<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article
  xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"
  xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.8" article-type="rapid-communication" xml:lang="pt">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="nlm-ta">Vigilância Sanitária em Debate</journal-id>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">visa</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Vigilância Sanitária em Debate</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Vigilância Sanitária em Debate</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">2317-269X</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>INCQS-FIOCRUZ</publisher-name>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id">00016</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.22239/2317-269x.01401</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>COMUNICAÇÃO BREVE</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Qualificação das ações de vigilância sanitária: harmonização e descentralização</article-title>
        <trans-title-group xml:lang="en">
          <trans-title>Improvement of health surveillance actions: harmonization and decentralization</trans-title>
        </trans-title-group>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9992-6046</contrib-id>
          <name>
            <surname>Alencar</surname>
            <given-names>Maria Lucia Silveira Malta de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">
            <sup>I</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="corresp" rid="c01">
            <sup>*</sup>
          </xref>
          <email>lucia.alencar@anvisa.gov.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4828-5714</contrib-id>
          <name>
            <surname>Bacelar</surname>
            <given-names>Vera Maria Borralho</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">
            <sup>I</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-2092-9610</contrib-id>
          <name>
            <surname>Magajewski</surname>
            <given-names>Flavio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">
            <sup>II</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-3885-7723</contrib-id>
          <name>
            <surname>Silva</surname>
            <given-names>Wilma Madeira da</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3">
            <sup>III</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6688-568X</contrib-id>
          <name>
            <surname>Sousa</surname>
            <given-names>Artur luri Alves de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">
            <sup>I</sup>
          </xref>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff1">
        <label>I</label>
        <institution content-type="orgname">Agência Nacional de Vigilância Sanitária</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Brasília</named-content>
          <named-content content-type="state">DF</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Brasília, DF, Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff2">
        <label>II</label>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina</institution>
        <institution content-type="orgname">Universidade do Sul de Santa Catarina</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Tubarão</named-content>
          <named-content content-type="state">SC</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Tubarão, SC, Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff3">
        <label>III</label>
        <institution content-type="orgname">Hospital Sírio-Libanês</institution>
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">São Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
        </addr-line>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Hospital Sírio-Libanês, São Paulo, SP, Brasil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01">
          <label>*</label> E-mail: 
          <email>lucia.alencar@anvisa.gov.br</email>
        </corresp>
        <fn fn-type="conflict">
          <p>Conflitos de interesse</p>
          <p>Os autores informam não haver qualquer potencial conflito de interesse com pares e instituições, políticos ou financeiros deste estudo.</p>
        </fn>
      </author-notes>
      <!--pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
        <day>12</day>
        <month>03</month>
        <year>2021</year>
      </pub-date>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic"-->
        <pub-date pub-type="epub-ppub">
        <season>Oct-Dec</season>
        <year>2019</year>
      </pub-date>
      <volume>7</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>111</fpage>
      <lpage>118</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>04</day>
          <month>09</month>
          <year>2019</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>07</day>
          <month>11</month>
          <year>2019</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>
This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <title>RESUMO</title>
        <sec>
          <title>Introdução</title>
          <p> O desempenho do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) envolve a atuação das três esferas de governo considerando as características inerentes ao modelo federativo brasileiro e a gestão do Sistema Único de Saúde.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objetivo</title>
          <p> Desenvolver proposta de atuação de vigilância sanitária (Visa) que possibilite a harmonização de atividades e práticas, como forma de aprimorar a efetividade das ações e a identificação de critérios de execução das ações, como orientador das pactuações e programações de Visa.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Método</title>
          <p> Estudo qualitativo descritivo, com revisão narrativa sobre o processo de harmonização e descentralização das ações de Visa, a partir das práticas individualizadas e coletivas observadas nas três esferas de gestão do SNVS. A proposta foi desenvolvida em oficinas de trabalho com representação de estados e municípios, do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Resultados</title>
          <p> Foram indicadas 12 ações críticas, sendo que nove delas estavam relacionadas à ação de inspeção. A categorização das ações críticas considerou: foco e abrangência da ação; momento de execução; produtos finais materializáveis; práticas e atividades que compõem a ação; e os resultados esperados. As práticas a serem harmonizadas foram priorizadas e detalhadas quanto aos requisitos a serem atendidos para a execução pela Vigilância Sanitária: legais; cognitivos; éticos; logísticos; e estruturantes para subsidiar o processo de descentralização de ações.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusões</title>
          <p> A efetiva qualificação das ações de Visa vem fortalecer os processos de construção coletiva, uma vez que está associada à definição das responsabilidades, suportada em critérios técnicos de competência e na uniformidade na execução de suas ações, com impacto na proteção da saúde a da população.</p>
        </sec>
      </abstract>
      <trans-abstract xml:lang="en"> 
        <title>ABSTRACT</title>
        <sec>
          <title>Introduction</title>
          <p> The performance of the National Health Surveillance System (SNVS) involves the actions of the three spheres of government considering the inherent characteristics of the Brazilian federative model and the Brazilian Health System management.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objective</title>
          <p> To develop a proposal for health surveillance (Visa) activities, which would enable the harmonization of activities and practices, as a way to improve the effectiveness of actions and the identification of criteria for implementing these actions, as a guide for Visa agreements and schedules.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Method</title>
          <p> Descriptive qualitative study with narrative review on the process of harmonization and decentralization of Visa actions, based on the individualized and collective practices observed in the three SNVS management spheres. The proposal was developed in workshops represented states and municipalities, and the National Council of State Health Secretaries and the National Council of Municipal Health Secretaries.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Results</title>
          <p> Twelve critical actions were indicated, nine of which were related to the inspection action. The categorization of critical actions considered: focus and scope of the action; execution time; end materializable products; practices and activities that comprise the action; and the expected results. The practices to be harmonized were prioritized and detailed regarding the requirements to be met for implementation by the Sanitary Surveillance: legal, cognitive; ethical; logistics; and structuring to support the process of decentralization of actions.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusions</title>
          <p> The effective qualification of sanitary surveillance actions strengthens the collective construction processes, since it is associated with the definition of responsibilities, supported by technical criteria of competence and by uniformity in the execution of their actions, with impact on the health protection of the population.</p>
        </sec>
      </trans-abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt">
        <kwd>Parâmetros</kwd>
        <kwd>Regulamentos</kwd>
        <kwd>Sistemas de Saúde</kwd>
        <kwd>Vigilância Sanitária</kwd>
      </kwd-group>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Parameters</kwd>
        <kwd>Regulations</kwd>
        <kwd>Health Systems</kwd>
        <kwd>Health Surveillance</kwd>
      </kwd-group>
      <counts>
        <fig-count count="0"/>
        <table-count count="5"/>
        <equation-count count="0"/>
        <ref-count count="14"/>
        <page-count count="8"/>
      </counts>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec sec-type="intro">
      <title>INTRODUÇÃO</title>
      <p>A vigilância sanitária (Visa) é definida como um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo o controle de bens de consumo, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde
        <sup>
          <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>,
          <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>,
          <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
        </sup>. A partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a Visa teve seu reconhecimento como política de saúde e suas ações foram incorporadas ao conjunto de ações de competência do SUS
        <sup>
          <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Para garantir o escopo das ações de Visa, o Brasil optou pela criação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que compreende o conjunto de ações executadas por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de Visa. Conforme disposto na Lei de criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999
        <sup>
          <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
        </sup>, cabe à Agência a coordenação do SNVS. A coordenação do SNVS foi orientada pelas deliberações da Conferência Nacional de Vigilância Sanitária que ocorreu no ano de 2001, seguida do Plano Diretor de Vigilância Sanitária (PDVISA) que ocorreu no ano de 2006
        <sup>
          <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>,
          <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
        </sup>. O PDVISA foi o resultado do esforço de representantes das três esferas de gestão do SUS (União, estados, Distrito Federal e municípios), com o objetivo de fortalecer e consolidar o SNVS, contemplando as diversidades locais.
      </p>
      <p>Mais recentemente, o Ciclo de Debates em Vigilância Sanitária de 2015
        <sup>
          <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
        </sup> proporcionou um rico e oportuno espaço para troca de experiências, reflexões e debates sobre a atuação da Visa e seus desafios, entre os quais se destacam o avanço tecnológico e da globalização na circulação e utilização de bens, produtos e serviços. Entre os temas mais importantes apresentados para discussão, destacaram-se a coordenação federativa das ações de Visa, como um importante desafio em função da falta de articulação entre os entes do SNVS, e a consequente fragmentação na atuação como um dos principais problemas colocados à estruturação do Sistema e sua coordenação federativa das ações de Visa; da ausência de planejamento e estabelecimento de instrumentos predefinidos no processo de descentralização das ações da Visa (Eixo 3 – Desafio 7 do Ciclo de Debates em Visa)
        <sup>
          <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Segundo Lucchese
        <sup>
          <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
        </sup>, a pobreza do debate sobre o SNVS, formalizado na mesma legislação que criou a Agência, propõe um arranjo com a União, estados e municípios, principalmente, articulados de forma precária em um arranjo extremamente diversificado
        <sup>
          <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
        </sup>. A análise desses desafios evidencia as dificuldades que se têm apresentado no processo de estruturação do SNVS, sobretudo referentes à definição de papéis, ao processo de descentralização e à coordenação federativa do sistema
        <sup>
          <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>Os mecanismos de pactuação entre as esferas de governo têm sido um dos aspectos mais importantes para o aperfeiçoamento e a consolidação do SUS
        <sup>
          <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
        </sup>. Entretanto, em muitas situações, esses mecanismos necessitam de adequação. No caso da Visa, na medida em que mais de um ente público concorre para a prática de uma mesma ação, a situação comporta uma complexidade maior, mas também a possibilidade do atendimento tempestivo daquilo que é requerido dos atores que compõe o sistema para a execução das responsabilidades assumidas por cada um deles.
