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				<journal-title>HISTÓRIA DEBATES E TENDÊNCIAS</journal-title>
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				<publisher-name>Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5335/hdtv.23n.3.15227</article-id>
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				<article-title>A GUERRA FRIA: ONTEM E HOJE</article-title>
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					<trans-title>THE COLD WAR: YESTERDAY AND TODAY</trans-title>
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			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic"><day>28</day><month>12</month><year>2023</year></pub-date>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
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		<p>A Guerra Fria foi um momento marcante do século XX. Por aproximadamente 45 anos, a disputa entre Estados Unidos da América (EUA) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) mobilizou os povos de todo o globo nos campos da política, da economia, da cultura, da ideologia, do esporte. Cada uma das duas superpotências envidava seus melhores recursos para demonstrar que a sua formação social - capitalista no caso dos EUA, socialista na URSS - era mais atraente aos olhos de sua própria sociedade e dos povos que estavam sob suas áreas de influência, mas também na mesma medida aos olhos dos cidadãos do outro lado.</p>
		<p>De 1945 a 1991, o mundo passou a conviver com o medo sistemático de uma guerra nuclear - algo que parecia adormecido, até a eclosão da Guerra da Ucrânia no inicio de 2022. O conflito no leste da Europa gerou grande interesse sobre as questões da Guerra Fria: a OTAN, a Crise dos Mísseis, o papel desempenhado pela China naquela época, foram temas que reapareceram no noticiário e no debate público mais de 30 anos após o fim da Guerra Fria com a dissolução da União Soviética.</p>
		<p>Mas outros temas que constituem a Guerra Fria também vêm sendo objeto de interesse de pesquisa de muitas pesquisadoras e pesquisadores da área da História. Uma amostra rica e significativa disso está presente nas páginas desse dossiê <bold>“A Guerra Fria: ontem e hoje”</bold> que a <bold><italic>Revista História: Debates e Tendências</italic></bold> oferece aos seus leitores nesse volume que se abre com o artigo de <bold>Leandro Morgenfeld</bold>, Professor da Universidade de Buenos Aires (UBA) intitulado “Argentina y la Doctrina Monroe: antes y después de la guerra fría” no qual o autor aborda a ressignificação dessa doutrina elaborada pelos Estados Unidos, em 1823, durante o período de conflito entre este país e a União Soviética, na manutenção do seu imperialismo para com o continente americano. O autor analisa o caso da guerra das Malvinas, quando a ditadura argentina, em conflito com a Grã-Bretanha, invocou o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), em busca de apoio regional, sendo negado pelos Estados Unidos.</p>
		<p>Na sequência, o artigo de <bold>Flávio Alves Combat</bold>, intitulado “A historiografia sobre a Guerra Fria: reflexões críticas sobre o pensamento de John Lewis Gaddis” se propõe a analisar criticamente as teses centrais na síntese historiográfica desenvolvida por John Lewis Gaddis. O autor entende que a obra daquele historiador estadunidense, com o propósito inicial de superar as teses revisionistas, acabou retomando as principais teses ortodoxas sobre a Guerra Fria, concluindo que esse pós-revisionismo, do qual Gaddis é a principal referência, acabou se convertendo em uma corrente historiográfica antirrevisionista.</p>
		<p>Em “Educação política e ‘literatura da práxis’ em relatos de viagem à URSS nos primeiros anos da Guerra Fria: dimensões da clandestinidade entre o testemunho e o ‘pacto autobiográfico’”, <bold>Diego Orgel Dal Bosco Almeida</bold> se preocupa em analisar os relatos de viagem produzidos por brasileiros que foram à União das Republicas Socialistas Soviéticas na primeira metade da década de 1950. Sob atento olhar em relação aos conceitos de educação clandestina e cultura política, Almeida demonstra como os comunistas brasileiros investiam em educação política em um período em que viviam na ilegalidade no país - além de realizar uma análise do livro <italic>As muralhas de Jericó</italic>, do gaúcho Josué Guimarães publicado em 2001 mas que foi escrito naquela conjuntura da Guerra Fria de início dos anos 1950.</p>
