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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rpsaude</journal-id>
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				<journal-title>Revista Psicologia e Saúde</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Universidade Católica Dom Bosco,
					Programa de Mestrado e Doutorado em Psicologia</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2177-093X</issn>
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				<publisher-name>Universidade Católica Dom Bosco, Programa de Mestrado e Doutorado em
					Psicologia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.20435/pssa.v11i1.592</article-id>
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					<subject>ARTIGOS</subject>
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				<article-title>Depressão e comportamento suicida: atenção primária em
					saúde</article-title>
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					<trans-title>Depression and suicidal behavior: primary health care</trans-title>
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					<trans-title>Depresión y comportamiento suicida: atención primaria de
						salud</trans-title>
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						<surname>Magalhães</surname>
						<given-names>Lucimara Silva</given-names>
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						<surname>Andrade</surname>
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					<label>1</label>
					<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Mato Grosso do
						Sul</institution>
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						Sul</institution>
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			<author-notes>
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					<label>a</label><bold>Endereço de Contato:</bold> Lucimara Silva Magalhães,
					Residencial Dominica, Bloco D, Apto. 22, Rua Rio Negro, 151, Vila Margarida, CEP
					79023-041 - Campo Grande, MS. E-mail:
					<email>lucimarasm22@yahoo.com.br</email></corresp>
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					<label>*</label>
					<p>Mestre em Saúde da Família pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
						(UFMS); Especialista em Gestão Pública pela UFMS; Graduação em Serviço
						Social pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB); Cursando Direito pela
						Faculdade Anhanguera. Assistente Social da Unidade Básica de Saúde da
						Família Marabá. E-mail: lucimarasm22@yahoo.com.br</p>
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					<label>**</label>
					<p>Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP); Mestre em
						Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS);
						Graduação em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). É
						professora associada da UFMS, docente e pesquisadora atuando no Programa de
						Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias (mestrado e doutorado) e
						no Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região
						Centro-Oeste (mestrado e doutorado). Docente credenciada pela Secretaria de
						Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, com experiência em Educação à
						distância. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças infecciosas e
						parasitárias, saúde coletiva, comportamentos/práticas de risco, pesquisa
						qualitativa e metodologia. E-mail: soniaufms@gmail.com</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
				<day>06</day>
				<month>07</month>
				<year>2020</year>
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				<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Apr</season>
				<year>2019</year>
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			<volume>11</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>99</fpage>
			<lpage>107</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>02</day>
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				<license license-type="open-access"
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Este estudo buscou contextualizar a depressão tendo como desdobramento o
					comportamento suicida. O estudo foi direcionado a 25 pacientes, contudo, na
					ocasião da visita domiciliar, nos deparamos com situações tais como: internação,
					óbito, reclusão de liberdade, recusa, e relato de simulação de suicídio. Diante
					do exposto, a entrevista foi efetivada com nove participantes, com idades
					variando de 18 a 61 anos, atendidos na Atenção Primária de Campo Grande, Mato
					Grosso do Sul, Brasil. Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada de março a
					julho de 2015, em que se empregou a entrevista semiestruturada. Os dados foram
					analisados utilizando-se o método do discurso do sujeito coletivo, baseado na
					teoria das representações sociais. A análise dos dados trouxe o indicativo de
					três ideias centrais: antecedentes familiares; antecedentes pessoais e questões
					espirituais, constatando que a depressão e comportamento suicida são carregadas
					de estereótipos e revelam questões biopsicossociais.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This study sought to contextualize the depression as having an association with
					suicidal behavior. The study was focused on 25 patients, however, at the time of
					the household visit, we had faced with situations such as: hospitalization,
					death, confinement of freedom, refusal, and suicide simulation report. In light
					of the foregoing, the interview was conducted with 9 participants, ranging in
					age from 18 to 61, treated at Primary Health Care in Campo Grande, Mato Grosso
					do Sul, Brazil. It is a qualitative research, carried out from March to July
					2015, the semi-structured interview was applied. The data were analyzed using
					the collective subject discourse method, based on the theory of social
					representations. The analysis of the data brought the indicative of three
					central ideas: personal and family background and spiritual matters, realizing
					that depression and suicidal behavior are loaded with stereotypes and reveal
					biopsychosocial issues.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>Este estudio buscó contextualizar la depresión considerando como su
					desdoblamiento el comportamiento suicida. El estudio fue dirigido a 25
					pacientes, sin embargo, en la ocasión de la visita domiciliar, nos enfrentamos a
					situaciones tales como: internación, óbito, pena de reclusión, rechazo, y relato
					de simulación de suicidio. Ante lo expuesto, la entrevista se efectuó con 9
					participantes, con edades entre 18 y 61 años, atendidos por la Atención Primaria
					de Campo Grande, Mato Grosso del Sur, Brasil. Se trata de pesquisa cualitativa,
					realizada de marzo a julio de 2015, en la cual se empleó la entrevista
					semiestructurada. Los datos fueron analizados utilizándose el método del
					discurso del sujeto colectivo, basado en la teoría de las representaciones
					sociales. El análisis de los datos trajo el indicativo de tres ideas centrales:
					antecedentes familiares; antecedentes personales y cuestiones espirituales.