      </p>
      <p>Apesar da discussão e dos instrumentos sintetizados nesses movimentos, a capacidade de coordenação do SNVS permanece com um grande desafio, principalmente em função do acelerado processo de transformação digital – com novas ferramentas tecnológicas – e dos mecanismos de comunicação entre os entes federados, o que repercute na baixa qualificação das ações executadas, no desconhecimento sobre como se dá o financiamento das ações desenvolvidas no âmbito do sistema e especialmente na ausência de processos sistemáticos de monitoramento e avaliação das ações realizadas e dos resultados alcançados pelo SNVS
        <sup>
          <xref rid="B10" ref-type="bibr">10</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>É neste contexto que o projeto IntegraVisa se insere. Esse projeto foi desenvolvido pela Anvisa em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), triênio 2015–2017. O objetivo desse projeto foi o de elaborar uma proposta de qualificação de algumas ações de Visa consideradas críticas para o SNVS, apresentando estratégias e metodologias que contribuam para o esforço de harmonização das ações mais relevantes executadas no âmbito do sistema, identificando critérios para a maior efetividade da descentralização na execução das ações de Visa, e delineando uma proposta de monitoramento e avaliação dos resultados obtidos pelo sistema de forma integrada e permanente.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="methods">
      <title>MÉTODO</title>
      <p>Estudo qualitativo descritivo, com revisão narrativa, com informações coletadas de oficinas de trabalho, com representação de técnicos e gestores de Visa das três esferas de gestão que compõe o SNVS. A seleção das equipes de Visa municipais e estaduais considerou representação regional com a existência de serviços/estabelecimentos e processos/produtos de alto risco em seus territórios. As oficinas de trabalho contaram com a participação de aproximadamente 100 profissionais: Vigilâncias Sanitárias de dez estados das cinco grandes regiões brasileiras – um estado da Região Norte, um da Região Centro-Oeste, três estados da Região Nordeste, três estados da Região Sudeste e dois estados da Região Sul; e de 50 municípios, sendo cinco municípios de cada um dos estados participantes – tendo a capital dos estados sempre representada; técnicos das áreas da Anvisa e representantes do Subgrupo de Trabalho de Vigilância Sanitária (GTVisa), composto por representantes do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e representantes do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).</p>
      <p>O processo de trabalho do grupo gestor do IntegraVisa incluiu a realização de reuniões preliminares com os gestores estaduais, oficinas descentralizadas nos serviços de Vigilância Sanitária de dez estados brasileiros, com a participação dos municípios envolvidos. As atividades foram focadas na construção de conceitos compartilhados coletivamente e na criação de subsídios para o processo de harmonização e descentralização das ações de Visa.</p>
      <p>As práticas de Visa estabeleceram-se com base na percepção de risco – perigo virtual ou ameaça de agravo
        <sup>
          <xref rid="B11" ref-type="bibr">11</xref>
        </sup>– precedido pela definição detalhada do recorte de ações de Visa a serem trabalhadas pelos participantes. Nesse sentido, foram identificadas, entre as ações de alto risco, as ações consideradas críticas e/ou prioritárias para o SNVS por meio de consultas internas às áreas técnicas da Anvisa, e aos representantes do CONASS e CONASEMS que compunham o GTVisa. Foram consideradas ações críticas para o projeto IntegraVisa aquelas que tinham como objeto processos, procedimentos e/ou produtos com alto risco para a saúde da população, que poderiam gerar impacto econômico significativo, e que exigiam alta complexidade tecnológica para sua execução ou a necessidade de conhecimento específico para sua realização.
      </p>
      <p>As oficinas foram construídas com espaços de construção coletiva, de forma estruturada e pactuada, que potencializaram a reflexão focada, a partir de disparadores previamente estabelecidos que permitiram o aprofundamento e a integração de saberes e práticas na construção de propostas possíveis para as questões pertencentes ao contexto da Visa no território. A partir das oficinas, foram mapeadas as práticas e as diferentes realidades enfrentadas pelas Vigilâncias Sanitárias que subsidiaram o embasamento teórico e metodológico envolvido no processo de harmonização e descentralização das ações de Visa.</p>
      <p>O conteúdo produzido nas oficinas de harmonização e de construção dos critérios para a descentralização de ações críticas no SNVS atendeu ao seguinte trajeto metodológico:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Descrição detalhada das ações críticas, com ênfase em aspectos do seu contexto, conceitos, resultados, produtos e componentes (práticas e atividades harmonizáveis);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Levantamento de situação de harmonização nos territórios;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Identificação das atividades a serem harmonizadas nas práticas;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Construção da matriz de priorização de atividades de ações;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Construção dos descritores das ações;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Elaboração das diretrizes gerais do Processo de Harmonização;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Reconhecimento de naturezas e tipos de requisitos para a execução das ações críticas;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Desenvolvimento de parâmetros para os requisitos das ações críticas;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Elaboração de diretrizes gerais para subsidiar o processo de descentralização; e</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Validação de modelo de critérios e requisitos parametrizados.</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>Para fins deste estudo, o termo “harmonizar” considerou a identificação de ações, atividades e formas comuns de atuar e, assim, de produzir acordos comuns que permitam uma conformidade de práticas, atividades e resultados. Por outro lado, o termo “descentralizar” considerou a identificação de critérios e requisitos de pactuação de competências e responsabilidades que contribuam com o processo de uma melhor, mais adequada e mais eficaz execução de ações críticas priorizadas.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="results">
      <title>RESULTADOS</title>
      <p>O processo de construção da identificação das ações críticas, com momentos de refinamentos e validações interna e externa à Anvisa, estabeleceu um rol de 12 ações, dentre elas, nove relacionadas à ação de inspeção:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Inspecionar indústria de medicamentos e de insumos farmacêuticos ativos (IFA);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar indústria de produtos para saúde classe III e IV;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar serviços de sangue, tecidos, células e órgãos (STCO);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar farmácias de manipulação;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar indústrias de fabricação de alimentos para fins especiais e de suplementos alimentares;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar cozinhas industriais;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar em ambiente hospitalar os serviços de: unidade de tratamento intensivo (UTI), central de material de esterilização, radiodiagnóstico, radioterapia, serviço de controle de infecção hospitalar, núcleo de segurança do paciente; gerenciamento de resíduos sólidos de saúde;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar os serviços de quimioterapia e nutrição parenteral, radioterapia, radiodiagnóstico, diálise e endoscopia;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Inspecionar empresas de preparo e esterilização de materiais médico-hospitalares para uso em ambiente hospitalar;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Gerenciar eventos adversos e queixas técnicas de produtos e serviços sujeitos à Visa;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Delinear as ações de Visa nos eventos de massa;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Investigar emergências de produtos e serviços sujeitos à Visa.</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>As ações críticas foram detalhadas em relação aos resultados esperados das mesmas, os produtos obtidos com a sua realização, as práticas associadas à sua realização e as atividades que compõe cada prática de Visa. Esses descritores foram compostos pelos seguintes elementos: (a) foco da ação; (b) abrangência da ação; (c) momento de execução [macroprocesso]; (d) produtos finais materializáveis; (e) práticas e atividades que compõem a ação; (f) resultado da ação (
        <xref rid="t1" ref-type="table">Quadro 1</xref>).
      </p>
      <p>
        <table-wrap id="t1">
          <label>Quadro 1</label>
          <caption>
            <title>Matriz de detalhamento das ações críticas de inspeção. Projeto IntegraVisa, 2017.</title>
          </caption>
          <table frame="hsides" rules="groups">
            <colgroup width="50%">
              <col/>
              <col/>
            </colgroup>
            <tbody>
              <tr>
                <td align="left">(a) Foco da ação</td>
                <td align="left">Inspecionar: entende-se por inspeção o conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que visa à verificação 
                  <italic>in loco </italic>do cumprimento da legislação sanitária das atividades desenvolvidas e do ambiente de trabalho. A inspeção permite a adoção de medidas de orientação e/ou correção de situações que possam comprometer a saúde da população.