		<p>Em “Modernização, desenvolvimento e dependência nas relações Brasil-Estados Unidos durante a Guerra Fria: um debate a partir da Aliança para o Progresso no Nordeste brasileiro (1961-1964)”, <bold>Pedro Carvalho Oliveira</bold> demonstra, por meio da documentação diplomática produzida nos consulados estadunidenses no Brasil, o vínculo estabelecido entre os governos estaduais e os Estados Unidos, com a finalidade de evitar a “cubanização” do Brasil. Nos estados do Nordeste, soma-se ao governo João Goulart o temor ocasionado pelas futuras eleições para governo de Pernambuco e a atuação das Ligas Camponesas.</p>
		<p>No artigo “Antissemitismo e Anticomunismo no pensamento de Julio Meinvielle”, <bold>Leonardo da Rocha Botega</bold> apresenta a trajetória e o pensamento desse padre católico que atuou na Argentina entre as décadas de 1930 e 1970. Como demonstrado no artigo, tendo o anticomunismo e o antissemitismo como bases de sua pregação ao longo de cinco décadas de atuação, Julio Meinvielle se tornou um dos principais nomes do nacionalismo católico argentino, pensamento conversador que influenciou a política e a extrema direita militar do país naquele contexto.</p>
		<p>“Um best-seller para a Guerra Fria: o uso político do romance <italic>O Dr. Jivago</italic>, de Boris Pasternak”, de <bold>Josiane Mozer</bold>, aborda as formas como a literatura foi utilizada enquanto elemento de disputa na Guerra Fria. Partindo de uma diretriz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América, Mozer realiza uma profunda investigação histórica acerca dos usos políticos do romance <italic>O Dr. Jivago</italic>. Publicado originalmente em 1957 na Itália, dado o desinteresse das editoras soviéticas, rapidamente teve edições em inglês e francês sendo lançado no ano seguinte em português no Brasil - tudo isso dentro de uma rede de propaganda ideológica patrocinada pelos EUA através da CIA que apostava na influência anticomunista que o romance podia alcançar.</p>
		<p>“Os boicotes aos Jogos Olímpicos de Moscou (1980) e Los Angeles (1984) no contexto da Guerra Fria” escrito por <bold>Gérson Wasen Fraga</bold> encerra o dossiê trazendo o contexto histórico da não participação dos Estados Unidos da América nas Olimpíadas de 1980 e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas nas Olimpíadas de 1984. Partindo da Olimpíada de Londres de 1948, Fraga faz uma análise dos Jogos Olímpicos ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970 até chegar aos jogos disputados dentro dos territórios das duas superpotências da Guerra Fria, momentos nos quais o autor empreende uma apurada interpretação histórica sobre os usos do esporte na conjuntura das disputas ideológicas daquele período.</p>
		<p>Na seção Artigos Livres, temos o artigo de <bold>Márcio Santos de Santana</bold>, intitulado “A questão social e a juventude no processo de transição do Estado brasileiro (1926-1930)”, que reflete sobre transição estrutural de uma matriz lockeana (liberal) para uma matriz hobbesiana (corporativista) por meio da análise do Código de Menores. No artigo “Etnomusicologia, diversidade e inovação: os africanos e seus descendentes na música brasileira”, <bold>Alzira Lobo de Arruda Campos, Juliana Figueira da Horta e Rafael Lopes de Sousa</bold> enfocam as desigualdades históricas brasileiras a partir da Etnomusicologia, que estuda as condições de produção de gêneros musicais periféricos aos padrões europeus da música erudita. A seção se encerra com o artigo de <bold>Letícia Sabina Wermeier Krilow</bold> e <bold>Luis Carlos dos Passos Martins</bold> com o título “João Goulart e a grande imprensa nas eleições presidenciais (1955 e 1960): da subversão à revolução”, no qual analisam - através de criteriosa investigação realizada em <italic>O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã</italic> e <italic>Última Hora</italic> - como os jornais da grande imprensa carioca representaram a imagem daquele que fora eleito duas vezes vice-presidente da República.</p>
		<p>Agradecemos aos autores e autoras pela participação no dossiê e nesse número da revista, bem como por compartilharem seus saberes, fontes e trabalhos.</p>
		<p><bold>Dr. Charles Sidarta Machado Domingos</bold></p>
		<p><bold>Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSUL), Brasil</bold></p>
		<p><bold>Dr. Douglas Souza Angeli</bold></p>
		<p><bold>Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Brasil</bold></p>