					Constatando así que la depresión y el comportamiento suicida están cargados de
					estereotipos y revelan cuestiones biopsicosociales</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>depressão</kwd>
				<kwd>comportamento suicida</kwd>
				<kwd>Atenção Primária em saúde</kwd>
				<kwd>representações sociais</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>depression</kwd>
				<kwd>suicidal behavior</kwd>
				<kwd>Primary Health Care</kwd>
				<kwd>social representations</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>depresión</kwd>
				<kwd>comportamiento suicida</kwd>
				<kwd>Atención Primaria en salud</kwd>
				<kwd>representaciones sociales</kwd>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A depressão pode ser considerada um dos principais transtornos de nossa época, cuja
				causa específica não pode ser atribuída a um único fator, pois, como na maioria dos
				problemas humanos, é mais adequado falar em multifatores que se interrelacionam e
				geram, como respostas, alguns comportamentos que o indivíduo apresenta em seu meio
					(<xref ref-type="bibr" rid="B4">Baptista, Baptista, &amp; Dias,
				2001)</xref>.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B30">Silva, Furegato e Costa Junior (2003)</xref>, com
				base em relatórios da Organização Mundial de Saúde, destacaram a depressão como uma
				das formas mais comuns de transtorno afetivo, sendo uma das doenças com maior
				frequência na atenção primária, com cerca de 10,0% de todas as novas consultas.</p>
			<p>Dentre seus desdobramentos (bipolaridade, síndrome do pânico, esquizofrenia) está o
				comportamento suicida, "Estima se que aconteçam em todo o mundo um milhão de mortes
				por ano decorrentes do suicídio, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos"
					(<xref ref-type="bibr" rid="B10">Chiaverini, 2011</xref>, p. 130).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">Dockhorn e Werlang (2008)</xref> informam que,
				conforme dados da Organização Mundial de Saúde, para cada suicídio há, em média,
				cinco ou seis pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais,
				sociais e econômicas. E ainda, 1,4% do ônus global ocasionado por doenças, em 2002,
				foi devido a tentativas de suicídio, estimando-se que chegará a 2,4% em 2020.</p>
			<p>Há perspectiva de um país populoso, como o Brasil, já entre os dez maiores em número
				de suicídios que entre as pessoas gravemente deprimidas, 15,0% se suicidam (Brasil,
				2006).</p>
			<p>O comportamento suicida refere-se ao estado em que a pessoa passou pelo processo de
				ideação e intenção, e já realizou uma ou mais tentativas de suicídio. É o ato de
				causar lesão a si mesmo, independentemente do nível da lesão e da motivação. Pode se
				conceber por comportamento suicida pensamentos de autodestruição, e atitudes de
				autoagressão capaz de levar à morte (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Fráguas Júnior
					&amp; Figueiró, 2005)</xref>.</p>
			<p>Dados do Sistema de Informação de Mortalidade, do Ministério da Saúde brasileiro,
				indicam o suicídio dentre três principais causas de mortalidade violenta (<xref
					ref-type="bibr" rid="B32">Waiselfisz, 2014)</xref>.</p>
			<p>Em revisões de literatura, a depressão aparece como o mais relevante fator
				explicativo das tentativas de suicídio, ou seja, se não diagnosticada e tratada, tem
				desdobramentos (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Minayo &amp; Cavalcante,
					2015)</xref>.</p>
			<p>Proceder à caracterização do comportamento suicida em usuários da atenção primária
				torna-se relevante devido ao aumento da procura por usuários pelo atendimento e a
				solicitação da rede, às dificuldades da atenção especializada e à inexistência de
				ações próprias da atenção primária para a abordagem e cuidados adequados a essa
				clientela.</p>
			<p>Pacientes com comportamento suicida têm histórico de negligências tais como: privação
				de alimentos, roupas, abrigo, castigo físico, abuso sexual, entre outros traumas na
				infância e adolescência, situações essas caracterizadas como fatores situacionais em
