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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">visa</journal-id>
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				<journal-title>Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência &amp; Tecnologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Vigilância Sanitária em Debate</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2317-269X</issn>
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				<publisher-name>INCQS-FIOCRUZ</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00011</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.22239/2317-269X.01922</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>REVISÃO</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Caracterização e representatividade dos desvios da qualidade de medicamentos no âmbito da farmacovigilância: uma revisão narrativa</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Characterization and representation of substandard drugs in the area of pharmacovigilance scope: a narrative review</trans-title>
				</trans-title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4824-6339</contrib-id>
					<name>
						<surname>Eserian</surname>
						<given-names>Jaqueline Kalleian</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="corresp" rid="c01"><sup>*</sup></xref>
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			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgdiv1">Centro de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes</institution>
				<institution content-type="normalized">Instituto Adolfo Lutz</institution>
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					<named-content content-type="city">São Paulo</named-content>
					<named-content content-type="state">SP</named-content>
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				<institution content-type="original"> Centro de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes , Instituto Adolfo Lutz , São Paulo , SP , Brasil </institution>
				<email>jaqueline.eserian@ial.sp.gov.br</email>
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			<author-notes>
				<corresp id="c01">
					<label>*</label> E-mail: <email>jaqueline.eserian@ial.sp.gov.br</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="other">
					<p>Contribuição do Autor</p>
					<p>Concepção, planejamento do estudo (desenho do estudo), aquisição, análise, interpretação dos dados e redação do trabalho. O autor aprovou a versão final do trabalho.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="conflict">
					<label>Conflito de Interesse</label>
					<p>Os autores informam não haver qualquer potencial conflito de interesse com pares e instituições, políticos ou financeiros deste estudo.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>06</day>
				<month>01</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Apr-Jun</season>
				<year>2022</year>
			</pub-date>-->
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Apr-Jun</season>
				<year>2022</year>
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			<volume>10</volume>
			<issue>2</issue>
			<fpage>93</fpage>
			<lpage>102</lpage>
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				<date date-type="received">
					<day>14</day>
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					<year>2021</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>15</day>
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					<year>2022</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
					<license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<sec>
					<title>Introdução</title>
					<p>Os desvios da qualidade de medicamentos (DQM) apresentam grande relevância no âmbito da farmacovigilância, devendo ser investigados e monitorados, uma vez que podem levar a uma grande variedade de desfechos clínicos.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p>Discutir sobre a caracterização dos DQM no âmbito da farmacovigilância por meio de uma revisão narrativa da literatura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p>Foi realizada uma busca abrangente em bases de dados utilizando-se os descritores: “farmacovigilância”, “queixas técnicas (QT)”, “DQM” e “sistemas de notificação”, incluindo estudos relacionados diretamente ao tema proposto, realizados no Brasil e publicados no período de 2005 a 2020.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p>Os DQM podem estar relacionados a alterações no próprio medicamento, ao conteúdo e integridade da embalagem e à rotulagem. Dos 18 estudos selecionados (14 artigos, dois capítulos de livro e duas dissertações) contendo notificações de DQM na forma de QT de medicamentos, dois avaliaram exclusivamente notificações de QT de medicamentos (100,0%), enquanto o restante apontou que estas representavam de 0,6% a 70,0% do total de notificações realizadas em estabelecimentos de saúde do país. Os principais DQM evidenciados foram alterações no aspecto do produto, ausência/redução na quantidade do medicamento e problemas nas embalagens.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusões</title>
					<p>Considera-se que as notificações envolvendo DQM representem um excelente indicador de qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado, vindo a contribuir na qualificação de fornecedores e distribuição de produtos conformes à população.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<sec>
					<title>Introdução</title>
					<p>Os desvios da qualidade de medicamentos (DQM) apresentam grande relevância no âmbito da farmacovigilância, devendo ser investigados e monitorados, uma vez que podem levar a uma grande variedade de desfechos clínicos.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p>Discutir sobre a caracterização dos DQM no âmbito da farmacovigilância por meio de uma revisão narrativa da literatura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p>Foi realizada uma busca abrangente em bases de dados utilizando-se os descritores: “farmacovigilância”, “queixas técnicas (QT)”, “DQM” e “sistemas de notificação”, incluindo estudos relacionados diretamente ao tema proposto, realizados no Brasil e publicados no período de 2005 a 2020.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p>Os DQM podem estar relacionados a alterações no próprio medicamento, ao conteúdo e integridade da embalagem e à rotulagem. Dos 18 estudos selecionados (14 artigos, dois capítulos de livro e duas dissertações) contendo notificações de DQM na forma de QT de medicamentos, dois avaliaram exclusivamente notificações de QT de medicamentos (100,0%), enquanto o restante apontou que estas representavam de 0,6% a 70,0% do total de notificações realizadas em estabelecimentos de saúde do país. Os principais DQM evidenciados foram alterações no aspecto do produto, ausência/redução na quantidade do medicamento e problemas nas embalagens.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusões</title>
					<p>Considera-se que as notificações envolvendo DQM representem um excelente indicador de qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado, vindo a contribuir na qualificação de fornecedores e distribuição de produtos conformes à população.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<kwd>Farmacovigilância</kwd>
				<kwd>Notificação</kwd>
				<kwd>Controle de Qualidade</kwd>
				<kwd>Preparações Farmacêuticas</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<kwd>Farmacovigilância</kwd>
				<kwd>Notificação</kwd>
				<kwd>Controle de Qualidade</kwd>
				<kwd>Preparações Farmacêuticas</kwd>
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		</article-meta>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>INTRODUÇÃO</title>
			<p>O monitoramento dos medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico se faz por meio da farmacovigilância, objetivando a detecção, a avaliação, a compreensão e a prevenção não somente das reações adversas a medicamentos (RAM), mas também de quaisquer problemas relacionados a medicamentos (PRM). Considera-se como PRM qualquer resultado indesejável que esteja relacionado com o tratamento farmacoterapêutico, interferindo de modo real ou potencial nos resultados esperados para tal tratamento <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
			<p>Diante disso, o escopo das atividades de farmacovigilância compreende: 1. suspeita de RAM; 2. eventos adversos por desvio da qualidade de medicamentos (DQM); 3. eventos adversos decorrentes do uso não aprovado de medicamentos (uso <italic>off-label</italic> ); 4. interações medicamentosas; 5. inefetividade terapêutica total ou parcial; 6. intoxicações relacionadas ao uso de medicamentos; 7. uso abusivo de medicamentos e 8. erros de medicação, potenciais e reais <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> .</p>
			<p>Os PRM são frequentes em pacientes hospitalizados e podem resultar em prolongamento do período de internação, incapacidade, lesão e/ou óbito, acarretando o aumento do consumo dos recursos sanitários <sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> . Ações visando a identificação rápida dos PRM para a prevenção, a minimização ou a eliminação dos riscos de danos à saúde dos pacientes tornam a farmacovigilância um importante meio de conexão entre a regulação de medicamentos e a prática clínica <sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> . Salienta-se que essas ações ocorrem principalmente por meio de atividades de seguimento terapêutico <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
			<p>Embora as RAM sejam mais exploradas, a investigação de DQM apresenta grande relevância no âmbito da farmacovigilância <sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> . Os DQM se definem pelo afastamento dos parâmetros de qualidade estabelecidos para o produto ou processo exigidos para seu registro e comercialização, podendo causar danos à saúde do paciente ou não <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
			<p>Desta forma, nem todo DQM leva a um desfecho clínico negativo, pois, se constatado antes da dispensação/administração do medicamento, não ocorrerá dano ao usuário, caracterizando-se, então, como queixa técnica (QT) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . Define-se como QT a suspeita de alteração ou irregularidade de um produto ou empresa relacionada a aspectos técnicos ou legais, tais como os problemas de não conformidade do medicamento associados ao seu desempenho, qualidade ou segurança <sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> . No entanto, quando é possível estabelecer uma associação positiva entre o DQM e o dano ao paciente, tem-se, então, o evento adverso ao medicamento (EAM) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . De qualquer forma, as suspeitas de desvio da qualidade devem ser investigadas e monitoradas, pois podem levar a uma grande variedade de desfechos clínicos.</p>
			<p>Este estudo se propôs a discutir sobre a caracterização dos DQM no âmbito da farmacovigilância por meio de uma revisão narrativa da literatura. Para tal, diversas fontes bibliográficas foram recuperadas tanto para a contextualização do assunto quanto para o levantamento da representatividade dos DQM em âmbito nacional.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>MÉTODO</title>