                </td>
              </tr>
              <tr>
                <td>(b) Abrangência da ação</td>
                <td>Identificação do objeto de vigilância sanitária a ser considerado na ação: contempla os aspectos da vigilância pós-comercialização (farmacovigilância – identificação, avaliação, compreensão e prevenção de eventos adversos ou quaisquer problemas relacionados ao seu uso).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>(c) Momento de execução (macroprocesso)</td>
                <td>Realizada tanto no momento pré-mercado (certificação e regularização), quanto no pós-mercado (fiscalização e monitoramento).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>(d) Produtos finais materializáveis</td>
                <td>1. Emissão de instrumentos de habilitação, certificação (CBPF, Exportação, entre outros) e regularização (licenciamento e autorização); 2. Relatório de Inspeção – documento formal elaborado pela equipe inspetora que descreve as condições da empresa – de acordo com o tipo de inspeção; 3. Termos Legais lavrados quando necessário.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>(e) Práticas e atividades que compõem a ação</td>
                <td>1. Planejamento da inspeção: (i) Elaborar o plano da inspeção conforme a complexidade, necessidade laboratorial, especificidade e risco do estabelecimento, a definição do escopo (se de rotina ou investigativa); (ii) Realizar levantamento prévio de informações (marco legal, sistemas de notificação, relatórios de inspeções anteriores, produtos registrados entre outras); (iii) Comunicar à empresa ou estabelecimento; e (iv) Realizar a preparação da inspeção (equipe, roteiros, materiais, designação legal dos inspetores); 2. Condução da inspeção: (i) Realizar reunião inicial; (ii) Verificar o cumprimento das normas; (iii) Buscar evidências (coleta de amostras, fotos, entrevistas, análise histórica e documental) utilizando roteiros padronizados; e (iv) Realizar reunião final para lavrar termos e dar ciência dos próximos passos; 3. Elaboração do relatório: (i) Elaborar mantendo conformidade com modelo de relatório (estrutura, itens e tópicos definidos); (ii) Realizar a avaliação do risco do estabelecimento; (iii) Indicar categorização das não conformidades; e (iv) Realizar conclusão final com as medidas adotadas e os termos legais lavrados; 4. Comunicação: (i) Estabelecer fluxo de informações com os atores envolvidos (SNVS, SUS, setor regulado e sociedade em geral); e (ii) Enviar relatório de inspeção ao regulado; 5. Atividades pós-inspeção: (i) Acompanhar medidas exigidas e (ii) Realizar atividades de prevenção e controle.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>(f) Resultado da ação</td>
                <td>Aumentar a segurança dos produtos e serviços ofertados à população.</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
          <table-wrap-foot>
            <fn id="TFN1">
              <p>CBPF: Certificado de Boas Práticas de Fabricação; SNVS: Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; SUS: Sistema Único de Saúde.</p>
            </fn>
            <attrib>Fonte: Projeto IntegraVisa. Anvisa, 2017.</attrib>
          </table-wrap-foot>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>Com relação à harmonização das atividades e práticas, as oficinas apontaram diferentes realidades enfrentadas pela Visa, o que viabilizou a construção e a pactuação de uma proposição de harmonização. No decorrer da descrição de cada ação crítica foi possível perceber a repetição entre práticas e atividades nas diferentes ações, com a identificação de muitas estruturas comuns entre elas. Da mesma forma, houve o reconhecimento de muitas atividades como unidades comuns de diversas práticas e ações e, portanto, passíveis de serem 
        <italic>componentizáveis</italic>, como, por exemplo: procedimento de elaboração de relatório de inspeção
        <sup>
          <xref rid="B12" ref-type="bibr">12</xref>
        </sup>.
      </p>
      <p>A análise indica que estes componentes comuns devem ser harmonizados anteriormente às discussões técnicas específicas mais relacionadas a ações temáticas apropriadas por campos de conhecimento mais estruturados, no sentido de se padronizar o tronco comum das atividades (
        <xref rid="t2" ref-type="table">Quadros 2</xref> e 
        <xref rid="t3" ref-type="table">3</xref>).
      </p>
      <p>
        <table-wrap id="t2">
          <label>Quadro 2</label>
          <caption>
            <title>Atividades a serem harmonizadas segundo a ação crítica de inspeção. Projeto IntegraVisa, 2017.</title>
          </caption>
          <table frame="hsides" rules="groups">
            <colgroup width="50%">
              <col/>
              <col/>
            </colgroup>
            <thead>
              <tr>
                <th align="left">Ações críticas relacionadas</th>
                <th align="left">Atividades harmonizáveis</th>
              </tr>
            </thead>
            <tbody>
              <tr>
                <td rowspan="11">Inspeção</td>
                <td>Elaborar relatório de inspeção de acordo com o tipo de inspeção incluindo as medidas adotadas.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Verificar o cumprimento das normas buscando evidências, conforme tipo de inspeção.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Realizar a categorização das não conformidades, considerando a avaliação de risco.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Planejar a inspeção do estabelecimento ou serviço conforme complexidade, necessidade laboratorial, especificidade e risco do estabelecimento ou serviço.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Enviar o relatório ao regulado.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Preparar a inspeção (equipe, roteiros, materiais, comunicação da empresa ou estabelecimento, designação dos inspetores, agenda, entre outras).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Acompanhar o cumprimento das medidas exigidas na inspeção</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Realizar o levantamento prévio das informações (marco legal, Notivisa, inspeções anteriores, produtos registrados, dados de pós-vigilância, entre outros).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Finalizar as documentações relativas à inspeção (relatório, conclusão final, medidas adotadas e termos legais lavrados).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Realizar reuniões 
                  <italic>in loco</italic> durante a inspeção (inicial, intermediária e final).
                </td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Sistematizar o processo de vigilância das informações (Notivisa, eventos sentinelas, denúncias e outras).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td rowspan="3">Todas as ações críticas</td>
                <td>Estabelecer processo de comunicação de risco aos atores envolvidos (relatórios, alertas, comunicação de risco).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Padronizar normas para coleta, acondicionamento e transporte de amostras.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Lavrar termos legais.</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
          <table-wrap-foot>
            <fn id="TFN2">
              <p>Notivisa: Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária.</p>
            </fn>
            <attrib>Fonte: Projeto IntegraVisa. Anvisa, 2017.</attrib>
          </table-wrap-foot>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>
        <table-wrap id="t3">
          <label>Quadro 3</label>
          <caption>
            <title>Priorização das atividades de inspeção a serem harmonizadas conforme consenso entre os participantes. Projeto IntegraVisa, 2017.</title>
          </caption>
          <table frame="hsides" rules="groups">
            <colgroup width="50%">
              <col/>
              <col/>
            </colgroup>
            <thead>
              <tr>
                <th align="left">Prioridade</th>
                <th align="left">Descrição da atividade</th>
              </tr>
            </thead>
            <tbody>
              <tr>
                <td>1</td>
                <td>Elaborar relatório de inspeção de acordo com o tipo de inspeção incluindo as medidas adotadas.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>2</td>
                <td>Verificar o cumprimento das normas e buscar evidências, conforme tipo de inspeção.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>3</td>
                <td>Realizar a categorização das não conformidades considerando a avaliação de risco.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>4</td>
                <td>Planejar a inspeção do estabelecimento ou serviço conforme complexidade, necessidade laboratorial, especificidade e risco do estabelecimento ou serviço.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>5</td>
                <td>Estabelecer processo de comunicação de risco aos atores envolvidos (relatórios, alertas, comunicação de risco).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>6</td>
                <td>Enviar o relatório ao regulado.</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
          <table-wrap-foot>
            <attrib>Fonte: Projeto IntegraVisa. Anvisa, 2017.</attrib>
          </table-wrap-foot>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>A partir da análise das condições necessárias para a execução das atividades associadas às 12 ações identificadas como críticas e dos seus componentes, foram construídos agregados de requisitos e detalhadas as exigências gerais e específicas para a realização de cada ação, qualquer que seja o ente executor das mesmas. Foram consideradas cinco categorias de requisitos:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Legais – marcos legais necessários para a execução de uma ação (normas técnicas, código sanitário, designação legal do fiscal);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Cognitivos – habilidades, competências e qualificação profissional e técnica necessária para a execução de uma ação;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Éticos – condutas necessárias para a execução de uma ação de Visa (código de ética, conflito de interesses, entre outros);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Logísticos – suprimentos, insumos e todos os meios necessários para a execução de uma ação; e</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Estruturantes – elementos como o acesso à informação, acesso a laboratório, formação da equipe e outras condições de infraestrutura necessárias para execução de uma ação de Visa.</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>No desenvolvimento das discussões, identificou-se que algumas condições de execução são gerais para todas as ações de Visa, críticas ou não, e, portanto, consideradas como condição limitante para que uma Vigilância Sanitária possa assumir a responsabilidade pela execução de qualquer ação. Com este entendimento, estes fatores foram considerados como requisitos gerais no campo legal, ético, logístico e estruturante (
        <xref rid="t4" ref-type="table">Quadro 4</xref>). Os requisitos específicos centraram-se nas categorias estruturante e cognitivo (
        <xref rid="t5" ref-type="table">Quadro 5</xref>).
