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				<journal-title>Revista Psicologia e Saúde</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Psicol.
					Saúde</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2177-093X</issn>
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				<publisher-name>Universidade Católica Dom Bosco, Programa de Mestrado e Doutorado em Psicologia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.20435/pssa.v15i1.1743</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00008</article-id>
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					<subject>Artigo</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Evidências de Validade para Generalized Anxiety Disorder 7-Item (GAD-7)</article-title>
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					<trans-title>Validity Evidence to Generalized Anxiety Disorder 7-Item (GAD-7)</trans-title>
				</trans-title-group>
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					<trans-title>Evidencia de Validez para el Trastorno de Ansiedad Generalizada de 7 Ítems (GAD-7)</trans-title>
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						<surname>Gonçalves</surname>
						<given-names>André Pereira</given-names>
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						<surname>Zuanazzi</surname>
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						<surname>Salvador</surname>
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						<surname>Jaloto</surname>
						<given-names>Alexandre</given-names>
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				<institution content-type="orgname">Instituto Multidisciplinar em Saúde da
					Universidade Federal da Bahia</institution>
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				<institution content-type="original">Instituto Multidisciplinar em Saúde da
					Universidade Federal da Bahia</institution>
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                <email>andregoncalvespsi@gmail.com</email>
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				<institution content-type="orgname">Laboratório CATvante</institution>
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                <email>alexandrejaloto@gmail.com</email>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn100">
					<p><bold>André Pereira Gonçalves:</bold> Doutorando em Psicologia pela
						Universidade São Francisco (USF), Campinas, São Paulo, Brasil, atuando em
						pesquisas com foco em evidências de validade de instrumentos, personalidade
						patológica e saudável e saúde mental. Psicólogo pela Universidade José do
						Rosário Vellano. Atualmente, é professor adjunto na Universidade Federal da
						Bahia (UFBA) e professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde
						da mesma instituição.
							<bold>E-mail:</bold><email>andregoncalvespsi@gmail.com</email>,
							<bold>Orcid:</bold><ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://orcid.org/0000-0002-2470-4040"
							>http://orcid.org/0000-0002-2470-4040</ext-link>
					</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn101">
					<p><bold>Ana Carolina Zuanazzi:</bold> Pós-doutoranda na Universidade São
						Francisco (USF), Campinas, São Paulo, Brasil, atuando no Instituto Ayrton
						Senna. Pesquisa na área de evidências de validade de instrumentos
						psicológicos. Psicóloga pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
						Gerente de projetos do Instituto Ayrton Senna e membra do laboratório de
						pesquisa edulab21 do Instituto Ayrton Senna. <bold>E-mail</bold>:
							<email>anacarolina.zf@gmail.com</email>, <bold>Orcid</bold>: <ext-link
							ext-link-type="uri" xlink:href="http://orcid.org/0000-0003-1649-2372"
							>http://orcid.org/0000-0003-1649-2372</ext-link>
					</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn102">
					<p><bold>Ana Paula Salvador:</bold> Doutora em Psicologia pela Universidade São
						Francisco (USF), Campinas, São Paulo, Brasil, atuando em pesquisas na área
						de orientação profissional e de carreira, avaliação psicológica e medidas em
						avaliação. Psicóloga pela Universidade José do Rosário Vellano, Alfenas,
						Minas Gerais. Professora na Universidade São Francisco (USF).
