos
internamente na rede, embora as temáticas associadas ao Capital humano sejam
susceptíveis de desaparecer;</p>
</list-item>
<list-item>
<p>A rede consiste numa teia mais
entrelaçada, ampla e heterogênea;</p>
</list-item>
<list-item>
<p> Diversidade de técnicas e análises
estatísticas mais rigorosas, com amostras generosas e estudos longitudinais.</p>
</list-item>
</list>
</p>
</sec>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
<p> O processo de construção e evolução da rede temática da EE, como um campo científico, atravessou vários estágios de desenvolvimento para alcançar o estágio da maturidade científica atual. O campo, depois de sair do seu estágio embrionário na década de 1990, chega à sua maturidade em 2013 como um campo científico com muitas contribuições para o conhecimento da área, com confirmações e desconfirmações de achados relevantes e, acima de tudo, com a responsabilidade de aprofundar, principalmente, aqueles conteúdos pouco explorados ou explorados com baixo nível de rigor científico. </p>
<p> A evolução longitudinal conceitual da EE teve muitos significados diferentes, com focos distintos em vários momentos e em vários contextos. O desafio consiste em reformular os programas, incluindo os processos de ensino, de forma a que as competências empreendedoras, os conhecimentos do mundo empresarial e a capacidade de criar e gerir empreendimentos ocupem destaque nas matrizes curriculares. De modo geral, as instituições educativas, em todos os níveis, ainda, não encontraram um ponto norteador comum para promover as inovações pedagógicas necessárias, contemplando as teorias de aprendizagem e atendendo às expectativas do ambiente real. </p>
<p> As análises realizadas neste trabalho com o suporte dos estudos bibliométricos como estratégia alternativa ao modelo tradicional de produção do conhecimento acadêmico se mostraram adequadas e permitiram identificar as principais características das produções científicas, assim como as lacunas existentes no campo. Concomitantemente, dão conta de que a EE deve ser considerada não somente nas IES e nas escolas de negócios, mas também deve ser incluída em currículos e programas em todos os níveis educacionais.</p>
<p> A contribuição desta investigação será de grande valia para a comunidade acadêmica e para os usuários da EE sob vários pontos de vista: primeiro, por indicar aos novos pesquisadores os temas e suas inter-relações já tratados pela comunidade científica; segundo, por identificar as principais tendências das investigações do campo; terceiro, por identificar a teia invisível da rede da comunidade científica, cujos enlaces seriam de difícil visualização  caso fossem empregados os métodos tradicionais de pesquisa; quarto, pela contribuição, a partir dos achados, dada à literatura científica do campo.  </p>
<p> De forma geral, as evoluções das interações e dos enlaces temáticos, internos e externos, da rede a caracterizariam como um campo científico pronto para avançar sobre novas investigações, com maiores detalhes e rigor científico, das diversas relações conceituais, intelectuais e sociais já abordadas durante os anos de 1990 e 2013.  </p>
<p> Serão necessárias outras avaliações, em períodos subsequentes, para saber se o interesse da comunidade científica pelo protagonismo da EE como instrumento eficaz, capaz de contribuir para o desenvolvimento econômico regional institucional, assim como para o desenvolvimento de crenças, valores e atitudes para o empreendedorismo como uma alternativa profissional, manter-se-á atraente. </p>
<p>  Por fim, esta investigação não é per si uma fonte completa. Limitações do estudo e sugestões complementares de pesquisas futuras se fazem necessárias, tais como estudos comparativos entre o banco de dados deste estudo com outros bancos de dados, por exemplo, as buscas por meio do Google Scholar. Os resultados poderiam confirmar ou não confirmar as evidências e as tendências aqui colocadas.</p>
</sec>
</body>
<back>
<ref-list>
<title>Referências</title>
<ref id="redalyc_477749961007_ref1">
<mixed-citation> ARROYO-VAZQUEZ, M.; VAN DER SIJDE, P.; JIMENEZ-SAEZ, F. Innovative and creative entrepreneurship support services at universities. Service Business, v. 04, n. 01, p. 63-76, 2010. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ARROYO-VAZQUEZ</surname>
<given-names>M.</given-names>
</name>
<name>
<surname>VAN DER SIJDE</surname>
<given-names>P.</given-names>
</name>
<name>
<surname>JIMENEZ-SAEZ</surname>
<given-names>F.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Innovative and
creative entrepreneurship support services at universities</article-title>
<source>Service Business</source>
<year>2010</year>
<volume>04</volume>
<issue>01</issue>
<fpage>63</fpage>
<lpage>76</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref2">