				eventos que lhes provocam depressão, melancolia e tristeza (<xref ref-type="bibr"
					rid="B5">Beeston, 2006)</xref>.</p>
			<p>Outras situações de ordem interna, o transtorno mental, em algumas situações, pode
				ter como desdobramento o suicídio. O suicídio é um fato complexo, tem múltiplas
				causas, sendo de difícil aceitação cultural (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Holkup,
					2003)</xref>.</p>
			<p>Apesar da importância, o tema é relativamente pouco estudado e sua expressão para os
				profissionais da saúde é identificada como de difícil abordagem devido ao
				envolvimento das questões subjetivas.</p>
			<p>As diversas manifestações dos transtornos mentais, tal como a depressão e seus
				desdobramentos, têm sido relacionadas a situações traumáticas vivenciadas na
				infância com base no tipo negligência, duração e o vínculo existente com o agressor
					(<xref ref-type="bibr" rid="B4">Baptista et al., 2001</xref>; Brasil, 1990;
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">Durkheim, 2011)</xref>.</p>
			<p>A situação de violação de direitos na infância, na maioria das situações, ocorre
				dentro do núcleo familiar, contudo a família extensa, ou ampliada, aquela que se
				estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por
				parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de
				afinidade e afetividade, aparece nessas situações como elo mais forte proporcionando
				acolhimento, minimizando os danos e possibilitando reabilitação (<xref
					ref-type="bibr" rid="B15">Fonseca, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20"
					>Leão &amp; Castro, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sarti,
					2011)</xref>.</p>
			<p>As ações de saúde mental na atenção primária devem obedecer ao modelo de rede de
				cuidado, com outras políticas que busquem o estabelecimento de vínculo. Essas ações
				devem estar fundamentadas nos princípios do Sistema Único de Saúde e nos princípios
				da Reforma Psiquiátrica, cuja responsabilidade compartilhada exclua a lógica do
				encaminhamento, e a ampliação da clínica na equipe signifique o resgate e a
				valorização de outras dimensões, que não somente a biológica (Brasil, 2006; <xref
					ref-type="bibr" rid="B31">Starfield, 1998)</xref>.</p>
			<p>Diante desses elementos e da magnitude da questão, o objetivo deste estudo foi
				caracterizar o comportamento suicida através da análise de discurso do paciente.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Método</title>
			<p>Realizou-se pesquisa qualitativa, na atenção primária do município de Campo Grande,
				MS, com paciente notificados com tentativa de suicídio (<xref ref-type="bibr"
					rid="B24">Minayo, 2013)</xref>.</p>
			<p>O levantamento de dados secundários foi realizado junto às fichas de notificação do
				Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) - violência doméstica,
				sexual e/ou outras violências -, cujas notificações são sistematizadas pelo Núcleo
				de Prevenção às Violências - Individual, Violência Doméstica, Sexual e Outras
				Violências, da Secretária de Saúde do município em questão.</p>
			<p>Foi disponibilizado o acesso aos dados e autorizada a entrevista com os pacientes
				notificados com tentativa de suicídio, na ocasião totalizando a média de 25 casos no
				período de 30 dias, para uma população de 786.797 pessoas, conforme o Censo 2010
				(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], 2014).</p>
			<p>Todos os pacientes notificados foram convidados a participar da pesquisa, contudo, na
				ocasião das abordagens e visitas domiciliares para efetivação do convite, nos
				deparamos com situações tais como óbito, internações em hospital psiquiátrico,
				mudança de endereço, reclusão, desistência, recusa e simulação da tentativa de
				suicídio, menores de idade, pessoas interditadas judicialmente, e aquelas que tinham
				dificuldade para entender ou responder às perguntas. Dentre os 25 pacientes, 16
				foram excluídos do estudo devido às situações supramencionadas.</p>
			<p>Diante do exposto foram incluídos como participantes da pesquisa nove pessoas
				notificadas com indicativo de tentativa de suicídio pelo SINAN.</p>
