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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">nupem</journal-id>
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				<journal-title>Revista NUPEM (Online)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. NUPEM (Online)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2176-7912</issn>
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				<publisher-name>Universidade Estadual do Paraná</publisher-name>
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					<subject>Dossiê</subject>
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				<article-title>Pestes, quarentenas, pandemias e pandemônios: visões e visualizações da doença ontem e hoje</article-title>
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					<trans-title>Pests, quarantines, pandemics and pandemonia: visions and visualizations of disease yesterday and today</trans-title>
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					<trans-title>Pestes, cuarentenas, pandemias y pandemonios: visiones y visualizaciones de la enfermedad ayer y hoy</trans-title>
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						<given-names>Enrique Vetterli</given-names>
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						<surname>Correa</surname>
						<given-names>Alamir Aquino</given-names>
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						<surname>Falci</surname>
						<given-names>Carlos Henrique</given-names>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Universidade Estadual de Londrina (UEL)</institution>
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				<label>3</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</institution>
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				<year>2025</year>
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				<season>Sep-Dec</season>
				<year>2021</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>Registros e manifestos acerca de situações de contágios extensivos das mais diversas moléstias, sejam médicos, poéticos, crônicos, legais ou religiosos, encontram-se em todos os tempos históricos. Homero em sua “Ilíada” e Tucídides em sua “História” falavam da <italic>λοιμός</italic> (praga), a ser enviada por deuses ou trazidas pela guerra (Mitchell-Boyask, 2008). O segundo, nos passos do poeta Hesíodo, relacionava <italic>λοιμός</italic> e <italic>λιμός</italic> (grande fome), sem necessitar mais do que de uma similaridade fônica para apontar a consequente devastação econômica decorrente de uma epidemia.</p>
		<p>Se, ainda pensando nos ecos culturais da antiguidade grega, hoje nos recordamos da esperança que Sófocles pôs em boca dos tebanos, apresentando-os crentes de que Édipo viria a cumprir determinações oraculares e salvar a cidade da pestilência e do morticínio, isso também nos lembra que ainda em nosso tempo recorremos ao divino perante a catástrofe que se desenrola aos nossos olhos terrenos. A causa e salvação ainda podem estar em nossa relação com as divindades que nos regem. A oração, a penitência, a maldição dos transgressores, nas formas e maneiras como praticadas nos diversos sistemas religiosos do globo, chegam-nos por meios noticiosos online ou televisivos, assim como nos chegaram e nos causaram pasmaceira as imagens do Papa ditando missa na solidão escura do Vaticano, em 27 de março de 2020. Com poucos escrúpulos, tele-evangelizadores apresentam curas duvidosas, apostando na formulação de uma ambiguidade entre as propriedades físicas e espirituais de seus elixires, assim como causando escândalo não somente entre cientistas e leigos, mas também entre seus correligionários. O conflito entre medidas sanitárias governamentais, que derivam de recomendações científicas, e o exercício da fé, também marca presença forte. Abram-se igrejas, fechem-se igrejas, evite-se a aglomeração, porém o fiel não pode ficar sem culto... No contexto da infecção epidêmica por <italic>Yersinia pestis</italic> na Inglaterra do século XVII, fervorosas imprecações foram publicadas por ministros anglicanos, do grupo