							<bold>E-mail:</bold><email>salvador.anaps@gmail.com</email>,
							<bold>Orcid:</bold><ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://orcid.org/0000-0001-5277-1657"
							>http://orcid.org/0000-0001-5277-1657</ext-link>
					</p>
				</fn>
				<fn fn-type="current-aff" id="fn103">
					<p><bold>Alexandre Jaloto:</bold> Doutor em Psicologia pela Universidade São
						Francisco (USF), Campinas, São Paulo, Brasil, atuando em pesquisas com
						avaliação educacional em larga escala e medidas em educação. Biólogo pela
						Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisador no Laboratório
						CATvante. <bold>E-mail:</bold><email>alexandrejaloto@gmail.com</email>,
							<bold>Orcid:</bold><ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://orcid.org/0000-0002-5291-1768"
							>http://orcid.org/0000-0002-5291-1768</ext-link>.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>15</day>
				<month>09</month>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">-->
				<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>jan/dez</season>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<volume>15</volume>
			<issue>1</issue>
			<elocation-id>e15101743</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>08</day>
					<month>07</month>
					<year>2021</year>
				</date>
				<date date-type="rev-recd">
					<day>13</day>
					<month>08</month>
					<year>2022</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>14</day>
					<month>06</month>
					<year>2023</year>
				</date>
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			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<sec>
					<title>Introdução</title>
					<p>O Brasil é o país mais ansioso do mundo, com cerca de 9,3% da população com
						sintomatologia ansiosa. Estes dados indicam a necessidade de testes
						psicológicos.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p>O objetivo deste estudo foi verificar as qualidades psicométricas do
						GAD-7.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p>Participaram 545 adultos, com idade de 18 a 76 anos (M = 37; DP = 12,9). Foi
						utilizado CFA com intuito de verificar a estrutura interna. O escore da
						GAD-7 foi correlacionado com medidas externas. Por fim, foram comparadas as
						médias do grupo sem histórico de transtorno psiquiátrico (1) com as pessoas
						com histórico de transtorno psiquiátrico (2).</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p>A solução unifatorial apresentou adequação nesta amostra. A GAD-7 apresentou
						correlação significativa, positiva e de forte magnitude com depressão e
						medida geral de saúde mental e negativa com bem-estar. O grupo de pessoas
						com histórico de tratamento psiquiátrico apresentou maior média.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusão</title>
					<p>Os resultados deste estudo indicam adequação psicométrica da GAD-7.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<sec>
					<title>Introduction</title>
					<p>Brazil is the most anxious country in the world, with about 9.3% of the
						population with anxiety. These data indicate the need for psychological
						tests.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Aim:</title>
					<p>The aim of this study was to verify the psychometric qualities of GAD-7.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Method</title>
					<p>Five hundred and forty-five adults aged 18 to 76 years participated (M = 37;
						SD = 12.9). CFA was used in order to verify the internal structure. The
						GAD-7 score was correlated with external measures. Finally, we compared the
						averages of the group without a history of psychiatric disorder (1) with
						people with a history of psychiatric disorder (2).</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results</title>
					<p>The unifatorial solution showed suitability in this sample. GAD-7 showed a
						significant, positive, and strong correlation with depression and a general
						measure of mental and negative health with well-being. The group of people
						with a history of psychiatric treatment had the highest average.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusion</title>
					<p>The results of this study indicate psychometric adequacy of GAD-7.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<sec>
					<title>Introducción</title>
					<p>Brasil es el país más ansioso del mundo, con alrededor del 9.3% de la
						población con ansiedad. Estos datos indican la necesidad de pruebas
						psicológicas.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivo</title>
					<p>El objetivo de este estudio fue verificar las cualidades psicométricas del
						GAD-7.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método</title>
					<p>Participaron 545 adultos de 18 a 76 años (M = 37; DT = 12,9). Se utilizó CFA
						para verificar la estructura interna. La puntuación GAD-7 se correlacionó
						con medidas externas. Finalmente, se compararon los promedios del grupo sin
						antecedentes de trastorno psiquiátrico (1) con personas con antecedentes de
						trastorno psiquiátrico (2).</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados</title>