<mixed-citation> BACKHAUS, K.; LUGGER, K.; KOCH, M. The structure and evolution of business-to-business marketing: A citation and co-citation analysis. Industrial Marketing Management, v. 40, n. 06, p.940-951, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>BACKHAUS</surname>
<given-names>K</given-names>
</name>
<name>
<surname>LUGGER</surname>
<given-names>K</given-names>
</name>
<name>
<surname>KOCH</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The structure and evolution of business-to-business marketing: A citation
and co-citation analysis</article-title>
<source>Industrial Marketing Management</source>
<year>2011</year>
<volume>40</volume>
<issue>06</issue>
<fpage>940</fpage>
<lpage>951</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref3">
<mixed-citation> BAILÓN-MORENO, R. et al. Analysis of the scientific field of physical chemistry of surfactants with the unified scienctometric model. Fit of relational and activity indicators. Scientometrics, n. 63, p. 259–276, 2005. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>BAILÓN-MORENO</surname>
<given-names>R.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Analysis
of the scientific field of physical chemistry of surfactants with the unified
scienctometric model. Fit of relational and activity indicators.</article-title>
<source>Scientometrics</source>
<year>2005</year>
<issue>63</issue>
<fpage>259</fpage>
<lpage>276</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref4">
<mixed-citation> BÖRNER, K.; CHEN, C.; BOYACK, K. Visualizing knowledge domains. Annual Review of Information Science and Technology, Medford, Blaise Cronin (Ed.), v. 37, 2003. p. 179–255.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>BÖRNER</surname>
<given-names>K</given-names>
</name>
<name>
<surname>CHEN</surname>
<given-names>C</given-names>
</name>
<name>
<surname>BOYACK</surname>
<given-names>K</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Visualizing knowledge domains</article-title>
<source>Annual Review of Information Science and Technology</source>
<year>2003</year>
<volume>37</volume>
<fpage>179</fpage>
<lpage>255</lpage>
<publisher-loc>Medford</publisher-loc>
<publisher-name>Blaise Cronin (Ed.)</publisher-name>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref5">
<mixed-citation> CALLON, M. et al. From translations to problematic networks: an introduction to co-word analysis. Social Science Information, v. 22, p. 191–235, 1983. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>CALLON</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>From translations
to problematic networks: an introduction to co-word analysis</article-title>
<source>Social Science Information</source>
<year>1983</year>
<volume>22</volume>
<fpage>191</fpage>
<lpage>235</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref6">
<mixed-citation> CARAYNNIS, E. G.; EVANS, D.; HANSON, M. A Cross-cultural learning strategy for entrepreneurship education: outline of key concepts and lessons learned from a comparative study of entrepreneurship students in France and the US. Technovation, v. 23, n. 09, p. 757-771, 2003. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>CARAYNNIS</surname>
<given-names>E. G</given-names>
</name>
<name>
<surname>EVANS</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
<name>
<surname>HANSON</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>A Cross-cultural learning
strategy for entrepreneurship education: outline of key concepts and lessons
learned from a comparative study of entrepreneurship students in France and the
US</article-title>
<source>Technovation</source>
<year>2003</year>
<volume>23</volume>
<issue>09</issue>
<fpage>757</fpage>
<lpage>771</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref7">
<mixed-citation> CCE – Comissão das Comunidades Europeias. Contribuir para a Criação de uma Cultura Empresarial: um guia de boas práticas para a promoção de atitudes e competências empresariais através da educação. Bruxelas: União Europeia, 2004.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<collab>CCE – Comissão das Comunidades Europeias</collab>
</person-group>
<source>Contribuir para a Criação de uma Cultura Empresarial: um guia de boas práticas para a promoção de atitudes e competências empresariais através da educação</source>
<year>2004</year>
<publisher-loc>Bruxelas</publisher-loc>
<publisher-name>União Europeia</publisher-name>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref8">
<mixed-citation> COBO, M. J. et al. An approach for detecting, quantifying, and visualizing the evolution of a research field: a practical application to the Fuzzy Sets Theory field. Journal of Informetrics, v. 05, n. 01, p. 146-166, 2011a. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>COBO</surname>
<given-names>M. J</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>An approach for detecting, quantifying, and visualizing the evolution
of a research field: a practical application to the Fuzzy Sets Theory field</article-title>
<source>Journal of Informetrics</source>
<year>2011</year>