chamado de “<italic>nonconformists</italic>”, contra os ministros regulares que fugiram da cidade, deixando seus fiéis sem cultos. Os “<italic>nonconformists</italic>” assumiram os púlpitos, mesmo que na rua por vezes, e deram cultos, sem condição de saber que suas ações contribuíam mais para o contágio entre a população, porém certos de que estavam cumprindo a sua missão enquanto líderes religiosos e de que estavam atendendo ao dever deixado de lado por aqueles que, segundo um amargo panfleto anônimo do momento, “tinham o púlpito por caixão e a batina por mortalha” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Miller, 2017</xref>, p. 36). De outras terras e tempos longínquos, tem-se o registro da reação à infecção massiva (provavelmente) por varíola acontecida no décimo quarto ano de governo do imperador japonês Bidatsu (585 a.C): culpou-se a introdução do budismo e seus ídolos na ilha, propiciada pelo recente contato com a Coreia, da qual chegou dita religião, sendo os cidadãos do império punidos pelas tradicionais deidades Shinto; a população, conta-se, recorreu à destruição das imagens budistas (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Kohn et al., 2008</xref>).</p>
		<p>Noutra perspectiva, pode-se dizer que nunca acompanhamos com tanto fervor as estatísticas de contágio e mortalidade por doenças infecciosas. Numa época em que a visualização de dados tornou-se tão importante, consultamos a disposição gráfica dos números produzidas por instituições de pesquisa. Johns Hopkins University ou Worldometers, quem entrega melhor a visualização dos dados? Qual nos permite “ver” melhor os efeitos do invisível?</p>
		<p><xref ref-type="fig" rid="f1"/>
			<fig id="f1">
				<label>Imagem 1:</label>
				<caption>
					<title><italic>Covid-19 Dashboard</italic></title>
				</caption>
				<graphic xlink:href="2176-7912-nupem-13-30-6-gf1.jpg"/>
				<attrib>Fonte: Johns Jopkins University (2021).</attrib>
			</fig>
		</p>
		<p><xref ref-type="fig" rid="f2"/>
			<fig id="f2">
				<label>Imagem 2:</label>
				<caption>
					<title><italic>Covid-19 coronavirus pandemic</italic></title>
				</caption>
				<graphic xlink:href="2176-7912-nupem-13-30-6-gf2.jpg"/>
				<attrib>Fonte: Worldometer (2021).</attrib>
			</fig>
		</p>
		<p>Cada época lidou a seu modo com suas condições de produção gráfica. Para mencionar novamente a “peste” inglesa do XVII, o ano de 1666 viu essa “<italic>General Bill of Mortality</italic>” (levantamento geral de mortes):</p>
		<p><xref ref-type="fig" rid="f3"/>
			<fig id="f3">
				<label>Imagem 3:</label>
				<caption>
					<title><italic>The General Bill of Mortallity: with a continuation of this present year, 1666</italic></title>
				</caption>
				<graphic xlink:href="2176-7912-nupem-13-30-6-gf3.jpg"/>
				<attrib>Fonte: Retirado de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Miller (2017</xref>, p. 30).</attrib>
			</fig>
		</p>
		<p>A folha estatística de então permite a disposição de um gravado e um poema no meio da página, cujos últimos versos dizem: “<italic>The Plague among us is not yet removed / Because that sin of us is still beloved / Each spectacle of Death and Funerall / Puts thee and I in mind, We must die all</italic>”, ou seja, “Dentre nós, a Praga inda não se foi / Pois pecado entre nós inda é amor / Cada cenário funesto e mortal / Lembra de vós e de mim o final”. Versos, pois, que dão voz ao lamento cifrado das colunas numéricas; o gravado, dando sentido humano à estatística, com silhuetas prostradas em meio ao ritual de carregar e enterrar corpos fora da cidade.</p>