					<p>La solución unifatorial resultó adecuada para esta muestra. GAD-7 mostró una
						correlación significativa, positiva y fuerte con la depresión y una medida
						general de salud mental y negativa con el bienestar. El grupo de personas
						con antecedentes de tratamiento psiquiátrico tuvo el promedio más alto.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusión</title>
					<p>Los resultados de este estudio indican la adecuación psicométrica de
						GAD-7.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Psicopatologia</kwd>
				<kwd>avaliação psicológica</kwd>
				<kwd>testes psicológicos</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords</title>
				<kwd>Psychopathology</kwd>
				<kwd>psychological assessment</kwd>
				<kwd>psychological tests</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave</title>
				<kwd>Psicopatología</kwd>
				<kwd>evaluación psicológica</kwd>
				<kwd>pruebas psicológicas</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Problemas relacionados à saúde mental têm sido um dos maiores desafios para a saúde
				pública no Brasil. Segundo o relatório da <italic>World Health Organization</italic>
					(<xref ref-type="bibr" rid="B30">WHO, 2017</xref>), cerca de 11 milhões de
				pessoas (5,8% da população) apresentam diagnóstico de -transtornos depressivos no
				Brasil. Estes números são ainda maiores para transtornos ansiosos (TA), atingindo
				cerca de 18 milhões de pessoas (9,3% da população), o que coloca o Brasil como o
				país mais ansioso do mundo. Por fim, os dados da WHO indicam ainda que cerca de 12%
				dos afastamentos do trabalho estão relacionados a problemas de saúde mental, número
				elevado se considerarmos todas as patologias passíveis de serem limitadoras da
				prática laboral.</p>
			<p>O TA pode ser caracterizado por medo diante de situações ou eventos e por preocupação
				exagerada em relação a acontecimentos futuros (<xref ref-type="bibr" rid="B1"
					>American Psychological Association, 2014</xref>). A etiologia dos TA tem
				múltiplas fontes, como estresse, traumas, características genéticas, disfunções
				neurológicas e psicológicas (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bandelow et al.,
					2017</xref>). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais atualmente
				em sua quinta versão (DSM-5 [<xref ref-type="bibr" rid="B1">APA, 2014</xref>])
				categoriza ao menos 17 classificações de TA, sendo que os tipos de objetos ou
				situações que induzem o medo e a preocupação excessiva são o principal fator que
				distingue os diferentes TAs. Dentre eles, o transtorno de ansiedade generalizada
				(TAG) é indicado pela literatura como mais frequentemente diagnosticado e com
				relevante impacto na qualidade de vida do indivíduo (<xref ref-type="bibr" rid="B27"
					>Somers et al., 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barrera &amp;
					Norton, 2009</xref>). Este transtorno é caracterizado pela presença de ansiedade
				e preocupações exageradas, sensação de incapacidade de controlar suas preocupações,
				sendo estas relacionadas a diversos contextos e situações, juntamente a sintomas
				fisiológicos (por exemplo, tensão muscular e perturbação do sono) e psicológicos
				(irritabilidade, dificuldade de concentração) (<xref ref-type="bibr" rid="B1">APA,
					2014</xref>).</p>
			<p>O TAG está relacionado a outras psicopatologias, como abuso de substâncias químicas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B25">Simon, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B26">Smith &amp; Book, 2010</xref>), transtornos depressivos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B6">Buhk et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B19">Li &amp; Wang, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Schoevers
					et al., 2005</xref>) e transtorno obsessivo compulsivo (<xref ref-type="bibr"
					rid="B18">Kim et al., 2014</xref>). Dada sua alta taxa de comorbidade e
				associação com diversos outros transtornos psiquiátricos, identificar de forma
				precoce a TAG auxilia não apenas na detecção desse transtorno, como elucida e
				contribui para o diagnóstico diferencial de outras comorbidades.</p>
			<p>Avaliar e identificar altos níveis de TAG proporcionará melhor qualidade de vida e
				melhores prognósticos para o paciente. Dessa forma, medidas de rastreio, como testes
				psicológicos, podem auxiliar nesse processo. A <italic>Generalized Anxiety Disorders
					7-Item</italic> (GAD-7) é uma escala de autorrelato composta por sete itens que
				têm como objetivo rastrear níveis de TAG (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Spitzer et
					al., 2006</xref>). A medida foi desenvolvida com base nos critérios diagnósticos
				do DSM-IV e outros instrumentos de avaliação da ansiedade. A GAD-7 foi traduzida e
				aplicada em vários países, como Portugal (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bártolo et
					al., 2017</xref>), Espanha (<xref ref-type="bibr" rid="B10">García-Campayo,
					2010</xref>), Holanda (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Donker et al.,
				2011</xref>) e Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Moreno et al., 2016</xref>).
