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    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="nlm-ta">Vigilância Sanitária em Debate</journal-id>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">visa</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Vigilância Sanitária em Debate</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Vigilância Sanitária em Debate</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">2317-269X</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>INCQS-FIOCRUZ</publisher-name>
      </publisher>
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    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id">00014</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.22239/2317-269x.01349</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>RELATO DE EXPERIÊNCIA</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Metodologias ativas para a cultura de segurança</article-title>
        <trans-title-group xml:lang="en">
          <trans-title>Active methodologies for safety culture</trans-title>
        </trans-title-group>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6650-9817</contrib-id>
          <name>
            <surname>Almeida</surname>
            <given-names>Priscila Portes</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
          <xref ref-type="corresp" rid="c01">
            <sup>*</sup>
          </xref>
          <email>priportes@yahoo.com.br</email>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff1">
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital Regional Antônio Dias</institution>
        <institution content-type="orgname">Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Patos de Minas</named-content>
          <named-content content-type="state">MG</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Hospital Regional Antônio Dias, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Patos de Minas, MG, Brasil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01">
          <label>*</label> E-mail: 
          <email>priportes@yahoo.com.br</email>
        </corresp>
        <fn fn-type="conflict">
          <p>Conflito de Interesse</p>
          <p>Os autores informam não haver qualquer potencial conflito de interesse com pares e instituições, políticos ou financeiros deste estudo.</p>
        </fn>
      </author-notes>
      <!--pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
        <day>12</day>
        <month>03</month>
        <year>2021</year>
      </pub-date>
      <pubdate date-type="collection" publication-format="electronic"-->
        <pub-date pub-type="epub-ppub">
        <season>Oct-Dec</season>
        <year>2019</year>
      </pub-date>
      <volume>7</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>96</fpage>
      <lpage>103</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>09</day>
          <month>07</month>
          <year>2019</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>23</day>
          <month>10</month>
          <year>2019</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>
This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <title>RESUMO</title>
        <sec>
          <title>Introdução</title>
          <p> Dentre as estratégias propostas no Programa Nacional de Segurança do Paciente está a promoção da cultura de segurança do paciente.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objetivo</title>
          <p> Apresentar a experiência do Núcleo de Segurança do Paciente durante o ano de 2018 na promoção da cultura de segurança do paciente.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Método</title>
          <p> Aplicação de metodologias ativas de aprendizado, em um hospital público de médio porte de Minas Gerais, pertencente à Rede Sentinela da Anvisa.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Resultados</title>
          <p> A campanha “10 Metas – Segurança do Paciente” foi originada após a identificação e a priorização dos macroproblemas relacionados à segurança do paciente na instituição. As 10 metas definidas foram: 1) Comunicação efetiva; 2) Prevenção de queda; 3) Cirurgia segura; 4) Prevenção de lesão por pressão; 5) Uso seguro de sondas e cateteres; 6) Identificação segura; 7) Segurança medicamentosa; 8) Cuidado limpo e seguro; 9) Paciente envolvido; e 10) Uso seguro e racional do sangue. A estruturação das estratégias educacionais foi pautada em metodologias ativas de aprendizado e problematização.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusões</title>
          <p> Observou-se que o uso de metodologias ativas pode estimular e induzir os colaboradores e usuários a discutirem e a conhecerem o sentido da cultura de segurança do hospital.</p>
        </sec>
      </abstract>
      <trans-abstract xml:lang="en">
        <title>ABSTRACT</title>
        <sec>
          <title>Introduction</title>
          <p> The promotion of the patient safety culture makes part of the strategies proposed in the National Patient Safety Program.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objective</title>
          <p> This paper presented the experience of the Patient Safety Nucleus during 2018 in promoting the patient safety culture.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Method</title>
          <p> The use of active learning methodologies in a medium-sized public hospital in Minas Gerais, that belongs to the Sentinel Network of Anvisa.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Results</title>
          <p> The “10 Goals – Patient Safety” campaign originated after the identification and prioritization of the macroproblems related to patient safety in the institution. The 10 goals defined were: 1) Effective communication; 2) Fall prevention; 3) Safe surgery; 4) Prevention of pressure injury; 5) Safe use of probes and catheters; 6) Safe identification; 7) Drug safety; 8) Clean and safe care; 9) Patient involved; and 10) Safe and rational use of blood. The structuring of educational strategies was based on active learning and problematization methodologies.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusions</title>
          <p> It was observed that the use of active methodologies can stimulate and induce employees and users to discuss and know the meaning of the hospital safety culture.</p>
        </sec>
      </trans-abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt">
        <kwd>Segurança do Paciente</kwd>
        <kwd>Evento Adverso</kwd>
        <kwd>Metodologias Ativas de Aprendizado</kwd>
        <kwd>Educação Permanente</kwd>
      </kwd-group>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Patient Safety</kwd>
        <kwd>Adverse Event</kwd>
        <kwd>Active Learning Methodologies</kwd>
        <kwd>Permanent Education</kwd>
      </kwd-group>
      <counts>
        <fig-count count="4"/>
        <table-count count="0"/>
        <equation-count count="0"/>
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        <page-count count="8"/>
      </counts>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec sec-type="intro">
      <title>INTRODUÇÃO</title>
      <p>O relatório de Medicina da Academia Americana de Ciências 
        <italic>“To err is human: building a safer health system</italic>” é um marco internacional em segurança do paciente devido à apresentação de dados alarmantes sobre danos sofridos por pacientes americanos, com cerca de 44.000 a 98.000 óbitos anuais nos Estados Unidos decorrentes de eventos adversos (EA) relacionados à assistência hospitalar. Segundo o relatório, anualmente cerca de 1 milhão de pacientes admitidos nos hospitais americanos sofria EA relacionados à assistência, sendo mais da metade destes eventos decorrentes de falhas evitáveis
        <sup>
          <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Com o propósito de despertar a consciência e o comprometimento político para melhorar a segurança na assistência e apoiar os Estados-Membros no desenvolvimento de políticas públicas, foi criada a Aliança Mundial para Segurança do Paciente em 2004 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Numa parceria com a Comissão Conjunta Internacional (
        <italic>Joint Commission International</italic> – JCI), a OMS tem incentivado a adoção de seis metas internacionais de segurança do paciente com a finalidade de promover boas práticas para a redução de riscos e EA em serviços de saúde. As seis metas são: 1) identificar corretamente o paciente; 2) melhorar a comunicação entre profissionais de saúde; 3) melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância; 4) assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos; 5) higienizar as mãos para evitar infecções relacionadas a assistência à saúde; e 6) reduzir o risco de lesões ao paciente em decorrência de quedas
        <sup>
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Continuando esse movimento, no Brasil, em 2013, o Ministério da Saúde instituiu, através da Portaria nº 529, de 1º de abril, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Na sequência, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36, de 25 de julho de 2013, tornando compulsória a notificação dos EA ocorridos nos estabelecimentos de Saúde do território nacional. No artigo 2º da referida RDC, foram excluídos do escopo desta resolução os consultórios individualizados, os laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar.</p>
      <p>Dentre as estratégias propostas no PNSP está a promoção da cultura de segurança do paciente. À luz da RDC nº 36/2013, entende-se cultura de segurança como:</p>
      <disp-quote>
        <p>conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o comprometimento com a gestão da saúde e da segurança, substituindo a culpa e a punição pela oportunidade de aprender com as falhas e melhorar a atenção à saúde
          <sup>
            <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
          </sup>.