		<p><bold>Dra. Ananda Simões Fernandes</bold></p>
		<p><bold>Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), Brasil</bold></p>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5335/hdtv.23n.3.15227</article-id>
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				<article-title>THE COLD WAR: YESTERDAY AND TODAY</article-title>
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			<p>The Cold War was a defining moment of the 20th century. For around 45 years, the dispute between the United States of America (USA) and the Union of Soviet Socialist Republics (USSR) mobilized people all over the world in the fields of politics, economics, culture, ideology and sport. Each of the two superpowers used its best resources to demonstrate that its social formation - capitalist in the case of the USA, socialist in the case of the USSR - was more attractive to the eyes of its own society and the peoples under its influence, but also to the same extent to the eyes of the citizens of the other side.</p>
			<p>From 1945 to 1991, the world lived with the systematic fear of nuclear war - something that seemed dormant until the outbreak of the Ukrainian War in early 2022. The conflict in Eastern Europe generated a great deal of interest in Cold War issues: NATO, the Missile Crisis and the role played by China at that time were topics that reappeared in the news and in public debate more than 30 years after the end of the Cold War and the dissolution of the Soviet Union.</p>
			<p>But other themes of the Cold War have also been the subject of research interest for many scholars in the field of history. A rich and significant sample of this can be found in the pages of this dossier, <bold>&quot;The Cold War: yesterday and today&quot;</bold>, which <bold><italic>História: Debates e Tendências</italic></bold> offers its readers in this volume. The current issue opens with an article by <bold>Leandro Morgenfeld</bold>, Professor at the University of Buenos Aires (UBA), entitled &quot;Argentina and the Monroe Doctrine: before and after the Cold War&quot; in which the author discusses the re-signification of this doctrine drawn up by the United States in 1823, during the period of conflict between this country and the Soviet Union, in maintaining its imperialism towards the American continent. The author analyzes the case of the Falklands War, when the Argentine dictatorship, in conflict with Great Britain, invoked the Inter-American Treaty of Reciprocal Assistance (TIAR) in search of regional support, which was denied by the United States.</p>
			<p><bold>Flávio Alves Combat</bold>'s article entitled &quot;The historiography of the Cold War: critical reflections on the thought of John Lewis Gaddis&quot; sets out to critically analyze the central theses in the historiographical synthesis developed by John Lewis Gaddis. The author believes that the work of this American historian, with the initial purpose of overcoming the revisionist theses, ended up taking up the main orthodox theses on the Cold War, concluding that this post-revisionism, of which Gaddis is the main reference, ended up becoming an anti-revisionist historiographical current.</p>
			<p>In “Political education and ‘praxis literature’ in travel writings to the USSR in the early of the Cold War: dimensions of clandestinity between testimony and ‘autobiographical pact’”, <bold>Diego Orgel Dal Bosco Almeida</bold> analyzes the travel reports produced by Brazilians who went to the Union of Soviet Socialist Republics in the first half of the 1950s. Taking a close look at the concepts of clandestine education and political culture, Almeida demonstrates how Brazilian communists invested in political education at a time when they were living illegally in the USSR. Also, he analyzes the book <italic>As Muralhas de Jericó</italic>, written by Josué Guimarães, from Rio Grande do Sul, published in 2001 but written during the Cold War in the early 1950s.</p>
			<p>In &quot;Modernization, development and dependency in Brazil-United States relations during the Cold War: a debate based on the Aliança para o Progresso no Nordeste brasileiro (Alliance for Progress in the Brazilian Northeast) (1961-1964)”, <bold>Pedro Carvalho Oliveira</bold> demonstrates, through diplomatic documentation produced by US consulates in Brazil, the link established between state governments and the United States, with the aim of avoiding the &quot;Cubanization&quot; of Brazil. In the Northeastern states, João Goulart's government was added to by the fear of future elections to the Pernambuco state government and the actions of the Ligas Camponesas (Peasant Leagues).</p>