			<p>Estudo de revisão narrativa visando explorar a seguinte pergunta: Qual a representatividade dos DQM descrita em estudos científicos realizados no Brasil e como caracterizá-los a partir dos achados em questão?</p>
			<p>Foi realizada uma busca abrangente nas bases de dados <italic>Scientific Eletronic Library Online</italic> (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), utilizando-se os seguintes descritores: “Farmacovigilância”, “Queixa Técnica”, “Desvio da Qualidade de Medicamentos” e “Sistemas de Notificação”, nos idiomas português e inglês. Além disso, foi realizada uma busca suplementar nas referências dos estudos encontrados, utilizando-se também documentos oficiais de órgãos de Vigilância Sanitária, livros didáticos e dissertações acadêmicas. Foram incluídos conteúdos publicados no período de 2005 a 2020.</p>
			<p>No total, foram recuperados 782 artigos nas duas bases. Após aplicação dos critérios de exclusão (período selecionado e idioma), 526 artigos foram excluídos. Foi feita uma leitura crítica do título/resumo dos 256 artigos restantes, excluindo-se os que não eram de interesse ao tema proposto por esta revisão, ou seja, que envolvessem a análise exclusiva de outros tipos de PRM ou realizados fora do território nacional, e aqueles repetidos entre as bases consultadas.</p>
			<p>Por fim, a revisão foi baseada em 18 artigos, três livros, três dissertações e dez normas e documentos de órgãos oficiais, incluindo-se também estudos selecionados a partir das referências dos materiais previamente identificados, totalizando 36 referências. A representatividade dos DQM foi obtida utilizando-se o menor e o maior valor referentes às notificações de QT descritos nos artigos selecionados.</p>
			<p>Os resultados e a discussão foram organizados de acordo com os seguintes tópicos: “Representatividade de desvios da qualidade de medicamentos na forma de queixas técnicas no cenário nacional”, “Caracterização dos desvios da qualidade de medicamentos”, “Vigilância dos desvios da qualidade de medicamentos” e “Desvios da qualidade de medicamentos e assistência farmacêutica”. Estes temas foram selecionados de modo a contextualizar o assunto central discutido, além de complementar a narrativa inserindo a discussão sobre DQM no âmbito da assistência farmacêutica.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>RESULTADOS E DISCUSSÃO</title>
			<sec>
				<title>Representatividade de desvios da qualidade de medicamentos na forma de queixas técnicas no cenário nacional</title>
				<p>Todos os estudos encontrados (14 artigos, dois capítulos de livro e duas dissertações) abordando dados de notificações de DQM publicados no período descrito (2005–2020) e realizados em território nacional foram incluídos neste levantamento ( <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro</xref> ).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t1">
						<label>Quadro</label>
						<caption>
							<title>Resumo dos estudos selecionados por meio do levantamento bibliográfico sobre a representatividade de desvios da qualidade de medicamentos na forma de queixas técnicas no cenário nacional.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left">Estudo</th>
									<th>Período de coleta dos dados</th>
									<th>Hospital sentinela</th>
									<th>Município (Estado)</th>
									<th>Total de notificações</th>
									<th>Notificações de QT de medicamentos</th>
									<th>DQM</th>
									<th>Outras notificações</th>
									<th>Categoria profissional do notificador</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td>Bitencourt et al. <sup>7</sup></td>
									<td align="center">04/2016 - 09/2016</td>
									<td align="center">Não (unidades de assistência primária e secundária)</td>
									<td align="center">Belo Horizonte (MG)</td>
									<td align="center">276 (cinco excluídos por motivos técnicos, totalizando 271)</td>
									<td align="center">100,0% (total de 329 DQM - média de 1,21/registro)</td>
									<td align="center">Conteúdo da embalagem (47%); integridade da embalagem (26%); alterações no medicamento (22%); rotulagem (5%)</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Chaves et al. <sup>8</sup></td>
									<td align="center">01/2016 - 06/2017</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Fortaleza (CE)</td>
									<td align="center">49</td>
									<td align="center">100,0% (total de 92 DQM - média de 1,88/registro)</td>
									<td align="center">Corpo estranho/material em suspensão (32,6%); rachadura/bolha/vazamento (28,6%); ausência de rótulo/conteúdo (8,2%); quantidade menor que a informada (8,2%); alteração de cor (6,1%); inefetividade ou diminuição de efeito terapêutico (6,1%); alteração de cor com presença de corpo estranho (4,1%); rótulo ilegível/inadequado (4,1%); outros (2,0%)</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">Enfermeiros (57,2%); farmacêuticos (26,5%); estagiários de farmácia (4,1%); técnicos de enfermagem (4,1%); médicos assistentes (2,0%); técnicos de laboratório (2,0%); não informado (4,1%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Lima et al. <sup>9</sup></td>
									<td align="center">01/2009 - 12/2010</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Botucatu (SP)</td>
									<td align="center">199</td>
									<td align="center">70,0%</td>
									<td align="center">Vazamento (17,3%); alteração da coloração (10,8%); dificuldade de abertura do frasco (10,0%); ausência de produto no frasco (9,4%); comprimidos quebrados (6,5%); solução precipitada (6,5%); entre outros</td>
									<td align="center">Inefetividade terapêutica (21,0%) e RAM (9,0%)</td>
									<td align="center">Farmacêuticos (38,2%); enfermeiros (36,7%); médicos (20,1%); técnicos e auxiliares de enfermagem (4,5%) e secretários (0,5%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Caon et al. <sup>10</sup></td>
									<td align="center">04/2010 - 03/2011</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
									<td align="center">169</td>
									<td align="center">66,3% (1,8% excluído por motivos técnicos, totalizando 64,5%)</td>
									<td align="center">Problemas de embalagem (54,1%); aspecto do conteúdo (21,1%); ausência de rótulo total/algumas informações (16,5%); quantidade inferior à rotulada (5,5%); integridade da forma farmacêutica (4,6%); ausência do medicamento na embalagem (0,9%)</td>
									<td align="center">RAM (33,7%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Duarte et al. <sup>11</sup></td>
									<td align="center">01/2008 - 12/2012</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">João Pessoa (PB)</td>
									<td align="center">34</td>
									<td align="center">61,8%</td>
									<td align="center">Alterações gerais (57,1%); alterações de cor (19,0%); inefetividade (14,4%); alterações físico-químicas (9,5%)</td>
									<td align="center">RAM (38,2%)</td>
									<td align="center">Farmacêuticos (73,5%); enfermeiros (11,8%); técnicos de enfermagem (8,8%); médicos (5,9%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Visacri et al. <sup>12</sup></td>
									<td align="center">2010</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">- (SP)</td>
									<td align="center">68</td>
									<td align="center">60,3%</td>
									<td align="center">Frascos/ampola quebrados (20,9%); ausência ou redução da quantidade do produto (20,9%); alterações físico-químicas (11,7%); ausência de identificação (11,6%); problemas na embalagem (11,6%); presença de material estranho (9,3%); baixa qualidade de informação (7,0%) e alterações organolépticas (7,0%)</td>
									<td align="center">RAM (39,7%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Bezerra et al. <sup>13</sup></td>
									<td align="center">01/2006 - 08/2008</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Goiânia (GO)</td>
									<td align="center">100</td>
									<td align="center">55,0%</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">QT de material médico hospitalar (26,0%); eventos adversos de hemoderivados (11,0%) e medicamentos (8,0%)</td>
									<td align="center">Enfermeiros (35%); técnicos de enfermagem (14%); farmacêuticos (13%); médicos (5%); outras áreas (7%); sem identificação (26%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Sobreira et al. <sup>14</sup></td>
									<td align="center">2015</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Campina Grande (PB)</td>
									<td align="center">71</td>
									<td align="center">50,7%</td>
									<td align="center">Ampola sem rótulo; rompimento de ampola; ampola contendo corpo estranho; ausência de dosador</td>
									<td align="center">Eventos adversos (8,5%) e QT de tecnovigilância (40,8%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Mahmud et al. <sup>15</sup></td>
									<td align="center">04/2002 - 07/2003</td>
									<td align="center">Atualmente sim, porém não menciona se era na época do estudo</td>
									<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
									<td align="center">254</td>
									<td align="center">35,8%</td>
									<td align="center">Embalagem/rótulo (38,4%); alterações físico-químicas (24,1%); alterações organolépticas (25,2%); inefetividade terapêutica (10,9%); outras alterações (1,4%)</td>
									<td align="center">RAM (64,2%)</td>
									<td align="center">Farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de medicação, médicos, residentes e técnicos/auxiliares de enfermagem</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Basile et al. <sup>16</sup></td>
									<td align="center">01/2009 - 12/2014</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Botucatu (SP)</td>
									<td align="center">188 (medicamentos potencialmente perigosos)</td>
									<td align="center">32,4%</td>
									<td align="center">Ausência de rótulo (21,3%); dificuldade de abertura (11,4%); presença de material estranho (8,2%); alteração de coloração (8,2%); redução de conteúdo (8,2%); frasco inadequado (6,6%); alteração do aspecto (6,6%); ausência/quebra de ampola (6,6%); alvéolo vazio no <italic>blister</italic> (6,6%); ausência de produto no frasco/ampola (4,9%); comprimido quebrado (3,3%); vazamento (3,3%); conteúdo a mais (1,6%); frasco com problema (1,6%); dificuldade de aspiração do conteúdo (1,6%)</td>
									<td align="center">Inefetividade terapêutica (36,7%); RAM (16,0%); flebite (7,4%); extravasamento (5,1%); erro de dispensação (1,1%); erro de administração (0,5%) e erro de medicação (0,5%)</td>
									<td align="center">Enfermeiros (41,5%); médicos (28,7%); farmacêuticos (16,5%) e profissionais que não se identificaram (13,3%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Azulino et al. <sup>17</sup></td>
									<td align="center">03/2009 - 06/2011</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Belém (PA)</td>
									<td align="center">50</td>
									<td align="center">30,0%</td>
									<td align="center"><italic>Blisteres</italic> vazios (26,7%); problemas no rótulo (26,7%); problemas na embalagem (26,7%); alterações organolépticas (13,4%); frasco/ampola lacrado sem substância (6,7%)</td>
									<td align="center">QT de artigos médico-hospitalares (70,0%)</td>
									<td align="center">Equipe de enfermagem (80,0%) e farmacêuticos (20,0%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Furini <sup>18</sup></td>