        </p>
      </disp-quote>
      <p>Por sua vez, a Segurança do Paciente é “[...] a redução a um mínimo aceitável do risco de danos desnecessários relacionados aos cuidados de saúde” e incidente é um “evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente”
        <sup>
          <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Nesta perspectiva é reconhecida a falibilidade do ser humano e, ao mesmo tempo, a necessidade de vigilância constante e de estratégias de prevenção de erros e de danos ao paciente, para as quais a capacitação dos profissionais responsáveis pela prestação de cuidados é essencial.</p>
      <p>Para a transformação do cotidiano e das práticas profissionais é necessária a promoção de aprendizado no trabalho, ou seja, de ações de Educação Permanente em Saúde (EPS). A EPS se resume na proposta de incorporação na rotina de trabalho das instituições, práticas de ensino e aprendizagem significativa, com o objetivo de gerar reflexão sobre o processo de trabalho e mudança institucional
        <sup>
          <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Em 2004, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) com a finalidade de desenvolver os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da articulação e integração entre ensino, serviço e comunidade. Com o intuito de melhorar as práticas do trabalho, a PNEPS busca, através de reflexões críticas, aliar a academia ao universo laboral provocando a interseção entre o aprender e o ensinar na realidade dos serviços
        <sup>
          <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A EPS é estruturada a partir da problematização dos eventos da realidade no trabalho, onde a busca por soluções valoriza os conhecimentos e as experiências prévias de cada indivíduo
        <sup>
          <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
        </sup>. Nessa vertente estão ancoradas as metodologias ativas que lançam meio da problematização como estratégia de ensino-aprendizagem, para que o aprendiz seja motivado a examinar, refletir, relacionar vivências prévias e ressignificar novas descobertas
        <sup>
          <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>O termo “metodologia ativa” se refere a uma concepção de educação crítico-reflexiva, que se fundamenta no estudante como promotor da sua própria ação educativa
        <sup>
          <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
        </sup>. Nesse processo, a autonomia e liberdade são valorizadas no sentido de o aluno ser o protagonista no desenvolvimento do seu próprio conhecimento. As metodologias ativas se apresentam como ferramentas necessárias para a ampliação de novas possibilidades de escolha num processo de tomada de decisão
        <sup>
          <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>O objetivo deste trabalho foi apresentar a experiência de um hospital público de médio porte de Minas Gerais na promoção da cultura de segurança do paciente, a partir do uso de metodologias ativas de aprendizado no desenvolvimento da campanha “10 metas – Segurança do Paciente” durante o ano de 2018.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="methods">
      <title>MÉTODO</title>
      <p>Este trabalho caracteriza-se como um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) durante o ano de 2018.</p>
      <p>O cenário onde a experiência foi desenvolvida se caracteriza como um hospital público de Minas Gerais, referência de atendimentos de média e alta complexidade para a macrorregião noroeste do estado, com 120 leitos e pertencente a Rede Sentinela da Anvisa há aproximadamente 10 anos.</p>
      <p>A campanha “10 Metas – Segurança do Paciente” foi originada após a realização da identificação e priorização dos macroproblemas relacionados à segurança do paciente na instituição, por meio da aplicação do diagrama de afinidades e matriz de priorização com os membros do NSP. Essas ferramentas foram escolhidas devido à facilidade de aplicação e de alcance dos resultados.</p>
      <p>A identificação dos macroproblemas foi a primeira etapa do planejamento da campanha, realizada por meio de 
        <italic>brainstorming</italic>: cada membro do NSP escrevia em uma tarjeta um problema envolvendo a temática da segurança do paciente. Cada participante recebeu três tarjetas, ou seja, cada um tinha a oportunidade de registrar até três problemas de segurança. Posteriormente, as tarjetas foram numeradas e coladas em um quadro, expondo todos os problemas de segurança percebidos pelos participantes
        <sup>
          <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A segunda etapa envolveu a aplicação do diagrama de afinidades. As tarjetas foram agrupadas por meio de núcleos de sentidos e cada agrupamento recebeu o título que melhor representasse os problemas mencionados
        <sup>
          <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Após a identificação dos macroproblemas, procedeu-se à terceira etapa: priorização do macroproblema.</p>
      <p>A priorização dos macroproblemas é necessária para apoiar a tomada de decisão e para direcionar qual é o problema que tem gerado maior impacto com viabilidade de intervenção. Sendo assim, os macroproblemas foram organizados em uma tabela na qual para cada item era dada uma pontuação variando de 0 a 3 (0-baixa; 1-significativa; 2-alta e 3-muito alta). A matriz decisória utilizada avaliou as dimensões: relevância, prazo/urgência, factibilidade e viabilidade. Após o grupo de atores acordarem a pontuação de cada item e somarem a pontuação total de cada macroproblema, foi realizada a hierarquização dos macroproblemas baseada nas maiores pontuações
        <sup>
          <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
        </sup>. O resultado demonstrou como macroproblema prioritário a “Baixa adesão aos protocolos de segurança do paciente”.
      </p>
      <p>Cientes da realidade mapeada, iniciamos o levantamento das intervenções necessárias para a tratativa da “Baixa adesão aos protocolos de segurança do paciente”. Assim, frente aos seis protocolos do PNSP (cirurgia segura; higienização das mãos; prevenção de quedas; prevenção de lesão por pressão; identificação segura e segurança medicamentosa) e aos principais problemas de segurança do paciente identificados no monitoramento de EA (comunicação; uso de sondas e cateteres; hemotransfusão e envolvimento do paciente no centro do cuidado), foram definidas as 10 metas a serem trabalhadas, relacionadas a cada uma dessas temáticas.</p>
      <p>As 10 metas definidas foram: 1) Comunicação efetiva; 2) Prevenção de queda; 3) Cirurgia segura; 4) Prevenção de lesão por pressão; 5) Uso seguro de sondas e cateteres; 6) Identificação segura; 7) Segurança medicamentosa; 8) Cuidado limpo e seguro; 9) Paciente envolvido; e 10) Uso seguro e racional do sangue.</p>
      <p>O desenvolvimento da campanha enfatizou as ações educativas com metodologias ativas de aprendizado com o objetivo de construir um aprendizado consistente e crítico em relação às questões concernentes à segurança do paciente. A duração de execução de cada meta foi de um mês.</p>
      <p>A estruturação das ações educacionais ocorreu nos moldes das metodologias ativas de aprendizado com destaque no uso da problematização das situações reais de trabalho. Os veículos utilizados para aplicação da metodologia foram: jogos educativos, júri simulado, discussão de situação-problema, simulação realística, blitz setoriais, dentre outras. Além das técnicas e ferramentas empregadas, foi de suma importância para o sucesso da campanha o uso dos materiais educativos de apoio que foram especialmente produzidos: cartazes, folder, cartilha, plaquinhas para fotos, chocolates personalizados e pulseiras.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="results|discussion">
      <title>RESULTADOS E DISCUSSÃO</title>
      <p>Em janeiro realizamos a confecção do material educativo de apoio e divulgação da campanha: faixa, cartazes, folder, calendário de mesa, cartilha para o servidor, imagens para divulgação digital, bótons com a logo da campanha para identificação dos membros do NSP e personalização de caixa de chocolates, sendo que cada chocolate recebeu a logomarca de uma das metas desenvolvidas (
        <xref rid="f01" ref-type="fig">Figura 1</xref>).