      </p>
      <p>
        <table-wrap id="t4">
          <label>Quadro 4</label>
          <caption>
            <title>Detalhamento dos requisitos gerais para a execução das ações críticas.</title>
          </caption>
          <table frame="hsides" rules="groups">
            <colgroup width="33%">
              <col/>
              <col/>
              <col/>
            </colgroup>
            <thead>
              <tr>
                <th align="left">Categoria</th>
                <th align="left">Requisito</th>
                <th align="left">Descrição</th>
              </tr>
            </thead>
            <tbody>
              <tr>
                <td>Estruturante</td>
                <td>Laboratório</td>
                <td>Ter acesso à rede laboratorial para análises necessárias.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Estruturante</td>
                <td>Acesso à informação</td>
                <td>Ter acesso a informações básicas necessárias para avaliação do estabelecimento e/ou produto.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Logístico</td>
                <td>Recurso de locomoção</td>
                <td>Ter disponibilidade de locomoção que contemple as necessidades da ação.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Logístico</td>
                <td>Recursos materiais</td>
                <td>Ter equipamentos, insumos técnicos e administrativos e documentos necessários para a execução da ação.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Ético</td>
                <td>Ausência de conflito de interesse</td>
                <td>Ter declaração anual de ausência de conflito de interesse: documento assinado por profissional que realiza a inspeção.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Legal</td>
                <td>Existência de anteparo legal para as ações</td>
                <td>Adotar código sanitário que contenha anteparo legal atualizado para as ações de inspeção (federal, estadual ou municipal).</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Legal</td>
                <td>Existência de anteparo legal para as ações</td>
                <td>Seguir legislação específica vigente (leis, resoluções, normas técnicas, portarias e outras legislações afins) suficiente para a ação de inspeção.</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Legal</td>
                <td>Existência de anteparo legal para as ações</td>
                <td>Ter profissional da Vigilância Sanitária designado e nomeado com poder de polícia.</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
          <table-wrap-foot>
            <attrib>Fonte: Projeto IntegraVisa. Anvisa, 2017.</attrib>
          </table-wrap-foot>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>
        <table-wrap id="t5">
          <label>Quadro 5</label>
          <caption>
            <title>Detalhamento os requisitos específicos para a execução das ações críticas.</title>
          </caption>
          <table frame="hsides" rules="groups">
            <colgroup width="25%">
              <col/>
              <col/>
              <col/>
              <col/>
            </colgroup>
            <thead>
              <tr>
                <th align="left">Categoria</th>
                <th align="left">Requisito</th>
                <th align="left">Descrição</th>
                <th align="left">Unidade de medida</th>
              </tr>
            </thead>
            <tbody>
              <tr>
                <td>Estruturante</td>
                <td>Equipe Visa</td>
                <td>Ter equipe de Vigilância Sanitária suficiente para execução da ação.</td>
                <td>Unidade (profissional)</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Estruturante</td>
                <td>Procedimentos harmonizados</td>
                <td>Ter os seguintes POP harmonizados no SNVS.</td>
                <td>Unidade (procedimento harmonizado)</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Cognitivo</td>
                <td>Qualificação (capacitação)</td>
                <td>Ter profissional certificado com curso básico sobre Visa.</td>
                <td>Horas (carga horária de conteúdo específico)</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Cognitivo</td>
                <td>Qualificação (capacitação)</td>
                <td>Ter profissional de Vigilância Sanitária certificado com curso de atualização específico, ou treinamento em serviço.</td>
                <td>Horas (carga horária)</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Cognitivo</td>
                <td>Qualificação (exposição)</td>
                <td>Ter profissional de Visa com experiência prática (exposição) na realização desta ação.</td>
                <td>Unidade (exposição)</td>
              </tr>
              <tr>
                <td>Cognitivo</td>
                <td>Habilitação (formação)</td>
                <td>Ter profissional de Vigilância Sanitária habilitado para executar a ação.</td>
                <td>Unidade (profissional)</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
          <table-wrap-foot>
            <fn id="TFN3">
              <p>Visa: vigilância sanitária; POP: Procedimento operacional padrão; SNVS: Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.</p>
            </fn>
            <attrib>Fonte: Projeto IntegraVisa. Anvisa, 2017.</attrib>
          </table-wrap-foot>
        </table-wrap>
      </p>
      <p>A partir desses requisitos, foram definidos os parâmetros para cada requisito geral e específico das 12 ações críticas, as quais constam dos documentos Planos de Harmonização e Descentralização, produtos do projeto. Esses parâmetros são diretamente relacionados com a ação específica, sendo estabelecidos em função das necessidades e características da ação.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="discussion">
      <title>DISCUSSÃO</title>
      <p>O modelo federativo do SUS, no qual a Vigilância Sanitária se insere, caracteriza-se pela autonomia dos seus entes
        <sup>
          <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>
        </sup>. O desafio da harmonização de procedimentos e da pactuação de critérios e requisitos de execução implicam na necessidade de um processo no qual uma representação qualificada desses agentes possa realizar essa identificação de forma pactuada. Esta participação é necessária para o mapeamento e reconhecimento das diferentes situações enfrentadas por estados e municípios próximos e longínquos. Processo que, por garantir a diversidade, garante também riqueza dos resultados obtidos, como pelo compromisso com a coerência de um processo que é essencialmente coletivo, de construção de consensos e de negociações baseadas na cooperação entre agentes autônomos, mas interdependentes, como cabe a um sistema.
      </p>
      <p>Com a representatividade dos participantes no âmbito desse estudo, buscou-se legitimar o processo de construção, possibilitando que as pactuações a nível bipartite fossem uma decorrência natural, tanto quanto à execução das ações críticas, como também quanto à adoção de procedimentos harmonizados. Os dez estados participantes do projeto, além de cobrirem todas as regiões da Federação e de possuírem em seus territórios estabelecimentos e serviços que foram entendidos como os que demandavam as ações mais críticas de Visa, concentraram cerca de 72% da população Brasil no ano de 2018. Com relação aos 50 municípios que participaram do Projeto IntegraVisa, todos tinham população maior do que 50.000 habitantes.</p>
      <p>A necessidade da harmonização das práticas e atividades das ações de Visa foi reconhecida como fundamental ao fortalecimento do Sistema, na medida em que promove o alinhamento das ações entre as Visa, a convergência regulatória e previsibilidade das ações, atuar de forma harmônica e previsível, diante de situações que requerem comportamentos que não sejam questionáveis ou que remetam a subjetividade. Observou-se ainda a necessidade de fortalecer os mecanismos de coordenação federativa no contexto da estrutura político-administrativa, necessidade percebida cotidianamente na busca por maior complementariedade, uma vez que as unidades federadas têm competências e capacidades de execução diferentes.
        <sup>
          <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
        </sup> A Lei nº 9.782/1999
        <sup>
          <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
        </sup> não contribuiu para ordenar essa coordenação, já que os componentes e o próprio funcionamento do Sistema não foram explicitamente definidos. Estabelecer com clareza critérios, recursos e limites desta execução é fundamental para o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, evitando o paralelismo de atuação e promovendo a obtenção de melhores resultados.
      </p>
      <p>Vale destacar que, como resultado da priorização das atividades de inspeção desenvolvidas pelos agentes de Vigilância Sanitária, houve consenso entre os participantes em destacar as atividades de elaboração do relatório de inspeção, verificação do cumprimento das normas e realização da categorização das não conformidades considerando a avaliação de risco como atividades que impactam diretamente na atuação do fiscal como poder de polícia e que, portanto, não podem ter grande variabilidade na forma de sua execução nem serem calcados na subjetividade de julgamento.</p>
      <p>O estabelecimento das condições necessárias para a pactuação de execução das ações de Visa, entre estados e municípios, tem acontecido de forma incipiente e pontual. Considerar a capacidade técnica e operacional de cada ente de executar a ação, mediante a incorporação dos requisitos legais, cognitivos, logísticos, éticos e de estrutura associados, que, de alguma forma, respeite as diferentes realidades dos entes que as realizam e, ao mesmo tempo, represente um avanço significativo na qualificação das ações de Visa. Deve-se destacar que a discussão quanto à harmonização de práticas e atividades foi incorporada como requisito específico estruturante de todas as ações críticas avaliadas.</p>
      <p>A definição do que fazer, como fazer e quem assumirá a responsabilidade de fazer, no âmbito do SNVS, deve considerar a potencialidade do risco e a capacidade de gestão e de gerenciamento em cada local e momento de pactuação. Alguns municípios eventualmente não terão condições – técnicas, organizacionais ou políticas – de realizar determinadas responsabilidades sanitárias. É esta realidade dinâmica que requer coordenação atenta e cooperação permanente e regionalizada, o que coloca a relevância da presença da esfera estadual na própria prestação de serviços de forma complementar, por um horizonte temporal variável, mas provavelmente ainda longo.</p>
      <p>Nesse sentido, a criação de espaços vivos de negociação específicos de Visa, no âmbito da gestão estadual e/ou das Comissões Intergestoras Bipartite (CIB), possibilitará o desenho de estratégias para melhorias na estrutura e o alcance de resultados na assunção de novas responsabilidades.</p>
    </sec>
    <sec sec-type="conclusions">
      <title>CONCLUSÕES</title>
      <p>Este manuscrito apresentou subsídios construídos a partir das ações de Visa que se enquadraram como ações críticas e no conhecimento de um conjunto de atividades que pudessem ser harmonizáveis, conteúdos estes desenvolvidos e entregues como produtos do Projeto IntegraVisa à Anvisa. A descentralização de responsabilidades entre entes federados é uma condição quase obrigatória no âmbito de uma federação, já que a sua existência incorpora o reconhecimento de governos subnacionais autônomos, mas também com relações de interdependência e com responsabilidades republicanas. Além disso, assume-se no âmbito de uma federação o conceito de subsidiariedade, que se refere à criação de mecanismos para compensar a desigualdade entre os entes federativos.</p>
      <p>Os critérios e requisitos que foram estabelecidos como referências para orientar e qualificar o processo de descentralização das ações de Visa entre os três entes federados foram entendidos como pressupostos para a posterior negociação e pactuação das referidas ações entre os mesmos. O esforço aqui sintetizado ampliou o escopo deste processo e incorporou questões técnicas específicas para todas as ações denominadas críticas, ao mesmo tempo em que o fez utilizando uma metodologia participativa que contou, além de técnicos da Anvisa, com a adesão de técnicos e gestores de dez estados da federação, de 50 municípios (cinco de cada estado) e representantes do GTVisa, tornando o resultado alcançado mais próximo da realidade vivenciada pelo conjunto do SNVS.</p>
      <p>Não se pretende com esta proposta estabelecer um modelo único para a pactuação entre os entes federados, mas deixar mais claras as necessidades vivenciadas e priorizadas pelos agentes de Vigilância Sanitária quando alinhados ao propósito de uma atuação mais uniforme, transparente e previsível, assim como os pressupostos e diretrizes que poderão contribuir para a consolidação do SNVS em cada esfera de governo. O SNVS deve ser parte integrante de um processo de melhoria contínua, juntamente com as instituições nele envolvidas, no qual se inclui a ampliação de competências de gestão estratégica da qualidade, e instrumentos que facilitem o atendimento das missões institucionais de todos os entes e organizações que nele estão incluídos como atores sociais interessados em seus resultados.</p>
      <p>A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n
        <sup>o</sup> 207, de 03 de janeiro de 2018
        <sup>
          <xref rid="B13" ref-type="bibr">13</xref>
        </sup>, que dispõe sobre a organização das ações de Visa, exercidas pela União, estados, Distrito Federal e municípios, incorporou a adoção dos requisitos como princípio de delegação de responsabilidade pela execução de ações. Ademais, o processo de harmonização foi entendido como um requisito estruturante entre os critérios a serem pactuados.