									<td align="center">08/2015 - 07/2016</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Ribeirão Preto (SP)</td>
									<td align="center">807</td>
									<td align="center">27,4%</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">Erros de dispensação, prescrição e administração (50,6%); RAM (9,8%); inefetividade terapêutica (3,1%); problemas com receituário (1,6%); uso <italic>off-label</italic> (0,3%); entre outras</td>
									<td align="center">Enfermeiros; farmacêuticos; auxiliares de farmácia; médicos; entre outras</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Cavalcante et al. <sup>19</sup></td>
									<td align="center">2015</td>
									<td align="center">Não</td>
									<td align="center">- (CE)</td>
									<td align="center">66</td>
									<td align="center">21,0%</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">RAM (79,0%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Oliveira et al. <sup>20</sup></td>
									<td align="center">06/2012 - 07/2014</td>
									<td align="center">Não</td>
									<td align="center">- (SP)</td>
									<td align="center">178</td>
									<td align="center">15,2%</td>
									<td align="center">Extravasamento de líquido do material de acondicionamento (40,7%); mudança de coloração (18,5%); presença de partículas estranhas (14,8%); material de acondicionamento danificado (14,8%); precipitação (11,1%)</td>
									<td align="center">RAM (84,8%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Francelino <sup>21</sup></td>
									<td align="center">1997 - 2005</td>
									<td align="center">Não (Centro de Farmacovigilância - Universidade Federal do Ceará)</td>
									<td align="center">Fortaleza (CE)</td>
									<td align="center">1.293</td>
									<td align="center">9,4%</td>
									<td align="center">Mudança de coloração (47,1%); inefetividade terapêutica (22,3%); formação de precipitado (10,7%); líquido de difícil aspiração (5,8%); presença de corpo estranho (3,3%); erro de descrição na rotulagem (2,5%); entre outros</td>
									<td align="center">RAM (90,6%)</td>
									<td align="center">Enfermeiros (56,2%); médicos (18,2%); farmacêuticos (18,2%); auxiliares de enfermagem (4,1%); familiares (2,5%) e pacientes (0,8%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Ribas et al. <sup>22</sup></td>
									<td align="center">2016 - 2017</td>
									<td align="center">Não</td>
									<td align="center">Região Sudoeste (BA)</td>
									<td align="center">232</td>
									<td align="center">8,2%, relacionadas a: medicamentos (10,5%); artigo médico-hospitalar (57,9%); cosmético (5,3%); equipamento médico-hospitalar (15,8%) e saneante (10,5%)</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">Eventos adversos (91,8%) relacionados a: lesão por pressão (38,2%); medicamentos (24,1%); cirurgia (7,5%); identificação do paciente (5,7%); flebite (5,7%); queda (4,2%); outros (14,6%)</td>
									<td align="center">Enfermeiros (61,9%); técnicos de enfermagem (24,8%); estagiários (11,9%); farmacêuticos/médicos (1,5%)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Rodrigues et al. <sup>23</sup></td>
									<td align="center">01/2015 - 12/2016</td>
									<td align="center">Não</td>
									<td align="center">- (PA)</td>
									<td align="center">1.256</td>
									<td align="center">0,6%</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">Erros de medicação (73,7%); RAM (25,5%); inefetividade (0,2%)</td>
									<td align="center">-</td>
								</tr>
								<tr>
									<td>Santos et al. <sup>24</sup></td>
									<td align="center">01/2008 - 07/2012</td>
									<td align="center">Sim</td>
									<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
									<td align="center">191</td>
									<td align="center">-</td>
									<td align="center">Problemas nas embalagens primárias (27,7%); problemas na reconstituição de pós liofilizados (19,4%); suspeita de falha terapêutica (11,0%); presença de corpo estranho (9,4%); reações adversas importantes ao medicamento (6,8%); entre outros</td>
									<td align="center">Erros de medicação (12,6%) e RAM graves (8,9%)</td>
									<td align="center">Profissionais da farmácia (48,7%); enfermagem (35,1%) e médicos (8,9%)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN1">
								<p>DQM: desvio da qualidade de medicamentos; QT: Queixa técnica; RAM: Reações adversas a medicamentos; MG: Minas Gerais; CE: Ceará; SP: São Paulo; RS: Rio Grande do Sul; PB: Paraíba; GO: Goiás; PA: Pará; BA: Bahia.</p>
							</fn>
							<attrib>Fonte: Elaborado pela autora, 2021.</attrib>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Os estudos selecionados por meio do levantamento bibliográfico apontaram que as notificações de QT de medicamentos representam de 0,6% a 70,0% do total de notificações realizadas nos estabelecimentos de saúde descritos <sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> . Foram contabilizados ainda dois estudos que analisaram exclusivamente notificações de QT de medicamentos (100,0%) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> .</p>
				<p>Dentre os outros tipos de notificações analisadas nos estudos, as notificações de RAM foram as mais comuns (90,6%) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref></sup> , seguidas por erros de medicação (73,7%) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref></sup> , QT de artigos médico-hospitalares (70%) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref></sup> e inefetividade terapêutica (36,7%) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref></sup> . Mais da metade dos estudos que mencionaram inefetividade terapêutica a considerou como um DQM <sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> , enquanto o restante não <sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref></sup> . Destaca-se ainda que as notificações de erros de medicação e inefetividade terapêutica possam ter como causa justamente um DQM não detectado antes da administração do medicamento ao paciente.</p>
				<p>Os principais DQM evidenciados pelos estudos foram alterações no aspecto do produto <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref></sup> , ausência/redução na quantidade do medicamento <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref></sup> e problemas nas embalagens <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref></sup> .</p>
				<p>Verifica-se que a maior parte dos profissionais notificadores são enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, farmacêuticos, técnicos e acadêmicos de farmácia e médicos <sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> .</p>
				<p>A maior parte dos estudos foi realizada em hospitais sentinela (66,7%), abrangendo igualmente as regiões Sul e Sudeste (50,0%) e Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país (50,0%). A Rede Sentinela, coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em articulação com os entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), atua na vigilância de eventos adversos e QT relativos a produtos sujeitos à vigilância sanitária utilizados no âmbito da saúde a fim de obtenção de dados para a avaliação dos riscos relacionados ao seu uso. As informações geradas subsidiam tomadas de decisão para eliminação/redução de riscos e minimização de danos decorrentes do uso destes produtos <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Caracterização dos desvios da qualidade de medicamentos</title>
				<p>DQM podem estar relacionados a alterações no próprio medicamento (alterações na coloração, dificuldade para reconstituição de suspensões, alteração do teor da substância ativa), ao conteúdo e à integridade da embalagem (lacre violado, conteúdo da embalagem incompleto, <italic>blister</italic> com alvéolo vazio) e à rotulagem (rótulo ilegível, ausência de rótulo ou informações) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>No geral, os DQM podem acarretar consequências para o próprio produto (contaminação, perda de estabilidade e risco de falsificação ou adulteração) e para o paciente (erro de medicação, reação adversa, inefetividade terapêutica, intoxicação e administração de sub ou superdoses), além de interferir nas atividades de assistência farmacêutica, ao gerar erros de dispensação, perda da rastreabilidade do produto e acidentes de trabalho <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Embora uma parte significativa dos DQM seja facilmente detectada antes mesmo da dispensação/administração do medicamento ao paciente, não implicando, então, em EAM, alguns são mais críticos e potencialmente prejudiciais ao paciente, tal como ausência da substância ativa, teor da substância ativa abaixo da especificação e dissolução insuficiente de formas farmacêuticas sólidas quando em meio líquido. Estes tipos de DQM podem levar à inefetividade terapêutica – definida como redução ou ausência de resposta terapêutica esperada após administração do medicamento de acordo com a prescrição ou indicação em bula <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
				<p>Por outro lado, teores acima da especificação podem levar ao aparecimento de efeitos tóxicos, principalmente no caso de medicamentos contendo substâncias de baixo índice terapêutico. Neste sentido, qualquer desvio associado a falhas no processo de fabricação do medicamento é potencialmente danoso, pois sua detecção geralmente ocorre após a manifestação do EAM.</p>
				<p>Além disso, as QT associadas à identificação do medicamento podem levar a erros de medicação. Ausência de rótulo, ilegibilidade/ausência de dados variáveis (número de lote, fabricação/validade) e ausência/ambiguidade em informações relacionadas ao preparo do medicamento e via de administração podem acarretar EAM, se não constatadas antes da administração ao paciente <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Desta forma, a determinação do risco associado ao DQM apresenta grande relevância. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 55, de 17 de março de 2005, traz a classificação de risco relativo à saúde a que uma população se expõe pelo uso de um medicamento com desvio da qualidade comprovado ou com indícios suficientes. Os riscos são classificados em três categorias <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref></sup>: </p>
				<p>
				<list list-type="bullet">
					<list-item>
						<p>Classe I: maior risco; situação de alta probabilidade de que o uso/a exposição ao medicamento possa causar risco à saúde com morte, ameaça à vida ou danos permanentes.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Classe II: risco médio; situação de alta probabilidade de que o uso/a exposição ao medicamento possa causar agravo temporário ou reversível por tratamento medicamentoso.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Classe III: menor risco; situação de baixa probabilidade de que o uso/a exposição ao medicamento possa causar consequências adversas à saúde.</p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
				<p>A <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura</xref> apresenta os diversos tipos de DQM observados na prática distribuídos de acordo com a classificação de risco relativo à saúde.</p>
				<p>
					<fig id="f01">
						<label>Figura</label>
						<caption>