      </p>
      <p>
        <fig id="f01">
          <label>Figura 1</label>
          <caption>
            <title>Material de divulgação da campanha “10 Metas – Segurança do Paciente”, 2018.</title>
          </caption>
          <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf01.jpg"/>
          <attrib>Autor: Priscila P. Almeida, 2018.</attrib>
        </fig>
      </p>
      <p>Finalizada a preparação do material a ser usado, o NSP iniciou em fevereiro a divulgação da campanha em toda instituição, abordando os profissionais em seus ambientes de trabalho. Nesse momento era apresentada a proposta da campanha e as metas a serem trabalhadas ao longo do ano. Foi empregada uma dinâmica envolvendo as temáticas referentes às metas de segurança do paciente. Nela, cada profissional que, de forma voluntária, apresentasse seus conhecimentos sobre cada tema recebia um chocolate com a logomarca da campanha.</p>
      <p>Para trabalhar a “Meta 1 – Comunicação Efetiva”, promovemos em março o I Seminário de Comunicação Efetiva da Instituição. Uma pesquisa realizada em 2016 defende que a efetividade da comunicação na área da saúde pode reduzir a incidência de EA, conferindo, assim, maior segurança no cuidado ao paciente. Em contrapartida, danos graves podem advir aos pacientes em virtude das falhas na comunicação
        <sup>
          <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
        </sup>. Assim, com o objetivo de elucidar os principais aspectos relacionados com a melhoria da comunicação, foram abordados cinco temas pelos palestrantes convidados: Cerimonial e Cerimônia; Prontuário Médico – Responsabilidade Legal; Comunicação no Hospital Regional Antonio Dias – Ferramentas Padronizadas; Ética Profissional – Como lidar com o sigilo no ambiente de trabalho e Ouvidoria. Ressalta-se que houve expressiva participação de gestores, lideranças e profissionais da assistência neste evento.
      </p>
      <p>A Meta 2 abordou a temática quedas, visto que estas, além dos danos físicos e emocionais, comprometem a confiança do paciente e da família nas instituições de saúde, assim como demandam maior investimento financeiro aos serviços pelo aumento do tempo de internação, procedimentos, tratamentos e exames para reduzir os possíveis danos causados aos pacientes
        <sup>
          <xref rid="B10" ref-type="bibr">10</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A promoção da “Meta 2 – Prevenção de Queda” envolveu a revisão multidisciplinar da rotina padronizada para prevenção de quedas e o treinamento da equipe, além da divulgação de cartazes de orientação. Também foi realizado um levantamento nas dependências da instituição, pela equipe do serviço de medicina ocupacional, dos riscos ambientais de queda. Nas palestras foi grande a participação das equipes de enfermagem e da fisioterapia.</p>
      <p>Em 2008, a OMS lançou o desafio global “Cirurgias seguras salvam vidas”, que teve seu lançamento no Brasil pelo Ministério da Saúde em 13 de maio de 2010
        <sup>
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
        </sup>. Porém, apenas em 2013 este protocolo foi implantando em nosso hospital. Apesar dos avanços na aplicação deste protocolo, havia a necessidade de fortalecimento de algumas rotinas. Assim, a implementação da “Meta 3 – Cirurgia Segura” iniciou com a formalização de tal rotina. Com a contribuição da coordenação do Bloco Cirúrgico foi elaborado um procedimento operacional padrão (POP) com a descrição da atividade. Na sequência, foi preparado dentro do Bloco Cirúrgico, em um local de acesso exclusivo para funcionários do setor, um corredor de sensibilização, em cujas paredes fixamos placas com EA relacionados à cirurgia ocorridos na instituição, preservando o anonimato do paciente e dos profissionais envolvidos, e dados sobre a eficácia da aplicação do protocolo (
        <xref rid="f02" ref-type="fig">Figura 2</xref>). A proposta foi que, após passarem por esse corredor de sensibilização, os profissionais assistissem a um pequeno vídeo sobre os principais pontos do protocolo de “Cirurgia segura salva vidas”. Esse vídeo também foi divulgado em outros setores do hospital e nas redes sociais. A repercussão do vídeo foi positiva e houve a solicitação das equipes de que mais ações educativas fossem realizadas nesse formato.
      </p>
      <p>
        <fig id="f02">
          <label>Figura 2</label>
          <caption>
            <title>Corredor de sensibilização no Bloco Cirúrgico campanha “10 Metas – Segurança do Paciente”, 2018.</title>
          </caption>
          <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf02.jpg"/>
          <attrib>Autor: Priscila P. Almeida, 2018.</attrib>
        </fig>
      </p>
      <p>Num primeiro momento, alguns membros da equipe do setor manifestaram desconforto com os cartazes que foram expostos, mostrando os EA cirúrgicos ocorridos na Instituição. O impasse foi resolvido após o esclarecimento dos objetivos educativos da campanha, os quais envolviam a sensibilização da equipe cirúrgica para a prevenção destes eventos. Em contrapartida, outros profissionais demonstraram apoio a esse tipo de divulgação frente a importância das medidas preventivas elencadas no protocolo de cirurgia segura.</p>
      <p>A relevância dessa meta se ancora no fato de que um em cada 150 pacientes hospitalizados morre em consequência de um incidente e aproximadamente dois terços dos EA estão associados a procedimentos cirúrgicos
        <sup>
          <xref rid="B11" ref-type="bibr">11</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Em junho desenvolvemos a “Meta 4 – Prevenção de Lesão por Pressão”. As lesões por pressão representam um grande desafio para assistência à saúde, demandando elevados custos financeiros e emocionais para os pacientes, familiares e para as organizações de saúde, além de serem consideradas como um problema de alta incidência em pacientes hospitalizados
        <sup>
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Com um animado jogo de tabuleiro gigante de 4,5 m de comprimento, contendo 30 casas (
        <xref rid="f03" ref-type="fig">Figura 3</xref>), discutimos sobre a temática das lesões por pressão. Elaboramos 50 cartas com perguntas sobre prevenção e tratamento de lesão por pressão, quatro cartas da sorte e quatro de azar. As perguntas continham estudos de caso, questões abertas e de múltipla escolha, com diferentes níveis de complexidade. No mesmo ambiente do treinamento, preparamos uma exposição com as coberturas disponíveis na instituição para tratamento das lesões por pressão e, durante as respostas, eram apresentadas as melhores coberturas para tratamento daqueles casos. Os participantes eram divididos em equipes. Para evoluir no jogo os participantes deveriam após jogar o dado, escolher uma carta de pergunta e respondê-la. Caso a resposta estivesse certa, a equipe escolhia uma carta da sorte que dava a chance de progredir ainda mais no jogo. Na ocorrência de resposta errada a equipe retirava uma carta de azar com uma punição para retroceder nas casas. A equipe que primeiro completasse o tabuleiro era considerada como vencedora e ganhava uma caixa de chocolate personalizada com as 10 metas da campanha.