			<p>Para a coleta de dados, foi utilizado um roteiro de entrevista contendo dados de
				identificação (sexo, faixa etária, renda familiar, tempo de estudo) e três questões
				dissertativas (1. Gostaria de saber sobre a situação, tentativa de suicídio pela
				qual você passou?; 2. O atendimento da Unidade Básica de Saúde da Família a
				pacientes com tentativa de suicídio como é?; 3. Tem sugestões para o
				atendimento?).</p>
			<p>O roteiro de entrevista estabeleceu a identificação dos participantes incluindo sexo,
				idade, tempo de estudo e renda familiar, teve como intenção saber sobre a situação,
				tentativa de suicídio pela qual o paciente passou; este questionamento trouxe à tona
				o histórico de vida dos entrevistados, com destaque para três ideias centrais:
				questões espirituais, antecedentes familiares, antecedentes pessoais. Neste artigo,
				abordaremos a ideia central relativa aos antecedentes pessoais, que foram os maus
				tratos na infância com destaque para o abuso sexual relatado por um terço dos
				participantes.</p>
			<p>Dentre as perguntas que compõem o questionário, somente a primeira foi utilizada para
				aprofundamento deste estudo específico.</p>
			<p>A amostragem se deu por conveniência, sendo realizada ao menos uma entrevista
				semiestruturada em cada região urbana do município, em sistema de rodízio, até
				atingir a compreensão do fenômeno estudado.</p>
			<p>As entrevistas foram realizadas, na residência ou na unidade de saúde, conforme
				preferência do participante desde que lhe fosse mantida a privacidade: três optaram
				pela realização na residência, e os demais, nas respectivas Unidades Básicas de
				Saúde. Todas as entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas na integra,
				sendo mantida a confidencialidade das informações.</p>
			<p>Após a transcrição, foram identificadas as expressões-chave em cada entrevista e a
				ideia central (antecedentes pessoais) correspondente ao discurso do sujeito coletivo
					(<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lefèvre &amp; Lefèvre, 2010)</xref>.</p>
			<p>Antes da aplicação da entrevista, os participantes convidados e que aceitaram ser
				incluídos como sujeitos, foram informados sobre a pesquisa, objetivos, metodologia,
				inexistência de risco, benefícios, a razão de sua escolha como participante. Após as
				informações e a concordância em participar da pesquisa, foi assinado o Termo de
				Consentimento Livre e Esclarecido.</p>
			<p>Cabe ressaltar que foi acordado termo de compromisso para utilização de informações
				de prontuários em projetos de pesquisa, junto a Universidade Federal de Mato Grosso
				do Sul, e emitida autorização da Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo
				Grande, MS.</p>
			<p>A pesquisa não oferece risco aos participantes no que se refere aos benefícios, e
				atende a Resolução n. 466, de 13 de junho de 2012, do Conselho Nacional de Saúde:
				"V.2 - São admissíveis pesquisas cujos benefícios a seus participantes forem
				exclusivamente indiretos, desde que consideradas as dimensões física, psíquica,
				moral, intelectual, social, cultural ou espiritual desses" (Brasil, 2012).</p>
			<p>A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de
				Mato Grosso do Sul, Processo n. 088896/2013, sendo submetido em 7 dezembro de 2013,
				e aprovado em 28 de fevereiro de 2014, número: CAAE 23775713.8.0000.002.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<p>O estudo foi direcionado a 25 pacientes, contudo, na ocasião da abordagem, nos
				deparamos com situações tais como: internação em hospital psiquiátrico, mudança de
				endereço, óbito, não comparecimento a entrevista, paciente recluso de liberdade,
				recusa, e relato de simulação da tentativa de suicídio. Diante do exposto a
				entrevista foi efetivada com nove participantes, sendo oito mulheres, destas, três
				na faixa etária entre 18 e 30 anos, duas com idade entre 31 a 40 anos, uma com 51
				anos e duas com mais de 61 anos; e um paciente do sexo masculino, com 19 anos.</p>
			<p>No que se refere à renda familiar dos nove entrevistados, sete relataram ter renda