<volume>05</volume>
<issue>01</issue>
<fpage>146</fpage>
<lpage>166</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref9">
<mixed-citation> DE CLERCQ, D.; ARENIUS, P. The role of knowledge in business start-up activity. International Small Business Journal, v. 24, n. 04, p. 339-358, 2006. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>DE CLERCQ</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
<name>
<surname>ARENIUS</surname>
<given-names>P</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The role of knowledge in business start-up
activity</article-title>
<source>International Small Business Journal</source>
<year>2006</year>
<volume>24</volume>
<issue>04</issue>
<fpage>339</fpage>
<lpage>358</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref10">
<mixed-citation> DETIENNE, D. R.; CHANDLER, G. N. Opportunity identification and its role in the entrepreneurial classroom: a pedagogical approach and empirical test. Academy of Management Learning &amp; Education, v. 03, n. 03, p. 242-257, 2004. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>DETIENNE</surname>
<given-names>D. R</given-names>
</name>
<name>
<surname>CHANDLER</surname>
<given-names>G. N</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Opportunity identification and its role
in the entrepreneurial classroom: a pedagogical approach and empirical test</article-title>
<source>Academy of Management Learning &amp; Education</source>
<year>2004</year>
<volume>03</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>242</fpage>
<lpage>257</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref11">
<mixed-citation> FAIRLIE, R. W.; HOLLERAN, W. Entrepreneurship training, risk aversion and other personality traits: evidence from a random experiment. Journal of Economic Psychology, v. 33, n. 02, p. 366-378, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>FAIRLIE</surname>
<given-names>R. W</given-names>
</name>
<name>
<surname>HOLLERAN</surname>
<given-names>W</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Entrepreneurship training, risk aversion
and other personality traits: evidence from a random experiment</article-title>
<source>Journal of Economic Psychology</source>
<year>2011</year>
<volume>33</volume>
<issue>02</issue>
<fpage>366</fpage>
<lpage>378</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref12">
<mixed-citation> FAYOLLE, A.; GAILLY, B.; LASSAS-CLERC, N. Effect and counter-effect of entrepreneurship education and social context on student’s intentions. Estudios de Economia Aplicada, v. 24, n. 02, p. 509-523, 2006. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>FAYOLLE</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
<name>
<surname>GAILLY</surname>
<given-names>B</given-names>
</name>
<name>
<surname>LASSAS-CLERC</surname>
<given-names>N</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Effect and counter-effect of
entrepreneurship education and social context on student’s intentions</article-title>
<source>Estudios de Economia Aplicada</source>
<year>2006</year>
<volume>24</volume>
<issue>02</issue>
<fpage>509</fpage>
<lpage>523</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref13">
<mixed-citation> GARFIELD, E. Scientography: mapping the tracks of science. Current Contents: Social &amp; Behavioural Sciences, v. 07, p. 05–10, 1994.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>GARFIELD</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Scientography: mapping
the tracks of science</article-title>
<source>Current Contents: Social &amp; Behavioural Sciences</source>
<year>1994</year>
<volume>07</volume>
<fpage>05</fpage>
<lpage>10</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref14">
<mixed-citation> GIBBONS, M. et al. The New Production of Knowledge: The Dynamics of Science and Research in Contemporary Societies. London: Sage, 1994. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>GIBBONS</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<source>The New Production of Knowledge: The Dynamics of Science and Research in Contemporary Societies</source>
<year>1994</year>
<publisher-loc>London</publisher-loc>
<publisher-name>Sage</publisher-name>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref15">
<mixed-citation> GRECO, S. M. D. S.; FRIEDLAENDER JUNIOR, R. H.; TAMADA NETO, M. Empreendedorismo no Brasil 2010. 2011. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2016.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>GRECO</surname>
<given-names>S. M. D. S</given-names>
</name>
<name>
<surname>FRIEDLAENDER JUNIOR</surname>
<given-names>R. H</given-names>
</name>
<name>
<surname>TAMADA NETO</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<source>Empreendedorismo no Brasil 2010</source>
<year>2011</year>
<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2016/09/12">2016/09/12</date-in-citation>
<comment>http://www. gemconsortium.org/docs/download/451</comment>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref16">