      </p>
      <p>
        <fig id="f03">
          <label>Figura 3</label>
          <caption>
            <title>Tabuleiro gigante para treinamento de prevenção e tratamento de lesão por pressão, campanha “10 Metas – Segurança do Paciente”, 2018.</title>
          </caption>
          <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf03.jpg"/>
          <attrib>Autor: Priscila P. Almeida, 2018.</attrib>
        </fig>
      </p>
      <p>A aleatoriedade na escolha das perguntas por equipe tornava cada treinamento único, diferindo o conteúdo explorado nos treinamentos. As discussões eram muito ricas e construtivas. Tivemos profissionais que participaram de mais de um treinamento justamente pela variação dos assuntos abordados em cada encontro. O dinamismo das discussões e o alto envolvimento de todos os membros das equipes foram responsáveis pela expressiva aprovação do método de treinamento pelos participantes. A partir de então, a campanha ganhou mais força, através de maior engajamento pela liderança e maior adesão às ações pelos colaboradores.</p>
      <p>Os dispositivos de uso médico hospitalar demandam cada vez mais conhecimento e atenção por parte do profissional da saúde em utilizá-los tendo em vista a diversidade dos modelos, fabricantes e distintas formas de uso e de complexidade. Uma pesquisa brasileira em unidade de terapia intensiva (UTI) e semi-intensiva evidenciou que a perda de sonda nasogástrica foi o EA mais recorrente
        <sup>
          <xref rid="B12" ref-type="bibr">12</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A “Meta 5 – Uso Seguro de Sondas e Cateteres” foi desenvolvida com apoio da simulação realística. Após a revisão das rotinas de sondagem enteral e vesical, realizamos os treinamentos de simulação envolvendo estas técnicas com abordagem dos pontos críticos de cada procedimento. Esse tipo de ferramenta é importante quando se objetiva corrigir falhas na realização de técnicas. Nesse caso, havia necessidade de sensibilizar a equipe de enfermagem na adoção de práticas mais seguras na utilização de sondas e cateteres.</p>
      <p>Considerando que processos falhos de identificação do paciente estão entre as causas mais frequentes de EA relacionados à administração incorreta de medicamentos, de sangue e hemoderivados, liberação de resultados incorretos de exames diagnósticos, falhas em procedimentos cirúrgicos e troca de recém-nascidos
        <sup>
          <xref rid="B13" ref-type="bibr">13</xref>
        </sup>, para a “Meta 6 – Identificação Segura”, revisamos a Política de Identificação da instituição além de divulgarmos um cartaz da Anvisa sobre identificação do paciente. Mas a principal ação foi a “Blitz de Identificação” realizada nos setores assistenciais. Para tal, utilizamos um formulário para auditoria da identificação dos pacientes e, após a verificação, os servidores do setor eram reunidos para receber o resultado da auditoria. Nesse momento os servidores recebiam uma pulseira de identificação com dados fictícios com nomes de pessoas famosas, acreditando que as pulseiras teriam os seus dados corretos. Ao perceberem a divergência de informações, a equipe do NSP reforçava a importância da identificação correta. O encontro foi encerrado com a entrega de um chocolate em que a sua logomarca foi intencionalmente trocada e com fotos dos participantes com as plaquinhas sobre identificação. Das 16 auditorias durante as blitze, observamos que 86% dos pacientes estavam identificados com pulseira. De forma lúdica e interativa, a equipe assistencial manifestou interesse e preocupação com a identificação segura do paciente.
      </p>
      <p>Em setembro promovemos a “Meta 7 – Segurança Medicamentosa”. É sabido que os principais tipos de EA envolvendo medicações decorrem de omissão, erro de dose ou horário e falha na administração
        <sup>
          <xref rid="B14" ref-type="bibr">14</xref>
        </sup>. Além das medidas para monitoramento das etapas do processo de medicação, as organizações de saúde devem investir em educação permanente para os profissionais de saúde com o objetivo de fortalecer a cultura de segurança local e ampliar as evidências concernentes às questões farmacológicas e seus riscos na prática assistencial
        <sup>
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Com a intencionalidade de estimular o pensamento crítico sobre a segurança medicamentosa organizamos uma ação educativa do tipo “júri simulado”, no qual os participantes desempenhavam o papel de representante do colegiado gestor da instituição e tinham a missão de analisar criticamente um 
        <italic>never event</italic> relacionado à troca de medicação com desfecho de óbito e propor um plano de ação. A divulgação desse evento foi através de cartaz com 
        <italic>layout</italic> de jornal intitulado “Jornal do Povo – 
        <italic>Fake News</italic>” que trazia a manchete do óbito de uma criança de dois anos, vítima de troca de medicação. Os corredores de acesso ao local do evento e auditório foram decorados com plaquinhas com os “nove certos da medicação”: medicamento certo, compatibilidade medicamentosa, orientação ao paciente, direito de recusar o medicamento, anotação correta, dose certa, via certa, horário certo e paciente certo
        <sup>
          <xref rid="B15" ref-type="bibr">15</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>O treinamento iniciava-se apresentando o papel que os participantes deveriam representar e, em seguida, eles assistiam a um vídeo de uma entrevista com a suposta profissional envolvida no EA. Em grupos de até oito pessoas, ao receberem um dossiê com a investigação cronológica do EA, eles discutiam sobre os fatores que contribuíram para tal ocorrência e definiam as estratégias necessárias para prevenção do evento. Cada grupo teve a oportunidade de apresentar os resultados de sua discussão e a turma definia um consenso sobre o problema. A ação foi finalizada com fotos dos participantes segurando as plaquinhas com os “11 certos da medicação” e a entrega de uma lembrancinha: balinhas em forma de comprimido em uma embalagem de medicamento personalizada com a identificação de um princípio ativo, na parte interna da embalagem havia uma informação sobre a importância da adequada identificação.</p>
      <p>A reação dos participantes foi emocionante. A preocupação com os riscos envolvendo a identificação do paciente era expressada pelos participantes. Ademais, os apontamentos apresentados pelos grupos demonstraram alta consciência sobre os riscos relacionados a administração de medicações.</p>
      <p>As rotinas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) foram abordadas com a “Meta 8 – Cuidado Limpo e Seguro”. Estimativas da OMS revelam que entre 5% a 10% dos pacientes que utilizam os serviços hospitalares adquirem uma ou mais IRAS e os tipos mais incidentes são: infecções de sítio cirúrgico, pneumonias associadas à ventilação mecânica, infecções associadas a cateteres e infecções do trato urinário associadas ao uso de sondas
        <sup>
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
        </sup>. Frente a esta realidade, com intuito de promover uma capacitação dinâmica e realística, realizamos um treinamento dividido em estações. Já na recepção do auditório os participantes eram divididos em grupos de até seis pessoas. Neste ambiente haviam cartazes contendo os resultados de IRAS da instituição.
      </p>
      <p>A 
        <italic>1ª estação</italic> trazia a técnica de higienização das mãos, os cinco momentos para higiene das mãos e algumas placas de culturas demonstrando a contaminação de superfícies como bomba de infusão, grades da cama, teclado do computador e telefone. Em duplas, os participantes recebiam uma prancheta com cartões com as imagens dos movimentos da técnica de higienização das mãos. A dupla que remontasse corretamente a sequência em menor tempo era presenteada com um bloquinho de anotação personalizado. Em seguida, a sequência correta era demonstrada com apoio de um 
        <italic>flipchart</italic> com as imagens da técnica e cada um realizava a técnica com preparação alcoólica sob a forma gel impregnado com pigmento fluorescente. Na sequência os “Cinco momentos da higienização das mãos” eram relembrados e as placas de culturas apresentadas.
      </p>
      <p>A 
        <italic>2ª estação</italic> foi preparada com um jogo de tabuleiro de mesa com imagens que representavam as rotinas de higienização das mãos e de controle de infecção. Na legenda preparada para esse jogo foram apresentadas as principais condutas para a prevenção de IRAS e as falhas relacionadas à assistência mais frequentes. A dupla que concluísse primeiro o tabuleiro era a ganhadora e era premiada com uma caneta com um 
        <italic>topper</italic> de mãozinha.