				familiar de um a dois salários mínimos; os outros dois entrevistados, de dois a três
				salários mínimos. Em relação à escolaridade, cinco têm o Ensino Fundamental
				incompleto; um, Ensino Fundamental completo; dois, superior incompleto; e um com
				ensino superior completo.</p>
			<p>Traumas na infância e desdobramentos</p>
			<p>O estudo sobre a questão incitou o questionamento sobre a patologia na percepção do
				paciente, cuja ideia central foi extraída das respostas dos participantes, com base
				no questionamento: situação de tentativa de suicídio pela qual passou; desvelado
				histórico de vidas marcado por traumas de infância; violência com destaque para
				antecedentes pessoais.</p>
			<p>Em antecedentes pessoais, quatro participantes destacaram aspectos da sua própria
				história de vida com ênfase para o conflito familiar citando traumas de infância;
				destes, três mencionaram o histórico de abuso sexual na infância.</p>
			<p>Estudos demonstram que, quando pessoas se autoagridem, elas tendem, à medida que
				aumenta a idade, a usar meios de letalidade mais intensos, e planejam as situações
				com maior riqueza de detalhes objetivando a morte (<xref ref-type="bibr" rid="B14"
					>Durkheim, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Conwell, 2015</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B22">Linden &amp; Barrow, 1997)</xref>.</p>
			<p>O relato a seguir está exposto na forma do discurso do sujeito coletivo:</p>
			<p><disp-quote>
					<p><italic>Meu irmão abusava de mim quando eu tinha 5 anos, eu lembro como se
							fosse hoje. Com 9 anos eu tentei, tomei um óleo minha mãe falava que era
							veneno não podia mexer, quando era adolescente foi com medicamento,
							depois de casada toda vez que eu ia ao médico ficava prestando atenção
							como as pessoas tinham feito, porque eu queria um jeito que eu e as
							crianças não sofresse, fosse rápido não queria dar trabalho pra ninguém
							agora que eu quero viver tô com problema de saúde, quero cuidar da minha
							netinha que foi abusada, a mãe dela batia nela pra ir pra escola, tentou
							suicídio depois que soube. Meus pais brigavam muito, me sentia culpada,
							é coisa lá de trás, é tanto problema, meu pai já me pediu perdão,
							mas...</italic> [silêncio lágrimas] <italic>eu sei quanto mau ele me
							fez, eu acho que tem que ser isso porque eu tenho tudo para ser feliz,
							eu tento porque sei que depende de mim, mas não consigo.</italic></p>
				</disp-quote></p>
			<sec>
				<title>Contexto Familiar e Social</title>
				<p>O discurso reflete em consenso trauma ocorrido na infância, ora da própria
					pessoa, ora em familiar; e, dentro do contexto núcleo familiar com exceção de
					uma paciente, os maus tratos na infância representam uma doença biopsicossocial
					cada vez mais comum na sociedade provocada por privação de alimentos, roupas,
					abrigo, negligências, agressões verbais, castigo físico entre outros. O agressor
					não percebe a vítima como uma pessoa, mas como objeto sem sentimentos e direitos
						(<xref ref-type="bibr" rid="B2">Amazarray &amp; Koller, 1998</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B26">Mioto, 1997)</xref>.</p>
				<p>Muitos transtornos psiquiátricos são relacionados a eventos traumáticos ocorridos
					na infância, com gravidades em níveis que variam com o tipo de abuso, sua
					duração e o grau de relacionamento da vítima com agressor. O comprometimento da
					saúde mental e a futura adaptação social das vítimas alteram-se de indivíduo
					para indivíduo, devido às peculiaridades de cada um e conforme o tipo de
					violência sofrida e a capacidade de reação diante de fatos geradores de estresse
						(<xref ref-type="bibr" rid="B13">Drezett et al., 2001)</xref>.</p>
				<p>A violência pode ser desencadeada por diversos fatores, manifestando-se de formas
					diferentes, observa-se que, muitas vezes, a família, ao invés de ser um refúgio
					seguro, é o lugar que põe em risco a integridade física e emocional de seus
					membros (<xref ref-type="bibr" rid="B19">King et al., 2000</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B23">Minayo, 1998)</xref>.</p>