<mixed-citation> HANSEN, D. J.; SHRADER, R.; MONLLOR, J. Defragmenting Definitions of Entrepreneurial Opportunity. Journal of Small Business Management, v. 49, n. 02, p. 283–304, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>HANSEN</surname>
<given-names>D. J</given-names>
</name>
<name>
<surname>SHRADER</surname>
<given-names>R</given-names>
</name>
<name>
<surname>MONLLOR</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Defragmenting Definitions of Entrepreneurial
Opportunity</article-title>
<source>Journal of Small Business Management</source>
<year>2011</year>
<volume>49</volume>
<issue>02</issue>
<fpage>283</fpage>
<lpage>304</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref17">
<mixed-citation> JACK, S. L.; ANDERSON, A. R. The effects of embeddedness on the entrepreneurial process. Journal of Business Venturing, v. 17, n. 05, p. 467-487, 2002. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>JACK</surname>
<given-names>S. L</given-names>
</name>
<name>
<surname>ANDERSON</surname>
<given-names>A. R</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The effects of embeddedness on the
entrepreneurial process</article-title>
<source>Journal of Business Venturing</source>
<year>2002</year>
<volume>17</volume>
<issue>05</issue>
<fpage>467</fpage>
<lpage>487</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref18">
<mixed-citation> LANDSTRÖM, H.; HARIRCHIC, G.; ASTRÖM, F. Entrepreneurship: exploring the knowledge base. Research Policy, v. 41, n. 07, p. 1154-1168, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>LANDSTRÖM</surname>
<given-names>H</given-names>
</name>
<name>
<surname>HARIRCHIC</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
<name>
<surname>ASTRÖM</surname>
<given-names>F</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Entrepreneurship: exploring the knowledge base</article-title>
<source>Research Policy</source>
<year>2011</year>
<volume>41</volume>
<issue>07</issue>
<fpage>1154</fpage>
<lpage>1168</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref19">
<mixed-citation> LIMA, E. et al. Educação Superior em Empreendedorismo e Intenções Empreendedoras dos Estudantes. Relatório do Estudo GUESSS Brasil 2013-2014. Grupo APOE – Grupo de Estudo sobre Administração de Pequenas Organizações e Empreendedorismo, PPGA-UNINOVE. Caderno de Pesquisa, São Paulo, n. 2014-03, 2014.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>LIMA</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Educação Superior em Empreendedorismo e Intenções Empreendedoras dos
Estudantes. Relatório do Estudo GUESSS Brasil 2013-2014</article-title>
<source>Caderno de Pesquisa</source>
<year>2014</year>
<issue>2014-03</issue>
<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
<comment>Grupo APOE – Grupo de
Estudo sobre Administração de Pequenas Organizações e Empreendedorismo,
PPGA-UNINOVE</comment>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref20">
<mixed-citation> LIÑAN, F.; RODRIGUEZ-COHARD, J. C.; RUEDA-CANTUCHE, J. M. Factors affecting entrepreneurial intention levels: a role for education. International Entrepreneurship and Management Journal, v. 7, n. 02, p. 195-218, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>LIÑAN</surname>
<given-names>F</given-names>
</name>
<name>
<surname>RODRIGUEZ-COHARD</surname>
<given-names>J. C</given-names>
</name>
<name>
<surname>RUEDA-CANTUCHE</surname>
<given-names>J. M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Factors affecting entrepreneurial intention
levels: a role for education</article-title>
<source>International Entrepreneurship and Management Journal</source>
<year>2011</year>
<volume>7</volume>
<issue>02</issue>
<fpage>195</fpage>
<lpage>218</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref21">
<mixed-citation> MARTIN, B. R. What can bibliometrics tell us about changes in the mode of knowledge production? Prometheus, v. 29, n. 04, 2011.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MARTIN</surname>
<given-names>B. R</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>What can bibliometrics tell us about changes in the mode of knowledge
production?</article-title>
<source>Prometheus</source>
<year>2011</year>
<volume>29</volume>
<issue>04</issue>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref22">
<mixed-citation> MCMULLAN, W. E.; GILLIN, L. M. Industrial viewpoint - entrepreneurship education - developing technological start-up: a case study of graduate entrepreneurship programme at Swinburne University. Techonovation, v. 18, n. 04, p. 275-286, 1998.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MCMULLAN</surname>
<given-names>W. E</given-names>
</name>
<name>
<surname>GILLIN</surname>
<given-names>L. M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Industrial viewpoint - entrepreneurship education -
developing technological start-up: a case study of graduate entrepreneurship