							<title>Tipos de desvios da qualidade de medicamentos (categorizados por alteração no medicamento, conteúdo/integridade da embalagem e rotulagem) e risco relativo à saúde inerente a cada categoria.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="f1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Classificação dos desvios de qualidade dos medicamentos nas categorias de risco relativo à saúde de acordo com a RDC nº 55, de 17 de março de 2005 <sup>25</sup> , conforme proposto por Bitencourt, 2018 <sup>7</sup> .</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Os DQM observados em diferentes lotes de um mesmo medicamento ou em medicamentos diferentes de um mesmo fabricante são indicativos de problemas relacionados ao processo produtivo e não cumprimento das Boas Práticas de Fabricação <sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> .</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Vigilância dos desvios da qualidade de medicamentos</title>
				<p>A notificação espontânea é a principal fonte para captação de informações em farmacovigilância. Diversas vantagens são inerentes a esta atividade, tais como: identificação de um amplo espectro de PRM; capacidade de identificação de EAM que não foram evidenciados durante o estudo do medicamento, previamente à sua comercialização; e rapidez, uma vez que após a identificação do PRM e realização do relato, este é encaminhado continuamente para os órgãos de Vigilância Sanitária <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . Entende-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja um ambiente propício para o desenvolvimento deste tipo de atividade, uma vez que possui profissionais capacitados em todos os níveis de atenção à saúde <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Entretanto, algumas desvantagens podem ser apontadas, como redução da sensibilidade do método e atraso das notificações devido: ao preenchimento inadequado do formulário; à dificuldade do monitoramento dos pacientes se não houver contato com o notificador, uma vez que os relatos são pontuais; e principalmente, à subnotificação dos PRM, uma vez que os profissionais de saúde por muitas vezes não os notificam <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
				<p>As investigações em farmacovigilância devem ser realizadas visando melhorar a segurança do paciente. No nosso país, as atividades relacionadas à farmacovigilância são realizadas pelas Vigilâncias Sanitárias de todas as esferas (municipal, estadual e federal), cada qual com competências específicas <sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> .</p>
				<p>A vigilância pós-comercialização de QT ganhou maior importância após o ano de 2002, quando um conceito mais amplo de farmacovigilância foi apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), abrangendo diversos PRM <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>A criação de formulários eletrônicos para o registro de notificações relacionadas a produtos sob vigilância sanitária, nos quais os notificadores notificam os casos confirmados ou suspeitos, se caracteriza como uma evolução do sistema de farmacovigilância <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>O formulário de notificação do Notivisa possui campos relacionados aos seguintes tópicos: 1. QT (descrição detalhada da QT, data da identificação do problema, dados referentes ao local do ocorrido); 2. produto e empresa (número de registro na Anvisa, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ do fabricante ou importador); 3. dados do produto (nome comercial do medicamento, apresentação, forma farmacêutica, substância ativa, número do lote, datas de fabricação e validade, se o produto é importado); 4. dados do fabricante ou importador (nome/razão social, endereço completo, telefone/Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC) e 5. outras informações importantes (se houve utilização seguindo as instruções do fabricante, local de aquisição; se há nota fiscal da compra; se houve comunicação à indústria/distribuidor; se foram adotadas outras providências; se existem amostras íntegras para coleta e quantas; se existem rótulos para coleta, observações de livre preenchimento) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B26">26</xref></sup> .</p>
				<p>Os DQM deverão ser notificados como QT no Notivisa quando – até o momento da notificação – o problema observado no produto não estiver associado a nenhum evento adverso, ou seja, não tiver causado dano à saúde do paciente <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> . No entanto, os DQM associados a eventos adversos, tais como inefetividade terapêutica, intoxicações e erros de medicação, deverão ser reclassificados como tais e notificados no VigiMed, visto a possibilidade de relação causal entre ambos <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B27">27</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref></sup> .</p>
				<p>O formulário de notificação do VigiMed apresenta tópicos relacionados à informação da notificação (data de recebimento, tipo de notificação, qualificação do notificador); paciente (iniciais do paciente ou sexo ou data de nascimento ou idade no início da reação ou grupo de idade ou se a notificação é <italic>Parent Child</italic> ); narrativa do caso e outras informações; história médica e medicamentosa; reação (reação/evento conforme relatado); medicamento (indicação de pelo menos um medicamento suspeito ou dois medicamentos em interação, nome do medicamento); testes e procedimentos e avaliação da causalidade <sup><xref ref-type="bibr" rid="B30">30</xref></sup> .</p>
				<p>As notificações recebidas pela Vigilância Sanitária são analisadas de acordo com a gravidade, previsibilidade, relação causal do evento descrito x medicamento e risco à saúde associado ao EAM/QT. Notoriamente, nem todas as notificações irão gerar intervenções sanitárias individuais e imediatas; as notificações podem ser agrupadas e ficar no aguardo de mais informações – ou até mesmo de maior número de notificações – para serem então avaliadas <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Destaca-se que a investigação da causalidade do evento não é um processo simples, uma vez que diversos fatores podem contribuir para a ocorrência do DQM, devendo-se, então, cercar várias hipóteses na tentativa de sua elucidação.</p>
				<p>A determinação do risco à saúde associado ao DQM é um dos aspectos mais importantes durante a análise de uma QT. Entretanto, esse tipo de análise é, por vezes, complexo, e deve levar em consideração as características do medicamento e o dano em potencial que o DQM pode gerar <sup><xref ref-type="bibr" rid="B31">31</xref></sup> . Considera-se como grave uma QT com potencial de causar eventos adversos, como: presença de corpo estranho no produto, suspeita de contaminação e alterações de coloração. Já as QT consideradas não graves são aquelas que não apresentam tal implicação diretamente, como, por exemplo: a falta de uma unidade no alvéolo do <italic>blister</italic> ou a dificuldade de abertura do frasco. Esta classificação é importante para a decisão da tomada de ações imediatas em âmbito hospitalar e sanitário <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Sempre que a Vigilância Sanitária detectar a necessidade de aprofundamento da problemática trazida pela notificação, ocorrerá a abertura de um processo de investigação, incluindo ações como inspeção nos estabelecimentos e coleta de amostras para análise na modalidade fiscal, de acordo com as leis nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, e nº 6.437, de 20 de agosto de 1977 <sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B32">32</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref></sup> . A análise laboratorial do medicamento associado ao potencial DQM pode vir a confirmar as suspeitas/hipóteses levantadas durante a investigação, sendo assim, as amostras devem ser coletadas e enviadas para análise o mais rápido possível <sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> . Potenciais DQM são tecnicamente comprovados por meio da análise do medicamento nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), via Vigilância Sanitária.</p>
				<p>Preconiza-se a análise por métodos oficiais (farmacopeicos), de maneira com que sejam avaliados o aspecto do produto, a identificação e o doseamento do teor da substância ativa, a uniformidade de doses unitárias e dissolução, sendo aplicados os ensaios de acordo com a forma farmacêutica em questão. Se o laudo analítico referente à análise fiscal evidenciar um resultado insatisfatório, torna-se indispensável a investigação de possíveis causas do desvio da qualidade exposto <sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> .</p>
				<p>Diversas medidas podem ser tomadas após a investigação das notificações, como: emissão de informes e alertas, alteração de bulas/rótulos, restrição de uso ou comercialização, interdição de lote ou até mesmo cancelamento do registro <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B34">34</xref></sup> .</p>
				<p>Cabe destacar que um alerta é definido como uma informação relacionada a um medicamento referente a determinado evento grave, demandando divulgação rápida e ampla. Já um informe é definido como uma informação relacionada a um medicamento referente a um evento que demanda divulgação ampla, mas não urgente. A urgência com que um comunicado deve ser publicado é o que diferencia as duas modalidades de comunicação <sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> .</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Desvios da qualidade de medicamentos e assistência farmacêutica</title>
				<p>A ausência de acompanhamento farmacoterapêutico realizado pelo farmacêutico clínico na esfera ambulatorial faz com que diversos PRM passem de forma despercebida, podendo resultar em desfechos desfavoráveis para o paciente. Desta forma, os serviços de atenção farmacêutica constituem-se como um meio para diminuir a subnotificação dos PRM e fortalecer a relação paciente-profissional da saúde <sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
				<p>Conforme discutido anteriormente, a subnotificação é a principal fragilidade do método baseado na notificação voluntária, presumindo-se, então, que os registros realizados não refletem a realidade total dos PRM <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Os DQM impactam financeira e clinicamente na assistência farmacêutica. Sem um programa de farmacovigilância estabelecido, a devolução/substituição de unidades impróprias para consumo pode não ser realizada. Além disso, no caso de DQM muito frequentes para um mesmo produto ou de adoção de medidas sanitárias que retirem o medicamento de circulação – mesmo que temporariamente –, o abastecimento da rede pode ser comprometido, sendo prejudicial principalmente para o SUS <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Embora os DQM representem um risco potencialmente grande à saúde do paciente, são, por vezes, subestimados por profissionais da saúde frente às RAM e outros PRM <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B35">35</xref></sup> . No entanto, enfatiza-se que as notificações relacionadas a DQM são tão importantes quanto as notificações de RAM na esfera da farmacovigilância <sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> , uma vez que os DQM não identificados antes da dispensação/administração do medicamento podem resultar em EAM graves como: inefetividade terapêutica e intoxicações <sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Sendo assim, a prática de notificação espontânea deve ser encorajada por meio da promoção de intervenções educacionais focadas na discussão da importância dessa ação. É preciso enfatizar o que deve ser notificado, quem pode notificar e quais são os benefícios de retorno à sociedade (segurança do paciente), estabelecimentos de saúde (redução de custos desnecessários) e mercado farmacêutico (controle e regulação) <sup><xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref></sup> .</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>CONCLUSÕES</title>