      </p>
      <p>É fundamental que estas e outras propostas, assim como novas estratégias de pactuação e de relação entre os entes, desde que incorporem conteúdos relevantes nas negociações específicas para a definição das responsabilidades sanitárias para os entes que compõe o SNVS, sejam incluídas às agendas de negociação interpartite no âmbito do SUS
        <sup>
          <xref rid="B14" ref-type="bibr">14</xref>
        </sup>.
      </p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ack>
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>Agradecemos a todos os profissionais dos serviços de vigilância estaduais, municipais, Anvisa e HAOC que contribuíram para o desenvolvimento dos trabalhos.</p>
    </ack>
    <ref-list>
      <title>REFERÊNCIAS</title>
      <ref id="B1">
        <label>1</label>
        <mixed-citation>.Senado Federal (BR). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal; 1988.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="report">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Senado Federal (BR)</collab>
          </person-group>
          <source>Constituição da República Federativa do Brasil</source>
          <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
          <publisher-name>Senado Federal</publisher-name>
          <year>1988</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <label>2</label>
        <mixed-citation>.Ministério da Saúde (BR). Lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial União. 20 set 1990.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="legal-doc">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Ministério da Saúde (BR)</collab>
          </person-group>
          <article-title>Lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências</article-title>
          <source>Diário Oficial União</source>
          <day>20</day>
          <month>09</month>
          <year>1990</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <label>3</label>
        <mixed-citation>.Ministério da Saúde (BR). Lei Nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências. Diário Oficial União. 27 jan 1999.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="legal-doc">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Ministério da Saúde (BR)</collab>
          </person-group>
          <article-title>Lei Nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências</article-title>
          <source>Diário Oficial União</source>
          <day>27</day>
          <month>01</month>
          <year>1999</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <label>4</label>
        <mixed-citation>.Brasil. Decreto Nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do sistema único de saúde SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências. Diário Oficial União. 29 jun 2011.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="legal-doc">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Brasil</collab>
          </person-group>
          <article-title>Decreto Nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do sistema único de saúde SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências</article-title>
          <source>Diário Oficial União</source>
          <day>29</day>
          <month>06</month>
          <year>2011</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <label>5</label>
        <mixed-citation>.Brito R. Construção do plano diretor de vigilância sanitária: um processo inovador de planejamento, pactuação e gestão no âmbito do SUS. In: Anais do 9° Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Recife: Associação Brasileira de Saúde Coletiva; 2009.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="confproc">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brito</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Construção do plano diretor de vigilância sanitária: um processo inovador de planejamento, pactuação e gestão no âmbito do SUS</source>
          <conf-name>Anais do 9° Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva</conf-name>
          <publisher-loc>Recife</publisher-loc>
          <publisher-name>Associação Brasileira de Saúde Coletiva</publisher-name>
          <year>2009</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <label>6</label>
        <mixed-citation>.Araújo D, Melo M, Brandt L, Viana F, Santos M. Os desafios da implantação do plano diretor de vigilância sanitária em um contexto municipal. Saude e Soc. 2013;22(4):1154-66. https://doi.org/10.1590/S0104-12902013000400017</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Araújo</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Melo</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brandt</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Viana</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Santos</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Os desafios da implantação do plano diretor de vigilância sanitária em um contexto municipal</article-title>
          <source>Saude e Soc</source>
          <year>2013</year>
          <volume>22</volume>
          <issue>4</issue>
          <fpage>1154</fpage>
          <lpage>1166</lpage>
          <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/S0104-12902013000400017">https://doi.org/10.1590/S0104-12902013000400017</ext-link>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <label>7</label>
        <mixed-citation>.Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Relatório do fórum nacional do ciclo de debates em vigilância sanitária: desafios e tendências. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 2016.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="report">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</collab>
            <collab>Anvisa</collab>
          </person-group>
          <source>Relatório do fórum nacional do ciclo de debates em vigilância sanitária: desafios e tendências</source>
          <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
          <publisher-name>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</publisher-name>
          <year>2016</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <label>8</label>
        <mixed-citation>.Lucchese G. Globalização e regulação sanitária: os rumos da vigilância sanitária no Brasil. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lucchese</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Globalização e regulação sanitária: os rumos da vigilância sanitária no Brasil</source>
          <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
          <publisher-name>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</publisher-name>
          <year>2008</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <label>9</label>
        <mixed-citation>.Covem EM. Descentralização das ações de vigilância sanitária. Cienc. Saude Coletiva. 2010:15(Supl 3):3318-28. https://doi.org/10.1590/S1413-81232010000900006</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Covem</surname>
              <given-names>EM</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <article-title>Descentralização das ações de vigilância sanitária</article-title>
          <source>Cienc. Saude Coletiva.</source>
          <year>2010</year>
          <volume>15</volume>
          <supplement>Supl 3</supplement>
          <fpage>3318</fpage>
          <lpage>3328</lpage>
          <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/S1413-81232010000900006">https://doi.org/10.1590/S1413-81232010000900006</ext-link>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <label>10</label>
        <mixed-citation>.Donabedian A. Explorations in quality assessment and monitoring volume 1: the definition of quality and approaches to its assessment. Ann Arbor: Health Administration; 1980.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Donabedian</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Explorations in quality assessment and monitoring volume 1: the definition of quality and approaches to its assessment</source>
          <publisher-loc>Ann Arbor</publisher-loc>
          <publisher-name>Health Administration</publisher-name>
          <year>1980</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <label>11</label>
        <mixed-citation>.Costa EA. Vigilância sanitária: proteção e defesa da saúde. São Paulo: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 2004.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Costa</surname>
              <given-names>EA</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Vigilância sanitária: proteção e defesa da saúde</source>
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</publisher-name>
          <year>2004</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <label>12</label>
        <mixed-citation>.Mcilroy D. Mass-produced software components: software engineering concepts and techniques. New York: Van Nostrand Reinhold; 1976.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mcilroy</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Mass-produced software components: software engineering concepts and techniques</source>
          <publisher-loc>New York</publisher-loc>
          <publisher-name>Van Nostrand Reinhold</publisher-name>
          <year>1976</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <label>13</label>
        <mixed-citation>.Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Resolução RDC Nº 207, de 3 de janeiro de 2018. Dispõe sobre a organização das ações de vigilância sanitária, exercidas pela união, estados, Distrito Federal e municípios, relativas à autorização de funcionamento, licenciamento, registro, certificação de boas práticas, fiscalização, inspeção e normatização, no âmbito do sistema nacional de vigilância sanitária.Diário Oficial União. 5 jan 2018.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="legal-doc">
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</collab>
            <collab>Anvisa</collab>
          </person-group>
          <article-title>Resolução RDC Nº 207, de 3 de janeiro de 2018. Dispõe sobre a organização das ações de vigilância sanitária, exercidas pela união, estados, Distrito Federal e municípios, relativas à autorização de funcionamento, licenciamento, registro, certificação de boas práticas, fiscalização, inspeção e normatização, no âmbito do sistema nacional de vigilância sanitária</article-title>
          <source>Diário Oficial União</source>
          <day>5</day>
          <month>01</month>
          <year>2018</year>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <label>14</label>
        <mixed-citation>.Seta MH, Dalin S. Construção do sistema brasileiro de vigilância sanitária: argumentos para debate. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2010.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Seta</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dalin</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Construção do sistema brasileiro de vigilância sanitária: argumentos para debate</source>
          <publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
          <publisher-name>Fundação Oswaldo Cruz</publisher-name>
          <year>2010</year>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <!--sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>BRIEF COMMUNICATION</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Improvement of health surveillance actions: harmonization and decentralization</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9992-6046</contrib-id>
          <name>
            <surname>Alencar</surname>
            <given-names>Maria Lucia Silveira Malta de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1001">
            <sup>I</sup>
          </xref>
          <xref ref-type="corresp" rid="c01001">
            <sup>*</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4828-5714</contrib-id>
          <name>
            <surname>Bacelar</surname>
            <given-names>Vera Maria Borralho</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff4001">
            <sup>IV</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-2092-9610</contrib-id>
          <name>
            <surname>Magajewski</surname>
            <given-names>Flavio</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2001">
            <sup>II</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-3885-7723</contrib-id>
          <name>
            <surname>Silva</surname>
            <given-names>Wilma Madeira da</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3001">
            <sup>III</sup>
          </xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6688-568X</contrib-id>
          <name>
            <surname>Sousa</surname>
            <given-names>Artur luri Alves de</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1001">
            <sup>I</sup>
          </xref>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff1001">
        <label>I</label>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original"> Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Brasília, DF, Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff2001">
        <label>II</label>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original"> Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Tubarão, SC, Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff3001">
        <label>III</label>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original"> Hospital Sírio-Libanês, São Paulo, SP, Brasil</institution>
      </aff>
      <aff id="aff4001">
        <label>IV</label>
        <country country="BR">Brasil</country>
        <institution content-type="original">Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo,SP, Brasil</institution>
      </aff>
      <author-notes>
        <corresp id="c01001">
          <label>*</label> E-mail: lucia.alencar@anvisa.gov.br 
        </corresp>
        <fn fn-type="conflict">
          <p>Conflict of Interest</p>
          <p>Authors have no potential conflict of interest to declare, related to this study’s political or financial peers and institutions.</p>
        </fn>
      </author-notes>
      <abstract>
        <title>ABSTRACT</title>
        <sec>
          <title>Introduction</title>
          <p> The performance of the National Health Surveillance System (SNVS) involves the actions of the three spheres of government considering the inherent characteristics of the Brazilian federative model and the Brazilian Health System management.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Objective</title>
          <p> To develop a proposal for health surveillance (Visa) activities, which would enable the harmonization of activities and practices, as a way to improve the effectiveness of actions and the identification of criteria for implementing these actions, as a guide for Visa agreements and schedules.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Method</title>
          <p> Descriptive qualitative study with narrative review on the process of harmonization and decentralization of Visa actions, based on the individualized and collective practices observed in the three SNVS management spheres. The proposal was developed in workshops represented states and municipalities, and the National Council of State Health Secretaries and the National Council of Municipal Health Secretaries.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Results</title>
          <p> Twelve critical actions were indicated, nine of which were related to the inspection action. The categorization of critical actions considered: focus and scope of the action; execution time; end materializable products; practices and activities that comprise the action; and the expected results. The practices to be harmonized were prioritized and detailed regarding the requirements to be met for implementation by the Sanitary Surveillance: legal, cognitive; ethical; logistics; and structuring to support the process of decentralization of actions.</p>
        </sec>
        <sec>
          <title>Conclusions</title>
          <p> The effective qualification of sanitary surveillance actions strengthens the collective construction processes, since it is associated with the definition of responsibilities, supported by technical criteria of competence and by uniformity in the execution of their actions, with impact on the health protection of the population.</p>
        </sec>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Parameters</kwd>
        <kwd>Regulations</kwd>
        <kwd>Health Systems</kwd>
        <kwd>Health Surveillance</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <sec sec-type="intro">
        <title>INTRODUCTION</title>
        <p>Health surveillance is defined as a set of activities capable of eliminating, reducing or preventing health risks and of intervening in health problems arising from the environment, the production and circulation of goods and the provision of services relevant to health. It includes the control of consumer goods and comprises all stages and processes, from production to consumption and the control of the provision of services that are directly or indirectly related to health
          <sup>
            <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>,
            <xref rid="B2" ref-type="bibr">2</xref>,
            <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
          </sup>. In Brazil, after the creation of the Unified Health System (SUS), health surveillance was recognized as a health policy and its activities were placed under the competence of the SUS
          <sup>
            <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>To guarantee the scope of Visa’s activities, Brazil opted for the creation of the National Health Surveillance System (SNVS), which comprises the set of activities carried out by institutions of the Union’s direct and indirect public administration, the states, the Federal District and the municipalities, which perform activities of regulation, standardization, control and inspection in the field of health surveillance. As provided for in the Law that created the National Health Surveillance Agency (Anvisa) – Law n. 9.782, of January 26, 1999
          <sup>
            <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
          </sup> – the Agency is responsible for coordinating the SNVS. The SNVS coordination was guided by the deliberations of the National Conference on Health Surveillance that took place in 2001, followed by the Master Plan on Health Surveillance (PDVISA) that took place in 2006
          <sup>
            <xref rid="B5" ref-type="bibr">5</xref>,
            <xref rid="B6" ref-type="bibr">6</xref>
          </sup>. PDVISA was the result of the efforts of representatives of the three levels of SUS management (Union, states, Federal District and municipalities), with the objective of strengthening and consolidating the SNVS, taking into account local particularities.