programme at Swinburne University</article-title>
<source>Techonovation</source>
<year>1998</year>
<volume>18</volume>
<issue>04</issue>
<fpage>275</fpage>
<lpage>286</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref23">
<mixed-citation> MITCHELL, R. K.; CHESTEEN, S. A. Enhancing entrepreneurial expertise - experimental pedagogy and the new venture expert script. Simulation &amp; Gaming, v. 26, n. 03, p. 288-306, 1995. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MITCHELL</surname>
<given-names>R. K</given-names>
</name>
<name>
<surname>CHESTEEN</surname>
<given-names>S. A</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Enhancing entrepreneurial expertise -
experimental pedagogy and the new venture expert script</article-title>
<source>Simulation &amp; Gaming</source>
<year>1995</year>
<volume>26</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>288</fpage>
<lpage>306</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref24">
<mixed-citation> MUÑOZ-LEIVA, F. et al. An application of co-word analysis and bibliometric maps for detecting the most highlighting themes in the consumer behaviour research from a longitudinal perspective. Qual Quant, v. 46, p. 1077–1095, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MUÑOZ-LEIVA</surname>
<given-names>F.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>An application of co-word analysis and bibliometric maps for
detecting the most highlighting themes in the consumer behaviour research from
a longitudinal perspective</article-title>
<source>Qual Quant</source>
<year>2011</year>
<volume>46</volume>
<fpage>1077</fpage>
<lpage>1095</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref25">
<mixed-citation> OCDE. Competitive Regional Clusters: National Policy Approaches. Paris: Organization for Economic Cooperation and Development, 2007.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<collab>OCDE.</collab>
</person-group>
<source>Competitive Regional Clusters: National Policy Approaches</source>
<year>2007</year>
<publisher-loc>Pari</publisher-loc>
<publisher-name>Organization for Economic Cooperation and Development</publisher-name>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref26">
<mixed-citation> OOSTERBEEK, V.; VAN PRAAG, M.; IJSSELSTEIN, A. The impact of entrepreneurship education on entrepreneurship skills and motivation. European Economic Review, v. 54, n. 03, p. 442-454, 2010. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>OOSTERBEEK</surname>
<given-names>V</given-names>
</name>
<name>
<surname>VAN PRAAG</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
<name>
<surname>IJSSELSTEIN</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The impact of entrepreneurship education on entrepreneurship skills and
motivation</article-title>
<source>European Economic Review</source>
<year>2010</year>
<volume>54</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>442</fpage>
<lpage>454</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref27">
<mixed-citation> PETERMAN, N. E.; KENNEDY, J. Enterprise Education: Influencing Students' Perceptions of Entrepreneurship. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 28, p. 129–144, 2003. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PETERMAN</surname>
<given-names>N. E</given-names>
</name>
<name>
<surname>KENNEDY</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Enterprise Education: Influencing Students' Perceptions of Entrepreneurship</article-title>
<source>Entrepreneurship Theory and Practice</source>
<year>2003</year>
<volume>28</volume>
<fpage>129</fpage>
<lpage>144</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref28">
<mixed-citation> PORTER, L. W. The relation of entrepreneurship education to business education. Simulation &amp; Gaming, v. 25, n. 03, p. 416-419, 1994. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PORTER</surname>
<given-names>L. W</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The relation of
entrepreneurship education to business education</article-title>
<source>Simulation &amp; Gaming</source>
<year>1994</year>
<volume>25</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>416</fpage>
<lpage>419</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref29">
<mixed-citation> RAMOS-RODRIGUEZ, A.; RUZ-NAVARRO, J. Changes in the intellectual structure of strategic management research: a bibliometric study of the Strategic Management Journal, 1980–2000. Strategic Management Journal, v. 25, p. 981–1004, 2004. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RAMOS-RODRIGUEZ</surname>
<given-names>A.</given-names>
</name>
<name>
<surname>RUZ-NAVARRO</surname>
<given-names> J.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Changes in the intellectual structure of strategic
management research: a bibliometric study of the Strategic Management Journal,
1980–2000</article-title>
<source>Strategic Management Journal</source>
<year>2004</year>
<volume>25</volume>
