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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rpsaude</journal-id>
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				<journal-title>Revista Psicologia e Saúde</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Psicol.
					Saúde</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2177-093X</issn>
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				<publisher-name>Universidade Católica Dom Bosco, Programa de Mestrado e Doutorado em
					Psicologia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.20435/pssa.v15i1.2194</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00007</article-id>
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					<subject>Artigo</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Violência no Namoro entre Adolescentes: Transmissão Intergeracional e Gênero</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Dating Violence Among Adolescents: Intergenerational Transmission and Gender</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>Violencia en el Noviazgo entre Adolescentes: Transmisión Intergeneracional y Género</trans-title>
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						<surname>Andrade</surname>
						<given-names>Thaís Afonso</given-names>
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						<surname>Moraes</surname>
						<given-names>Priscilla Machado</given-names>
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						<surname>Martins</surname>
						<given-names>Camila Vieira</given-names>
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			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Centro Universitário Senai CIMATEC</institution>
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                <email>t.afonsoandrade@yahoo.com</email> 
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				<institution content-type="orgname">Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA)</institution>
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                <email>priscillamoraes.contato@gmail.com</email> 
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			<aff id="aff3">
				<institution content-type="orgname">Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS)</institution>
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                <email>mila.mvieira@gmail.com</email> 
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="other" id="fn1">
					<label>1</label>
					<p> Endereço de contato: Av. Orlando Gomes, 1845, Piatã, Salvador, BA. CEP:
						41650-010.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn100">
					<p><bold>Thaís Afonso Andrade:</bold> Pós-doutoranda no Programa de
						Pós-Graduação em Modelagem Computacional e Tecnologia Industrial do Centro
						Universitário SENAI CIMATEC, Salvador. Doutora e mestre em Psicologia
						Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Recife. Formação
						em Terapia Sistêmica de Indivíduo, Casal e Família pelo Hospital das
						Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife. Psicóloga
						pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Belo
						Horizonte. <bold>E-mail:</bold><email>t.afonsoandrade@yahoo.com</email>,
					</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn101">
					<p><bold>Priscilla Machado Moraes:</bold> Doutora e mestre em Psicologia Clínica
						pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Recife. Especialista em
						Saúde Mental pela Faculdade de Ensino Pio Décimo, Aracajú. Psicóloga clínica
						pela Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju. Terapeuta de família pela
						Associação de Terapia Familiar de Goiás (ATFAGO). Coordenadora e docente do
						Curso de Especialização em Psicologia Clínica e da Saúde do Centro
						Universitário UniEVANGÉLICA, Anápolis.
							<bold>E-mail:</bold><email>priscillamoraes.contato@gmail.com</email>,
					</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn102">
					<p><bold>Camila Vieira Martins:</bold> Doutora e mestre em Saúde Integral pelo
						Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), Recife.
						Especialização em Teoria e Prática Junguiana pela Universidade Veiga de
						Almeida (UVA). Psicóloga pela Univer-sidade Católica de Pernambuco (UNICAP).
						Formação em Arteterapia pela Clínica POMAR/SP. Docente da graduação em
						Psicologia na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Recife.
							<bold>E-mail:</bold><email>mila.mvieira@gmail.com</email>,
					</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>15</day>
				<month>09</month>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">-->
				<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>jan/dez</season>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<volume>15</volume>
			<issue>1</issue>
			<elocation-id>e1582194</elocation-id>
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					<day>10</day>
					<month>10</month>
					<year>2022</year>
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				<date date-type="rev-recd">
					<day>12</day>
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				<date date-type="accepted">
					<day>26</day>
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					<year>2023</year>
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			</history>
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				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A violência no namoro na adolescência é um fenômeno complexo, multifatorial,
					considerado um problema social e de saúde pública. Objetivou-se investigar
					aspectos da transmissão intergeracional da violência e atravessamentos de gênero
					nas relações de namoro entre adolescentes. Pesquisa de natureza qualitativa
					realizada com seis adolescentes do gênero feminino (3) e masculino (3), entre 16
					e 18 anos. Como instrumentos e técnica, destacam-se: 1) Questionário
					biossociodemográfico; 2) Questionário “Conhecendo as relações de namoro”; 3)
					Entrevista semiestruturada concretizada em dois encontros com cada adolescente.
					Na análise, foram discutidos processos de manutenção, transformação e mudança
					atrelados às repetições de comportamentos violentos vividos na família, numa
					perspectiva sistêmica. Nos resultados, observaram-se diferentes expressões da
					violência no namoro: psicológica e digital. Sugerem-se novas pesquisas,
					incluindo as três gerações da família, somadas às ações interventivas que
					proporcionem a ressignificação do fenômeno.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Dating violence in adolescence is a complex and multifactorial phenomenon,
					considered a social and public health problem. It was aimed to investigate
					aspects of intergenerational transmission of violence and gender crossings in
					dating relationships among teenagers. Qualitative research, carried out with six
					female (3) and male (3) teenagers aged between 16 and 18 years. As instruments
					and techniques, the following were used: 1) Biosociodemographic questionnaire;
					2) Questionnaire “Getting to know dating relationships”; 3) Semi-structured
					interview carried out in two meetings with each teenager. In the analysis
					maintenance, transformation and change processes linked to the repetition of
					violent behaviors experienced in the family are discussed, in a systemic
					perspective. In the results, different expressions of dating violence were
					observed: psychological and digital. Further research is suggested, including
					three generations of the family, in addition to interventional actions that
					provide a resignification of the phenomenon.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>La violencia en el noviazgo en la adolescencia es un fenómeno complejo y
					multifactorial, considerado un problema social y de salud pública. El objetivo
					fue investigar aspectos de la transmisión intergeneracional de la violencia y
					las travesías de género en las relaciones de noviazgo entre adolescentes.