			<p>In &quot;Antisemitism and Anticommunism in the thought of Julio Meinvielle&quot;, <bold>Leonardo da Rocha Botega</bold> presents the trajectory and thought of this Catholic priest who worked in Argentina between the 1930s and 1970s. As the paper shows, with anti-communism and anti-Semitism as the basis of his preaching over five decades of activity, Julio Meinvielle became one of the main names of Argentine Catholic nationalism, a conversational thought that influenced politics and the country's extreme military right in that context.</p>
			<p>In &quot;A best-seller for the Cold War: the political use of Boris Pasternak's novel <italic>Dr. Jivago</italic>&quot;, <bold>Josiane Mozer</bold> looks at the ways in which literature was used as an element of dispute in the Cold War. Based on a directive from the US National Security Council, Mozer carries out an in-depth historical investigation into the political uses of the novel <italic>Dr. Jivago</italic>. Originally published in 1957 in Italy, given the lack of interest from Soviet publishers, it was quickly published in English and French and released in Portuguese in Brazil the following year - all within an ideological propaganda network sponsored by the US through the CIA, which was banking on the anti-communist influence that the novel could achieve.</p>
			<p>&quot;The boycotts of the Olympic Games in Moscow (1980) and Los Angeles (1984) in the context of the Cold War&quot; by <bold>Gérson Wasen Fraga</bold> closes this dossier with the historical context of the non-participation of the United States of America in the 1980 Olympics and the Union of Soviet Socialist Republics in the 1984 Olympics. Starting with the 1948 London Olympics, Fraga analyzes the Olympic Games throughout the 1950s, 1960s and 1970s until he reaches the games played within the territories of the two Cold War superpowers, moments in which the author undertakes an accurate historical interpretation of the uses of sport in the context of the ideological disputes of that period.</p>
			<p>In the Free Articles section, we have the paper by <bold>Márcio Santos de Santana</bold>, entitled &quot;The social issue and youth in the process of transition of the Brazilian state (1926-1930)&quot;, which reflects on the structural transition from a Lockean (liberal) matrix to a Hobbesian (corporatist) matrix through an analysis of the Código de Menores (Minors' Code). In the article “Ethnomusicology, diversity and innovation: Africans and their descendants in Brazilian music”, <bold>Alzira Lobo de Arruda Campos, Juliana Figueira da Horta and Rafael Lopes de Sousa</bold> focus on Brazil's historical inequalities from the point of view of ethnomusicology, which studies the conditions of production of musical genres that are peripheral to European standards of classical music. The section ends with the article by <bold>Letícia Sabina Wermeier Krilow</bold> and <bold>Luis Carlos dos Passos Martins</bold> with the title “João Goulart and the press in the presidential elections (1955 and 1961): from subversion to revolution”, in which they analyze - through careful investigation carried out in <italic>O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã</italic> and <italic>Última Hora</italic> - how the newspapers of the major Rio press represented the image of the man who had been twice elected vice-president of the Republic.</p>
			<p>We would like to thank the authors for their participation in the dossier and in this issue of the journal, as well as for sharing their knowledge, sources and work.</p>
			<p><bold>Charles Sidarta Machado Domingos PhD</bold></p>
			<p><bold>Federal Institute of Education, Science and Technology of Rio Grande do Sul (IFSUL), Brazil</bold></p>
			<p><bold>Douglas Souza Angeli PhD</bold></p>
			<p><bold>Minas Gerais State University (UEMG), Brazil</bold></p>
			<p><bold>Ananda Simões Fernandes PhD</bold></p>
			<p><bold>Historical Archive of Rio Grande do Sul (AHRS), Brazil</bold></p>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5335/hdtv.23n.3.15227</article-id>
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				<article-title>LA GUERRA FRIA: AYER Y HOY</article-title>