<fpage>981</fpage>
<lpage>1004</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref30">
<mixed-citation> RONDA-PUPO, G. A.; GUERRAS-MARTÍN, L. Á. Dynamics of the scientific community network within the strategic management field through the Strategic Management Journal 1980–2009: the role of cooperation. Scientometrics, v. 85, n. 03, p. 821–848, 2010. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RONDA-PUPO</surname>
<given-names>G. A.</given-names>
</name>
<name>
<surname>GUERRAS-MARTÍN</surname>
<given-names>L. Á.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Dynamics of the scientific
community network within the strategic management field through the Strategic
Management Journal 1980–2009: the role of cooperation</article-title>
<source>Scientometrics</source>
<year>2010</year>
<volume>85</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>821</fpage>
<lpage>848</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref31">
<mixed-citation> SANCHEZ, J. C. University training for entrepreneurial competencies: its impact on intention of venture creation. International Entrepreneurship and Management Journal, v. 07, n. 02, p. 239-254, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SANCHEZ</surname>
<given-names>J. C</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>University training
for entrepreneurial competencies: its impact on intention of venture creation</article-title>
<source>International Entrepreneurship and Management Journal</source>
<year>2011</year>
<volume>07</volume>
<issue>02</issue>
<fpage>239</fpage>
<lpage>254</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref32">
<mixed-citation> SCHRODER, E.; SCHMITT-RODERMUND, E. Crystallizing enterprising interests among adolescents through a career development program: the role of personality and family background. Journal of Vocational Behavior, v. 69, n. 03, p. 494-509, 2006. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SCHRODER</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
<name>
<surname>SCHMITT-RODERMUND</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Crystallizing enterprising interests
among adolescents through a career development program: the role of personality
and family background</article-title>
<source>Journal of Vocational Behavior</source>
<year>2006</year>
<volume>69</volume>
<issue>03</issue>
<fpage>494</fpage>
<lpage>509</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref33">
<mixed-citation> SEIKKULA-LEINO, J. The implementation of entrepreneurship education through curriculum reform in Finnish comprehensive schools. Journal of Curriculum Studies, v. 43, n. 01, p. 69-85, 2011. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SEIKKULA-LEINO</surname>
<given-names>J.</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The implementation of entrepreneurship education
through curriculum reform in Finnish comprehensive schools</article-title>
<source>Journal of Curriculum Studie</source>
<year>2011</year>
<volume>43</volume>
<issue>01</issue>
<fpage>69</fpage>
<lpage>85</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref34">
<mixed-citation> SEXTON, D. L. et al. Learning needs of growth-oriented entrepreneurs. Journal of Business Venturing, v. 12, n. 01, p. 01-08,1997. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SEXTON</surname>
<given-names>D. L</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Learning needs of growth-oriented entrepreneurs</article-title>
<source>Journal of Business Venturing</source>
<year>1997</year>
<volume>12</volume>
<issue>01</issue>
<fpage>01</fpage>
<lpage>08</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref35">
<mixed-citation> SUBOTZKY, G. Alternatives to the entrepreneurial university: new modes of knowledge production in community service programs. Higher Education, v. 38, n. 04, p. 401-440, 1999. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SUBOTZKY</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Alternatives to the entrepreneurial university: new modes
of knowledge production in community service programs</article-title>
<source>Higher Education</source>
<year>1999</year>
<volume>38</volume>
<issue>04</issue>
<fpage>401</fpage>
<lpage>440</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref36">
<mixed-citation> VESPER, R. H.; GARTNER, W. B. Measuring progress in entrepreneurship education. Journal Venturing, v. 12, n. 05, p. 403-421, 1997. </mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>VESPER</surname>
<given-names>R. H</given-names>
</name>
<name>
<surname>GARTNER</surname>
<given-names>W. B</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Measuring progress in entrepreneurship
education</article-title>
<source>Journal Venturing</source>
<year>1997</year>
<volume>12</volume>
<issue>05</issue>
<fpage>403</fpage>
<lpage>421</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref37">