		<p>Quando o historiador George Kubler elaborava uma forma de pensar a história da arte, concluiu que dispor simples “períodos” ocupando em sequência o tempo cronológico era algo totalmente insuficiente, e preferiu pensar em “formas do tempo”, quer dizer, as formas como o tempo se inscreve nos objetos. Assim, aos objetos artísticos corresponderiam formas temporais distintas, caracterizadas pelos problemas que os artistas se propuseram e propõem a resolver. Desta forma, por exemplo, os pintores anônimos dos murais de Herculaneum e Boscoreale (I a.C) conectam-se com aqueles do século XVII e com Cézanne enquanto estágios sucessivos, separados por intervalos irregulares em um estudo milenar da estrutura luminosa da paisagem, o qual provavelmente continuará por muitas gerações, em ritmos ainda igualmente imprevisíveis (Kubler, 2008 [1962]). Talvez o momento que vivemos hoje seja capaz de lançar luz a essas continuidades fragmentadas das diferentes maneiras de se viver, imaginar, ver e registrar os momentos pandêmicos.</p>
		<p>O presente Dossiê convidou, pois, pesquisadoras e pesquisadores a olharem de forma interdisciplinar, tanto para o tempo corrente como para o passado, e a proporem as relações, as reminiscências, continuidades e descontinuidades entre as diversas manifestações, discursivas, artísticas e mediáticas que emergem das experiências epidêmicas/pandêmicas que afetaram e afetam a humanidade.</p>
		<p>Submissões do Brasil e o do exterior atenderam ao convite, e ora publica-se uma seleta de 13 textos, organizados em grandes temas: Imprensa, Educação, Imaginário, Histórico e Estudo de Caso.</p>
		<p>No tema Imprensa, têm-se “Pandemias na ordem do dia: Covid-19 e a gripe espanhola (re)tratada na imprensa brasileira”, de Maycon Dougllas Vieira dos Santos (USP) e Thiago Barbosa Soares (UFTO), assim como “Da ‘doença misteriosa dos homossexuais’ à Aids: notas sobre Aids na Revista Manchete - década de 1980”, de Georgiane Garabely Heil Vazquez (UEPG) e Frederico Renan Hilgenberg Gomes (UEPG). Desde a perspectiva da Análise do Discurso, o primeiro texto compara o tratamento dado à pandemia de Covid-19 com o tratamento dado pela imprensa à pandemia de Gripe Espanhola. O segundo texto aborda o tratamento dado pela “Revista Manchete”, nos anos 1980, ao fenômeno da pandemia de HIV; por meio de uma seleção e uma análise de reportagens, a pesquisa apresenta as transformações discursivas no tratamento da problemática ao longo da década.</p>
		<p>No tema Educação, apresentam-se “A reciprocidade dos sentidos compartilhados: ideias para humanizar as relações sociais no Ensino Superior”, de Rodrigo Aparecido Vicente (Unicamp), assim como “Guarani, Kaingang e Xetá: o curso de pedagogia para os povos indígenas/bilíngue da Unicentro na terra indígena Rio das Cobras em tempos de pandemia”, de Vanessa Toledo Domingos, Solange Aparecida de Oliveira Collares e Rodrigo dos Santos, todos da Unicentro. O pesquisador da Unicamp, considerando o contexto do ensino remoto emergencial, levanta questões e aponta caminhos para abordar o problema das condições psicossociais enfrentadas pelos envolvidos no processo. Os pesquisadores da Unicentro tecem reflexões acerca do estado presente e dos desafios imediatos, também no contexto do ensino remoto, para um curso de Pedagogia que atende a três povos indígenas.</p>
		<p>Para o tema Imaginário, estão presentes três textos, abordando a relação entre memória e vestuário, o teatro e a poética do discurso. Em “O vestuário como suporte de memória: uma breve discussão sobre as vivências em tempos de pandemia”, Laiana Pereira da Silveira (UFPel), Nicolli Bueno Gautério (UFPel) e Vanda Leci Bueno Gautério (Prefeitura Municipal de Rio Grande) abordam a expressão das relações afetivas com o vestuário próprio durante o período de isolamento, analisando o emprego da roupa como suporte da memória por parte de usuários do aplicativo <italic>Instagram</italic>. Mateus Dagios (UFRGS), em “Doença na recepção do mito de Filoctetes no regime militar brasileiro: Ramom, o filoteto americano de Carlos Henrique Escobar”, reconstrói a relação entre o isolamento do adoentado Filocletes, na tragédia antiga, e Ramom, da peça de Escobar, durante o período ditatorial brasileiro. Ainda, em “Poéticas pandêmicas no corredor de vozes: os discursos da apropriação e da reciclagem”, Elisabete Alfeld (PUC/SP) examina como a arte recicla os procedimentos de comunicação acerca da pandemia, ressignificando mensagens, transformando-as em suas formas e conteúdos.</p>