      </p>
      <p>Na sequência, os participantes tinham seus olhos vendados e, ao serem conduzidos para a 
        <italic>3ª estação</italic>, sem perceberem, eram impregnados com pós coloridos e fluorescentes à base de amido pelo condutor. Essa estação foi preparada em um ambiente totalmente escuro, onde simulamos um leito com um paciente com múltiplos dispositivos e alguns materiais relacionados à assistência. Também simulamos uma estação de trabalho administrativo com um computador e demais instrumentos afins. Todas as superfícies foram impregnadas com os pós coloridos, com intuito de cada cor representar a diversidade microbiológica presente no ambiente. Ao entrarem na sala, uma lâmpada ultravioleta era acesa e as vendas retiradas. O grupo discutia então sobre como seria a nossa conduta se enxergássemos a olho nu a contaminação presente no ambiente (
        <xref rid="f04" ref-type="fig">Figura 4</xref>).
      </p>
      <p>
        <fig id="f04">
          <label>Figura 4</label>
          <caption>
            <title>Espaço simulando a contaminação do ambiente, campanha “10 Metas – Segurança do Paciente”, 2018.</title>
          </caption>
          <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf04.jpg"/>
          <attrib>Autor: Priscila P. Almeida, 2018.</attrib>
        </fig>
      </p>
      <p>Essa ação educativa demandou maior estrutura e maior equipe de apoio, em especial do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. No entanto, foi uma das ações com maior adesão pelos profissionais. A reação imediata dos participantes foi de impactação e preocupação com as práticas para um cuidado limpo, incluindo a higienização das mãos.</p>
      <p>A “Meta 9 – Paciente Envolvido” foi voltada especificamente para ações junto aos pacientes durante todo o mês de novembro. Além dos membros do NSP, envolvemos os profissionais do Serviço Social, Terapia Ocupacional e Fisioterapia. A primeira ação foi a realização de rodas de conversa com pacientes e acompanhantes para orientação sobre as rotinas do hospital e as boas práticas de segurança do paciente.</p>
      <p>Convidamos um grupo de palhaços que já desenvolvem um trabalho social no hospital para realizarem ações lúdicas com os temas dos protocolos de segurança do paciente. Cabe ressaltar que, previamente, foi realizada capacitação para estes voluntários, discutindo os assuntos que deveriam ser abordados.</p>
      <p>Outra parceria realizada foi com os graduandos de fisioterapia de uma universidade do município para a realização de um dia de Toque Terapêutico. Nesse dia os pacientes e acompanhantes que manifestavam interesse recebiam uma massagem relaxante.</p>
      <p>As ações da meta 9 foram encerradas com uma visita aos leitos, pelo NSP, para distribuição de cartilhas para aos pacientes e acompanhantes sobre os protocolos de segurança do paciente e as formas como poderiam contribuir para a segurança na sua assistência.</p>
      <p>Foi um mês muito especial, quando os pacientes e acompanhantes receberam maior atenção no sentido de sensibilizá-los para assumirem o papel de centro do cuidado. A literatura aborda essa temática defendendo que o paciente deve ser o cerne da preocupação dos profissionais e da alta gestão, pois, quando ele participa ativamente de seu cuidado e tratamento, deixa a passividade de ser apenas um receptor de cuidados e passa a contribuir com uma assistência mais segura, fortalecido do seu papel como cidadão e consumidor de serviços de saúde
        <sup>
          <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A última meta da campanha colocava em pauta a hemovigilância, visto que a prática transfusional é uma terapêutica largamente utilizada no âmbito da saúde com inegáveis benefícios, mas que carrega consigo também múltiplos riscos que podem ser severos e letais ao paciente
        <sup>
          <xref rid="B16" ref-type="bibr">16</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A “Meta 10 – Uso Seguro e Racional do Sangue” discutia sobre todas as etapas do sangue dentro do hospital por meio de uma capacitação para os enfermeiros. Eles, usando um 
        <italic>check list</italic>, auditavam um prontuário real de um paciente que recebeu hemotransfusão e apresentou reação transfusional. Para o treinamento disponibilizamos: prontuário, cópia da notificação de EA e da Ficha de Notificação de Incidentes Transfusionais e o 
        <italic>check list</italic> para direcionar a auditoria. No final da auditoria, as não conformidades eram discutidas juntamente com as rotinas padronizadas no POP. Houve o fortalecimento do conhecimento e o empoderamento dos enfermeiros no processo de hemotransfusão.
      </p>
      <p>A campanha foi finalizada em dezembro com participação de 1.587 pessoas. Os servidores mais assíduos às ações desenvolvidas nas 10 Metas receberam uma carta de agradecimento pela colaboração juntamente com um convite para um lanche especial em comemoração, ao sucesso da campanha. Durante esse evento foram apresentados os resultados da campanha e divulgado o novo plano de trabalho do NSP.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="conclusions">
      <title>CONCLUSÕES</title>
      <p>Foi notório que, no decorrer do desenvolvimento das ações educativas, a campanha foi ganhando mais força e a adesão. Esse movimento positivo foi observado também entre os próprios membros do NSP, os quais demonstraram maior interesse e disposição em realizar as atividades programadas, além de apresentarem novas ideias para futuras intervenções.</p>
      <p>Observou-se que o uso de metodologias ativas pode estimular e induzir os profissionais de saúde e usuários a discutirem e conhecerem o sentido e a importância da cultura de segurança do hospital.</p>
      <p>O planejamento, a construção e a execução da campanha “10 Metas – Segurança do Paciente” demandou árduo trabalho do NSP. Ressalta-se, ainda, a escassez de recursos financeiros para execução das ações previstas na campanha. Mas, com engajamento de todos os profissionais e criatividade na aplicação das metodologias ativas, foi possibilitado o alcance de gratificantes resultados no fortalecimento da cultura de segurança e de maior visibilidade para o NSP.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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      <title>REFERÊNCIAS</title>
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          <article-title>Frequência dos incidentes transfusionais imediatos em receptores de hemocomponentes</article-title>
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        <article-title>Active methodologies for safety culture</article-title>
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      <author-notes>
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          <label>*</label> E-mail: priportes@yahoo.com.br 
        </corresp>
        <fn fn-type="conflict">
          <p>Conflict of Interest</p>
          <p>Authors have no potential conflict of interest to declare, related to this study’s political or financial peers and institutions.</p>
        </fn>
      </author-notes>
      <abstract>
        <title>ABSTRACT</title>
        <sec>
          <title>Introduction</title>
          <p> The promotion of the patient safety culture makes part of the strategies proposed in the National Patient Safety Program.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objective</title>
          <p> This paper presented the experience of the Patient Safety Nucleus during 2018 in promoting the patient safety culture.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Method</title>
          <p> The use of active learning methodologies in a medium-sized public hospital in Minas Gerais, that belongs to the Sentinel Network of Anvisa.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Results</title>
          <p> The “10 Goals – Patient Safety” campaign originated after the identification and prioritization of the macroproblems related to patient safety in the institution. The 10 goals defined were: 1) Effective communication; 2) Fall prevention; 3) Safe surgery; 4) Prevention of pressure injury; 5) Safe use of probes and catheters; 6) Safe identification; 7) Drug safety; 8) Clean and safe care; 9) Patient involved; and 10) Safe and rational use of blood. The structuring of educational strategies was based on active learning and problematization methodologies.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusions</title>
          <p> It was observed that the use of active methodologies can stimulate and induce employees and users to discuss and know the meaning of the hospital safety culture.</p>
        </sec>
      </abstract>
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        <kwd>Patient Safety</kwd>
        <kwd>Adverse Event</kwd>
        <kwd>Active Learning Methodologies</kwd>
        <kwd>Permanent Education</kwd>
      </kwd-group>
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      <sec sec-type="intro">
        <title>INTRODUCTION</title>
        <p>The 
          <italic>“To err is human: building a safer health system</italic>” medicine report of the American Academy of Sciences is an international milestone in patient safety because it presents worrisome data on the harm suffered by American patients, with about 44,000 to 98,000 deaths in the United States every year, due to adverse events (AEs) related to hospital care. According to the report, roughly 1 million patients admitted to US hospitals every year suffered care-related AEs, with more than half of these events resulting from preventable failure
          <sup>
            <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The World Alliance for Patient Safety was created in 2004 by the World Health Organization (WHO) to raise awareness and political commitment to improving safety of care and support Member States in the design of public policies. In partnership with the Joint Commission International, the WHO has encouraged the adoption of six international patient safety goals to promote best practices for risk and AE reduction in healthcare services. The six goals are: 1) identify patients correctly; 2) improve effective communication between healthcare professionals; 3) improve the safety of high-alert medications; 4) ensure safe surgery at the correct intervention site, procedure and patient; 5) sanitize hands to prevent healthcare-associated infections; and 6) reduce the risk of patient harm resulting from falls
          <sup>
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>Pursuant to this initiative, in 2013, the Brazilian Ministry of Health established, through Ordinance n. 529, of April 1, the National Patient Safety Program (PNSP). Next, the Brazilian National Health Surveillance Agency (Anvisa) published the Resolution of the Collegiate Board (RDC) n. 36, of July 25, 2013, making the reporting of AEs occurred in healthcare establishments in Brazil mandatory. In article 2 of said RDC, individualized offices, clinical laboratories and mobile and home care services were excluded from the scope of the resolution.</p>
        <p>One of the strategies proposed in the PNSP is the promotion of patient safety culture. In light of RDC n. 36/2013, safety culture is understood as:</p>
        <disp-quote>
          <p>a set of values, attitudes, skills and behaviors that determine commitment to health and safety management, replacing guilt and punishment with the opportunity to learn from failure and improve healthcare
            <sup>
              <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
            </sup>.
