<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-model type="application/xml-dtd" href="http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1d3 20150301//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:ali="http://www.niso.org/schemas/ali/1.0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" dtd-version="1.1d3" specific-use="Marcalyc 1.2" article-type="editorial" xml:lang="pt">
<front>
<journal-meta>
<journal-id journal-id-type="redalyc">7020</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title specific-use="original" xml:lang="en">Travessias</journal-title>
</journal-title-group>
<issn pub-type="epub">1982-5935</issn>
<publisher>
<publisher-name>Universidade Estadual do Oeste do Paraná</publisher-name>
<publisher-loc>
<country>Brasil</country>
<email>revista.travessias@unioeste.br</email>
</publisher-loc>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id pub-id-type="art-access-id" specific-use="redalyc">702073888001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">https://doi.org/10.48075/rt.v16i3.30306</article-id>
<article-categories>
<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>APRESENTAÇÂO</subject>
</subj-group>
</article-categories>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt">Apresentação do v. 16, n. 3 da Travessias</article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author" corresp="no">
<name name-style="western">
<surname>Diniz</surname>
<given-names>Alai Garcia</given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
<email>agadin@gmail.com</email>
</contrib>
<contrib contrib-type="author" corresp="no">
<name name-style="western">
<surname>Pinto</surname>
<given-names>Ana Carolina Teixeira</given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
<email>anacarolinatpinto@gmail.com</email>
</contrib>
<contrib contrib-type="author" corresp="no">
<name name-style="western">
<surname>Silva</surname>
<given-names>Marcos Roberto da</given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="aff3"/>
<email>marcosdasilva@gmail.com</email>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="aff1">
<institution content-type="original">Universidade Estadual do Oeste do Paraná</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Estadual do Oeste do Paraná</institution>
<country country="BR">Brasil</country>
</aff>
<aff id="aff2">
<institution content-type="original">Universidade Federal da Fronteira Sul</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Fronteira Sul</institution>
<country country="BR">Brasil</country>
</aff>
<aff id="aff3">
<institution content-type="original">Universidade Federal da Fronteira Sul</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Fronteira Sul</institution>
<country country="BR">Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Septiembre-Diciembre</season>
<year>2022</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<issue>3</issue>
<elocation-id>e30306</elocation-id>
<permissions>
<copyright-statement>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob CC-BY-NC-SA 4.0, que permite o compartilhamento do trabalho com indicação da autoria e publicação inicial nesta revista.</copyright-statement>
<copyright-year>2022</copyright-year>
<copyright-holder>Travessias</copyright-holder>
<ali:free_to_read/>
<license xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/">
<ali:license_ref>https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/</ali:license_ref>
<license-p>Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional.</license-p>
</license>
</permissions>
<counts>
<fig-count count="0"/>
<table-count count="0"/>
<equation-count count="0"/>
<ref-count count="0"/>
</counts>
</article-meta>
</front>
<body>
<sec>
<title/>
<p>A discussão de Artes, performances e interartes na cena latino-americana contemporânea, tanto pelo caráter experimental, como estudada a partir de alguns conceitos como o da oralidade e escrita; o de arquivo e repertório (TAYLOR, 2013<xref ref-type="fn" rid="fn1">[1]</xref>); ou pela perspectiva decolonial, permitiu que a Travessias acolhesse em seu dossiê “Artes, performances e interartes na cena do contemporâneo latino-americano” produções de diversas universidades, com um artigo internacional, sinal de que o alcance do tema rendeu frutos e que a revista vem aprimorando intercâmbios sul-americanos.</p>