        </p>
        <p>More recently, the 2015 Health Surveillance Debate Cycle
          <sup>
            <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
          </sup> provided a rich and timely space for exchanging experiences, reflections and debates on health surveillance operations and challenges, among which technological progress and the globalized circulation and use of goods, products and services stand out. Among the most important topics presented for debate, the federal coordination of health surveillance actions stood out as an important challenge due to the lack of articulation between SNVS entities. The resulting fragmentation is one of the main problems posed to structuring the System and its federative coordination of health surveillance actions. Another aspect that stood out was the lack of planning and establishment of predetermined instruments in the process of decentralizing health surveillance actions (Track 3 – Challenge 7 of the Health Surveillance Debate Cycle)
          <sup>
            <xref rid="B7" ref-type="bibr">7</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>According to Lucchese
          <sup>
            <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
          </sup>, the poor debate about the SNVS, formalized in the same legislation that created the Agency, proposes an arrangement with the Union, states and municipalities, which is precariously articulated in an extremely diversified arrangement
          <sup>
            <xref rid="B8" ref-type="bibr">8</xref>
          </sup>. The analysis of these challenges shows the difficulties that have arisen in the process of structuring the SNVS, especially regarding the definition of roles, the decentralization process and the federative coordination of the system
          <sup>
            <xref rid="B9" ref-type="bibr">9</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The mechanisms of agreement between the levels of government have been one of the most important aspects for the improvement and consolidation of the SUS
          <sup>
            <xref rid="B4" ref-type="bibr">4</xref>
          </sup>. However, in many situations, these mechanisms need adjustment. In the case of health surveillance, since oftentimes more than one public entity is involved in the same activity, the situation entails greater complexity, but also the possibility of timely delivery of what is required from the stakeholders for the fulfillment of their responsibilities.
        </p>
        <p>Despite the debate and the instruments synthesized in these movements, the SNVS coordination capacity remains a major challenge, mainly due to the fast-paced digital transformation process – with new technological tools – and the communication mechanisms between the federated entities. The results are the poor quality of some actions, the lack of knowledge about how the actions done within the system are funded, and especially the absence of systematic processes for monitoring and assessing the actions and the results achieved by the SNVS
          <sup>
            <xref rid="B10" ref-type="bibr">10</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>It is in this context that the IntegraVisa project is inserted. This project was conducted by Anvisa in partnership with Hospital Alemão Hospital Oswaldo Cruz (HAOC), through the Institutional Development Support Program of the Unified Health System (Proadi-SUS), 2015-2017 triennium. The objective of this project was to design a proposition for the improvement of some health surveillance initiatives that are considered critical for the SNVS, presenting strategies and methodologies that contribute to harmonizing the most relevant actions carried out within the system, identifying criteria for more effective decentralization in the conduction of health surveillance actions, and drafting a proposition for monitoring and assessing the results achieved by the system in an integrated and permanent fashion.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="methods">
        <title>METHOD</title>
        <p>Qualitative descriptive study, with narrative review, with information collected from workshops, with representation of health surveillance technicians and managers from the three management levels that make up the SNVS. The selection of municipal and state health surveillance teams considered regional representation with the existence of high-risk services/establishments and processes/products in their territories. The workshops were attended by approximately 100 professionals: Health Surveillance bodies of ten states in the five major Brazilian regions – one state in the North Region, one in the Center-West Region, three states in the Northeast Region, three states in the Southeast Region and two states in the South Region; and 50 municipalities, five from each of the participating states – with the capital of the states always represented; technicians from Anvisa areas and representatives from the Health Surveillance Work Subgroup (GTVisa), composed of representatives of the National Council of State Health Secretaries (CONASS) and representatives of the National Council of Municipal Health Secretaries (CONASEMS).</p>
        <p>The work process of the IntegraVisa management group included preliminary meetings with state managers, decentralized workshops in the Health Surveillance bodies of ten Brazilian states, with the participation of the municipalities involved. The activities were focused on building collectively shared concepts and creating subsidies for the process of harmonizing and decentralizing health surveillance actions.</p>
        <p>Health surveillance practices were established based on the perception of risk – virtual hazard or threat of injury
          <sup>
            <xref rid="B11" ref-type="bibr">11</xref>
          </sup>– preceded by the detailed definition of the health surveillance actions to be addressed by the participants. In this sense, among the high-risk actions, the actions considered critical and/or priority for the SNVS were identified through internal consultations with Anvisa’s technical areas, and with the representatives of CONASS and CONASEMS that comprised the GTVisa. Critical actions for the IntegraVisa project were considered to be those processes, procedures and/or products with a high risk to the health of the population, which could have significant economic impact, and which required high technological complexity or specific expertise for their execution.
        </p>
        <p>The workshops were built with spaces for collective construction, in a structured and consensual manner. This enabled focused reflection based on previously established triggers, which, in turn, enabled the deepening and integration of knowledge and practices in the construction of propositions to address the health surveillance issues in the territory. After the workshops, we mapped the practices and the different realities faced by the Health Surveillance bodies that supported the theoretical and methodological basis involved in the process of harmonizing and decentralizing health surveillance actions.</p>
        <p>The content produced in the workshops on harmonization and construction of the criteria for the decentralization of critical actions in the SNVS fulfilled the following methodological requirements:</p>
        <list list-type="bullet">
          <list-item>
            <p>Detailed description of critical actions, with emphasis on aspects of their context, concepts, results, products and components (harmonized practices and activities);</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Survey of the harmonization status in the territories;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Identification of activities to be harmonized in practice;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Construction of the action activities prioritization matrix;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Construction of action descriptors;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Preparation of general guidelines for the Harmonization Process;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Recognition of nature and types of requirements for the execution of critical actions;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Definition of parameters for the requirements of critical actions;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Preparation of general guidelines to support the decentralization process; and</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>•Model validation of criteria and parameterized requirements.</p>
          </list-item>
        </list>
        <p>For the purposes of this study, the term “harmonize” means the identification of common actions, activities and ways of acting and, thus, of producing common agreements that enable conformity of practices, activities and results. On the other hand, the term “decentralize” considered the identification of criteria and requirements for assigning competences and responsibilities that contribute to the better, more adequate and more effective execution of prioritized critical actions.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="results">
        <title>RESULTS</title>
        <p>The process of building the identification of critical actions, with moments of refinement and validation, both internal and external to Anvisa, came up with a list of 12 actions, of which nine are related to the inspection action:</p>
        <list list-type="bullet">
          <list-item>
            <p>Inspect the drug and active pharmaceutical ingredient (API) industry;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect the industry of class III and IV health products;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect blood, tissue, cell and organ services (STCO);</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect compounding pharmacies;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect special-purpose food and food supplement industries;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect industrial kitchens;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>In hospital environments, inspect the services of: intensive care unit (ICU), material sterilization center, radiodiagnosis, radiation therapy, hospital infection control service, patient safety unit; solid health waste management;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect chemotherapy and parenteral nutrition, radiation therapy, radiodiagnosis, dialysis and endoscopy services;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Inspect companies that prepare and sterilize medical and hospital materials for use in hospital environments;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Manage adverse events and technical complaints of products and services subject to health surveillance;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Outline health surveillance actions in mass events;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Investigate emergency products and services subject to health surveillance.</p>
          </list-item>
        </list>
        <p>The critical actions were detailed in relation to their expected results, the products resulting from them, the practices associated with their conduction and the activities that make up every health surveillance practice. These descriptors were composed of the following elements: (a) focus of the action; (b) scope of the action; (c) time of execution [macroprocess]; (d) materializable final products; (e) practices and activities that make up the action; (f) result of the action (
          <xref rid="t1001" ref-type="table">Chart 1</xref>).