					Investigación cualitativa, realizada con seis adolescentes del sexo femenino (3)
					y masculino (3), entre 16 y 18 años. Como instrumentos y técnicas, se destacan:
					1) Cuestionario biosociodemográfico; 2) Cuestionario “Conocer las relaciones de
					noviazgo”; 3) Entrevista semiestructurada realizada en dos encuentros con cada
					adolescente. En el análisis, se discutieron procesos de mantenimiento,
					transformación y cambio vinculados a la repetición de comportamientos violentos
					vividos en la familia, en una perspectiva sistémica. En los resultados se
					observaron diferentes expresiones de violencia en el noviazgo: psicológica y
					digital. Se sugiere profundizar la investigación, incluyendo las tres
					generaciones de la familia, además de acciones intervencionistas que brinden una
					resignificación del fenómeno.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Violência</kwd>
				<kwd>adolescência</kwd>
				<kwd>namoro</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords</title>
				<kwd>Violence</kwd>
				<kwd>adolescence</kwd>
				<kwd>dating</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave</title>
				<kwd>Violencia</kwd>
				<kwd>adolescencia</kwd>
				<kwd>noviazgo</kwd>
			</kwd-group>
			<funding-group>
				<award-group>
					<funding-source>CAPES</funding-source>
					<award-id>001</award-id>
				</award-group>
			</funding-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A violência no namoro entre adolescentes é um campo de estudo relativamente recente
				no Brasil, passando a figurar no cenário científico nacional na segunda década dos
				anos 2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Minayo et al., 2011</xref>), realidade
				diferente em países como Estados Unidos (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Basile et
					al., 2020</xref>) e Canadá (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Exner-Cortens et
					al., 2022</xref>). Além das altas taxas de perpetração/vitimização (<xref
					ref-type="bibr" rid="B28">Rey-Anacona et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B6">Borges et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Veríssimo
					et al., 2022</xref>), consideram-se os desdobramentos que podem impactar a saúde
				física, mental e social do adolescente ao longo do ciclo vital (<xref
					ref-type="bibr" rid="B18">Ferreira et al., 2019</xref>; <italic>Centers for
					Disease Control and Prevention</italic> [CDC], <xref ref-type="bibr" rid="B12"
					>2021</xref>).</p>
			<p>A literatura especializada aponta sinais de alerta, marcados como táticas sutis e até
				mesmo imperceptíveis de exercer poder e controle sobre a parceria - termo neutro
				utilizado neste estudo, em substituição de parceiro(a) -, relacionados à escalada da
				violência nas relações íntimas deste grupo etário, como: i) isolamento da família e
				amigos; ii) desentendimentos que resultam na quebra de objetos, iii) ciúmes
				exagerado e insegurança; iv) envio/recebimento excessivo de mensagens de texto e
				telefonemas; v) medo de fazer algo de que a parceria não gosta; vi) ser acusado pelo
				que não cometeu; vii) alterações de humor constantes na presença da parceria; viii)
				posse em relação à pessoa; e ix) explicações sem sentido para machucados. É
				importante observar, deste modo, se o relacionamento amoroso faz a parceria se
				sentir triste, assustada ou desconfortável constantemente (Associação Portuguesa de
				Apoio à Vítima [APAV], <xref ref-type="bibr" rid="B4">2020</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B18">Ferreira et al., 2019</xref>).</p>
			<p>Como um fenômeno humano e complexo, verifica-se no cenário científico internacional
					(<xref ref-type="bibr" rid="B10">Carrascosa et al., 2018</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B14">Espinoza-Moraga et al., 2019</xref>) e nacional (<xref
					ref-type="bibr" rid="B2">Andrade &amp; Lima, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B6">Borges et al., 2020</xref>) o interesse na compreensão da relação entre
				a violência na família de origem e atravessamentos de gênero, apontados como fatores
				associados à violência no namoro entre adolescentes. <xref ref-type="bibr" rid="B14"
					>Espinoza-Moraga et al. (2019)</xref> destacam, entretanto, que não há uma
				relação direta entre ser vítima ou testemunhar violência entre os pais e perpetrar
				e/ou sofrer violência no namoro; tais elementos não se constituem numa equação
				determinista de causa e efeito. Contudo, os autores apontam que os maus-tratos
				físicos e psicológicos na família se associam a um maior risco para envolvimentos em
				relações íntimas permeadas pela violência psicológica, sugerindo a necessidade de
				intervenções com os adolescentes e suas famílias.</p>
			<p>A literatura publicada sob o referencial teórico sistêmico denomina de transmissão
				geracional, intergeracionalidade ou transgeracionalidade os ensinamentos ou a
				herança familiar que passam de uma geração para outra. Considera-se um fenômeno de
				causalidades múltiplas e não linear que se debruça na compreensão acerca das
				relações de aprendizagem e possíveis repetições comportamentais entre pessoas de
				várias gerações de uma família (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cardoso &amp;
					Baptista, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Falcke &amp; Wagner,
					2014</xref>).</p>
			<p>As gerações passadas estendem para as próximas gerações modelos de padrões
				interacionais mediados pela violência, reproduzidos por meio da comunicação, dos
				papéis tradicionais de gênero socialmente estabelecidos sobre masculinidade e
				feminilidade, dos valores, das crenças, dos legados e das regras compartilhadas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B17">Falcke &amp; Wagner, 2014</xref>). Segundo