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			<p>La Guerra Fría fue un momento crucial del siglo XX. Por aproximadamente 45 años, la disputa entre Estados Unidos de América (EE.UU.) y la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ha movilizado a la gente de todo el mundo en los campos de la política, la economía, la cultura, la ideología, el deporte. Cada una de las dos superpotencias desplegaba sus mejores recursos para demostrar que su formación social - capitalista en el caso de EEUU, socialista en la URSS - era más atractiva a los ojos de su propia sociedad y de los pueblos que estaban bajo sus áreas de influencia, pero también en la misma medida a los ojos de los ciudadanos del otro lado.</p>
			<p>De 1945 a 1991, el mundo pasó a convivir con el miedo sistemático a una guerra nuclear - algo que parecía adormecido, hasta el estallido de la Guerra de Ucrania a principios de 2022. El conflicto en el este de Europa generó gran interés sobre las cuestiones de la Guerra Fría: la OTAN, la Crisis de los Misiles, el papel desempeñado por China en aquella época, fueron temas que reaparecieron en las noticias y en el debate público más de 30 años después del fin de la Guerra Fría con la disolución de la Unión Soviética.</p>
			<p>Pero otros temas que constituyen la Guerra Fría también vienen siendo objeto de interés de investigación de muchas investigadoras e investigadores del área de la Historia. Una muestra rica y significativa de esto está presente en las páginas de ese dossier <bold>&quot;La Guerra Fría: ayer y hoy&quot;</bold> que la <bold><italic>Revista Historia: Debates y Tendéncias</italic></bold> oferece a sus lectores en ese volumen que se abre con el artículo de <bold>Leandro Morgenfeld</bold>, Profesor de la Universidad de Buenos Aires (UBA) titulado &quot;Argentina y la Doctrina Monroe: antes y después de la guerra fría&quot; en el que el autor aborda la resignificación de esa doctrina elaborada por Estados Unidos en 1823, durante el período de conflicto entre este país y la Unión Soviética, el mantenimiento de su imperialismo hacia el continente americano. El autor analiza el caso de la guerra de las Malvinas, cuando la dictadura argentina, en conflicto con Gran Bretaña, invocó el Tratado Interamericano de Asistencia Recíproca (TIAR), en busca de apoyo regional, siendo negado por Estados Unidos.</p>
			<p>En la secuencia, el artículo de <bold>Flavio Alves Combat</bold>, titulado &quot;La historiografía sobre la Guerra Fría: reflexiones críticas sobre el pensamiento de John Lewis Gaddis&quot; se propone analizar críticamente las tesis centrales en la síntesis historiográfica desarrollada por John Lewis Gaddis. El autor entiende que la obra de aquel historiador estadounidense, con el propósito inicial de superar las tesis revisionistas, acabó retomando las principales tesis ortodoxas sobre la Guerra Fría, concluyendo que ese post revisionismo, del cual Gaddis es la principal referencia, acabó convirtiéndose en una corriente historiográfica antirrevisionista.</p>
			<p>En &quot;Educación política y ‘literatura de praxi’ en relatos de viaje a la URSS en los primeros años de la Guerra Fría: dimensiones de la clandestinidad entre el testimonio y el 'pacto autobiográfico'&quot;, <bold>Diego Orgel Dal Bosco Almeida</bold> se preocupa por analizar los relatos de viaje producidos por brasileños que fueron a la Unión de las Republicas Socialistas Soviéticas en la primera mitad de la década de 1950. Bajo atenta mirada en relación a los conceptos de educación clandestina y cultura política, Almeida demuestra cómo los comunistas brasileños invertían en educación política en un período en que vivían en la ilegalidad en el país - además de realizar un análisis del libro <italic>Las murallas de Jericó</italic>, del gaucho Josué Guimarães publicado en 2001 pero que fue escrito en aquella coyuntura de la Guerra Fría de principios de los años 1950.</p>
			<p>En &quot;Modernización, desarrollo y dependencia en las relaciones Brasil-Estados Unidos durante la Guerra Fría: un debate a partir de la Alianza para el Progreso en el Nordeste brasileño (1961-1964)&quot;, <bold>Pedro Carvalho Oliveira</bold> muestra, por medio de la documentación diplomática producida en los consulados estadounidenses en Brasil , el vínculo establecido entre los gobiernos estaduales y Estados Unidos, con la finalidad de evitar la &quot;cubanización&quot; de Brasil. En los estados del Nordeste, se suma al gobierno João Goulart el temor ocasionado por las futuras elecciones para gobierno de Pernambuco y la actuación de las Ligas Campesinas.</p>