			<p>A farmacovigilância dos DQM contribui de forma direta para a prevenção dos riscos relativos à saúde do paciente. Os estudos que compõem esta revisão apontam para uma representatividade significativa dos DQM nos estabelecimentos de saúde do país, evidenciando a importância da discussão em torno do tema.</p>
			<p>É imprescindível que os profissionais de saúde realizem notificações envolvendo potenciais casos de DQM independentemente do risco à saúde associado, uma vez que um dos critérios utilizados pela Vigilância Sanitária no processo de análise das notificações é justamente a reincidência dos relatos.</p>
			<p>Por fim, considera-se que as notificações envolvendo DQM representam um excelente indicador de qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado, vindo a contribuir na qualificação de fornecedores e distribuição de produtos conformes à população.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<label>1</label>
				<mixed-citation>Mastroianni P, Varallo FR, organizadores. Farmacovigilância para promoção do uso correto de medicamentos. Porto Alegre: Artmed; 2013.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="compiler">
						<name>
							<surname>Mastroianni</surname>
							<given-names>P</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Varallo</surname>
							<given-names>FR</given-names>
						</name>
						<role>organizadores</role>
					</person-group>
					<source>Farmacovigilância para promoção do uso correto de medicamentos</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<publisher-name>Artmed</publisher-name>
					<year>2013</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<label>2</label>
				<mixed-citation>Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Resolução RDC Nº 406, de 22 de julho de 2020. Dispõe sobre as boas práticas de farmacovigilância para detentores de registro de medicamento de uso humano e dá outras providências. Diário Oficial União. 29 jul 2020.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
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					</person-group>
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			<ref id="B36">
				<label>36</label>
				<mixed-citation>Varallo FR, Guimarães SOP, Abjaude SAR, Mastroianni PC. Causes for the underreporting of adverse drug events by health professionals: a systematic review. Rev Esc Enferm USP. 2014;48(4):739-47. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000400023">https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000400023</ext-link>
				</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>Varallo</surname>
							<given-names>FR</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Guimarães</surname>
							<given-names>SOP</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Abjaude</surname>
							<given-names>SAR</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Mastroianni</surname>
							<given-names>PC</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Causes for the underreporting of adverse drug events by health professionals: a systematic review</article-title>
					<source>Rev Esc Enferm USP</source>
					<year>2014</year>
					<volume>48</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>739</fpage>
					<lpage>747</lpage>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000400023">https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000400023</ext-link>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
	<!--<sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
		<front-stub>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>REVIEW</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Characterization and representation of substandard drugs in the area of pharmacovigilance scope: a narrative review</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4824-6339</contrib-id>
					<name>
						<surname>Eserian</surname>
						<given-names>Jaqueline Kalleian</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="corresp" rid="c01001"><sup>*</sup></xref>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1001"/>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1001">
				<country country="BR">Brasil</country>
				<institution content-type="original">Centro de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes, Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, SP, Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c01001">
					<label>*</label> E-mail: jaqueline.eserian@ial.sp.gov.br</corresp>
				<fn fn-type="con">
					<p>Author’s Contribution</p>
					<p>Eserian JK – Conception, planning (study design), data acquisition, analysis and interpretation and writing of the manuscript. The author approved the final draft of the paper.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="conflict">
					<p>Disclosures</p>
					<p>The author reports that there is no potential conflict of interest with peers and institutions, nor political or financial conflicts in this study.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="conflict">
					<p>Conflict of Interest</p>
					<p>Authors have no potential conflict of interest to declare, related to this study’s political or financial peers and institutions.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>ABSTRACT</title>
				<sec>
					<title>Introdução</title>
					<p>Os desvios da qualidade de medicamentos (DQM) apresentam grande relevância no âmbito da farmacovigilância, devendo ser investigados e monitorados, uma vez que podem levar a uma grande variedade de desfechos clínicos.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p>Discutir sobre a caracterização dos DQM no âmbito da farmacovigilância por meio de uma revisão narrativa da literatura.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p>Foi realizada uma busca abrangente em bases de dados utilizando-se os descritores: “farmacovigilância”, “queixas técnicas (QT)”, “DQM” e “sistemas de notificação”, incluindo estudos relacionados diretamente ao tema proposto, realizados no Brasil e publicados no período de 2005 a 2020.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p>Os DQM podem estar relacionados a alterações no próprio medicamento, ao conteúdo e integridade da embalagem e à rotulagem. Dos 18 estudos selecionados (14 artigos, dois capítulos de livro e duas dissertações) contendo notificações de DQM na forma de QT de medicamentos, dois avaliaram exclusivamente notificações de QT de medicamentos (100,0%), enquanto o restante apontou que estas representavam de 0,6% a 70,0% do total de notificações realizadas em estabelecimentos de saúde do país. Os principais DQM evidenciados foram alterações no aspecto do produto, ausência/redução na quantidade do medicamento e problemas nas embalagens.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusões</title>
					<p>Considera-se que as notificações envolvendo DQM representem um excelente indicador de qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado, vindo a contribuir na qualificação de fornecedores e distribuição de produtos conformes à população.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<kwd>Farmacovigilância</kwd>
				<kwd>Notificação</kwd>
				<kwd>Controle de Qualidade</kwd>
				<kwd>Preparações Farmacêuticas</kwd>
			</kwd-group>
		</front-stub>
		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>INTRODUCTION</title>
				<p>Drugs available in the pharmaceutical market are monitored by pharmacovigilance, whose objective is to detect, assess, understand and prevent not only adverse drug reactions (ADRs), but also drug-related problems (DRPs). A DRP is any undesirable result related to a drug-based treatment that actually or potentially interferes with the expected results of such treatment<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
				<p>Therefore, the scope of pharmacovigilance activities comprises: 1. suspected ADR; 2. adverse events due to substandard drugs (SSD); 3. adverse events resulting from off-label drug use; 4. drug interactions; 5. total or partial therapeutic ineffectiveness; 6. Intoxication related to drug use; 7. drug abuse and 8. potential and actual medication errors<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B2">2</xref></sup> .</p>
				<p>DRPs are frequent in hospitalized patients and can result in prolonged hospitalization, disability, injury and/or death, in addition to increased consumption of health resources<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> . Actions to enable the fast identification of DRPs to prevent, minimize or eliminate risks to the health of patients make pharmacovigilance an important strategy to connect drug regulation and clinical practice<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> . These actions occur mainly through therapeutic follow-up activities<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				<p>Although ADRs are more frequently explored, investigating SSDs is also very relevant in the field of pharmacovigilance<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> . SSDs are defined as any deviation from the quality standards required from a product or process for their approval and marketing authorization. SSDs may or may not cause harm to the patient’s health<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
				<p>Therefore, not every SSD leads to negative clinical outcomes. If the deviation is found before the drug is dispensed/administered, there will be no harm to the user and the event will be described as a technical complaint (TC)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . A TC is defined as suspected changes or irregularities in a product or company related to technical or legal aspects, such as drug non-compliance problems associated with performance, quality or safety issues<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> . However, when a positive association between the SSD and the harm to the patient can be established, then there is an adverse drug event (ADE)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . In any case, suspected substandard drugs should be investigated and monitored, as they can lead to a wide variety of clinical outcomes.</p>
				<p>This study aimed to discuss the characterization of SSDs within the scope of pharmacovigilance through a narrative review of the literature. To this end, several bibliographic sources were retrieved both to contextualize the topic and to survey the representativeness of SSDs at the national level in Brazil.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>METHOD</title>