					<xref ref-type="bibr" rid="B20">Haack e Falcke (2020)</xref>, possivelmente tal
				tendência relaciona-se à predisposição de perceber a violência como algo esperado na
				relação íntima. Além disso, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cardoso e Baptista
					(2020)</xref> ressaltam ainda o suporte familiar - práticas que remetem ao
				diálogo, à autonomia, à -atenção, que tendem a fomentar o sentimento de bem-estar e
				segurança entre os membros da família - como importante aspecto da transmissão
				intergeracional a ser investigado.</p>
			<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B1">Andolfi (2018)</xref>, cada família tem uma
				história com trama complexa, composta por vínculos intergeracionais, histórias
				individuais, experiências compartilhadas. A sucessão de gerações fica marcada não
				somente pela passagem do tempo, mas também pelo senso de pertencimento:</p>
			<disp-quote>
				<p>. . . a história das gerações anteriores transmite ao longo do tempo uma série de
					significados e valores que atingem os mais jovens por intermédio de memórias,
					dos eventos, das tradições sociais e rituais de seus pais ou de seus avós,
					informando sobre relações e padrões de comunicação do passado (<xref
						ref-type="bibr" rid="B1">Andolfi, 2018</xref>, p. 45).</p>
			</disp-quote>
			<p>A violência familiar pode ocorrer não só como mera repetição, mas como marca
				identificatória, senso de pertencimento familiar, e se concretiza, por exemplo,
				diante de atos violentos, como bater, gritar e ameaçar, legitimados nas relações
				entre pais, mães e/ou cuidadores e filhos(as), aceitos como forma natural de
				corrigir comportamentos, resolver conflitos e até interagir cotidianamente. Nesse
				contexto, é comum incitarem os filhos a perpetrar atos violentos contra amigos ou
				colegas de classe, tomados como legítima defesa (<xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>Martínez-González et al., 2014</xref>).</p>
			<p>Apesar da visibilidade que o fenômeno da violência no namoro entre adolescentes tem
				recebido no meio acadêmico no cenário nacional, parecem ser escassas as publicações
				advindas de investigações que buscam aprofundar aspectos da transmissão
				intergeracional e de gênero que podem incidir nas relações iniciais de namoro. Nesta
				perspectiva, objetiva-se investigar aspectos da transmissão intergeracional da
				violência e atravessamentos de gênero nas relações de namoro entre adolescentes.
				Este estudo busca subsidiar entendimentos e ações interventivas no campo da
				psicologia e de áreas afins, fomentando a compreensão aprofundada diante da
				complexidade do tema, pois tais fatores podem perpassar as repetições, a manutenção
				e as transformações de padrões familiares funcionais e não funcionais, atrelados às
				construções históricos-sociais de papéis e estereótipos tracionais de gênero
				transmitidos também pelas relações familiares.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Método</title>
			<p>Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa exploratória, na qual se
				investigaram aspectos da transmissão intergeracional da violência e atravessamentos
				de gênero nas relações de namoro entre adolescentes.</p>
			<sec>
				<title>Participantes</title>
				<p>Participaram seis adolescentes do gênero feminino (3) e masculino (3), entre 16 e
					18 anos, que atenderam ao seguinte critério de inclusão: estar namorando ou ter
					namorado anteriormente. Como critério de exclusão: não residir com a parceria ou
					já ter vivido em união estável. A captação por novos adolescentes atendeu ao
					critério de saturação das entrevistas (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Minayo,
						2017</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Instrumentos</title>
				<list list-type="order">
					<list-item>
						<p>Questionário biossociodemográfico utilizado para conhecer dados pessoais
							dos participantes, como: idade, gênero, escolaridade, religião,
							configuração familiar, relações de namoro e situação geral da saúde
							física e mental.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Entrevista individual com roteiro semiestruturado acerca das relações
							familiares e de namoro do adolescente.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Questionário “Conhecendo as relações de namoro”, instrumento desenvolvido
							a partir da revisão sistemática de <xref ref-type="bibr" rid="B3"
								>Andrade et al. (2020)</xref> e da Escala <italic>Conflict in
								Adolescent Dating Relationships Inventory</italic> (CADRI) (<xref
								ref-type="bibr" rid="B33">Wolfe et al., 2001</xref>). Dispõe de 24
							comportamentos com resposta do tipo Sim ou Não. Após a verbalização, o
							participante foi convidado a expressar mais detalhadamente a resposta,
							exemplificando situações que já tivessem ocorrido ou que ainda ocorrem
							na sua relação amorosa. O instrumento foi pensado com vistas a oferecer
							espaço para reflexão, de forma simples, sobre diversos comportamentos
							abusivos que, na maioria das vezes, são naturalizados e tomados como
							parte integrante dos relacionamentos amorosos entre adolescentes.</p>
					</list-item>
				</list>
			</sec>
			<sec>
				<title>Procedimento da Coleta de Dados</title>
				<p>O preenchimento dos questionários e a realização da entrevista ocorreram em dois
					momentos, com duração de 1h30 cada um, de forma individual, em local reservado,
					em uma instituição localizada na cidade do Recife, PE, durante o mês de outubro
					de 2020, período acentuado da pandemia da covid-19. Desse modo, alguns cuidados
					como: o uso de máscara, álcool em gel e a verificação da temperatura eram