<mixed-citation> VON GRAEVENITZ, G.; HARHOFF, D.; WEBER, R. The effects of entrepreneurship education. Journal of Economic Behavior &amp; Organization, v. 76, n. 01, 2010. P. 90-112.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>VON GRAEVENITZ</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
<name>
<surname>HARHOFF</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
<name>
<surname>WEBER</surname>
<given-names>R</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The effects of entrepreneurship
education</article-title>
<source>Journal of Economic Behavior &amp; Organization</source>
<year>2010</year>
<volume>76</volume>
<issue>01</issue>
<fpage>90</fpage>
<lpage>112</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref38">
<mixed-citation> YOUTIE, J.; SHAPIRA, P. Building an innovation hub: a case study of the transformation of university roles in regional technological and economic development. Research Policy, v. 37, n. 08, 2008. P. 1188-1204.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>YOUTIE</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
<name>
<surname>SHAPIRA</surname>
<given-names>P</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Building an innovation hub: a case study of the
transformation of university roles in regional technological and economic
development</article-title>
<source>Research Policy</source>
<year>2008</year>
<volume>37</volume>
<issue>08</issue>
<fpage>1188</fpage>
<lpage>1204</lpage>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_477749961007_ref39">
<mixed-citation> ZAHAO, H.; SEIBERT, S. E.; HILLS, G.E. The mediating role of self-efficacy in the development of entrepreneurial intentions. Journal of Applied Psychology, v. 90, n. 06, p. 1265-1272, 2005.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ZAHAO</surname>
<given-names>H</given-names>
</name>
<name>
<surname>SEIBERT</surname>
<given-names>S. E</given-names>
</name>
<name>
<surname>HILLS</surname>
<given-names>G.E</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>The mediating role of
self-efficacy in the development of entrepreneurial intentions</article-title>
<source>Journal of Applied Psychology</source>
<year>2005</year>
<volume>90</volume>
<issue>06</issue>
<fpage>1265</fpage>
<lpage>1272</lpage>
</element-citation>
</ref>
</ref-list>
<fn-group>
<title>Notas</title>
<fn id="fn1" fn-type="other">
<label>[1]</label>
<p>
		 Temas particulares ou áreas temáticas gerais.
	</p>
</fn>
<fn id="fn2" fn-type="other">
<label>[2]</label>
<p>
		 Educação para o empreendedorismo.
	</p>
</fn>
</fn-group>
<app-group>
<app id="app1">
<title>Apêndice</title>
<sec>
<title>APÊNDICE A</title>
<p>
<fig id="gf1">
<label>Figura A1</label>
<caption>
<title>Rede temática do Cluster 1
      – Período 0</title>
</caption>
<alt-text>Figura A1 Rede temática do Cluster 1
      – Período 0</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf2.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf2">
<label>Figura A2</label>
<caption>
<title>Rede temática do Cluster 1
      – Período 1</title>
</caption>
<alt-text>Figura A2 Rede temática do Cluster 1
      – Período 1</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf3.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf3">
<label>Figura A3</label>
<caption>
<title>Rede Temática do Cluster 1
      – Período 2</title>
</caption>
<alt-text>Figura A3 Rede Temática do Cluster 1
      – Período 2</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf4.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf4">
<label>Figura A4</label>
<caption>
<title>Rede temática do Cluster 2
      – Período 2</title>
</caption>
<alt-text>Figura A4 Rede temática do Cluster 2
      – Período 2</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf5.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf5">
<label>Figura A5</label>
<caption>
<title>Rede Temática do Cluster 3 – Período 2</title>
</caption>
<alt-text>    Figura
      A5 Rede Temática do Cluster 3 – Período 2</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf6.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf6">
<label>Figura A6</label>
<caption>
<title>Rede Temática do Cluster 4 – Período 2</title>
</caption>
<alt-text>Figura
      A6 Rede Temática do Cluster 4 – Período 2</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf7.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf7">
<label>Figura A7</label>
<caption>
<title>Rede Temática do Cluster 1 – Período</title>
</caption>
<alt-text>    Figura
      A7 Rede Temática do Cluster 1 – Período</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf8.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<fig id="gf11">
<label>Figura A8</label>
<caption>
<title>Rede Temática do Cluster 2
      – Período3</title>
</caption>
<alt-text>Figura A8 Rede Temática do Cluster 2
      – Período3</alt-text>
<graphic xlink:href="477749961007_gf12.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
</sec>
</app>
</app-group>
</back>
</article>