          </p>
        </disp-quote>
        <p>Patient Safety is, in turn, “[...] the reduction of risk of unnecessary harm associated with healthcare to an acceptable minimum”; whereas an incident is an “an event or circumstance that could have resulted, or did result, in unnecessary harm to a patient”
          <sup>
            <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>From this perspective, the fallibility of the human being is recognized, as well as the need for ongoing surveillance and strategies to prevent errors and harm to patients, for which the training of healthcare professionals is essential.</p>
        <p>In order to effectively change everyday professional practices, the promotion of learning at the workplace is fundamental, that is, Continuing Health Education (CHE) actions. CHE can be summarized in the incorporation in the work routine of institutions of teaching practices and meaningful learning, with the objective of driving reflection on the work process and fostering institutional change
          <sup>
            <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>In 2004, the Brazilian Ministry of Health established the National Policy of Continuing Education in Health (PNEPS) with the purpose of training the professionals of the Unified Health System (SUS), through the articulation and integration between teaching, service and community. In order to improve work practices, PNEPS seeks to combine academia with the labor universe through critical reflections, enabling the convergence between learning and teaching in the everyday routine of health services
          <sup>
            <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>CHE is based on the discussion about everyday events found at work, where the pursuit of solutions recognizes the knowledge and previous experiences of each individual
          <sup>
            <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
          </sup>. This approach supports the active methodologies that use discussions as a teaching-learning strategy, so that the learner is encouraged to examine, reflect, relate previous experiences and redefine new discoveries
          <sup>
            <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The “active methodology” term refers to a critical-reflexive conception of education, which places students as promoters of their own education
          <sup>
            <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
          </sup>. In this process, autonomy and freedom are recognized and students play a leading role in building their own knowledge. Active methodologies are necessary tools for the expansion of new possibilities of choice in any decision-making process
          <sup>
            <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The objective of this paper was to present the experience of a medium-sized public hospital in the Brazilian state of Minas Gerais with the promotion of a patient safety culture through the use of active learning methodologies in the achievement of the “10 Goals - Patient Safety” campaign during the study year of 2018.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="methods">
        <title>METHOD</title>
        <p>This paper is characterized as a descriptive, experience report study, carried out by the Patient Safety Center (NSP) during 2018.</p>
        <p>The setting where the experience was conducted is a public hospital in Minas Gerais. The hospital is a reference center of medium and high complexity care for the northwestern macroregion of the state. It has 120 beds and has been a member of the Anvisa Sentinel Network for about 10 years.</p>
        <p>The “10 Goals - Patient Safety” campaign came about after patient safety-related macroproblems in the institution were identified and ranked in order of priority through an affinity diagram and prioritization matrix with NSP members. These tools were chosen because they are far-reaching and easy to apply.</p>
        <p>Identifying the macroproblem was the first stage of the campaign planning. It was done by brainstorming: every NSP member wrote down a problem involving patient safety on a card. Every participant received three cards, i.e. every participant could note down up to three safety-related issues. Subsequently, the cards were numbered and pasted onto a whiteboard, exposing all the safety-related issues perceived by participants
          <sup>
            <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The second step involved applying the affinity diagram. The cards were grouped into clusters of meaning and each group received the title that best represented the problems mentioned
          <sup>
            <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>After the identification of the macroproblem, we proceeded to the third step: prioritization of the macroproblems.</p>
        <p>Prioritization of macroproblems is necessary to support decision making and to address the problems with most impact and more suitable to receive an intervention. Therefore, the macroproblems were organized in a table in which each item was given a score ranging from 0 to 3 (0-low; 1-significant; 2-high and 3-very high). The decision-making matrix assessed the dimensions of relevance, time/urgency, feasibility and viability. After the stakeholders agreed the score of each item and totaled the score of each macroproblem, the hierarchy of the macroproblems was established based on the highest scores
          <sup>
            <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
          </sup>. The results have shown “poor compliance with patient safety protocols” as the top priority macroproblem.
        </p>
        <p>Once we were aware of the mapped reality, we began to survey the interventions needed to address “poor compliance with patient safety protocols”. Thus, we set 10 goals to be addressed, related to each of these topics, based on the six PNSP protocols (safe surgery; hand hygiene; fall prevention; pressure injury prevention; safe identification and drug safety) and the main patient safety problems identified in AE monitoring (communication; use of catheters, blood transfusion and patient involvement in the care center).</p>
        <p>The 10 goals we set were: 1) Effective communication; 2) Fall prevention; 3) Safe surgery; 4) Prevention of pressure injury; 5) Safe use of probes and catheters; 6) Safe identification; 7) Drug safety; 8) Clean and safe care; 9) Patient involvement; and 10) Safe and rational use of blood.</p>
        <p>The design of the campaign emphasized educational initiatives with active learning methodologies in order to build consistent and critical learning about patient safety issues. The execution time for each goal was one month.</p>
        <p>Educational initiatives were based on active learning methodologies, with emphasis on the use of discussions about real work situations. The tools used to apply the methodology were: educational games, simulated jury, discussion of problem situation, realistic simulation, sector blitz, among others. In addition to these techniques and tools, educational materials that were specially produced for the campaign were of paramount importance: posters, folders, booklets, photo cards, personalized chocolate bars, and wristbands.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="results|discussion">
        <title>RESULTS AND DISCUSSION</title>
        <p>In January we made the educational material to support and promote the campaign: banners, posters, folder, desk calendar, booklet for the servers, images for digital advertising, pins with the campaign logo to identify NSP members, and customized chocolate box where each chocolate received the logo of one of the goals to be attained (
          <xref rid="f01001" ref-type="fig">Figure 1</xref>).