				<p>Dados informam que 84,5% das crianças foram abusadas por agressores
					identificáveis, geralmente do núcleo familiar, no abuso sexual contra criança e
					adolescentes, a indicação do pai biológico é o que mais aparece, depois os avôs,
					o padrasto e, por último, vizinhos e pessoas próximas (<xref ref-type="bibr"
						rid="B1">Aded, Dalvin, Moraes, &amp; Cavalcanti, 2006</xref>; Associação
					Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência [ABRAPIA],
					1997).</p>
				<p>Atenção biopsicossocial em saúde às vítimas</p>
				<p>Sabe-se que é um trabalho difícil, devido às condições de desenvolvimento
					biopsicossocial da criança e ainda devido à gravidade e complexidade dos
					traumas, entre eles o abuso sexual, uma violação de direito em muitas ocasiões
					ocorrido dentro do núcleo familiar, o que torna a situação rodeada de segredos e
					revitimização do paciente por aqueles que teriam a função social de protegê-los
						(<xref ref-type="bibr" rid="B9">Buss, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B27">Pfeiffer &amp; Salvagni, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B28">Reis, 2004)</xref>.</p>
				<p>Crianças vítimas de violação de direitos refletem na sua condição exterior o que
					se passa no seu interior. Vítimas de violência física, apresentam por vezes
					corte nos lábios, pois como mecanismo de defesa quando agredidas mordem a boca
					para alívio da dor, outras têm o cóccix machucado, devido ao fato de se
					encostarem na parede quando se sentem acuadas, em outros casos é possível
					observar o arco íris dos hematomas característico de crianças que sofrem
					agressão constantemente, perda do controle do esfíncter, esses são sinais
					físicos possíveis de serem observados ou questionados no atendimento e podem
					contribuir para se dar início ao processo de intervenção.</p>
				<p>Perceber o paciente através de diferentes olhares, e a interação desses olhares
					possibilita ir além das questões objetivas. Assim, compreendendo o paciente como
					um todo a ser tratado, se produz uma estratégia de atendimento mais eficiente,
					oferecido pela atenção primária, pedra angular dessa integração que pode
					trabalhar questões de empoderamento ao indivíduo e/ou família, para que, a
					partir de seu horizonte de possibilidades, ele perceba a complexidade de sua
					problemática e busque recursos de superação.</p>
				<p>Conclui-se que assuntos, tais como comportamento suicida e abuso sexual, são
					carregados de estereótipos e representam um trabalho árduo, devido à
					complexidade e gravidade da questão, contudo observamos que exposição da
					situação traz alívio dos sintomas, favorece a minimização de danos, destaca a
					possibilidade de superação, dos traumas e ainda que fortalece o vínculo paciente
					e profissional de saúde.</p>
				<p>Calar-se diante de uma suspeita ou confirmação de violência é negligenciar,
					revitimizar o paciente, faz-se necessário progredir individualmente enquanto
					profissional, caminhar em direção à quebra de tabus, entender que se trata de um
					dever ético e legal de romper o silêncio e os receios de agir diante das
					situações de violação de direitos.</p>
				<p>À Atenção Primária cabe contribuir com a prevenção e tratamento da causa,
					desenvolvendo ações para as necessidades de saúde mental, tais como: Estudo
					sobre os transtornos mentais, socialização dos casos, cuidar do cuidador,
					fomentar junto à gestão grupos de saúde mental locais para o paciente e de
					composição interdisciplinar; intersetorial com representante do Conselho Local
					de Saúde, e ainda propor: equipe móvel de saúde mental na Atenção Primária, a
					cada 15 dias; diferenciar os horários de atendimento para pacientes com crianças
					sem local para deixá-los na ocasião dos atendimentos.</p>
				<p>Trata se de um longo processo de trabalho a ser construído, mas que toma forma e
					se fortalece na dinâmica de trabalho diário ao constatar as necessidades do
					paciente e de seus apoiadores.</p>
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		</sec>
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