				Por ser uma escala curta, a GAD-7 apresenta-se como uma alternativa viável para
				utilização em diversos contextos, e estudos têm indicado propriedades psicométricas
				adequadas (e.g. <xref ref-type="bibr" rid="B20">Löwe et al., 2008</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B16">Johnson et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B21">Moreno et al., 2016</xref>).</p>
			<p>A estrutura fatorial original da GAD-7 consiste em um único fator (<xref
					ref-type="bibr" rid="B28">Spitzer et al., 2006</xref>). Porém, estudos indicam
				que, apesar do caráter unidimensional proposto na construção do instrumento, esta
				estrutura fatorial não tem gerado índices de ajustes adequados (Bartolo et al.,
				2017; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Beard &amp; Björgvinsson, 2014</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B17">Kertz et al., 2013</xref>). No Brasil, poucos estudos
				investigaram as propriedades psicométricas da GAD-7. Dentre eles, <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Moreno et al. (2016)</xref>, que verificaram adequados
				ajustes para uma estrutura unidimensional da GAD-7 (<italic>Confirmatory Fit
					Index</italic> = 0, 99; <italic>Tucker-Lewis Index</italic> = 0, 99;
					<italic>Root Mean Square Error of Approximation</italic> = 0,068 e <xref
					ref-type="bibr" rid="B24">Silva et al. (2018)</xref> que verificou associação
				positiva entre GAD-7 e sintomatologia depressiva.</p>
			<p>Porém, ainda há lacunas a serem preenchidas do ponto de vista das qualidades
				psicométricas da escala, como a melhor estrutura fatorial para o teste. Por haver
				divergências na literatura sobre os indicadores de ajustes da estrutura fatorial da
				escala, o presente estudo buscou verificar as suas qualidades psicométricas. Para
				isso, foram analisados seus indicadores, bem como a confiabilidade da consistência
				interna. Dada a escassez de estudos brasileiros que verificaram a associação entre a
				GAD-7 e variáveis externas, nosso segundo objetivo foi verificar a correlação entre
				GAD-7 e medidas de saúde mental geral, bem-estar e depressão. Por fim, analisou-se a
				capacidade da medida em diferenciar indivíduos com e sem transtorno psiquiátrico
				prévio. Nós desenvolvemos cinco hipóteses para este estudo, a saber, esperamos
				encontrar uma estrutura unidimensional com índices de ajuste adequados (H1),
				associação positiva entre maiores níveis de ansiedade, depressão (H2) e prejuízo na
				saúde mental (H3) e associação negativa entre níveis mais altos de ansiedade e
				bem-estar (H4). Além disso, espera-se que a GAD-7 diferencie indivíduos com e sem
				histórico de transtorno psiquiátrico (H5).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Método</title>
			<p>Trata-se de um estudo de caráter transversal e amostra coletada por conveniência. O
				critério de seleção foi idade ≥ 18 anos. Participaram deste estudo 545 adultos com
				idade variando de 18 a 76 anos (M = 37; DP = 12,9), sendo a maioria mulheres (412),
				da região Sudeste (50,9%), servidores públicos (27,3%) e empregadores privados
				(21,3%). Os detalhes sobre os dados demográficos da amostra são apresentados na
					<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>.</p>
			<p>
			<table-wrap id="t1">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Características Sociodemográficas da Amostra</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left"/>
							<th align="left"/>
							<th align="center">Feminino</th>
							<th align="center">Masculino</th>
							<th align="center">Outro</th>
							<th align="left"/>
							<th align="left"/>
							<th align="left"/>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="center" rowspan="2">Sexo</td>
							<td align="center">N</td>
							<td align="center">412</td>
							<td align="center">132</td>
							<td align="center">1</td>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">%</td>
							<td align="center">75,6</td>
							<td align="center">24,2</td>
							<td align="center">0,2</td>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" rowspan="3">Diagnóstico psiquiátrico</td>
							<td align="left"/>
							<td align="center">Não</td>
							<td align="center">Sim</td>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">N</td>
							<td align="center">399</td>
							<td align="center">146</td>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">%</td>
							<td align="center">73,2</td>
							<td align="center">26,8</td>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
							<td align="left"/>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" rowspan="3">Região</td>
							<td align="left"/>