				<p>Narrative review study to explore the following question: what is the representativeness of SSDs described in scientific studies conducted in Brazil and how to characterize them based on the findings?</p>
				<p>A comprehensive search was performed in the Scientific Electronic Library Online (SciELO) and Latin American and Caribbean Literature on Health Sciences (LILACS) databases, using the following descriptors: “Pharmacovigilance”, “Technical Complaint”, “Substandard Drugs” and “Reporting Systems”, in both Portuguese and English. A supplementary search was performed in the references of the studies found, in addition to official documents from health surveillance bodies, textbooks and academic dissertations. Content published from 2005 to 2020 was considered.</p>
				<p>In total, 782 articles were retrieved from both databases. After the exclusion criteria were applied (selected period and language), 526 articles were excluded. Critical reading was applied to the title/abstract of the remaining 256 articles, and those that were not of interest to this review were excluded, that is, those that involved the exclusive analysis of other types of DRP, those that were conducted outside Brazil, and those that appeared in more than one of our databases.</p>
				<p>Finally, the review was based on 18 articles, three books, three dissertations and ten standards and documents from official bodies, including studies selected from the references of previously identified materials, totaling 36 references. The representativeness of SSDs was obtained through the lowest and the highest value referring to the TC reports described in the selected articles.</p>
				<p>The results and discussion were organized according to the following topics: “Representativeness of substandard drugs in the form of technical complaints in the Brazilian context”, “Characterization of substandard drugs”, “Surveillance of substandard drugs” and “Substandard drugs and pharmaceutical care”. These topics were selected to contextualize the review and complement the narrative by placing the discussion on SSD within the scope of pharmaceutical care.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results|discussion">
				<title>RESULTS AND DISCUSSION</title>
				<sec>
					<title>Representativeness of substandard drugs in the form of technical complaints in the Brazilian context</title>
					<p>All studies found (14 articles, two book chapters and two dissertations) that discussed data from SSD reports published in the described period (2005–2020) and carried out in Brazil were included in this survey ( <xref ref-type="table" rid="t1001">Chart</xref> ).</p>
					<p>
						<table-wrap id="t1001">
							<label>Chart</label>
							<caption>
								<title>Summary of the studies selected in the bibliographic survey on the representativeness of substandard drugs in the form of technical complaints in the Brazilian context.</title>
							</caption>
							<table frame="hsides" rules="groups">
								<colgroup>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
								</colgroup>
								<thead>
									<tr>
										<th align="left">Study</th>
										<th>Data collection period</th>
										<th>Sentinel hospital</th>
										<th>Municipality (state)</th>
										<th>Total reports</th>
										<th>Drug TC reports</th>
										<th>SSD</th>
										<th>Other reports</th>
										<th>Reporting party’s role</th>
									</tr>
								</thead>
								<tbody>
									<tr>
										<td>Bitencourt et al.<sup>7</sup></td>
										<td align="center">04/2016 - 09/2016</td>
										<td align="center">No (primary and secondary care units)</td>
										<td align="center">Belo Horizonte (MG)</td>
										<td align="center">276 (five excluded for technical reasons, totaling 271)</td>
										<td align="center">100.0% (total of 329 SSDs - average of 1.21/record)</td>
										<td align="center">Package content (47%); package integrity (26%); changes in medication (22%); labeling (5%)</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Chaves et al.<sup>8</sup></td>
										<td align="center">01/2016 - 06/2017</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Fortaleza (CE)</td>
										<td align="center">49</td>
										<td align="center">100.0% (total of 92 SSDs - average of 1.88/record)</td>
										<td align="center">Foreign body/suspended material (32.6%); crack/bubble/leak (28.6%); absence of label/content (8.2%); amount lower than that reported (8.2%); color change (6.1%); ineffectiveness or decrease in therapeutic effect (6.1%); color change with the presence of a foreign body (4.1%); illegible/inadequate label (4.1%); others (2.0%)</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">Nurses (57.2%); pharmacists (26.5%); pharmacy interns (4.1%); nursing technicians (4.1%); assistant physicians (2.0%); laboratory technicians (2.0%); not informed (4.1%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Lima et al.<sup>9</sup></td>
										<td align="center">01/2009 - 12/2010</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Botucatu (SP)</td>
										<td align="center">199</td>
										<td align="center">70.0%</td>
										<td align="center">Leak (17.3%); color change (10.8%); difficulty opening the bottle (10.0%); absence of product in the bottle (9.4%); broken pills (6.5%); precipitated solution (6.5%); others</td>
										<td align="center">Therapeutic ineffectiveness (21.0%) and ADR (9.0%)</td>
										<td align="center">Pharmacists (38.2%); nurses (36.7%); physicians (20.1%); nursing technicians and assistants (4.5%) and secretaries (0.5%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Caon et al.<sup>10</sup></td>
										<td align="center">04/2010 - 03/2011</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
										<td align="center">169</td>
										<td align="center">66.3% (1.8% excluded for technical reasons, totaling 64.5%)</td>
										<td align="center">Packaging problems (54.1%); content aspect (21.1%); absence of full label/missing information (16.5%); smaller amount than informed on the label (5.5%); integrity of the pharmaceutical form (4.6%); absence of drug in the package (0.9%)</td>
										<td align="center">RAM (33.7%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Duarte et al.<sup>11</sup></td>
										<td align="center">01/2008 - 12/2012</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">João Pessoa (PB)</td>
										<td align="center">34</td>
										<td align="center">61.8%</td>
										<td align="center">General changes (57.1%); color changes (19.0%); ineffectiveness (14.4%); physical and chemical changes (9.5%)</td>
										<td align="center">RAM (38.2%)</td>
										<td align="center">Pharmacists (73.5%); nurses (11.8%); nursing technicians (8.8%); physicians (5.9%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Visacri et al.<sup>12</sup></td>
										<td align="center">2010</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">- (SP)</td>
										<td align="center">68</td>
										<td align="center">60.3%</td>
										<td align="center">Broken bottles/ampoule (20.9%); absence or reduction in the amount of the product (20.9%); physical and chemical changes (11.7%); absence of identification (11.6%); packaging problems (11.6%); presence of foreign material (9.3%); poor quality information (7.0%) and organoleptic changes (7.0%)</td>
										<td align="center">RAM (39.7%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Bezerra et al.<sup>13</sup></td>
										<td align="center">01/2006 - 08/2008</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Goiânia (GO)</td>
										<td align="center">100</td>
										<td align="center">55.0%</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">TC of hospital and medical supplies (26.0%); adverse events of blood products (11.0%) and drugs (8.0%)</td>
										<td align="center">Nurses (35%); nursing technicians (14%); pharmacists (13%); doctors (5%); other areas (7%); no identification (26%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Sobreira et al.<sup>14</sup></td>
										<td align="center">2015</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Campina Grande (PB)</td>
										<td align="center">71</td>
										<td align="center">50.7%</td>
										<td align="center">Unlabeled ampoule; broken ampoule; ampoule containing foreign body; no dispenser</td>
										<td align="center">Adverse events (8.5%) and techno-surveillance TC (40.8%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Mahmud et al.<sup>15</sup></td>
										<td align="center">04/2002 - 07/2003</td>
										<td align="center">Currently yes, but it does not mention if it was at the time of the study</td>
										<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
										<td align="center">254</td>
										<td align="center">35.8%</td>
										<td align="center">Packaging/label (38.4%); physical and chemical changes (24.1%); organoleptic changes (25.2%); therapeutic ineffectiveness (10.9%); other changes (1.4%)</td>
										<td align="center">RAM (64.2%)</td>
										<td align="center">Pharmacists, nurses, drug technicians, physicians, residents and nursing technicians/assistants</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Basile et al.<sup>16</sup></td>
										<td align="center">01/2009 - 12/2014</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Botucatu (SP)</td>
										<td align="center">188 (potentially hazardous drugs)</td>
										<td align="center">32.4%</td>
										<td align="center">Absence of label (21.3%); difficulty opening the package (11.4%); presence of foreign material (8.2%); color change (8.2%); content reduction (8.2%); inappropriate bottle (6.6%); change in appearance (6.6%); missing/broken ampoule (6.6%); empty cavity in blister pack (6.6%); absence of product in the bottle/ampoule (4.9%); broken tablet (3.3%); leak (3.3%); excess content (1.6%); defective bottle (1.6%); difficulty aspirating the content (1.6%)</td>
										<td align="center">Therapeutic ineffectiveness (36.7%); ADR (16.0%); phlebitis (7.4%); leakage (5.1%); dispensing error (1.1%); administration error (0.5%) and medication error (0.5%)</td>
										<td align="center">Nurses (41.5%); physicians (28.7%); pharmacists (16.5%) and professionals who did not identify themselves (13.3%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Azulino et al.<sup>17</sup></td>
										<td align="center">03/2009 - 06/2011</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Belém (PA)</td>
										<td align="center">50</td>
										<td align="center">30.0%</td>
										<td align="center">Empty blister packs (26.7%); label problems (26.7%); packaging problems (26.7%); organoleptic changes (13.4%); sealed bottle/ampoule without substance (6.7%)</td>
										<td align="center">TC of medical and hospital articles (70.0%)</td>
										<td align="center">Nursing staff (80.0%) and pharmacists (20.0%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Furini<sup>18</sup></td>
										<td align="center">08/2015 - 07/2016</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Ribeirão Preto (SP)</td>
										<td align="center">807</td>