					cuidadosamente respeitados antes do início dos encontros. Estes foram gravados e
					posteriormente transcritos na íntegra, respeitando a privacidade, bem como o
					sigilo dos dados. Ainda que os dois instrumentos apresentem formato de
					autorrelato, o preenchimento ocorreu de maneira conjunta com uma das
					pesquisadoras, no sentido de aprofundar a temática ao possibilitar a explicação
					da resposta perante determinada questão.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Procedimentos de Análise de Dados e Éticos da Pesquisa</title>
				<p>Para a análise dos dados, utilizou-se a Análise Temática de Conteúdo (<xref
						ref-type="bibr" rid="B24">Minayo, 2014</xref>). Neste sentido, a organização
					dos dados seguiu respeitando as fases da pré-análise, organização do material,
					análise e interpretação dos dados coletados baseados na teoria sistêmica da
					transmissão intergeracional e de gênero.</p>
				<p>Ao participante, foram assegurados os preceitos éticos da pesquisa, segundo a
					Resolução n. 466/12 da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. A investigação
					foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Pernambuco
					(UNICAP), sob o número CAAE: 24624619.7.0000.5206. A participação dos
					adolescentes com menos de 18 anos foi concedida pelos pais mediante a assinatura
					do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Por sua vez, os
					participantes também assinaram o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido
					(TALE). Os documentos abrangiam informações sobre a pesquisa, além de assegurar
					o sigilo dos dados, a preservação da identidade da instituição e dos
					participantes que receberam nomes fictícios, além da possibilidade de
					desistência a qualquer momento, sem nenhum prejuízo ou consequência.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<p>A escola, o bairro e as redes sociais foram os locais mais citados pelos
				participantes para encontrar uma parceria amorosa. As redes sociais mais populares
				para os adolescentes são o <italic>Instagram</italic>, o <italic>Facebook</italic>,
				a plataforma de compartilhamento de vídeos <italic>YouTube</italic> e o aplicativo
				de troca de mensagens <italic>WhatsApp</italic>. Identificou-se o aumento do uso da
				Internet, em média, oito horas por dia, principalmente por conta das aulas remotas
				requeridas pelo isolamento social advindo como forma de contenção da covid-19.</p>
			<p>Quando necessitam de tratamento médico, recorrem à rede pública de saúde no próprio
				bairro, além de contar com acompanhamento médico anual oferecido pela instituição
				onde a pesquisa foi realizada. Não ocorreram relatos de atendimentos psiquiátricos
				ou psicológicos realizados na infância ou na ocasião da entrevista. Duas tabelas
				foram elaboradas para apresentação dos adolescentes participantes. A primeiro delas
					(<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>) mostra a caracterização
				sociodemográfica - nome, idade, escolaridade, configuração familiar, situação de
				trabalho na família e religião. A segunda (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela
					2</xref>) aponta relações de namoro e “ficar”, atuais e passadas, e a vivência
				de violências.</p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Caracterização Sociodemográfica dos Adolescentes</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="center">Nome/ Idade</th>
							<th align="center">Escolaridade</th>
							<th align="center">Configuração Familiar</th>
							<th align="center">Situação de Trabalho na Família</th>
							<th align="center">Religião</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Lipe</bold><break/>17 anos</td>
							<td align="center">2º E.M.<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>*</xref></sup>- EREM<sup><xref ref-type="table-fn"
										rid="TFN2">**</xref></sup></td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Avó (60 anos) e irmão
								(13 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">1 - Avó (empregada
								doméstica)</td>
							<td align="center">Evangélica</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Toni</bold><break/>17 anos</td>
							<td align="center">3º E.M - EREM<sup><xref ref-type="table-fn"
										rid="TFN1">*</xref></sup></td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Mãe (41 anos),
								padrasto (39 anos) e irmão (21 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">3 - Mãe (babá),
								padrasto (tatuador) e irmão (área administrativa)</td>
							<td align="center">Evangélica</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Mia</bold><break/>16 anos</td>
							<td align="center">2º E.M. - EREM<sup><xref ref-type="table-fn"
										rid="TFN1">*</xref></sup></td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Mãe (45 anos), pai (50
								anos) e<break/>irmão (19 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">3 - Mãe (empregada
								doméstica), pai (zelador) e irmão (trabalho informal) </td>
							<td align="center">Evangélica</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Léo</bold><break/>18 anos</td>
							<td align="center">1º E.M. - EREM<sup><xref ref-type="table-fn"
										rid="TFN1">*</xref></sup></td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Irmã (26 anos), irmã
								(25 anos), irmão (24 anos), irmã (21 anos) e irmã (14 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">2 - Irmã
								(telemarketing) e irmão (ajudante de carga e descarga de
								mercadorias)</td>
							<td align="center">Evangélica</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Isa</bold><break/>17 anos</td>
							<td align="center">3º E.M.</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Mãe (50 anos) e irmão