							<td align="center">Sul</td>
							<td align="center">Sudeste</td>
							<td align="center">Norte</td>
							<td align="center">Nordeste</td>
							<td align="center">Centro-Oeste</td>
							<td align="center">Fora do país</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">N</td>
							<td align="center">101</td>
							<td align="center">277</td>
							<td align="center">12</td>
							<td align="center">40</td>
							<td align="center">87</td>
							<td align="center">28</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">%</td>
							<td align="center">18,5</td>
							<td align="center">50,8</td>
							<td align="center">2,2</td>
							<td align="center">7,3</td>
							<td align="center">16</td>
							<td align="center">5,1</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center" rowspan="3">Trabalho</td>
							<td align="left"/>
							<td align="center">Servidor público</td>
							<td align="center">Setor privado</td>
							<td align="center">Não exerce</td>
							<td align="center">Autônomo</td>
							<td align="center">Aposentado/<break/>Pensionista</td>
							<td align="center">Outro</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">N</td>
							<td align="center">147</td>
							<td align="center">156</td>
							<td align="center">84</td>
							<td align="center">78</td>
							<td align="center">31</td>
							<td align="center">49</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">%</td>
							<td align="center">27</td>
							<td align="center">28,6</td>
							<td align="center">15,4</td>
							<td align="center">14,3</td>
							<td align="center">5,7</td>
							<td align="center">8,9</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><italic>Nota</italic>: M = Média; DP = Desvio-padrão.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
		</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Instrumentos</title>
			<sec>
				<title>Questionário sociodemográfico</title>
				<p>O questionário foi composto por perguntas referentes à idade, ao sexo, à região
					do Brasil em que reside, ao tipo de atividade laboral desenvolvida e ao
					diagnóstico psiquiátrico. São perguntas escolhidas pelos pesquisadores e
					usualmente utilizadas em pesquisas com o obje-tivo de caracterizar a amostra,
					para que os achados de evidências de validade sejam compreendidos neste
					recorte.</p>
				<sec>
					<title>Generalized Anxiety Disorder 7-Item (GAD-7) (<xref ref-type="bibr"
							rid="B28">Spitzer et al., 2006</xref>)</title>
					<p>O GAD-7 consiste em um questionário de autorrelato que permite a detecção
						rápida de TAG. Os indivíduos avaliam a presença de sintomas relacionados à
						ansiedade, respondendo a sete itens em uma escala de quatro pontos, com base
						na frequência com que perceberam esses sintomas (nem um pouco = 0; vários
						dias = 1; mais da metade dos dias = 2; quase todos os dias = 3). Os escores
						totais variam de 0 a 21, com pontuações mais altas refletindo níveis mais
						elevados de gravidade da sintomatologia TAG. O GAD-7 mostrou bons
						indicadores psicométricos e confiabilidade da consistência interna α = 0,92
						em nosso estudo.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>General Health Questionnaire (GHQ-12) (<xref ref-type="bibr" rid="B11"
							>Goldberg &amp; Williams, 1988</xref>)</title>
					<p>O GHQ-12 consiste em um questionário de autorrelato composto por 12 itens,
						cada um avaliando a gravidade de um sintoma mental usando uma escala do tipo
						Likert de quatro pontos, variando de 0 “nunca” a 3 “sempre”. Para cálculo da
						pontuação final, é necessário inverter os valores dos itens negativos. Os
						escores variam de 0 a 36, com pontuações mais altas indicando níveis mais
						elevados de prejuízos na saúde mental geral. A escala apresentou bons
						indicadores psicométricos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Gouveia et al.,
							2010</xref>) e confiabilidade da consistência interna α = 0,90 em nosso
						estudo.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Índice de Bem-Estar da World Health Organization (WHO-5) (<xref
							ref-type="bibr" rid="B31">WHO, 1998</xref>)</title>
					<p>A WHO-5 é uma escala de autorrelato composta por cinco itens que avaliam o
						nível de bem-estar em uma escala tipo Likert de seis pontos, variando de 0
						“em nenhum momento” a 5 “o tempo todo”. Os escores variam de 0 a 25, com
						pontuações mais altas indicando níveis mais elevados de percepção de
						bem-estar. A escala apresentou propriedades psicométricas satisfatórias
							(<xref ref-type="bibr" rid="B29">Topp et al., 2015</xref>). No presente