        </p>
        <p>
          <table-wrap id="t1001">
            <label>Chart 1</label>
            <caption>
              <title>Detail matrix of critical inspection actions. IntegraVisa Project, 2017.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
              <colgroup>
                <col/>
                <col/>
              </colgroup>
              <tbody>
                <tr>
                  <td>(a) Focus of the action</td>
                  <td align="center">Inspect: inspection is defined as the set of technical and administrative procedures aimed at the onsite verification of compliance with the health legislation of the activities and the work environment. The inspection enables the adoption of measures to guide and/or correct situations that may jeopardize the health of the population.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>(b) Scope of the action</td>
                  <td align="center">Identification of the health surveillance object to be considered in the action: includes aspects of post-marketing surveillance (pharmacovigilance – identification, evaluation, understanding and prevention of adverse events or any problems related to its use).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>(c) Moment of execution (macroprocess)</td>
                  <td align="center">Carried out both in the pre-market (certification and regularization) and in the post-market (inspection and monitoring) phases.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>(d) Materializable final products</td>
                  <td align="center">1. Issuance of qualification, certification (CBPF, Export, among others) and regularization (licensing and authorization) instruments; 2. Inspection Report – formal document prepared by the inspection team that describes the conditions of the company – according to the type of inspection; 3. Legal terms drawn up when necessary.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>(e) Practices and activities that make up the action</td>
                  <td align="center">1. Inspection planning: (i) Preparing the inspection plan according to the complexity, laboratory need, particularities and risk of the establishment, definition of the scope (whether routine or investigative); (ii) Doing a prior survey of information (legal framework, reporting systems, reports of previous inspections, registered products, among others); (iii) Communication with the company or establishment; and (iv) Preparing the inspection (staff, scripts, materials, legal designation of the inspectors); 2. Conducting the inspection: (i) Holding an initial meeting; (ii) Verifying compliance with the rules; (iii) Searching for evidence (sample collection, photos, interviews, historical and documentary analysis) using standardized scripts; and (iv) Holding a final meeting to draft terms and inform the next steps; 3. Drafting the report: (i) Writing a report in compliance with the report template (structure, items and defined topics); (ii) Doing the establishment’s risk assessment; (iii) Indicating categorization of non-conformities; and (iv) Writing a final conclusion with the measures adopted and the legal terms drawn up; 4. Communication: (i) Establishing an information flow with the stakeholders (SNVS, SUS, regulated sector and society in general); and (ii) Submitting an inspection report to the regulated party; 5. Post-inspection activities: (i) Monitoring required measures and (ii) Performing prevention and control activities.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>(f) Result of the action</td>
                  <td align="center">Increasing the security of products and services offered to the population.</td>
                </tr>
              </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
              <fn id="TFN1001">
                <p>CBPF: Certificate of Good Manufacturing Practices; SNVS: National Health Surveillance System; SUS Unified Health System.</p>
              </fn>
              <attrib>Source: IntegraVisa Project. Anvisa, 2017.</attrib>
            </table-wrap-foot>
          </table-wrap>
        </p>
        <p>Regarding the harmonization of activities and practices, the workshops pointed out different realities faced by health surveillance, which enabled the design and agreement of a proposition for harmonization. During the description of each critical action, it was possible to notice the repetition of practices and activities in several actions, with the identification of many common structures between them. Likewise, many activities were recognized as common units of different practices and actions and, therefore, capable of being 
          <italic>componentizable</italic>, for example: inspection report preparation procedure
          <sup>
            <xref rid="B12" ref-type="bibr">12</xref>
          </sup>.
        </p>
        <p>The analysis indicates that these common components must be harmonized prior to specific technical discussions more related to thematic actions by more structured fields of knowledge, in order to standardize the common core of activities (
          <xref rid="t2001" ref-type="table">Charts 2</xref> and 
          <xref rid="t3001" ref-type="table">3</xref>).
        </p>
        <p>
          <table-wrap id="t2001">
            <label>Chart 2</label>
            <caption>
              <title>Activities to be harmonized according to the critical inspection action. IntegraVisa Project, 2017.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
              <colgroup>
                <col/>
                <col/>
              </colgroup>
              <thead>
                <tr>
                  <th>
                    <bold>Related critical actions</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Harmonizable activities</bold>
                  </th>
                </tr>
              </thead>
              <tbody>
                <tr>
                  <td rowspan="11">Inspection</td>
                  <td align="center">Preparing inspection report according to the type of inspection and including the adopted measures.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Verifying compliance with the standards by looking for evidence, according to the type of inspection.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Categorizing the non-conformities, considering the risk assessment.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Planning the inspection of the establishment or service according to complexity, laboratory need, particularities and risk of the establishment or service.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Submitting the report to the regulated party.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Preparing the inspection (staff, scripts, materials, company or establishment communication, designation of inspectors, calendar, among others).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Monitoring compliance with the measures required in the inspection</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Performing a prior survey of the information (legal framework, Notivisa, previous inspections, registered products, post-surveillance data, among others).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Finishing the documentation related to the inspection (report, final conclusion, measures adopted and legal terms drawn up).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Holding onsite meetings during the inspection (initial, intermediate and final).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Systematizing the information surveillance process (Notivisa, sentinel events, complaints and others).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td rowspan="3">All critical actions</td>
                  <td align="center">Establishing a risk communication process for the stakeholders (reports, alerts, risk communication).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Standardizing rules for sample collection, packaging and transportation.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td align="center">Drawing up legal terms.</td>
                </tr>
              </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
              <fn id="TFN2001">
                <p>Notivisa: Health Surveillance Reporting System.</p>
              </fn>
              <attrib>Source: IntegraVisa Project. Anvisa, 2017.</attrib>
            </table-wrap-foot>
          </table-wrap>
        </p>
        <p>
          <table-wrap id="t3001">
            <label>Chart 3</label>
            <caption>
              <title>Prioritization of inspection activities to be harmonized according to consensus among the participants. IntegraVisa Project, 2017.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
              <colgroup>
                <col/>
                <col/>
              </colgroup>
              <thead>
                <tr>
                  <th scope="col">Priority</th>
                  <th scope="col">Description of the activity</th>
                </tr>
              </thead>
              <tbody>
                <tr>
                  <td>1</td>
                  <td align="center">Preparing inspection report according to the type of inspection and including the adopted measures.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>2</td>
                  <td align="center">Verifying compliance with the standards and seek evidence, according to the type of inspection.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>3</td>
                  <td align="center">Categorizing the non-conformities, considering the risk assessment.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>4</td>
                  <td align="center">Planning the inspection of the establishment or service according to complexity, laboratory need, particularities and risk of the establishment or service.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>5</td>
                  <td align="center">Establishing a risk communication process for the stakeholders (reports, alerts, risk communication).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>6</td>
                  <td align="center">Submitting the report to the regulated party.</td>
                </tr>
              </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
              <attrib>Source: IntegraVisa Project. Anvisa, 2017.</attrib>
            </table-wrap-foot>
          </table-wrap>
        </p>
        <p>Based on the analysis of the conditions needed for the performance of the activities associated with the 12 actions identified as critical and their components, we built clusters of requirements and detailed the general and specific requirements for carrying out each action, regardless of the executing entity. Five categories of requirements were considered:</p>
        <list list-type="bullet">
          <list-item>
            <p>Legal - legal frameworks needed for the execution of an action (technical standards, health code, legal designation of the supervisor);</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Cognitive - skills, competences and professional and technical training required to perform an action;</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Ethics - conduct required to carry out a health surveillance action (code of ethics, conflict of interest, among others);</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Logistics - supplies, materials and all the necessary means to carry out an action; and</p>
          </list-item>
          <list-item>
            <p>Structuring - elements like access to information, access to the laboratory, training of staff and other infrastructure conditions necessary to carry out a health surveillance action.</p>
          </list-item>
        </list>
        <p>During the discussions, we identified that some execution conditions are common to all health surveillance actions, either critical or not, and, therefore, these were considered as a limiting condition for a Health Surveillance body to take on responsibility for the execution of any action. With this in mind, these factors were considered as general requirements in the legal, ethical, logistical and structuring fields (
          <xref rid="t4001" ref-type="table">Chart 4</xref>). The specific requirements focused on the structuring and cognitive categories (
          <xref rid="t5001" ref-type="table">Chart 5</xref>).