										<td align="center">27.4%</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">Dispensing, prescription and administration errors (50.6%); ADR (9.8%); therapeutic ineffectiveness (3.1%); problems with prescriptions (1.6%); off-label use (0.3%); among others</td>
										<td align="center">Nurses; pharmacists; pharmacy assistants; physicians; among others</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Cavalcante et al.<sup>19</sup></td>
										<td align="center">2015</td>
										<td align="center">No</td>
										<td align="center">- (CE)</td>
										<td align="center">66</td>
										<td align="center">21.0%</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">ADR (79.0%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Oliveira et al.<sup>20</sup></td>
										<td align="center">06/2012 - 07/2014</td>
										<td align="center">No</td>
										<td align="center">- (SP)</td>
										<td align="center">178</td>
										<td align="center">15.2%</td>
										<td align="center">Liquid leakage from packaging material (40.7%); color change (18.5%); presence of foreign particles (14.8%); damaged packaging material (14.8%); precipitation (11.1%)</td>
										<td align="center">ADR (84.8%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Francelino<sup>21</sup></td>
										<td align="center">1997 - 2005</td>
										<td align="center">No (Pharmacovigilance Center - Federal University of Ceará)</td>
										<td align="center">Fortaleza (CE)</td>
										<td align="center">1,293</td>
										<td align="center">9.4%</td>
										<td align="center">Color change (47.1%); therapeutic ineffectiveness (22.3%); precipitate formation (10.7%); liquid of difficult aspiration (5.8%); presence of a foreign body (3.3%); description error on the label (2.5%); among others</td>
										<td align="center">ADR (90.6%)</td>
										<td align="center">Nurses (56.2%); physicians (18.2%); pharmacists (18.2%); nursing assistants (4.1%); family (2.5%) and patients (0.8%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Ribas et al.<sup>22</sup></td>
										<td align="center">2016 - 2017</td>
										<td align="center">No</td>
										<td align="center">Southwest Region (BA)</td>
										<td align="center">232</td>
										<td align="center">8.2% related to: drug (10.5%); medical and hospital article (57.9%); cosmetics (5.3%); medical and hospital equipment (15.8%) and sanitizing product (10.5%)</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">Adverse events (91.8%) related to: pressure injury (38.2%); drugs (24.1%); surgery (7.5%); patient identification (5.7%); phlebitis (5.7%); fall (4.2%); others (14.6%)</td>
										<td align="center">Nurses (61.9%); nursing technicians (24.8%); interns (11.9%); pharmacists/physicians (1.5%)</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Rodrigues et al.<sup>23</sup></td>
										<td align="center">01/2015 - 12/2016</td>
										<td align="center">No</td>
										<td align="center">- (PA)</td>
										<td align="center">1,256</td>
										<td align="center">0.6%</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">Medication errors (73.7%); ADR (25.5%); ineffectiveness (0.2%)</td>
										<td align="center">-</td>
									</tr>
									<tr>
										<td>Santos et al.<sup>24</sup></td>
										<td align="center">01/2008 - 07/2012</td>
										<td align="center">Yes</td>
										<td align="center">Porto Alegre (RS)</td>
										<td align="center">191</td>
										<td align="center">-</td>
										<td align="center">Problems in primary packaging (27.7%); problems in the reconstitution of lyophilized powders (19.4%); suspected therapeutic failure (11.0%); presence of a foreign body (9.4%); major adverse drug reactions (6.8%); among others</td>
										<td align="center">Medication errors (12.6%) and serious ADRs (8.9%)</td>
										<td align="center">Pharmacy professionals (48.7%); nursing (35.1%) and physicians (8.9%)</td>
									</tr>
								</tbody>
							</table>
							<table-wrap-foot>
								<fn id="TFN1001">
									<p>SSD: substandard drug; TC: technical complaint; ADR: adverse drug reactions; MG: Minas Gerais; CE: Ceará; SP: São Paulo; RS: Rio Grande do Sul; PB: Paraíba; GO: Goiás; PA: Pará; BA: Bahia.</p>
								</fn>
								<attrib>Source: Prepared by the author, 2021.</attrib>
							</table-wrap-foot>
						</table-wrap>
					</p>
					<p>The studies selected through the bibliographic survey have shown that drug-related TC reports account for 0.6% to 70.0% of the total reports made in the described healthcare services<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> . There were also two studies that exclusively analyzed drug-related TC reports (100.0%)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref></sup> .</p>
					<p>Among the other types of reports analyzed in the studies, ADR reports were the most common (90.6%)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref></sup> , followed by medication errors (73.7%)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref></sup> , TCs of medical-hospital articles (70%)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref></sup> and therapeutic ineffectiveness (36.7%)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref></sup> . More than half of the studies that mentioned therapeutic ineffectiveness considered it as a SSD<sup><xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> , while the rest did not<sup><xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref></sup> . Additionally, reports of medication errors and therapeutic ineffectiveness may be caused precisely by an SSD that was not detected before the drug was administered to the patient.</p>
					<p>The main SSD problems found by the studies were changes in the appearance of the product<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref></sup> , absence/reduction in the amount of drug<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref></sup> and problems in the packaging<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref></sup> .</p>
					<p>Most reporting professionals were nurses, nursing technicians and assistants, pharmacists, technicians and academics in pharmacy, and physicians<sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">8</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B9">9</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B24">24</xref></sup> .</p>
					<p>Most of the studies were conducted in sentinel hospitals (66.7%). The South and Southeast regions (50.0%) and North, Northeast and Center-West regions of Brazil (50.0%) were covered. The Sentinel Network, coordinated by Brazil’s National Health Surveillance Agency (Anvisa) in articulation with the bodies of the National Health Surveillance System (SNVS), does the surveillance of adverse events and TCs related to products subject to health surveillance and collects data for the assessment of risks related to the use of these products. The information thus produced supports decision-making processes to eliminate/reduce risks and minimize the damage resulting from the use of these products<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Characterization of substandard drugs</title>
					<p>SSDs may be due to changes in the drug itself (color changes, difficulty in reconstituting suspensions, changes in the content of the active substance), or changes in the content and integrity of the package (broken seals, incomplete package content, blister packs with empty cavities) and labeling problems (illegible label, absence of label or missing information)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>In general, SSDs can have consequences for the product itself (contamination, loss of stability and risk of counterfeiting or tampering) and for the patients (medication error, adverse reactions, therapeutic ineffectiveness, intoxication and administration of under or overdoses), in addition to hindering pharmaceutical care by generating dispensing errors, loss of product traceability and work accidents<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>Although many SSDs can be easily detected even before the drug is dispensed/administered to the patient and ADEs are therefore prevented, some are more critical and potentially harmful. These include absence of the active substance, active substance content below specification and insufficient dissolution of solid dosage forms when in a liquid medium. These types of SSDs can lead to therapeutic ineffectiveness, defined as a reduction or absence of expected therapeutic response after administration of the drug according to the prescription or on-label indication<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
					<p>On the other hand, levels above the specification can have toxic effects, especially in the case of drugs that contain substances with a low therapeutic index. In this sense, any deviation associated with failures in the drug manufacturing process is potentially harmful, especially because it may be detected only after ADEs appear.</p>
					<p>In addition, TCs related to drug identification can lead to medication errors. Absence of label, illegibility/absence of variable data (batch number, manufacture/expiration date) and absence/ambiguity in information related to drug preparation and route of administration can lead to ADEs if not verified before administration to the patient<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>In this way, determining the risk associated with an SSD is of the utmost importance. Anvisa’s joint board resolution (RDC) n. 55, of March 17, 2005, provides for the classification of health-related risks to which a population is exposed if exposed to a proven or suspected substandard drug. Risks are classified into three categories<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref></sup>: </p>
					<list list-type="bullet">
						<list-item>
							<p>Class I: higher risk; high probability that the use/exposure to the drug could cause a health risk with death, threat to life or permanent harm.</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Class II: medium risk; high probability that the use/exposure to the drug may cause temporary or reversible harm by drug treatment.</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Class III: lower risk; low probability that the use/exposure to the drug may cause adverse health consequences.</p>
						</list-item>
					</list>
					<p>The <xref ref-type="fig" rid="f01001">Figure</xref> presents the different types of SSDs found in healthcare, distributed according to the classification of health-related risks.</p>
					<p>
						<fig id="f01001">
							<label>Figure</label>
							<caption>
								<title>Types of substandard drugs (categorized by change in drug, package content/integrity and labeling) and health risk inherent in each category.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-269X-visa-10-02-0093-gf01-en.tif"/>
							<attrib>Source: Classification of substandard drugs in health-related risk categories according to RDC n. 55, of March 17, 2005<sup>25</sup>, as proposed by Bitencourt, 2018<sup>7</sup>.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>SSDs found in different batches of the same drug or in different drugs from the same manufacturer indicate problems related to the production process and non-compliance with Good Manufacturing Practices<sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">7</xref></sup> .</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Surveillance of substandard drugs</title>