						estudo, o alfa da escala foi de 0,92.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Center for Epidemiological Studies - Depression (CES-D) (<xref
							ref-type="bibr" rid="B22">Radloff, 1977</xref>)</title>
					<p>O CES-D consiste em um questionário de autorrelato composto por 20 itens que
						avaliam sintomas depressivos. O respondente deve indicar a frequência com
						que percebeu cada um. O questionário é pontuado numa escala que varia de 0
						“nunca” a 3 “diariamente”. O escore total da CES-D varia de 0 indicando
						ausência de sintomas depressivos a 60 indicando sintomas depressivos mais
						frequentes ou graves. A escala apresentou bons indicadores psicométricos
							(<xref ref-type="bibr" rid="B9">Fernandes &amp; Rozenthal, 2008</xref>)
						e confiabilidade da consistência interna α = 0,84 em nosso estudo.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>Procedimento</title>
				<p>Os procedimentos éticos deste estudo seguem as disposições da Declaração de
					Helsinque referente à pesquisa com seres humanos. Todos os participantes
					assentiram eletronicamente ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido após
					conhecer os objetivos da pesquisa. A coleta de dados foi realizada on-line, por
					meio do <italic>Google Forms,</italic> e divulgada por meio de mídias sociais,
					como <italic>Facebook, Twitter e WhatsApp.</italic></p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Análises de Dados</title>
				<p>Foi feita análise descritiva dos dados para caracterizar a amostra e calcular os
					valores de média e desvio-padrão dos instrumentos utilizados. Com intuito de
					verificar se a estrutura unifatorial indicada no estudo original com a GAD-7
						(<xref ref-type="bibr" rid="B28">Spitzer et al., 2006</xref>) se mantém para
					a amostra de adultos brasileiros, foi realizada uma análise fatorial
					confirmatória utilizando o estimador <italic>Weighted Least Squares Means and
						Variance Adjusted</italic> (WLSMV) por meio do Mplus. Para verificar o
					ajuste do modelo, foram utilizados os seguintes índices: <italic>Confirmatory
						Fit Index</italic> (CFI; &gt; 0,90), <italic>Tucker-Lewis Index</italic>
					(TLI; &gt; 0,90) e <italic>Root Mean Square Error of Approximation</italic>
					(RMSEA; &lt; 0,06), de acordo com os critérios apontados por <xref
						ref-type="bibr" rid="B14">Hu e Bentler (1999)</xref> e <xref ref-type="bibr"
						rid="B13">Hair Jr. et al. (2005)</xref>.</p>
				<p>Para verificar a associação entre o escore da GAD-7 e as três medidas externas
					aplicadas (saúde mental geral, bem-estar e depressão), foi feita análise de
					correlação de Pearson. Foram consideradas correlações estatisticamente
					significativas quando p ≤ 0,05. Os valores de magnitude de correlação foram
					baseados no sugerido por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cohen (2013)</xref>, em
					que correlações acima de 0,50 indicam forte magnitude. Uma análise de
					sensibilidade usando G * Power 3.1 sugere que, com uma amostra composta por 545
					sujeitos, temos poder = 0,99 para detectar uma correlação de r = | 0,18 | (p =
					0,05, bicaudal).</p>
				<p>Para analisar se os escores dos sujeitos sem histórico de transtorno psiquiátrico
					(1) se diferem dos respondentes que indicaram ter sido diagnosticados com algum
					transtorno psiquiátrico (2), foi feita comparação entre médias por meio do teste
					t. Foram consideradas diferenças significativas quando p ≤ 0,05. Além disso, foi
					verificada a magnitude da diferença considerados valores acima de 0,30, por meio
					do d de Cohen. As análises foram feitas usando SPSS.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>A análise fatorial confirmatória unifatorial apresentou índices de ajustes adequados
				(RMSEA = 0,08; CFI = 0,993; TLI = 0,990). As cargas fatoriais e a consistência
				interna estão apresentadas na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>.</p>
				<p>
			<table-wrap id="t2">
				<label>Tabela 2</label>
				<caption>
					<title>Cargas Fatoriais e Consistência Interna da GAD-7</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="center">Itens</th>
							<th align="center">Cargas</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">1 - Sentir-se nervoso, ansioso ou no limite</td>
							<td align="center">0,87</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2 - Não ser capaz de parar ou controlar a
								preocupação</td>
							<td align="center">0,89</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">3 - Preocupar-se muito com coisas diferentes</td>
							<td align="center">0,84</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">4 - Problemas para relaxar</td>