			<p>En el artículo &quot;Antissemitismo y Anticomunismo en el pensamiento de Julio Meinvielle&quot;, <bold>Leonardo da Rocha Botega</bold> presenta la trayectoria y el pensamiento de ese sacerdote católico que actuó en Argentina entre las décadas de 1930 y 1970. Como se demuestra en el artículo, teniendo el anticomunismo y el antisemitismo como bases de su predicación a lo largo de cinco décadas de actuación, Julio Meinvielle se convirtió en uno de los principales nombres del nacionalismo católico argentino, pensamiento conversador que influyó en la política y la extrema derecha militar del país en ese contexto.</p>
			<p>&quot;Un best-seller para la Guerra Fría: el uso político de la novela <italic>El Dr. Zhivago, de</italic> Boris Pasternak&quot;, de <bold>Josiane Mozer,</bold> aborda las formas como la literatura fue utilizada como elemento de disputa en la Guerra Fría. Partiendo de una directriz del Consejo de Seguridad Nacional de Estados Unidos, Mozer realiza una profunda investigación histórica acerca de los usos políticos de la novela <italic>El Dr. Zhivago</italic>. Publicado originalmente en 1957 en Italia, dado el desinterés de las editoriales soviéticas, rápidamente tuvo ediciones en inglés y francés siendo lanzado al año siguiente en portugués en Brasil - todo eso dentro de una red de propaganda ideológica patrocinada por EEUU a través de la CIA que apostaba en la influencia anticomunista que la novela podía alcanzar.</p>
			<p>&quot;Boicots a los Juegos Olímpicos de Moscú (1980) y Los Ángeles (1984) en el contexto de la Guerra Fría&quot; escrito por <bold>Gérson Wasen Fraga</bold> encerra el dossier trayendo el contexto histórico de la no participación de los Estados Unidos de América en las Olimpíadas de 1980 y de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas en las Olimpíadas de 1984. Partiendo de la Olimpiada de Londres de 1948, Fraga hace un análisis de los Juegos Olímpicos a lo largo de las décadas de 1950, 1960 y 1970 hasta llegar a los juegos disputados dentro de los territorios de las dos superpotencias de la Guerra Fría, momentos en los que el autor emprende una aguda interpretación histórica sobre los usos del deporte en la coyuntura de las disputas ideológicas de aquel período.</p>
			<p>En la sección Artículos Libres, tenemos el artículo de <bold>Márcio Santos de Santana,</bold> titulado &quot;La cuestión social y la juventud en el proceso de transición del Estado brasileño (1926-1930)&quot;, que reflexiona sobre transición estructural de una matriz Lockeana (liberal) para una matriz hobbesiana (corporativista) por medio del análisis del Código de Menores. En el artículo &quot;Etnomusicología, diversidad e innovación: los africanos y sus descendientes en la música brasileña&quot;, <bold>Alzira Lobo de Arruda Campos, Juliana Figueira da Horta e Rafael Lopes de Sousa</bold> centrarse en las desigualdades históricas brasileñas a partir de la Etnomusicología, que estudia las condiciones de producción de géneros musicales periféricos a los estándares europeos de la música erudita. La sección finaliza con el artículo de <bold>Letícia Sabina Wermeier Krilow</bold> y <bold>Luis Carlos dos Passos Martins</bold> con el título “João Goulart y la gran prensa en las elecciones presidenciales (1955 y 1960): de la subversión a la revolución”, en el que analizan - a través de una cuidadosa investigación realizada en <italic>O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã</italic> y <italic>Última Hora</italic> - cómo los periódicos de la gran prensa de Río representaban la imagen del hombre que había sido elegido dos veces vicepresidente de la República.</p>
			<p>Agradecemos a los autores y autoras por la participación en el dossier y en ese número de la revista, así como por compartir sus saberes, fuentes y trabajos.</p>
			<p><bold>Dr. Charles Sidarta Machado Domingos</bold></p>
			<p><bold>Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología Sul-rio-grandense (IFSUL), Brazil</bold></p>
			<p><bold>Dr. Douglas Souza Angeli</bold></p>
			<p><bold>Universidad del Estado de Minas Gerais (UEMG), Brazil</bold></p>
			<p><bold>Dra. Ananda Simões Fernandes</bold></p>
			<p><bold>Archivo Histórico de Rio Grande do Sul (AHRS), Brazil</bold></p>
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