					<p>Spontaneous reporting is the main source of information in pharmacovigilance. Several advantages are inherent in this activity, including identification of a broad range of DRPs; ability to identify ADEs that were not found during pre-marketing trials; and speed, since after a DRP is identified and reported, it is forwarded to health surveillance bodies straight away<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> . It is understood that Brazil’s Unified Health System (SUS) is the right environment for this type of activity, since it has trained professionals at all levels of healthcare<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>However, there are some shortcomings too, like reduced sensitivity of the method and late reports due to inadequate completion of the forms; difficulty in monitoring patients if there is no contact with the reporting party, since some reports are one-offs; and, most of all, the underreporting of DRPs, since healthcare professionals often fail to report them<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
					<p>Pharmacovigilance investigations should be carried out to improve patient safety. In Brazil, pharmacovigilance activities are performed by health surveillance bodies under the three levels of public administration (municipal, state and federal), each with their own specific competences<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> .</p>
					<p>Post-marketing surveillance of TCs gained importance after 2002, when a broader concept of pharmacovigilance was presented by the World Health Organization (WHO), covering several DRPs<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>The creation of electronic reporting forms for products under health surveillance, in which reporting parties report confirmed or suspected cases, is considered a milestone in the evolution of the pharmacovigilance system<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>The Notivisa reporting form has fields related to the following topics: 1. TC (detailed description of the TC, date of problem identification, data on the place of occurrence); 2. product and company (registration number at Anvisa, National Registry of Legal Entities – CNPJ of the manufacturer or importer); 3. product data (trade name of the drug, presentation, pharmaceutical form, active substance, batch number, manufacture and expiration dates, whether the product is imported); 4. manufacturer or importer data (name/corporate name, full address, telephone/customer service) and 5. other important information (whether it was used following the manufacturer’s instructions, place of purchase; whether there is an invoice of purchase; whether there was communication to the manufacturer/distributor; whether other actions were taken; whether there are complete samples for collection and, if so, how many; whether there are labels for collection; and a blank field for additional information<sup><xref ref-type="bibr" rid="B26">26</xref></sup> .</p>
					<p>SSDs must be reported as TC in Notivisa when the problem observed in the product is not associated with any adverse event until the time of reporting, that is, it has not yet caused any harm to any patient’s health<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> . However, SSDs associated with adverse events, like therapeutic ineffectiveness, intoxication and medication errors, should be reclassified as such and reported on VigiMed, given the possibility of a causal relationship between both<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B27">27</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref></sup> .</p>
					<p>The VigiMed reporting form has topics related to reporting information (date of receipt, report type, qualification of the reporting party); patient (patient’s initials or gender or date of birth or age at onset of reaction or age group, or whether the report is Parent-Child); case narrative and other information; medical and drug history; reaction (reaction/event as reported); drug (indication of at least one suspected drug or two drugs in interaction, drug name); tests and procedures; and causality assessment<sup><xref ref-type="bibr" rid="B30">30</xref></sup> .</p>
					<p>Reports received by the health surveillance body are analyzed according to severity, predictability, causal relationship between the described event vs. drug and health risk associated with ADE/TC. Notably, not all reports will generate immediate, individual health interventions; reports can be grouped together and wait for more information—or even a greater number of reports—to then be assessed<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>The causality investigation of an event is not a simple process. Several factors can be involved in an SSD, therefore, several hypotheses must be considered in any attempt to elucidate the case.</p>
					<p>Determining the health risk associated with an SSD is key in any analysis of a TC. However, this type of analysis is often complex and must take into account the characteristics of the drug and the potential damage that an SSD can cause<sup><xref ref-type="bibr" rid="B31">31</xref></sup> . A TC with the potential to trigger adverse events is considered severe and may include the presence of a foreign body in the product, suspected contamination and color changes. On the other hand, non-severe TCs are those that do not have such a direct implication, for example: a missing unit in a blister pack cavity or difficulty opening the bottle. This classification is important to inform the decision to take immediate action in hospital and health contexts<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>Whenever the health surveillance body determines the need to further understand the problem brought about by the report, an investigation process will be opened and may include inspection of establishments and collection of samples for analysis in the fiscal modality, pursuant to laws n. 6.360, of September 23, 1976, and n. 6.437, of August 20, 1977<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B32">32</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref></sup> . Laboratory analysis of the potential SSD may confirm the suspicions/hypotheses raised during the investigation, therefore, samples should be collected and sent for analysis as soon as possible<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> . Potential SSDs are technically confirmed through the analysis of the drug in Central Public Health Laboratories (Lacen), via health surveillance.</p>
					<p>Analysis by official methods (pharmacopoeic) is recommended to enable the assessment of the product appearance, identification and determination of the content of the active substance, uniformity of unit doses and dissolution, and the tests must be performed according to the pharmaceutical form in question. If the analytical report of fiscal analysis shows unsatisfactory results, investigating possible causes of the quality deviation is indispensable<sup><xref ref-type="bibr" rid="B4">4</xref></sup> .</p>
					<p>Several actions can be taken after the reports are investigated, like issuing notices and alerts, changing package inserts/labels, limiting use or trade, batch ban or even cancellation of marketing authorization<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B34">34</xref></sup> .</p>
					<p>An alert is defined as a piece of information related to a drug and a severe event that must be quickly and widely disseminated. A notice is defined as information related to a drug and an event that requires wide but not urgent dissemination. The urgency with which they should be published is what differentiates the two modes of communication<sup><xref ref-type="bibr" rid="B3">3</xref></sup> .</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Substandard drugs and pharmaceutical care</title>
					<p>The lack of pharmacotherapeutic follow-up done by clinical pharmacists in outpatient settings is the reason why many DRPs go unnoticed, which may result in unfavorable outcomes for patients. In this way, pharmaceutical care services are key to reducing the underreporting of DRPs and strengthening the patient-healthcare professional relationship<sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">1</xref></sup> .</p>
					<p>As discussed earlier, underreporting is the main weakness of the method based on voluntary reporting, so we can assume that current records do not reflect the totality of DRPs<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>SSDs have a financial and clinical impact on pharmaceutical care. Without an established pharmacovigilance program, the return/replacement of unsafe units may not be possible. Furthermore, in the case of very frequent SSDs for the same product or the adoption of enforcement measures to remove the drug from circulation, even if temporarily, the supply of the health system can be compromised, with a particularly harsh impact on the SUS<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>Although SSDs pose a potentially high risk to patients’ health, they are sometimes underestimated by healthcare professionals in relation to ADRs and other DRPs<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref> , <xref ref-type="bibr" rid="B35">35</xref></sup> . However, it is emphasized that SSD-related reports are as important as ADR reports in the field of pharmacovigilance<sup><xref ref-type="bibr" rid="B6">6</xref></sup> , since SSDs that are not identified before dispensing/administering the drug can result in serious ADE, like ineffective therapy and intoxication<sup><xref ref-type="bibr" rid="B5">5</xref></sup> .</p>
					<p>Therefore, spontaneous reporting should be encouraged through the promotion of educational interventions focused on discussing the importance of this initiative. These interventions have to emphasize what should be reported, who can file a report and the benefits for society (patient safety), healthcare facilities (reduction of unnecessary costs) and the pharmaceutical industry (control and regulation)<sup><xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref></sup> .</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>CONCLUSIONS</title>
				<p>Pharmacovigilance of SSDs directly supports the prevention of risks to patients’ health. The studies that make up this review point to a significant representation of SSDs in healthcare facilities in Brazil, which confirms the importance of discussing this topic.</p>
				<p>It is essential that healthcare professionals report potential cases of SSDs regardless of the associated health risk, since one of the criteria used by health surveillance in its analysis process is precisely the recurrence of reports.</p>
				<p>Finally, SSD-related reports are considered an excellent indicator of the quality of medicines available on the market, which contributes to the qualification of suppliers and the distribution of compliant products to the population.</p>
			</sec>
		</body>
	</sub-article>-->
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