							<td align="center">0,83</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">5 - Sentir-se tão inquieto a ponto de ser difícil ficar
								parado</td>
							<td align="center">0,79</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">6 - Tornar-se facilmente aborrecido ou irritado</td>
							<td align="center">0,81</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">7 - Sentir medo, como se algo terrível pudesse
								acontecer</td>
							<td align="center">0,76</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Α</td>
							<td align="center">0,92</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Ω</td>
							<td align="center">0,92</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap>
		</p>
			<p>As cargas fatoriais variaram entre 0,76 e 0,89. A fidedignidade por meio da
				consistência interna, verificada pelo alfa e ômega, apresentou valor de 0,92 para
				cada um. Na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, estão apresentados os
				resultados das correlações do escore da GAD-7 com as medidas externas de saúde
				mental geral (GHQ), bem-estar (WHO) e depressão (CES-D).</p>
			<p>	
			<table-wrap id="t3">
				<label>Tabela 3</label>
				<caption>
					<title>Correlação da GAD-7 com Medidas Externas</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left"/>
							<th align="center">Saúde Geral (GHQ)</th>
							<th align="center">Bem-Estar (WHO)</th>
							<th align="center">Depressão (CES-D)</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="center">GAD-7</td>
							<td align="center">0,70<sup><sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
											>**</xref></sup></sup></td>
							<td align="center">-0,65<sup><sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
											>**</xref></sup></sup></td>
							<td align="center">0,76<sup><sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
											>**</xref></sup></sup></td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><italic>Nota</italic>:</attrib>
					<fn id="TFN1">
						<label>**</label>
						<p> = p &lt; 0,01.</p>
					</fn>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
		</p>
			<p>As correlações entre os escores da GAD-7 e as medidas externas foram todas de forte
				magnitude. A relação com depressão e saúde geral foi positiva, indicando que maior
				frequência de sintomas de ansiedade está associada a maiores indicadores de
				sintomatologia depressiva e prejuízos na saúde mental geral. De modo diferente,
				observou-se correlação negativa entre os escores da GAD-7 e bem-estar, o que indica
				que maior frequência de sintomas de ansiedade está inversamente associada à
				percepção de bem-estar.</p>
			<p>Na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>, está apresentada a comparação das
				médias dos grupos (1) com histórico de transtornos psiquiátricos e (2) sem histórico
				de transtornos psiquiátricos na GAD-7.</p>
				<p>
			<table-wrap id="t4">
				<label>Tabela 4</label>
				<caption>
					<title>Comparação das Médias dos Grupos com e sem Histórico de Transtornos
						Psiquiátricos na GAD-7</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left"/>
							<th align="center">Grupo</th>
							<th align="center">n</th>
							<th align="center">M</th>
							<th align="center">DP</th>
							<th align="center">T</th>
							<th align="center">P</th>
							<th align="center">d</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="center" rowspan="2">GAD-7</td>
							<td align="center">1</td>
							<td align="center">146</td>
							<td align="center">17,10</td>
							<td align="center">6,26</td>
							<td align="center" rowspan="2">4,82</td>
							<td align="center" rowspan="2">&lt;0,01</td>
							<td align="center" rowspan="2">0,45</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="center">2</td>
							<td align="center">399</td>
							<td align="center">14,49</td>
							<td align="center">5,35</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib><italic>Nota</italic>: M = Média; DP = Desvio-padrão; Grupo 1 =
						participantes com histórico de transtorno psiquiátrico; Grupo 2 =
						participantes sem histórico de transtorno psiquiátrico.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap>
		</p>
			<p>Houve diferença significativa entre os grupos, sendo que o grupo de pessoas com
				histórico de transtornos psiquiátricos (1) apresentou a maior pontuação média. A
				magnitude da diferença calculada por meio do d de Cohen foi moderada.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion|conclusions">
			<title>Discussão e Conclusão</title>
			<p>O presente estudo teve o objetivo de verificar as qualidades psicométricas da GAD-7,