        </p>
        <p>
          <table-wrap id="t4001">
            <label>Chart 4</label>
            <caption>
              <title>Details of the general requirements for the execution of critical actions.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
              <colgroup>
                <col/>
                <col/>
                <col/>
              </colgroup>
              <thead>
                <tr>
                  <th>
                    <bold>Category</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Requirement</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Description</bold>
                  </th>
                </tr>
              </thead>
              <tbody>
                <tr>
                  <td>Structuring</td>
                  <td align="center">Laboratory</td>
                  <td align="center">Have access to the laboratory network for necessary analysis.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Structuring</td>
                  <td align="center">Access to information</td>
                  <td align="center">Have access to basic information needed to evaluate the establishment and/or product.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Logistics</td>
                  <td align="center">Locomotion feature</td>
                  <td align="center">Have availability of mobility that meets the needs of the action.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Logistics</td>
                  <td align="center">Material resources</td>
                  <td align="center">Have equipment, technical and administrative supplies and documents needed for the action.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Ethical</td>
                  <td align="center">Absence of conflict of interest</td>
                  <td align="center">Have an annual declaration of absence of conflict of interest: document signed by a professional who performs the inspection.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Legal</td>
                  <td align="center">Existence of legal protection for the actions</td>
                  <td align="center">Adopt a health code that contains updated legal protection for inspection actions (federal, state or municipal).</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Legal</td>
                  <td align="center">Existence of legal protection for the actions</td>
                  <td align="center">Follow specific legislation in force (laws, resolutions, technical standards, ordinances and other similar laws) sufficient for the inspection action.</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Legal</td>
                  <td align="center">Existence of legal protection for the actions</td>
                  <td align="center">Have a Health Surveillance professional designated and appointed with law enforcement power.</td>
                </tr>
              </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
              <attrib>Source: IntegraVisa Project. Anvisa, 2017.</attrib>
            </table-wrap-foot>
          </table-wrap>
        </p>
        <p>
          <table-wrap id="t5001">
            <label>Chart 5</label>
            <caption>
              <title>Details of the general requirements for the execution of critical actions.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
              <colgroup>
                <col/>
                <col/>
                <col/>
                <col/>
              </colgroup>
              <thead>
                <tr>
                  <th>
                    <bold>Category</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Requirement</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Description</bold>
                  </th>
                  <th align="center">
                    <bold>Unit of measure</bold>
                  </th>
                </tr>
              </thead>
              <tbody>
                <tr>
                  <td>Structuring</td>
                  <td align="center">Health Surveillance team</td>
                  <td align="center">Have sufficient Health Surveillance personnel to carry out the action.</td>
                  <td align="center">Unit (professional)</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Structuring</td>
                  <td align="center">Harmonized procedures</td>
                  <td align="center">Have the following SOPs harmonized in the SNVS.</td>
                  <td align="center">Unit (harmonized procedure)</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Cognitive</td>
                  <td align="center">Qualification (training)</td>
                  <td align="center">Have a certified professional with basic health surveillance training.</td>
                  <td align="center">Hours (classroom hours of specific content)</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Cognitive</td>
                  <td align="center">Qualification (training)</td>
                  <td align="center">Have a certified Health Surveillance professional with a specific refresher course, or in-service training.</td>
                  <td align="center">Hours (classroom hours)</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Cognitive</td>
                  <td align="center">Qualification (exhibition)</td>
                  <td align="center">Have a health surveillance professional with practical experience (exposure) in carrying out this action.</td>
                  <td align="center">Unit (exhibition)</td>
                </tr>
                <tr>
                  <td>Cognitive</td>
                  <td align="center">Education (training)</td>
                  <td align="center">Have a Health Surveillance professional trained to perform the action.</td>
                  <td align="center">Unit (professional)</td>
                </tr>
              </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
              <fn id="TFN3001">
                <p>Visa: health surveillance; SOP: Standard operational procedure; SNVS: National Health Surveillance System.</p>
              </fn>
              <attrib>Source: IntegraVisa Project. Anvisa, 2017.</attrib>
            </table-wrap-foot>
          </table-wrap>
        </p>
        <p>Based on these requirements, parameters were determined for each general and specific requirement of the 12 critical actions, which are contained in the Harmonization and Decentralization Plans documents that resulted from the project. These parameters are directly related to the specific action and established according to the needs and characteristics of the action.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="discussion">
        <title>DISCUSSION</title>
        <p>The federative model of the SUS, of which health surveillance is part, is characterized by the autonomy of its entities
          <sup>
            <xref rid="B1" ref-type="bibr">1</xref>
          </sup>. The challenge of harmonizing procedures and agreeing on criteria and requirements for implementation implies the need for a process in which qualified representatives of the stakeholders can carry out this identification in an agreed manner. This participation is necessary for mapping and recognizing the different situations faced by states and municipalities, both central and more remote. By ensuring the representation of this diversity, the process also ensures richer results, as well as the commitment to the consistency of a process that is essentially collective, of building consensus and negotiations based on cooperation between autonomous but interdependent stakeholders, as it should be in a system of this kind.
        </p>
        <p>With the representativeness of the participants in the scope of this study, we sought to legitimize the construction process, making it possible for the agreements at the bipartite level to be a natural result, both as regards the execution of critical actions, as well as regarding the adoption of harmonized procedures. The ten states participating in the project, in addition to covering all the regions of the Federation and having establishments and services that demanded the most critical actions of health surveillance, concentrated about 72% of the Brazilian population in 2018. Regarding the 50 municipalities that participated in the IntegraVisa project, all had a population greater than 50,000 inhabitants.</p>
        <p>The need to harmonize the practices and activities of health surveillance was recognized as fundamental to strengthen the System. This can promote the alignment of actions between health surveillance bodies, regulatory convergence and predictability of actions, in addition to enabling the stakeholders to act in a harmonious and predictable manner and deal with situations in ways that are not questionable or subjective. There is also the need to strengthen the mechanisms of federative coordination in the context of the political-administrative structure. This need is perceived daily in the search for greater complementarity, since the federated units have different competencies and execution capacities.
          <sup>
            <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
          </sup> Law n. 9.782/1999
          <sup>
            <xref rid="B3" ref-type="bibr">3</xref>
          </sup> did not contribute to ordering this coordination, since the components and the very functioning of the System were not explicitly defined. Clearly establishing criteria, funds and limits for this execution is fundamental for the best use of the available resources, to avoid parallel work and achieve better results.
        </p>
        <p>It is worth mentioning that, as a result of the prioritization of inspection activities carried out by health surveillance agents, the participants came to a consensus as to the importance of preparing the inspection report, verifying compliance with the standards and carrying out the categorization of non-conformities considering the assessment of risk as activities that directly impact the work of the inspectors as law enforcement agents. Therefore, this work cannot have much variation is its form of execution nor be based on subjective judgment.</p>
        <p>The establishment of the necessary conditions for the conduction of health surveillance actions between states and municipalities has occurred in an incipient and occasional manner. We must consider the technical and operational capacity of each entity and incorporate the associated legal, cognitive, logistical, ethical and structural requirements. Furthermore, this process must respect the different realities of each entity and, at the same time, enable significant progress and improvement of health surveillance initiatives. It should be noted that the discussion regarding the harmonization of practices and activities was incorporated as a specific structuring requirement for all the critical actions we evaluated.</p>
        <p>The definition of what to do, how to do it and who will take the responsibility for doing it, within the scope of the SNVS, must consider the potential of the risk and the management capacity of each place and time of agreement. Some municipalities will occasionally not be able – technically, organizationally or politically – to perform certain health-related tasks. This dynamic reality requires attentive coordination and permanent and regionalized cooperation. This also reveals the relevance of the states in the provision of services in a complementary manner, a situation that will probably last for some time.</p>
        <p>In this sense, the creation of health surveillance-specific live negotiation spaces, within the scope of the state management and/or the Bipartite Intergovernmental Commissions (CIB), will enable the design of strategies to improve the structure and achieve results in new responsibilities.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
        <title>CONCLUSIONS</title>
        <p>This study presented subsidies derived from health surveillance actions that can be considered critical and in the knowledge of a set of activities that could be harmonized. These contents were addressed and delivered as products of the IntegraVisa Project to Anvisa. The decentralization of responsibilities between federated entities is an almost mandatory condition within a federation, since its existence incorporates the recognition of autonomous subnational governments, but also with interdependent relations and with republican responsibilities. In addition, within a federation there is the concept of subsidiarity, which refers to the creation of mechanisms to compensate for the inequality between federative entities.</p>
        <p>The criteria and requirements that were established as references to guide and improve the decentralization of health surveillance actions among the three federated entities are understood as requirements for the subsequent negotiation and agreement of said actions between them. The effort summarized here expanded the scope of this process and incorporated specific technical questions for all actions considered critical. This was achieved using a participatory methodology that, in addition to Anvisa technicians, had the participation of technicians and managers from 10 Brazilian states, from 50 municipalities (five from each state) and representatives of the GTVisa. Therefore, the result achieved can be considered to be faithful to the reality of the SNVS group.</p>
        <p>This proposition does not intend to establish a single model for the agreement between the federated entities, but to clarify the needs experienced and prioritized by the health surveillance agents when aligned with the purpose of a more uniform, transparent and predictable performance, as well as the requirements and guidelines that may contribute to the consolidation of the SNVS in each government level. The SNVS must be an integral part of a process of continuous improvement, together with the institutions involved in it, which includes the expansion of strategic quality management skills, and instruments that facilitate the fulfillment of the institutional missions of all stakeholders.</p>
        <p>Resolution of the Collegiate Board (RDC) n. 207, of January 3, 2018
          <sup>
            <xref rid="B13" ref-type="bibr">13</xref>
          </sup>, which provides for the organization of health surveillance actions done by the Union, states, Federal District and municipalities, incorporated the adoption of the requirements as a principle of delegating responsibility for the execution of actions. Additionally, the harmonization process was understood as a structuring requirement among the criteria to be agreed upon.
        </p>
        <p>It is essential that these and other propositions, as well as new strategies of agreement and relationship between the entities, provided that they bring relevant content to the specific negotiations for the definition of health responsibilities among the entities that make up the SNVS, be included in the interpartite negotiation agendas within the scope of the SUS
          <sup>
            <xref rid="B14" ref-type="bibr">14</xref>
          </sup>.
        </p>
      </sec>
    </body>
    <back>
      <ack>
        <title>Acknowledgments</title>
        <p>We would like to thank all professionals from state and municipal health surveillance bodies, Anvisa and HAOC who contributed to this work.</p>
      </ack>
    </back>
  </sub-article-->
</article>