								(25 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">2 - Mãe (camareira) e
								irmão (trabalho informal)</td>
							<td align="center">Sem religião</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" style="background-color: white;"
								><bold>Dani</bold><break/>16 anos</td>
							<td align="center">2º E.M. - EREM<sup><xref ref-type="table-fn"
										rid="TFN1">*</xref></sup></td>
							<td align="left" style="background-color: white;">Mãe (47 anos), irmã
								(13 anos) e avó (77 anos)</td>
							<td align="left" style="background-color: white;">1 - Avó
								(aposentada)</td>
							<td align="center">Sem religião</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><italic>Nota</italic>.</attrib>
					<fn id="TFN1">
						<label>*</label>
						<p>Ensino Médio.</p>
					</fn>
					<fn id="TFN2">
						<label>**</label>
						<p>Escola de Referência do Ensino Médio com turno integral.</p>
					</fn>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Tabela 2</label>
				<caption>
					<title>Relações de Namoro e Violência</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="center">Nome</th>
							<th align="center">Relacionamento anterior</th>
							<th align="center">Relacionamento atual</th>
							<th align="center">Violência no namoro</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="center">Lipe</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Não teve</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorando há três
								anos</td>
							<td align="left">- Sofreu controle das amizades e de locais
								frequentados<break/>- Controle do conteúdo do celular por ambos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">Toni</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorou por oito
								meses</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorando há um ano
								e oito meses</td>
							<td align="left">- Sofreu monitoramento dos contatos no WhatsApp</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">Mia</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Ficou algumas
								vezes</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorando há um ano
								e três meses</td>
							<td align="left">- Sofreu monitoramento dos contatos e do conteúdo do
								WhatsApp<break/>- Controle de amizades por ambos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">Léo</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Ficou algumas
								vezes</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorando há um ano
								e cinco meses</td>
							<td align="left">- Controle das atividades on-line por ambos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">Isa</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namorou por um
								ano</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Não está
								namorando</td>
							<td align="left">- Sofreu controle do conteúdo do celular, de locais
								frequentados e de amizades</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">Dani</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Não teve
								relacionamento anterior</td>
							<td align="center" style="background-color: white;">Namora há quatro
								anos</td>
							<td align="left">- Agrediu fisicamente<break/>- Controle da forma de se
								vestir, das amizades e de postagem nas redes sociais por ambos</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap>
			<p>A seguir, serão retratadas as categorias resultantes da análise de conteúdo: 1)
				Violência e suporte nas relações familiares; 2) Violência e atravessamentos de
				gênero nas relações de namoro; e 3) Percepção dos adolescentes sobre as
				consequências da violência no namoro.</p>
			<sec>
				<title>Violência e Suporte nas Relações Familiares</title>
				<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B16">Falcke e Féres-Carneiro (2011)</xref>, os
					filhos podem ser vítimas diretas, quando sofrem a agressão dos pais, ou vítimas
					indiretas, quando são espectadores, o que pode ocasionar agravos na saúde, no
					bem-estar, além de predisposição a reproduzir e estender a violência em futuros
					relacionamentos afetivo-sexuais (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vian, Mosmann,
						&amp; Falcke, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Ferriani et al.,
						2019</xref>). As relações familiares dos adolescentes que participaram da
					pesquisa revelam vivências perpassadas por conflitos entre os seus membros. A
					comunicação por meio da violência sofrida nas dimensões física ou psicológica
					foi identificada nas relações entre o subsistema conjugal (pai e a mãe), o
					subsistema parental (dos pais para os filhos) e o subsistema filial (entre
					irmãos), ao recorrer e legitimar a violência como forma de resolução de
					conflitos.</p>
				<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Vian et al. (2018)</xref> destaca que
					a violência psicológica cometida pela mãe foi a variável com maior poder
					preditivo de sintomas, tanto internalizantes (ansiedade, depressão, isolamento e
					queixas somáticas) quanto externalizantes (comportamentos agressivos e
					opositores) dos filhos adolescentes. Sugere-se que tal resultado possa ser
					assimilado pelo papel que a figura materna ainda desempenha como a principal
					responsável pelo cuidado com os filhos. Tal aspecto pode ser verificado em
					narrativas de alguns adolescentes, relacionados aos sintomas
					externalizantes.</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>A gente sempre tinha que separar e entrar na briga deles</italic>
						[pai e mãe]<italic>. Por muito tempo eu fiquei com isso de ver briga, isso
							me alterou. Eu também fiquei agressivo, me esquentava rápido na escola.