				medida desenvolvida para rastreio de níveis de TAG. Para isso, foram analisados os
				indicadores de ajuste da estrutura fatorial, a confiabilidade da consistência
				interna, sua associação com variáveis externas e a capacidade da medida em
				diferenciar indivíduos com e sem transtornos psiquiátricos prévios. Foram formuladas
				cinco hipóteses, todas confirmadas. Os resultados indicaram adequação psicométrica
				da escala com a amostra deste estudo, conforme discutido nos parágrafos
				seguintes.</p>
			<p>A estrutura interna da GAD-7 verificada por meio de CFA tendo como base a estrutura
				original do instrumento (unifatorial) apresentou índices de ajustes aceitáveis, de
				acordo com as diretrizes apontadas na literatura (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
					>Hair Jr. et al., 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hu &amp; Bentler,
					1999</xref>). Assim como verificado pela maioria dos estudos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Moreno et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B28">Spitzer et al., 2006</xref>), a GAD-7 apresentou uma estrutura
				unidimensional, com índices de ajuste adequados, com cargas fatoriais e consistência
				interna altas. Este resultado atende às expectativas dos autores, que tinham como
				primeira hipótese a unidimensionalidade da escala (H1).</p>
			<p>Houve associação positiva e de forte magnitude entre indicadores de TAG, maiores
				níveis de prejuízos na saúde mental geral e presença de sintomatologia depressiva
				(hipóteses H2 e H3). Esses achados corroboram estudos anteriores (<xref
					ref-type="bibr" rid="B6">Buhk et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B19">Li &amp; Wang, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva et
					al., 2018</xref>) e são consonantes à alta comorbidade verificada entre TAG e
				outros transtornos psiquiátricos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">APA, 2014</xref>).
				Junto disso, a associação negativa e de magnitude forte entre a GAD-7 e a medida de
				bem-estar indica que a escala avalia aspectos relacionados à baixa percepção de
				sentimentos de tranquilidade, disposição e característicos do bem-estar, o que está
				ao encontro da quarta hipótese deste estudo, que era exatamente a associação
				negativa entre níveis mais altos de ansiedade e bem-estar (H4).</p>
			<p>Por fim, os resultados indicaram que os participantes com histórico de transtorno
				psiquiátrico pontuam significativamente mais alto quando comparados àqueles sem
				histórico prévio, o que alcança nossa hipótese cinco, de que a GAD-7 seria capaz de
				diferenciar indivíduos com e sem histórico de transtorno psiquiátrico. Além de
				reforçar a associação entre TAG e comorbidades psicopatológicas (<xref
					ref-type="bibr" rid="B1">APA, 2014</xref>), esse dado ressalta a usabilidade da
				medida para contexto de avaliação de transtornos psiquiátricos e indica que o
				instrumento é adequado para rastreio clínico (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Beard
					&amp; Björgvinsson, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Johnson et al.,
					2019</xref>). Contudo, salienta-se que se trata de um achado preliminar, sendo
				necessário verificar sua replicabilidade em outros delineamentos amostrais.</p>
			<p>Os alcances do presente estudo são promissores em termos da apresentação das
				qualidades psicométricas da escala e sua adequação para uso em contexto clínico e de
				pesquisa. Porém, o estudo também apresenta limitações, como o método de extração de
				dados. Por se tratar de uma pesquisa on-line e amostra de conveniência, é possível
				que uma porção muito específica da população tenha sido selecionada, sendo
				necessária a investigação com outras configurações de amostra, inclusive contendo
				participantes com diferentes transtornos psiquiátricos.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>American Psychiatric Association. (2014). <italic>DSM-5: Manual
						diagnóstico e estatístico de transtornos mentais</italic>. Artmed
					Editora.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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						<collab>American Psychiatric Association</collab>
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					<year>2014</year>
					<source>DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais</source>
					<publisher-name>Artmed Editora</publisher-name>
				</element-citation>
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					<article-title>Treatment of anxiety disorders</article-title>
					<source>Dialogues in Clinical Neuroscience</source>
					<volume>19</volume>
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