<p>Neste sentido, a revista cumpre uma finalidade de que é a de possibilitar a circulação de ideias, de reflexões nas relações da literatura com as outras artes. Caso da discussão entre a poesia em sua vertente performática, a partir da arte musical em um artigo que aprofunda a inclusão na lírica da leitura de um RAP dos Racionais. Em primeiro lugar por mostrar como a oralidade pode ser uma categoria epistêmica em um nicho que carece de aprofundamento na academia, mesmo que, tanto na obra de Manuel Bandeira <italic>Noções de História das Literaturas (1954) </italic>como na de Octavio Paz, <italic>El Arco y la lira (</italic>1956) surjam reflexões sobre as relações entre a oralidade e a poesia. O estudo da letra, da performance e da canção “Jesus Chorou” elabora muito bem os argumentos para sua conclusão. Além do fato de apresentar um agitador cultural periférico como Mano Brown na repercussão que o movimento lhe outorga, ao recriar o lugar da cultura na periferia a partir dos territórios.</p>
<p>Outro artigo apresenta como a leitura de uma prática advinda de um curso de Pós-Graduação pode conter a criação artística, com vistas a alcançar outros patamares da educação formal. Com a performance do Coletivo Digressão Cênica, criada sobre a obra dramatúrgica contemporânea <italic>Makunaimã</italic> (2019) atingiu o público jovem e, em certa medida, teve êxito nesse encontro com os estudantes de uma escola de ensino médio. Era a avaliação da proposta prática do curso de Tópicos em Literatura e Dramaturgia. O que poderia ser apenas mais uma disciplina estreitamente vinculada ao mestrado ou Doutorado, abriu-se para outro objetivo, a formação de público, ao ser apresentada a estudantes do Ensino Médio, caso da performance antropofágica criada a partir do estudo de uma peça <italic>Makunaimã</italic> (2019) na interpelação da obra vanguardista de Mário de Andrade <italic>Macunaíma</italic> (1928).</p>
<p>As intersecções entre literatura e outras artes se apresentam nos artigos que trazem à tona a discussão do ensino da estética no âmbito da música e aprofundam a aproximação em análises pontuais da estrutura da teoria musical e dos corpos que a performam. Com o cinema, a relação é estabelecida a partir do olhar que narra para fazer o acercamento com uma prosa lírica. As artes se manifestam em linguagens distintas e o escopo da performance da cabida ao ato de performar em outra língua na qual o corpo é centro de expressão máxima.</p>
<p>Um grupo de três artigos pautou de forma muito diversa questões de gênero numa perspectiva decolonial. Um deles é uma leitura sobre a construção dos corpos femininos na narrativa, de Sheyla Smanioto. Outro é um estudo sobre os tipos de tradução na série da web <italic>Mulher-Poema </italic>(2020), do grupo de teatro La Broma. E um terceiro sobre a performance poética <italic>Quizá</italic> (2015) realizada na Guatemala.</p>
<p>A perspectiva decolonial também é ponto de partida para um artigo que tem como proposta o ensino de desenho performativo e do artigo sobre teatro e acessibilidade da cultura. Ambos os textos potencializam tanto as discussões teóricas quanto as iniciativas práticas de trabalho com cultura.</p>
<p>Além desses artigos, o artigo sobre a virtualidade no teatro em tempos pandêmicos nos parece um trabalho especial por ser um assunto da atualidade podendo projetar uma preocupação a ser encampada em uma dimensão mais ampla a fim de que outros focos fundamentais da teatralidade, caso do espectador, por exemplo, seja revisto à luz dessas transformações.</p>
<p>Concluindo, como se pode observar os artigos que este dossiê oferece tem a potência de projetar temáticas que possam imbricar transversalidades nas artes, reflexões sobre a decolonialidade e sugerir outros dossiês para que pesquisas gerem novas categorias; fortaleçam referências e procedimentos nas artes; no campo da performance e entre as artes.</p>
<p>Desejamos excelente leitura dos textos que compõem o dossiê e dos artigos que compõem as demais seções do v. 16, n. 3 da Travessias.</p>
</sec>
</body>
<back>
<fn-group>
<title>Notas</title>
<fn id="fn1" fn-type="other">
<label>[1]</label>
<p>TAYLOR, Diana. O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.</p>
</fn>
</fn-group>
</back>
</article>