							Minha mãe falava: se chegar em casa apanhado, vai apanhar de novo. Assim
							era a educação da minha mãe. A gente apanhava de cinturão, fivela, cipó
							de goiabada e rapa coco. Ela já queimou meu irmão com água quente. A
							gente</italic> [participante e cinco irmãos] <italic>não mora mais com
							eles</italic> [pai e mãe] (Léo, 18 anos).</p>
					<p><italic>Eu e minha mãe a gente não é de conversar, não tem uma intimidade
							muito grande para as coisas, ela não sabe se expressar, ela grita e me
							xinga. Meu pai e minha mãe também não se falam. Minha mãe já brigou com
							a mulher do meu pai. É muita confusão</italic> (Isa, 17 anos).</p>
				</disp-quote>
				<p>Sobre o envolvimento dos responsáveis em ações voltadas ao enfrentamento da
					violência no namoro, uma boa parte dos adolescentes defende que a participação
					dos pais é positiva desde que seja em atividades exclusivas, e não em conjunto
					com os filhos, visto que alguns genitores não “sabem dialogar” e “acham que tudo
					que o filho faz é errado”. A investigação de <xref ref-type="bibr" rid="B19"
						>Ferriani et al. (2019)</xref> defende a promoção e o fomento da
					parentalidade saudável, além da possibilidade de articulação entre
					saúde-escola-família com o propósito do empoderamento desses espaços como
					fatores de proteção às formas de violência envolvendo adolescentes.</p>
				<p>Por outro lado, narrativas entre os participantes demonstraram que o namoro
					oportunizou novas experiências relacionais com a figura materna ou pessoa
					próxima na família, concretizadas na aproximação e abertura para o diálogo:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>Antes de eu começar a namorar, eu era muito fechada com minha mãe,
							mas agora eu sinto que quero contar pra ela as coisas, desde quando eu
							contei pra ela que queria namorar . . . lá em casa não tem briga, nem
							palavrão eles falam e meu pai é muito amoroso comigo</italic> (Mia, 16
						anos).</p>
					<p><italic>A minha mãe conversa muito comigo. Ela pergunta sobre a escola e
							sobre meu relacionamento também. Ela diz pra eu ter cuidado, pra eu me
							prevenir. Mas eu tenho todos os cuidados e minha namorada também. Os
							dois têm responsabilidade nisso</italic> (Toni, 17 anos).</p>
				</disp-quote>
				<p>A presença de interações harmoniosas e mais funcionais entre os responsáveis é
					percebida pelos adolescentes, favorecendo um vínculo de confiança. Assim como a
					vivência de violência em qualquer de suas manifestações, inclusive a de gênero,
					transborda para relação com os filhos e para outras interações por eles
					constituídas (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vian et al., 2018</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Violência e Atravessamentos de Gênero nas Relações de Namoro</title>
				<p>Evidencia-se que, no período da adolescência, as relações de amizade e de namoro
					ganham relevância, e a família vai cedendo espaço para a construção de outros
					relacionamentos. As relações amorosas começam a ocupar um lugar privilegiado na
					vida desses indivíduos, sendo o namoro um período para “aprender coisas novas”.
					É nessa fase do ciclo do desenvolvimento que “o comportamento dos adolescentes
					resulta de uma interação complexa entre processos pessoais, relacionais,
					transgeracionais e sociais” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Diniz &amp; Alves,
						2015</xref>, p. 39).</p>
				<p>Neste contexto, a violência de gênero pode ser compreendida como um fenômeno que
					se origina das relações de poder desiguais, assimétricas e hierarquizada entre
					gêneros. É uma violação dos direitos humanos que acomete a saúde e qualidade de
					vida de quem a sofre (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Saffioti, 2001</xref>).