        </p>
        <p>
          <fig id="f01001">
            <label>Figure 1</label>
            <caption>
              <title>Advertising material for the “10 Goals – Patient Safety” campaign, 2018.</title>
              <p>Author: Priscila P. Almeida, 2018.</p>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf01_en.jpg"/>
          </fig>
        </p>
        <p>In February, after the material was ready to be used, the NSP began to promote the campaign throughout the institution, addressing the professionals in their work environments. At that time, the campaign proposition and the goals to be attained throughout the year were presented. Dynamic sessions addressed the topics related to patient safety goals. In every session, each professional who voluntarily presented his or her knowledge about each topic received a chocolate with the logo of the campaign.</p>
        <p>To work on “Goal 1 – Effective Communication”, in March we promoted the Institution’s 1st Effective Communication Seminar. A study conducted in 2016 argues that effective health-oriented communication can reduce the incidence of AEs, thus providing greater safety in patient care. On the other hand, severe harm can be done to patients due to communication failures
          <sup>
            <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
          </sup>. Thus, in order to clarify the main aspects related to the improvement of communication, five topics were addressed by guest speakers: Ceremonial and Ceremony; Medical Record – Liability; Communication at Antonio Dias Regional Hospital – Standardized Tools; Professional Ethics – How to deal with workplace confidentiality and Ombudsman. It is noteworthy that there was significant participation of managers, leaders and healthcare professionals in this event.
        </p>
        <p>Goal 2 addressed the issue of falls, since these, in addition to physical and emotional harm, can affect the trust of patients and families in health institutions, as well as demand greater financial investment because of longer hospitalization time, more procedures, treatments and examinations to reduce possible harm to patients
          <sup>
            <xref rid="B10" ref-type="bibr">10</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The promotion of “Goal 2 – Fall Prevention” involved a multidisciplinary review of the standard fall prevention routine and staff training, in addition to the dissemination of posters with guidance. A survey of the environmental risks of falling was also conducted on the premises of the institution by the occupational medicine service team. In the lectures there was massive attendance of nursing and physical therapy teams.</p>
        <p>In 2008, the WHO launched the “Safe Surgery Saves Lives” global challenge, which was launched in Brazil by the Ministry of Health on May 13, 2010
          <sup>
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
          </sup>. However, only in 2013 was this protocol implemented in our hospital. Despite some progress in the application of this protocol, there was still the need to strengthen some routines. Thus, the implementation of “Goal 3 – Safe Surgery” began with the formalization of such routine. With the help of the coordination of the surgical ward, a standard operating procedure (SOP) was designed with the description of the activities. Next, an awareness-raising hall was prepared inside the surgical ward, in a place of exclusive access for employees of the sector, in whose walls we posted banners with surgery-related AEs occurring in the institution, preserving the anonymity of patients and professionals involved, and data on the efficacy of the protocol application (
          <xref rid="f02001" ref-type="fig">Figure 2</xref>). The intention was that, after passing through this awareness-raising hall, the professionals would watch a short video about the main points of the “Safe surgery saves lives” protocol. This video was also exhibited in other sectors of the hospital and on social networks. The repercussion of the video was positive and the teams were asked to do more educational initiatives in this format.
        </p>
        <p>
          <fig id="f02001">
            <label>Figure 2</label>
            <caption>
              <title>Awareness-Raising Hall in the surgical ward “10 Goals – Patient Safety” campaign, 2018.</title>
              <p>Author: Priscila P. Almeida, 2018.</p>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf02_en.tif"/>
          </fig>
        </p>
        <p>At first, some members of the sector team were uncomfortable with the posters that showed surgical AEs occurred in the institution. The discomfort was relieved after clarification of the educational objectives of the campaign, which involved raising awareness among the surgical team to prevent these events. On the other hand, other professionals seemed to support this type of campaign, given the importance of the preventive measures listed in the safe surgery protocol.</p>
        <p>The relevance of this goal rests on the fact that one in 150 hospitalized patients dies as a result of an incident and approximately two thirds of AEs are associated with surgical procedures
          <sup>
            <xref rid="B11" ref-type="bibr">11</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>In June we addressed “Goal 4 – Pressure Injury Prevention”. Pressure injuries pose a major challenge for healthcare, since they have high financial and emotional costs for patients, families and healthcare organizations, and are considered a high incidence problem in hospitalized patients
          <sup>
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>With a fun 4.5 m long board game containing 30 squares (
          <xref rid="f03001" ref-type="fig">Figure 3</xref>), we discussed the topic of pressure injuries. We prepared 50 cards with questions on prevention and treatment of pressure injuries, four lucky cards and four unlucky ones. The questions contained case studies, open-ended and multiple choice questions, with several levels of complexity. In the same training environment, we prepared an exhibit with the institution’s available coverage for pressure injury treatment, and during the responses, the best coverage for treating those cases was presented. Participants were divided into teams. To make progress in the game, the participants had to roll the dice, pick a question card and answer it. If the answer was correct, the team could pick a lucky card that gave them the chance to make even more progress in the game. In case of wrong answers, the team had to pick an unlucky card and the punishment was to go back a few spaces. The team that finished the board first was considered the winner and received a personalized box of chocolate with the 10 campaign goals.
        </p>
        <p>
          <fig id="f03001">
            <label>Figure 3</label>
            <caption>
              <title>Giant board for pressure injury prevention and treatment training, “10 Goals – Patient Safety” campaign, 2018.</title>
              <p>Author: Priscila P. Almeida, 2018.</p>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf03_en.tif"/>
          </fig>
        </p>
        <p>The randomness in the choice of questions by each team made each training session unique and expanded the content explored in every training. The discussions were very rich and constructive. We had professionals who participated in more than one training session because of the variation of the subjects covered in each meeting. The dynamism of the discussions and the strong engagement of all team members were responsible for the substantial approval of the training method by the participants. From then on, the campaign gained momentum through greater engagement by the leaders and greater compliance with the actions by the staff.</p>
        <p>Hospital medical devices increasingly demand knowledge and attention from healthcare professionals in view of the diversity of models, manufacturers and different forms of use and complexity. A Brazilian study in an intensive care unit (ICU) and semi-intensive care unit has shown that the loss of nasogastric tube was the most recurrent AE
          <sup>
            <xref rid="B12" ref-type="bibr">12</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>“Goal 5 – Safe Use of Probes and Catheters” was developed with the support of realistic simulation. After reviewing enteral and bladder probing routines, we performed simulation training involving these techniques with approach to the critical points of each procedure. This type of tool is important when it comes to correcting failures in the performance of some techniques. In this case, there was the need to raise awareness among the nursing staff to adopt safer practices in the use of probes and catheters.</p>
        <p>Considering that failed patient identification processes are among the most frequent causes of AEs related to incorrect drug, blood and blood product administration, release of incorrect diagnostic test results, failures in surgical procedures, and switched newborns
          <sup>
            <xref rid="B13" ref-type="bibr">13</xref>
          </sup>, for “Goal 6 – Safe Identification”, we revised the institution’s Identification Policy and used a patient identification poster by Anvisa. But the main action was the “Identification Blitz” done in the care sectors. To do this, we used a patient identification audit form and, after verification, the workers from that area were gathered to receive the audit result. At that time the workers were given mockup ID wristbands with names of famous people, believing that the wristbands would bear their correct data. When they noticed the wrong information, the NSP team reinforced the importance of proper identification. The meeting ended with the distribution of chocolates in which the logos were intentionally exchanged and with pictures of the participants with the identification tags. In the 16 audits during blitzes, we found that 86% of the patients were identified with wristbands. In a playful and interactive manner, the healthcare team seemed interested in and concerned with the proper identification of the patients.