		<p>Constando no tema Histórico, Marcus Pierre de Carvalho Baptista, Francisco de Assis de Souza Nascimento e Elisabeth Mary de Carvalho Baptista, pesquisadores da UFPI, resgatam e analisam a documentação relativa à epidemia de cólera no Piauí do século XIX, com seu artigo “‘De todos os pontos partirão reclamações’: cólera e medo no Piauí (1862-1866)”. Em “Retratando a peste no Brasil: imagens do passado, irrupções no presente”, João Victor Rossetti Brancato (Unicamp) e Rosangela de Jesus Silva (UNILA) analisam ilustrações e fotografias da imprensa do início do século XX, em torno da Gripe Espanhola, comparando-as com seus análogos dos dias correntes, em torno da pandemia de Covid-19. Joacir Navarro (Unespar), com o artigo “Coqueluche e mortalidade infantil em Paranaguá (1855-1858)”, resgata e examina os registros de óbito infantil por coqueluche em documentos paroquiais do século XIX na cidade de Paranaguá, Paraná.</p>
		<p>Por fim, no tema Estudo de Caso, com um estudo de dados e correlações estatísticas, desde a Argentina, Javier Gómez (Universidad Nacional del Litoral), em seu “Análisis territorial de la incidencia de Covid-19: modelización e índice de calidad de vida em Santa Fe, Argentina”, examina as dinâmicas entre incidência de Covid-19 e o índice de qualidade de vida em uma perspectiva espaço-temporal. Em “Morte, ritos fúnebres e luto na pandemia de Covid-19 no Brasil”, de Andreia Vicente da Silva (Unioeste), Claudia Rodrigues (UNIRIO) e Rachel Aisengart (Instituto de Estudos de Saúde Coletiva/UFF), explicitam como as diretrizes dos poderes constituídos, em torno dos ritos fúnebres, afetaram as práticas e sentimentos funerais durante a pandemia de Covid-19. No mesmo sentido, no artigo “A Covid-19, o luto e a gestão do corpo morto pela prefeitura de Maringá-PR”, Marcia Regina de Oliveira Lupion (UEM) analisa as mudanças nos rituais fúnebres desencadeadas pelas publicações de atos administrativos e suas consequências para quem se despede de seus mortos.</p>
		<p>Cada uma das contribuições cobriu aspectos, do passado e do presente, do fenômeno pandêmico. Os olhares, provindos de diversas vertentes e especialidades, compõem um quadro interdisciplinar de reflexões, objetivo primeiro da Revista NUPEM. Com a certeza do interesse e relevância acadêmica dos estudos aqui apresentados, o convite que se faz é à leitura, atenta e crítica, dos textos ora apresentados.</p>
		<p>Com agradecimentos a quem fez chegar seus trabalhos ao chamado outrora feito, à extensa lista de pareceristas que se debruçou sobre os escritos e emprestou seu valioso crivo, assim como à diligente equipe editorial da revista, despedem-se aqui os organizadores do presente dossiê.</p>
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			<title>Fontes</title>
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				<mixed-citation>JOHNS HOPKINS UNIVERSITY. Covid-19 Map. Coronavirus Resource Center. 2020. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://bit.ly/3sJLBLm">https://bit.ly/3sJLBLm</ext-link>. Acesso em: 25 ago. 2021.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>WORLDOMETER. Covid-19 Coronavirus Pandemic. Coronavirus. 2020. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://bit.ly/3sKb0V4">https://bit.ly/3sKb0V4</ext-link>. Acesso em: 25 ago. 2021.</mixed-citation>
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			<title>Referências</title>
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				<mixed-citation>MITCHELL-BOYASK, Robin. Plague and the athenian imagination: drama, history and the cult of Asclepius. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>MILLER, Kathleen. The literary culture of plague in early modern england. London: Palgrave MacMillan, 2017.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>KUBLER, Geroge. The shape of time: remarks on the history of things. New Haven: Yale University Press, 2008.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>KOHN, George Childs et al. (Eds.). Encyclopedia of plague and pestilence: from ancient times to the presente. New York: Infobase Publishing, 2008.</mixed-citation>
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