					Narrativas das(os) participantes demonstram que a crença no amor romântico, como
					“o amor é a base de tudo”, “amor cuida, amor protege”, o ciúme que resulta, na
					maioria das vezes, no controle sobre o vestuário, as amizades e o conteúdo
					postado nas redes sociais e no <italic>WhatsApp</italic> são comportamentos
					legitimados como “naturalizados” e prova de cuidado para com a parceria, são
					atravessados por questões de gênero que se referem mais aos papéis sociais
					construídos culturalmente em cada sociedade e que influenciam na subjetividade
						(<xref ref-type="bibr" rid="B30">Scott, 1989</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B29">Saffioti, 2001</xref>).</p>
				<p>Tais atitudes ultrapassam as fronteiras e os limites de uma relação íntima
					saudável que promove o desenvolvimento e a individualidade de ambos. Neste
					sentido, parece que os participantes não conseguem diferenciar e significar o
					tratamento atencioso e saudável dos comportamentos de controle e monitoramento
					exercidos na parceria amorosa. Resultados semelhantes foram encontrados por
						<xref ref-type="bibr" rid="B19">Ferriani et al. (2019)</xref> em pesquisa
					realizada com adolescentes entre 16 e 17 anos na escola pública do interior de
					São Paulo.</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>A gente tem um problema que é em relação à roupa. Eu não deixo ele
							postar foto sem camisa e ele não me deixa postar foto de biquíni. Eu
							vejo muito cuidado dele, mas também muito ciúme. Eu não posto foto de
							biquíni, eu entendo o lado dele, assim como ele entendeu o meu: não
							deixo ele postar foto sem camisa</italic> (Dani, 16 anos).</p>
					<p><italic>Tem umas partes que é difícil: os ciúmes e as discussões. Ela tem
							muito ciúmes quando eu converso com alguma amiga. Ela vê meu celular, eu
							deixo ela ver, é normal. Eu também tenho a senha do celular
							dela</italic> (Lipe, 17 anos).</p>
					<p><italic>Ele tem muito ciúmes de mim. Tem uma menina conhecida que ele não
							gosta, aí eu também não posso ficar perto dela. Do mesmo jeito, tem uma
							outra menina que prefiro que ele fique longe. Ele também olha meu
							WhatsApp, quando a gente briga, ele pede para ver</italic> (Mia, 16
						anos).</p>
				</disp-quote>
				<p>O ciúme é visto em alguns estudos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cecchetto et
						al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Oliveira et al.,
						2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Campeiz et al., 2020</xref>)
					como elemento disparador de violência nas relações íntimas de adolescentes,
					associado ao sentimento de posse e comportamentos de controle exercidos face a
					face (off-line). Trata-se da violência psicológica (<xref ref-type="bibr"
						rid="B8">Carvalhaes &amp; Cárdenas, 2021</xref>). Ademais, é ainda mediado
					pela Internet (on-line), concretizado pelos dispositivos eletrônicos e recebe o
					nome, na literatura especializada, de violência digital (<xref ref-type="bibr"
						rid="B3">Andrade et al., 2020</xref>). Segundo <xref ref-type="bibr"
						rid="B26">Oliveira et al. (2016)</xref>, o ciúme e a infidelidade - real ou
					suposta - foram apontados como gatilhos para conflitos no namoro, além de
					aspecto relevante para a justificativa de violência física exercida contra a
					parceria. O ciúme é valorizado socialmente como manifestação de cuidado e amor.
					É visto ainda como temática popularmente constante em músicas e poesias, como
					forma de cuidado e zelo. O ciúme pode ser compreendido como uma ameaça
					relacionada a uma emoção, como o medo da perda real ou imaginária da parceria,
					influenciada por sen-timentos, como posse, raiva, tristeza, impotência e
					ansiedade (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Haack &amp; Falcke, 2020</xref>) em
					níveis mais ou menos patológicos. Para além dessa intensa carga emocional, o
					ciúme está conectado às estratégias para controlar outra pessoa, legitimada e
					justificada na sociedade.</p>
				<p>A bidirecionalidade ou violência mútua foi um aspecto identificado neste estudo
					como em outros (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Rey-Anacona et al., 2021</xref>;
						<xref ref-type="bibr" rid="B7">Campeiz et al., 2020</xref>). Contudo, isso
					não significa afirmar que, no namoro, exista uma igualdade de gênero entre os
					casais em relação à violência, principalmente quando se leva em consideração o
					tipo de violência analisado, as motivações, as consequências e o reconhecimento
					ou não de comportamentos violentos. Deste modo, a bidirecionalidade não
					significa, necessariamente, que ambos os parceiros são igualmente violentos,
					levando à problematização de que muitas questões precisam ser esclarecidas e
					pesquisadas, especialmente na sociedade brasileira. Tal como no estudo de <xref
						ref-type="bibr" rid="B8">Carvalhaes e Cárdenas (2021)</xref>, foram
					verificadas tensões e ambivalências nas relações de gênero diante das narrativas
					de situações vivenciadas cotidianamente pelos casais de namorados. As autoras
					destacam a necessidade de discutir os contornos contemporâneos de vivenciar
					relações amorosas que extrapolam os tradicionais padrões de gênero.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Percepção dos adolescentes sobre consequências da violência no namoro</title>
				<p>A dinâmica de controle no âmbito do namoro é conhecida como violência psicológica
					e pode ocorrer quando um dos parceiros ou ambos fazem uso de ameaças ou
					prejudicam a autoestima mútua. Para o CDC (<xref ref-type="bibr" rid="B12"
						>2021</xref>), ocorre por meio, por exemplo, de insultos, ameaças,
					constrangimento intencional em público, afastar a(o) parceira(o) da família e
					dos amigos, dizer o que a(o) parceira(o) vai vestir, acusar de traição.</p>
				<p>As narrativas dos adolescentes acerca da percepção sobre consequências à
					violência no namoro perpassaram por aspectos relacionados ao cerceamento da
					liberdade e ao feminicídio (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lei n.
						13.104/2015</xref>). Ademais, são destacadas sintomatologias envolvendo a
					ansiedade, o medo e a baixa autoestima: <italic>“Você acaba sendo controlada por
						outra pessoa e acaba perdendo a liberdade. Isso traz ansiedade e
						medo”</italic> (Isa, 17 anos); <italic>“Pode chegar até a morte numa briga.