        </p>
        <p>In September we promoted “Goal 7 – Drug Safety”. The major types of AEs involving medications are known to result from omission, dose or time error and administration failure
          <sup>
            <xref rid="B14" ref-type="bibr">14</xref>
          </sup>. In addition to measures to monitor the stages of the medication process, healthcare organizations should invest in continuing education for healthcare professionals to strengthen the local safety culture and improve evidence regarding pharmacological issues and the risks they entail
          <sup>
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>In order to encourage critical thinking about drug safety, we organized a “simulated jury” educational initiative, in which participants played the role of a member of the hospital’s board and had the mission of critically analyzing a 
          <italic>never event</italic> related to wrong exchange of medication with death outcome and propose an action plan. This event was announced by a poster with a newspaper-like layout. It was called “People’s Newspaper – Fake News” and featured a headline informing the death of a two-year-old child because of medication change. The halls of access to the venue and auditorium were decorated with signs containing the “nine rights of medication administration”: right medicine, drug compatibility, patient orientation, right to refuse medication, right documentation, right dose, right route, right time and right patient
          <sup>
            <xref rid="B15" ref-type="bibr">15</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The training began by introducing the roles participants should play; then they watched a video of an interview with a professional purportedly involved in the AE. In groups of up to eight people, after receiving a dossier with the AE chronological investigation, they discussed the factors that led to this occurrence and set the necessary strategies for event prevention. Each group had the chance to present the results of their discussion and the class should find a consensus about the issue. The initiative ended with photos of the participants holding the “11 rights of medication” signs and the handing out of a souvenir: pill-shaped mints in medicine packages personalized with an active ingredient. Inside the package, there was information about the importance of proper identification.</p>
        <p>The reaction of the participants was exciting. The participants expressed their concerns about risks involving patient identification. Furthermore, the notes presented by the groups have shown high awareness about the risks related to medication administration.</p>
        <p>Healthcare-associated infection (HAI) prevention routines were addressed with “Goal 8 – Clean and Safe Care”. The WHO estimates that between 5% and 10% of hospital patients acquire one or more HAI, and the most common types are surgical site infections, ventilator-associated pneumonia, catheter-associated infections, and urinary tract infections associated with the use of probes
          <sup>
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>
          </sup>. Faced with this reality and in order to promote dynamic and realistic training, we divided the sessions into stations. At the auditorium front desk, participants were divided into groups of up to six people. In this room there were posters with the institution’s HAI results.
        </p>
        <p>The 
          <italic>1st station</italic> featured the hand hygiene technique, five hand hygiene moments and some culture plates showing the contamination of surfaces like infusion pumps, bed rails, computer keyboards and telephones. In pairs, the participants received a clipboard with cards with the images of the movements of the hand hygiene technique. The pair that correctly reassembled the sequence within the shortest time was rewarded with a personalized note pad. Then, the correct sequence was demonstrated on a flipchart with the images of the technique and each participant performed the technique with alcoholic preparation in the form of gel impregnated with fluorescent pigment. Afterward, the “Five moments of hand hygiene” were recalled and the culture plates presented.
        </p>
        <p>The 
          <italic>2nd station</italic> was prepared with a table board game with images representing hand hygiene and infection control routines. The caption prepared for this game presented the main conducts for the prevention of HAI and the most frequent healthcare-associated failures. The first pair to finish the board was the winner and received a pen with a hand-shaped topper.
        </p>
        <p>Afterward, the participants were blindfolded and guided to the 
          <italic>3rd station</italic>. On the way, without realizing it, they were impregnated with colored and fluorescent starch-based powders by the guide. This station was set up in a totally dark room where we simulated a patient bed with multiple devices and some care-related materials. We also simulated an administrative workstation with a computer and other devices. All surfaces were impregnated with colored powders representing the microbiological diversity present in that environment. Upon entering the room, an ultraviolet lamp was lit and the blindfolds were removed. The group then discussed what our conduct would be if we could see the contamination present in the environment with the naked eye (
          <xref rid="f04001" ref-type="fig">Figure 4</xref>).
        </p>
        <p>
          <fig id="f04001">
            <label>Figure 4</label>
            <caption>
              <title>Space simulating environmental contamination, “10 Goals – Patient Safety” campaign, 2018.</title>
              <p>Author: Priscila P. Almeida, 2018.</p>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2317-269X-visa-7-4-0096-gf04_en.tif"/>
          </fig>
        </p>
        <p>This educational initiative required a bigger structure and a larger support team, especially from the Hospital Infection Control Service. However, it was one of the initiatives with greater adherence by the professionals. The immediate reaction of the participants was impact and concern about their practices to provide clean healthcare, including hand hygiene.</p>
        <p>“Goal 9 – Patient Engagement” was focused specifically on patient actions throughout November. In addition to the members of the NSP, we involved professionals from Social Work, Occupational Therapy and Physical Therapy. The first initiative was based on conversation rounds with patients and caregivers to guide them about hospital routines and good patient safety practices.</p>
        <p>We invited a group of clowns who are already doing social work at the hospital to perform fun shows related to the topics of patient safety protocols. It is worth mentioning that these volunteers were previously trained on the issues that should be addressed.</p>
        <p>Another partnership was with physical therapy undergraduates of a local university to hold a Therapeutic Touch day. On this day, patients and caregivers who volunteered received a relaxing massage.</p>
        <p>Goal 9 actions ended with a visit to the beds by the NSP to hand out leaflets to patients and caregivers with information about patient safety protocols and how they could contribute to safer care.</p>
        <p>It was a very special month, when patients and caregivers received greater attention and gained awareness about their fundamental role in the provision of safe care. The literature says that patients should be at the core of the concerns of healthcare professionals and senior management, because when they actively participate in their own care and treatment, they stop acting as passive receivers of care and start contributing to safer care, strengthened by their role as citizens and consumers of health services
          <sup>
            <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The final goal of the campaign was hemovigilance, since blood transfusion is a widely used health therapy with undeniable benefits, but it also poses multiple risks that can be severe and lethal to the patients
          <sup>
            <xref rid="B16" ref-type="bibr">16</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>“Goal 10 – Safe and Rational Use of Blood” discussed all stages of blood within the hospital through training for nurses. Using a checklist, they audited the actual medical record of a patient who had received blood transfusion and had had a transfusion reaction. For the training, the following items were made available: medical records, copy of AE report and Transfusion Incident Report Form and checklist to orient the audit. At the end of the audit, nonconformities were discussed together with SOP routines. As a result, the nurses became more empowered and strengthened their knowledge about blood transfusion.</p>
        <p>The campaign ended in December with the participation of 1,587 people. The workers who participated in more initiatives related to the 10 Goals received a letter of acknowledgement for their cooperation, along with an invitation for a special cocktail to celebrate the campaign’s success. During this event the results of the campaign were presented and the new work plan of the NSP was announced.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
        <title>CONCLUSIONS</title>
        <p>It was noticeable that the campaign gained momentum and adhesion through the conduction of the educational initiatives. This positive movement was also observed among the NSP members themselves, who showed greater interest and willingness to carry out the scheduled activities, as well as present new ideas for future interventions.</p>
        <p>We observed that the use of active methodologies can encourage and lead healthcare professionals and users to discuss and learn more about the meaning and importance of the hospital safety culture.</p>
        <p>Planning, building and executing the “10 Goals – Patient Safety” campaign required hard work from the NSP. The scarcity of funds to carry out the actions provided for in the campaign is also noteworthy. But with the commitment of all professionals and creativity in the application of active methodologies, it was possible to achieve rewarding results in strengthening the safety culture and greater visibility for the NSP.</p>
      </sec>
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