						Se bater, o cara também pode ir pro presídio. A mulher pode ficar cabisbaixa
						e abatida”</italic> (Léo, 18 anos); <italic>“Se for violência física, a
						mulher sai espancada ou morta. Se for violência psicológica, talvez ela ache
						que não vai conseguir mais ninguém. A violência psicológica bota a pessoa
						pra baixo”</italic> (Mia, 16 anos); <italic>“Se ela me tratasse mal, me
						botasse pra trás, me arranhasse, me agredisse, acho que pesaria muito na
						minha mente, que a pessoa que eu amo me trata com agressividade e com
						insulto”</italic> (Toni, 17 anos).</p>
				<p>De acordo com as falas das(os) adolescentes desta pesquisa e a literatura
					especializada, a vivência de um namoro violento pode desencadear sintomas
					relacionados com a depressão, a ansiedade, o abuso de álcool e outras drogas,
					entre outros. Assim, é vista como um problema de saúde pública, considerada uma
					forma prematura de violência conjugal, que apresenta consequências em curto e
					longo prazo para a(o) adolescente em desenvolvimento (<xref ref-type="bibr"
						rid="B12">CDC, 2021</xref>; Organização Mundial da Saúde <xref
						ref-type="bibr" rid="B27">OMS, 2015</xref>).</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>Percebeu-se que o controle e a vigilância identificados nas narrativas das(os)
				adolescentes são fatores interpretados como formas contundentes de manifestação do
				“amor”, provas de confiança e “cuidado” para com a parceria, mas não como
				perpetração da violência.</p>
			<p>Como a violência no namoro aparenta uma perspectiva bidirecional, é importante que
				adolescentes, de todos os gêneros, sejam contemplados nas ações preventivas e
				interventivas no combate à violência com o intuito de romper um possível ciclo de
				repetição entre as gerações. Assim, seriam promovidas relações mais saudáveis e
				gratificantes, mitigando os agravos à saúde desse público. Vale ressaltar que o
				Brasil ainda não dispõe de políticas públicas específicas para a tratativa desta
				temática, que se mostra relevante e pode ser repetida nas futuras famílias a serem
				constituídas por eles.</p>
			<p>Tendo em vista que a maioria dos estudos avalia a correlação entre a exposição direta
				e indireta da violência intrafamiliar e no namoro por meio de questionários e
				instrumentos autoaplicáveis quantitativos, sugere-se que sejam realizadas outras
				pesquisas qualitativas para abordar a temática. Ademais, a violência no namoro
				apresenta características que diferem da violência contra a mulher por parceiro
				íntimo, particularmente no que diz respeito às incidências estatísticas que destacam
				a mulher como vítima. Assim sendo, outros estudos, incluindo as três gerações da
				família, somando-se aos atravessamentos de gênero, podem contribuir com o
				aprofundamento da discussão sobre o fenômeno, subsidiando intervenções específicas
				para o público adolescente.</p>
			<p>Apesar de reconhecer a violência em suas amplas possibilidades e complexidades,
				associada com a intergeracionalidade e o gênero, é fundamental admitir o não
				determinismo. Sugere-se que ações preventivas e interventivas sejam desenvolvidas e
				aplicadas aos vários contextos nos quais os adolescentes transitam: família, escola,
				serviços de saúde, instituições de acolhimento, comunidade e justiça. Lançar luz
				para o fenômeno da violência no namoro entre adolescentes e não o naturalizar parece
				promissor diante da construção de uma rede de prevenção e enfrentamento à violência.
				Essa rede pode ser formada por atores interconectados com a finalidade de, juntos,
				fomentar relações amorosas mais dignas e igualitárias para adolescentes de qualquer
				gênero, à guisa de relações íntimas promotoras de desenvolvimento saudável.
				Recomenda-se que as ações levem em consideração as várias expressões da violência -
				física, psicológica, sexual e, mais recentemente, a digital - em seus amplos
				desdobramentos para a saúde integral.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ack>
			<title>AGRADECIMENTO</title>
			<p>O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
				Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>Andolfi, M. (2018). <italic>A terapia familiar multigeracional:
						Instrumentos e recursos do terapeuta</italic>. Artesã.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>Andolfi</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2018</year>
					<source>A terapia familiar multigeracional: Instrumentos e recursos do
						terapeuta</source>
					<publisher-name>Artesã</publisher-name>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>Andrade, T. A., &amp; Lima, A. O. (2018). A transmissão
					intergeracional da violência no namoro. In L. V. C. Moreira, E.P. Rabinovich, R.
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							<surname>Andrade</surname>
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					<year>2018</year>
					<chapter-title>A transmissão intergeracional da violência no
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					<person-group person-group-type="editor">
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					<source>Adolescentes e adolescências: família, escola e sociedade</source>
					<fpage>287</fpage>
					<lpage>306</lpage>
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					revisão sistemática. <italic>Psico, 51</italic>(4), e34318. <ext-link
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					<article-title>Análise da produção científica sobre a violência digital no
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					<volume>51</volume>
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